Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Heloisa Villela: Cônsul dos Estados Unidos vibra! A histórica subordinação da mídia brasileira aos interesses de Washington

por Heloisa Villela, de Nova York, especial para o Viomundo

O que a grande imprensa brasileira diz agrada Washington há décadas. Diria mais. Não só cai bem nos ouvidos da Casa Branca e do Departamento de Estado como, fiel escudeira, defende os mesmos interesses. É o que transparece da leitura de um despacho diplomático que me chegou às mãos graças ao pesquisador Jeremy Bigwood, que há anos vasculha os arquivos norte-americanos.
Assinado pelo então Consul Geral americano no Brasil, William Cochran Jr., o despacho de duas páginas e meia (reproduzido na íntegra no post) foi escrito quando o golpe militar estava logo ali na esquina, no dia 3 de agosto de 1960. Nele, o diplomata faz uma análise dos editoriais dos principais jornais do país a respeito da denúncia feita pelo governador do Rio Grande do Sul na época, Leonel Brizola.
Como sempre sem papas na língua, Brizola denunciou, naquela semana, uma tentativa de suborno. Segundo ele, autoridades norte-americanas ofereceram um milhão de dólares a ele e a outros dois governadores brasileiros na tentativa de por as mãos e copiar aos arquivos secretos das polícias estaduais. O governo norte-americano dizia que tudo fazia parte de um programa de ajuda para tornar mais eficiente o trabalho da polícia. Para Brizola, a tal cooperação era apenas um dos aspectos de um programa mais amplo de espionagem, o chamado Ponto IV, que oferecia colaboração em todas as áreas da economia brasileira, além da saúde e da educação.
No despacho diplomático, o Cônsul diz que três jornais negaram, veementemente, as acusações e com isso, puseram fim à denúncia. A crítica “mais ácida”, segundo William Cochran, foi publicada em O Estado de São Paulo. “Ácida a ponto de ridicularizar”, descreve o norte-americano. No dia 29 de julho daquele ano, o Estadão disse que a denúncia de Brizola era muito improvável e ironiza, propondo um cenário fictício: o governo dos Estados Unidos e o Pentágono deixam de lado, por um momento, mísseis e U-2s e outros problemas de peso daquele período para tentar conseguir, através de suborno, os arquivos secretos da polícia do Rio Grande do Sul.
Como se os Estados Unidos não tivessem gente suficiente para fazer tudo isso ao mesmo tempo. E como se ficar de olho no Brasil não fosse prioridade para Washington. Sempre foi e continua sendo, como bem provaram agora os documentos revelados pelo ex-agente da Agência de Segurança Nacional, Edward Snowden.
O despacho do cônsul analisa, também, as respostas dos jornais Correio Paulistano e Diário de São Paulo. O primeiro diz que Brizola é irresponsável e tenta agitar o país apelando para o sentimento nacionalista, sob inspiração de Fidel Castro. Já  o Diário diz que as afirmações de Brizola foram tiradas de contexto, que ele questionou o programa Ponto IV e disse que a assistência oferecida custaria um milhão de dólares. Mas defende uma colaboração das polícias estaduais brasileiras com as autoridades norte-americanas em nome do combate ao crime.
No fim, o cônsul conclui, satisfeito: “É interessante notar que jornais de campos políticos opostos (o Diárioé pró-governo e O Estado é contra) se uniram na rejeição das alegações de espionagem. Ainda mais satisfatória é a defesa vigorosa do acesso livre aos arquivos no programa de colaboração entre as polícias. Essa defesa deve calar de faz qualquer crítica do tipo “é, mas e se…” a respeito do recente acordo de modernização do sistema de comunicação da polícia dentro do programa Ponto IV”.
Leia também:

