Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Delação de Cunha é problema dos golpistas


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O simbolismo envolto na prisão extemporânea de Eduardo Cunha convulsionou Brasília de tal maneira que memes sugestivos como o abaixo espalharam-se como fogo em capim seco na última quarta-feira.

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No que diz respeito à esquerda, a prisão de Cunha causou uma preocupação não com o que ele possa revelar, mas com a razão de ele ter sido preso.

É uma faca de dois gumes; por um lado, torna-se imperiosa em virtude das pessoas que foram presas por muito menos que o ex-presidente da Câmara – por exemplo, Guido Mantega, mesmo que solto depois, e José Dirceu, contra quem só pesam suposições –, mas, por outro lado, preocupa porque ocorre justamente no momento em que Cunha menos oferecia risco às investigações.

A decisão de prender Cunha foi extemporânea e tomada de afogadilho. Foi tomada pelo juiz Sergio Moro na última quarta-feira, após se tornar crível a hipótese defendida por este Blog de que Lula estaria na mira imediata do juiz.

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Foi só Cunha ser preso que, imediatamente, muitos dos que haviam duvidado de que Lula pudesse ser preso agora viram na prisão do ex-presidente da Câmara o indício de que o ex-presidente da República ou será o próximo a ser preso ou seria preso no mesmo dia se não tivesse havido a polêmica que houve em torno da possibilidade levantada por esta página.

Cada um que acredite no que quiser ou no que lhe convier. Porém, todos estão vendo que a decisão de prender Cunha foi tomada intempestivamente, de afogadilho, como vacina contra as acusações a Moro e, quem sabe, para poder justificar a prisão de Lula.

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E não venham me dizer que foi só a direita que disse isso. A grande maioria dos comentários no post anterior foi nesse sentido. Em qualquer página de esquerda e até do PT há centenas e centenas de comentários nesse sentido.

Não acho que necessariamente isso quer dizer que meu alerta foi certeiro. Pode ser coincidência? Vá lá. Mas não há nada, absolutamente nada que autorize dizer que é mentira que Lula está ou estava na mira imediata de Moro.

Nesse ponto, termina a preocupação da esquerda com a prisão de Moro. E começa a da direita.
Enorme.

Vasta.

Profunda.

Porque tudo que Cunha tinha a dizer contra o PT, ele disse. A maior parte, aliás, ele inventou. Cunha declarou guerra a Dilma, a Lula e ao PT. E à esquerda em geral. No âmbito dessa guerra, não há o que ele não fizesse para destruir esses desafetos.

Vamos ver até que ponto a Lava jato tem interesse na delação de Cunha. Ele, Temer e seu grupo peemedebista se aliaram ao PSDB, ao DEM e a quase todos os partidos de direita e centro-direita, inclusive alguns disfarçados de esquerda como o PSB ou o PPS.

Haverá interesse da Lava Jato em desmontar o governo federal e os partidos de direita? Porque se Cunha fizer delação leva todo mundo para Curitiba. E José Dirceu, Vaccari, Palocci etc. vão ser mandados para o jardim da infância.

Na verdade, a delação de Cunha, a meu juízo, acabará se parecendo com o esquete do grupo humorístico Porta dos Fundos que você confere no vídeo abaixo.



terça-feira, 18 de outubro de 2016

Globo e Mainardi perdem seu tempo me ameaçando

EDUGUIM
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Começo repetindo que foi duro tomar a decisão de denunciar possível prisão iminente de Lula pela Lava Jato porque no começo deste ano comi o pão que o diabo amassou após ter decidido denunciar vazamento da 24ª fase da Operação, possivelmente feito por ela mesma.

Autoridades do Ministério Público e da Polícia Federal me fizeram ameaças veladas após matéria do jornal o Globo que me atribuía responsabilidade por esse vazamento, insinuando que Lula ocultara provas durante a operação de busca e apreensão em seu apartamento no dia 4 de março, dia em que ele, inexplicavelmente, foi levado à força para depor na Polícia Federal.

A colunista da Folha de São Paulo e comentarista de política da Band News FM, Monica Bergamo, explica o que quero dizer. O comentário dela é um pouco longo, mas é importantíssimo para entender a questão da possibilidade de prisão de Lula.

ameaca-3clique no player abaixo para ouvir

Caso alguém não consiga ouvir o áudio, em resumo a jornalista diz que minha denúncia de que podem tentar prender Lula de surpresa ganhou credibilidade porque, em fevereiro deste ano, eu, na opinião dela, fui “muito preciso” na denúncia que fiz de que o ex-presidente seria levado para depor coercitivamente e de que teria residência e escritório devassados pela polícia, além de ter sigilos seus, de amigos e familiares quebrados.

Monica também explica, em seu comentário na Band, por que são de uma cretinice, de uma má fé e de uma falta do que fazer admiráveis as insinuações de que eu poderia estar divulgando apenas um boato e não uma opinião que me balançou porque veio de fonte na qual confio.

Na verdade, esse episódio foi muito interessante por que, enquanto setores da esquerda disseram que eu sabia de menos, setores da direita disseram não só que eu sabia demais como me qualificaram como “vazador”, ou seja, como criminoso, pois vazamento é crime.

Confiram os comentários de Diogo Mainardi, em seu site de pistolagem política, e do jornal O Globo, que vai na mesma linha.

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ameaca-2Essa turma perde tempo insinuando que as autoridades podem me retaliar por minha opinião sobre o que pode ocorrer com Lula, opinião formada em meus contatos jornalísticos. A Lava Jato já investigou o que divulguei em fevereiro e não encontrou absolutamente nada.

Quero dizer a esses senhores, principalmente ao senhor Diogo Mainardi, que não sou vazador de coisa alguma; vazador é ele, quem, recentemente, divulgou vídeo afirmando que tinha visto planilhas que comprometem Lula, provavelmente achando que, por estar na Europa, pode vazar sem ter que enfrentar as consequências, enquanto que, eu, mortal comum, seria fustigado por simplesmente fazer jornalismo.



não, àqueles que me ameaçam quero dizer que estou para cumprir 57 anos de estrada neste planetinha tão conturbado e, em todo esse tempo – ou nesse piscar de olhos cósmico –, jamais me meti em problemas com a lei porque sou um homem honrado e de vida limpa.

