Presidente Dilma Rousseff sobe sem cerimônia no palanque da reeleição em Minas Gerais; sob atenção total do comando tucano, ela desata pacote de R$ 1,6 bilhão em verbas para cidades históricas em plena São João Del Rei, berço político do presidenciável tucano Aécio Neves; cita Tancredo Neves, avô dele, e é aplaudida no Estado que chamou de "minha querida Minas Gerais"; o que o neto vai achar da lembrança?; invasão de território? cerimônia terminou sob gritos de "olê-olê-olê-olá-Dil-ma-Dil-ma!"
Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista
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terça-feira, 20 de agosto de 2013
segunda-feira, 1 de julho de 2013
COM DILMA, ELES NÃO FALAM
Presidentes do PSDB, DEM e PPS recusam convite do Palácio do Planalto para participarem de reunião, nesta segunda-feira 1, com a presidente Dilma Rousseff; em pauta estariam sugestões para reforma política; mas estratégia eleitoral para 2014, associada ao histórico do PT de recusar diálogo em momentos de tensão, levam Aécio Neves, José Agripino e Roberto Freire a romperem ponte para solução conjunta de impasse; apenas o PSOL irá; Dilma quer reforma dividida em três blocos; saiba quais são
1 DE JULHO DE 2013 ÀS 11:32
247 – Não haverá bandeira branca entre oposição e governo em torno da crise política aberta pelas manifestações estudantis em todo o País. Na manhã desta segunda-feira 1, os presidentes do PSDB, Aécio Neves, DEM, José Agripino Maia, e PPS, Roberto Freire, confirmaram suas ausências na reunião que seria feita à convite da presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. Apenas o PSOL, com seu presidente Ivan Valente e o senador Randolfe Rodrigues, aceitou participar. O encontro tem como pauta a reforma política.
A presidente Dilma está decidida a fazer a reforma política via plebiscito e em três temas, conforme apurou 247.
O primeiro é o que vai sendo chamado no Palácio do Planalto de "geografia do voto", no qual entrará a questão sobre a implantação do voto distrital no País.
O segundo é o "sistema do voto", em que uma indagação sobre o voto em listas de nomes, em lugar do atual sistema proporcional, poderá ser colocada.
E o terceiro trata do "financiamento do voto", capítulo em que, a depender da vontade presidencial, haverá consulta sobre o financiamento público de campanhas.
RECUSA EM BLOCO - O tom da oposição partidária contra o governo vinha ganhando agressividade desde o início do ano, mas agora, definitivamente, qualquer vestígio de ponte entre as duas parte se rompeu. Atuando como um bloco partidário, com ações e comunicados conjuntos, PSDB, DEM e PPS deixaram claro, com a recusa ao chamado da presidente, que a missão de resolver os impasses com a sociedade é dela – e que eles têm uma fórmula bem diferente da que vai sendo apresentada por Dilma, a de uma reforma política por meio de um plebiscito. Tucanos, democratas e socialistas advogam um referendo, a ser realizado após o Congresso propor uma grande emenda constitucional à Carta atual.
Além do aquecimento do debate eleitoral, pesou na decisão dos três partidos o histórico do PT de ter se recusado, no passado, a dialogar em momentos de tensão. Em vários discursos, o presidenciável tucano Aécio Neves lembrou que o partido de Dilma e do ex-presidente Lula se recusou a votar em seu avô Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, em 1985, quando estava em jogo a superação da ditadura militar via Congresso, e não assinou a Constituição de 1988. Um troco é dado agora, quando quem precisa de sustentação mais ampla é o PT. Outros virão.
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quarta-feira, 29 de maio de 2013
Aécio, segura a onda pra não levar caixote
Senador Aécio Neves parece ter esquecido as lições do avô, Tancredo, e resolveu partir para a demagogia oportunista.
Quer que a Presidenta Dilma Rousseff vá a uma rede de televisão “pedir desculpas”.
Desculpas de que?
A Presidenta não acusou ninguém especificamente -embora a tucanagem tenha vestido rapidinho a carapuça – mas chamou de criminosos os que espalham boatos deste tipo.
Quem faz isso é o quê?
O senador diz que vai esperar o resultado das investigações da Polícia Federal, mas “suspeita de que o boato pode ter sido resultado da antecipação de pagamentos por parte da Caixa”.
Não se vai perguntar ao Senador porque a liberação ocorreu na manhã de sexta-feira e a boataria só pouco antes das 13 horas de sábado.
Nem porque ela só ocorreu no Nordeste e no Rio de Janeiro.
