Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista
quarta-feira, 28 de julho de 2010
O capitalismo ainda vai te pegar
A mídia vende Cuba como se fosse o inferno na Terra, mas se este povo soubesse o que nos custa o capitalismo e o que propicia o socialismo cubano, seguramente não pensaria assim. Vou lhes contar, pois, a história que estou vivendo para que possam refletir sobre como o capitalismo (sobretudo o brasileiro) é uma obscenidade gerida com doses cavalares de burrice.
Novamente, minha filha Victoria está internada. Já faz mais de um mês. Portadora de paralisia cerebral e de uma síndrome que já ingressou num célere estágio degenerativo, precisa que todos os procedimentos médico-hospitalares lhe sejam dados com presteza porque sua situação de saúde se agrava a cada dia.
Por força de sua enfermidade, não tem como se alimentar por via oral. Após o fracasso de uma gastrostomia (colocação de sonda no abdome para receber alimentação pastosa), pois seu corpo rejeitou o procedimento, agora está se alimentando por uma sonda que lhe entra pela narina e vai até o estômago.
Victoria não pode se alimentar por via oral porque, devido à paralisia cerebral, “broncoaspira” alimentos e líquidos, ou seja, estes passam para o pulmão durante o processo de deglutição. Com a sonda nasal a menina não aspira líquidos ou alimentos, mas aspira a própria saliva.
Para sanar o problema, no fim do ano passado os médicos lhe retiraram as principais glândulas salivares de forma a diminuir o que chamam de “Sialorréia”, que nada mais é do que salivação excessiva. Não adiantou. As glândulas cresceram e ela voltou a salivar intensamente.
A criança não sai do hospital porque está, simplesmente, afogando-se na própria salivação, o que lhe produz uma pneumonia após a outra. Estava melhorando da que pegou quando foi parar no hospital, mas a salivação é incontrolável e, nos últimos dois dias, voltou a ter problemas pulmonares.
E por que ela piorou? Porque não está sendo feito um procedimento que pode lhe salvar a vida. E por que não é feito? Simplesmente porque a seguradora Sul América não autoriza, dando seguidas desculpas falsas para recusá-lo, pois não está querendo gastar.
O procedimento é conhecido como “botox salivar”. Com aplicação de botox dentro da boca, Victoria pararia de salivar e, conseqüentemente, de adoecer. O efeito desse procedimento é imediato. Mas o plano de saúde não autoriza porque diz que a bula do medicamento não cita o uso que os médicos estão recomendando.
É um procedimento conhecido e reconhecido. Não há dúvida de que funciona, segundo a equipe do hospital Santa Catarina, onde Victoria está internada. Mas o plano de saúde questiona a sua validade e vai segurando a autorização.
Os médicos de Victoria já disseram à nossa família que se ela contrair uma pneumonia mais grave, dificilmente resistirá. Ela já está muito debilitada. A cada dia que ela passa se afogando na própria saliva corre risco de morte, portanto.
E o convênio segura a autorização e expõe minha filha a tal risco.
Claro, resta o recurso à Justiça, mas é um recurso extremo que se tenta evitar ao máximo. Se até o fim desta semana a Sul América continuar com essa atitude imoral, produto do capitalismo mais obsceno que se possa imaginar, certamente recorrerei à lei que supostamente protege inocentes da ganância desses mafiosos que dirigem essas arapucas ditas “planos de saúde”.
Mas e daí? E se até fazer tudo isso for tarde demais? E se até que passe o prazo razoável para recorrer a um recurso extremo como ir ao Judiciário, até procurar advogado, até pagá-lo, até ele entrar com a ação e até o juiz decidir, minha filha não puder esperar?
O capitalismo está a um passo de matar uma criança inocente. Mais uma entre as milhões de crianças que mata todos os dias pelo mesmo método que descrevi e por miríades de outros.
Por que falei de Cuba? Porque naquele país não se pode comprar carros de 500 mil dólares nem vestidos de dez mil, mas quando um ser humano precisa de cuidados tem o que há de melhor na medicina moderna. Jamais um grupo de burocratas colocará a vida de uma criança cubana em risco para economizar dinheiro para o patrão.
É por isso que no último ranking de Desenvolvimento Humano (IDH), mensurado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Cuba figura em 51º lugar na escala intermediária dos países de desenvolvimento elevado, enquanto que o Brasil figura na 75º posição (dados referentes a 2007).
Voltando à Victoria, o pior é que os burocratas da Sul América são burros. Se ela continuar nessa trajetória sem o procedimento de que precisa, não demora e irá parar na UTI. Se isso ocorrer, em uma semana a seguradora gastará talvez o dobro ou o triplo do que está tentando economizar.
Vejam o custo social de todo um povo para que alguns poucos possam comprar carros de 500 mil dólares ou vestidos de 10 mil. E o pior é que nem pagando caríssimos planos de saúde se consegue fugir dessa tragédia, o que mostra como essa classe média leitora da Veja atira no próprio pé ao defender e exaltar um sistema econômico tão obsceno e burro.
E o mais trágico é que, cedo ou tarde, grande parte dos que defendem essa insanidade acabarão sendo vítimas dela, como bem simboliza a imagem acima.
Com Texto Livre: Wikileaks - O incómodo dos EUA
Para aqueles que sentem incomodados com a guerra ou conflitos inventados com o objectivo (des)conhecido, certamente, ficará mais ainda ao ler Wikileaks. Ontem estava questionar o Tribunal Penal Internacional(TPI) e felicitar os dirigentes da União Africana por terem rejeitados o TPI, hoje vi a minha visão reforçada.Segundo a RTP, das 90 mil páginas de relatórios secretos da guerra no Afeganistão, "entre as operações secretas reveladas nos documentos, contam-se as da "Task Force 373", na prática um esquadrão da morte. A unidade de elite norte-americana escapa à cadeia de comando da ISAF, a força multinacional que ocupa o Afeganistão, e obedece directamente ao Pentágono. As suas operações são altamente secretas - ou eram-no, até à divulgação dos documentos pela "Wikileaks". Elas são ocultadas aos próprios parceiros dos EUA na força da NATO (OTAN)".O Guardian deu umas dicas de "Como ler os logs da guerra do Afeganistão" e mostrou que "arquivos secretos expõe a verdade da ocupação", enquanto que o New York Times resolveu "Reunir os relatórios, e decidir o que publicar" entre outras dicas no Spiegel e NYT. Teremos mais massacres e crimes se os EUA continuarem a meter os pés pelos braços.Para quando o julgamento do George W. Bush no TPI?
