Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

WikiLeaks: Revista Veja mentiu para ligar PT com as FARC e prejudicar Lula

No dia 16 de março de 2005, a revista semanal Veja publicou a matéria "Os Tentáculos das FARC no Brasil" (foto), em que detalhava uma possível relação entre membros do PT (Partido dos Trabalhadores) com a guerrilha colombiana. O caso, porém, foi relatado pela embaixada dos Estados Unidos em Brasília como um exagero, além de uma tentativa de "manobra política". O documento da embaixada com o relato foi divulgado pelo Wikileaks.

Segundo a matéria, candidatos petistas teriam recebido 5 milhões de dólares da guerrilha durante uma reunião no ano de 2002, em uma fazenda próxima a Brasília. Na ocasião, membros do PT teriam se encontrado com o representante da organização colombiana no país, Francisco Antonio Cadenas, e acertado os detalhes. O objetivo seria financiar a campanha de reeleição do ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).

O partido, porém, negou as acusações e a Veja não conseguiu provas documentais sobre a transferência de dinheiro.

Para embaixada norte-americana, a revista "exagerou o real nível das relações entre as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o PT", segundo o documento datado de março de 2005. Isso porque, após as acusações, membros da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) em Brasília, que de acordo com a revista, estavam infiltrados no encontro, não obtiveram provas concretas sobre o recebimento de dinheiro.

Citado pela embaixada norte-americana, o general Jorge Armando Felix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Abin e que acompanhou a investigação, afirmou que os documentos internos da agência citados pela Veja como provas foram "forjados", já que não estavam nas formatações da agência.

"O que foi publicado é uma mistura de meias verdades e meias mentiras. Nós não temos qualquer documento oficial que prove que o encontro ocorreu", afirmou o delegado e chefe da Abin, Mauro Marcelo, também citado no despacho.
divulgação do possível financiamento. "A história mais parece uma manobra política. O que é incontestável é que os membros do PT e representantes das FARC estiveram juntos em um encontro, mas não há provas de colaboração financeira", disse.

Para ele, o que deveria ser uma denúncia importante tornou-se uma ferramenta arquitetada pela Veja para minar a candidatura de Lula ao segundo mandato. "Enquanto os opositores e a outros veículos de comunicação estão notavelmente desinteressados em prosseguir com as acusações e investigações, parece que a Veja está exagerando os fatos", conclui o embaixador.


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Do Blog TERRA BRASILIS.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

WikiLeaks, CIA & Veja

Julian Assange entregou as provas do financiador ideológico-mor da revista Veja. Documentos a serem divulgados hoje, 04/01/2011, explicam a coincidência entre os interesses eleitorais de Álvaro Uribe, o exílio do padre colombiano Francisco Antonio Cadena Collazos, conhecido como Padre Olivério Medina, e a matéria da revista Veja acusando o PT de participação nas FARC.
Segundo matéria assinada pela correspondente da WikiLeaks no Brasil,Natália Viana, em 2005 a Colômbia pediu a extradição e a embaixada americana prontamente se aliou. Daí a razão pela qual a Veja e seus aliados no Congresso, fomentados pela CIA, pa$$aram ao ataque. O incentivo da CIA vem agora comprovado pelo esforço diplomático em benefício da política eleitoral de Uribe, aliado incondicional dos EUA.
No documento fica particularmente evidente o empenho da tríplice aliança, Álvaro Uribe, EUA e VEJA, quando o “ embaixador aconselha que o governo americano ajude a Colômbia amontar um argumento “o mais forte e mais detalhado possível contra Cadena”: “Associar isso com quaisquer novas informações ou inteligência que os serviços do governo colombiano ou americano possam obter sobre a história de Cadena nas ações militares das Farc também seria útil”. E a Veja cumpriu seu papel! Mandou e todos seus colonistas pa$$aram a tratar do tema diuturnamente.
Assim como as campanhas eleitorais são financiadas visando um benefício futuro, as matérias celulares (pré-pagas) da VEJA também escondem, ou revelam, que intere$$es escondem ou revelam…
Uma mão lava a outra
E as duas, a bunda. O assunto envolvendo o PT e as FARC voltou à tona nas eleições do ano passado. Como ficou provado em documento anterior vazado pela Wikileaks, houve dobradinha durante a campanha. Dobradinha servida pelo Índio da Costa que Serra engoliu sem mastigar. Ou, pelas provas de agora, saboreou. Para defender os interesses americanos o vice de José Serra trouxe a baila novamente o tema da ligação do PT com as FARC (e o TSE deu direito de resposta ao PT), e, com isso, a Chevron ganhou de Serra a promessa que, se eleito, mudaria as regras do Pré-sal em benefício das empresas americanas. Saiba mais sobre as relações do candidato José Serra com os interesses dos EUA, lendo: Nos bastidores, o lobby pelo pré-sal.
PSDB, independência dependente
José Serra esteve “exilado” nos EUA, exatamente o país que apoiava a ditadura. Fernando Henrique foi financiado pela Fundação Ford com o único intuito de criar a doutrina segundo a qual o Brasil só seria independente se dependesse dos EUA. Uma independência tutelada…
Como se vê, nos tempos atuais urge uma WikiLeaks que trate da movimentação financeira entre a CIA e a VEJA. Seria a prova do que já sabemos!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Narcotraficante Uribe revela-se também maior genocida da história latino-americana

