Presidentes do PSDB, DEM e PPS recusam convite do Palácio do Planalto para participarem de reunião, nesta segunda-feira 1, com a presidente Dilma Rousseff; em pauta estariam sugestões para reforma política; mas estratégia eleitoral para 2014, associada ao histórico do PT de recusar diálogo em momentos de tensão, levam Aécio Neves, José Agripino e Roberto Freire a romperem ponte para solução conjunta de impasse; apenas o PSOL irá; Dilma quer reforma dividida em três blocos; saiba quais são
Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista
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segunda-feira, 1 de julho de 2013
COM DILMA, ELES NÃO FALAM
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Tancredo neves
sexta-feira, 28 de junho de 2013
PLEBISCITO X REFERENDO: O QUE PARA ESSA GUERRA?
Plebiscito proposto pela presidente Dilma Rousseff tem referendo como contrapartida lançada pelo senador Aécio Neves; polêmica se instala enquanto, diariamente, quebra-quebras se sucedem; promessa é de domingo de tensão em torno da final da Copa das Confederações, no Rio, entre o Brasil de Neymar e a Espanha de Iniesta; o País ainda estará inteiro ao tempo em que os políticos decidirem o que fazer?
247 – Os políticos estão correndo, mas a velocidade da insatisfação nas ruas é maior. Mesmo depois de o Congresso atender uma das reivindicações difusas entre os protestos – a derrubada da PEC 37 – e o governo prometer bilhões em recursos para o setor de transportes urbanos, vandalismo e quebra-quebras se sucedem pelo País.
Na quarta-feira 26, duas concessionárias de veículos foram atacadas nas redondezas do estádio do Mineirão, onde o Brasil venceria o Uruguai por 2 a 1. A Polícia Militar do Estado precisou mobilizar quase todo o seu efetivo para, ainda assim, não evitar que uma parte da cidade fosse transformada em praça de guerra. Um jovem morreu ao cair de um viaduto, tornando-se a quarta vítima fatal de incidentes desde o início da série de protestos.
Na tarde desta quinta-feira 27, em Fortaleza, onde a Espanha bateu a Itália nos pênaltis, um carro de uma rede de televisão local foi incendiado, e se repetiram cenas de forte confronto entre a tropa de choque e encapuzados. Em Brasília, enquanto isso, uma marcha convocada pela UNE terminou na invasão do espelho d'água diante do Congresso, sob as vistas de policiais com escudos e capacetes. No final da tarde, no Rio de Janeiro, estudantes voltaram a tomar a Avenida Rio Branco, despertando o receio de novas badernas no centro da cidade e tumultos na ponte Rio-Niterói, alvo de barreiras contra o tráfego nos últimos dias.
Para recolocar o País nos eixos, o governo joga todas as suas fichas na realização de um plebiscito popular, no qual uma série de perguntas sobre mudanças na estrutura política seriam feitas. Parece já haver consenso no staff da presidente Dilma Rousseff de que interrogações sobre como deve ser o financiamento dos partidos políticos – por meio de recursos públicos, privados ou mistos – e se a população quer a implantação do voto distrital, pelo qual os deputados seriam eleitos por regiões, irão entrar na cédula. Além dessas perguntas, porém, uma série de outras poderão ser inseridas, à medida em que o governo, com Dilma à frente, vai recolhendo sugestões em sucessivas reuniões no Palácio do Planalto. Em outros países já foram realizados plebiscitos com dezenas de perguntas aos cidadãos.
Mas já não é um plebiscito o que as oposições representadas pelos partidos PSDB, DEM e PPS querem. Em nota oficial dessas agremiações, distribuída nesta quinta 27, a proposta de consulta do governo é considerada uma "manobra diversionista" e inútil, diante da complexidade do tema reforma política. O que o bloco liderado pelo presidenciável Aécio Neves quer é um referendo – consulta à população posteriormente à elaboração, pelo Congresso, de uma reforma constitucional. O povo, nas urnas, diria se aprova ou não o que os políticos sugeriram.