A espionagem dos EUA ao Brasil antes do golpe de 64

terça-feira, 10 de maio de 2011

Carestia faz povo brasileiro sofrer com falta de víveres


Mirião
Contra o monstro da inflação só os conselhos da Míriam Leitão
Com a hiperinflação assolando a nação, o povo já sofre as consequências terríveis da alta dos preços, do descontrole inflacionário ocasionados pela incompetência dos petistas no governo do país. A miséria veio se instalar no seio das famílias brasileiras, talvez de forma definitiva, dado as dimensões colossais dos danos econômicos que a escalada dos preços traz para os menos favorecidos. É o fim, a derrocada final por culpa daqueles que se recusaram a ouvir as análises e prognósticos da grande jornalista econômica Míriam Leitão.
Os brasileiros sofrem, as panelas estão vazias, nunca se comeu tão pouco, os supermercados estão às moscas pois a população não tem dinheiro para pagar os altos preços dos víveres alimentícios, o prato principal de milhões tem sido a fome e a inanição. Bastou uma década de domínio comunista para que o Brasil chegasse a esta triste situação, onde o bolchevismo econômico impera distribuindo pobreza e miséria para todos os lados. O fato é que vamos cada vez pior nas mãos marxistas daquela mulher que usurpa a presidência da República.
Só nos resta agora rezar para que São João Paulo II, tenaz combatente do comunismo ateu, nos salve permitindo que FHC e sua equipe de homens bons mais uma vez livre o país do inferno financeiro que Lula nos empurrou.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Imprudência diplomática


Mauro Santayana


É preciso romper o silêncio da amabilidade para estranhar o pronunciamento público que o presidente Obama fará, da sacada do Teatro Municipal, diante da histórica Cinelândia. Afinal, é de se indagar por que a um chefe de Estado estrangeiro se permite realizar um comício – porque de comício se trata – em nosso país. Apesar das especulações, não se sabe o que ele pretende dizer exatamente aos brasileiros que, a convite da Embaixada dos Estados Unidos – é bom que se frise – irão se reunir em um local tão estreitamente vinculado ao sentimento nacionalista do nosso povo.


É da boa praxe das relações internacionais que os chefes de estado estrangeiros sejam recebidos no Parlamento e, por intermédio dos representantes da nação, se dirijam ao povo que eles visitam. Seria aceitável que Mr. Obama, a exemplo do que fez no Cairo, pronunciasse conferência em alguma universidade brasileira, como a USP ou a UNB, por exemplo. Ele poderia dizer o que pensa das relações entre os Estados Unidos e a América Latina, e seria de sua conveniência atualizar a Doutrina Monroe, dando-lhe  significado diferente daquele que lhe deu o presidente Ted Roosevelt, em 1904. Na mensagem que então enviou ao Congresso dos Estados Unidos, o  presidente declarou o direito de os Estados Unidos policiarem o mundo, ao mesmo tempo em que instruiu seus emissários à América Latina a se valerem do provérbio africano que recomenda falar macio, mas carregar um porrete grande.


Se a idéia desse ato público foi de Washington, deveríamos ter ponderado, com toda a elegância diplomática, a sua inconveniência. Se a sugestão partiu do Itamaraty ou do Planalto, devemos lamentar a imprudência. Com todos os seus méritos, a presidência Obama ainda não conseguiu amenizar o sentimento de animosidade de grande parte do povo brasileiro com relação aos Estados Unidos. Afinal, nossa memória guarda fatos como os golpes de 64, no Brasil, de 1973, no Chile, e ação ianque em El Salvador, em 1981, e as cenas de Guantánamo e Abu Ghraid.


O Rio de Janeiro é uma cidade singular, que, desde a noite das garrafadas, em 13 de março de 1831, costuma desatar seu inconformismo em protestos fortes. A Cinelândia, como outros já apontaram, é o local em que as tropas revolucionárias de 1930, chefiadas por Getúlio Vargas, amarraram seus cavalos no obelisco então ali existente. Depois do fim do Estado Novo, foi o lugar preferido das forças políticas nacionalistas e de esquerda, para os grandes comícios. A Cinelândia assistiu, da mesma forma, aos protestos históricos do povo carioca, quando do assassinato do estudante Edson Luis, ocorrido também em março (1968). Da Cinelândia partiu a passeata dos cem mil, no grande ato contra a ditadura militar, em 26 de junho do mesmo ano.


Não é, convenhamos,  lugar politicamente adequado para o pronunciamento público do presidente dos Estados Unidos. É ingenuidade não esperar manifestações de descontentamento contra a visita de Obama. Além disso – e é o mais grave – será difícil impedir que agentes provocadores, destacados pela extrema-direita dos Estados Unidos, atuem, a fim de criar perigosos incidentes durante o ato. Outra questão importante: a segurança mais próxima do presidente Obama será exercida por agentes norte-americanos, como é natural nessas visitas. Se houver qualquer incidente entre um guarda-costas de Obama e um cidadão brasileiro, as conseqüências serão inimagináveis.