Deixo os companheiros com a reação do presidente Lula à denúncia que fiz ao Brasil e ao mundo.

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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Golpistas farão prisão teatral de Lula a qualquer momento


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Este é um dia de muita tristeza para este blogueiro. Chegaram ao meu conhecimento informações fidedignas e verossímeis de que Lula pode ser preso a qualquer momento em um verdadeiro show que está sendo armado pela Globo em consórcio com a Lava Jato.

Toda grande imprensa já tem os detalhes da operação. Não será de espantar se a prisão ocorrer na próxima segunda-feira.

A prisão terá sido antecedida por sucessivos indiciamentos do ex-presidente, engendrados para “ir preparando o espírito” da população.

Após a prisão, o juiz Sergio Moro sentenciará Lula rapidamente – talvez até neste ano – e até meados do ano que vem ele será condenado em segunda instância. Os acertos todos já foram feitos.

Os golpistas consideram que haverá uma comoção pública com as medidas de supressão de direitos e eliminação de programas sociais que vêm por aí e, nesse contexto, o recall de Lula ressurgirá com força inaudita.

Este momento está sendo considerado o ideal para prender Lula porque a maioria da sociedade ainda está com muita raiva do PT e essa raiva tende a se diluir conforme for ficando claro que o golpe foi dado para tomar do povo os benefícios dados justamente pelo PT.

Lula e companheiros mais próximos serão levados para Curitiba, onde a possibilidade de grandes movimentos populares de reação ao ato de arbítrio será menor.

Não há muito mais a dizer além de que, se este país não reagir a esse arbítrio, prisões políticas não vão se resumir a Lula. A prisão de Lula desencadeará uma caça às bruxas para encarcerar todos os principais opositores do consórcio radical de direita que tomou o poder.

A prisão de lideranças políticas de esquerda será vital para impedir grande derrota da direita em 2018.
O plano é fazer com que a urna eletrônica só tenha candidatos fortes de direita, daqui a dois anos. Os únicos candidatos de esquerda serão os bobões do PSOL e do PSTU, que não terão chance.

Com a implementação de medidas de terra arrasada como a PEC 241, a “volta por cima” do PT é dada como certa pelos golpistas, por isso querem prender Lula e quantas lideranças de esquerda puderem enquanto ainda estão fortes, pois os golpistas tucanos e peemedebês logo estarão arrasados politicamente, com suas políticas genocidas no governo federal.

Infelizmente, minha fonte é segura. E nem fui pego de surpresa. Eu tinha certeza de que isso estava para acontecer. A informação que me foi passada só me surpreendeu pelo timing; eu achava que o golpe final seria dado no ano que vem.

Contudo, faz sentido prender Lula agora. Daqui a alguns meses a PEC 241, a retirada de direitos trabalhistas, a reforma da previdência, a terceirização e o arrocho de programas sociais vão tornar inaceitável a prisão daquele para o qual o Brasil se voltará em meio à política de terra arrasada que tucanos e peemedebistas estão preparando.

Eis que exorto a cada um dos que me acompanham nesta jornada de 11 anos para que não apenas divulgue este alerta, mas para que se preparem para lutar. O Brasil está sob uma ditadura e temos que denunciar isso ao mundo. Só a pressão internacional pode nos ajudar.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Lula não precisaria recorrer à ONU para pedir asilo, procuradores idiotas





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É de perder a paciência o nível de burrice, má fé e autoritarismo que permeou a Justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal após o advento do julgamento do mensalão, em 2012, com seu “domínio fascistoide do fato”, recurso usado para jogar na cadeia, por razões políticas, pessoas contra as quais não existiam provas.

No Brasil ditatorial de Sergio Moro e daquele bando de vedetes que fazem pose de super-heróis para fotos promocionais do Ministério Público e da Polícia Federal, alegar inocência e buscar todos os recursos possíveis contra uma condenação a perda de liberdade é “antidemocrático”; o que essa gente julga democrático é jogar alguém na cadeia sem julgamento e não soltar enquanto a pessoa não confessar um crime.

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Na ditadura tupiniquim do século XXI, não é mais necessário pau-de-arara. Você deixa o sujeito fisicamente incólume enquanto tortura a mente dele, jogando-o em uma cela escura, privando-o até de luz do sol uma vez ao dia, à espera de que fraqueje e diga o que você quiser para ele poder voltar a viver na companhia de outros seres humanos.

Na semana passada, a defesa de Lula recorreu ao Comitê de Direitos Humanos (CDH) da ONU. No imagem abaixo, trecho da reclamação do ex-presidente ao organismo multilateral dá uma pista das razões pelas quais foi feita – trata da condução coercitiva ilegal de Lula para depor, em março deste ano.


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 Para a mídia antipetista e as vedetes da Lava Jato, aquele abuso não teve nada demais. Porém, a iniciativa de levar um ex-presidente da República à força para depor escandalizou todos os que defendem o Estado de Direito. Teve até juiz do Supremo manifestando perplexidade com aquele abuso.

Se alguém não viu, vale ver a explicação de um juiz do Supremo Tribunal Federal sobre por que foi um abuso levar Lula para depor “sob vara”.


 As razões para Lula julgar que está sendo vítima de perseguição política não faltam. A última, aliás, guarda íntima relação com seu recurso à ONU, que está sendo vista pela própria mídia que quer negar ao ex-presidente o direito àquele recurso como causa para um juiz de Brasília tê-lo indiciado por “obstrução da Justiça”. Ou seja: Lula não foi indiciado por ser culpado, mas por ter recorrido à ONU contra Sergio Moro, despertando, assim, o “corporativismo” de magistrados.

 Há dezenas de matérias dos grandes grupos de mídia dizendo isso, que o indiciamento de Lula foi retaliação do Judiciário por ele ter recorrido à ONU contra Moro – basta uma busca na internet para achar essas matérias. 

 Mas a reação mais absurda e antidemocrática ao exercício do direito de Lula de se defender de todas as formas partiu dos procuradores da Lava Jato e dos empregadinhos dos barões da mídia escalados para agirem em consonância com eles. Surgiu a tese maluca de que Lula teria recorrido à ONU como preparação para pedido de “asilo político” como forma de fugir da decretação de sua prisão.

