Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Lula, o homem sem medo

lula eu
 eduguim
A vós que vos deixais mortificar por esse bombardeio de injustiças sobre o homem que operou o milagre da libertação de dezenas de milhões de brasileiros dos grilhões da pobreza e que promoveu a maior distribuição de renda já vista neste país, serenai vossos espíritos.
Todo aquele que contemplou com lucidez o olhar de Luiz Inácio Lula da Silva sabe que em sua alma o medo não se cria.
Perscrutei os espelhos de sua alma em busca de uma réstia de hesitação, de uma sombra de medo, de um fiapo de insegurança, mas não encontrei. Do olhar de Lula emana, tão-somente, energia que poderia iluminar uma nação.
Enquanto conversávamos, não prestava tanta atenção às palavras. Refletia sobre aquela figura mítica que tinha diante de mim. E sobre os inimigos poderosos que lhe espreitam cada passo, cada palavra, cada gesto.
Perguntava-me como podia se manter tão sereno e confiante a despeito da horda que anseia destruir não apenas o homem, mas as ideias que representa.
Disse a Lula que me preocupava com o ódio que lhe dedicam porque adentra o terreno do sobrenatural. O ódio que atraiu contra si ao pregar igualdade entre os brasileiros, converteu-se em religião. E o que é pior: os portadores desse ódio dispõem de recursos extraordinários.
Confesso que passei minutos intermináveis tentando enxergar nele algum medo do futuro, das conspirações que germinavam enquanto conversávamos, mas nada encontrei.
Tal era a serenidade em seu olhar enquanto eu listava tudo que poderia lhe suceder que cheguei a supor que ele não se dava conta dos riscos que corria. Insisti nesses riscos, mas ele não se abalava. Optei, então, por não perder mais tempo e direcionei a conversa para o quadro político, que ele já sabia que evoluiria como tem evoluído.
Se alguém pensa que Lula está surpreso com tudo que está acontecendo, engana-se. Há cerca de um ano ele já previa até onde seus inimigos iriam. E já imaginava que, em caso de surgirem maiores problemas na economia, os fracos de espírito o abandonariam.
Perguntei se não se arrependia de ter dado tanto poder à Polícia Federal e ao Ministério Público, de não ter engendrado mecanismos para se proteger caso toda essa liberdade a esses órgãos fosse usada para atacá-lo.
Não se arrepende. Para ele, o problema do Brasil sempre foi o medo que seus antecessores tiveram de dar liberdade aos órgãos de controle.
Lula acredita que os abusos que estão praticando contra si fazem parte do processo de amadurecimento de nossas instituições, e que caso seus inimigos voltem ao poder descobrirão que não há mais como se protegerem através do aparelhamento da Justiça, do MP ou da PF como o que promoveu Fernando Henrique Cardoso.
Nunca me esquecerei da serenidade de Lula diante do calvário contra si que já se anunciava e do qual ele tinha plena consciência.
Quando vejo muitos dos que o apoiam ficar mortificados diante das injustiças que ele vem sofrendo – como eu mesmo fico, inclusive -, busco coragem na lembrança de sua serenidade, de sua coragem, de sua fé inquebrantável na verdade e na justiça.
Homens como Lula não se dobram, não se amofinam, não desanimam. Para pessoas como ele, cada batalha perdida é uma lição e cada vitória é apenas mais um passo de uma jornada que não é só sua, mas de todos os viventes.
Uma jornada em busca da justiça social.
Ele certamente não se desespera diante das calúnias contra sua família – que jamais lucrou com seu sucesso estrondoso na política – enquanto familiares dos adversários amealham fortunas sem qualquer explicação razoável, como no caso da filha de José Serra, quem, há um par de anos, comprou, em sociedade com o homem mais rico do Brasil, parte de um negócio no valor de cem milhões de reais – e sem ninguém saber a origem de tanto dinheiro.
Lula não se desespera porque já esperava por isso. Ele já sabia que perscrutariam sua vida e a de sua família em busca de alguma mera evidência que pudessem usar. E sabe que não encontrarão.
Você perguntará: mas e se forjarem alguma coisa? Não importa. Ele não se deixará abater. Não tem medo. Inexplicavelmente, ele não teme a adversidade. Lula se considera filho da adversidade, pois foi através dela que se tornou o político mais importante do país.
Quando lembro da coragem que vislumbrei no olhar de Lula, chego a sentir vergonha de, vez por outra, deixar-me mortificar pelas injustiças que sofre. Então, inspirado nele, persisto. Tento fazer da força dele a minha força. Sugiro a você que pensa como eu, que faça o mesmo.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A OCULTAÇÃO DELIBERADA PARA CONDENAR O PT


