Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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terça-feira, 17 de setembro de 2013

URUBÓLOGA E RENATINHA AGRIDEM PELA MANHÃ Privatizar é entregar o ouro. Como o Cerra e o FHC faziam (sob aplausos de quem ?).



Conversa Afiada reproduz interessante e-mail que recebeu de amiga navegante enfurecida:

Querido PHA,

o editorial de Miriam Urubologa Leitão no Bom (?) Dia Brasil, hoje de manhã, demonstra a extrema parcialidade que contamina as opinioes que profere e frequentemente coincidem com interesses dos patrocinadores do que você chama de Globo Overseas Investment BV.

O editorial é sobre concessão de rodovias. 

Tudo começa com uma pergunta da Renata Vasconcellos, que todas as manhãs, infatigavelmente,  demonstra conhecer pouco de quase tudo. 
Renata Vasconcellos: O governo evita o termo mas é privatização, não é ?
Miriam Leitão: Sim, o nome disso é privatização. O governo fica… por causa de razões ideológicas, com medo da palavra. Mas concessão é a privatização de serviços públicos… que é concedido ao setor privado. Então é a mesma coisa. (Sic !) Mas o governo tem que ter regras mais estáveis. Dar mais segurança ao investidor e menos subsídios escondidos, como contou o entrevistado.
(Note, amigo navegante, a clareza, a nitidez, a sequência coerente dos argumentos expostos. PHA)
Renata Vasconcellos: Privatizar sem culpa…
Miriam Leitão: É… privatizar sem culpa e com regras transparentes.

PH, como sabe a torcida do Flamengo, privatizar é vender, entregar a rapadura.

Como o Cerra e o Farol de Alexandria fizeram na Vale e com a telefonia, na bacia das almas, e iam fazer com a Petrobrax.
(Clique aqui para ler sobre as últimas notícias do “O Príncipe de Privataria”.)

Conceder é alugar. 

Estradas concedidas nunca deixarão de ser patrimônio público.

Se o concessionário bobear, a Dilma vai lá e toma de volta. 

Já a telefonia, privatizada, desnacionalizada inteiramente, nunca mais voltará a ser pública. 

É que a Urubóloga deve querer privatizar sem culpa…

O link do Bom Dia: 

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2013/09/governo-tem-que-ter-regras-mais-estaveis-diz-miriam-leitao.html

Essa conversa se dá aos 1′15″. 


Assinado:

Leitora do Aloysio Biondi, do Amaury Ribeiro Jr e do Palmério Dória

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

“MARINA LEITÃO”, A NOVA URUBÓLOGA Comentário neolibelê (*) não foi da Miriam Leitão. Foi, sim, da Bláblárina Silva.

Saiu no Tijolaço:

SURGE UMA NOVA URUBÓLOGA: “MARINA LEITÃO”



“No aspecto do controle da inflação: temos o risco de retorno da inflação. Temos um problema que sinaliza uma série de dificuldades que comprometem alguns dos instrumentos mais importantes para o equilíbrio, que são o tripé meta de inflação, câmbio flutuante e superávit primário”.

O comentário não é da Miriam Leitão, é da candidata Marina Silva, na entrevista que deu à Folha, hoje.

Questionada se a questão econômica não seria o ponto fraco de sua candidatura, disse que a ideia de sustentabilidade a tornou preparada em economia. E defendeu, tintim por tintim, a agenda econômica liberal, numa avaliação que podia ser subscrita integralmente, por qualquer economista tucano.

Marina, infelizmente, se junta ao coro catastrofista, tentando assustar as pessoas com um perigo de uma explosão inflacionária que não existe, mas que serve para justificar as pressões pelo aumento dos juros, inibe os investimentos públicos e rema contra expansão da economia, da produção e do emprego.

