Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Brito: a Justiça canalha! Na hora de incriminar o Traíra, delator desdelata...

Chque.jpeg
Reprodução: Tijolaço
Conversa Afiada reproduz indignada do Fernando Brito, diante da manipulação canalha dessa falsa Justiça de delações que delatam ao sabor dos intere$$$$$e$$$$$!
manda pra casa o bi-perdoado, o Youssef, com dinheiro no bolso e tornozeleira...
(Provavelmente, Brito se refere também aos canalhas do Requião e do Lindbergh na canalha reunião em que o Senador Ciro Nogueira, outro canalha, condenou a Dilma.)
Justiça ao sabor de canalhas? Se foi para Temer, claro, não foi propina…

Foi preciso aparecer a prova documental da farsa.

O cheque do PMDB, com o nome de Michel Temer.

Aí, claro, o “delator” mudou a versão.

O dinheiro da empreiteira Andrade Gutierrez, agora, não é mais de corrupção, é limpinho e é cheiroso. 

Otávio Azevedo, ex-presidente da empreiteira, diante do cheque, mudou de versão. 

O que era antes dinheiro sujo, entregue ao PT e à campanha de Dilma Rousseff por conta de achaques, agora, é contribuição espontânea, legal, cívica, porque foi mostrado a quem se deu: Michel Elias Temer Lulia.

E a mudança não se deu sobre o que se disse ao acaso, ao acaso corrigido. 

Não, foi dito num depoimento formal, diante de um ministro do Tribunal Superior Eleitoral e se referia a alguém que teve 54 milhões de votos e foi escolhida pelo povo brasileiro para dirigir o país.

Até agora, o mentiroso só teve benefícios. É delator premiado.

Se já se podia ter dúvidas sobre o que dizia antes, agora é possível ter certeza: este cidadão mente e diz o que lhe é conveniente porque é aquilo que alguém quer ouvir.

Quantos outros fazem o mesmo sem que se possa ter um pedaço de papel que lhes desmonte a vilania?

Em países onde a Justiça é tão utilizada como modelo por aqui, Azevedo teria saído preso do depoimento, por ter mentido ao Tribunal.

Aqui, sai para o carro alugado, com motorista, “bastante tranquilo”, segundo o Estadão, dizendo que vai “caminhar olhando para a frente”.

E, por certo, ainda processará, com boa chance de que algum juiz lhe dê razão, alguém que o chame de canalha.

Afinal, o que é mentir a um Tribunal, se a mentira é o que convém?

DILMA: GOLPE É PARA TEMER TERMINAR O QUE FHC NÃO FEZ

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

A ignorância fascista: “A nossa bandela zamas selá vemêla, né?”

japon
Corre nas redes sociais o vídeo de uma das exaltadas senhoras que fazia parte do grupo que invadiu a Câmara dos Deputados que é uma pérola do que a ignorância e o fanatismo podem fazer com as pessoas.
Ao ver. ,no corredor, um painel  comemorativo do centenário da imigração japonesa no Brasil, lá desde 2008, em que, estilizada, nossa bandeira é justaposta à bandeira do Japão, a figurinha gravou um vídeo de denúncia.
Mostra, segundo ela, “esta coisa nojenta”.
Aquela, a japonesa, seria a “bandeira comunista” do Brasil, que estes petralhas bolivarianos estariam tramando.
Meu Deus! Chega a doer ver gente que se acha a elite do país com este grau de ignorância e ódio.
É capaz de oferecerem a ela uma coluna na Folha!

