Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

PRATOS CUSPIDOS E TRILHOS ENTALADOS


*O revide das urnas: Itália diz não aos mercados e vocaliza uma Europa dilacerada pelo arrocho neoliberal (leia a reportagem do enviado especial a Roma, Eduardo Febbro).


O governo vai em romaria aos grandes centros financeiros mundiais para atrair investidores interessados em construir ferrovias, estradas, portos e aeroportos no país. Não é um passeio. Pode ser uma cartada decisiva.A continuidade do desenvolvimento requer algo em torno de R$ 500 bilhões para dilatar a fronteira logística de um sistema econômico projetado originalmente para servir a 30% da sociedade. Atrair investidores não é o único desafio.O país que  pretende construir 10 mil kms de ferrovias nos próximos anos não dispõe de uma única fábrica de trilhos para  atender a demanda prevista. O gargalo dos trilhos não é uma ameaça teórica.É a  realidade dos dias que correm. Por falta de trilhos um trecho de 600 km da Ferrovia Norte-Sul está prestes a paralisar as obras. Como entender que Aécio, FHC, seus  parceiros de partido e mídia não explorem esse que representa, de fato, um paradoxo nos planos logísticos do país? (LEIA MAIS AQUI)



LULA AO 247: "EU NÃO SEI O QUE FHC FEZ A DILMA PARA MERECER GRATIDÃO"



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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Requião denuncia escândalo. É a Privataria – II

O destemido senador Roberto Requião (PMDB-Paraná) falou por trinta e dois minutos da tribuna do Senado, nesta segunda-feira, para denunciar Bernardo Figueiredo e tentar impedir que amanhã, quarta-feira, ele seja reconduzido ao cargo de diretor geral da ANTT, Agência Nacional de Transportes, em votação no próprio Senado.

Segundo Requião, Bernardo Figueiredo é um agente do tipo “flex”: um dia, no Governo, “modela” a Privatização.

Outro dia, como agente privado, compra a empresa que “modelou” para vender.

E depois revende para sócios – empresas offshore.

Viva o Brasil !

O currículo de Figueiredo está rico em menções à poderosa ALL,  América Latina Logística, empresa em que trabalhou, a que se associou, e que impede que a ANTT multe, segundo Requião.

Boa parte do currículo se preenche no Governo da Privataria Tucana.

Bernardo, na área ferroviária.

E nada é muito diferente do que advogados e consultores fizeram para “modelar” a privatização da Telebrás e trabalharam, depois, por exemplo, para Daniel Dantas, o “brilhante”.

Bernardo Figueiredo, como Dantas, sobreviveu à débâcle tucana.

E renasceu no Governo do PT.

Foi, demonstra Requião, diretor-financeiro da Valec (Deus nos acuda !).

Ele é um dos arquitetos do sistema “Parceria Público-Privada”.

Paulo Bernardo foi deputado que relatou o projeto da PPP.

Bernardo Figueiredo um dia apareceu na residência oficial do Governador do Paraná, na companhia do Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, hoje, o ansioso Ministro da Comunicação.

Segundo o relato de Requião no Senado, assim que recebeu uma proposta “indecorosa”, “não republicana”, ele expulsou os dois da casa.

E em seguida fez denúncia à Casa Civil e ao Ministério Público Federal.

Requião já tratou dessa proposta “indecorosa” em outros depoimentos públicos.

Seria construir o ramal ferroviário entre Ipiranga e Guarapuava, no Paraná, por R$ 600 milhões.

Requião tinha avaliado a obra em R$ 150 milhões.

Quatro vezes menos.

Em dezembro, a Comissão de Infra-Estrutura do Senado, por unanimidade, aprovou uma série de sindicâncias para preceder a votação de Bernardo.

Agora, no afogadilho, querem, todos os partidos, da Base e da Oposição, aprovar a recondução.

E “depois, a gente apura as denúncias do Requião.”

E como Alice no País das Maravilhas: primeiro a gente corta a cabeça; depois, julga.

Ou melhor, salva a cabeça.

É também o que explica o Marco Maia subir no telhado da CPI da Privataria Tucana.

Clique aqui para votar na trepidante enquete: por que o Maia vacila tanto ?

Quando se fala em Privatização, de trem ou de telefone, quando se fala no nome mágico … Daniel Dantas, corre gente para todo lado.