A tese do blogueiro da Globo Noblat de que Lula recorreu à ONU para fundamentar futuro pedido de asilo político caso sua prisão seja decretada não saiu da cabeça desse sujeito, mas da cabeça dos procuradores da Lava Jato, os quais já foram dando a linha de discurso aos grupos de mídia que os sustentam.

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 Fica difícil saber se é só má fé ou se não há, nessa hipótese, uma boa dose de burrice. Será que esses procuradores e pistoleiros da mídia golpista não sabem que há um sem número de países que acolheriam Lula prontamente, bastando ele pedir? 

Só para ficarmos nos países mais próximos, alguém tem dúvida de que Bolívia, Equador, Venezuela ou Uruguai dariam guardiã ao presidente sem perguntar nada, bastando ele pedir?

 Na verdade, essa teoria idiota de que Lula recorreu à ONU para preparar “pedido de asilo” com vistas a fugir da lei soa, isso sim, como justificativa para um ato de violência contra o ex-presidente; qual seja, a decretação de sua prisão preventiva sob essa desculpa esfarrapada de que está pretendendo “pedir asilo” para fugir às suas responsabilidades.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Ao NYT, Dilma carimba turma de Temer como “parasita”

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Jornal americano New York Times volta a destacar o impeachment contra a presidente Dilma Rousseff; reportagem desta terça-feira ressalta que a presidente tem preparado seu contra-ataque no Palácio do Alvorada contra “aqueles parasitas” que assumiram o poder em um processo de impeachment sem base legal, de acordo com ela; diz ainda que o governo interino liderado por Michel Temer cometeu uma série de erros embaraçosos desde que o Congresso afastou Dilma da presidência; ontem, em editorial, o NYT disse que o Brasil leva ouro em corrupção

247 - O jornal americano The New York Times voltou a destacar o golpe contra Dilma Rousseff. Em reportagem nesta terça-feira 6, o jornal afirma que a presidente tem preparado seu contra-ataque no Palácio do Alvorada contra “aqueles parasitas” que assumiram o poder em um processo de impeachment sem base legal, de acordo com ela. O texto diz ainda que o governo interino liderado por Michel Temer cometeu uma série de erros embaraçosos desde que o Congresso afastou Dilma da presidência.
Ontem, em editorial, o NYT disse que o Brasil leva ouro em corrupção (leia aqui).
Abaixo, a reportagem desta terça, em inglês:
BRASÍLIA — The first time the lights went out in her presidential palace, Dilma Rousseff grimaced. The next time, she rolled her eyes. The third time, she jumped out of her chair, demanding that subordinates find out what was going on.
“This was my area,” she fumed during an interview, pointing out that she had made Brazil’s electricity grid a top priority before she was suspended last month as president. “I don’t know why this is happening.”
With Ms. Rousseff stripped of her authority, a sense of powerlessness and indignation pervades the Palácio da Alvorada, the cavernous residence where she is allowed to stay while the fight to oust her once and for all grinds on in the Senate.
It was not supposed to be like this. Brazil was hoping to celebrate its triumphs in the run-up to the Olympic Games in Rio de Janeiro, not play host to a jaw-dropping spectacle of political dysfunction.
Ms. Rousseff, Brazil’s first female president, was supposed to be preparing to greet world leaders, not enduring the humiliation of an impeachment battle that has her hanging by a thread.
“These parasites,” is what she called her rivals trying to impeach her, many of whom are facing their own scandals.
For now, she is still surrounded by the trappings of luxury in the palace designed by Oscar Niemeyer: the battalion of servants serving tiny cups of coffee, the heated pool in a well-manicured garden, the modernist masterpieces by Emiliano Di Cavalcanti and Alfredo Volpi hanging on the walls.
But the futuristic palace feels less like a lavish manor these days than a bunker. Stewing as she tries to make sense of her predicament and prepares for her impeachment trial, Ms. Rousseff compared her rivals to the strangler figs that envelop trees in the jungle, slowly choking them to death.
The interim government led by Michel Temer, the vice president who took over the nation last month after breaking with Ms. Rousseff, has suffered a series of embarrassing blunders since legislators suspended her.
First, one of Mr. Temer’s top allies stepped down as planning minister after a secret recording emerged late last month. On it, an aide laid out how their party — the Brazilian Democratic Movement Party, or P.M.D.B. — had pursued Ms. Rousseff’s ouster in order to thwart the investigation into the colossal graft scheme surrounding Brazil’s national oil company, Petrobras.
Then, the new transparency minister — essentially Mr. Temer’s anticorruption czar — resigned after another recording seemed to show that he had also tried to stymie the Petrobras inquiry.
Beyond that, Mr. Temer, 75, a lawyer who speaks an archaic Portuguese that flummoxes his countrymen, decided not to name any women or Afro-Brazilians to his cabinet. His choices opened him to withering criticism in a country where more than half of the people define themselves as black or mixed race, and where women feature prominently in the halls of Congress, the Supreme Court and the executive suites of large corporations.
“It’s a provisional government of rich white men,” Ms. Rousseff, a self-described leftist who was an operative in an urban guerrilla group in her youth, said about the administration of her adversary. “I never thought that I would see in Brazil a government as conservative as this one.”
Ms. Rousseff and her allies hope that the recent blows to Mr. Temer’s legitimacy can tilt the impeachment vote to her favor. She pointed out that all she needs is a handful of senators to change their votes for her to be reinstated as president.
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Ms. Rousseff’s bicycles at Palácio da Alvorada. She said that she hewed to routines each day, riding in the morning and reading at night. Credit Tomas Munita for The New York Times
Still, for every misstep by her adversaries, Ms. Rousseff and her own top confidants have also found themselves caught off-guard by new revelations in federal graft inquiries, reflecting the challenges that her Workers’ Party faces in its ambition to win her impeachment trial.
Ms. Rousseff remains rare among major political figures in that she has not been accused of stealing for personal gain. Instead, she faces charges of manipulating the budget in order to hide the depths of Brazil’s economic woes.
But a former Petrobras executive has also testified that Ms. Rousseff lied about her knowledge of a bribery-fueled refinery deal when she was the chairwoman of the company’s board. She denies the claim.
Potentially even more damaging, the Brazilian magazine Isto É reported in recent days that a construction magnate testified that Ms. Rousseff negotiated an illegal $3.5 million donation for her 2014 re-election campaign.
Ms. Rousseff rejected the account, calling it a “slanderous” part of a news media campaign attacking her “personal honor.” But together with other developments — her campaign strategist and the former treasurer of the Workers’ Party are among Ms. Rousseff’s allies already in jail on graft charges — the reports have further eroded her credibility.
Josias de Souza, a prominent political columnist, described the latest revelations tarnishing the camps of both Ms. Rousseff and Mr. Temer as “a classic power struggle between criminal factions” taking place before a recession-weary society.
Despite such grim assessments, Ms. Rousseff is avidly preparing her defense. She consults with aides, bounces strategies off lawyers. Sometimes, her legal team convenes in the quiet chapel on the grounds of the palace.
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Ms. Rousseff is still surrounded by the trappings of luxury in the presidential palace, designed by Oscar Niemeyer. But it feels less like a lavish manor these days than a bunker. Credit Tomas Munita for The New York Times
“They’ve always wanted me to resign, but I won’t,” she said, arguing that her rivals were carrying out a coup, albeit one with the Supreme Court’s stamp of approval. “I really disturb the parasites, and I’ll keep on disturbing them.”
Senate leaders said on Monday that the impeachment trial was expected to conclude sometime in early August, potentially producing embarrassing street protests as the Olympic Games get underway, regardless of how the Senate rules.
In the meantime, Ms. Rousseff expresses irritability, if not resignation, over the toll that the political upheaval has had on the young democracy established in 1985 in Brazil after a long military dictatorship.
“This is a turning point,” she said about the rupture producing Mr. Temer’s ascension. “A pact that existed has broken.”
Glossing over criticism that her policies laid the groundwork for Brazil’s economic crisis, she argued that the economy would already be on the mend if congressional leaders had not thwarted measures aimed at restoring confidence.
Otherwise, Ms. Rousseff said that she hewed to routines each day, riding her bicycle in the morning and reading at night, devouring each digital edition of The New York Review of Books. Lately, she has been reading “SPQR: A History of Ancient Rome,” by the English classical scholar Mary Beard.
Ms. Rousseff said that she found some bemusement in investigators comparing Eduardo Cunha, who led the impeachment campaign as the speaker of the lower house before he was suspended to face corruption charges, to Catiline, the senator who conspired to overthrow the Roman Republic in the first century B.C.
Cicero, the orator and constitutionalist, denounced Catiline in a series of speeches before the Senate, and Ms. Rousseff, smiling as she recalled her schoolgirl Latin, said: “Quam diu etiam furor iste tuus eludet?”
The sentence was from one of the speeches, which questioned how much longer Catiline would continue abusing the republic’s patience. In the question repeated by Ms. Rousseff, Cicero asked, “How long is that madness of yours still to mock us?”