* A matança em SP: 135 assassinatos em setembro; 145 em outubro; 80, em dez dias de novembro**SP quer saber o que se passa; o Legislativo tem o dever de investigar (leia mais aqui) 

Martelada ininterruptamente no imaginário da população brasileira há 3 meses e 9 dias, e urdida com o talento, a cadencia e o timming político que em nada ficam a dever ao que seria o produto de um bureau profissional escolado na arte da novela e no ofício da comunição, a Ação Penal 470 enfrenta o seu making off. Surgem evidências de que por trás da narrativa de esmero profissional e estratégia midiática transbordante de sintonia eleitoral há pilares trincados. E a palavra trincado aqui é uma cortesia dos bons modos. As rachaduras desautorizam a pedra angular da argumentação do relator Joaquim Barbosa, baseada na tese do desvio de dinheiro público. Mas há questões de gravidade adicional. Elas arguem não apenas a interpretação enviesada dos autos. O que se escancara agora é a violação do amplo direito de defesa (leia reportagem nesta pág) presente na ocultação deliberada de informações que 'atrapalhariam' a coesão narrativa do relator, bem como o furor condenatório da mídia que lhe serve de esteio e pauta. (LEIA MAIS AQUI)


Violação da ampla defesa pode anular Ação Penal 470










TOFFOLI E DANIEL DANTAS. 
ESTRANHÍSSIMO …

Toffoli preferiu um caminho heterodoxo. Em vez de simplesmente arquivar o processo, resolveu submetê-lo ao plenário do STF. Muito estranho.
    Saiu na Carta Capital, por Sergio Lirio:

     UMA NOMEAÇÃO SUSPENSA EM SÃO PAULO. E UM        ATO HETERODOXO NO STF


    O Brasil disposto a acreditar que o julgamento do “mensalão” inicia uma nova era de baixa tolerância à corrupção deveria prestar atenção às estranhas movimentações de outro caso não menos estrepitoso: a Satiagraha. Para quem não sabe, o processo está parado no Supremo Tribunal Federal (STF) desde que o Ministério Público recorreu da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de anular as sentenças proferidas pelo juiz Fausto De Sanctis. Entre elas, os dez anos de prisão do banqueiro Daniel Dantas por corrupção de um delegado federal.

    Dois fatos aparentemente sem conexão passaram quase despercebidos em outubro. O primeiro ocorreu em São Paulo. Com a promoção a desembargador de De Sanctis, a vaga de titular da 6a Vara da Justiça federal, especializada em crimes de lavagem de dinheiro e contra o sistema financeiro, estava vaga. Por essa razão, o tribunal abriu as inscrições para os magistrados interessados em ocupar o posto. Apesar de negar por muito tempo, no último minuto o juiz Ali Mazloum candidatou-se. Por ser um dos mais antigos na casa, sua nomeação parecia certa.

    Parecia. O tribunal decidiu ainda em outubro suspender as novas nomeações. O principal argumento é técnico. Com as mudanças na lei de lavagem de dinheiro, os juizes temem um acúmulo de processos nas duas varas especializadas existentes. Uma consulta a todos os integrantes do tribunal foi aberta para sabei” se eles consideram fundamental a existência da especialização ou se concordam com a tese de que as dez varas de São Paulo, e n ão apenas duas, deveriam uidar de crimes de colarinho-branco.