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05/08/2010
(Chico Villela) Texto de colaboradora reproduzido pelo Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, revela: na Colômbia, a maior vala comum de hoje, com 2.000 esqueletos, é obra do governo do herói dos EUA.

Wikileaks existe, sites e movimentos anti-guerra multiplicam-se nos EUA, a guerra no Afeganistão já foi perdida. Mas por aqui, na América Latina, os genocidas são recebidos com tapetes e nutridos em dólares pelo pusilânime BHObama. Foram 6 bilhões de dólares durante anos para construir o maior e mais poderoso (sem Brasil) exército latino-americano, cinco vezes maior que o da vizinha Venezuela. Pobres EUA: sem heróis, a não ser os velhos dos quadrinhos, congelados na sua eternidade vazia, nem sequer encontram pessoa digna de consideração para associar-se no poder. (negritos meus)

Antes de ler, veja um vídeo e ouça o cantor ativista David Rovics comentando os acontecimentos de Gaza e do ataque israelense à flotilha turca da liberdade (veja comentário ao final sobre a presença de Uribe na comissão internacional de investigação do crime de guerra israelense).



Encontrada na Colômbia a maior vala comum da América Latina

Recentemente, na Colômbia, foi descoberta a maior vala comum da
história contemporânea do continente latino-americano, horrenda
descoberta que foi quase totalmente invisibilizada pelos meios de
comunicação de massa na Colômbia e no mundo. A vala comum contém os
restos de ao menos 2.000 pessoas e está em La Macarena, departamento
de Meta. Desde 2005, o Exército, espalhado pela zona, enterrou ali
milhares de pessoas, sepultadas sem nome.

A reportagem está publicada no sítio colombiano Cronicón, 29-07-2010.
A tradução é do Cepat.

A população da região, alertada pelas infiltrações putrefatas dos
cadáveres na água potável, e afetada pelos desaparecimentos, já havia
denunciado a existência da vala em várias ocasiões ao longo de 2009:
havia sido em vão, pois a fiscalia não realizava as investigações. Foi
graças à perseverança dos familiares de desaparecidos e à visita de
uma delegação de sindicalistas e parlamentares britânicos que
investigava a situação dos direitos humanos na Colômbia, em dezembro
de 2009, que se conseguiu trazer à luz este horrendo crime perpetrado
pelos agentes militares de um Estado que lhes garantia a impunidade.

Trata-se da maior vala comum do continente. Dois mil corpos em uma
vala comum, isso é um assunto grave para o Estado colombiano, mas sua
mídia, e a mídia mundial, cúmplices do genocídio, se encarregaram de
mantê-lo quase totalmente em silêncio, quando para encontrar uma
atrocidade parecida é preciso remontar às valas nazistas. Este
silêncio midiático está sem dúvida vinculado aos imensos recursos
naturais da Colômbia e aos mega-negócios que ali se gestam em base aos
massacres.

A Comissão Asturiana de Direitos Humanos, que visitou a Colômbia em
janeiro de 2010 (menos de um mês depois da descoberta da vala),
perguntou às autoridades sobre o caso. As respostas foram
preocupantes: na fiscalia, na procuradoria, no Ministério do Interior,
na ONU, todos tentam se esquivar do assunto. E enquanto isso, tratam
de “operar” a vala para minimizá-la, mas a delegação britânica a
constatou, e as próprias autoridades reconheceram ao menos 2.000
cadáveres. Em dezembro, “o prefeito, aliado do governo, o denunciou
também junto ao sepulteiro”, mas depois, as pressões oficiais tendem a
fazer “diminuir suas apreciações sobre o número de corpos”.

A Delegação Asturiana denunciou a ostensiva vontade de alterar a cena
do crime: “ninguém está protegendo o lugar. Ninguém está impedindo que
se possam alterar as provas. Que um trator possa entrar e voltar a
misturar os cadáveres anônimos, a tirá-los e levá-los para outro
lugar”. “Solicitamos às instituições responsáveis do Governo e do
Estado colombiano que implementem as medidas cautelares necessárias
para assegurar as informações já registradas nos documentos oficiais,
que tomem as medidas cautelares necessárias com a finalidade de
assegurar o perímetro para prevenir a modificação da cena, a exumação
ilegal dos cadáveres e a destruição do material probatório que ali se
encontra (…) É fundamental a criação de um Centro de Identificação
Forense em La Macarena com a finalidade de conseguir a
individualização e plena identificação dos cadáveres ali sepultados”.