sexta-feira, 11 de março de 2016

Pelotão da Aeronáutica impediu o sequestro político de Lula? O Congresso tem a obrigação de esclarecer os fatos que ocorreram no Aeroporto de Congonhas para abortar a tentativa de golpe de qualquer aventureiro.

Agência Força Aérea

Carta Maior relutou em transcrever o relato de autoria de Jari Mauricio da Rocha (leia a íntegra nesta pág.) que lança uma luz sobre o elo que faltava no episódio de condução do ex-presidente Lula ao aeroporto de Congonhas pela PF, em 04/03, a mando dos procuradores da Lava Jato.

Não convenceu a ninguém a justificativa para a escolha do local inusitado –‘melhor para a segurança do próprio Presidente’, disseram policiais não fardados que o levaram de sua casa, em São Bernardo, na manhã do dia quatro de março.

A opacidade dos movimentos, ademais do seu arbítrio exclamado, como denunciou um ministro do STF, ganharia cores alarmantes com a informação de que uma aeronave, pronta para decolar rumo a Curitiba, aguardava desde cedo em um hangar de Congonhas.

Retirado de sua casa, como foi, com a desculpa de um depoimento em local seguro, e de lá forçado a embarcar para Curitiba, Lula já não seria mais um ex-presidente constrangido.


Seria vítima de um sequestro político.

Por que, felizmente, o desenlace explosivo não se consumou – se de fato se acumulam indícios de sua plausibilidade?

Quem ou o quê teria força capaz de impor um recuo à fria determinação do aparato diante da caça tão longamente cobiçada, então sob o seu desígnio?

O relato oferecido por Jari Maurício da Rocha afirma que um pelotão da Força Aérea brasileira, estacionado regularmente em Congonhas, sob comando de um coronel, ao saber do que se cogitava, enfrentou agentes armados não fardados da PF e interditou o uso da aeronave.

A gravidade do episódio –ademais dos desdobramentos que ensejaria-- levaram Carta Maior a buscar elementos adicionais que justificassem a reprodução da narrativa isenta de Jari Maurício.

Carta Maior obteve a confirmação de que há fortes elementos de veracidade na narrativa.

Carta Maior obteve a informação de que as maiores autoridades da República tem ciência do ocorrido.

Carta Maior tem ciência de que o ocorrido não é um fato solteiro.

Ele se encadeia ao potencial de conflitos embutidos nas manifestações e ações em curso, planejadas por forças determinadas a interferir no livre curso dos conflitos da democracia brasileira, a contrapelo das urnas e do Estado de Direito.

A pressa que os move empresta credibilidade adicional ao relato do que se passou e do que se pretendia com Lula levado a Congonhas na manhã do dia quatro de março.

O intento da derrubada do governo e da inabilitação do ex-presidente ao escrutínio de 2018 não sobreviverá a um longo relento sob as intempéries de uma resistência que já transborda para as ruas.

Mais que isso, se verdadeiro o relato sobre Congonhas, pulsaria em setores das Forças Armadas o mesmo sentimento que espalha por diferentes setores da sociedade: o inconformismo com uma instância do Judiciário que exorbita de suas prerrogativas e agora avança em espiral descontrolada para colidir com a soberania de outros poderes, cujo equilíbrio forma a blindagem da democracia. Uma vez rompida, o sistema esfarela em rota de colisões sucessivas.