O Senador segue um roteiro, tanto que já na manhã de ontem tinha convocado a coletiva onde iria exigir as tais “desculpas”, com base na entrevista dada no final da tarde pelo presidente da Caixa, Jorge Hereda.
O roteiro é o da radicalização e da agressividade, coisas nas quais ele não é propriamente um especialista.
Ele não tem jeito para ser um novo Serra, o “abominável Aécio das Neves”.
Se ele próprio, carioca da praia, não sabe segurar a onda, seus marqueteiros deveriam se advertir de que a estratégia de tentar, por esse caminho, retomar o espaço que perdeu na direita para o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, é arriscadíssima.
É que, chamando Dilma e Lula para o confronto, corre o risco de ficar gravemente contundido já nos primeiros minutos do jogo sucessório.
E ter de sair de Campos.
Por: Fernando Brito
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terça-feira, 5 de outubro de 2010
Aécio vai sair do PSDB e não vai salvar Serra
Serra e Aécio combinam tanto quando água e azeite.
Se Serra ganhasse – porque não vai ganhar -, Aécio ia ficar oito anos no Senado a chupar o dedo.
Como Serra vai perder, Serra vai sentar em cima do PSDB e de lá não sai.
Quem poderia puxar o PSDB para fora de São Paulo seria o próprio Aécio.
Tasso “tenho jatinho porque posso” Jereissati bem que tentou, mas, lamentavelmente, o povo cearense preferiu conferir-lhe outro destino.
Aécio tentou fazer uma convenção do PSDB, e viu que é impossível tirar o Serra do trono.
Os tucanos de São Paulo estão condenados a se agarrar na UDN e com ela definhar.
Aécio vai sair do PSDB, como informou o excelente colunista Maurício Dias, na Carta Capital.
Aécio vai sair do PSDB para ganhar vida no PSD, o partido do avô.
Pode até se reencontrar com o PSD de Pernambuco, partido que elegeu Miguel Arraes governador, em 1962.
Aécio pode se reencontrar com o neto de Arraes, Eduardo Campos, o governador mais votado do Brasil e que promoveu uma revolução em Suape – clique aqui para ter detalhes desta revolução em Pernambuco.
Mas, para que isso aconteça, é preciso ver, primeiro, como vai ser o Governo da Dilma, sentenciou o sábio Fernando Lyra.
Aécio só tem futuro fora do PSDB.
Se o Serra esperar pelo apoio do Aécio como esperou pelo Aécio para ser vice …
Serra diz que Aécio será central em sua campanha.
Só se for para enterrá-lo de vez.
Em tempo: Aécio ganhou a eleição em Minas. Dilma também.
Clique aqui para ler “Apoio da Marina não tem a menor importância”.
E aqui para ler “Lula ganhou. Serra quis ser Lula e agora quer ser a Marina”.
Paulo Henrique Amorim
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Presidente não é gerente, país não é supermercado e população não se demite
Quem vai perder?
Márcia Denser
Serra personifica a chamada direita perversa e burra, a direita alucinada que acredita piamente se manter indefinidamente no poder sem fazer a mínima concessão às questões sociais e direitos humanos
Ao que tudo indica – e todas as pesquisas apontam nesta direção – Dilma deve ganhar a disputa presidencial, até porque agora seu maior aliado eleitoral já não é o presidente Lula, mas o próprio candidato José Serra, cuja imagem e atitude truculentas por si mesmas têm sido mais do que suficientes para afugentar o eleitor, sem contar as gestões neoliberalíssimas de apoio exclusivo ao capital, tornando-o o maior responsável pelo franco declínio de sua campanha.
Serra personifica a chamada direita perversa e burra, a direita alucinada que acredita piamente se manter indefinidamente no poder sem fazer a mínima concessão às questões sociais e direitos humanos – ao lado humano mais que humano do ser humano que precisa trabalhar, comer, morar, respirar & outras coisas de somenos. E mais: promovendo a exclusão e eliminando literalmente qualquer oposição. Porque essa direita declarou guerra ao ser humano. Serra, que encarna esta direita, reduz sua campanha a um “duelo de competências”. Esquecendo-se que presidente não é gerente, país não é supermercado e população não se demite. Exclui. Apaga. Deleta.
Na pesquisa Datafolha, divulgada em 26/7, que coincide com o Vox Populi precisamente nas declarações espontâneas de voto, imunes às distorções de abordagem e amostragem, vemos que Dilma lidera, como segue:
- Datafolha, espontânea (na sua opinião, quem vai ganhar as eleições para presidente da república em outubro?): Dilma 21% X Serra 16% (diferença de cinco pontos);
- Vox Populi, espontânea: Dilma 28% X Serra 21% (diferença de sete pontos).