A Delegação Asturiana transmitiu às autoridades outra denúncia. As
autoridades aduziram desconhecimento, e alegaram incapacidade
operativa: “há tantas valas comuns em nosso país que…”. Trata-se do
município de Argelia em Cauca: “Um ‘matadouro’ de gente, onde as
famílias não puderam ir buscar os corpos de seus desaparecidos, pois
os paramilitares não as deixaram entrar novamente em suas comunidades:
deslocaram os sobreviventes”. As vítimas sobreviventes relataram:
“havia pessoas amarradas que soltavam aos cachorros esfomeados para
que os assassinassem pouco a pouco”.

Na Colômbia, a Estratégia Paramilitar do Estado colombiano, combinada
com a ação de policiais e militares, foi o instrumento de expansão de
latifúndios. O Estado colombiano desapareceu com mais de 50.000
pessoas através de seus aparelhos assumidos (policiais, militares) e
de seu aparelho encoberto: sua Estratégia Paramilitar. O Estado
colombiano é o instrumento da oligarquia e das multinacionais para a
sua guerra classista contra a população: é o garante do saque, a
Estratégia Paramilitar se inscreve nessa lógica econômica.

A invisibilização de uma vala comum das dimensões da vala de La
Macarena se inscreve no contexto de que os negócios de multinacionais
e oligarquias se baseiam nesse horror, e em que esta vala seja produto
de assassinatos diretamente perpetrados pelo Exército nacional da
Colômbia, o que prova ainda mais o caráter genocida do Estado
colombiano em seu conjunto (para além do seu presidente Uribe, cujos
negócios e vínculos com o narcotráfico e o paramilitarismo estão mais
do que comprovados).

A cumplicidade da grande imprensa é criminosa, tanto a nível nacional
como internacional. Os povos devem romper o silêncio com que se
pretende ocultar o genocídio. Urge solidariedade internacional: a
Colômbia é, sem dúvida, um dos lugares do planeta no qual o horror do
capitalismo se plasma da forma mais evidente, em seu paroxismo mais
absoluto.”

Chico Villela, 9/ago: Uribe visitou a base de Macarena, responsável por encher a maior vala do hemisfério ocidental (veja a matéria que faz esta afirmação) e discursou contra as entidades de direitos humanos. Agora, a comissão da ONU montada para investigar o crime de guerra contra a flotilha turca formada por ativistas de direitos humanos de todo o mundo, de 4 membros, terá a participação de Uuribe. Israel festejou. Óbvio. Criminosos de guerra se entendem.

Ele faz par de baile com outro criminoso de guerra, Tony Blair, que também ganhou um cargo de “pacificador” da região do Oriente Médio. Aliás, eles se parecem até mesmo fisicamente. Tudo a ver!

PAZ ENTRE COLOMBIA E VENEZUELA: DERROTA PARA O URIBISMO TUCANO

PAZ ENTRE COLOMBIA E VENEZUELA: DERROTA PARA O URIBISMO TUCANO

Álvaro Uribe despediu-se do poder regurgitando provocações contra Chávez, que o ignorou. A tentativa algo desesperada de impedir que o belicismo desagregador personificado por ele virasse passado na política regional não deu certo. Nem bem a cadeira presidencial esfriou, seu sucessor, Juan Santos, recebeu o venezuelano para restabelecer a paz nas relações bilaterais. A atitude madura reforçada pela intermediação cuidadosa da Unasul, através de Nestor Kirchner, adiciona um caminhão de más notícias à candidatura do presidenciável brasileiro, José Serra. Esganado pela mão dupla de uma economia que bate recordes sucessivos na geração de empregos e tem um Presidente com 80% de aprovação, interessaria ao tucano vocalizar o uribismo no ambiente eleitoral brasileiro. Seu parceiro de chapa e idéias, Índio da Costa, e o back-vocal obsequioso da mídia demotucana, foram insuficientes, porém, para emplacar o delirante enredo que insinuava a existência de um ‘eixo do mal’ latinoamericano, formado por guerrilheiros das Farcs, tráfico, o PT e, claro, a candidatura apoiada por Lula. Era o título pronto de um filme à moda Stallone: ‘Uribe e Serra contra o Mal’: --Eles cortam cabeças de pessoas’, disse o ex-governador de São Paulo na pré-estréia. O reatamento das relações entre Venezuela e Colômbia indica que o trem da paz pode incorporar uma solução política para o futuro das Farcs. O rápido avanço das negociações no ambiente pós-Uribe avulta a desconcertante inadequação e o esférico despreparo da dupla Serra & Índio para liderar o mais influente guarda-chuva econômico e político de uma convergencia regional assentada na paz e na cooperação: a chefia do Estado brasileiro. (Carta Maior; 11-08)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Colômbia: o cemitério que faz perguntas