Se Marina criticasse o Governo Dilma por se aferrar demais aos preceitos neoliberais que, há quase 20 anos, vêm manietando este país, se falasse no absurdo que é a economia dos países centrais nos envolver no torvelinhos de seus fluxos de capital especulativo, se falasse ao menos, desse uma palavrinha contra este escândalo que é a tentativa de controle de nossas riquezas petrolíferas pela espionagem, ou sobre a discriminação aos médicos estrangeiros e a crueldade que é querer privar o povo pobre de assistência médica…

Mas nada, nadinha…

Marina, de olho no vácuo criado na direita pela fraqueza de Aécio Neves e pelo expurgo de José Serra, tirou de vez a indignação social de seu discurso, substituindo-a por um discurso afetado, udenista, moralista e…frio, extremamente frio.

O Brasil já teve muitos governos de gente fria, sem emoções. Se a paixão não resolve tudo, a falta dela não permite resolver nada.

Das profundezas da floresta acreana, de uma vida de dificuldades e discriminações, surge uma Marina Silva que ficou igual a todos eles.

E, portanto, querendo ou não, servindo aos mesmos propósitos.

Por: Fernando Brito 



Clique aqui para ler “Criador do BRICs confirma: Urubologia domina o PiG”.


(*) “Neolibelê” é uma singela homenagem deste ansioso blogueiro aos neoliberais brasileiros. Ao mesmo tempo, um reconhecimento sincero ao papel que a “Libelu” trotskista desempenhou na formação de quadros conservadores (e golpistas) de inigualável tenacidade. A Urubóloga Miriam Leitão é o maior expoente brasileiro da Teologia Neolibelê.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Petrobras responde aos urubus com mais produção.

Anteontem, a presidente da Petrobras, Graça Foster, deu entrevista confirmando que a empresa manterá os níveis de produção este ano e, até 2020, dobrará a quantidade de petróleo extraído no Brasil.
Ontem, entrou em produção o navio FPSO Cidade de Parati, este da foto, que progressivamente chegará a 120 mil barris diários no campo de Lula Nordeste.
Ontem, também, a empresa anunciou ter estabelecido novo recorde de processamento em suas refinarias - 2,11 milhões de barris de petróleo por dia, na média de maio – e atingido a maior produção de gasolina já registrada, com 2,51 bilhões de litros durante todo o mês.
Mas a campanha contra a petroleira brasileira não arrefece.
Ontem ainda a Exame publicou matéria com o revelador título “Descoberta recorde da Petrobras preocupa investidores“.
O caso esdrúxulo de empresa que descobre petróleo aos montes e “preocupa investidores” é explicado assim: “ah, ela não tem dinheiro para extrair tanto petróleo”.
Já que não podem apelar para a questão da capacidade técnica para a exploração em grandes profundidades, no que a Petrobras dá de goleada nas demais, usam o argumento de que a empresa está endividada.
Ora, dívida é grande ou pequena em razão de duas coisas: a relação com o seu patrimônio e a sua capacidade de ter caixa para honrá-la nos prazos.
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Quanto ao primeiro ponto, o gráfico aí ao lado mostra que o endividamento tem guardado proporção muito semelhante ao patrimônio da empresa. Está abaixo do que as próprias agências internacionais de classificação de risco consideram preocupante: 31%, contra um indicador de 35%. O lucro tem se mantido estável justamente porque a empresa tem investido muito na expansão da produção, o que leva tempo para se refletir em receita e ganhos.
No que tange à capacidade de caixa para honrar pagamentos e poder investir, não há melhor prova do que o recente lançamento de US$ 11 bilhões em títulos da empresa no exterior, a maior já realizada por uma companhia de país emergente e, este ano, menor apenas que a da Apple, de US$ 17,3 bi.
Houve procura quatro vezes maior que a oferta e as taxas de remuneração aos aplicadores, para títulos de 10 anos,  baixaram de 6%, nas emissões anteriores, para 4,5%.
Portanto, os investidores não parecem estar arrancando os cabelos. Talvez fosse melhor dizer que isso é atitude dos especuladores, loucos por medidas irresponsáveis, de geração de lucro a curto prazo e, no longo prazo, suicidas, e por tudo 0 que lhes permita embolsar depressa lucros com as ações que compraram na baixa.
Por: Fernando Brito

segunda-feira, 5 de março de 2012

A crise do Euro. Alberto dá de 10 a 0 na Urubóloga


O ansioso blogueiro foi tomar café da manhã na Padaria Aracaju, uma das mais importantes contribuições da cidade de São Paulo à culinária brasileira.