Documentário prova que golpe visou empobrecer os brasileiros

video

Há muito tempo que este Blog afirma, em poucas palavras, que o que está acontecendo no Brasil é o seguinte:
1 – de 2003 a 2014 (11 anos), a vida do povo brasileiro melhorou muito, de forma inédita.
2 – de 2015 para cá, o país piorou muito simplesmente porque foi sabotado pela Lava Jato
3 – Lava Jato afundou a economia paralisando seu setor mais dinâmico prevendo que se a situação apertasse o povo esqueceria 11 anos de bonança econômica e se voltaria contra o PT
4 – com o PT fora, recessão causada pela sabotagem da economia seria usada como desculpa para tirar direitos e benefícios que o trabalhador recebeu nos governos petistas.
Em cima dessas premissas foi feito um “documentário” extremamente claro e inteligente que muitos já devem ter assistido porque está circulando na internet desde o dia 12 de novembro. Cerca de 150 mil pessoas já viram.
Este Blog não poderia deixar de divulgar esse material inquestionável. Não apenas para divulgá-lo, porque poucos entre o público desta página não devem ter assistido. É que esse vídeo faz qualquer pessoa intelectualmente honesta concordar com as 4 premissas acima.
A partir dessa narrativa histórica, o Brasil precisa buscar o retorno à normalidade democrática e a punição dos autores do crime de lesa-pátria que o documentário expõe.
As principais perguntas que esse material suscita:
1 – Quem engendrou o plano que destruiu a economia para tirar o PT do poder?
2 – Há participação de grupos econômicos ou de governos estrangeiros?
3 – Quais são e quantos foram os beneficiários conscientes de que estavam prejudicando centenas de milhões de brasileiros em troca de lucro político e/ou econômico?
4 – Como restabelecer a democracia?
A última pergunta é a mais fácil. Ainda é possível usar o voto popular. Portanto, primeiro é preciso furar o bloqueio da comunicação à divergência.
E além do bloqueio de ideias divergentes que a grande mídia pratica, existe o efeito mental causado pelos golpistas na população, efeito que ainda perdura.
Nesse contexto, há que dar tempo ao tempo e ir preparando materiais como o que você verá a seguir.
Hoje, muita gente não quer saber do outro lado da moeda, mas, conforme avançarem os planos golpistas de retomada do que foi dado ao povo, esse povo vai começar a ficar suscetível a ouvir, vai abrir olhos, ouvidos e a própria mente, vai ter uma epifania e vai se descobrir com a cara daquele pato colocado na sala da cidadania brasileira pelos multimilionários e bilionários da Fiesp, dos quais muito pobre pensa compartilhar os interesses.
Há alguns dias venho assistindo e re-assistindo o vídeo que você pode assistir ou re-assistir abaixo. Divulguei primeiro para meu círculo de relações sociais, incluindo meus coxinhas de estimação. Esse material fez todos coçarem a cabeça.
Assista, abaixo, DESTRUIÇÃO A JATO!


PROMOTOR CHAMA JOVEM ASSASSINADO PELO PAI DE VAGABUNDO

Ciro, o maior dos canalhas, vai em cana Como o Padim Pade Cerra, ele gosta de dinheiro vivo

Dilma e Ciro Nogueira.jpg
Canalha deu os votos para derrubar a Dilma (Reprodução: Cidadesnanet.com)
O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (Piauí) foi quem decidiu o impeachment na Câmara.
Nele se baseavam as estimativas governistas de que o impeachment não passaria.
Nogueira tinha se comprometido várias e várias vezes com os articuladores do Governo que votaria com a Dilma, tal a ligação do PP com o Governo.
O próprio Nogueira foi Ministro das Cidades.
Na hora decisiva, o PP deu ao Golpe dos canalhas, canalhas, canalhas, como disseram o Requião e Lindbergh, o voto de 38 deputados.
Maciçamente, sem defecção.
Sem esses 38 votos, os canalhas teriam 329 votos, e não os 342 necessarios para aprovar o Golpe.
Ciro Nogueira é, sabidamente, o maior dos canalhas.
Por que ele traiu?
Provavelmente - como fez a maioria esmagadora dos canalhas - na esperança de se livrar da cadeia.
Nessa quinta feira, 17/XI, informa o PiG cheiroso que o Janot denunciou ao ministro Teori o Ciro Nogueira e outras quatro pessoas por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Ele teria recebido R$ 2 milhões do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC.
O ilustre canalha se lavava nas operações do larápio Paulo Roberto Costa, na Petrobras.
Que operava ali desde os tempos impunes do Príncipe da Privataria.
A quem o PP serviu obedientemente, com o ministro Francisco Dornelles...
Diz a denuncia que, como o Padim Pade Cerra, Ciro Nogueira prefere dinheiro vivo.
Canalhas, canalhas, canalhas - não é isso, Requião?
PHA

Ciro, o maior dos canalhas, vai em cana Como o Padim Pade Cerra, ele gosta de dinheiro vivo

