Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sábado, 2 de agosto de 2014

Mais questionamentos sobre o aecioporto

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A história do aecioporto ainda possui inúmeros pontos obscuros. Alguns diretamente ligados ao aeroporto, outros vinculados indiretamente. Os vínculos indiretos, que oferecem interesse jornalístico se houvesse imprensa comercial séria no país, são:
1) descoberta de trabalho escravo na empresa de familiares de Aécio, na mesma fazenda em Cláudio cujo terreno foi desapropriado por R$ 1 milhão pelo governo Aécio.
2) os donos do jatinho, a dupla Clemente de Faria (já falecido) e Oswaldo Borges da Costa Filho, têm um histórico obscuro, que mereciam uma profunda investigação jornalística. Isso por uma razão simples: ninguém “empresta jatinho” de graça, nem mesmo para o filhinho da mamãe, como tentou justificar Aécio. “Oswaldinho” (como é conhecido) foi presidente de estatais e empresas mistas mineiras ligadas à exploração do nióbio em Araxá. É preciso apurar melhor isso.
Aécio justifica o gasto de R$ 14 milhões dizendo que se trata de uma região economicamente importante. Uai, sô! Se era importante, por que o aecioporto ficou fechado esse tempo todo?
Em suas palavras, no artigo que publicou na Folha:
A pista de pouso em Cláudio existe há 30 anos e vem sendo usada por moradores e empresários da região. Com as obras, o governo de Minas Gerais transformou uma pista precária em um aeródromo público. Para uso de todos.
A explicação de Aécio é errada duplamente. A pista não é homologada pela Anac, então não poderia ser usada por ninguém, nem por ele nem por nenhum “morador ou empresário”. Usar pista clandestina é atentar contra a segurança aérea nacional. Aécio fez propaganda de um crime.
Em segundo lugar, as reportagens mostram que só ele tem usado a pista, que fica fechada. Dizer que é para uso de todos é mentir na cara “de todos”.
É preciso ainda investigar o valor da desapropriação em si. Não apenas se deve discutir se o R$ 1 milhão pago foi justo, como se deve fazer uma estimativa da valorização da fazenda do tio de Aécio, e da fazenda do próprio Aécio, após a construção do aeroporto.
Há uma especulação constante em torno das doações da construtora do aecioporto ao candidato, e se procura sempre, junto ao TSE, os dados relativos às prestações de conta. Esquece-se, contudo, que doações feitas após conchavos clandestinos com o poder público acontecem, por razões óbvias, por baixo dos panos, através de esquemas de caixa 2 eleitoral.
É preciso ainda investigar o aecioporto II, em Montezuma. A Anac disse que sequer há pedido para registro, revelando mais uma vez que ele pode ter sido construído por Aécio Neves apenas para uso particular. Aliás, o Brasil quer uma outra “confissão” de Aécio. Ele também pousou na pista clandestina (embora feita com verba pública) de Montezuma?
Quanto mais se remexe nessa história do aeroporto, mais podres vêm à tôna. A blogueira Helena Sthephanowitiz iniciou uma linha de investigação interessante, que deveria ser aprofundada. Ela identificou que as três empresas que disputaram a licitação do aeroporto de Cláudio apresentaram orçamentos praticamente iguais.
*
Reproduzo abaixo post da Helena, em seu blog na Rede Brasil Atual.
Disputa em construção do aeroporto de Cláudio teve preços quase iguais
Entre os três concorrentes na licitação para a obra realizada na fazenda do tio de Aécio Neves, diferença entre maior e menor preço foi de 0,61%
por Helena Sthephanowitiz publicado 01/08/2014 13:40, na Rede Brasil Atual.
A polêmica construção do aeroporto na cidade mineira de Cláudio pelo governo Aécio Neves (PSDB) não termina nas questões do terreno desapropriado de seu tio. Nem da localização a 6 quilômetros da fazenda do ex-governador e atual senador, quando existe outro aeroporto bem próximo, em Divinópolis, que já atende a região. E vai além ainda do uso privativo pelo senador, quando ainda está fechado ao uso público.
O processo de licitação também levanta polêmica. Cinco empreiteiras apresentaram propostas. Duas foram desqualificadas. As três propostas restantes tiveram valor muito próximo. A diferença entre o menor preço apresentado e o maior foi apenas 0,61%.
O edital do Departamento de Obras Públicas do Estado de Minas Gerais estipulou o valor máximo de R$ 13.568.033,63. A vencedora, com menor preço, apresentou o valor de R$ 13.413.562,71 apenas 1,14% abaixo do máximo.
O custo final da obra, com aditivo de 3,96%, ficou em R$ 13.945.341,80 ou seja, acabou ultrapassando em R$ 377 mil o valor máximo licitado.
A proximidade de valores não é, por si, prova suficiente de combinação de preços, pois pode ser coincidência. Mas sugere acender o sinal amarelo no Ministério Público e em outros órgãos de controle, como indício que merece ser investigado. Afinal, coincidência de dois valores acontece, mas de três é bem mais raro.
(…)

