Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Bláblá rasga a carta do PSB antes de escrita ! Ela também fi-lo porque qui-lo.


O presidente do PSB, Roberto Amaral, parece mais a Rainha da Inglaterra.

Primeiro, ele disse que o PSB não seria o Viagra da Direita, do PSDB.

Foi e é.

Depois, com a morte de Eduardo e a frenética ascensão da Bláblá na famosa pesquisa de boca de túmulo da Fel-lha (*), Amaral anunciou que as ilustres socialistas Luiza Erundina e Lídice da Mata iam escrever uma carta-compromisso para submeter à Bláblárina, antes que o partido a coroasse oficialmente.

Agora, se sabe que o candidato a vice, Beto Albuquerque, queridinho do agro-negócio do Rio Grande do Sul e, portanto, da soja transgênica que a Bláblá não come, já disse que não tem carta-compromisso nenhuma.

Segundo o Globo Overseas, Beto informa que os compromissos serão firmados através de um “programa de Governo” ainda não escrito ou aprovado.

Portanto, a Bláblá se tornará candidata antes de assumir QUALQUER compromisso.

O PSB tem candidato a Presidente sem saber como vai governar …

Clique aqui para ler “Bláblá não assume compromisso com o PSB” e aqui para ler “Bláblá e Eduardo tinham um casamento de fachada, de cada qual no seu quarto”.

Luiza Erundina e Lídice de Mata, portanto, serão convidadas a comer bolo de rolo com suco de caju com Roberto Amaral, na Praia da Boa Viagem – de preferência, longe do Parque da D. Lindu.

Bláblá está para o PSB como o Janio esteve para a UDN.

O Janio precisava menos da UDN do que a UDN do Janio.

Depois, o mais janista dos udenistas, Carlos Lacerda, quando se deu conta de que Janio tinha dado uma banana para a UDN, montou um Golpe para derrubá-lo.

Dá nisso apostar em Messias, Profetas do Falso Paraíso (Verde).

Janio tinha mania de falar Português pedante: fi-lo porque qui-lo !

Bláblá fala bobagem em mau Português: a sustentabilidade se sustenta no sustentável…

E agora deu para poeta.

Na Catedral de Brasília, fez uma homilia em que recitou poema de sua autoria:

“Porque viemos do pó (isso é um perigo, na campanha eleitoral de 2014 ! – PHA)/ precisamos da água (sobretudo em São Paulo – PHA), para nos tornar massa (sic) …

E citou Lacan: “o sentido só se faz depois”.

O que pode ser interpretado como “bye,bye, Erundina”, “bye, bye, Lidice”.

Pois é, amigo navegante, ela fê-lo porque qui-lo.


Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Altamiro Borges, sobre Marina Silva: “E Deus criou Darwin!”

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Marina Silva bajula a mídia amiga


Marina Silva é só amores com os donos da mídia. Ela é tratada com todo o carinho pelos jornalões, revistonas e emissoras de tevê. Quase todo dia é destaque na velha imprensa. Isto talvez explique a defesa apaixonada que a ex-verde fez da atuação da mídia no país durante o programa Roda Viva, exibido pela TV Cultura nesta segunda-feira (21). “Não acho que deva ter controle porque uma das coisas que ajuda a própria democracia é a liberdade de expressão. Acho que a imprensa dá grande contribuição para várias questões, como na minha área [meio ambiente]”, afirmou a provável vice de Eduardo Campos na campanha presidencial de 2014.
Neste clima de amores, os barões da mídia tendem a reforçar ainda mais o coro para que ela dispute a sucessão pelo PSB – deixando na reserva o governador de Pernambuco. Mas não é só no debate sobre a regulação democrática da mídia – que ela maliciosamente chama de “controle” – que a ex-ministra tem agradado os empresários do setor. A cada dia que passa, Marina Silva explicita a sua completa cedência às teses neoliberais e sua fundamentalista adoração ao “deus-mercado”. No programa Roda Vida, ela voltou a criticar o governo Dilma por ter abrandado o chamado tripé macroeconômico – dos juros elevados, austeridade fiscal e libertinagem cambial.
Mas o conservadorismo da ex-verde não se manifesta apenas na economia. Como ironiza José Carlos Ruy, no sítio Vermelho, no programa da TV Cultura “houve também o lado folclórico, quando ela tratou de homossexualismo, casamento gay, pesquisas com células-tronco, criacionismo… Ela reconheceu que as pessoas devem ter tratamento igual, mas ‘quando se fala em casamento, evoco o sacramento’. Nesta condição, ela não aceita o casamento gay, embora o admita como direito civil. A pérola veio quando falou sobre criacionismo. Não sou criacionista, disse. E declarou acreditar que Deus criou todas as coisas, inclusive a grande contribuição dada por Darwin”.
Para José Carlos Ruy, estudioso da história, “Marina Silva é a recente versão do que há de mais tradicional e conservador na política da classe dominante brasileira. A história tem exemplos desse tipo de ‘novo’; Jânio Quadros, há mais de cinquenta anos, surgiu como uma espécie de alternativa aos partidos e aos políticos; ele bateu de frente com o Congresso Nacional e renunciou melancolicamente sete meses depois de assumir a Presidência da República. Era em tudo parecido com Marina Silva. Na política, rejeitava os partidos e acusava o Congresso Nacional de chantageá-lo (Marina repetiu esse argumento no programa Jô Soares, dia 15, dizendo que Dilma é chantageada pelo Congresso!). Na economia, defendia o mesmo velho e fracassado programa conservador: contenção nos gastos públicos, pagamento de juros, enxugamento da máquina do Estado”.
“No ocaso da ditadura militar, outra versão ‘jovem’, ‘apolítica’ e economicamente conservadora surgiu na figura de Fernando Collor. Durou pouco”, lembra José Carlos Ruy. Isto também ajuda a explicar as juras de amor entre Marina Silva e os barões da mídia. Nos dois casos citados, os tais representantes do “novo” tiveram o apoio da chamada grande imprensa nas suas campanhas presidenciais contra candidatos mais à esquerda. Marina Silva bajula a mídia; e a mídia sabe, sempre, a quem bajular!