O conjunto dos fatos aqui relatados e seu potencial explosivo requer que os detentores de mandatos democráticos tomem medidas cabíveis.

A primeira e mais urgente delas é o esclarecimento completo do que se passou de fato no aeroporto de Congonhas em São Paulo, na manhã de quatro de março, envolvendo um ex-presidente da República, policiais não fardados da PF, ordens de promotores e do juiz Moro, a existência de uma aeronave para decolar rumo a Curitiba e a relatada resistência de um pelotão da Aeronáutica ao uso desse aparelho para esse fim.

O Congresso brasileiro tem a obrigação de assumir o esclarecimento desses fatos para abortar aventureiros e serenar a inquietação que toma conta da opinião pública.

É a hora de se instaurar uma CPI de Congonhas para que o Brasil não seja submetido outra vez a uma República do Galeão.
Ricardo Stuckert/Instituto Lula

O mico internacional dos promotores de São Paulo nos fez chorar de rir; mas também deveria ser motivo de indignação

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por Luiz Carlos Azenha
Foi uma noite de deboche, especialmente no twitter, depois que os promotores Fernando Henrique Moraes de Araújo, Cássio Conserino e José Carlos Blat pediram a prisão preventiva do ex-presidente Lula com uma bizarra argumentação.
É possível resumir com os memes que reproduzimos acima.
A frase “Marx e Hegel” chegou aos trending topics mundiais do twitter depois que os confusos promotores reservaram para o gran finale do pedido de prisão — certos de que estavam abafando — a suposição de que Marx e Hegel estariam profundamente decepcionados com Lula.
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Uma dupla bizarrice, já que Lula nunca se disse marxista e Marx nunca foi parceiro de Hegel, mas de Engels.
Para salvar os promotores, o Jornalistas Livres até brincou, tirando com as teorias de conspiração que fazem a cabeça da direita nas redes sociais: “Hegel morreu em 1831 e Marx nasceu em 1818. 1831 menos 1818 é igual a 13. Só não enxerga quem não quer”.
Mas o que feriu realmente a lógica foi a argumentação do promotor Conserino de que o crime de ocultação de bens não deixa provas e, portanto, mesmo sem provas Lula deve ser preso agora — dentre outros motivos por ter, em certo vídeo, mandado enfiar algo em certo lugar.
A deputada Jandira Feghali, que gravou o vídeo, levou a sério:
O pedido de prisão preventiva do ex-presidente Lula não tem qualquer base legal que o sustente. Não passa de um amontoado de inconsistências coroadas pelo item 127, que trata de vídeo por mim gravado. Sobre isso tenho a dizer que:
1. O ex-presidente Lula não dava, naquele momento, declaração à mim. Ele também não se dirigia ao público, não se tratava de uma coletiva;
2. Lula estava entre amigos, desabafando sobre as ilegalidades cometidas contra ele quando, para tranquilizar a militância, gravei um vídeo sem a intenção de captá-lo, o que acabou acontecendo sem seu conhecimento.
3. Lula usou expressão informal em sua conversa;
4. O ex-presidente Lula não se referiu ao processo, mas sim ao acervo presidencial.
5. Indignação não é crime. O uso do vídeo mostra a má fé e a falta de qualquer prova contra ele.
O documento do MP paulista causou consternação mesmo em estrangeiros. O correspondente do Los Angeles Timesno Brasil, Vincent Bevins, tuitou as menções “bizarras” a Nietzsche e Marx/Hegel no documento. Perguntou: “Foi o Sean Penn brasileiro que escreveu?”.
Mesmo direitistas desancaram a peça apresentada pelos três promotores como imprestável.
O fato é que o MP paulista se tornou descartável. Ele prestou enquanto serviu para demonizar Lula na campanha de desmoralização pública do ex-presidente que atingiu o ápice nos últimos dias.
Os argumentos do promotor Conserino, reunidos agora em denúncia e pedido de prisão, são os mesmos que a mídia disseminou insistentemente nas últimas semanas. Só que tinham sido apresentados com a gravidade que só um jornalista sabe conferir a um texto. Conserino e seus dois colegas, escrevendo a sós, floparam!
As ações de Conserino em parceria com a Veja e a Globo já exerceram o seu efeito prático: mobilizar a direita que nunca leu Marx, muito menos os irmãos Marx — e que acha que Lula é marxista — para as manifestações do 13 de março.
Agora, o trabalho do promotor paulista foi assumido pelo juiz Sergio Moro, que já na semana passada havia tentado prender Lula, depois de um vazamento parcial na revista IstoÉ, programado para acontecer na véspera da condução coercitiva do ex-presidente. O vazamento, como sabemos agora, concentrou-se em Lula e Dilma e, surpresa!, poupou o tucano Aécio Neves.
Os próceres do PSDB, com a ajuda da tabelinha mídia/Justiça, chegaram onde queriam chegar: a base da presidente Dilma está esmigalhada, o afastamento do PMDB é iminente e há delações premiadas em série com o potencial de acrescentar denúncias contra Lula e o Planalto.
O impeachment é uma possibilidade no horizonte; a condenação de Lula por Moro, outra.
Numa nota um pouco menos hilária que a de Conserino, o juiz da Lava Jato Sergio Moro se declarou apartidário num evento promovido pelo candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, João Dória.
O lado trágico do mico internacional do MP paulista é que, como agora está fartamente demonstrado, a instituição foi utilizada descaradamente para fins partidários, reproduzindo uma relação tradicional entre promotores e jornalistas, que se alimentam mutuamente.
Basta consultar quem frequenta os bastidores de uma redação para descobrir a troca promíscua: carreiras decolam no MP depois da exposição de promotores na mídia, justamente aqueles que estabelecem canais de vazamento ou adotam como suas investigações de jornalistas. A palavra final do que é impresso ou vai ao ar é, sempre, do patrão.
Esta relação espúria foi explorada de uma forma como talvez nunca tinha sido anteriormente contra Lula, notadamente pela TV Globo, que assumiu o papel de articuladora de um golpe judiciário.
Os irmãos Marinho sabem que seus próprios negócios não sobreviveriam à transparência supostamente inaugurada pela Operação Lava Jato.
Não é por acaso que promoveram a campanha contra a PEC 37, que limitaria o poder investigatório dos promotores. Não é por acaso que premiaram o juiz Sergio Moro. Não é por acaso que tentaram intimidar blogueiros e agradar a jornalista Mirian Dutra, amante do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que afirmou que a emissora foi beneficiada pelo BNDES em troca de tê-la mantido como correspondente no Exterior, como comprovamos aqui.
A Globo não é a única, mas é a maior beneficiária de um golpe paraguaio que lhe dê amplo acesso aos cofres públicos em troca da criminalização da esquerda, do MST, de sindicatos e da imprensa alternativa — abrindo caminho para a adoção da política econômica da coalizão PMDB-PSDB.
Sem o Jornal Nacional, Moro morrerá de inanição e será descartado como foram Conserino ontem e, antes dele, Joaquim Barbosa.
Abaixo, a polarização: intervenção no Jornal da Globo, faixa na Rocinha e um dos promotores que denunciaram Lula, Fernando Henrique (!), em manifestação pró-impeachment
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Leia também:

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

GOLPE TUCANO PERDE CUNHA, SEU CONDUTOR. E AGORA?

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Moro: falta prender o amigo do Bumlai! Não precisa condenar mais ninguém. Missão cumprida !

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A Fel-lha adora um capuz
Nem a prisão do mega-traficante El Chapo vai merecer tal coreografia.

O perigosíssimo Bumlai cercado por dois agentes da Polícia Federal manjadíssimos – são os mesmos de sempre, para a alegria do jn. 

Botam medo no Frankenstein!

E, agora, a novidade.

À frente deles, um encapuzado.

A Fel-lha gosta de encapuzados.

Tanto que, para levar a reeleição para o segundo turno, encapuzou o Lula.

(O livro “O Quarto Poder” conta essa história com nome e sobrenome de quem participou da patranha do dinheiro do delegado Bruno. Por falar nisso, zé, por onde anda o delegado Bruno?)

É a dramaturgia com que o Não Vem ao Caso contava.

Levar o “amigo do Lula” para a primeira página, com a desculpa de que pretende “preservar o Lula”.

Cercado de agentes da Lei, como se fosse um dos assassinos do Bataclan!

Está feito o estrago “dos trâmites previstos” pelo zé da Justiça!

Será que o zé já sabia que o amigo do Cerra, o Delcídio, o herói da Braspetro do FHC, também ia em cana?

A Lava Jato não precisa condenar ninguém.

Condenar dá trabalho!

Tem que ter provas!

Já está tudo condenado!

Só falta agora prender o amigo do Bumlai!

Entre o Natal e o Ano Novo!

Em tempo: 
"Missão cumprida" foi a expressão usada no xerox que o Presidente (sic) Fernando Henrique Cardoso recebeu, à noite, no Palácio do Alvorada, de um agente (sic) da Polícia Federal (quá, quá, quá!), depois de detonar a candidatura da Roseana Sarney, para beneficiar o Cerra! "O Quarto Poder" também conta essa história!


Paulo Henrique Amorim

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Tucano que ameaçou Dilma é a cara dos protestos de hoje

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Enquanto galga mais um degrau em sua escalada de insanidade, Matheus Sathler Garcia, o advogado que ameaçou a presidente Dilma Rousseff, credencia-se como símbolo vivo dos grupos que pedem golpe de Estado e que prometeram sair às ruas do país neste 7 de setembro para materializar esse intento “com apoio dos militares”.
Na última sexta-feira, porém, o juiz federal da 12ª Vara do Distrito Federal, Marcus Vinícius Reis Bastos, emitiu a medida cautelar Nº 51564-13.2015.4.01.3400, que determinou que Sathler Garcia, apesar das alegações de sua família de que sofre de “problemas mentais”, fosse monitorado por tornozeleira eletrônica para que, residente em Brasília, não pudesse se aproximar das solenidades de 7 de setembro na Praça dos Três Poderes e na Esplanada dos Ministério, e que tampouco pudesse se ausentar da cidade.
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Confira, abaixo, a decisão do juiz federal e o mandado de execução dessa decisão
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Pouco antes de ser intimado, Sathler gravara vídeo diante de uma instalação da Polícia Federal desdenhando a possibilidade de sofrer alguma sanção por seu crime federal. E ainda fez mais ameaças de violência.
Apesar da fanfarronada acima, o Sathler que aparece em depoimento à polícia  é bem diferente. Após compungido depoimento negando suas intenções violentas, foi dispensado de usar a tornozeleira sob confiança das autoridades em sua promessa de cumprir a decisão judicial.
Confira, abaixo, um Sathler muito menos fanfarrão.
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Contudo, a leitura das declarações do “advogado” às autoridades revelam, senão reais problemas psicológicos, ao menos um impressionante desconhecimento das leis brasileiras ao pregar, com a suavidade de quem recita um poema, ruptura institucional violenta com utilização ilegal e criminosa das Forças Armadas.
Seja como for, o “ comedimento” de Sathler e suas promessas à Justiça Federal de cumprir suas determinações caíram por terra em novo vídeo no qual o agora criminoso confesso manifesta, com clareza, intenção de descumprir as determinações legais com as quais concordara em depoimento.
No vídeo abaixo, Sathler insulta pesadamente o juiz federal que lhe impôs as restrições e, cometendo crime, rasga a decisão desse juiz.
A seu favor, Sathler conta com o fato de que sua atitude em nada difere das atitudes de grande parte das pessoas que saem às ruas do país no Dia de Sua Independência para clamar pelos mesmos objetivos do advogado criminoso e, inclusive, através de boa parte dos métodos preconizados por ele – quais sejam, o golpe militar.
Esse sujeito, pois, é um fidedigno mascote dessa massa ignara e tresloucada que, se ele é demente, é tão demente, antidemocrática, feroz e perigosa quanto ele – ou mais. A restrição judicial a Sathler, pois, bem que poderia ser aplicada a todos quantos saem às ruas neste 7 de setembro pedindo as mesmas sandices que ele.

sábado, 25 de abril de 2015

Eu gostaria de representar ao CNJ contra Sergio Moro. E você?

