Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista
Mostrando postagens com marcador avanço social. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador avanço social. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Moço, cuidado para não deixar o passado virar futuro

vagas1
Tirei as duas fotos aí de cima hoje, em dois pequenos supermercados próximos de onde moro – o Real e o Supermarket, em Niterói.
Parece bobo, não é? Mas para quem passou dos 50 anos não é não, porque somos de uma geração onde a placa que se via em mercados e obras de construção era, ao contrário, a de  ”não há vagas”.
Às vezes, até, com um peremptório e duro “não insista” para rematar.
Ok, não são ótimos empregos e certamente não são o sonho profissional de quase ninguém.
Mas certamente é melhor que não ter emprego nenhum.
E não é só para os mais pobres e com menos formação escolar, não.
Há vagas, embora com salários baixos, para todos os níveis.
Aliás, há tanta vaga aberta justamente porque paga-se pouco e muitos param por ali apenas o tempo necessário para sair do sufoco absoluto e buscar algo melhor.
Estas fotos daí de cima são do Brasil que não sai nos jornais.
O Brasil que sai no jornal está desmoronando, com os mercadinhos às moscas e o desemprego, não importa o que diga o IBGE, em alta.
Tudo está um desastre, tal índice é “o pior desde 2 mil e tanto”, tal taxa “é a mais grave desde tantos anos”.
Mas quer dizer que está tudo muito bem, tudo muito bom?
De jeito nenhum.
Que bom que a gente esteja insatisfeito com o Brasil, porque é mesmo para estar.
Este país ainda dá muito pouco a seus filhos, em matéria de educação, de saúde, de habitação, de oportunidades.
Mas cuidado, seu moço, porque moço eu também já fui.
E porque já fui e não sou mais, que este pais, sei que não faz uma geração, era muito, muito, muito mais avaro com seus cidadãos.
Avaro?
Não, a palavra exata  é cruel.
Porque só pode ser cruel que quer abaixar a inflação a base de  arrocho,  de corte nos gastos sociais, com a precarização do trabalho, com políticas recessivas.
Vão dizer que querem isso é apelar para o medo?
Pois eu não tenho problemas em dizer que se deve, sim, ter medo disso, porque sei muito bem como isso é terrível.
Eu sei e tenho obrigação de contar que existia um Brasil sem vagas para seu povo.
Mesmo as mais modestas, os “empreguinhos de dois salários” dos quais  a “turma da bufunfa” debocha, mas nem assim quer pagar e diz que os salários “altos demais” são responsáveis pelo desequilíbrio do tal “tripé macro-econômico”.
Talvez você, moço, não acredite em mim.
Ficamos assim: eu também prefiro que você duvide do que eu digo e até faça pouco caso.
É muito melhor  você me olhar desconfiado do que acontecer aquilo que faça você me dar razão.
Cuidado, porém, que o pior inimigo do bom é o que aquela turma diz que vai ser ótimo.
Acho que você tem toda a razão em querer mais, muito mais.
Só não esqueça que tivemos, não faz muito tempo, muito menos.
Onze anos atrás, a imagem do Brasil era aquela que divide a ilustração com as de hoje.
Eu não a quero de volta, você quer?

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Brizola Neto assume Trabalho; é o mais jovem no ministério de Dilma

publicado em 30 de abril de 2012 às 12:56
Brizola Neto é o novo ministro do Trabalho do governo Dilma

30 de abril de 2012 • 12h09 • atualizado às 12h16
Gustavo Gantois
Direto de Brasília
do Terra, sugerido pelo Luc
Na véspera do Dia do Trabalhador, a presidente Dilma Rousseff (PT) decidiu anunciar o nome do novo ministro do Trabalho. O deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ) vai substituir Paulo Roberto Pinto, que ocupa o cargo há cinco meses como interino. A decisão foi tomada em reunião na manhã desta segunda-feira entre Dilma e o presidente do PDT, o ex-ministro Carlos Lupi.
O anúncio oficial deve ser feito dentro de minutos. O novo ministro, que está em Brasília, foi chamado às pressas ao Palácio do Planalto para ser comunicado da decisão. Brizola Neto disputava a indicação com outros dois nomes. O também deputado Vieira da Cunha (PDT-RS) tinha a preferência interna do partido, mas sofria forte resistência de Dilma e dos ministros palacianos, entre eles Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência. O outro nome, com menos chances, era do secretário-geral do PDT, Manoel Dias.
Dilma foi convencida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a não passar as comemorações do Dia do Trabalhador sem um nome definitivo à frente da pasta que cuida das políticas para o setor. Brizola Neto, 33 anos, é o mais novo ministro da Esplanada dos Ministérios. Filiado ao PDT desde 1997, é neto do ex-governador Leonel Brizola e foi vereador da cidade do Rio de Janeiro antes de ser eleito para o primeiro mandato como deputado federal, em 2006.
Leia também:

Tesoureiro de Cachoeira quer falar na CPI para ‘cooperar’

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

GOVERNANÇA MUNDIAL PATINA. MAS E NA BASE? EXEMPLO: COMO VAI A ESCOLA DE QUADROS DO PT?