    Entre os magistrados, comenta-se, porém, ter pesado a resistência interna ao nome Mazloum. Não só por seu passado atribulado. Em 14 de outubro, por exemplo, o juiz apareceu em uma reportagem do Fantástico, da Rede Globo, na qual acusa de forma genérica arapongas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) de roubar processos sob sua jurisdição. O comando do tribunal não gostou de sua aparição e do tom de suas declarações, o que teria aumentado a rejeição à sua nomeação.

    Antes de passar ao segundo fato, um esclarecimento: Mazloum fez de tudo para derrubar a Satiagraha. Uma de suas iniciativas foi abrir um inquérito para apurar as relações entre o empresário Luís Roberto Demarco, desafeto de Dantas, o jornalista Paulo Henrique Amorim e o delegado Protógenes Queiroz, responsável pela Satiagraha. O juiz baseou-se em uma falsa acusação, a existência de contatos telefônicos frequentes entre os três personagens. Sustentou ainda a tese da interferência indevida de agentes da Abin na operação, base da anulação do processo pelo STJ.

    Imagine, portanto, se Mazloum fosse nomeado para a 6a Vara e o STF decidisse rever a decisão do STJ e manter o processo. O caso voltaria para onde? Para as mãos do próprio Mazloum.

    Voemos agora até Brasília. Por Queiroz ter sido eleito deputado federal, o processo acabou remetido ao Supremo. Em seu parecer, a Procuradoria-Geral da República (PGR) sugere o arquivamento.

    É interessante a manifestação da PGR: “Ante o exposto, o Ministério Público Federal reitera a manifestação (…) em relação à nulidade da prova colhida de ofício pelo juízo da 7a Vara Criminal da Subseção Judiciária de São Paulo”

    Relator do caso no STF, o ministro Antonio Dias Toffoli foi mais explícito ao comentar o parecer do Ministério Público: “…Não vislumbrando a possibilidade de apuração de eventuais fatos delituosos, em vista do entrelaçamento com elementos de prova ilicitamente produzidos”.

    Ou seja, Mazloum produziu ou valeu-se de provas consideradas ilícitas. Como?

    Apesar disso e do pedido de arquivamento do Ministério Público, Toffoli preferiu um caminho heterodoxo. Em vez de simplesmente arquivar o processo, resolveu submetê-lo ao plenário do STF. Muito estranho.



    Do amigo navegante Vaquer:

    J.A.Vaquer

    Enviado em 12/11/2012

    Uma situação corriqueira: a polícia chega bem na hora em que o ladrão assalta uma casa, precisando os policiais arrombar a janela para entrar e prender o bandido. Levado para a delegacia, seu advogado alega a impossibilidade da prisão porque os policiais, afinal, violaram a lei ao depredar propriedade particular.

    Pois é. Com todo o respeito, não dá para entender como o Supremo Tribunal Federal anulou toda a “Operação Satiagraha”, destinada a prender ladrões de colarinho branco flagrados em olímpicos ilícitos, só porque agentes da Abin juntaram-se à Polícia Federal durante as investigações.

    Trata-se de um caso típico de inversão de valores, favorecendo bandidos que agora festejam a impossibilidade de responder por seus crimes.





    Clique aqui para ler “Os juízes que absolvem Dantas”.
    aqui para ler o editorial do Mino Carta “O “mensalão” tucano – longa encenação em vários atos e muitas personagens, sem excluir, naturalmente Marcos Valério e Daniel Dantas“.
    A propósito, como dizia o Mino, o “mensalao” (o do PT) ainda está por provar-se.
    O Supremo, que fraudou a teoria do “domínio do fato”, até hoje não conseguiu provar o “mensalão”…