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Ao longo da semana passada, uma cidadã brasileira passou por um constrangimento terrível, verdadeiramente impensável: essa mulher apareceu em todas as grandes redes de tevê do país – e, quiçá, do mundo – sendo acusada de operar um esquema criminoso. Sua imagem algemada, cabisbaixa, sendo conduzida pela polícia irá persegui-la para sempre.
A vida social dessa cidadã está literalmente extinta. Inclusive, muito provavelmente, essa desmoralização irá perdurar mesmo que nada fique provado contra ela – a mídia que expõe à execração pública é a mesma que não retira essa execração mesmo quando o execrado prova sua inocência.
Marice Correia de Lima, cunhada de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, teve que deixar um Congresso de que participava no exterior e voltar às pressas ao Brasil para se apresentar à polícia devido à ordem de prisão que o juiz Sergio Moro emitiu contra ela.
Essa senhora foi dada como “foragida” pela mídia só por estar fora do país, ainda que não houvesse restrição alguma a que viajasse. Passou cinco dias presa. A mídia em peso apresentou vídeo em que mulher que supostamente seria ela fazia depósito na conta de sua irmã, Giselda Rousie de Lima, esposa de Vaccari.
Nas notícias, Marice estaria depositando dinheiro sujo.
Estava provado que Marice era uma criminosa. Nas redes sociais, ela, a irmã, o cunhado, enfim, a família toda virou um bando de mafiosos. Por conta disso, o Ministério Público pediu a prorrogação da prisão de Marice por tempo indeterminado.
Felizmente, a indignação coletiva e as provas apresentadas pela defesa de Marice OBRIGARAM Moro a soltá-la, apesar da “certeza” que tinha de sua culpa.
Como se chegou a isso? Como alguém pode ser condenado dessa forma, tão rapidamente? Por que essa mulher teve que largar uma viagem de trabalho ao exterior e pouco depois aparecer como criminosa condenada em todos os grandes impérios de comunicação do país?
Foi tudo por causa de um vídeo.
A imagem captada pela câmera de um caixa-automático provocou essa sucessão de eventos dramáticos na vida de Marice. Essa foi a “prova” que o Ministério Público apresentou ao juiz Moro para que ele tomasse a decisão de mandar prender Marice. Ele, inclusive, proclamou-se convencido de que o vídeo bastaria para jogar Marice na cadeia afirmando que as imagens “não deixavam qualquer margem para dúvida”.
Em poucas horas, porém, tudo desmoronou. A “certeza” do juiz Moro, a fundamentação para a prisão de Marice (o vídeo) e, concomitantemente, o Estado Democrático de Direito.
Moro mandou soltar Marice após ficar claro que havia uma margem quilométrica para dúvidas, ainda que ele tivesse dito, um dia antes, que não havia nem um centímetro.
Moro pediu desculpas, fez alguma reparação à ofendida, soltou alguma nota que lhe permitisse gozar do princípio universal do Direito de que todos são inocentes até prova em contrário? Coisa nenhuma. O que fez foi como dar um chute no traseiro da agravada, enxotando-a de sua masmorra, sem reconhecer que se açodou na decisão de prendê-la.
Ninguém sabe se, amanhã, aparecerão provas – verdadeiras ou forjadas – que liguem Marice a algum esquema criminoso. Porém, o que havia no momento dessa prisão arbitrária e ilegal de que ela foi vítima, não era suficiente. A perdurar práticas como essa, qualquer cidadão, sob qualquer farsa que construírem, pode passar pelo mesmo.
Uma acusação falsa ou sem fundamentação adequada pode custar seu emprego, sua família, seu respeito e até a sua saúde física ou mental. A mácula temporária que estendam sobre a vida de um inocente, jamais será retirada.
E tudo isso, por que? Porque Moro teve “certeza” de que a mulher do tal vídeo era Marice. Uma certeza tão absurda, tão inexplicável, tão asquerosa que mal dá para qualificar com palavras. Simplesmente porque era visível, para qualquer um que estivesse investigando criteriosamente a vida de Vaccari, de sua esposa e de sua cunhada que a mulher do vídeo não era Marice e, sim, Giselda.
Qualquer leigo é capaz de olhar as imagens e dizer que a mulher do vídeo é a esposa de Vaccari, não a irmã. Isso desde que conhecesse as duas. Ora, como é possível que o juiz estivesse tão mal informado sobre o caso que conduz que não soubesse que as irmãs Giselda e Marice são muito parecidas?
Aliás, a facilidade para chegar a essa conclusão foi até traduzida para meios científicos por reportagem da Folha de São Paulo publicada nesta sexta-feira, 24 de abril. O jornal submeteu as fotos de Giselda e Marice e o vídeo “incriminador” a uma empresa especializada em reconhecimento facial. O laudo é extremamente “interessante”.
Confira, abaixo, a matéria da Folha. O post prossegue em seguida.
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Como se vê, tecnicamente se conclui que a possibilidade de confundir Giselda com Marice é desprezível. O que, então, fez o juiz Moro dizer que não haveria “qualquer margem para dúvida” de que a mulher do vídeo era Marice?
A resposta a essa pergunta é muito simples: um possível interesse do juiz que não tenha sido compatível com a sua função jurisdicional.
A partir daqui, peço ao leitor que pare a leitura por um momento e vá se olhar no espelho, e depois volte a ler.
Voltou. Sabe o que você viu no espelho? Uma possível vítima de Sergio Moro, ou de outros magistrados como ele. Mas você viu mais alguma coisa: um cidadão brasileiro. A cidadania, meu caro leitor, lhe confere prerrogativas que muitas vezes você não conhece.
Vejo muita gente indignada com os abusos de Moro. As pessoas pedem que Dilma faça algo, que o PT faça algo, que alguém faça alguma coisa. Porém, à presidente não cabe e ao seu partido, neste momento, acho que, politicamente, não caberia. Pois bem, então eu sugiro a você – e a mim mesmo – que usemos nossa cidadania para fazer alguma coisa.
Você tem queixa desse magistrado? Eu também tenho. Então por que não reclamamos dele? A quem? Ora, ao órgão competente, ou seja, ao Conselho Nacional de Justiça.
Ah, mas aí envolve dinheiro, envolve advogado, envolve um monte de coisas e eu não posso porque não tenho tempo, tenho medo de me prejudicar, não é minha obrigação etc., etc., etc.
Não é bem assim. Caso você não saiba, qualquer cidadão brasileiro pode representar contra um magistrado ao CNJ. É preciso advogado? Não. Qualquer cidadão pode representar ao Conselho desde que apresente petição escrita e assinada e documentos que comprovem sua identificação e endereço.
Na petição, a pessoa deve contar em detalhes o seu problema e dizer qual providência espera que seja tomada pelo CNJ, podendo encaminhar os documentos que julgar necessários para a comprovação do alegado.
Você não quer assinar esse documento? Não precisa. Basta que uma pessoa assine. Oficialmente, essa pessoa será responsável pela denúncia.
Este blogueiro, então, propõe-se a assinar como responsável. Em nome de todos. Todavia, para demonstrar que essa medida não está só na minha cabeça seria bom que um abaixo-assinado fosse juntado à representação.
Não importa se forem 100, 200 ou mil cidadãos. O importante é que não seja uma medida isolada.
Eu gostaria de representar contra Sergio Moro. Estou disposto a dar meu RG, meu CPF, meu endereço, meu título de eleitor, meu tipo sanguíneo, minha foto, o que mais, diabos, eles quiserem. A você, caberia apenas assinar um documento endossando minha reclamação. E esse documento não lhe causará consequência alguma, pois serei o responsável pela representação.
Eis uma chance de não ficarmos só na reclamação, à espera de que outros façam alguma coisa em defesa do direito de todos. Pode não dar em nada? Claro que pode. É provável que o sistema se proteja da cidadania. Porém, o que não cabe em minha cabeça é ficar assistindo impassível à democracia ser exterminada no país em que crescerão minhas netas.
PS: para apoiar, não precisa fazer nada além de escrever aqui que apoia. E ponto final. O resto faço eu.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