Os cemitérios clandestinos e fossas comuns conhecidos até agora foram obra dos paramilitares, que o presidente direitista Álvaro Uribe desmobilizou parcialmente. Suas confissões em troca de vantagens jurídicas permitiram ao Ministério Público recuperar 3.299 corpos dos, pelo menos, 25.000 desaparecidos no país. A descoberta de uma vala comum gigante no município de La Macarena segue sob investigação. Em um pedaço da vala, há centenas de tabuletas numeradas: 054/09 é o morto número 54 enterrado em 2009. Nada mais do que isso. Os anos vão de 2004 até 2010. De quem são esses corpos?
Constanza Vieira, enviada especial da IPS
La Macarena, Colômbia (IPS) – A tentativa mais séria dos paramilitares de entrar neste município do centro da Colômbia foi um fracasso. Fizeram isso em 2003 protegidos pela polícia, mas os moradores, armados com paus e escopetas, os prenderam e entregaram para a Procuradoria Geral da Nação, que os encarcerou. Os combatentes de ultra-direita roubavam à saída dos bares de La Macarena, onde, previamente, a polícia havia confiscado os clientes, assinalando a seus sócios aqueles que portavam alguma riqueza. Estes clientes eram mortos pelos paramilitares e tinham seus corpos lançados no rio Guayabero.

O fato de o paramilitarismo não ter conseguido apoio neste município localizado ao sul da serra que carrega o mesmo nome, legendária por sua megabiodiversidade, dá um significado diferenciado à descoberta de uma vala comum em duas faixas em forma de L que somam cerca de 10 mil metros quadrados, numa área próxima a do cemitério do povoado. O terreno faz fronteira com a base local das brigadas móveis da chamada Força de Deslocamento Rápido (Fudra), que recebe cooperação estadunidense e combate a guerrilha de esquerda.

A Procuradoria Geral da Nação descreveu o achado como um “cemitério de pessoas não identificadas”. “Cemitério clandestino” preferem chamá-lo os parlamentares de esquerda Gloria Ramírez e Ivan Cepeda, este porta-voz do Movimento de Vítimas de Crimes de Estado.

O braço mais curto do “L” é uma fossa comum, segundo peritos estatais e outras testemunhas que hoje já não se atrevem mais a falar. Está localizada atrás de umas abóbadas baixas no lado esquerdo do cemitério. Parece que ninguém se aventura por ali, ninguém investiga, dizem que está minada e que não há nada de especial ali. Em troca, chama atenção a faixa mais larga, de aproximadamente 6.500 metros quadrados, por onde se chega a partir de um caminho reto deste a entrada do cemitério. A Procuradoria fechou o local no dia 21 de julho, quando um qualificado grupo de especialistas forenses passaram a trabalhar no setor. Ali há centenas de tabuletas numeradas: 054/09 é o morto número 54 enterrado em 2009. Nada mais do que isso. Os anos vão de 2004 até 2010.

Os cemitérios clandestinos e fossas comuns conhecidos até agora foram obra dos paramilitares, que o presidente direitista Álvaro Uribe desmobilizou parcialmente. Suas confissões em troca de vantagens jurídicas permitiram ao Ministério Público recuperar 3.299 corpos dos, pelo menos, 25.000 desaparecidos no país. Soube-se da existência do anexo do cemitério de La Macarena há um ano, por meio de um artigo publicado no semanário regional Llano 7 Días, do jornal El Tiempo, de Bogotá. De 2002 até julho de 2009, reconheciam então as autoridades, o exército havia enterrado ali 564 cadáveres, todos eles reportados como guerrilheiros mortos em combate. Cerca de 71% dos corpos permanecia sem identificação.

Tudo começou pela água

Os habitantes do bairro Colinas, a uns 200 metros do cemitério, notaram em junho de 2008 que a água saía com mau cheiro e com sabores putrefatos dos poços profundos de onde ela é extraída no verão. Ao examinar o motivo, a população descobriu que o desagradável assunto vinha do cemitério. “Esses foram os primeiros indícios”, disse a IPS o advogado penalista Ramiro Orjuela, com vínculos familiares e profissionais na região. Desde 2004, “helicópteros traziam para cá corpos e mais corpos, abriam uma vala com uma retroescavadeira e atiravam esses corpos ali. O povo aqui de La Macarena sabe disso”, acrescentou.

