Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sexta-feira, 18 de março de 2011

A visita de Obama e o fermento do ódio


Blog Cidadania-Eduardo Guimarães
Yankees go homeFora, Obama! Nos últimos dias, senti-me de volta aos anos 1960 ou 1970, quando o poder norte-americano nos mantinha de joelhos diante de uma ditadura sangrenta. De lá (segunda metade do século XX) para cá, porém, a relação dos Estados Unidos com o Brasil e a própria realidade entre os países mudou muito.
Recente reportagem de O Globo revela como as coisas mudaram entre os Estados Unidos e o Brasil nas últimas décadas.  Sob o título “Viagem de Obama à América Latina é criticada por imprensa americana”, a matéria relata as razões do presidente norte-americano para enfrentar as cobranças quanto a deixar seu país em um momento de crise nuclear no Japão e de possível intervenção militar de seu país na Líbia.
Segundo O Globo, “Numa tentativa de apaziguar a insatisfação interna, o governo americano publicou nesta sexta-feira um artigo no jornal “USA Today” assinado pelo próprio Obama. No texto, o presidente justificou a viagem de cinco dias como uma oportunidade de estreitar laços econômicos e garantir a criação de novos empregos no país”.
O tempo em que os norte-americanos vinham aqui nos passar rasteira e deixávamos pertence a outra época. Uma época que, graças a Deus, não existe mais. Hoje temos condições de tratar com eles de igual para igual. Obama veio ao Brasil justamente para nos convencer a fazer menos negócios com a China e mais com seu país.
Não creio que conseguirá tudo, mas podemos negociar alguma coisa com ele. Não tenho a menor dúvida em afirmar que a esmagadora maioria dos brasileiros apóia que ao menos negociemos, porém sempre em pé de igualdade.
Todavia, posts que tenho publicado nos últimos dias tiveram preocupação diferente. As reações de movimentos sociais e partidos de esquerda à visita de Obama não me preocuparam devido a uma retórica que me pareceu anacrônica, mas devido ao fato de que a vinda de um presidente dos Estados Unidos a qualquer país sempre deve ser motivo de preocupação.
Há muita gente sem juízo, por aí. Sem falar em gente mal-intencionada que sempre se aproveita de uma situação de conflito para exacerbá-lo. Manifestações contra o imperialismo ianque, portanto, seriam perfeitas para agentes provocadores.
Foi dito e feito – tenho até medo da minha “boca”. O clima que se instalou na internet diante da visita de Obama certamente ajudou muito os mal-intencionados que, segundo o mesmo Globo (versão on line), aproveitaram-se de ato de partidos e movimentos sociais diante da embaixada dos Estados Unidos nesta sexta-feira para promover atos de violência.
Não divirjo de ninguém que quer protestar, mas não é hora de discursos beligerantes contra os Estados Unidos. A tensão que provoca a visita de um presidente desse país é suficientemente preocupante por conta do terrorismo internacional, que pode achar mais fácil agir no Brasil.
E, sim, o terrorismo existe. Quem detonou o cocktail molotov diante da embaixada norte-americana cometeu um ato de terrorismo. Talvez até tenha sido a direita, aproveitando-se do ato da esquerda para desmoralizá-la e caracterizá-la como violenta. Ou até algum esquerdista debilóide que acha que atos de violência servem a algum propósito.
O fato é que o brasileiro médio está achando é muito bom que este país tenha se tornado tão importante como potência econômica a ponto de o presidente dos Estados Unidos vir aqui tentar aumentar os negócios conosco. Duvido que a maioria esmagadora dos brasileiros apóie que espantemos Obama daqui.
Este povo quer melhorar de vida. Não está preocupado com ideologia e slogans dos anos 960, 1970. Ainda temos muita pobreza, muitas carências e precisamos de desenvolvimento econômico. Temos, pois, que fazer negócios com chineses, norte-americanos e com quem mais puder nos ajudar no desenvolvimento econômico, o que nos permitirá maior desenvolvimento social.
Não recrimino ninguém. Acho que não faltam razões para protestar contra os Estados Unidos e até para criticar Obama por sua tibieza. Contudo, estava preocupado. E continuo. Não estou vendo propósito nessa grande orquestração de protestos em um momento em que podem se tornar explosivos e fora de controle.
Por mais bem-intencionados que sejam os que não aprovaram a visita de Obama ao Brasil, peço que meçam o nível de tensão que se formou e avaliem se é ajuizado inflamá-lo ainda mais. O ódio (em boa medida justificado) aos Estados Unidos é muito maior do que brasileiros conhecem. Para produzir uma tragédia não custa nada.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Imprudência diplomática


Mauro Santayana


É preciso romper o silêncio da amabilidade para estranhar o pronunciamento público que o presidente Obama fará, da sacada do Teatro Municipal, diante da histórica Cinelândia. Afinal, é de se indagar por que a um chefe de Estado estrangeiro se permite realizar um comício – porque de comício se trata – em nosso país. Apesar das especulações, não se sabe o que ele pretende dizer exatamente aos brasileiros que, a convite da Embaixada dos Estados Unidos – é bom que se frise – irão se reunir em um local tão estreitamente vinculado ao sentimento nacionalista do nosso povo.