APOSENTADO INVOCADO: SERRA É UM HOMEM PEQUENO PARA A GRANDEZA DO BRASIL E DA AMÉRICA DO SUL
SERRA É UM HOMEM PEQUENO PARA A GRANDEZA DO BRASIL E DA AMÉRICA DO SUL
Amorim: críticos da política externa 'veem Brasil com olhos pequenos'
Chanceler dividiu desafetos em nacionais e internacionais; reação vem um dia após ataques de Serra
estadão.com.br, com informações da BBC Brasil / SÃO PAULO
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, rebateu nesta terça-feira, 27, os críticos da política externa brasileira. Em entrevista exclusiva à BBC Brasil, desde Tel Aviv, o chanceler afirmou que os desafetos veem o Brasil com "olhos pequenos" e "não conseguem compreender" que o País ganhou "grandeza" internacional.
Amorim dividiu os críticos em dois grupos - as grandes potências, que segundo ele, querem manter o monopólio do poder, e críticos dentro do País que não compreendem que "o Brasil é um país grande". Embora não tenha especificado a quais desafetos nacionais se referia, as declarações do ministro foram feitas um dia após o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, ter criticado a política de comércio exterior brasileira e as relações do País com Venezuela, Bolívia e Paraguai.
"No Brasil (os críticos) são pessoas que não conseguem compreender que - sem nenhuma megalomania, sem nenhum exagero - o Brasil tem um tamanho e uma grandeza no cenário internacional", afirmou o ministro à BBC. Amorim também rejeitou as críticas de que a participação crescente do Brasil nas questões mundiais, especialmente no Oriente Médio, se dá em detrimento dos esforços para ajudar a resolver os problemas da América Latina.
"Na questão da crise entre a Venezuela e a Colômbia, a primeira coisa que o presidente (Luiz Inácio Lula da Silva) fez foi telefonar para o presidente (Hugo) Chávez, e também entramos em contato com os ministros colombianos. Uma coisa não interfere na outra, pelo contrário, o prestígio internacional do Brasil nos ajuda também a trabalhar na região", disse.
O ministro acrescentou que a América do Sul tem mecanismos para resolver crises como a que está ocorrendo entre os dois países vizinhos e lembrou que na próxima quinta-feira, dia 29, os ministros da Unasul vão se reunir para discutir a questão.
Em discurso para empresários na segunda-feira, Serra ecoou as declarações de ministros colombianos que deram início à crise entre os dois países ao dizer que até "até as árvores da floresta amazônica" sabem que Chávez abriga as Farc. O candidato tucano também afirmou que o Brasil faz "filantropia" nas relações com o Paraguai e a Bolívia e que o País "não tem política de comércio exterior".
Repercussão
As críticas aos países vizinhos repercutiram na imprensa paraguaia e venezuelana. Para o jornal Ultima Hora, de Assunção, Serra usou "tom irônico" para se referir às relações do Brasil com os países da região. Já o venezuelano Ultimas Noticias destacou não se tratar da primeira vez que Serra ataca Hugo Chávez.
Em seu discurso de segunda-feira, Serra também insinuou que os esforços do Itamaraty nas negociações sobre a questão nuclear iraniana teriam sido melhor empregados se voltados para as disputas entre Colômbia e Venezuela. Para a BBC, Amorim disse que a atuação do Brasil no Oriente Médio "valeram a pena".
"Vale a pena o esforço, porque aqui (no Oriente Médio) estão concentrados os problemas principais da paz mundial, e o Brasil é um grande País e todos nós temos que pagar um preço pela manutenção da paz", afirmou. "A paz é como a liberdade, é como ar, você só sente como ela é importante quando ela não existe", continuou Amorim.
Eleições
Diante da aproximação das eleições no Brasil, Amorim afirmou que considera que mesmo na ausência do presidente Lula, o papel do Brasil no cenário internacional continuará crescendo. "Pelé só teve um, mas o Brasil continuou a ser campeão mundial", comparou. De acordo com a avaliação do ministro, daqui a dez anos ninguém terá duvidas sobre o papel importante e central do Brasil nas relações internacionais, inclusive nas questões da paz e segurança mundiais.
APOSENTADO INVOCADO: EUA RECONHECEM A LIDERANÇA DO BRASIL COM LULA,MAS PREFEREM SERRA PARA ENTREGAR O PAÍS PARA ELES
Análises americanas sobre o Brasil também vazaram no WikiLeaks
DE SÃO PAULO
Entre os milhares de documentos revelados pelo WikiLeaks nos últimos anos, vários tratam da relação entre os EUA e o Brasil. Os principais temas são econômicos, como o comércio bilateral e a tarifa do etanol, e políticos, principalmente sobre a ascensão do país.
Os documentos são, em sua maioria, análises feitas pela Biblioteca do Congresso americano em caráter reservado para os legisladores.
Essas análises têm um "peso muito grande" na tomada de decisão dos congressistas, afirma Diego Bonomo, do Brazil Industries Coalition, uma organização que defende os interesses da indústria brasileira nos EUA.Um dos documentos, de 1998, apontava o Brasil e a Argentina como países "dominantes" do Mercosul.
Em textos mais recentes, o Brasil já aparece como "única potência" da América Latina e "líder entre países em desenvolvimento".