Isso não era uma surpresa para os macarenenses. Ao fim e ao cabo, La Macarena vê a guerra passar desde 1950, 14 anos do surgimento das insurgentes Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). O município integrou a zona desmilitarizada onde o governo de Andrés Pastrana (1998-2002) manteve um diálogo de três anos com a guerrilha (diálogo que acabou fracassando no final). Após essa tentativa, o exército retomou os 42 mil quilômetros quadrados do santuário, incluídos os 11.229 que envolvem La Macarena. Desde então, todos os dias os habitantes viam chegar ao cemitério os corpos de supostos guerrilheiros. Os cadáveres eram amontoados em sacos pretos. E, logo em seguida, as fossas eram escavadas. Todo mundo sabia disso.

Assim, o caso da água não foi levantado com uma segunda intenção: “Não acreditavam que se tratava de algo grave, mas sim de uma coisa normal. E resultou que era grave, sim”, observou o advogado. Os militares disseram a Llano 7 Días que não temiam uma investigação. A Polícia teria feito um levantamento legal sobre cada corpo, identificando a arma que portava e a roupa camuflada que vestia, procedimento, garantiram os militares, que teve o aval da Procuradoria. Mas nesta região, na prática, a justiça penal militar tornou-se civil. Os promotores, segundo uma fonte da Igreja Católica, seriam militares da reserva ou em vias de se aposentar que hoje atuam sob as ordens do comandante militar, um equivalente da Polícia, efeito do programa piloto cívico-militar denominado Plano de Consolidação Integral de La Macarena, emitido em 2004.

Orjuela não atribui responsabilidades nem adianta acusação alguma. Só pede que as autoridades investiguem. “Não temos nenhum outro meio de prova que não aquilo que nos diz a comunidade”, disse a IPS. “Eles contam para alguém, mas depois não confirmam o depoimento porque têm medo”, assinalou. Assim que Orjuela e um grupo defensor dos direitos humanos enviaram petições ao Ministério Público e à Procuradoria, esta última fez uma inspeção no local e produziu um informe que permanece oculto ao público.
Baseada neste informe, a Direção Nacional de Investigações Especiais da Procuradoria respondeu em fevereiro que seu objetivo era “alcançar a plena identidade dos aproximadamente 2.000 corpos”, para o que esperava criar “um laboratório especializado de identificação” em La Macarena, junto com outras instituições. O Ministério Público, em troca, não respondeu por escrito. Em meados de julho deste ano relatou a Orjuela e a senadora Ramírez, organizadora de uma audiência pública do Senado em La Macarena no dia 22 de agosto, que até esse momento havia “detectado” 449 corpos. Também confirmou que “em 100% dos casos esses corpos tinham sido trazidos pelo exército. Todos. Não há um único que não”, segundo Orjuela.

Em meio a fortes xingamentos dirigidos contra os organizadores da audiência pública, o governo de Uribe insiste que todos são guerrilheiros mortos em combate e levados para lá. Orjuela adverte: “Isso é possível. Mas não todos”. É que 449 guerrilheiros equivalem a três ou quatro frentes das FARC. Como a guerrilha permanece atuante na região, “então quem são esses 400 e tantos mortos?”, pergunta.

O jesuíta Banco de Dados sobre Direitos Humanos e Violência Política tem testemunhos sobre 79 civis desaparecidos em La Macarena e municípios vizinhos. Há 25 casos documentados sobre supostas execuções extrajudiciais cometidas pelo Exército. Por enquanto, o Ministério Público identificou cinco civis reportados como desaparecidos e que já foram devolvidos às duas famílias. Há outros 37 corpos em processo de identificação. Os demais permanecem perguntando.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

