Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A EQUAÇÃO DOS DIAS QUE CORREM

*SINAIS AO GOVERNO E AO COPOM: ONU corta projeção de crescimento mundial de 3,2% para 2,6% em 2012** para o BRASIL revisão é drástica: de 5,3% para 2,7% ** CHINA desacelera pelo 4º trimestre seguido no final de 2011**inflação medida pelo IGP-10 da FGV perde força em janeiro**sinais de que o Brasil deve reforçar o fomento público para contrastar  retração externa (leia reportagem nesta pág sobre escolhas estratégicas que polarizam a ação do governo) 
O jogral ortodoxo-midiático perdeu a aposta sobre a política monetária desde agosto, quando  estigmatizou como 'arriscado' o corte de juros do BC --no seu entender uma resposta precipitada à deterioração 'incerta' do quadro mundial. A argúcia analítica foi contrariada pelos fatos: desde então a Grécia virou brincadeira de salão perto da derrocada sistêmica do euro. Derrotada nessa frente a coalizão rentista conforma-se agora com o novo corte da Selic nesta 4º feira, mas tenta refrear a mudança de rota embaralhando os termos da equação. Para a ortodoxia a questão central hoje não é evitar o contágio da recessão mundial, mas sim a reprodução no país da crise fiscal européia vista, equivocadamente, como origem do colapso do euro. Para isso, cobra do governo Dilma um corte de 'despesas' que assegure a meta 'cheia' do superávit fiscal previsto para 2012: um deslocamento de R$ 140 bi para nutrir a pança gorda dos 'acionistas' da dívida pública, em detrimento de investimentos e serviços  essenciais.
(LEIA MAIS AQUI)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Ela tornou-se a décima sexta criança palestina assassinada em dois dias



Bombas de fósforo israelenses sobre uma escola em Gaza

Amal tinha sete anos de idade. Vivia em Beit Hanun, Palestina Ocupada. Encontrou a escola fechada pelas tropas de Israel. Na volta para casa foi abatida por um tiro disparado por um colono adolescente judeu que acompanhava as tropas invasoras do Estado sionista. Amal, cujo sorriso iluminava as manhãs sombrias, virou estatística. Ela tornou-se a décima sexta criança palestina assassinada em dois dias.

Hanan, oito anos de idade, foi esmagada por um tanque israelense, também em Beit Hanun. Havia ido comprar pão quando viu as tropas judaicas se aproximando. Com medo, correu para casa. Não conseguiu chegar. E se chegasse não iria encontrar a casa, demolida pelos buldozers. Seu avô Mahmud, de 75 anos, morreu sob os escombros. Os soldados justificaram sua morte dizendo que eles gritaram para que ele saísse. Mahmud, o avô de Hanan, era surdo.

O soldado Izak faz parte das tropas de elite do exército de Israel. Ele é um franco-atirador conhecido pelo apelido de dentista, porque gosta de acertar a boca de suas vítimas. Não costuma errar o alvo, seja de que tamanho for. Como ele há muitos outros que se postam em pontos estratégicos para assassinar palestinos, principalmente em Gaza. Ele está mirando neste momento em Amira, de seis anos de idade que está na porta do que restou de sua casa. Izak é paciente e não vai atirar enquanto ela não sorrir. Um minuto depois, um sorriso, um estampido e um corpo vai ao chão. A boca de Amira está desfigurada. O tiro arrancou seus dentes e sua vida.

O pequeno Yussef tem sete anos e chora sobre o corpo de seus pais. Seus três irmãos também estão mortos. Eles faziam parte de uma família de nove pessoas, todas assassinadas pelas tropas de Israel enquanto dormiam. Dizem que Yussef sobreviveu por milagre. De longe ele observa o que restou do corpo de sua avó Muna. Ela preparava o café da manhã quando o projétil lançado por um helicóptero não poupou ninguém.

E assim Gaza vai sobrevivendo.