A polêmica entre o que é melhor, plebiscito ou referendo, para estancar os conflitos que se espalham pelo País, está instalada. Sobre o primeiro, um argumento positivo é o de que pode ser feito mais rapidamente que o segundo, uma vez que dependeria apenas da confecção das perguntas. Mas o segundo parece ter a vantagem de agregar mais conteúdo de reflexão, por contar com a contribuição de especialistas no tema. Entretanto, ninguém consegue imaginar uma reforma política montada a toque de caixa pelo Congresso, de resto uma das instituições em xeque neste momento. Há mesmo tempo para parar, pensar e fazer o melhor?
A dúvida entre plebiscito e referendo poderá ser dirimida, por acordo, no encontro que a presidente Dilma promete ter com os partidos de oposição. No Palácio do Planalto, argumentos dos dois lados serão confrontados. Mas quem acredita, a esta altura, em conciliação? O problema é que, sempre às turras, o governo do PT e a oposição do PSDB nunca estiveram tão distantes e interessados no prejuízo um do outro como agora, a pouco mais de um ano da eleição presidencial. O PMDB do vice-presidente Michel Temer tem tudo para surgir como tertius nessa disputa, desde já com uma inclinação pela solução congressual de reforma política com referendo posterior à sua confecção. Os manifestantes, então, voltarão para suas casas?
O diabo é que, seja qual for a resultante de mais essa pendenga política, ninguém pode dizer ao certo qual das duas alternativas irá resolver os impasses da sociedade brasileira – se é que alguma das propostas sobre a mesa, efetivamente, poderá fazer isso. Até que algo se resolva, instrumentos políticos de primeiro mundo, utilizados há décadas nos Estados Unidos e na Europa, mas desde sempre distantes da realidade brasileira, entrarão para o vocabulário do cotidiano popular. Plebiscito ou referendo, eis a questão.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
OS CONSERVADORES CAPTURARAM A DILMA Dilma vai acabar mais perto do Michel Temer do que do Lula.
Curva perigosa à direita – dizia uma das placas.
O Conservadorismo é o grande vencedor das manifestações.
Isso não é paradoxal.
Não há protesto de 100 mil, 500 mil a favor.
O Movimento Passe Livre foi para a rua protestar contra o Haddad e contra Dilma.
A violência da PM de São Paulo e a Rede Globo multiplicaram o fenômeno.
A Globo percebeu o sentido anti-Haddad e anti-Dilma do protesto e o encampou, apoiou, cobriu e lhe deu tela plana, com LSD e em HD.
A Globo passou a cobrir a anomia, o des-Governo até derrubá-lo.
Como dizia aquele amigo, velho comunista, que não caiu na esparrela do PPS: isso aí não dá em nada, ou derruba o Governo.
Acertou.
Derrubou o Governo Dilma e botou no lugar outro Governo Dilma.
O trabalho político passou a se desenvolver na arena da Copa das Confederações.
Por que a Copa passou a ser o alvo ?
Porque a Globo ganha com ela de qualquer jeito e em qualquer lugar: no Maracanã, na África do Sul ou na Coreia.
E para os conservadores e a Globo, a Copa tem uma maldição de origem: o Lula trouxe a Copa e a Dilma a realizará.
O Governo se deixou cercar.
O Governo se trancou na Economia.
E a Economia, como a Guerra, é sub-capítulo da Política (já ouvi isso em algum lugar).
O Governo Dilma não tem canal de voz ou de expressão.
É um leão sem dentes.
Sem microfone.
As redes sociais, claro, aglutinaram os manifestantes.
Mas, Facebook não é urna.
As manifestações se diziam apartidárias e horizontais.
Sem líderes.
Não há 100 mil pessoas apartidárias nas ruas.
A Globo deu o Partido e os líderes.
O partido da oposição e os líderes, seus âncoras pretensamente objetivos.
Esses jovens, fora os chamado “vândalos”, são brancos, estudantes e de classe média.
Ele tem uma renda maior do que os da Classe C que o Lula e a Dilma levaram para a classe média.
Eles devem muito pouco ou quase nada a esse processo de mobilidade social que levou 40 milhões de pessoas à classe media.
Eles já estavam lá.
Eles estão há pelo menos uma geração.
Eles nasceram na classe média.
Eles não respeitam os partidos, os políticos ou a democracia.
E, muitas vezes, nem os pais nem os professores.
Eles “just do it”.
Eles são mais eles.
E não tem nenhum apreço por esses que chegaram agora à classe média.
Esses “arrivistas”.
Esses “penetras” que enchem os aeroportos, os shopping centers, que se sentam ao meu lado na faculdade.