É da boa praxe das relações internacionais que os chefes de estado estrangeiros sejam recebidos no Parlamento e, por intermédio dos representantes da nação, se dirijam ao povo que eles visitam. Seria aceitável que Mr. Obama, a exemplo do que fez no Cairo, pronunciasse conferência em alguma universidade brasileira, como a USP ou a UNB, por exemplo. Ele poderia dizer o que pensa das relações entre os Estados Unidos e a América Latina, e seria de sua conveniência atualizar a Doutrina Monroe, dando-lhe  significado diferente daquele que lhe deu o presidente Ted Roosevelt, em 1904. Na mensagem que então enviou ao Congresso dos Estados Unidos, o  presidente declarou o direito de os Estados Unidos policiarem o mundo, ao mesmo tempo em que instruiu seus emissários à América Latina a se valerem do provérbio africano que recomenda falar macio, mas carregar um porrete grande.


Se a idéia desse ato público foi de Washington, deveríamos ter ponderado, com toda a elegância diplomática, a sua inconveniência. Se a sugestão partiu do Itamaraty ou do Planalto, devemos lamentar a imprudência. Com todos os seus méritos, a presidência Obama ainda não conseguiu amenizar o sentimento de animosidade de grande parte do povo brasileiro com relação aos Estados Unidos. Afinal, nossa memória guarda fatos como os golpes de 64, no Brasil, de 1973, no Chile, e ação ianque em El Salvador, em 1981, e as cenas de Guantánamo e Abu Ghraid.


O Rio de Janeiro é uma cidade singular, que, desde a noite das garrafadas, em 13 de março de 1831, costuma desatar seu inconformismo em protestos fortes. A Cinelândia, como outros já apontaram, é o local em que as tropas revolucionárias de 1930, chefiadas por Getúlio Vargas, amarraram seus cavalos no obelisco então ali existente. Depois do fim do Estado Novo, foi o lugar preferido das forças políticas nacionalistas e de esquerda, para os grandes comícios. A Cinelândia assistiu, da mesma forma, aos protestos históricos do povo carioca, quando do assassinato do estudante Edson Luis, ocorrido também em março (1968). Da Cinelândia partiu a passeata dos cem mil, no grande ato contra a ditadura militar, em 26 de junho do mesmo ano.


Não é, convenhamos,  lugar politicamente adequado para o pronunciamento público do presidente dos Estados Unidos. É ingenuidade não esperar manifestações de descontentamento contra a visita de Obama. Além disso – e é o mais grave – será difícil impedir que agentes provocadores, destacados pela extrema-direita dos Estados Unidos, atuem, a fim de criar perigosos incidentes durante o ato. Outra questão importante: a segurança mais próxima do presidente Obama será exercida por agentes norte-americanos, como é natural nessas visitas. Se houver qualquer incidente entre um guarda-costas de Obama e um cidadão brasileiro, as conseqüências serão inimagináveis.


Argumenta-se que não só Obama, como Kennedy, discursaram em público em Berlim. A situação é diferente. A Alemanha tem a sua soberania limitada pela derrota de 1945, e ainda hoje se encontra sob ocupação militar americana.             Finalmente, podemos perguntar se a presidente Dilma, ao visitar os Estados Unidos, poderá falar  diretamente aos novaiorquinos, em palanque armado  no Times Square.