O relatório para os congressistas afirma que fortalecer os laços regionais, como o Mercosul e a Unasul (União das Nações Sul-Americanas), e com países da África e da Ásia foi uma opção do governo brasileiro apesar de "provavelmente ser mais benéfico ao próprio interesse econômico do Brasil no longo prazo" se aproximar da União Europeia e dos EUA.
Nas análises, é possível acompanhar o fortalecimento do Mercosul e o quanto ele comprometeu a formação da Alca (Área de Livre Comércio das Américas), uma iniciativa americana para zerar tarifas no continente.
Os textos apresentam o Brasil como uma força que "contrabalanceia" a influência dos EUA na América do Sul. A política de Hugo Chávez, entretanto, poderia enfraquecer essa liderança, especialmente na Bolívia e no Equador, mais dependentes da Venezuela.
No âmbito do comércio, os congressistas americanos leem também que o Brasil liderou os esforços da rodada deDoha para manter a posição dos emergentes, de que EUA e Europa deveriam baixar os subsídios da agricultura como premissa para a continuidade das negociações.
Blogg do Amoral Nato: Rascunho automático
Pedro do CouttoNas pesquisas estimuladas, sobre a sucessão presidencial, Vox Populi e Datafolha divergem totalmente, já que seus resultados são diametralmente opostos. Porém nos levantamentos considerando as respostas espontâneas, o que poucos perceberam, elas convergem quase totalmente. Vamos por etapas. Na noite de sexta-feira, através do Jornal da Band, matéria no sábado reproduzida pelo O Globo, o Vox Populi apontou 41 pontos para Dilma Rousseff contra 33 de José Serra e 8% para Marina Silva. No dia seguinte, sábado, a Folha de São Paulo manchetou edição com pesquisa do Datafolha apresentando um quadro diametralmente oposto. Serra com 37, Dilma 36 e Marina obtendo 10 pontos.Como se vê, desacordo completo. Sobretudo porque, em relação às suas pesquisas anteriores, feitas há um mês, o Vox Populi assinalou um avanço de 1 ponto para Dilma e um recuo de 2 para Serra. Marina Silva no mesmo patamar. Portanto, um movimento ascendente da ex-chefe da Casa Civil e um movimento descendente de Serra. Para o Datafolha, o contrário: o recuo de 1 ponto para Rousseff e uma descida de 2 degraus para Serra. No final da sua conta, o ex-governador de São Paulo um ponto na frente. O Vox Populi – repito – registrou Dilma 8 pontos de vantagem. Qual a empresa estará certa?A meu ver o Vox Populi e explico por quê. O Datafolha deve involuntariamente ter computado algum índice estadual errado. Mais provavelmente no Rio de Janeiro. Deu Dilma na frente 37 a31. É pouco. Tanto pelo clima sensível na cidade, quanto pela vantagem de Sergio Cabral, que está com Dilma, sobre Gabeira que apóia Serra e também Marina, perspectiva dupla impossível. Cabral tem 53, Gabeira apenas 18. O reflexo para Rousseff deveria ser maior.Mas esta é uma suposição minha. Entretanto surge uma conmstatação. Comparando-se as pesquisas espontâneas, vamos descobrir a convergência. Pesquisa estimulada – vale acentuar – é aquela na qual os entrevistadores apresentam aos eleitores os nomes dos candidatos. Pesquisa espontânea é a que as pessoas respondem livremente sem olharem a lista. Vamos lá. Na espontânea do Datafolha, ao contrário de na estimulada, Dilma aparece em primeiro com 21 pontos, seguida de Serra com 16 e Marina com 4% das intenções de voto. Na espontânea do Vox Populi, surge Dilma com 28, Serra 21 e Marina registrando 4 pontos. Além dessa concordância, no plano espontâneo, tanto o Datafolha quanto o Vox Populi acentuam simultaneamente uma subida de Rousseff em relação aos levantamentos do início de junho e uma descida de Serra.Observa-se, então, que a estimulada do Vox Populi coincide com a sua espontânea quanto a colocação dos candidatos e as diferenças entre si. Ao passo que em relação aos resultados do Datafolha, na mesma comparação, a empresa da FSP diverge de si mesma. É sabido, largamente reconhecido, que os números das pesquisas estimuladas são maiores do que as assinaladas pelas espontâneas. Isso é natural. Mas o que, no caso, surpreende é o fato de, para o Datafolha, Serra liderar na estimulada e perder na espontânea. Fenômeno inédito em matéria de pesquisas eleitorais. Daí porque acredito que os números do VP estão mais certos que os do Datafolha. Acompanhando levantamentos eleitorais há mais de 50 anos, pela primeira vez sou testemunha de tal contradição.Não dá para entender.http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=10319
Blogg do Amoral Nato: Serra admite não ser "pai dos genéricos"
Serra admite não ser "pai dos genéricos"
Enviado por luisnassif
Toda boa iniciativa tem dois responsáveis: quem teve a idéia e quem a implementou. Partindo dessa premissa, José Serra poderia, sim, se vangloriar de ter dado apoio aos genéricos e à campanha anti-aids.Ele assumiu o Ministério da Saúde sem nada entender de saúde. Sei disso porque, às pressas, me pediu uma série de artigos que tinha escrito sobre o tema - a patir da colaboração de especialistas que atenderam minha convocação de enviar idéias por email - e me convidou para dois ou três jantares para passar fontes relevantes e para ajudá-lo a se definir se aceitava ou não o convite. Além de ter solicitado ajuda para o discurso de posse.Aliás, a idéia que passei - a partir do exemplo da Belgo Mineira em Minas - foi a de convocar empresas ligadas à qualidade para participar diretamente da administração dos hospitais públicos, implantando programas de qualidade com seus próprios recursos e ajudando diretamente no aprimoramento da gestão. Ele incluiu o tema no discurso. Quase ao final de sua gestão como Ministro da Saúde, me ligou: como era aquela idéia mesmo? Nem sabia qual era mais.Assumiu o Ministério, identificou