E daqui a pouco vão querer um carro igual ao que papai me deu.
E, imagine !, o emprego que era para ser meu !
Esses manifestantes cresceram com um sentimento difuso de anti-política, anti-partidos, anti-Governo.
Isso se deve, em boa parte, à generalizada despolitização da sociedade brasileira.
Uma juventude que pensa que JK é tônico muscular.
Isso se deve à entre aspas politização fecha aspas, na Globo, do julgamento do mensalão, que mais do que punir o PT foi a fogueira em que ardeu a política.
A ideologia predominante nos altos escalões da Justiça contaminou o país: a política é o pecado.
A virtude está nas Leis, ou melhor, nos Juízes.
Tudo o que cheira a soberania popular fede.
Essa rebelia “desorientada” se valeu da ignorância.
Esses manifestantes – e, na verdade, milhões de brasileiros – não conhecem o Brasil.
Não sabem o que acontece no Brasil.
Por exemplo, não sabem que há 30 anos não se investia em transportes.
Há 20 anos, em São Paulo, o paiol de toda crise, se constroi um metro à velocidade de um quilômetro e meio por ano.
Esse déficit de informação se deve a erro estratégico capital, desses que se inscrevem no centro do sistema sanguíneo de um povo, por gerações.
Por exemplo: ser o último país do mundo a abolir a escravidão.
Outro, derrubar o presidente João Goulart, eleito segundo as regras da Constituição, e instalar um regime militar.
Outro erro grave – de que muitos devemos nos penitenciar – foi derrubar o presidente Collor, cujos pecados poderiam ter sido corrigidos pela Lei e pela Política.
Mas, se cometeu o erro de derrubar o primeiro presidente eleito pelo povo depois do regime militar.
A redemocratização começou por se negar.
Outro erro estratégico, que entope as nossas veias, foi não fazer a reforma agrária simultaneamente à libertação dos escravos, como quiseram dois grandes brasileiros, José Bonifácio e Joaquim Nabuco.
Outro erro estratégico, capital, uma dose maciça de colesterol no sangue.
Foi não criar um sistema estatal – de preferência – ou publico de comunicação de massa.
Informar é obrigação do governante.
E o governado tem o direito de ouvir e, constitucional, ser ouvido.
Nenhuma Democracia do mundo permitiria que a lei que regula a rádio-difusão não se atualizasse desde 1963.
Desde 1994, a Globo controla 80% de toda a verba da televisão aberta.
Em 1994, ela tinha 80% da audiência.
Hoje, tem 45% da audiência.
Mas, não faz diferença.
Os 80% só os mesmos e o bolo da grana aumentou.
E agora ?
O Governo Dilma perdeu.
Vê-se no seu rosto.
O Movimento Passe Livre à aquele personagem de Stendhal que não percebeu que estava no meio de uma batalha de Waterloo.
Dilma pode até ser reeleita, diante da indigência que assola o outro lado.
Mas, dificilmente, ela ressurgirá com a força que o Lula ressurgiu do mensalão.
Lula depois do mensalão preservou o centro de sua política: a inclusão social.
A sobrevivência da Presidenta Dilma corre o risco de se dar – apenas – no espaço conservador do sistema político e parlamentar.
E, nesse cercado de federalistas, udenistas e ruralistas, os jovens manifestante e a Globo convivem muito bem – e em harmonia.
Dilma terá que renunciar a boa parte de seu keynesianismo, porque o mercado perdeu o “instinto animal”- precisa de juros !
Ela terá que mudar a política econômica, caminhar para “ortodoxia” dos credores, porque o ambiente econômico internacional não ajuda – sopra contra.
Dilma terá que tirar dinheiro do PAC para atender às demandas populistas.
Ela não fará uma reforma política para combater o Caixa Dois – porque é disso que se trata -, porque há 19 anos o Congresso imobiliza a reforma política.
“Ouvir as voz das ruas” só seria possível numa Assembleia Constituinte exclusiva.
E, depois, um referendo.
Fora disso, a “voz das ruas” sumirá naquele salão do Athos Bulcao que liga a Câmara e o Senado.
Emudecerá
E a Dilma acabará mais perto do Michel Temer do que do Lula.
O Brasil vai parar ?
Não !