Dilma e Ciro Nogueira.jpg
Canalha deu os votos para derrubar a Dilma (Reprodução: Cidadesnanet.com)
O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (Piauí) foi quem decidiu o impeachment na Câmara.
Nele se baseavam as estimativas governistas de que o impeachment não passaria.
Nogueira tinha se comprometido várias e várias vezes com os articuladores do Governo que votaria com a Dilma, tal a ligação do PP com o Governo.
O próprio Nogueira foi Ministro das Cidades.
Na hora decisiva, o PP deu ao Golpe dos canalhas, canalhas, canalhas, como disseram o Requião e Lindbergh, o voto de 38 deputados.
Maciçamente, sem defecção.
Sem esses 38 votos, os canalhas teriam 329 votos, e não os 342 necessarios para aprovar o Golpe.
Ciro Nogueira é, sabidamente, o maior dos canalhas.
Por que ele traiu?
Provavelmente - como fez a maioria esmagadora dos canalhas - na esperança de se livrar da cadeia.
Nessa quinta feira, 17/XI, informa o PiG cheiroso que o Janot denunciou ao ministro Teori o Ciro Nogueira e outras quatro pessoas por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Ele teria recebido R$ 2 milhões do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC.
O ilustre canalha se lavava nas operações do larápio Paulo Roberto Costa, na Petrobras.
Que operava ali desde os tempos impunes do Príncipe da Privataria.
A quem o PP serviu obedientemente, com o ministro Francisco Dornelles...
Diz a denuncia que, como o Padim Pade Cerra, Ciro Nogueira prefere dinheiro vivo.
Canalhas, canalhas, canalhas - não é isso, Requião?
PHA

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Trump, Temer, Macri etc. resultam do “endireitamento” das Américas