algumas boas iniciativas que vinham acontecendo e deu gás a elas. Como não sabe gerenciar, focou em ambas e se isolou das demais iniciativas do Ministério. Mas tem mérito inegável na consolidação de dois momentos importantes na saúde.O problema do Serra é sua total incapacidade de dar o menor reconhecimento a quem quer que seja. É de um egocentrismo sem paralelo na política brasileira. O movimento pela saúde é antigo, tem seus heróis respeitados, porém pouco reconhecidos, pessoas que deram toda sua energia pela causa por uma única retribuição: reconhecimento da história. Serra jamais foi capaz de reconhecer nada. Preferiu se apropriar do mérito exclusivo de várias obras coletivas.No Ministério da Saúde teve predecessores dos mais relevantes, que ajudaram a dar consistência à estrutura da saúde e do SUS: Adib Jatene, Henrique Santillo, o excepcional gaúcho Carlos Albuquerque, pouquíssimo reconhecido, que deixou a máquina azeitada. Duvido que alguém levante um discurso sequer do Serra dando o devido reconhecimento a qualquer um.E não apenas na saúde. Qualquer projeto relevante que tenha passado a menos de um quilômetro dele é apropriado como obra sua, mesmo que tenha dado apenas um visto em algum papel nos seus tempos de Ministro do Planejamento ou participado de alguma votação, nos seu tempo de parlamento.São exemplos abundantes dessa campanha, dele falando de sua importância para obras no nordeste, para as escolas técnicas etc.Agora, em vez de colher o mérito de ter ajudado a consolidar os genéricos e a campanha anti-aids, paga o mico de admitir que o filho tem vários pais. Mas como acontece com o padrão Serra de egocentrismo, nem nessa hora é capaz de dar o devido reconhecimento aos heróis da saúde.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Dez falsos motivos para não votar na Dilma | Casa de Cinema de Porto Alegre
Dez falsos motivos para não votar na Dilma
Tenho alguns amigos que não pretendem votar na Dilma, um ou outro até diz que vai votar no Serra. Espero que sigam sendo meus amigos. Política, como ensina André Comte-Sponville, supõe conflitos: “A política nos reúne nos opondo: ela nos opõe sobre a melhor maneira de nos reunir”.
Leio diariamente o noticiário político e ainda não encontrei bons argumentos para votar no Serra, uma candidatura que cada vez mais assume seu caráter conservador. Serra representa o grupo político que governou o Brasil antes do Lula, com desempenho, sob qualquer critério, muito inferior ao do governo petista, a comparação chega a ser enfadonha, vai lá para o pé da página, quem quiser que leia. (1)
Ouvi alguns argumentos razoáveis para votar em Marina, como incluir a sustentabilidade na agenda do desenvolvimento. Marina foi ministra do Lula por sete anos e parece ser uma boa pessoa, uma batalhadora das causas ambientalistas. Tem, no entanto (na minha opinião) o inconveniente de fazer parte de uma igreja bastante rígida, o que me faz temer sobre a capacidade que teria um eventual governo comandado por ela de avançar em questões fundamentais como os direitos dos homossexuais, a descriminalização do aborto ou as pesquisas envolvendo as células tronco.
Ouço e leio alguns argumentos para não votar em Dilma, argumentos que me parecem inconsistentes, distorcidos, precários ou simplesmente falsos. Passo a analisar os dez mais freqüentes.
1. “Alternância no poder é bom”.
Falso. O sentido da democracia não é a alternância no poder e sim a escolha, pela maioria, da melhor proposta de governo, levando-se em conta o conhecimento que o eleitor tem dos candidatos e seus grupo políticos, o que dizem pretender fazer e, principalmente, o que fizeram quando exerceram o poder. Ninguém pode defender seriamente a idéia de que seria boa a alternância entre a recessão e o desenvolvimento, entre o desemprego e a geração de empregos, entre o arrocho salarial e o aumento do poder aquisitivo da população, entre a distribuição e a concentração da riqueza. Se a alternância no poder fosse um valor em si não precisaria haver eleição e muito menos deveria haver a possibilidade de reeleição.
2. “Não há mais diferença entre direita e esquerda”.
Falso. Esquerda e direita são posições relativas, não absolutas. A esquerda é, desde a sua origem, a posição política que tem por objetivo a diminuição das desigualdades sociais, a distribuição da riqueza, a inserção social dos desfavorecidos. As conquistas necessárias para se atingir estes objetivos mudam com o tempo. Hoje, ser de esquerda significa defender o fortalecimento do estado como garantidor do bem-estar social, regulador do mercado, promotor do desenvolvimento e da distribuição de riqueza, tudo isso numa sociedade democrática com plena liberdade de expressão e ampla defesa das minorias. O complexo (e confuso) sistema político brasileiro exige que os vários partidos se reúnam em coligações que lhes garantam maioria parlamentar, sem a qual o país se torna ingovernável. A candidatura de Dilma tem o apoio de políticos que jamais poderiam ser chamados de “esquerdistas”, como Sarney, Collor ou Renan Calheiros, lideranças regionais que se abrigam principalmente no PMDB, partido de espectro ideológico muito amplo. José Serra tem o apoio majoritário da direita e da extrema-direita reunida no DEM (2), da “direita” do PMDB, além do PTB, PPS e outros pequenos partidos de direita: Roberto Jefferson, Jorge Borhausen, ACM Netto, Orestes Quércia, Heráclito Fortes, Roberto Freire, Demóstenes Torres, Álvaro Dias, Arthur Virgílio, Agripino Maia, Joaquim Roriz, Marconi Pirilo, Ronaldo Caiado, Katia Abreu, André Pucinelli, são todos de direita e todos serristas, isso para não falar no folclórico Índio da Costa, vice de Serra. Comparado com Agripino Maia ou Jorge Borhausen, José Sarney é Che Guevara.