Os mesmos ingredientes também estruturais que farão do Brasil uma Nação prospera estarão preservados.
O rumo é o mesmo.
O que mudou foi o plano de voo.
Mudaram os passageiros.
E o comandante.
Vai mudar tudo.
Desde que tudo continue tudo como estava.
Há 200 anos.
(Já ouvi isso em algum lugar.)
Clique aqui para ler “Dilma, a Assembléia Constituinte, Vivinha da Silva”.
Aqui para ler “Vem aí o voto distrital. Cerra ganhou”.
E aqui para ler “Plebiscito sem Constituinte dá em que ?”.
Paulo Henrique Amorim
O Conservadorismo é o grande vencedor das manifestações.
Isso não é paradoxal.
Não há protesto de 100 mil, 500 mil a favor.
O Movimento Passe Livre foi para a rua protestar contra o Haddad e contra Dilma.
A violência da PM de São Paulo e a Rede Globo multiplicaram o fenômeno.
A Globo percebeu o sentido anti-Haddad e anti-Dilma do protesto e o encampou, apoiou, cobriu e lhe deu tela plana, com LSD e em HD.
A Globo passou a cobrir a anomia, o des-Governo até derrubá-lo.
Como dizia aquele amigo, velho comunista, que não caiu na esparrela do PPS: isso aí não dá em nada, ou derruba o Governo.
Acertou.
Derrubou o Governo Dilma e botou no lugar outro Governo Dilma.
O trabalho político passou a se desenvolver na arena da Copa das Confederações.
Por que a Copa passou a ser o alvo ?
Porque a Globo ganha com ela de qualquer jeito e em qualquer lugar: no Maracanã, na África do Sul ou na Coreia.
E para os conservadores e a Globo, a Copa tem uma maldição de origem: o Lula trouxe a Copa e a Dilma a realizará.
O Governo se deixou cercar.
O Governo se trancou na Economia.
E a Economia, como a Guerra, é sub-capítulo da Política (já ouvi isso em algum lugar).
O Governo Dilma não tem canal de voz ou de expressão.
É um leão sem dentes.
Sem microfone.
As redes sociais, claro, aglutinaram os manifestantes.
Mas, Facebook não é urna.
As manifestações se diziam apartidárias e horizontais.
Sem líderes.
Não há 100 mil pessoas apartidárias nas ruas.
A Globo deu o Partido e os líderes.
O partido da oposição e os líderes, seus âncoras pretensamente objetivos.
Esses jovens, fora os chamado “vândalos”, são brancos, estudantes e de classe média.
Ele tem uma renda maior do que os da Classe C que o Lula e a Dilma levaram para a classe média.
Eles devem muito pouco ou quase nada a esse processo de mobilidade social que levou 40 milhões de pessoas à classe media.
Eles já estavam lá.
Eles estão há pelo menos uma geração.
Eles nasceram na classe média.
Eles não respeitam os partidos, os políticos ou a democracia.
E, muitas vezes, nem os pais nem os professores.
Eles “just do it”.
Eles são mais eles.
E não tem nenhum apreço por esses que chegaram agora à classe média.
Esses “arrivistas”.
Esses “penetras” que enchem os aeroportos, os shopping centers, que se sentam ao meu lado na faculdade.
E daqui a pouco vão querer um carro igual ao que papai me deu.
E, imagine !, o emprego que era para ser meu !
Esses manifestantes cresceram com um sentimento difuso de anti-política, anti-partidos, anti-Governo.
Isso se deve, em boa parte, à generalizada despolitização da sociedade brasileira.
Uma juventude que pensa que JK é tônico muscular.
Isso se deve à entre aspas politização fecha aspas, na Globo, do julgamento do mensalão, que mais do que punir o PT foi a fogueira em que ardeu a política.
A ideologia predominante nos altos escalões da Justiça contaminou o país: a política é o pecado.
A virtude está nas Leis, ou melhor, nos Juízes.
Tudo o que cheira a soberania popular fede.
Essa rebelia “desorientada” se valeu da ignorância.
Esses manifestantes – e, na verdade, milhões de brasileiros – não conhecem o Brasil.
Não sabem o que acontece no Brasil.
Por exemplo, não sabem que há 30 anos não se investia em transportes.
Há 20 anos, em São Paulo, o paiol de toda crise, se constroi um metro à velocidade de um quilômetro e meio por ano.