terça-feira, 15 de março de 2011

De joelhos, esperando Obama chegar


O presidente americano Barack Obama ainda nem chegou ao Brasil e já começaram as demonstrações de submissão explícita. Como bons colonizados que se prezam, os responsáveis por alguns noticiários já se prestam a fazer o papel de terceiro mundo domesticado que faz reverências as autoridades americanas.
Como na última visita de Hillary Clinton, onde promoveu um espetáculo deprimente de bajulação explícita usando jovens carentes para reproduzir perguntar amistosas escolhidas a dedo pela produção, a Rede Globo e demais afiliadas já saem a campo se esforçando para conseguir de populares, declarações bajulatórias em relação ao Obama, como se este fosse algum tipo de pop star idolatrado pelos brasileiros.
Obama foi uma das maiores fraudes midiáticas dos últimos tempos, e frustrou muita gente no mundo inteiro que acreditava que cumpriria as promessas de campanha de desfazer a imagem negativa daquele país, visto como intervencionista, imperialista, que despreza os direitos humanos e que tem sido o maior risco para a paz mundial. Na prática, foi mais do mesmo que seus antecessores.
Em baixa em seu próprio país, Obama vem enfrentando a ira de parte de seus próprios apoiadores nas eleições, que também se deixaram levar pela bandeira de mudanças significativas. Nos EUA é visto como pato manco, sem controle do congresso americano e com chances remotas de se eleger.
Para a felicidade do Obama existem os bajuladores históricos de qualquer que seja o presidente americano da vez, dispostos a estender o tapete vermelho por onde ele passa. Nada como uma visita em um país com uma imprensa com complexo de vira-latas como a nossa para recuperar a auto-estima de um presidente com baixa popularidade, e ele pode ficar tranqüilo que para a velha mídia brasileira ele ainda é rei.
Eu sinceramente não tenho estômago para agüentar esses espetáculos de submissão explícita e o meu controle remoto anda nervoso. A Rede Globo faz o papel de Otávio Mangabeira da vez, e para quem não sabe quem foi ele, se trata do deputado que se ajoelhou e beijou a mão do ex-presidente americano Dwight Eisenhower, quando este visitou o Brasil em 1946, fotografado por Ibrahim Sued, como pode ser visto na imagem destacada desse post. Até hoje esse episódio serve como maior exemplo da submissão da elite brasileira em relação as autoridades norte-americanas
É degradante ver uma emissora que passou décadas tentando humilhar o ex-presidente Lula Por não fazer parte da elite peçonhenta do qual fazem parte, se rebaixar dessa forma para um presidente americano, passando uma imagem distorcida do povo brasileiro. Espero que esse acontecimento ajude a alertar os brasileiros que ainda tem orgulho próprio sobre as intenções de determinados veículos de imprensa, sobretudo a Rede Globo.
Comprem babadores e joelheiras e enviem para a Rede Globo, eles devem estar muito necessitados de acessórios como esses.

Obama no Brasil: O Império contra ataca?



O primeiro presidente negro eleito pelos Estados Unidos, Barack Obama estará no Rio de Janeiro no próximo domingo. Quando vi a informação em algum site de notícias, me chamou a atenção o fato do discurso, que acontecerá na Cinelândia, ser gratuito e aberto ao público. Fui tomada por uma sensação de incômodo que não soube explicar aos meus colegas. O incômodo não vem do fato da visita de Obama ao Brasil. Nem do discurso gratuito e aberto ao público. Longe disso.
Lá pelos idos de 2008, lembro-me de me emocionar com a eleição do cara. Caminhando pelo Maracanã, bairro onde moro, vi um morador de rua gritando que, finalmente, tínhamos conseguido nossa liberdade (sic). Achei graça. Mas a sensação, talvez fosse essa mesmo para a gente, que ainda tem uma gota de indignação dos anos de W.Bush, que não foram anos bons. Imagine para mim, natural de Governador Valadares?
Para quem não sabe ou não se lembra, a cidade é estigmatiza por exportar seus filhos - são mais de 30 mil, dizem as pesquisas – para aquela terra em busca de oportunidade. Cresci vendo tios, tias, vizinhos, amigos deixando a calmaria da cidade em busca do “eldorado”, em tempos que uma moeda fraca acabava fazendo com que essas pessoas melhorassem de vida, mesmo ocupando subempregos e vivendo a duras penas naquele país frio.
Este texto não tem a finalidade de expressar aquela postura de demonizar os norte-americanos. Isso é tão datado. Não significa que eu também não tenha ressalvas em relação à política daquele país. Aos muros erguidos nas fronteiras. Ao preconceito em relação a negros, homossexuais, latinos que ainda teimam direcionar as ações daquela nação. Às guerras sem propósitos. Ao boicote ao Wikileaks. Às sanções econômicas que há anos vem sufocando Cuba. As ressalvas são muitas.
Não sou tola e entendo a importância de um líder da expressão de Obama no Brasil. Mas eu, que vivi tempos de “batermos pinico” para oTio Sam, entendo que a nossa postura como brasileiros deva ser outra. É lindo Obama discursar na Cinelândia. Lá foi palco, como frisou Paulo Henrique Amorim, da vitória de Leonel Brizola e que também recebeu Lula e Dilma (eu estava nesse dia).
Os tempos são outros. Eu cresci, ganhei senso crítico. E o Brasil também. Cresceu e amadureceu como nação e hoje trata de igual para igual com TODAS AS NAÇÕES DO MUNDO. Os Estados Unidos estão entre elas.
Vi o Brasil dizer não à ALCA e a discutir questões pertinentes à nossa economia na Organização Mundial do Comércio. Vi o Brasil mediar conflitos e ampliar a relação com outros países. Sobretudo, entendi a nossa postura como liderança na América Latina. Méritos dos 8 anos de trabalho do nosso querido operário presidente, Luís Inácio Lula da Silva, que mostrou que “yes, we can!!!”
Eu não estou indignada com a presença de Obama aqui, porque o Brasil já se provou múltiplo nas suas relações. Fomos concebidos entre as diferenças e, por isso, mesmo que não da melhor maneira possível, conseguimos entendê-las. Esse bom mocismo yankee, que vai sortear camisas, livros e, pasmem, um Iphone e um Ipad aos brasileiros que melhor saudarem o presidente norte-americano é que me incomoda, (veja aqui - acréscimo deste ContextoLivre) . Houve um tempo que os colonizadores nos davam espelhos de presente.
O Obama que vem aqui não é o homem que comoveu o morador de rua lá do Maracanã. Nem aquele que prometeu tirar as tropas do Iraque e universalizar o sistema de saúde daquele país. É um presidente cuja nação está maculada pela maior crise econômica da história e que vem perdendo espaço e prestígio, embora ainda seja a maior economia do mundo. E o Brasil também não é o mesmo. Sua presença tem sido noticiada com confetes e serpentinas que são de direito ao primeiro presidente negro dos Estados Unidos da América pelas nossas competentes corporações midiáticas.
Agora, por favor, um pouco mais de respeito com o meu povo. Vamos recebê-lo bem, porque assim reza a diplomacia e também porque receber bem é quase uma digital do brasileiro. Não precisamos de brindes, sovenir ou regalos
Nós estamos no controle. Então, por favor, nada de resquícios imperialistas. Mister Presidente, we can buy an Iphone and Ipad. Isso é reflexo de uma economia estabilizada, do crescimento do nosso poder aquisitivo. Nos trate com mais respeito. Há 8 anos deixamos de ser cidadãos de segunda classe. Nós temos autoestima e uma presidenta que nos representa. Entendemos nosso papel no mundo e estamos prontos para assumi-lo, começando com uma cadeira fixa no Conselho de Segurança da ONU.