A vingança dos médicos contra o PT

O destino deu às entidades médicas e aos profissionais da área a oportunidade perfeita para se vingarem da derrota acachapante que o governo Dilma e o PT lhe impuseram desde que, em 8 de julho deste ano, a presidente da República lançou o programa Mais Médicos, enfurecendo a categoria de forma jamais vista no país e levando-a a praticar legítimas insanidades.
No âmbito da ofensiva massiva contra o Partido dos Trabalhadores desencadeada pela mídia e pelo PSDB a partir das prisões de algumas de suas lideranças históricas condenadas pelo julgamento do mensalão, finalmente funcionou a recomendação das entidades médicas para que a categoria empreendesse retaliação política ao governo federal e ao seu partido.
Em meados de outubro, o jornal O Globo já anunciava: “Médicos São orientados a pedir votos de pacientes contra Dilma” (clique na imagem abaixo se quiser ler a matéria na íntegra, ou leia abaixo o que ela tem de importante).

A matéria em si, porém, diz muito mais do que a manchete. Abaixo, alguns trechos bastante eloquentes.
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“Em reação à aprovação da medida provisória que criou o programa Mais Médicos, as entidades que representam esses profissionais de Saúde preparam uma ofensiva nacional na campanha de 2014 contra a presidente Dilma Rousseff, sobretudo na população de baixa renda (…)
Além disso, há um movimento de filiações em massa dos médicos a partidos de oposição, principalmente ao PSDB e ao DEM. Segundo a AMB, pelo menos 300 médicos já se filiaram ao PSDB do Ceará, a convite do ex-senador tucano Tasso Jereissati (…)
No Mato Grosso do Sul e em Goiás, o DEM já articula um número grande de filiações até novembro. O deputado Luiz Henrique Mandetta (MS) trabalha junto ao líder do partido na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), para fazer um ato político e filiar, em um dia, cerca de mil profissionais (…)
- A gente está preparando uma data para fazer um bloco, a gente quer fazer um barulho num dia só. Estou preparando um ato político, para fazer essa marca histórica, estamos numa agenda política muito intensa (…)”
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Quem diz que a categoria médica anunciou, através de suas entidades, que passaria a atuar politicamente e em peso contra Dilma e seu partido, portanto, não é este Blog, mas o jornal O Globo.
De fato, os Conselhos Regionais de Medicina, a Federação Nacional dos Médicos, a Associação Médica Brasileira e o Conselho Federal de Medicina, mais ou menos explicitamente recomendaram a atuação política da categoria médica contra o governo federal e o seu partido.
Essa fúria dos médicos brasileiros contra Dilma e seu partido começou a tomar corpo cerca de um mês e meio após o lançamento do programa Mais Médicos. Em 26 de agosto, 95 médicos estrangeiros, a maioria cubanos – e negros –, foram hostilizados por cerca de 50 colegas brasileiros – todos brancos – durante manifestação contra o programa federal em Fortaleza.
Dois meses depois, a presidente da República, em cerimônia oficial, pediu desculpas ao médico negro e cubano Juan, cuja imagem sendo vaiado por médicas brasileiras brancas comoveu o país. Em resumo, Dilma pediu desculpas pelas atitudes inacreditavelmente incivilizadas dos médicos brasileiros.
De que lado ficou a maioria do país? Pesquisa encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e divulgada no início deste mês mostrou quem venceu esse embate. Abaixo, matéria da Agência Brasil sobre a pesquisa (clique na imagem para visitar a página original).


Se não tiveram força, até aqui, para macular imagem de Dilma e do seu partido como disseram que pretendiam, a alguns dos médicos que se enfureceram com a presidente da República foi dada, recentemente, a possibilidade de “darem o troco”.
De terça para quarta-feira, dois laudos produzidos por duas juntas médicas distintas geraram ao partido da presidente da República uma derrota na Justiça e outra no Congresso nacional. Médicos envolvidos, em maior ou menor grau, na disputa política com Dilma e seu partido emitiram pareceres que devem devolver o petista José Genoino à prisão e impedir que ele obtenha aposentadoria da Câmara dos Deputados.
Em um momento em que o PT sofre ataques por conta das prisões de suas lideranças históricas e no qual a mídia conseguiu jogar sobre si a culpa pela corrupção na prefeitura de São Paulo e no governo do Estado durante gestões do PSDB e do DEM, o golpe contra Genoino deve ter tido um sabor especial de vingança para os médicos enfurecidos.