Nas respostas espontâneas colhidas pelo Datafolha, 4% ainda declaram voto em Lula e outros 4% mencionam ‘no candidato do Lula’ e ‘no candidato do PT’. Um universo de 8 pontos que deve transitar majoritariamente para a candidatura Dilma, graças à maior exposição da ex-ministra ao lado de Lula na propaganda eleitoral gratuita. Pois, como vimos, em questões de imagem, Serra perde feio.
A gota d’água foi o vice. Em São Paulo se ouve por toda parte: “No Serra, eu não voto. Deus me livre, já imaginou se o sujeito pifa e esse Índio vira presidente do Brasil?”.
O fato é que, ao acolher como vice o deputado Índio da Costa (DEM-RJ), inexperiente, inexpressivo, um ilustríssimo desconhecido para o resto do país, parece que Serra esqueceu completamente o eleitor.
Por quê? Entre outras razões, porque, no Brasil, a possibilidade do vice-presidente assumir o mandato presidencial não é algo remoto, mas um evento perfeitamente possível de ocorrer e a qualquer momento, pois nossa memória política recente ainda registra que Sarney, vice de Tancredo, foi presidente durante cinco anos, de 1985 a 1990, e Itamar Franco, vice de Collor, arriado do poder em 1992, exerceu o mandato até 1995. Sem entrar no mérito de um ou outro, constata-se apenas o fato. Sem contar que o próprio Serra, campeão de alpinismo eleitoral, não costuma terminar mandatos para os quais é eleito, nem jurando de pé junto e registrando em cartório. Se a questão é competência para governar o Brasil, referido vice teria alguma?
Serra não é exatamente o pós-lula, é um retro-FHC. Ou Zé Pedágio, como é chamado “carinhosamente pelos” paulistas. E agora já não estamos mais nos referindo à imagem mas à sua peculiar competência – que ele pretende estender para todo o país e por um bom tempo.
Sob as gestões do PSDB de Serra, Sampa ganha um novo pedágio a cada 40 dias.
Desde o início da privatização das rodovias de São Paulo, em 1998, foram instalados 112 pedágios nas estradas paulistas, estado que já tem mais pedágios do que todo o resto do Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, são 160 pontos de cobrança em vias estaduais e federais no território paulista, contra 113 no restante do país. Em resumo, fica mais barato viajar para outro estado do que dentro do próprio. Cruzar de automóvel os 404 km entre a capital paulista e Curitiba, PR, custa R$ 9 em tarifas, mas para cobrir a mesma distância até, digamos,Catanduva, paga-se R$ 46,70.
No entanto, tocar publicamente neste assunto já custou o emprego de dois conhecidos jornalistas da TV Cultura, Heródoto Barbeiro e Gabriel Priolli, quando no Roda-Viva questionaram Serra sobre os pedágios abusivos cobrados nas rodovias privatizadas de Sampa.
Mas essa privatização generalizada da vida (por que não terceirizar a primeira missa, nos dias úteis?) me lembra um refinado monólogo escrito por Roberto Schwarz (1) na primeira pessoa dum futuro dono de pinguela, com pedágio para pedestres, do qual extraio alguns trechos : “Há coisa mais poética do que um casal que compra uma ponte?... Que raiva me dá quando vejo as pessoas respirando de graça! Retrocesso não é comigo, vou me defender da inadimplência dos despossuídos. Não sei se quero a pinguela (o pedágio), que vai me dar uma porcaria por não sei quanto tempo, o qual tratarei de prolongar ao máximo, à bala ou como for possível, depois do que não fico no país nem um minuto mais!.”
(1) In Seqüências Brasileiras, pg. 239. S.Paulo, Cia das Letras, 1999
Márcia Denser
Serra personifica a chamada direita perversa e burra, a direita alucinada que acredita piamente se manter indefinidamente no poder sem fazer a mínima concessão às questões sociais e direitos humanos
Ao que tudo indica – e todas as pesquisas apontam nesta direção – Dilma deve ganhar a disputa presidencial, até porque agora seu maior aliado eleitoral já não é o presidente Lula, mas o próprio candidato José Serra, cuja imagem e atitude truculentas por si mesmas têm sido mais do que suficientes para afugentar o eleitor, sem contar as gestões neoliberalíssimas de apoio exclusivo ao capital, tornando-o o maior responsável pelo franco declínio de sua campanha.