Argumenta-se que não só Obama, como Kennedy, discursaram em público em Berlim. A situação é diferente. A Alemanha tem a sua soberania limitada pela derrota de 1945, e ainda hoje se encontra sob ocupação militar americana.             Finalmente, podemos perguntar se a presidente Dilma, ao visitar os Estados Unidos, poderá falar  diretamente aos novaiorquinos, em palanque armado  no Times Square.

terça-feira, 20 de julho de 2010

O CHANCELER ANTÍTESE DE RIO BRANCO

Publicado no “O SUL” em 16 de Julho de 2010

Sugestão

Paulo Ricardo da Rocha Paiva

Coronel de Infantaria e Estado-Maior

Forças Armadas, Rio Branco nunca precisou escudar suas vitórias nestas instituições nacionais, porém, nunca descartou o significado vital em mantê-las preparadas e aptas para a guerra. O princípio de uma nação armada, hoje, mais do que nunca, revela capacidade de avaliação, noção da realidade do tempo presente e visão prospectiva do cenário mundial para as próximas décadas. Justo o que não se depreendeu do posicionamento dos painelistas, um ex-ministro de relações exteriores e dois professores provocados por Willian Waack em seu programa na televisão.

O primeiro comparou credibilidades no jogo diplomático, condenando apenas o Irã em face das escamoteações para ganhar tempo na questão gerada pelo seu projeto que jura ser energético, assim como jurou o Iraque acusado injustamente de produzir armas de destruição em massa. Neste caso, como confiar na boa fé dos EUA que, de imediato, procura desacreditar a celebração de um acordo, agravando sanções com linguagem de pressão ainda mais reticente. Disse que o Brasil da forma como atuou, francamente não dá para perceber aonde quer chegar o ex-chanceler Celso Lafer, não está contribuindo para uma solução pacífica. Com certeza, radicalismos é que não vão dirimir o impasse com uma nação de brio, decidida a fazer valer sua soberania, não para contestar a comunidade internacional, mas, sim, para se impor à tirania do Conselho de Segurança da ONU, à qual já se submeteram outros “emergentes” menos determinados e carentes de liderança.

Na contramão do inigualável Barão do Rio Branco valorizou ainda a postura do País em face do TNP, inclusive quanto ao acordo correlato com a Argentina. Deve ser dito, este último castrou solução mais inteligente que viabilizaria, aos dois países em conjunto, alcançar um nível dissuasório compatível. Certamente, tivéssemos naquelas oportunidades um presidente e um chanceler com visão prospectiva, não teríamos assinado tratado que nos obriga a lutar ao invés de dissuadir e, também, teríamos ajustado com a nação irmã, sim, um acordo perene na área nuclear para o desenvolvimento de um projeto defensivo definitivo, com cientistas brasileiros e argentinos pesquisando em arsenais comuns de forma a nos aliviar o peso da missão que não podemos cumprir, da guerra que vamos perder.

Que não se duvide, o “patrimônio da humanidade” e as reservas do pré-sal das bacias de Campos, do Rio de Janeiro e no entorno das Malvinas estão na mira de um conselho viciado de potencias nucleares e será reivindicado “em prol do bem de todos e em nome da tão propalada comunidade internacional”. Ainda segundo esse “expert em assuntos estratégicos”, o Brasil não precisa de poder maior para garantir as suas segurança e soberania. Estão querendo zombar do soldado que vai verter o sangue na selva , não estão nem aí para aviadores e marinheiros que vão enfrentar meios aeronavais de última geração com os “yellow submarines” e os caças que ainda negociamos, é de pasmar, nos mesmos mercadores da morte encastelados no Conselho de “ Insegurança”.

Questionado sobre a postura do País em face do protocolo de intenções de fiscalização de instalações nucleares, entreguista, simplesmente proscreveu o Barão dando a entender que o País estava em posição muito cômoda, pois, poderia abrir o segredo do processo, reconhecidamente revolucionário de enriquecimento de urânio, muito mais em conta do que os demais, em troca de uma redução convincente de ogivas atômicas. Durma-se com esta ingenuidade franciscana. Alerta Brasil!