 Cássia Ferreira Andrade é jornalista e valadarense.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Imperdível: Dilma e Lula fazem primeiro grande comício da vitória no Rio de Janeiro


Quem está no Rio de Janeiro nesta sexta-feira, tem um compromisso imperdível, e é daqueles compromissos com a história.

Dilma e Lula farão seu primeiro grande comício de campanha. O local não poderia ser melhor. Começa com uma caminhada, saindo da Candelária, local de grandes manifestações históricas como as Diretas Já, e segue rumo a Cinelândia, onde haverá o grande comício da vitória.

A Cinelândia é a praça do povo, onde já houve memoráveis comícios do próprio Lula e de Brizola, em eleições passadas. E com que satisfação os cariocas podem ver o PT de Lula e o PDT de Brizola no mesmo palanque de novo, para eleger Dilma presidente.

Dilma, Lula, Sérgio Cabral, Lindberg Farias, e os candidatos a deputados, serão os anfitriões e apresentadores da festa, mas a festa é do povo, e os protagonistas da história é cada um que estará ali.

A presença de cada um é uma manifestação política tão ou mais importante que os discursos no palanque. O comparecimento é o discurso de cada um em apoio a justiça social praticada no governo Lula e contra os vendilhões da pátria, é também o rotundo NÃO a tudo de ruim que diz as TVs Globos da vida.

Cada conversa entre companheiros e companheiras que forem juntos ou se encontrarem ali, com o desconhecido do lado, é um dos milhares de discursos no comício.

Lá estará o pessoal com traje de escritório, saindo do trabalho, o pessoal militante vestido a caráter, com suas camisetas e bandeiras do PCdoB, PDT, PMDB, PSB e PT e outros. Não faltarão pedetistas com lenços vermelho no pescoço. Além das comitivas de militantes, lá estarão pessoas humildes "avulsas", que vem de longe, pagando a passagem do ônibus ou o trem com dinheiro do próprio bolso, só para ver "o seu" Presidente, e "a sua" candidata. Estará lá o pipoqueiro que cola um adesivo da Dilma e do Lula no carrinho de pipoca, o vendedor ambulante de amendoim, tal qual o menino Lula do passado, se emocionando com o discurso do Presidente, e o vendedor de refrigerante e cerveja que, diferente de outros eventos, não se limita as vendas, mas aplaude, assobia, se enfeita com adesivos, canta "Lula-lá" e canta "É com a Dilma que eu vou".

Eu estarei lá, chova ou faça frio. É daqueles momentos em que, mais do que testemunha, somos protagonistas da história, para lembrar no futuro e dizer "eu fui, eu estava lá".

Horários:
16:00hs - Concentração na Candelária
17:30hs - Início da caminhada da Candelária até a Cinelândia, pela Av. Rio Branco
19:00hs - Comício na Cinelândia