3. “Dilma não é simpática”.
Argumento precário e totalmente subjetivo. Precário porque a simpatia não é, ou não deveria ser, um atributo fundamental para o bom governante. Subjetivo, porque o quesito “simpatia” depende totalmente do gosto do freguês. Na minha opinião, por exemplo, é difícil encontrar alguém na vida pública que seja mais antipático que José Serra, embora ele talvez tenha sido um bom governante de seu estado. Sua arrogância com quem lhe faz críticas, seu destempero e prepotência com jornalistas, especialmente com as mulheres, chega a ser revoltante.
4. “Dilma não tem experiência”.
Argumento inconsistente. Dilma foi secretária de estado, foi ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, fez parte do conselho da Petrobras, gerenciou com eficiência os gigantescos investimentos do PAC, dos programas de habitação popular e eletrificação rural. Dilma tem muito mais experiência administrativa, por exemplo, do que tinha o Lula, que só tinha sido parlamentar, nunca tinha administrado um orçamento, e está fazendo um bom governo.
5. “Dilma foi terrorista”.
Argumento em parte falso, em parte distorcido. Falso, porque não há qualquer prova de que Dilma tenha tomado parte de ações “terroristas”. Distorcido, porque é fato que Dilma fez parte de grupos de resistência à ditadura militar, do que deve se orgulhar, e que este grupo praticou ações armadas, o que pode (ou não) ser condenável. José Serra também fez parte de um grupo de resistência à ditadura, a AP (Ação Popular), que também praticou ações armadas, das quais Serra não tomou parte. Muitos jovens que participaram de grupos de resistência à ditadura hoje participam da vida democrática como candidatos. Alguns, como Fernando Gabeira, participaram ativamente de seqüestros, assaltos a banco e ações armadas. A luta daqueles jovens, mesmo que por meios discutíveis, ajudou a restabelecer a democracia no país e deveria ser motivo de orgulho, não de vergonha.
6. “As coisas boas do governo petista começaram no governo tucano”.
Falso. Todo governo herda políticas e programas do governo anterior, políticas que pode manter, transformar, ampliar, reduzir ou encerrar. O governo FHC herdou do governo Itamar o real, o programa dos genéricos, o FAT, o programa de combate a AIDS. Teve o mérito de manter e aperfeiçoá-los, desenvolvê-los, ampliá-los. O governo Lula herdou do governo FHC, por exemplo, vários programas de assistência social. Teve o mérito de unificá-los e ampliá-los, criando o Bolsa Família. De qualquer maneira, os resultados do governo Lula são tão superiores aos do governo FHC que o debate “quem começou o quê” torna-se irrelevante.
7. “Serra vai moralizar a política”.
Argumento inconsistente. Nos oito anos de governo tucano-pefelista - no qual José Serra ocupou papel de destaque, sendo escolhido para suceder FHC - foram inúmeros os casos de corrupção, um deles no próprio Ministério da Saúde, comandado por Serra, o superfaturamento de ambulâncias investigado pela “Operação Sanguessuga”. Se considerarmos o volume de dinheiro público desviado para destinos nebulosos e paraísos fiscais nas privatizações e o auxílio luxuoso aos banqueiros falidos, o governo tucano talvez tenha sido o mais corrupto da história do país. Ao contrário do que aconteceu no governo Lula, a corrupção no governo FHC não foi investigada por nenhuma CPI, todas sepultadas pela maioria parlamentar da coligação PSDB-PFL. O procurador da república ficou conhecido com “engavetador da república”, tal a quantidade de investigações criminais que morreram em suas mãos. O esquema de financiamento eleitoral batizado de “mensalão” foi criado pelo presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo, hoje réu em processo criminal. O governador José Roberto Arruda, do DEM, era o principal candidato ao posto de vice-presidente na chapa de Serra, até ser preso por corrupção no “mensalão do DEM”. Roberto Jefferson, réu confesso do mensalão petista, hoje apóia José Serra. Todos estes fatos, incontestáveis, não indicam que um eventual governo Serra poderia ser mais eficiente no combate à corrupção do que seria um governo Dilma, ao contrário.
8. “O PT apóia as FARC”.
Argumento falso. É fato que, no passado, as FARC ensaiaram uma tentativa de institucionalização e buscaram aproximação com o PT, então na oposição, e também com o governo brasileiro, através de contatos com o líder do governo tucano, Arthur Virgílio. Estes contatos foram rompidos com a radicalização da guerrilha na Colômbia e nunca foram retomados, a não ser nos delírios da imprensa de extrema-direita. A relação entre o governo brasileiro e os governos estabelecidos de vários países deve estar acima de divergências ideológicas, num princípio básico da diplomacia, o da auto-determinação dos povos. Não há notícias, por exemplo, de capitalistas brasileiros que defendam o rompimento das relações com a China, um dos nossos maiores parceiros comerciais, por se tratar de uma ditadura. Ou alguém acha que a China é um país democrático?
9. “O PT censura a imprensa”.
Argumento falso. Em seus oito anos de governo o presidente Lula enfrentou a oposição feroz e constante dos principais veículos da antiga imprensa. Esta oposição foi explicitada pela presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) que declarou que seus filiados assumiram “a posição oposicionista (sic) deste país”. Não há registro de um único caso de censura à imprensa por parte do governo Lula. O que há, frequentemente, é a queixa dos órgãos de imprensa sobre tentativas da sociedade e do governo, a exemplo do que acontece em todos os países democráticos do mundo, de regulamentar a atividade da mídia.
10. “Os jornais, a televisão e as revistas falam muito mal da Dilma e muito bem do Serra”.
Isso é verdade. E mais um bom motivo para votar nela e não nele.
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(1) Alguns dados comparativos dos governos FHC e Lula.