Leia também:

quarta-feira, 6 de abril de 2011


Obama e Jintao: quem me dera ter uma usina dessas. Só uma !
O Brasil tem uma vantagem competitiva descomunal em matéria de produção de energia.

Incomparável.

85% da energia brasileira é renovável.

É uma energia estupidamente barata.

A tecnologia para produzi-la é 100% nacional, de engenheiros brasileiros.

O preço da energia de Belo Monte é escandalosamente barato.

78 Megawatts/hora.

As duas do Rio Madeira, Jirau e Santo Antonio, saíram a 89 e 81.

Os 78 que saíram do leilão de Belo Monte incluem a transmissão, ou seja, trazer a energia baratinha lá de cima, do rio Xingu, no Pará, para a dona de casa do Sudeste.

Quando Belo Monte foi projetada, a área de alagamento seria de 1.200 km quadrados.

Caiu para 500 km.

O que faz com que Belo Monte seja o que se chama de “usina a fio d’água”.

Quase não tem alagamento.

Nenhuma aldeia indígena vai ser alagada.

Nenhuma.

Nenhum índio vai sofrer o alagamento que moradores da Zona Leste (de maioria nordestina) sofrem em São Paulo, quando cai um pingo d’água.

Tem mais índio nos corredores do Congresso do que na área de alagamento de Belo Monte.

A matriz energética brasileira não tem carvão – essa fábrica diabólica de poluição.

A China constrói meio Brasil por ano de usinas a carvão.

É um horror !

Agora vem a Organização dos Estados Americanos dar pitaco.

O “pedido” da OEA para o Brasil rever Belo Monte – clique aqui para ler na colona (*)  da urubóloga no Globo – tem o mesmo efeito de pedir ao Bolsonaro  para sair na Parada Gay.

(Outra coisa, diferente – como mostrou o Maurício Dias, esta semana, na Carta Capital – é o julgamento e a condenação da Lei da Anistia pela Corte de Direitos Humanos da OEA. Isso encurralou o Supremo, como diz o Mauricio.)

Por que o PiG (**) não gosta de Belo Monte ?

Porque Belo Monte significa a independência energética do Brasil.

Belo Monte é o que o Obama e o Hu Jintao não têm.

A turma que não gosta de Belo Monte é a mesma que não gosta da Petrobras.

Que vive do “quanto pior melhor”.

O Padim Pade Cerra, por exemplo.

Na campanha eleitoral ele falou mal de Belo Monte.

Ele que vendeu a Vale.

Ele que planejou o governo (?) que ia vender a Petrobrax.

Ele que ia entregar o pré-sal no regime de “concessão”, do verbo “conceder”, à Chevron.

É essa a turma que não gosta de Belo Monte.

Paulo Henrique Amorim



(*) “Colona” não se refere a cólon. Mas a colonistas que tratam o Brasil da perspectiva do que imaginam que a Metrópole imaginaria o Brasil. No caso especifico de Gaspari, ele trata o Brasil da perspectiva do que imagina que os professores de Harvard pensariam do Brasil e dele…

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.