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Até o Cristo, Merval? Tá feia a coisa, hein?

mervalcristo

Parece que anda feia a coisa para o lado da direita, mesmo.

Hoje, Merval Pereira mergulha na exploração religiosa contra o Governo Federal dizendo que “chega de

Brasília uma informação que pode ser considerada bizarra, mas que também pode ter implicações mais graves.”

A de que a Ministra da Cultura, Marta Suplicy teria ameaçado retirar a cessão da área  do Cristo Redentor da Igreja caso esta insistisse no veto a cenas em que o ator Wagner Moura “dialoga” com a estátua sobre os problemas da cidade, no filme “Rio, eu te amo”, do cineasta José Padilha.

Padilha, ao que conste, não é governista e é conhecido por ter negado apoio a Dilma em 2010 e fazer elogios aos black blocs.

É seu direito, indiscutível.

É verdade que a Arquidiocese pediu para a cena ser cortada.

Mas é também verdade que D. Orani Tempesta, o cardeal da cidade,  recebeu uma chuva de pedidos para reconsiderar a decisão, como noticiaram os jornais, entre eles o próprio O Globo.

Nenhum dos pedidos é absurdo e não seria absurdo se o Ministério da Cultura também tivesse feito um apelo à Mitra.

Daí a fazer uma ameaça é algo que depõe contra a própria figura de D. Orani Tempesta, que jamais aceitaria em silêncio algo do gênero.

E muito menos reagiria plantando “notinhas” na coluna do Merval.

O assunto está cheirando a uma armação torpe, com óbvias finalidades eleitorais.

No Jornal do Brasil, onde D. Orani Tepesta escreve, diz-se que “o que aconteceu é que após consulta ao departamento jurídico, que reforçou o direito da Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro (órgão responsável pelo patrimônio religioso) sobre o monumento, foi feita outra consulta ao departamento que analisa pedidos de sua utilização. Este departamento ouviu do presidente da Conspiração Filmes a garantia de que o filme não tinha o objetivo de agredir a religião. Após esta afirmação, o departamento retirou a possibilidade de
ação jurídica por parte da Mitra”.

Deixe o Cristo fora disso, Merval.

Será que você, além do fardão de acadêmico, também quer os paramentos de Cardeal?

Estamos no tempo do Papa Francisco, não de Tomás de Torquemada.

Vá brincar de aviãozinho, porque senão o Joãosinho Trinta vai assombrar você.

Aécio, quem é o Oswaldinho ? “Público” e “privado” – tudo num jatinho só …


O do Aécio é legal, mas perde para o Bombardier do Agnelli
Amigo navegante mineiro pede que se republique aqui um post do Conversa Afiada de 22/04/2011: Quem é o dono do jatinho do Aécio ?

​Será que é nesse jatinho que ele desce no Aecioporto do Titio ?

Porque ele não confessa, por escrito, de novo, que o Oswaldinho é contra-parente e foi presidente de uma empresa do Estado, no Governo dele ?

Quem é o dono do jatinho do Aécio ?