Geração de empregos:
FHC/Serra = 780 mil x Lula/Dilma = 12 milhões
Salário mínimo:
FHC/Serra = 64 dólares x Lula/Dilma = 290 dólares
Mobilidade social (brasileiros que deixaram a linha da pobreza):
FHC/Serra = 2 milhões x Lula/Dilma = 27 milhões
Risco Brasil:
FHC/Serra = 2.700 pontos x Lula/Dilma = 200 pontos
Dólar:
FHC/Serra = R$ 3,00 x Lula/Dilma = R$ 1,78
Reservas cambiais:
FHC/Serra = 185 bilhões de dólares negativos x Lula/Dilma = 239 bilhões de dólares positivos.
Relação crédito/PIB:
FHC/Serra = 14% x Lula/Dilma = 34%
Produção de automóveis:
FHC/Serra = queda de 20% x Lula/Dilma = aumento de 30%
Taxa de juros:
FHC/Serra = 27% x Lula/Dilma = 10,75%
(2) Elio Gaspari, na Folha de S.Paulo de 25.07.10:
José Serra começou sua campanha dizendo: "Não aceito o raciocínio do nós contra eles", e em apenas dois meses viu-se lançado pelo seu colega de chapa numa discussão em torno das ligações do PT com as Farc e o narcotráfico. Caso típico de rabo que abanou o cachorro. O destempero de Indio da Costa tem método. Se Tupã ajudar Serra a vencer a eleição, o DEM volta ao poder. Se prejudicar, ajudando Dilma Rousseff, o PSDB sairá da campanha com a identidade estilhaçada. Já o DEM, que entrou na disputa com o cocar do seu mensalão, sairá brandindo o tacape do conservadorismo feroz que renasceu em diversos países, sobretudo nos Estados Unidos.
domingo, 25 de julho de 2010
Blogg do Amoral Nato: Buemba Buemba
Buemba Buemba
Serviço de Inteligência descobre projetos e programas de Zé Pedágio, até então mantidos em completo sigilo. Veja agora algumas das propostas que estão previstas:
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Serra prega o terror
Como desmascarar o PIG
A repercussão que teve a proposta do Movimento dos Sem Mídia de denunciar à Justiça Eleitoral um dos tradicionais processos de campanha eleitoral ilegal que a grande imprensa brasileira costuma desenvolver para os políticos de sua preferência a cada ano eleitoral desde sempre neste país, nos obriga a ir em frente.
A teoria do MSM é a seguinte: a grande imprensa escrita, televisada e radiofônica, maiormente representada pelos grupos empresariais Folha, Estado, Globo e Abril, com seus tentáculos espalhados por todo o país, está promovendo, mais uma vez, uma enxurrada de noticiário em favor da candidatura José Serra e contra a candidatura Dilma Rousseff.
Nos jornais, por exemplo, há dias em que se vê as primeiras páginas com quatro, cinco, seis manchetes negativas para o PT, seja fazendo denúncias, seja comprando as teses da oposição tucana, seja defendendo tucanos aliados de Serra, promovendo campanha negativa contra Dilma.
Esse fenômeno se reproduz, de forma análoga, porém mais dissimulada, em concessões públicas de rádio e televisão.
Esta campanha eleitoral tem sido marcada por uma atuação bastante vistosa da Justiça Eleitoral, que tem multado seguidamente os candidatos a presidente e titulares do governo federal e do Estado de São Paulo por “propaganda antecipada”, e até veículos de comunicação, como no caso do jornal O Estado de Minas, recentemente multado por fazer campanha eleitoral para Serra.
A Justiça Eleitoral também tem aplicado multas a sindicatos por fazerem “campanha negativa”. Ou seja: entidades que têm criticado Serra publicamente, estão sendo acusadas de atuarem para a campanha de Dilma.
Diante disso, surge uma avenida de oportunidades para mostrar a essa Justiça Eleitoral que a campanha eleitoral negativa e antecipada mais escandalosa quem tem feito são os quatro grupos empresariais supra mencionados e seus tentáculos menores na imprensa.
Há inclusive uma atuação conjunta da mídia e do PSDB, do DEM e do PPS, na qual os primeiros levantam alguma denúncia contra o PT e os meios de comunicação se encarregam de endossá-la, como no caso do “dossiê” contra Serra e no da “quebra de sigilo fiscal” do tucano Eduardo Jorge, casos nos quais a mídia claramente optou por endossar as posições oposicionistas.
A adesão praticamente automática da mídia à oposição é verificável em praticamente todas as questões políticas, econômicas e administrativas. Não consigo me lembrar de um só caso em que a mídia tenha ficado ao lado do governo e contra a oposição. Se existir, é exceção da exceção.
Todavia, há uma dificuldade para levar essas ações partidarizadas da mídia à Justiça. Por mais que qualquer um que seja honesto saiba que Globos, Folhas, Vejas e Estadões são tucanos até a alma, para a Justiça é preciso oferecer evidências concretas desse fato.
Há que fazer uma apuração de um período (qualquer período) que se verificará com facilidade o enorme apoio que Serra e seus aliados têm recebido dos veículos supra mencionados em todas as suas questões com Dilma, Lula e o PT.
Se pegarmos qualquer período, há uma avalanche de notícias, editoriais, colunas etc. atacando e acusando e criticando a situação, sempre sob a ótica da oposição, tratada pela imprensa como vítima de um governo despótico e corrupto.
O grande problema é fazer essa apuração em tempo hábil.
Apesar do apoio dos leitores deste blog, que às centenas se filiaram ao Movimento dos Sem Mídia e que se propuseram não só a trabalhar mas a contribuir com doações para que tenhamos alguma receita que nos dê condições de assumir compromissos, um estudo como esse, que mostre, estatisticamente, como é descomunal o partidarismo midiático, precisa ser feito em bases minimamente científicas.
Pensei, então, em recrutar filiados e simpatizantes do MSM para pegarem períodos dos arquivos dos jornais que seriam divididos entre os envolvidos e classificarem as edições diárias por notícias negativas para cada candidato, notícias positivas e notícias neutras.