trump-capa
A única diferença entre Michel Temer, de um lado, e, de outro, Donald Trump e demais espécimes de direita que estão vencendo eleições nas Américas do Norte e Latina, é que os reacionários estrangeiros estão chegando ao poder legitimamente, através de eleições.
Este blogueiro vinha escrevendo há meses nas redes sociais que o risco Trump era concreto. Muitos arrepios me foram causados por aquela história de que o magnata excêntrico estadunidense seria louco demais para ser guindado ao poder por um povo ao qual a direita brasileira costuma atribuir “superioridade” moral e intelectual.
Trump é a prova viva de que nos “esteites” há imbecis tão ou mais prontos e acabados quanto os brasileiros que apoiaram o golpe contra Dilma – e que já começam (alguns) a pagar por isso.
Digressão relâmpago: com o decreto 8.805, de julho, Temer vai tirar de boa parte dos deficientes físicos que nunca contribuíram para a previdência as aposentadorias-padrão que recebem por invalidez, no valor de um salário mínimo.
Voltando ao “endireitamento” em pauta, tem faltado nas análises políticas, tanto de direita quanto de esquerda, levarem em conta o processo político que se abate sobre o continente americano.
A esquerda vem se contorcendo em lamúrias e meas culpas pelas derrotas que está sofrendo para a direita sem se dar conta de que está em curso na região um processo de endireitamento que chega ao auge com a vitória de Trump, mas que ainda está longe de terminar.
Na América Latina, Brasil, Paraguai e Argentina já caíram nas mãos da direita por golpes ou eleições. Bolívia e Venezuela ainda estão sob governos de esquerda, mas, recentemente (2016), esses governos já sofreram derrotas eleitorais; Evo Morales não conseguirá disputar novo mandato e a oposição venezuelana agora controla o Legislativo.
Rafael Correa, do Equador, sofreu derrota eleitoral em 2014; perdeu as principais prefeituras do país para uma oposição tão feroz quanto a venezuelana. E a Colômbia continua onde sempre esteve, na direita.
Só quem tem conseguido governar e fazer avançar conquistas sociais com relativa tranquilidade é o Uruguai de Tabaré Vázquez.
Na América Central, Honduras eternizou o golpe de 2009 e permanece à direita. Contrasta a terceira eleição consecutiva do esquerdista Daniel Ortega, da Nicaragua, no último domingo. Vale ressaltar que a eleição dele foi uma grande vitória da esquerda devido a uma campanha eleitoral suja que alcançou até o Brasil – confira, abaixo, matéria asquerosa de uma “mundialista” da Veja, seja lá isso o que for.
trump-3
Apesar dos “Álamos” de esquerda que resistem pelas Américas, com a vitória de Trump se inverte a situação política do continente na primeira década do século XXI e ele passa a ser controlado por uma direita mais radical e raivosa do que nunca, uma direita que vinha sentindo vergonha de si mesma.—– trump 3
Apesar dos “Álamos” de esquerda que resistem pelas Américas, com a vitória de Trump se inverte a situação política do continente na primeira década do século XXI e ele passa a ser controlado por uma direita mais radical e raivosa do que nunca, uma direita que vinha sentindo vergonha de si mesma.
Não vale a pena perder muito tempo discutindo quanto Donald Trump é pior do que Hillary Clinton, quem, como a grande maioria dos políticos importantes dos EUA, está longe de ser boa para a humanidade ou mesmo para o próprio povo, que, em parcela relevante, padece com pobreza apesar de viver no país mais rico do mundo.
Ku Klux Klan (também conhecida como KKK ou simplesmente “o Klan”) é o nome de três movimentos dos Estados Unidos que defendem correntes reacionárias e extremistas, tais como a supremacia branca, o nacionalismo branco, a anti-imigração, o nordicismo, o anticatolicismo e o antissemitismo. Todos os três movimentos têm clamado pela “purificação” da sociedade estadunidense e todos são considerados organizações de extrema-direita.
Recentemente, jornal do grupo supremacista branco Ku Klux Klan declarou apoio a Trump na corrida presidencial, dizendo que os Estados Unidos se tornaram grandes porque foram uma república branca e cristã.
trump-2
A publicação “The Crusader”, uma das mais importantes do grupo supremacista, publicou um longo endosso e uma defesa da mensagem de Trump na primeira página do seu mais recente número, sob a manchete “Faça a América Grande Novamente”, mesmo slogan da campanha de Trump.
trump-4
Apesar de após muito tempo do recebimento desse apoio espúrio Trump rejeitá-lo, ficou claro que foi mera estratégia. KKK e Trump têm a mesma ideologia sobre vários pontos, como imigração e políticas inclusivas para negros, como ações afirmativas (cotas) etc.
O pior de Trump, como até a mídia conservadora brasileira diz, é sua imprevisibilidade. Apesar de os democratas americanos estarem à direita da centro-esquerda brasileira, os republicanos estão à direita da direita da direita, sendo o presidente eleito dos EUA a expressão máxima desse conceito. Acalentam muitas teses nazistas e fascistas, para dizer o mínimo.
O que impressiona nessa guinada das Américas para a direita, pois, é que ela ocorre após um longo período de bonança latina e de recuperação nos EUA, sob a batuta mais progressista de Obama, em que pesem as acusações contra ele de que teria sua digital no golpe brasileiro.
Internamente, Obama tentou melhorar a situação social dos americanos mais pobres e isso é inegável.
Alguns procuram comparar supostas e reais ações indiretas dos EUA de Obama para interferir em países do Terceiro Mundo que vivem ou viveram crises políticas e até guerras civis com o avanço do aparato bélico dos EUA sobre o Oriente Médio na era Bush, com as “guerras preventivas”, os genocídios no Afeganistão e no Iraque etc.
Não dá, né?
Bush era ruim? Pois Trump é um Bush vitaminado. George Walker Bush tinha algum verniz civilizatório; Trump é um gorila. Vai bater primeiro e perguntar depois. Vai espalhar toda sorte de preconceitos pelo continente. Tempos obscuros se avizinham para a humanidade.
Oremos ou torçamos, porque não dá pra fugir do planeta.

A espantosa passividade do brasileiro PMDB tira do povo e não corta na carne

PMDB.jpg
Por sugestão de Hilde Angel, no BlogProg:
O Sr. Jonh McKinley, correspondente do Daily Miror para a América do Sul, fez um balanço muito realista da situação carioca e da passividade do cidadão brasileiro.
Resumidamente, ele se disse espantado com a proposta do governo estadual de repassar a conta da sua má gestão para o cidadão, principalmente o mais pobre.
Ele se disse mais espantado ainda com a passividade dos cariocas.
Ele questiona a seriedade da proposta governamental, pois na visão dele é difícil compreender como o poder público pode manter tanta mordomia e excessos numa situação de grave crise. Para ele, o estado deveria suspender a utilização de carros oficiais, paralisar os contratos de marketing, interromper o pagamento de passagens aéreas e diárias de viagens, suspender o pagamento de gratificações de todo tipo e etc, enfim, cortar na própria carne.
Para o estado é mais fácil fechar os restaurantes populares do que suspender a utilização de centenas de carros oficiais com seus respectivos motoristas. Afinal, a população pode ficar sem comer, mas um secretário de estado, um deputado, magistrado, promotor ou procurador, não pode andar no seu próprio carro ou utilizar táxi ou Uber.
Ele acredita que o governo deveria elevar, sem possibilidade de repasse para preços, os impostos dos mais ricos, dos bancos, das indústrias automobilísticas e farmacêuticas e das empresas que se beneficiaram de isenções fiscais, ao invés de sobrecarregar justamente os funcionários públicos e aposentados, que já se encontram no limite de seus gastos.
Citou ainda como exemplo o caso do Município que paga um adicional aos seus vereadores para que possam comprar o seu paletó e o dos magistrados que ganham um auxílio para pagar a faculdade dos seus filhos.
Para ele, só com muita mobilização social, ocupando as ruas de forma organizada e contundente é que se poderá mudar o panorama .