Os Amigos do Presidente Lula: “Dono do jato “AeroAécio” foi aparelhado na presidência de estatal do governo de Minas”

Saiu no Blog dos Amigos do Presidente Lula:

Dono do jato “AeroAécio” foi aparelhado na presidência de estatal do governo de Minas



Depois que repararam que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) anda em carro Land Rover da frota de carros de luxo de sua rádio, caiu na boca do povo que ele voa no jato prefixo PT-GAF (foto), avaliado em R$ 24 milhões.

A assessoria de imprensa do senador tucano explicou que o “Aeroaécio” pertence à empresa de táxi aéreo da família do banqueiro Gilberto de Andrade Faria, ex-dono do Banco Bandeirantes, padrasto de Aécio por cerca de 25 anos e falecido há 2. E que a aeronave é utilizada eventualmente, sem custos, por familiares.

O jato compõe a frota da empresa Banjet Táxi Aéreo Ltda.


Os donos da Banjet são Clemente de Faria (filho do ex-banqueiro) e Oswaldo Borges da Costa Filho.


Até aí é esquisito, mas ainda é problema particular.

A coisa complica quando o então governador Aécio nomeou um dos donos da Banjet, Oswaldo Borges da Costa Filho, para a presidência de uma estatal mineira: a CODEMIG (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais).


Para piorar, a CODEMIG atua também junto a mineradoras, e Oswaldo Borges da Costa Filho foi empresário de mineração: diretor-presidente da Companhia Mineradora do Pirocloro de Araxá, e diretor-presidente da Companhia Mineradora de Minas Gerais.


Tem muita coisa errada por aí… onde o governo tucano de Minas parece viver, não numa república, mas numa côrte imperial, numa mistura de família com estado, com cargos e negócios para amigos, que emprestam bens, misturando o público com o privado.



(Não deixe de ler, a seguir, reportagem irretocável de Conceição Lemes, no Viomundo, sobre a dupla mineira.)

“Se o Gurgel não abrir inquérito contra o Aécio, estará prevaricando”

por Conceição Lemes

17 de abril de 2011. Madrugada de domingo, Leblon, Zona Sul carioca. O senador Aécio Neves (PSDB-MG), dirigindo uma Land Rover, é parado pela polícia numa blitz de trânsito. Convidado a fazer o teste do bafômetro, ele se recusa. A carteira de habilitação, vencida, é apreendida. Leva duas multas.

A partir daí, o poderoso bunker montado para protegê-lo foi sofrendo alguns abalos.

O Movimento Minas Sem Censura (MSC), bloco de oposição que reúne parlamentares do PT, PMDB, PCdoB e movimentos sociais, descobriu fatos até então desconhecidos. Além de denunciá-los publicamente, fez representações a várias instâncias, pedindo que fossem investigados.

Essas ações não deram em nada até agora.

Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), as tentativas para instalar CPIs não prosperaram. Lá, como em São Paulo, vige a lei da mordaça tucana.

Alceu José Marques Torres, procurador-geral da Justiça de Minas até início de dezembro de 2012, arquivou as duas representações feitas contra o senador, a irmã Andrea Neves e a rádio Arco-Íris.



“Como o procurador nada apurou, nós entramos com a segunda representação”, diz o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG), líder do MSC. “O promotor João Medeiros Silva Neto, do Ministério Público do Estado de Minas, abriu inquérito para investigá-la. Porém, o doutor Alceu avocou para si o processo e arquivou. O então procurador-geral prevaricou.”

Em 31 de maio de 2011, Rogério e os colegas Luiz Sávio de Souza Cruz e Antônio Júlio, ambos do PMDB, foram a Brasília.

Entregaram pessoalmente a Roberto Gurgel representação denunciando Aécio e a irmã dele, Andrea Neves, por ocultação de patrimônio e sonegação fiscal. A representação está na gaveta do procurador-geral da República há 22 meses e 17 dias.