PIG

PiG (*) desiste de Serra e lança Uribe
Publicado em 30/07/2010
Überfark joga um bolão
O jornal nacional do Ali Kamel e o PiG (*) de hoje, nas versões Globo, Folha (**) e Estadão, sempre na primeira página, lançam Uribe candidato a presidente na coligação DEMO-Tucana.Como se percebe, o PiG (*) desistiu do Serra.Já sabe que, desde 2002, ele não sai dos 30%.E lá se afogará no “fim melancólico” previsto pelo Marco Aurélio Garcia.O que o PiG (*) e o Ali Kamel fazem, agora, com a ajuda centenária e insuperável do Datafalha e do Globope, é garantir o fluxo de dinheiro para o marqueteiro e manter acesa a eterna quimera do Serra: virar o jogo no “debate”. Virar o jogo no “debate”, porque, é óbvio, ele e o Fernando Henrique são mais “preparados”.Em 2002 foi assim: Serra exigiu, impôs, mandou e a Globo fez um “debate”.Findo o “debate”, o jenio venceu a eleição de 2002 por 39% a 61%.O jenio não tem mais jeito.Prega para o convertido: para o eleitorado neo-udenista (***), que morre de medo das FARC, do Chávez, do Irã, da Bolívia, da Argentina, de Belzebu e da Regina Duarte.Esse pessoal já foi convertido.Esse pessoal vota no jenio, tenha o nome que tiver.Um poste não-petista, desde Eduardo Gomes, tem 30%.E o jenio continua a pregar para os que votaram no Eduardo Gomes (que perdeu a eleição duas vezes).Como previa o Aécio, o Serra não “amplia” – ele não sai do cercadinho do neo-udenismo.Por isso, o PiG (*) e o Ali Kamel resolveram, em Assembléia Extraordinária, realizada ontem à noite, na bancada do jornal nacional, diante do olhar espantado do Bonner, jogar o jenio fora e lançar a candidatura do Uribe.O Uribe vai deixar a presidência da Colômbia. Ele fez o sucessor.(O PiG (*) acha que o Lula não faz o sucessor. Mas, o Uribe faz.)E está desempregado.Uribe elegeu as FARC como Bush elegeu o Iraque.Com as FARC debaixo do braço – e muito marketing – ele aterrorizou a Colômbia e o PiG (*).E o eleitorado neo-udenista.Lá em Madureira, na quadra da Portela, quando o Bonner ontem falou do Uribe e das FARC, o pessoal pensou que era um alemão que vinha para o lugar do Petkovic: Überfark.Joga um bolão.Paulo Henrique Amorim(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.(***) Um passarinho pousou aqui na janela em frente e contou que Maria Inês Nassif cogita de fazer um doutorado em “neo-udenismo”. Imagine, amigo navegante, a obra prima que vem por aí.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Serra prega o terror

O fracasso subiu definitivamente à cabeça do candidato do atraso e trouxe à luz do dia suas reais intenções e propostas. Serra defende uma sociedade onde caiba aos acusados provarem sua inocência, onde políticos fascistóides como ele distribuam injúrias e calúnias aos adversários e a mídia, e até a justiça, exijam das vítimas uma prova negativa, uma prova de que não fizeram algo.
Se aplicada a ele mesmo caberia a nós exigirmos provas de que o PSDB, Serra incluído, não recebeu milhões de dólares da Alstom como diz a justiça francesa, caberia ao PSDB provar que o assalto em escala industrial aos cofres públicos do Distrito Federal, realizado pelo DEM e amigos, não era para financiar a campanha Serra/Arruda, que as milhares de assinaturas de revistas e jornais dos Civita, Frias e Mesquita não são o pagamento pelo jornalismo de esgoto praticado por esses quadrilheiros que escondem deliberadamente tudo que o Füehrer da Mooca faz e deixa de fazer.

Dilma sugere que vice de Serra pode gerar instabilidade no país

O Índiota ssERRA Pallin


Photo







Por Fernando Exman

BRASÍLIA (Reuters) - A candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, sugeriu nesta quinta-feira que o vice de seu principal adversário na disputa, o deputado Indio da Costa (DEM-RJ), pode ser um fator gerador de instabilidades se precisar assumir o comando do país.
Na semana passada, o parlamentar, vice na chapa encabeçada por José Serra (PSDB), fez diversas críticas à campanha da ex-ministra da Casa Civil, dizendo que o PT tem ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o narcotráfico.
Nesta quinta-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu direito de resposta ao PT pela afirmação de Indio sobre a ligação do partido ao narcotráfico.
"Posso afirmar que eu escolhi uma pessoa para ser vice que pela a sua experiência e seu desempenho é conhecido de todos e tem todas as condições de, diante da necessidade de eu me afastar do país, assumir a Presidência da República sem criar nenhum tipo de confusão", disse Dilma durante sabatina promovida pelo canal de TV Record News e o portal de Internet R7, referindo-se ao deputado Michel Temer (PMDB-SP).
Em Porto Alegre, Serra defendeu seu vice como o mais bem preparado e ainda classificou Temer como "mercadoria" fruto de "troca-troca" eleitoral.
MST
Dilma disse acreditar que a taxa de juros e os spreads bancários deverão cair nos próximos anos, assim como a relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto, hoje em torno de 41 por cento.
"Acredito até que o final do meu governo vai estar em torno de 30 por cento."
A candidata petista garantiu que num eventual governo seu as ocupações no campo diminuiriam, rebatendo declarações feitas pelo líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) João Pedro Stédile, em entrevista à Reuters, de que o número aumentaria.
"No meu governo, cada dia mais elas diminuirão", disse, explicando que isso ocorreria devido a políticas de incentivo e assistência à agricultura familiar.
A petista afirmou considerar necessário a continuidade da reforma agrária e que é favorável ao diálogo com os movimentos sociais, mas alertou: "Não pretendo ter nenhuma complacência com ilegalidade... com a ilegalidade, eu não negocio."
Dilma voltou a dizer que as ilações de que seu comitê teria fabricado dossiês contra adversários não têm provas e buscam prejudicá-la na corrida eleitoral, e rebateu as declarações de Serra de que, se eleito, dobraria a cobertura do Bolsa Família.
Segundo ela, o governo federal só não ampliou ainda mais o programa social porque prefeituras como São Paulo, que foi governada pelo tucano, não adicionaram mais famílias em seus cadastros.
"Não estou dizendo que é impossível. Estou dizendo que é impossível que ele faça", disparou.
Perguntada se o eleitor deveria compreender alianças do PT com ex-adversários como o ex-presidente Fernando Collor de Mello, Dilma afirmou que não há problema se o antigo rival mudou de opiniões e aderiu ao programa de governo de sua chapa. "Se mudou de posição, é bem-vindo."
Dilma voltou também a descartar a descriminalização da maconha. Por outro lado, defendeu um maior controle sobre bebidas alcoólicas. "Acho que o álcool também deveria ser mais regulado."
Vítima de um linfoma, Dilma assegurou que sua saúde está bem depois de ter passado pelo tratamento para combater o câncer. "Todos os meus exames indicam, graças a Deus, que não tenho nenhuma recidiva. Eu hoje me sinto bem."