A idéia é a de que se dê para cada militante do MSM um período para apurar, porque, de acordo com estudos do setor jurídico da organização, a denúncia desse partidarismo está amplamente amparada pela lei que rege a matéria eleitoral.
Se ficar minimamente demonstrada a campanha partidarizada que a mídia vem empreendendo para ajudar Serra, esses veículos podem ser multados. Mas o principal efeito será político, pois, pela primeira vez, haverá um fato que comprove que Globos, Folhas, Vejas e Estadões vêm atuando como partidos políticos.
O grande problema de o estudo ser feito da forma que imaginei inicialmente é no que tange cada um que ajudar a fazê-lo saber identificar claramente o que é notícia negativa, positiva e neutra, pois, aí, entram em campo os sentimentos das pessoas.
A subjetividade e a tendência ideológica podem fazer alguém ver notícia negativa ou positiva onde não existe, pois quando se tem lado é mais difícil ter equilíbrio. O melhor, portanto, seria conseguir fazer um trabalho estatístico independente e feito por pessoas treinadas para tanto.
Estou em contato com algumas instituições que poderiam nos socorrer nesse caso, mas, como todos sabem, os recursos do MSM, mesmo com o apoio dos leitores deste blog, são bastante escassos.
Na pior das hipóteses, se não tivermos como bancar um estudo profissional, teremos que tentar selecionar pessoas com algum conhecimento para fazermos o estudo nós mesmos. Seria um trabalho difícil, mas poderia ser feito.
Posso comprar assinaturas de jornais, exemplares antigos, de forma a irmos quantificando e classificando essa campanha eleitoral ilegal imensa que os veículos em questão têm feito para Serra.
O importante, agora, é que o apoio dado ao MSM pelos caros leitores durante este mês de julho prossiga, de forma a termos recursos para ir em frente e, pela primeira vez, provarmos, publicamente, que a grande imprensa brasileira se converteu em um partido político, já descrito como Partido da Imprensa Golpista.
Se tivermos êxito, acho que será um duro golpe para uma elite que criou para si um aparato de comunicação que se constitui em um poder paralelo ao do Estado, que tem conseguido atrasar o progresso do país escudado em uma liberdade de imprensa que nada mais é do que liberdade para usar até concessões públicas em prol de interesses sectários de um pequeno e influente grupo social.
Há, ainda, a frente de luta contra a manipulação de pesquisas, que graças aos leitores deste blog o MSM está tendo como travar. Aliás, nessa questão estamos muito próximos de provar que um crime eleitoral foi cometido por ao menos dois institutos de pesquisa, pois estamos indo para cima do inquérito que o MPE enviou à Polícia Federal com base na representação dos Sem Mídia pedindo auditoria de todos os institutos de pesquisa.
Neste fim de semana, teremos as pesquisas Datafolha e Vox Populi sobre a sucessão presidencial. É bem possível que um desses institutos forneça as provas finais para demonstrar um crime eleitoral de falsificação de pesquisas.
Se Vox Populi e Datafolha divergirem significativamente em pesquisas que fizeram quase ao mesmo tempo, ficará claro que um deles está mentindo e, assim, haverá uma pressão adicional para que a investigação da PF caminhe mais rápido.
O Movimento dos Sem Mídia, como se vê, está em uma encruzilhada. Com o vosso apoio, poderá realizar um feito inédito na história política deste país. O Brasil, portanto, conta com cada um de vocês para que mantenham a ONG de pé, de forma que, de uma vez por todas, tenha fim o uso da comunicação dessa forma ilegal e imoral que temos visto.
Que nos próximos meses continuemos juntos e atuando, porque procurarei a todos os que se dispuseram a ajudar. E são muitos. Em grande parte, já demonstraram que estão dispostos a impedir essa vergonhosa campanha midiática para eleger José Serra. Com esse apoio todo, venceremos.
A mídia e algumas desinformações oportunas e políticas sobre fontes de energia
Durante o processo de licitação da usina Hidroelétrica de Belo Monte, projeto estatal para construir, com parceiros privados, a terceira maior usina de geração de energia elétrica do mundo, a imprensa despejou todo santo dia quantidade excepcional de material jornalístico, de baixa qualidade, mas com alto potencial político, contrários ao empreendimento.
Trouxeram aos holofotes das discussões do tema o diretor do filme "Avatar", o renomado James Cameron para, turbinado por sua popularidade mundial no rastro do estrondoso sucesso do filme, influenciar a opinião pública brasileira e, em coro com políticos locais da oposição, transformar em bandeira ecológica a derrocada do projeto.
Sem entrar no mérito da obra, mas na questão da montagem cênica da mídia, o pretendido desgaste ao governo brasileiro e, consequentemente o desgaste eleitoral ao grupo governista, encenado em sociedade pela mídia e oposição, não surtiu o efeito esperado, nem mesmo com a ajuda de uma estrela "hollywoodiana". O governo venceu a queda de braço e conseguiu licitar obra importante ao desenvolvimento nacional, afinal sem infraestrutura não há como crescer continuamente. Afinal, Miriam Leitão repete toda manhã esse mantra, né mesmo?
Batalha perdida, a oportunidade cria outra em seguida: o vazamento de petróleo no Golfo do México, tragédia ambiental de dimensões monumentais, protagonizada pela British Petroleum, foi a deixa para trazer de volta o discurso político contra o projeto de exploração do Pré-sal. Oras, se uma tragédia como aquela ocorrer no Brasil teria proporções ainda mais devastadoras, segundo "presságios" da imprensa brasileira... Logo seguiu-se uma "avalanche" de declarações, editoriais e reportagens condenando a exploração do pré-sal, vaticinando tragédias e apontando outras possibilidades de energia, menos poluentes e viáveis comercialmente. O pano de fundo dessa nova posição da mídia e da oposição é a disputa eleitoral, pois nem um nem outro nunca apostou nas formas alternativas de geração e comercialização de energia. Contradição? Também eram contra Belo Monte, meses antes, mega projeto gerador de energia limpa, agora clamavam por novas alternativas, neo ecologistas, baseados no discurso do "fim do mundo", tragédia inevitável.