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Oliver Stone: Dilma sofreu golpe com apoio dos EUA

Ricardo Stuckert


O diretor de cinema Oliver Stone visitou o ex-presidente Lula nesta terça-feira, 8, em São Paulo; ele está no Brasil para divulgação do filme sobre o ex-agente da NSA Edward Snowden, dirigido por ele; em entrevistas à imprensa, Oliver Stone foi categórico ao afirmar que o que aconteceu no Brasil foi um golpe de Estado, e com a participação dos Estados Unidos; "É, verdadeiramente, a definição de um golpe de Estado. E os Estados Unidos apoiaram. Eles reconheceram o novo governo imediatamente", afirmou; "Eles [os norte-americanos] estão ouvindo atentamente as questões brasileiras. Estavam focados na Dilma, na Petrobrás e tenho certeza que eles contribuíram com informações", afirmou; segundo Stone, a esquerda americana não tem um candidato com o perfil de Lula; "Os Estados Unidos precisam de um candidato como o Lula", afirmou 

SP 247 - O diretor de cinema Oliver Stone visitou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira, 8, em São Paulo. Stone está no Brasil para divulgação do filme sobre o ex-agente da NSA Edward Snowden, dirigido por ele. Snowden: herói ou traidor entra em cartaz quinta-feira (10) no circuito nacional de cinemas e traz questionamentos sobre o controle exercido pelo modelo imperialista geopolítico norte-americano.

Em entrevista ao UOL, Oliver Stone foi categórico ao afirmar que o que aconteceu no Brasil foi um golpe de Estado, que teve participação dos Estados Unidos. "É, verdadeiramente, a definição de um golpe de Estado. E os Estados Unidos apoiaram. Eles reconheceram o novo governo imediatamente", afirmou.

Já à GC Brasil, Oliver Stone defendeu falou sobre as eleições americanas e disse que os Estados Unidos podem ter participado "de alguma forma, do golpe no Brasil". "Você viu no filme: eles [os norte-americanos] estão ouvindo atentamente as questões brasileiras. Estavam focados na Dilma, na Petrobrás e tenho certeza que eles contribuíram com informações. Os EUA estão trabalhando em todos os lugares do mundo: Ucrânia, Ásia, Europa, para atingir seus objetivos. Tem a ver muito com o que o Snowden fala: controle total, nova ordem mundial", afirma.

"Mas lutar pelo seu ideal e ir à guerra por ele é uma coisa, mudar regimes é outra - algo muito perigoso. Deixem as pessoas em paz e deixem terem seu próprio governo", acrescenta o diretor.

Segundo Stone, que é admirador de Lula há anos, a esquerda americana não tem um candidato com o perfil de Lula. "Os Estados Unidos precisam de um candidato como o Lula", afirmou.
Leia na íntegra a entrevista de Oliver Stone

Por que eles querem que o Brasil esqueça Lula? Por que com ele é como se Getúlio falasse; ou Allende para os chilenos; ou Perón para os argentinos; ou Cárdenas para os mexicanos. Com uma diferença: Lula vive


Roberto Parizzoti



                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              por: Saul Leblon 
                                              
 Respira-se um cheiro azedo de fardas, togas e ternos empapados da sofreguidão nervosa que marca as escaladas de demolição do Estado de Direito nos solavancos da História.

Consulte os anos 30 na Alemanha, os 50 do macarthismo norte-americano, os 60 da ditadura brasileira, os 70 do massacre chileno...

Há um clima de dane-se o pudor por parte das elites e da escória que a serve.

Faz parte desses crepúsculos institucionais a perda dos bons modos e a convocação das milícias, enquanto o jornalismo isento finge não ver a curva ascendente do arbítrio.