“Como em 2010 Aécio se tornou oficialmente sócio da rádio Arco-Íris, cujo valor de mercado é de R$ 15 milhões, se tinha patrimônio total declarado de R$ 617.938,42?”, questiona Sávio Souza Cruz, vice-líder do MSC. “Como Aécio viajava para cima e para baixo em jatinho da Banjet, cujo dono preside a Codemig e é dono de empresas que prestam serviços ao governo de Minas? Por que Aécio indicou Oswaldinho para presidir a Codemig?”

Rogério Correia denuncia: “Há fortes indícios de ocultação de patrimônio e sonegação fiscal. Aécio se recusa a prestar esclarecimentos sobre o seu patrimônio. Andrea destinou dinheiro público para empresas da família. Isso é improbidade administrativa!”

“Em Minas, o Aécio tudo pode”, continua Souza Cruz. “Nós poderíamos ter copiado tantas coisas aprazíveis da Bahia, acabamos por reproduzir uma das menos positivas, o Aecinho Malvadeza.”

“Está tudo dominado”, ele sentencia. “A Assembleia Legislativa homologa tudo o que é do interesse do Aécio. O ex-procurador geral de Justiça de Minas virou o zagueiro do Aécio, nós passamos a chamá-lo de ‘Aéceu’.”

AS DENÚNCIAS MENOSPREZADAS PELA MÍDIA CORPORATIVA

Rádio Arco-Íris, Banjet, Oswaldinho, aplicação de verbas públicas em empresas da família, voos em jatinho do presidente da Codemig, suspeitas de ocultação de patrimônio e sonegação fiscal, blindagem.

Nenhuma dessas denúncias, praticamente desprezadas pela mídia corporativa, é novidade. Todas, desde 2011, têm sido feitas e reiteradas (confira aqui, aqui e aqui).

O ponto de partida, relembramos, foi o flagrante do teste do bafômetro, em 17 de abril de 2011, na cidade do Rio de Janeiro.

O carro que o senador dirigia na hora da blitz — Land Rover TDV8 Vogue, ano 2010, placa HMA 1003, valor mercado R$ 255 mil, comprado após as eleições de 2010 — pertencia à rádio Arco-Íris, de Belo Horizonte (MG), cujos sócios são Aécio, a irmã Andrea e sua mãe, Inês Maria Neves Faria.

Há anos é propriedade da família Neves. Em 1987, o então deputado federal Aécio Neves ganhou a concessão para explorá-la do à época presidente da República José Sarney, atualmente senador.

Por coincidência, Aécio votou a favor da ampliação do mandato de Sarney para cinco anos, o que lhe valeu entre adversários a alcunha de “Aecinco”. Antonio Carlos Magalhães, ministro das Comunicações naquele momento, assinou a outorga. Inicialmente a sede da emissora ficava em Betim, depois foi transferida para BH.




A matéria abaixo de Veja, publicada na seção Radar, em 1987, circulou muito após o teste do bafômetro. Ela diz que Aécio já seria proprietário de outras três rádios, em Cláudio, Formiga e São João Del-Rei. Investigação feita em 2011 revelou que oficialmente ele era sócio apenas da Arco-Íris. Estavam em nome de Andrea outra emissora e um jornal em São João Del-Rei.

Aécio, aliás, só passou a integrar legalmente a sociedade da rádio Arco-Íris dois meses após ser eleito senador.  Mais precisamente a partir de 28 de dezembro de 2010 com valor declarado à Junta Comercial de Minas Gerais de R$ 88 mil, o equivalente a 88 mil cotas. A mãe, dona Inês Maria Neves Faria, repassou-lhe a maior parte das suas.

Em consequência, as 200 mil cotas da empresa ficaram assim distribuídas:  Andrea, 102 mil (51%); Aécio, 88 mil (44%); e dona Inês Maria, 10 mil (5%).

Foi a sétima alteração contratual da empresa, que iniciou atividades em 1986. Abaixo a última página do contrato.


A rádio Arco-Íris, além da Land Rover, era proprietária em 2011 de outros 11 veículos registrados no Departamento de Trânsito de Minas (Detran-MG).

Dos 12 veículos, seis são carros de passeio de luxo, em geral não utilizados para fins empresariais.