Lula rebate Serra sobre Farcs, chamando-o de irresponsável e "ignorante" em história




O presidente Lula rebateu, indignado, as declarações de José Serra (PSD/SP) e seu vice, que acusaram o PT de ter ligação com as Farc e o narcotráfico:

"Normalmente quando chega período eleitoral, as pessoas começam a tentar colocar pelo em ovo...

É irresponsabilidade tratar o PT como um partido tendo qualquer ligação com as Farc, ou seja ... é não conhecer a história política deste país."


O presidente falou na entrevista coletiva, após receber a Grã-Cruz da Ordem Dois de Julho - Libertadores da Bahia - do governador Jaques Wagner (PT/BA), em Salvador (BA), na quinta-feira, 22.

Marina também diz que ligar PT às Farc é fazer acusação gratuita

Marina Silva (PV), que fez palestra para profissionais do setor financeiro em Nova York, também rebateu a baixaria de Serra e seu vice:

“Eu não faço coro com aqueles que estão fazendo, no meu entendimento, acusações gratuitas ao presidente Lula, à ministra Dilma e ao partido dos Trabalhadores no que se refere a relações com as Farc. Fiquei 30 anos dentro do PT e nunca soube que tinha esse tipo de relação e no nível em que foram acusados”, afirmou.

Por que Chávez rompeu relações com a Colômbia

Nas últimas semanas, o presidente venezuelano Hugo Chávez passou diversos sinais conciliadores para o mandatário eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, que tomará posse dia 7 de agosto. O retorno também foi promissor: o novo chefe de Estado colombiano revelou-se disposto a construir uma agenda positiva, que permitisse o pleno reatamento entre os dois países.

Mas a aproximação foi fulminada pela ação de Álvaro Uribe, desconfortável com a autonomia de seu sucessor e o risco de perder espaço na vida política do país. Mesmo sem qualquer incidente que servisse de pretexto, jogou-se nos últimos dias a reativar denúncias sobre supostos vínculos entre as Farc e a administração chavista.

O ápice da performance uribista foi a atual reunião da OEA (Organização dos Estados Americanos), que se realiza em Washington. Bogotá apresentou provas para lá de duvidosas, que sequer foram corroboradas por seus aliados tradicionais, de que a Venezuela estaria protegendo e acobertando atividades guerrilheiras. A reação de Caracas foi dura e imediata.

A decisão pela ruptura de relações diplomáticas, no entanto, pode ser provisória. O próprio presidente Chávez, nas primeiras declarações a respeito dessa atitude, reafirmou a esperança de que Santos arrume a bagunça armada pelo atual ocupante do Palácio de Nariño. Mas reiterou sua disposição de enfrentar e desqualificar a estratégia de Uribe.

O presidente colombiano parece mirar dois objetivos. O primeiro deles é interno: a reiteração da “linha dura” como política interna facilita sua aposta de manter hegemonia sobre os setores militares e sociais que conseguiu agregar durante seu governo. O segundo, porém, tem alcance internacional. O uribismo é parte da política norte-americana para combater Chávez e outro governos progressistas; mesmo fora do poder, o líder ultradireitista não quer perder protagonismo e se apresenta como avalista para manter Santos na mesma conduta.

Fontes do Palácio de Miraflores não hesitam em afirmar que as provocações de Uribe, além de fixar seu alvo no presidente venezuelano, seriam estranhamente coincidentes com o discurso de José Serra e Indio da Costa no Brasil, retomando a pauta de eventuais relações entre o PT e a guerrilha colombiana. Esses analistas afirmam que o governante de Bogotá deu um lance para se manter em evidência na disputa regional entre os blocos de esquerda e direita.