Segundo a imprensa e a oposição, o governo deveria enterrar com pá de cal o projeto do pré-sal, ignorar as riquezas descobertas pelo país em nome desse "clamor ecológico vigente", ou pelas palavras não ditas: permitir às empresas estrangeiras o acesso, em condições favoráveis, a riqueza brasileira das jazidas de petróleo a serem exploradas em futuro próximo, jogando, desse modo, o jogo do mercado liberal e acalmando seus porta-vozes e prepostos.
Mais uma vez a questão: como é possível crescer sem gerar energia? Belo Monte e Pré-sal seriam danosos ao Brasil, discurso da imprensa e da oposição, discurso político, de fato. Qual a solução? Não se interessaram em saber, mas apenas pré-julgar, obter dividendos políticos com os "factóides" e desinformações lançadas.

Energia renovável? Sim! Mas a imprensa e a oposição também já condenaram. Em 2008 com a crise mundial em seu auge e o aumento do consumo de alimentos do mundo, a demanda esteve muito alta, os preços subiram demasiadamente. Mas o vilão eleito, a "bola da vez", foi o álcool combustível(etanol), porque estaria invadindo, segundo os "anunciantes do armagedom midiático", mundo afora, inclusive no Brasil, áreas destinadas a plantação de alimentos. Mas nunca haviam lançado qualquer nota contra a soja... Mas enfim, o discurso contundente contra o álcool servia a vários clientes de uma só vez, mas principalmente: argumento social aos aliados da indústria petrolífera contra o combustível produzido da cana; embasamento factual à oposição contra o programa brasileiro de etanol, em crescente elevação no mercado mundial, e notório capital político do governo.
As profecias falharam mais uma vez, a produção alimentícia se estabilizou os preços arrefeceram e o etanol brasileiro desponta no mercado americano.
Afinal qual é o posicionamento ideológico da imprensa conservadora brasileira e, a reboque, da oposição acerca de que energia privilegiar para suprir o crescimento econômico, que possibilita o desevolvimento social? Pelo jeito não possuem qualquer idéia sobre que valha algo, ou melhor, possuem sim, mas assumi-las em período eleitoral poderia causar revés terrível.
O certo é que possuem energia de sobra para desinformar, mesmo que para isso seja necessário passar por cima de interesses nacionais e dos fatos.
Dilma sugere que vice de Serra pode gerar instabilidade no país
O Índiota ssERRA Pallin
Por Fernando Exman
BRASÍLIA (Reuters) - A candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, sugeriu nesta quinta-feira que o vice de seu principal adversário na disputa, o deputado Indio da Costa (DEM-RJ), pode ser um fator gerador de instabilidades se precisar assumir o comando do país.
Na semana passada, o parlamentar, vice na chapa encabeçada por José Serra (PSDB), fez diversas críticas à campanha da ex-ministra da Casa Civil, dizendo que o PT tem ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o narcotráfico.
Nesta quinta-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu direito de resposta ao PT pela afirmação de Indio sobre a ligação do partido ao narcotráfico.
"Posso afirmar que eu escolhi uma pessoa para ser vice que pela a sua experiência e seu desempenho é conhecido de todos e tem todas as condições de, diante da necessidade de eu me afastar do país, assumir a Presidência da República sem criar nenhum tipo de confusão", disse Dilma durante sabatina promovida pelo canal de TV Record News e o portal de Internet R7, referindo-se ao deputado Michel Temer (PMDB-SP).
Em Porto Alegre, Serra defendeu seu vice como o mais bem preparado e ainda classificou Temer como "mercadoria" fruto de "troca-troca" eleitoral.
MST
Dilma disse acreditar que a taxa de juros e os spreads bancários deverão cair nos próximos anos, assim como a relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto, hoje em torno de 41 por cento.
"Acredito até que o final do meu governo vai estar em torno de 30 por cento."
A candidata petista garantiu que num eventual governo seu as ocupações no campo diminuiriam, rebatendo declarações feitas pelo líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) João Pedro Stédile, em entrevista à Reuters, de que o número aumentaria.
"No meu governo, cada dia mais elas diminuirão", disse, explicando que isso ocorreria devido a políticas de incentivo e assistência à agricultura familiar.
A petista afirmou considerar necessário a continuidade da reforma agrária e que é favorável ao diálogo com os movimentos sociais, mas alertou: "Não pretendo ter nenhuma complacência com ilegalidade... com a ilegalidade, eu não negocio."
Dilma voltou a dizer que as ilações de que seu comitê teria fabricado dossiês contra adversários não têm provas e buscam prejudicá-la na corrida eleitoral, e rebateu as declarações de Serra de que, se eleito, dobraria a cobertura do Bolsa Família.
Segundo ela, o governo federal só não ampliou ainda mais o programa social porque prefeituras como São Paulo, que foi governada pelo tucano, não adicionaram mais famílias em seus cadastros.
"Não estou dizendo que é impossível. Estou dizendo que é impossível que ele faça", disparou.
Perguntada se o eleitor deveria compreender alianças do PT com ex-adversários como o ex-presidente Fernando Collor de Mello, Dilma afirmou que não há problema se o antigo rival mudou de opiniões e aderiu ao programa de governo de sua chapa. "Se mudou de posição, é bem-vindo."
Dilma voltou também a descartar a descriminalização da maconha. Por outro lado, defendeu um maior controle sobre bebidas alcoólicas. "Acho que o álcool também deveria ser mais regulado."
Vítima de um linfoma, Dilma assegurou que sua saúde está bem depois de ter passado pelo tratamento para combater o câncer. "Todos os meus exames indicam, graças a Deus, que não tenho nenhuma recidiva. Eu hoje me sinto bem."