Mais surpreendentes foram as frequentes autuações dos veículos da Arco-Íris no Estado do Rio de Janeiro. Afinal, ela é retransmissora da rádio Jovem Pan FM, tem sede em BH, não possui departamento de Jornalismo e se atém a músicas para jovens.

As multas aplicadas em 2011 no Toyota Fielder (HEZ1502) e na Land Rover TDV8 Vogue (HMA 1003) decorreram de excesso de velocidade nas cidades de Búzios, Rio Bonito e Rio de Janeiro e em rodovias fluminenses. A informação é do Detran-MG. Abaixo uma do Toyota Fielder (HEZ1502) .


MILAGRE DOS PEIXES

Aécio governou Minas de janeiro de 2003 a abril de 2010. Durante os dois mandatos, a irmã Andrea comandou o Núcleo Gestor de Comunicação Social da Secretaria de Governo, criado por decreto em 3 de abril de 2003, pelo próprio governador.

O setor tinha as funções de:

1) coordenar, articular e acompanhar a execução de toda a política de comunicação social do Estado, inclusive a das secretarias, autarquias, empresas públicas e fundações estaduais;

2) decidir a alocação de recursos financeiros de toda a publicidade do Estado de Minas Gerais, sua administração direta e indireta, até mesmo das empresas controladas pelo poder público mineiro, bem como o patrocínio de eventos e ações culturais e esportivas.

De 2003 a 2010, as despesas com “divulgação governamental” somaram R$ 489 milhões. No primeiro mandato, foram R$ 157 milhões; no segundo, R$ 325 milhões, de acordo com o Sistema Integrado de Administração Financeira do Tesouro (Siafi).

Nesses valores não estão incluídos os gastos com publicidade de empresas públicas ou de economia mista controladas pelo Estado, como as companhias  Mineradora (Codemig), Energética (Cemig), Saneamento (Copasa) e Gás (Gasmig), assim como as do Banco de Desenvolvimento de Minas (BMDG) e Loteria estadual (LEMG). Eles totalizaram mais de R$ 325 milhões de 2003 a 2009, conforme o Tribunal de Contas do Estado.

Pois era Andrea que orientava, determinava e supervisionava quanto, quando, como e onde aplicar todos esses recursos do Estado e suas empresas, diretamente ou via agências de publicidade.

No decorrer das gestões do irmão-governador, o seu núcleo aplicou, a título de publicidade, dinheiro de estatais mineiras e da administração direta estadual na rádio Arco-Íris e em outras empresas de comunicação dos Neves.

Exatamente quanto não se sabe, pois o ex-procurador-geral Alceu José Marques Torres nem ao menos  investigou quanto de dinheiro público a rádio Arco-Íris recebeu.

Por falar em patrimônio, em fins de 2010, quando Aécio passou a ser oficialmente sócio da rádio Arco-Íris, o capital social registrado não representava o valor real. Somente os 12 veículos em nome da empresa valiam aproximadamente R$ 714 mil em maio de 2011. Já o valor comercial da emissora, de acordo com fontes do mercado, era de aproximadamente R$ 15 milhões.

Contudo, no início de 2010, ao registrar a candidatura ao Senado, Aécio declarou à Justiça Eleitoral patrimônio total de R$ 617.938,42. Um decréscimo de cerca de 20% em relação ao de 2006. Apenas a parte dele no valor dos automóveis da rádio Arco-Íris seria de R$ 314 mil!  Um milagre dos peixes às avessas.

BANJET, CODEMIG, BANDEIRANTES, IM: RELAÇÕES FAMILIARES E COMERCIAIS

Em 2011, o Minas Sem Censura fez outra denúncia contra o senador tucano: Aécio usava gratuitamente os jatinhos da Banjet Taxi Aéreo Ltda, para deslocamentos no Brasil e exterior. “Uma cortesia da empresa”, justificou-se na época.

A Banjet fazia parte do grupo do extinto Banco Bandeirantes, sendo seus donos os empresários Clemente Faria e Oswaldo Borges da Costa Filho.