Com a mesma desenvoltura com que se anistia montanhas de dólares remetidos ao exterior,  classifica-se o MST como ‘movimento criminoso’.

Persegue-se e intimida-se estudantes secundaristas com lista de nomes exigindo que se delate endereços de colegas ocupantes ...

Invade-se a bala dependências e movimentos sociais e  de metralhadora em punho escolas tomadas por adolescentes que reclamam o direito de opinar sobre a própria educação.

Ensaios da orquestra.

Decibéis crescentes, afiados pelo mesmo diapasão ecoam de diferentes pontos do país.

Só não ouve quem não quer.

Há dinheiro, patrocínio e poder em jogo na incapacidade auditiva para ouvir os gritos da democracia sendo violada na sala ao lado de onde se discute a ‘reconstrução do Brasil’.

A conveniência reflete a insurgência que se esboça.

A resistência ao golpe escapa ao que se supunha ser o alvo isolado e triturado pela centrífuga da Lava Jato.

Adolescentes falam o que a vastidão dos votos nulos, brancos e abstenções cifraram nas urnas municipais, quando suplantaram os vitoriosos de São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Porto Alegre...

Se as duas vozes se fundirem num idioma único, o que acontecerá?

O cheiro azedo exalado das fardas, togas e ternos de corte fino, empapados da sofreguidão  nervosa, reflete essa esquina incerta da História para a qual caminha o país.

A truculência policial e midiática sobe rápido os degraus da exceção.

Essa é a hora diante da qual a resistência progressista não pode piscar.

Daí a importância da campanha lançada neste dia 10 de novembro para sacudir a hesitação em defesa do óbvio.

O óbvio hoje começa por defender Lula.

Porque sem defender Lula, não será possível defender mais ninguém, e mais nada, do galope   desembestado da ganância no lombo da violência fardada e da cumplicidade togada.

Por ninguém, entenda-se o Brasil assalariado e o dos mais humildes.

A imensa maioria da população.

Aquela que vive do trabalho, depende de serviços públicos, tem seu destino  atado ao do país, ao do pre-sal, ao da reindustrialização,  ao da democracia social, carece de cidadania, respira salário mínimo e enxerga na previdência o único amparo à velhice e ao infortúnio.

Lula é a espinha histórica das costelas de resistência que precisam se unir para conter a demolição em marcha disso tudo.

Desempenha essa função por uma razão muito forte.

Essa que o milenarismo gauche parece ter esquecido --ou hesita em saber que sabe--  enquanto aguarda o juízo final  de Moro para recomeçar do zero.

‘Recomeçar do zero’ é a profilaxia recomendada pelos sábios do golpe em todas as frentes.

Desde a demolição dos direitos trabalhistas, à revogação da soberania no pre-sal, passando pela Constituição de 1988, o Prouni, a previdência ...

Mas, principalmente: recomeçar do zero esquecendo Lula.

Porque ele é  –ainda é Lula--   a inestimável  referência de justiça social na qual a imensa parcela dos  brasileiros de hoje e de ontem se reconhecem.

É dele a voz que quando  fala e é ouvida  no campo e nas cidades.

Mais que simplesmente ouvida: respeitada e compreendida.

A diferença dessa voz é que ela não carrega só palavras.

Carrega experiência, luta, erros, acertos, raiva, riso, derrotas, vitórias, cujo saldo são conquistas coletivas encarnadas em holerite, comida, emprego,  autoestima e esperança.

É como se Getúlio Vargas falasse.

Ou Allende para os chilenos.

Ou Perón para os argentinos.

Ou Cárdenas para os mexicanos.

Com a vantagem avassaladora que tanto incomoda a elite.

Lula está vivo.

Caçado, esfolado, picado e salgado.

Mas  vivo.

Mais que vivo: ele lidera todas as pesquisas de intenção de voto com as quais seus algozes testam a eficácia da chacina de reputação, a mais violenta desde Getúlio, que escandaliza a opinião jurídica e democrática do mundo.

Lula é a espinha dorsal de cuja destruição depende o êxito do torniquete implacável de interesses mobilizados contra a construção de uma democracia social na oitava maior economia do mundo, na principal referência da luta apelo desenvolvimento no espaço ocidental.

FHC disse em um debate no jornal O Globo, há cerca de quinze dias:

‘Sem Lula o PT seria penas um partido médio; com ele torna-se um perigo nacional’.