    Paulo Henrique Amorim

    quinta-feira, 6 de setembro de 2012

    A 30 dias da eleição, paulistano não sabe em quem votar




    Durante os últimos nove dias, este blog promoveu uma “pesquisa de opinião” própria a fim de apurar, não a intenção de voto do eleitorado da cidade de São Paulo, mas sua visão geral sobre política e democracia e seu estado de espírito relativo à eleição do próximo prefeito.
    O critério fundamental da pesquisa foi o de entrevistar pessoas sem posições políticas arraigadas e que dão pouca importância ao assunto. Tal critério teve origem no senso comum de que esse é o perfil da maioria esmagadora do eleitorado brasileiro.
    Importante: é evidente que a iniciativa não tem fundamentação científica, servindo, apenas, para revelar uma postura diante da política facilmente observável no eleitorado paulistano.
    A “pesquisa” obedeceu a critérios de classe social, faixa etária, nível de instrução e zona (Norte, Sul, Leste ou Oeste) da cidade. Não foi apresentada uma lista de candidatos – as menções foram espontâneas.
    Dezenove pessoas foram entrevistadas. Desse universo, quatro eleitores declararam voto em Celso Russomano, um em Fernando Haddad e três em José Serra.  Os outros onze declararam não saber em quem votar.
    Todos os entrevistados que conseguiram citar ao menos um candidato admitiram a possibilidade de mudar de voto ou de anulá-lo e afirmaram que deixarão a decisão final para os últimos dias da campanha eleitoral por não terem tido “tempo” de avaliar “propostas”.
    Do universo pesquisado, doze pessoas assistiram a pelo menos um programa eleitoral dos três candidatos a prefeito mais bem colocados e nenhuma assistiu a programas dos candidatos a vereador.
    Dos eleitores que disseram que vão votar em Serra, só um se lembrou de sua relação com o prefeito Gilberto Kassab. Do universo pesquisado, sete pessoas se lembraram dessa relação.
    Nenhum entrevistado se disse satisfeito com o prefeito de São Paulo. Todos disseram que a cidade está cada dia pior.
    Todos os entrevistados afirmaram que o partido não importa porque o novo prefeito fará alianças. Doze entrevistados disseram que é melhor votar em candidato a prefeito de um partido e em vereadores de outro partido para não dar “muito poder” ao governante.
    Todos repudiaram “os políticos” e afirmaram que “nada vai mudar”, seja qual for o eleito. Todos manifestaram desejo de mudar da capital paulista. Todos gostariam de aproveitar a eleição para viajar, mas apenas três declararam ter condições de fazê-lo.

    quinta-feira, 9 de junho de 2011

    Por que Gilmar falou tanto ?


    Ele é candidato a tudo

    Este ansioso blogueiro decidiu consultar Tirésias, o profeta, que no início de noite desta quarta-feira abatia um frango ao molho pardo.

    - Venerável profeta, por que Gilmar votou por duas horas se sabia que tinha perdido ?

    - Porque aquilo não foi um voto, disse Tirésias.

    - Então, o que foi ?

    - Foi uma peça de campanha.

    - Campanha ? Como assim ?, perguntei estupefato.

    - Ele marcou posição.

    - Que posição ?, pergunto.

    - Ele quer ser o anti-Lula, porque já viu que o Cerra e o Aécio não vão longe.

    - Então, o Supremo é um apenas um trampolim eleitoral ?

    - O rapazinho está ficando esperto …

    - Então, além de fazer merchandising para escolas particulares na internet, ele usa o pulpito do Supremo para fazer campanha eleitoral …

    - Tá ficando esperto …

    - Mas, pondero, ele ainda tem muito tempo de Supremo.

    - Daqui para frente, ele será com mais frequência parte da minoria.

    - Você quem diz que ele exercerá uma ministerial irrelevância. Não é isso ?

    - Exatamente ! O mal dele é a Hubris.

    - Sim … o que é isso ?

    - Ele se acha um Deus e o Supremo deixou de ser o Olimpo privativo dele.

    - Ele é candidato a quê ?, pergunto.

    - A tudo.

    - A tudo o quê ?

    - Tudo ! Desde que na condição de Deus.

    Pano rápido.


    Paulo Henrique Amorim