Oswaldinho (como Oswaldo Borges da Costa Filho é conhecido em Minas) é casado com Beatriz Faria Borges da Costa, filha do banqueiro Gilberto de Andrade Faria, que foi padrasto de Aécio. Gilberto, falecido em 2008, casou-se em segundas núpcias com dona Inês Maria, com quem viveu durante 30 anos.

Clemente, morto em acidente aéreo em julho de 2012, é o outro filho do primeiro casamento do banqueiro Gilberto Faria. Clemente, portanto, era cunhado do Oswaldinho, seu sócio na Banjet.

Pois Oswaldinho e Clemente eram sócios em outras empresas, entre elas a Star Diamante Ltda (nome fantasia Starminas), criada em setembro de 2003. Em 4 de fevereiro de 2004, Clemente transferiu todas as suas cotas para Oswaldo Borges da Costa Neto, que já era sócio, e Oswaldinho, a quase totalidade. Costa Neto é  filho de Oswaldinho e ficou com 259.999 cotas das 260 mil cotas da empresa. Abaixo fragmento da última página do contrato social de constituição dela.


A essa altura, Oswaldo Borges da Costa Filho  já presidia a Companhia Mineradora de Minas (Comig), como mostra nota publicada pelo jornal Estado de Minas  em 24 de setembro de 2003, página 17.
No final de 2003, a Comig teve nome e objeto social alterados para Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig).

Codemig é uma empresa pública e como tal o diretor-presidente deve ser eleito pelo seu conselho. Mas, na prática, é quem o governador indicar. Em 2003, com Aécio no poder, Oswaldinho  – genro do padrasto de Aécio — passou a presidir a Comig, depois a Codemig, cargo que ocupa até hoje.

Não haveria aí conflito de interesses?

Explico. A mineração é uma das áreas de atuação da Codemig. Além disso, Oswaldo Borges da Costa Filho era sócio ou integrava a diretoria de várias empresas, segundo levantamento feito na Junta Comercial de Minas Gerais em 16 de maio de 2011. Entre elas, a Minasmáquinas S/A e a Bamaq S/A – Bandeirantes Máquinas e Equipamentos, que também pertenceram ao grupo do extinto Banco Bandeirantes e mantêm relações comerciais com o Estado de Minas Gerais, segundo o Minas Sem Censura.

Curiosamente, um dos endereços do liquidado Banco Bandeirantes — Avenida Rio de Janeiro, 600,  Belo Horizonte – era o mesmo da IM Participações e Administração Ltda.

Gilberto Faria, relembramos,  era dono do extinto Banco Bandeirantes e  foi padrasto de Aécio.

A IM, por sua vez, tem como sócios os irmãos Neves da Cunha — Aécio, Andrea e Ângela, a mais nova do clã.  A mãe é a administradora. Dona Inês Maria atuou também na gestão do Bandeirantes e foi sócia do marido, o banqueiro Gilberto Faria, em algumas empresas, como a Trevo Seguradora.

A investigação pedida pela oposição mineira poderia esclarecer, por exemplo, se houve alguma triangulação entre o Banco Bandeirantes e a IM.

ASSESSORIA DE AÉCIO: ”MOTIVAÇÃO MERAMENTE POLÍTICA”

Esta repórter buscou falar com o senador e a irmã, para saber o que teriam a dizer sobre as representações feitas contra ambos pelo Minas Sem Censura.

Foram muitos e-mails e  telefonemas para o gabinete de Aécio, em Brasília, com a secretária driblando: “os assessores de imprensa estão em Minas”, “estou tentando contatá-los, mas não consigo”.

Até que, depois de muita insistência, veio esta resposta:

A assessoria do senador Aécio Neves informa que se trata de antigas iniciativas de dois deputados de oposição ao PSDB de Minas Gerais, amplamente noticiadas à época e sobre as quais foram prestados todos os esclarecimentos. É nítida a motivação meramente política das mesmas. Registre-se que uma delas chegou a ser apresentada por duas vezes, tendo sido, nas duas ocasiões, investigada e arquivada por falta de fundamento.