No fundo quis dizer: ‘Sem Lula, o Brasil se torna uma nação média, humilde, bem comportada.

Com Lula, o Brasil se torna um gigante de soberania, com capacidade de aglutinação popular  e mundial em torno da justiça social –de consequências perigosas’

É claro como água de fonte.

Lula representa esse diferencial inestimável.

Ele fala com quem Malafaia  gostaria de falar sozinho.

Com o Brasil que os Marinhos gostariam de monopolizar sem dissonâncias.

Por isso o  milenarismo gauche que reage à ofensiva conservadora aceitando a pauta do juízo final de Moro,  flerta com a eutanásia.

‘Recomeçar do zero’ é tudo o que o conservadorismo mais cobiça para quebrar o coração da resistência ao golpe.

O coração da resistência ao golpe consiste em não aceitar o fuzilamento sumário do legado de doze anos  de luta por um desenvolvimento mais justo e independente.

Ademais dos erros e equívocos cometidos inclusive por Lula  –que não podem ser subestimados e devem ser discutidos amplamente-- os acertos mostraram a viabilidade de se construir uma democracia social no Brasil do século XXI.

Não, isso não é pouco.

Olhe o mundo ao redor: isso é muito.

E, principalmente, tem lastro popular.

A sociedade marcada por uma das mais iníquas divisões de renda do planeta, referendou esse projeto por quatro eleições presidenciais sucessivas.

Duas com Lula; outras duas com Dilma, sendo Lula seu maior fiador e cabo eleitoral.

Sim, com erros, alguns grotescos.

Mas o fato é que a elevada probabilidade desse projeto ser revalidado em um quinto escrutínio presidencial, em 2018  --agora modificado pelo esgotamento do ciclo de alta nos preços das commodities, que lubrificou a resistência das elites aos avanços anteriores--  precipitou o golpe de 31 de agosto.

O milenarismo gauche quase esquece tudo isso enquanto aguarda o juízo final.

Nele, o juiz Moro e seus querubins  darão cabo de Lula e propiciarão aos sobreviventes o  único destino que lhes cabe: recomeçar do zero.

Ou até abaixo do zero.

Para quem sabe ter direito  –um dia— a mil anos de salvação individual e sobrenatural.

Milenaristas eram os pobres, os miseráveis brasileiros de Canudos.

Aqueles que aguardaram com Antônio Conselheiro a justiça divina sonegada pelo latifúndio e pela República que, afinal, destinou-os  à injustiça eterna.

É o que acontecerá de novo se o Brasil progressista aceitar a ideia de Moro de faxinar a história de sua ‘nódoa inaceitável’: Lula.

Se aceitar, o Brasil vai virar uma imensa Canudos, depois do massacre.

Cartilha de Temer explicando golpe aos EUA é derrota golpista

temer-brics

A embaixada do Brasil em Washington vai lançar nas próximas semanas uma cartilha sobre a transição política e econômica do Brasil. Segundo apurou a Folha de São Paulo, serão distribuídos 3.000 exemplares a políticos, empresários, think tanks, congressistas e jornalistas”.

O ministério pilotado por José Serra afirma que a iniciativa será para “explicar a formadores de opinião americanos o que o Brasil está fazendo para sair da crise econômica, e como se deu o impeachment da presidente Dilma Rousseff”.

O que o Brasil está (ou não) fazendo para sair da crise econômica é uma coisa, mas explicar “como se deu o impeachment” é coisa muito diferente, pois ações para alegadamente o governo Temer tirar o Brasil da crise são atos concretos que podem ser apenas relatados, mas o impeachment envolve questões puramente políticas, idiossincráticas.

Com efeito, qualquer diplomata que vier a ler a cartilha dos inimigos do governo derrubado certamente conhecerá apenas um lado da moeda. O que se prevê é que dinheiro público será usado em benefício político de tucanos e peemedebistas.

O Itamaraty diz que um dos objetivos da cartilha é “deixar os investidores estrangeiros mais tranquilos e aumentar seu interesse no programa brasileiro de concessões de infraestrutura”. Segundo Temer, o Brasil, agora, teria “estabilidade política”, qualidade atrativa ao investimento.

Como Temer pode falar em “estabilidade política” se, em breve, o Tribunal Superior Eleitoral poderá tirá-lo da Presidência? E as investigações contra ele na Lava Jato? Um presidente ameaçado de sofrer processo penal tem “estabilidade política”?