Serra personifica a chamada direita perversa e burra, a direita alucinada que acredita piamente se manter indefinidamente no poder sem fazer a mínima concessão às questões sociais e direitos humanos – ao lado humano mais que humano do ser humano que precisa trabalhar, comer, morar, respirar & outras coisas de somenos. E mais: promovendo a exclusão e eliminando literalmente qualquer oposição. Porque essa direita declarou guerra ao ser humano. Serra, que encarna esta direita, reduz sua campanha a um “duelo de competências”. Esquecendo-se que presidente não é gerente, país não é supermercado e população não se demite. Exclui. Apaga. Deleta.
Na pesquisa Datafolha, divulgada em 26/7, que coincide com o Vox Populi precisamente nas declarações espontâneas de voto, imunes às distorções de abordagem e amostragem, vemos que Dilma lidera, como segue:
- Datafolha, espontânea (na sua opinião, quem vai ganhar as eleições para presidente da república em outubro?): Dilma 21% X Serra 16% (diferença de cinco pontos);
- Vox Populi, espontânea: Dilma 28% X Serra 21% (diferença de sete pontos).
Nas respostas espontâneas colhidas pelo Datafolha, 4% ainda declaram voto em Lula e outros 4% mencionam ‘no candidato do Lula’ e ‘no candidato do PT’. Um universo de 8 pontos que deve transitar majoritariamente para a candidatura Dilma, graças à maior exposição da ex-ministra ao lado de Lula na propaganda eleitoral gratuita. Pois, como vimos, em questões de imagem, Serra perde feio.
A gota d’água foi o vice. Em São Paulo se ouve por toda parte: “No Serra, eu não voto. Deus me livre, já imaginou se o sujeito pifa e esse Índio vira presidente do Brasil?”.
O fato é que, ao acolher como vice o deputado Índio da Costa (DEM-RJ), inexperiente, inexpressivo, um ilustríssimo desconhecido para o resto do país, parece que Serra esqueceu completamente o eleitor.
Por quê? Entre outras razões, porque, no Brasil, a possibilidade do vice-presidente assumir o mandato presidencial não é algo remoto, mas um evento perfeitamente possível de ocorrer e a qualquer momento, pois nossa memória política recente ainda registra que Sarney, vice de Tancredo, foi presidente durante cinco anos, de 1985 a 1990, e Itamar Franco, vice de Collor, arriado do poder em 1992, exerceu o mandato até 1995. Sem entrar no mérito de um ou outro, constata-se apenas o fato. Sem contar que o próprio Serra, campeão de alpinismo eleitoral, não costuma terminar mandatos para os quais é eleito, nem jurando de pé junto e registrando em cartório. Se a questão é competência para governar o Brasil, referido vice teria alguma?
Serra não é exatamente o pós-lula, é um retro-FHC. Ou Zé Pedágio, como é chamado “carinhosamente pelos” paulistas. E agora já não estamos mais nos referindo à imagem mas à sua peculiar competência – que ele pretende estender para todo o país e por um bom tempo.
Sob as gestões do PSDB de Serra, Sampa ganha um novo pedágio a cada 40 dias.
Desde o início da privatização das rodovias de São Paulo, em 1998, foram instalados 112 pedágios nas estradas paulistas, estado que já tem mais pedágios do que todo o resto do Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, são 160 pontos de cobrança em vias estaduais e federais no território paulista, contra 113 no restante do país. Em resumo, fica mais barato viajar para outro estado do que dentro do próprio. Cruzar de automóvel os 404 km entre a capital paulista e Curitiba, PR, custa R$ 9 em tarifas, mas para cobrir a mesma distância até, digamos,Catanduva, paga-se R$ 46,70.
No entanto, tocar publicamente neste assunto já custou o emprego de dois conhecidos jornalistas da TV Cultura, Heródoto Barbeiro e Gabriel Priolli, quando no Roda-Viva questionaram Serra sobre os pedágios abusivos cobrados nas rodovias privatizadas de Sampa.
Mas essa privatização generalizada da vida (por que não terceirizar a primeira missa, nos dias úteis?) me lembra um refinado monólogo escrito por Roberto Schwarz (1) na primeira pessoa dum futuro dono de pinguela, com pedágio para pedestres, do qual extraio alguns trechos : “Há coisa mais poética do que um casal que compra uma ponte?... Que raiva me dá quando vejo as pessoas respirando de graça! Retrocesso não é comigo, vou me defender da inadimplência dos despossuídos. Não sei se quero a pinguela (o pedágio), que vai me dar uma porcaria por não sei quanto tempo, o qual tratarei de prolongar ao máximo, à bala ou como for possível, depois do que não fico no país nem um minuto mais!.”
(1) In Seqüências Brasileiras, pg. 239. S.Paulo, Cia das Letras, 1999
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