Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quarta-feira, 20 de julho de 2011

CAMERON & MURDOCH: UM CONDOMÍNIO POLICIAL,MIDIÁTICO E POLÍTICO

10 dos 45 assessores de imprensa da Scotland Yard, a poderosa policia metropolitana de Londres, foram cooptados na redação do News of the World. Essa é a extensão --conhecida, até o momento-- da capilaridade de laços que une o jornalismo de manipulação e truculência, familiar ao público brasileiro, praticado pelo conglomerado Murdoch e a ação política do Conservadorismo inglês. Já se sabia que a cúpula da polícia inglesa contratara Neil Wallis, ex-diretor do News of de World, para sua assessoria de comunicação. O caso derrubou o comandante da corporação, sir Paul Stephennson e seu adjunto. Os dois também são suspeitos de terem engavetado as primeiras denúncias sobre uso de grampos pela redação do News of the World,, registradas em 2007. Deles teria partido a informação explosiva de que, ainda em 2010, um assessor de David Cameron pediu à polícia para não envolver o premiê nesse assunto. Difícil e cada dia mais improvável: eleito em maio de 2010, o próprio Cameron contratara Andy Coulson para sua assessoria de comunicação. Coulson fora afastado da direção do jornal de Murdoch em 2007 por envolvimento nas escutas telefônicas ilegais. Logo em seguida, ele e Wallis passaram a trabalhar juntos no comando da comunicação do partido Conservador, inclusive na campanha de 2010. Eleito, Cameron o levou para o governo, de onde só saiu em janeiro deste ano, quando o escândalo ficou incontrolável (Carta Maior, com agências e El País).

segunda-feira, 18 de julho de 2011

TODOS OS HOMENS DE MURDOCH: O CONTROLE DA SOCIEDADE PELA MÍDIA


Com a detenção da ex-editora do News of the World,  Rebekah Brooks, neste domingo --solta depois sob fiança--  oito jornalistas  do grupo Murdoch passaram pela prisão de Londres.Todos são acusados  de crime de corrupção e interceptação de comunicações de um amplo universo de mais  de 4 mil pessoas, incluindo-se celebridades, políticos e cidadãos comuns. Neste domingo, ainda, nada menos que o  chefe da Polícia Metropolitana de Londres (Scotland Yard), Paul Stephenson, renunciou ao cargo, após admitir que havia contratado o antigo sub-editor do News Of the World, Neil Wallis, como consultor da Scotland Yard.  Wallis, foi preso sob  suspeita de participar de esquema de suborno de policiais em troca de informações confidenciais para o  tabloide de Murdoch. Outro braço-direito  de Murdoch, Andy Coulson, ex-diretor do News of the World,  trabalhara como homem  de comunicação de David Cameron, antes que este assumisse o cargo de primeiro ministro inglês. Nos EUA, o FBI começa esta semana  a investigar denúncias de espionagens  realizadas por veículos do grupo  Murdoch,  que possui a rede Fox News, o Wall Street Jounal e a Business Week. As  investigações poderão desnudar as ligações políticas e operacionais entre a extrema direita republicana e o canal Fox News, dirigido pelo ex-assessor de imprensa de Nixon e Bush (pai), Roger Ailes. Nos anos 70, Ailes  foi o autor de um estudo sugestivamente intitulado: ‘ Como Colocar o Partido Republicano na Mídia'. Na presidência da Fox, Ailes notabilizou-se por demonstrar na prática ‘como colocar o Tea Party na agenda da mídia'.  Esse  jornalismo que se distingue por combater idéias  e defender interesses  destruindo reputações e alvejando biografias, tem a sua contrapartida em termos de agenda econômica. Nos EUA, atualmente,  ela é representada pelo  extremismo orçamentário republicano, cuja  intenção é imobilizar Obama impondo-lhe um calendário de cortes em gastos  sociais em plena campanha presidencial de 2012. A mídia brasileira, de um modo geral, adotou uma abordagem minimalista dos desdobramentos que  o escândalo  do ‘News of  the World' coloca no tocante  às relações entre o dinheiro, a democracia e o direito à  informação.  Em uma palavra, a regulação da mídia, tema incomodo que perpassa todo o escândalo Murdoch, mas silenciado entre nós. Bernardo Kuscinski , um dos pioneiros da crítica da mídia no país, em comentário sobre  um artigo do historiador Timothy Ash, publicado no Estadão deste domingo, diz o seguinte : " Ash aponta para a profundidade e a gravidade do que se passa na democracia inglesa, refém de Murdoch e da grande midia; a elite britânica e todas as pessoas de perfil público viviam em estado de medo, (que Ash)  compara ao medo vivido na Rússia. É a grande mídia agindo como organização criminosa.Há algo de parecido no comportamento de VEJA".
(Carta Maior; 2º feira 18/07/ 2011)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