INTELECTUAIS ISRAELENSES VÃO ÀS RUAS EM DEFESA DE UM ESTADO PALESTINO


Hanna Maron, atriz israelense de 87 anos, que perdeu uma perna num ataque palestino, leu nesta 5º feira uma declaração assinada por intelectuais israelenses que apoiam a criação de um Estado palestino.  A manifestação ocorreu diante do Hall da Independência em Tel Aviv, onde foi proclamada a independência de Israel, em 1948. Subscrito  por dezenas de intelectuais, acadêmicos e personalidades  israelenses, o documento defende a  criação de um Estado palestino com base nas fronteiras de 1967. A Faixa de Gaza está incluída. Entre os signatários estão 20 ganhadores do Prêmio Israel, a mais importante honraria do país.
(Carta Maior; 6º feira, 22/04/2011)

terça-feira, 1 de março de 2011

Para irritar neoliberal. Dilma aumenta o Bolsa Família



No dia seguinte ao anúncio dos cortes em que poupou o Bolsa Família e o PAC – clique aqui para ler o que a Ministra Miriam Belchior disse ao Conversa Afiada – a presidenta Dilma Rousseff anunciou, em Irecê, na Bahia, um reajuste médio de 19% nos benefícios do Bolsa Família.

Os neoliberais vão ficar uma fera.

O negócio deles é cortar.

Cortar.

Quebrar o Estado e deixar o mercado dar de comer ao miserável.
De preferência, os neoliberais – FHC e Arthur Virgilio Cardoso à frente – preferem que não se dê remédio às crianças.
Para não aumentar a carga tributária.
E por isso acabaram com a CPMF.
O Governo JK de saias – Nunca Dantes faz o oposto: para as crianças até 15 anos, o aumento no Bolsa Família é de 45%.

O benefício máximo por família subiu de R$ 200 para R$ 242.

O que, como se vê, encaixa-se, perfeitamente, na definição de Mônica Cerra, aquela estadista chilena que fez aborto no Chile, mas, no Brasil, condenou.

A D. Mônica considera o Bolsa Família uma espécie de bolsa vagabundagem.

O Blog dos Amigos do Presidente Lula publicou interessantes explicações sobre o impacto do Bolsa Vagabundagem:

Impactos positivos do Bolsa Família:


- Índice de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos fora escola diminui em 36%, na comparação entre beneficiários (5,4%) e não beneficiários (8,4%)

- A evasão de adolescentes no ensino médio reduz à metade, comparado os índices de jovens beneficiários (7,2%) e não beneficiários (14,2%)

- A desnutrição infantil caiu de 12,5% para 4,8% de 2003 a 2008, entre crianças menores de 5 anos;

- Bolsa Família foi o responsável pela saída de 3 milhões de pessoas da extrema pobreza (Ipea/Pnad 2009);

- Distribui renda, desenvolve a economia e reduz as desigualdades sociais e regionais do país com impacto direto sobre um quarto da população brasileira

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), cada R$ 1,00 investido no Bolsa Família aumenta em R$ 1,44 o PIB brasileiro.


Paulo Henrique Amorim

domingo, 6 de fevereiro de 2011

FHC SE ESPONJA NA SALIVA DA TURMA DO CORTA-CORTA



  
em artigo exclamativo publicado neste domingo na mídia demotucana, o ex-presidente FHC, o mesmo que levou o Brasil 3 vezes ao guichê do FMI,  faz coro à turma do corta-corta e enxerga no governo Dilma um "reconhecimento maldisfarçado da necessidade de um ajuste fiscal".  Fiel ao anti-sindicalismo raivoso de sua agremiação, o tucano vê na estratégia do corta-corta um atalho para a instalação de uma promissora zona de conflito entre o governo Dilma e as centrais sindicais, que o campeão de popularidade em Higienópolis trata pejorativamente com o mesmo  linguajar da  extrema direita udenista:  "Os pelegos aliados do governo que enfiem a viola no saco, pois os déficits deverão falar mais alto do que as benesses que solidarizaram as centrais sindicais com o governo Lula",diz o tucano. No arremate, ainda lamenta a 'pressa' em  decretar a soberania brasileira nas reservas do pré-sal: "Por que tanta pressa para capitalizar a Petrobras e endividar o Tesouro com o pré-sal em momento de agrura fiscal? As jazidas do pré-sal são importantes, mas deveríamos ter uma estratégia mais clara sobre como e quando aproveitá-las..." Seria ' mais claro', talvez,  aproveitá-las como fez o seu governo em relação ao minério de ferro brasileiro, entregando-o aos mercados  juntamente com a Vale, por uma soma equivalente a um trimestre de lucros da empresa? Chega a ser paradoxal o manuseio pejorativo do termo 'peleguismo' por um ex-presidente que  tão bons serviços prestou aos capitais, em detrimento da população que o elegeu.

(Carta Maior, domingo, 06/02/2011)