Como se sabe, o governador Requião tentou tomar uma empresa de energia que o Daniel Dantas “comprou” depois da devida “modelagem”.

O Itamar conseguiu retomar do Dantas e da Elena Landau a CEMIG.

O Requião não conseguiu ir até o fim do processo.

A Justiça não deixou.

Viva o Brasil !


Paulo Henrique Amorim

sexta-feira, 11 de março de 2011

Brasil construirá laboratório marítimo em plataforma desativada


Estudos do mar
Governo e cientistas buscam caminhos para avançar nas pesquisas sobre o mar.
Uma das propostas em discussão é viabilizar a primeira plataforma oceânica brasileira, um laboratório em alto mar voltado para pesquisas científicas e tecnológicas.
A ideia foi apresentada aos pesquisadores pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, em simpósio promovido na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília.
Estudos da Petrobras apontam para a possibilidade de aproveitamento da estrutura de plataformas de exploração de petróleo que estão sendo desativadas pela companhia, que podem ser convertidas para laboratórios científicos.
No laboratório serão feitas pesquisas marinhas de alto nível relacionadas às correntes oceânicas, vida marinha, biotecnologia e geologia, sobretudo geologia do petróleo, em apoio à exploração do pré-sal.
Pesquisas oceanográficas
As discussões foram desenvolvidas a partir de três vertentes: Pesquisa e Desenvolvimento, Recursos Humanos e Aspectos Institucionais e Logística.
Ao final dos debates, o grupo chegou ao consenso de que um laboratório oceânico dessa natureza é importante para alavancar as pesquisas oceanográficas no Brasil, sendo um grande investimento, tanto do ponto de vista político-estratégico quanto científico.
Os cientistas prepararam uma série de sugestões, que serão apresentadas ao ministro como subsídio para desenvolvimento de pesquisas, formação e capacitação de recursos humanos em Ciências do Mar, utilizando a Plataforma Oceânica como base para os avanços das pesquisas.
Projeto Pirata
Outra iniciativa para facilitar a coleta de dados sobre o mar é o Projeto Pirata, implantado desde 1997.
Trata-se de uma cooperação entre Brasil, Estados Unidos e França, que trabalha com um conjunto de boias oceânicas ancoradas no Atlântico Tropical, tendo no Brasil a coordenação do INPE (Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais), em parceria com a Marinha.
Os equipamentos mantêm registros diários dos valores de temperatura, de salinidade e de precipitação, dados utilizados para o estudo do clima e do oceano. “Essas boias são essenciais para entendermos de que forma o Oceano Atlântico Tropical afeta o clima do Brasil”, ressalta o pesquisador titular do Inpe, Paulo Nobre.
O especialista reforça que o conhecimento na área é importante para se entender a influência do mar em ocorrências como grandes secas e inundações, cada vez mais intensas no País. “Essa variabilidade do clima sobre o Brasil é muito impactada pela dinâmica do Oceano Atlântico. O Oceano Atlântico era, até então, recentemente, um vazio de dados e de conhecimento, então essas boias visam sanar essa falta,” sustenta.
Os dados são coletados pelas boias a cada hora e transmitidos por satélites brasileiros e europeus. As informações são processadas e disponibilizadas na internet, na página do Inpe e de outras instituições nos Estados Unidos e na França, e enviadas a centros de meteorologia para serem utilizados para as previsões de tempo e de clima.
No Brasil, o projeto é estruturado através do Comitê Nacional do Projeto Pirata, que conta com a presidência do Inpe e a participação da Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha do Brasil, do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), entre outros.
Boias e sensores
A novidade é que o Projeto Pirata começa a trabalhar na consolidação e capacitação dos laboratórios de calibração de sensores na construção das boias no Brasil.
“Esse é um processo que, até então, vinha sendo feito pela NOAA (na sigla em inglês – Administração Oceânica e Atmosférica Nacional) nos Estados Unidos, e agora nós estamos dando mais esse passo que é para que todo o processo das boias – coleta dos dados, retirada anual do mar para calibrações – sejam feitas no Brasil”, informa Nobre.
Os novos rumos do projeto, os investimentos e a operacionalização também já foram discutidos em uma outra reunião no Ministério da Ciência e Tecnologia.