BUEMBA, BUEMBA! O BRASIL NÃO FOI "INVENTADO" POR LULA

 do ANAIS POLÍTICOS


A mídia brasileira é curiosa. De forma geral, ela não percebe o que está por vir e se preocupa com as coisas comezinhas de sempre. A analogia é inafastável. Parece com as lavadeiras que vivem de fofoca na beira do rio.

Dito isso, impossível não se surpreender com o que aconteceu com o tablóide inglês News of the World, do trilionário Rupert Murdoch, e não fazer comparação com a situação brasileira. O jornal de lá resolveu fechar as portas porque os anunciantes pularam fora após ficar comprovado que o jornal grampeou ilegalmente dezenas de pessoas, de celebridades a políticos. Aqui, como já dito outras vezes, o quarteto fantástico composto de Grupo Abril, Grupo Estado, Grupo Folha e Grupo Globo, distorcem, inventam notícias, 'fabricam' grampos nunca encontrados, jogam a reputação das mais diversas pessoas na lama, e nada acontece.

E no cotidiano, esta mídia fanfarrona continua tratando o cidadão como imbecil de pai e mãe.

Esta notícia da Gazeta do Povo mostrada no destaque dá bem a mostra disso. 'Dilma ADMITE que o avanço social veio antes de Lula'. Ué, e por acaso alguém já disse o contrário? Por acaso algum petista disse que o Brasil foi inventado depois de Lula? Ora, todos sabemos que só a corrupção foi inventada no governo petista. Como bem vemos pela mídia, antes ninguém roubava nada. A privataria que entregou a Vale por um centésimo de seu valor aos amigos, não passou de uma benfeitoria para o povo brasileiro. Coisas assim.

Veja você que pouco tempo atrás o tucanato e a mídia ficaram muito felizes quando Dilma falou bem de FHC e sobre o combate à inflação. É um comportamento vassalo demais, como é normal vindo da mídia e da direita brasileira. Eles sempre se contentam com os tapinhas nas costas dedos pelos poderosos. Foi assim durante toda a vida em relação aos estrangeiros. E agora, que não estão mais no poder no Brasil, também querem ser afagados pela Presidenta. Como não ouviram isso de Lula, querem muito a complacência de Dilma.

Óbvio que independente disso, não deixarão de sabotá-la. Melhor do que ser reconhecido por Dilma, é ter Dilma fora do Planalto, para que voltem ao status quo anterior. Em outras palavras, retomem a entrega da prataria brasileira aos mandões de fora, no melhor estilo peessedebesta de ser.

E o coreto segue tocando. O trololó do Ministério dos Transportes é a bola da vez. Até mês passado era o Palocci, que sem nenhuma ilegalidade comprovada aumentou o patrimônio em 20 vezes. Malan, Arida, Fraga e FHC também, com suas consultorias. Mas claro que não convém falar deles, só do povo do Governo Federal. As obras superfaturadas do Ministro chamam a atenção, o que faz com que o "povo" (ou será, só a mídia?) se esqueça completamente das obras superfaturadas dos governos tucanos ao redor do Brasil. Especialmente o de São Paulo e sua fábrica de caixa dois de campanha.

Dilma 'admite' que o Brasil começou a avançar antes de Lula. Verdade. Começou a avançar desde que foi inventado, notadamente quando no governo do falecido Itamar Franco, alguns notáveis inventaram o Plano Real, do qual FHC tomou posse e chama como se fosse dele. Mas esse tipo de verdade, claro, ninguém vai dizer.