Quando não está em Paris, o Farol de Alexandria faz o mesmo.

Na hora de pagar, viro-me para o dono, o Alberto, e reclamo:

– Você desapareceu, nunca mais te vi por aqui.

- Fui a Portugal, visitar a família. Ficamos ali em Vale do Cambra, perto do Porto.

- E como está Portugal ?, pergunto.

- Uma desgraça. As estradas vazias. Os restaurantes vazios. Só sobrevivem os muito caros ou que tenham uma clientela fiel.

- E o que houve ? Por que essa desgraça ?, pergunta o ansioso blogueiro, como se não acompanhasse, febrilmente, as explicações da Urubologa.

- Foi a União Européia.

- Mas, como ? Dizem que ela é ótima !

- Vou te contar uma coisa. Houve uma ruptura em Portugal.

- O que se rompeu?

- A estrutura das famílias. Minha família é da agricultura há séculos. Uma geração após a outra. E isso se rompeu, se dilacerou.

- Mas, o que a União Européia tem a ver com a tua família ?

- Lá em Vale do Cambra tinha uma cooperativa de leite. O meu pai tinha uma vaquinha. Com essa vaquinha ele tirava dez litros por dia, entregava à cooperativa e assim a nossa família se sustentava há séculos. Aí, chegou a União Européia.

– E o que fez a União Européia ?

– A União Européia chegou para o meu pai e disse: não temos como continuar a subsidiar a tua vaca. Meu pai nunca soube que a vaquinha era subsidiada.

– Mas, e o que queria a União Européia ?

– A União Européia chegou ao meu pai e disse: vou comprar toda a tua produção por dez anos, e te pago agora. Mas, com uma condição.

– Que condição ?

– Matar a vaquinha, coitada, a subsidiada.

– E o teu pai topou ?

– Claro: ele não tem um neto que quisesse cuidar da vaquinha.

– O que fazem os netos dele ?

– É tudo economista de banco.

– Ah, entendi. Não sabem produzir.

– Não produzem.

– E a cooperativa de leite ?, pergunto.

– Fechou. Você chega hoje lá na porta e ela está toda coberta de uma erva daninha, que lá se chama de “Silva”.

– Mas, aqui não convém chamar assim … interrompo.

– Não, claro ! É daninha mas dá uma amora muito saborosa. E você sabe o que aconteceu com a fábrica de queijo que comprava da cooperativa do meu pai ?

- Ah!, tinha uma fábrica de queijo ali perto ?

– Sim, aquele queijinho francês, o Bel.

– Sei. E de quem a Bel agora compra o leite ?

– Da Espanha.

– E a Espanha tem leite para consumo próprio e para mandar a Portugal ?, pergunto ansioso.

– Não ! A Espanha tem que comprar da França.

– Caramba ! E isso tudo vai dar em que ?

– Já deu !, diz o Alberto.

– Deu em que ?

– Sem dar um tiro, a Alemanha vai fazer o que não conseguiu com a Segunda Guerra.

– O que a Alemanha vai fazer ?

– Dominar a Europa.

– Mas, como assim, Alberto ?

– Depois de Portugal, a Espanha, a Itália, a próxima é a França.

– E a Grécia ?

– A Grécia fraudou o balanço para entrar no Euro. Todo mundo sabia que aquilo era uma mentira, mas de mentira em mentira todos ganharam dinheiro !

– E Portugal ?

– Portugal era um país de poupadores e virou um país de gastadores. A União Européia chegou lá, deu  um cartão de credito a Portugal e o português saiu a gastar. Como quem ganha 10 não pode dever 11, Portugal quebrou.