Esse déficit de informação se deve a erro estratégico capital, desses que se inscrevem no centro do sistema sanguíneo de um povo, por gerações.
Por exemplo: ser o último país do mundo a abolir a escravidão.
Outro, derrubar o presidente João Goulart, eleito segundo as regras da Constituição, e instalar um regime militar.
Outro erro grave – de que muitos devemos nos penitenciar – foi derrubar o presidente Collor, cujos pecados poderiam ter sido corrigidos pela Lei e pela Política.
Mas, se cometeu o erro de derrubar o primeiro presidente eleito pelo povo depois do regime militar.
A redemocratização começou por se negar.
Outro erro estratégico, que entope as nossas veias, foi não fazer a reforma agrária simultaneamente à libertação dos escravos, como quiseram dois grandes brasileiros, José Bonifácio e Joaquim Nabuco.
Outro erro estratégico, capital, uma dose maciça de colesterol no sangue.
Foi não criar um sistema estatal – de preferência – ou publico de comunicação de massa.
Informar é obrigação do governante.
E o governado tem o direito de ouvir e, constitucional, ser ouvido.
Nenhuma Democracia do mundo permitiria que a lei que regula a rádio-difusão não se atualizasse desde 1963.
Desde 1994, a Globo controla 80% de toda a verba da televisão aberta.
Em 1994, ela tinha 80% da audiência.
Hoje, tem 45% da audiência.
Mas, não faz diferença.
Os 80% só os mesmos e o bolo da grana aumentou.
E agora ?
O Governo Dilma perdeu.
Vê-se no seu rosto.
O Movimento Passe Livre à aquele personagem de Stendhal que não percebeu que estava no meio de uma batalha de Waterloo.
Dilma pode até ser reeleita, diante da indigência que assola o outro lado.
Mas, dificilmente, ela ressurgirá com a força que o Lula ressurgiu do mensalão.
Lula depois do mensalão preservou o centro de sua política: a inclusão social.
A sobrevivência da Presidenta Dilma corre o risco de se dar – apenas – no espaço conservador do sistema político e parlamentar.
E, nesse cercado de federalistas, udenistas e ruralistas, os jovens manifestante e a Globo convivem muito bem – e em harmonia.
Dilma terá que renunciar a boa parte de seu keynesianismo, porque o mercado perdeu o “instinto animal”- precisa de juros !
Ela terá que mudar a política econômica, caminhar para “ortodoxia” dos credores, porque o ambiente econômico internacional não ajuda – sopra contra.
Dilma terá que tirar dinheiro do PAC para atender às demandas populistas.
Ela não fará uma reforma política para combater o Caixa Dois – porque é disso que se trata -, porque há 19 anos o Congresso imobiliza a reforma política.
“Ouvir as voz das ruas” só seria possível numa Assembleia Constituinte exclusiva.
E, depois, um referendo.
Fora disso, a “voz das ruas” sumirá naquele salão do Athos Bulcao que liga a Câmara e o Senado.
Emudecerá
E a Dilma acabará mais perto do Michel Temer do que do Lula.
O Brasil vai parar ?
Não !
Os mesmos ingredientes também estruturais que farão do Brasil uma Nação prospera estarão preservados.
O rumo é o mesmo.
O que mudou foi o plano de voo.
Mudaram os passageiros.
E o comandante.
Vai mudar tudo.
Desde que tudo continue tudo como estava.
Há 200 anos.
(Já ouvi isso em algum lugar.)
Clique aqui para ler “Dilma, a Assembléia Constituinte, Vivinha da Silva”.
Aqui para ler “Vem aí o voto distrital. Cerra ganhou”.
E aqui para ler “Plebiscito sem Constituinte dá em que ?”.
Paulo Henrique Amorim
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quarta-feira, 11 de maio de 2011
"A imprensa corrupta tem muito a temer": o que a mídia brasileira não divulga sobre o Equador
"A imprensa corrupta tem muito a temer". Com essa afirmação o presidente do Equador, Rafael Correa, comentou o novo triunfo obtido pelo seu governo em mais uma consulta popular. Depois de reiterar que “no Equador se respeita a liberdade de expressão”, acrescentou: “Aqui temos tolerância com a crítica, mas com o que não temos tolerância é com a mentira.” A formação de um Conselho de Regulação é uma das medidas aprovadas pela Consulta.