De Andrea, nenhum retorno. Em 2003, o então governador Aécio Neves nomeou-a para a presidência do Servas (Serviço Voluntário de Assistência Social), cargo que ocupa até hoje. Está na terceira gestão. O site da entidade informa:

O Serviço Voluntário de Assistência Social – Servas é uma associação civil, de direito privado, sem fins econômicos, que tem como objetivo promover e executar ações sociais em Minas Gerais, dotado de autonomia administrativa, financeira e operacional. É reconhecido como entidade de utilidade pública nos níveis municipal, estadual e federal. Existe desde 1951.

Andrea Neves da Cunha permanece na presidência do Servas, de janeiro de 2011 até a presente data, dando continuidade aos programas já existentes, em parceria com o Governo de Minas, empresas e entidades de classe.

Após vários e-mails e telefonemas ao setor de Comunicação do Servas nos últimos 25 dias, a chefe do setor alegou: “Andrea está de férias, não posso encaminhar para ela”.

Em resposta a mais um e-mail enviado por esta repórter, ela respondeu nessa quinta-feira 14: “A senhora Andrea já retornou de férias, mas ainda não pude tratar com ela sobre seu pedido. Havendo um retorno, informo”.

DENÚNCIA CONTRA AÉCIO E ANDREA NA GAVETA DE GURGEL HÁ QUASE 23 MESES

Em 31 de maio de 2011,os deputados Sávio de Souza Cruz, Antonio Júlio e Rogério Correia entregaram nas mãos do procurador-geral da República, em Brasília, a representação contra Aécio e Andrea.

Gurgel fez questão de ir com os parlamentares até o setor de protocolo da Procuradoria Geral da República (PGR). Aí, a representação recebeu o número 1.00.000.006651/2011-19.

“Ligávamos de vez em para o setor de protocolo e a informação era de que não havia novidade”, diz  Correia. “Sabíamos apenas que a representação não havia sido arquivada nem inquérito aberto.”

“No dia 29 de janeiro, ligamos e nos disseram que no dia 18 de dezembro de 2012, a Coordenadoria de Comunicações Administrativas (CCA) remeteu a representação e um relatório para o doutor Gurgel”, acrescenta Correia. “Nos disseram que estão na mesa dele.”

Ao Viomundo, a Secretaria de Comunicação da PGR limitou-se a dizer antes do Carnaval: “O documento protocolado pelos deputados encontra-se em análise no gabinete do procurador-geral”.

Nesta sexta-feira 15, voltamos a contatar a Secretaria de Comunicação da PGR para saber se havia tido alguma mudança  nesse período. A resposta foi “não“.

Fontes da própria PGR nos disseram que até 28 de janeiro de 2013 — portanto, um dia após Correia ligar para lá — não havia sido dado qualquer despacho na representação protocolada em 31 de maio de 2011, que continua na gaveta do procurador.

Oficialmente não é da alçada da CCA dar parecer jurídico sobre qualquer representação. É um setor grande da PGR. Aí, ficam expediente, protocolo, arquivo, publicação.

Além disso, mesmo não existindo arquivamento, o status da representação dos deputados mineiros contra Aécio e Andrea estava gravado como “arquivado” no sistema. Isso sempre acontece quando o processo está parado há mais três meses.

“Diante de todas essas denúncias, não há outra saída para doutor o Roberto Gurgel a não ser abrir inquérito junto ao STF contra Aécio Neves”, espera Rogério Correia. “Do contrário, ele estará prevaricando.” Sávio Souza Cruz afirma: “Espero que o procurador-geral da República cumpra a Constituição”.

A propósito. Enquanto a representação contra Aécio e Andrea Neves dorme há quase 23 meses na gaveta de Gurgel, ele decidiu, em cinco meses, o destino das acusações feitas em setembro de 2012 pelo publicitário Marcos Valério de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria recebido vantagens financeiras do esquema do mensalão.

No dia 6 de fevereiro, o procurador-geral resolveu mandar para Minas o processo. Nessa quinta 14, o Ministério Público Federal (MPF), em Belo Horizonte, recebeu o depoimento de Valério contra Lula.