– E, Alberto, por que você não volta lá e compra Portugal ?

– Não há o que comprar.

Pano rápido


Não é melhor que dez edições do Bom (?) Dia Brasil, amigo navegante ?
Paulo Henrique Amorim

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Aeroportos: PiG é contra. Será ?


Amiga navegante desatenta teve que ouvir o Merval Pereira na CBN, a rádio que troca a notícia.

É uma catilinária contra a Petrobrás e o PT, daquelas que o embaixador americano adora ouvir e depois é apanhado no WikiLeaks.

Nada de novo.

O Estado é incompetente e não tem dinheiro.

Tinha mesmo que vender a Vale a preço de banana.

A Petrobrás é um cabide de emprego do PT.

O sistema de exploração do pré-sal tinha que ser o da concessão do Governo Cerra/FHC.

Clique aqui para ler sobre concessão e partilha a propósito da privatização dos aeroportos.

(“Concessão” vem de “conceder”, não é isso, amigo navegante ?

Daquele jeito que o Cerra prometeu à Chevron, não é isso ? ).





Agora, porém, o Merval, a Urubóloga e todos os que militam na mesma Igreja do neolibelismo (*) estão numa sinuca de bico.
Ou bem gostam da privatização da Dilma ou não gostam.
Gostam, porque agora até o PT faz privatização.
É o que diz o grande estadista Álvaro Dias, da tribuna do Senado.
Um discurso paralisante, tal a qualidade da oratória e a profundidade do raciocínio.
(Dizem que o Aloysio 300 mil também falou na mesma tecla, mas não se percebeu, diante da magnitude da retórica do Dias.)
Acabou o Fla-Flu, proclamou a “musa” da Privataria Tucana.
Os Privatas do Caribe, diria o Amaury Ribeiro Junior, estão perdoados pela racionalidade da Dilma Rousseff.
(Sobre isso, convém ler o discurso de Humberto Costa no Senado, logo após o fulgurante pronunciamento de Dias.)
Mas, como a privatização da Dilma foi estatizante, porque tem o pé na porta e preserva o interesse nacional, aí, eles estão uma fera.
Não !
O modelo não é esse !
Tem que entragar tudo !
Tira esse pé da porta !
O ansioso blogueiro desconfia que o PiG (**), como previu a notável Judith Brito, presidente do Sindicato do PiG (**), é que é a verdadeira Oposição.
O Dias é a banda larga.
O conteúdo são o Merval, a Urubóloga e seus condiscípulos.
Eles pensam o que o Aloysio 300 e o Dias repetem no Senado.
Porque não tem o que pensar, eles mesmos.
E a Oposição verdadeira, o PiG (**), não gosta da privatização da Dilma.
Prefere a outra.
A da Privataria.




Paulo Henrique Amorim


(*) “Neolibelê” é uma singela homenagem deste ansioso blogueiro aos neoliberais brasileiros. Ao mesmo tempo, um reconhecimento sincero ao papel que a “Libelu” trotskista desempenhou na formação de quadros conservadores (e golpistas) de inigualável tenacidade. A Urubóloga Miriam Leitão é o maior expoente brasileiro da Teologia Neolibelê.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

FMI vem com pires na mão.Urubóloga não responde ao Chico

 
Como se sabe, o Farol de Alexandria foi três vezes ao FMI, de pires na mão.

Como se sabe, as taxas de juros do Farol de Alexandria navegavam acima dos 40%.

Um jenio !

(Da Privataria !)

Nesta quinta-feira se lê que o FMI precisa de US$ 500 bilhões para aliviar a Europa.

E já pediu dinheiro ao Brasil.

Como se sabe, o Nunca Dantes não só pagou o que o Farol pegou no FMI, como passou a emprestar dinheiro ao FMI.

Uma questão de estilo …

O Brasil já mandou dizer que só vai pingar dinheiro se tiver mais votos no FMI e se os países beneficiados fizeram um acordo com aquelas famigeradas “cartas de compromisso”com o FMI.