“Aqui houve um grupo que ficou devendo 600 milhões de dólares e seus proprietários vivem em Miami”, afirmou Correa. “O grupo Isaias criou um consórcio de bancos, engenhos e fazendas, e comprou Gama TV, não para informar, mas para defender seus negócios”. Gama TV faz parte de um conjunto de empresas que foram embargadas a bancos quebrados, que serão revendidas ao setor privado. Correa denunciou muitas vezes que durante a crise, esta foi ocultada pela parceria banco-midia.
“Isto não é saudável para uma sociedade”, acrescentou o mandatário equatoriano, agregando que o jornal El Universo “é propriedade de três fantasmas das Ilhas Cayman, um paraíso fiscal; esse é o nível ético dos meios de comunicação que nos dão informação todos os dias.”
A Consulta aprovou também a proibição de que bancos comprem meios de comunicação. Com essa medida “estamos desconcentrando o poder, o estamos democratizando, mudando as formas de poder de forma profunda e histórica”, afirmou Correa.
Foram aprovadas também medidas que punem as empresas que não registram seus trabalhadores na previdência social, proibição de espetáculos que tenham como finalidade matar animais, castigo do enriquecimento privado sem justificação e a proibição dos jogos de azar. Também foram aprovadas medidas de proteção dos réus na Justiça e de mudança na composição do Judiciário, o órgão de supervisão técnica do Poder Judiciário.
Aperfeiçoa-se assim a Constituição aprovada em longo processo constituinte e referendada em Consulta popular, aprofundando-se as transformações que o profundo processo democratizador de todos os âmbitos da sociedade que se desenvolve no Equador, sob a liderança de Rafael Correa. Um processo impossível de ser compreendido pela leitura da velha mídia brasileira, que ocultou o verdadeiro sentido da Consulta Popular realizada no Equador, para acobertar as tramoias e tergiversações dos seus parceiros naquele país, derrotados – lá como aqui – uma vez mais pelo voto popular.
Postado por Emir Sader
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segunda-feira, 9 de maio de 2011
Referendo cria Ley de Medios e critério para nomear juiz
Vai lá, garoto, faz uma Ley de Medios. Se não, te derrubam
Saiu na Folha (*), pág A15:
O referendo consultou a população sobre dez itens.
Entre eles, o endurecimento das penas para crimes de enriquecimento ilícito.
O sistema de nomeação de juízes.
E criação de uma Comissão para regular a mídia, a Ley de Medios.
A oposição estrebucha, mas reconhece a derrota: o Governo ganhou com mais de 60% dos votos.
Acorda, amigo navegante: isso aconteceu no Equador.
O Equador, a Argentina, a Bolívia, os Estados Unidos, a Inglaterra, a Itália, a França, o Canadá, Portugal, a Alemanha – todos esses países têm Ley de Medios.
Pelo jeito, o Brasil vai acabar como na Escravidão: será o último a libertar os que não têm liberdade.
Sobre a nomeação de juízes: um dos primeiros atos do corajoso presidente argentino Néstor Kirchner foi mudar os critérios para a nomeação de ministros da Suprema Corte, e poupar o povo argentino das nomeações do antecessor, Carlos Menem, também conhecido como o FHC da Argentina.
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
O referendo consultou a população sobre dez itens.
Entre eles, o endurecimento das penas para crimes de enriquecimento ilícito.
O sistema de nomeação de juízes.
E criação de uma Comissão para regular a mídia, a Ley de Medios.
A oposição estrebucha, mas reconhece a derrota: o Governo ganhou com mais de 60% dos votos.
Acorda, amigo navegante: isso aconteceu no Equador.
O Equador, a Argentina, a Bolívia, os Estados Unidos, a Inglaterra, a Itália, a França, o Canadá, Portugal, a Alemanha – todos esses países têm Ley de Medios.
Pelo jeito, o Brasil vai acabar como na Escravidão: será o último a libertar os que não têm liberdade.
Sobre a nomeação de juízes: um dos primeiros atos do corajoso presidente argentino Néstor Kirchner foi mudar os critérios para a nomeação de ministros da Suprema Corte, e poupar o povo argentino das nomeações do antecessor, Carlos Menem, também conhecido como o FHC da Argentina.
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
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