*Cameron demite 111 mil**sindicatos ingleses marcam greve**conflitos violentos nas ruas da Itália** arrocho fiscal de Berlusconi racha o Parlamento** desacelera a criação de emprego industrial no Brasil**54% desaprovam condução de Obama na economia* gelo no Ártico atinge a menor extensão em 32 anos*

Os bancos franceses tiveram sua avaliação de risco piorada hoje. Motivo: o sistema financeiro gaulês tem mais de 59 bi de euros empenhados na Grécia, cuja dívida soma 300 bi de euros. O FMI  reúne-se para discutir o colapso da Grécia. Merkel, Sarkozy e Papandreu fazem teleconferência para evitar o 'default' grego. O secretário norte-americano Timothy Garthner vai à Polônia nesta 6ª feira para a reunião de ministros da economia do euro. Assunto: eurobonus e Grécia. A profusão de reuniões e declarações que não levam a nada reflete ao mesmo tempo um sentimento de prontidão e um vácuo de lideranças e instrumentos à altura da crise mundial. Se nem mesmo  um calote de 300 bi de euros encontra solução nesse corre-corre sem rumo, que esperança pode haver para desafios sistêmicos, a exemplo de uma reforma que devolva o dentifrício das finanças desreguladas de volta ao tubo? Por que as peças do quebra-cabeças não se juntam, ao contrário, se dissolvem, em contraposição ao que ocorreu em 1929? É singelo apontar o dedo para a medíocre expressão dos personagens que atravessam a tela em direção ao rodapé da história: Merkel, Sarkozy, Barroso, Cameron, Lagarde, Obama. Melhor do que o escarnecer os tripulantes do naufrágio seria arguir a estrutura à pique. Falta à crise um interlocutor social organizado, partidos e sindicatos consequentes, uma mídia progressista de qualidade e disseminada, enfim, idéias e forças que desloquem e ampliem o patamar das respostas sistêmicas requeridas. Foi num aluvião de mobilização social que surgiu  um Roosevelt; um Getúlio Vargas; uma Frente Popular na França e a proeminência de forças que ensejaram o New Deal e uma espiral de planejamento público, direitos sociais  e coerção saudável das finanças pelo Estado. Juntos, subordinariam os mercados às demandas da sociedade -em maior ou menor graduação, a depender da relação de forças local. Não se pode exigir dos personagens transitórios que cruzam a tela nesse momento mais do que mitigação. Cores e contornos acima de sua palidez terão que ser buscados na palheta progressista, ou nada deterá o rumo funesto dos acontecimentos. Singelo exemplo: em recente entrevista ao jornal Valor, o presidente do sindicato dos metalúrgicos do ABC, Sergio  Nobre, lamentou que o PT tenha abandonado a organização de células de base -numa das quais ele despertou para a militancia discutindo política, projetos e lutas. Por quê? Ou ainda: que fim levou o projeto de escola de quadros do PT? Com a palavra, a direção do partido.
(Carta Maior; 4ª feira, 14/09/ 2011)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Pagamento de juros da dívida pública atingirá a marca de R$ 1 trilhão


Brasil já gastou com juros da dívida pública R$ 947 bilhões desde que o chamado superávit primário começou a ser praticado, em dezembro de 1998. Em 150 meses, Estado brasileiro usou R$ 200 milhões por dia do que arrecadou com tributos para transferir aos credores da dívida. Para cumprir meta de superávit este ano, setor público ainda precisa de um arrocho fiscal de mais R$ 53 bilhões. Congresso prepara-se para votar lei que vai impedir o uso de R$ 140 bilhões em políticas públicas no ano que vem para que mais juros sejam pagos.

BRASÍLIA – O Congresso prepara-se para votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2012, uma espécie de rascunho do orçamento do ano que vem contendo alguns parâmetros econômicos. Um deles é a quantia que o governo federal deseja que o Estado brasileiro recolha da população em tributos e depois use para pagar juros da dívida pública. Pela LDO, em 2012, os credores da dívida devem lucrar R$ 140 bilhões com o chamado superávit primário, mecanismo adotado em 1998 que, até o fim de 2011, terá sonegado, em sua história, R$ 1 trilhão à saúde e à educação, por exemplo.

O desvio de recursos fiscais de políticas públicas para o pagamento de juros da dívida começou em dezembro de 1998, num acordo do então presidente Fernando Henrique Cardoso com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em troca de empréstimos que ajudariam o Brasil a evitar a falência. Desde então, o Estado usa o superávit para tentar controlar o aumento da dívida.

Ao longo de 150 meses até maio de 2011, governo federal, estados, prefeituras e empresas estatais destinaram R$ 947 bilhões ao pagamento de juros da dívida, segundo estatísticas do Banco Central (BC).