Além dos problemas do governo de plantão, ele tem que se preocupar em não ser derrubado em um país que já relativiza ao extremo o voto popular ao cassar o segundo presidente em pouco mais de vinte anos – nos EUA, em toda história, só Nixon renunciou para não ser cassado, nos anos 1970.

E Temer não terá do que reclamar se for golpeado, pois será consequência do próprio golpismo.
Ainda sobre a cartilha ilegal que o governo quer distribuir nos EUA, ao listar áreas onde o governo oferecerá concessões Temer vai dizer que o Brasil está disposto a ajustar o marco regulatório como quiserem os estrangeiros.

É a direita descalçando os sapatos para os gringos, bem próprio de um Itamaraty tucano, como o dos tempos de Celso Lafer.

Haverá também versão digital da cartilha. O custo, segundo o embaixador brasileiro, Sergio Amaral, não vai passar de US$ 5.000.

O problema não é o custo. O problema é o uso do Itamaraty para fazer política partidária e para defender um processo ilegal ao custo de mentiras.

“É importante reforçarmos a comunicação no exterior, as pessoas estão interessadas sobre o que vai acontecer no Brasil”, diz o embaixador Sergio Amaral, de um governo que em larga medida reedita o governo FHC, ao menos em nomes e ideologia.

Segundo a Folha, estarão listadas na cartilha tabelas com indicadores do país apresentadas pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em suas palestras a investidores. Foram tomadas ainda outras medidas para reforçar a credibilidade do Brasil.

O que quer dizer isso? Ninguém sabe, mas esse é outro item que, à semelhança da “explicação do impeachment”, vai ter que ser analisada com lupa.

O jornalão antipetista diz também que “fontes do governo e do Congresso americano disseram à Folha que o impeachment não é mais uma preocupação, embora alguns setores do mundo acadêmico mantenham suas críticas ao processo. Mas a economia e as investigações de corrupção despertam muita inquietação”.
Uau! Então são só “alguns setores do mundo acadêmico” que mantêm “críticas ao processo”. A tradução disso é a de que os setores mais informados e preparados da maior potência mundial não têm dúvidas de que houve um golpe no Brasil.

Aliás, a necessidade de essa cartilha ser confeccionada é também reconhecimento tácito de que a comunidade internacional tem outra visão sobre o que ocorreu no país.

Um governo sempre teve e sempre terá todas as condições de dar grande publicidade aos seus pontos de vista, à sua versão dos fatos. Após seis meses ocupando ilegalmente um cargo que é de Dilma Rousseff até 1º de janeiro de 2019, Temer perdeu a guerra da comunicação no exterior.

Ganhou no Brasil, mas perdeu no exterior.

Na versão edulcorada da Folha, “a aprovação do teto de gastos foi recebida de forma positiva, mas integrantes do setor privado e governo se mantêm em compasso de espera, querem que o governo brasileiro consiga aprovar outras reformas que ajudem a pôr a dívida do país em trajetória sustentável”.

Toda essa conversa mole neoliberal procura restringir a situação do Brasil à sua capacidade de espancar seu povo com este conformado e votando nos espancadores. Até os postes de Wall Street sabem que não é assim que a banda toca.

A instabilidade política continua e os planos de tirar direitos dos brasileiros e piorar serviços públicos preocupam, sim, os países centrais porque sabem que após um novo arrocho da direita a população se voltará para a esquerda de uma forma ou de outra.

Como, no caso, o bem é feito em pequenas doses e o mal vai ser feito de uma só vez, não deve demorar muito para a população brasileira se dar conta de que foi vítima de um engodo – foi jogada contra o governo que lhe melhorava a vida para dar lugar a quem tira de pobre pra dar pra rico.

Enquanto isso, como por enquanto vai ser difícil furar o bloqueio da mídia no Brasil, há que continuar denunciando ao mundo o golpe e os atos consecutivos de arbítrio contra opositores do regime, como a perseguição a Lula. Só o que impedirá mais endurecimento do regime será denunciação internacional.
Nesse contexto, a correria de Temer pelo mundo para explicar o golpe, o alvoroço da direita com o acolhimento pela ONU da denúncia de Lula contra a Lava Jato, tudo isso constitui a única forma, no momento, de enfrentar ditadura que cassou o voto de 54 milhões e agora persegue opositores do regime.