Autoridades venezuelanas, nos bastidores, se empenham para que haja uma condenação generalizada, dos países latino-americanos, à conduta de Bogotá e ao cúmplice silêncio norte-americano. Não desejam que outras nações sigam o caminho da ruptura, mas Chávez parece convencido que seu colega colombiano não poderá ser detido com meias-palavras ou atos de conciliação.

(*) Breno Altman é jornalista e diretor editorial do site Opera Mundi

Por que Chávez rompeu relações com a Colômbia

Nas últimas semanas, o presidente venezuelano Hugo Chávez passou diversos sinais conciliadores para o mandatário eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, que tomará posse dia 7 de agosto. O retorno também foi promissor: o novo chefe de Estado colombiano revelou-se disposto a construir uma agenda positiva, que permitisse o pleno reatamento entre os dois países.

Mas a aproximação foi fulminada pela ação de Álvaro Uribe, desconfortável com a autonomia de seu sucessor e o risco de perder espaço na vida política do país. Mesmo sem qualquer incidente que servisse de pretexto, jogou-se nos últimos dias a reativar denúncias sobre supostos vínculos entre as Farc e a administração chavista.

O ápice da performance uribista foi a atual reunião da OEA (Organização dos Estados Americanos), que se realiza em Washington. Bogotá apresentou provas para lá de duvidosas, que sequer foram corroboradas por seus aliados tradicionais, de que a Venezuela estaria protegendo e acobertando atividades guerrilheiras. A reação de Caracas foi dura e imediata.

A decisão pela ruptura de relações diplomáticas, no entanto, pode ser provisória. O próprio presidente Chávez, nas primeiras declarações a respeito dessa atitude, reafirmou a esperança de que Santos arrume a bagunça armada pelo atual ocupante do Palácio de Nariño. Mas reiterou sua disposição de enfrentar e desqualificar a estratégia de Uribe.

O presidente colombiano parece mirar dois objetivos. O primeiro deles é interno: a reiteração da “linha dura” como política interna facilita sua aposta de manter hegemonia sobre os setores militares e sociais que conseguiu agregar durante seu governo. O segundo, porém, tem alcance internacional. O uribismo é parte da política norte-americana para combater Chávez e outro governos progressistas; mesmo fora do poder, o líder ultradireitista não quer perder protagonismo e se apresenta como avalista para manter Santos na mesma conduta.

Fontes do Palácio de Miraflores não hesitam em afirmar que as provocações de Uribe, além de fixar seu alvo no presidente venezuelano, seriam estranhamente coincidentes com o discurso de José Serra e Indio da Costa no Brasil, retomando a pauta de eventuais relações entre o PT e a guerrilha colombiana. Esses analistas afirmam que o governante de Bogotá deu um lance para se manter em evidência na disputa regional entre os blocos de esquerda e direita.

Autoridades venezuelanas, nos bastidores, se empenham para que haja uma condenação generalizada, dos países latino-americanos, à conduta de Bogotá e ao cúmplice silêncio norte-americano. Não desejam que outras nações sigam o caminho da ruptura, mas Chávez parece convencido que seu colega colombiano não poderá ser detido com meias-palavras ou atos de conciliação.

(*) Breno Altman é jornalista e diretor editorial do site Opera Mundi

REPERTÓRIO ELEITORAL DE SERRA É CADA VEZ MAIS UMA SÍNTESE DE CARLOS LACERDA COM ÁLVARO URIBE

O que disse o candidato do conservadorismo brasileiro nas últimas 24 horas: a) '... [Indio da Costa] falou uma banalidade, de que o PT é ligado às Farc...tem evidências abundantes do que são as Farc. São sequestradores, cortam cabeças de gente... ; b) '...as Farc vieram ao Brasil e aqui, abrigadas. A Dilma nomeou a mulher de um deles...'; c) '... estão devendo essa explicação, inclusive a Dilma, para dizer que eles não têm nada com as Farc, quando na verdade é a vinculação com forças terroristas que fazem narcotráfico e mandam drogas para o Brasil..."d) "Temer [o vice de Dilma] é mercadoria...Indio da Costa foi escolhido por 'ideologia e afinidade"e não em "troca-troca" de cargos...' ; e) Serra ainda defendeu seu piccolo balilla e ameaçou processar quem compara Índio da Costa a um 'idiota'. Aspas para o candidato demotucano: 'Na minha opinião, ele é melhor que os outros vices... teve mais votos que o Temer [...] e tem livros publicados sobre administração pública...”.
(Carta Maior, com agências; 23-07)