Quem pode, pode …

Como, por exemplo, o Tombini.

Ele reduziu a taxa de juros em meio ponto percentual.

E a taxa Selic vai para 10,5% ao ano.

Quer dizer, daqui a pouco chega a um dígito.

No Bom (?) Dia Brasil, o Chico Pinheiro, depois de ver a Urubóloga se embaralhar com a explicação de por que a inflação e os juros caem de forma consistente, perguntou se as notícias do dia podiam prever um “futuro tranquilo” para o Brasil.

A Urubóloga não conseguiu responder.

Se embaralhou nela própria.


Paulo Henrique Amorim

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Pagamento de juros da dívida pública atingirá a marca de R$ 1 trilhão


Brasil já gastou com juros da dívida pública R$ 947 bilhões desde que o chamado superávit primário começou a ser praticado, em dezembro de 1998. Em 150 meses, Estado brasileiro usou R$ 200 milhões por dia do que arrecadou com tributos para transferir aos credores da dívida. Para cumprir meta de superávit este ano, setor público ainda precisa de um arrocho fiscal de mais R$ 53 bilhões. Congresso prepara-se para votar lei que vai impedir o uso de R$ 140 bilhões em políticas públicas no ano que vem para que mais juros sejam pagos.

BRASÍLIA – O Congresso prepara-se para votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2012, uma espécie de rascunho do orçamento do ano que vem contendo alguns parâmetros econômicos. Um deles é a quantia que o governo federal deseja que o Estado brasileiro recolha da população em tributos e depois use para pagar juros da dívida pública. Pela LDO, em 2012, os credores da dívida devem lucrar R$ 140 bilhões com o chamado superávit primário, mecanismo adotado em 1998 que, até o fim de 2011, terá sonegado, em sua história, R$ 1 trilhão à saúde e à educação, por exemplo.

O desvio de recursos fiscais de políticas públicas para o pagamento de juros da dívida começou em dezembro de 1998, num acordo do então presidente Fernando Henrique Cardoso com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em troca de empréstimos que ajudariam o Brasil a evitar a falência. Desde então, o Estado usa o superávit para tentar controlar o aumento da dívida.

Ao longo de 150 meses até maio de 2011, governo federal, estados, prefeituras e empresas estatais destinaram R$ 947 bilhões ao pagamento de juros da dívida, segundo estatísticas do Banco Central (BC).

Só em 2011, o superávit primário já custou R$ 64 bilhões ao cofres públicos. Pela LDO em vigor, o valor precisa fechar o ano em pelo menos R$ 117 bilhões - embora seja possível fazer alguns descontos, o governo federal, que lidera o esforço de todo o setor público, diz trabalhar com aquele alvo. Faltam, portanto, R$ 53 bilhões para o objetivo ser alcançado. Exatamente o valor que fará o Brasil atingir a marca trilionária na história do superávit primário.

Ao longo de 150 meses, o total de juros da dívida pública somou R$ 1,8 trilhão, também segundo o BC. Ou seja, com recursos de tributos, o Brasil liquidou só a metade dos juros que topou pagar ao “mercado”.

Para pagar a outra metade, precisou pedir dinheiro emprestado ao mesmo “mercado”, vendendo títulos que, um dia, vão virar dívida. E pegou empréstimo aceitando pagar em troca os maiores juros do planeta, o que dificulta a redução da dívida e, portanto, do superávit primário.

O pagamento de R$ 947 bilhões em juros da dívida durante 150 meses significa R$ 200 milhões por dia, em média, patamar que deve se manter quando a marca de R$ 1 trilhão for alcançada em dezembro.

Comparações: o programa federal para tirar 16 milhões de brasileiros da miséria custará cerca de um quarto do juro da dívida (R$ 54 milhões por dia). Com a quantia já empatada no superávit primário, seria possível pagar 366 mil aposentadorias de um salário mínimo todos os dias.