Só em 2011, o superávit primário já custou R$ 64 bilhões ao cofres públicos. Pela LDO em vigor, o valor precisa fechar o ano em pelo menos R$ 117 bilhões - embora seja possível fazer alguns descontos, o governo federal, que lidera o esforço de todo o setor público, diz trabalhar com aquele alvo. Faltam, portanto, R$ 53 bilhões para o objetivo ser alcançado. Exatamente o valor que fará o Brasil atingir a marca trilionária na história do superávit primário.

Ao longo de 150 meses, o total de juros da dívida pública somou R$ 1,8 trilhão, também segundo o BC. Ou seja, com recursos de tributos, o Brasil liquidou só a metade dos juros que topou pagar ao “mercado”.

Para pagar a outra metade, precisou pedir dinheiro emprestado ao mesmo “mercado”, vendendo títulos que, um dia, vão virar dívida. E pegou empréstimo aceitando pagar em troca os maiores juros do planeta, o que dificulta a redução da dívida e, portanto, do superávit primário.

O pagamento de R$ 947 bilhões em juros da dívida durante 150 meses significa R$ 200 milhões por dia, em média, patamar que deve se manter quando a marca de R$ 1 trilhão for alcançada em dezembro.

Comparações: o programa federal para tirar 16 milhões de brasileiros da miséria custará cerca de um quarto do juro da dívida (R$ 54 milhões por dia). Com a quantia já empatada no superávit primário, seria possível pagar 366 mil aposentadorias de um salário mínimo todos os dias.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

BUEMBA, BUEMBA! O BRASIL NÃO FOI "INVENTADO" POR LULA

 do ANAIS POLÍTICOS


A mídia brasileira é curiosa. De forma geral, ela não percebe o que está por vir e se preocupa com as coisas comezinhas de sempre. A analogia é inafastável. Parece com as lavadeiras que vivem de fofoca na beira do rio.

Dito isso, impossível não se surpreender com o que aconteceu com o tablóide inglês News of the World, do trilionário Rupert Murdoch, e não fazer comparação com a situação brasileira. O jornal de lá resolveu fechar as portas porque os anunciantes pularam fora após ficar comprovado que o jornal grampeou ilegalmente dezenas de pessoas, de celebridades a políticos. Aqui, como já dito outras vezes, o quarteto fantástico composto de Grupo Abril, Grupo Estado, Grupo Folha e Grupo Globo, distorcem, inventam notícias, 'fabricam' grampos nunca encontrados, jogam a reputação das mais diversas pessoas na lama, e nada acontece.

E no cotidiano, esta mídia fanfarrona continua tratando o cidadão como imbecil de pai e mãe.

Esta notícia da Gazeta do Povo mostrada no destaque dá bem a mostra disso. 'Dilma ADMITE que o avanço social veio antes de Lula'. Ué, e por acaso alguém já disse o contrário? Por acaso algum petista disse que o Brasil foi inventado depois de Lula? Ora, todos sabemos que só a corrupção foi inventada no governo petista. Como bem vemos pela mídia, antes ninguém roubava nada. A privataria que entregou a Vale por um centésimo de seu valor aos amigos, não passou de uma benfeitoria para o povo brasileiro. Coisas assim.

Veja você que pouco tempo atrás o tucanato e a mídia ficaram muito felizes quando Dilma falou bem de FHC e sobre o combate à inflação. É um comportamento vassalo demais, como é normal vindo da mídia e da direita brasileira. Eles sempre se contentam com os tapinhas nas costas dedos pelos poderosos. Foi assim durante toda a vida em relação aos estrangeiros. E agora, que não estão mais no poder no Brasil, também querem ser afagados pela Presidenta. Como não ouviram isso de Lula, querem muito a complacência de Dilma.

Óbvio que independente disso, não deixarão de sabotá-la. Melhor do que ser reconhecido por Dilma, é ter Dilma fora do Planalto, para que voltem ao status quo anterior. Em outras palavras, retomem a entrega da prataria brasileira aos mandões de fora, no melhor estilo peessedebesta de ser.

E o coreto segue tocando. O trololó do Ministério dos Transportes é a bola da vez. Até mês passado era o Palocci, que sem nenhuma ilegalidade comprovada aumentou o patrimônio em 20 vezes. Malan, Arida, Fraga e FHC também, com suas consultorias. Mas claro que não convém falar deles, só do povo do Governo Federal. As obras superfaturadas do Ministro chamam a atenção, o que faz com que o "povo" (ou será, só a mídia?) se esqueça completamente das obras superfaturadas dos governos tucanos ao redor do Brasil. Especialmente o de São Paulo e sua fábrica de caixa dois de campanha.

Dilma 'admite' que o Brasil começou a avançar antes de Lula. Verdade. Começou a avançar desde que foi inventado, notadamente quando no governo do falecido Itamar Franco, alguns notáveis inventaram o Plano Real, do qual FHC tomou posse e chama como se fosse dele. Mas esse tipo de verdade, claro, ninguém vai dizer.