“A denúncia de Marcos Valério, réu já condenado, querendo benefício para reduzir pena, foi rapidamente remetida ao MPF  para investigação”, compara Correia. ” Já a de duas bancadas, representando 19 deputados estaduais, contra Aécio e Andrea está sem nenhuma providência desde maio de 2011.”

“Parece que o Marcos Valério, como fonte de denúncia, tem mais credibilidade para o procurador-geral do que as bancadas estaduais de Minas dos dois maiores partidos do Brasil”, diz Sávio Souza Cruz. Correia finaliza: “É o cúmulo do partidarismo”.

 

Amaral: Aécio mente !

E a Fel-lha finge que é independente.

 
Ilustração do Facebook do Partido dos Trabalhadores
O Conversa Afiada republica incontestável análise de Ricardo Amaral, autor de um imperdível perfil da Presidenta, “A Vida Quer é Coragem”.

Foi inicialmente publicado o Nassif:

No caso Cláudio, o piloto mentiu, por Ricardo Amaral



Ricardo Batista Amaral

No artigo que publicou na Folha de S. Paulo, o candidato tucano Aécio Neves procura reduzir o escândalo do aeroporto de Cláudio a um “equívoco”: ter utilizado uma pista de pouso sem saber se ela estava homologada pela ANAC. Gasta o tempo do leitor tentando explicar a disputa judicial pelo valor da desapropriação das terras do tio, como se isso fosse o mais relevante num caso de patrimonialismo escancarado. De quebra, confessa que, “por escrúpulo”, negou à população da paupérrima Montezuma o direito a uma estrada asfaltada, mas distraidamente deixou asfaltar uma pista de pouso que serve a ele e ao latifúndio de sua família no município. É comovente, mas voa longe da verdade.

Levando em conta a entrevista do candidato ao Jornal Nacional, as duas notas de sua assessoria e o artigo na Folha, o foco desse caso continua sendo:  Aécio Mente.

1)
Ele disse que era uma pista de terra que foi reformada. Falso. É só ver o edital para construção econferir a transformação da área pelo Google Earth.Foi feita uma pista novinha, de 14 milhões, sem aproveitar necas da velha.

2)
Ele disse que seu governo fez mais de 30 aeroportos no interior. Falso. Ele fez dois: o da Zona da Mata e o de Cláudio. E 8 reformas, de 14 anunciadas.

3)
Ele disse que Cláudio é um pólo com mais de 300 indústrias, produzindo para exportar. Falso.Claudio tem hoje  63 fundições de ferro e alumínio. É responsável por 0,002% das exportações do país.

4)
Ele disse que a obra foi decidida por critérios técnicos. Quais, numa cidade de 28 mil habitantes, localizada a menos de 70 quilômetros de dois aeroportos regionais?

5)
Ele disse que o aeroporto não beneficia a família. Falso, por óbvio. O que é melhor: ter uma fazenda perto ou distante da rodovia? Perto ou distante de um aeroporto? Com um aeroporto dentro (a cerca só isola o aeroporto da rodovia, não da fazenda), melhor ainda, não é? O valor da desapropriação é troco perto da valorização das terras.

6)
Ele levou onze dias para admitir o que todos desconfiavam: usou, sim, a pista. O nome mais suave para esse comportamento é dissimulação.


Aproveito para comentar uma pergunta que ronda a cabeça de muita gente:


Por que a Folha publicou a matéria do Aecioporto?

1)
Porque a imprensa brasileira vive sua maior crise de credibilidade desde o êxito da Copa. Atolou-se na pauta da oposição e precisa mostrar alguma independência ao público lesado. O custo-benefício da operação favorece o jornal, que não vai trocar de candidato.

2)
Porque a FSP sempre agiu assim: eventualmente bate em um aliado, mas não abre mão de cobrir o PT deforma sistematicamente crítica. Essa é a diferença de tratamento, disfarçada por matérias pontuais para sustentar suposta “isenção”.

3)
Porque precisa dizer ao seu  candidato (a quem considera o futuro presidente) que a FSP não é oEstado de Minas: “Tu és nosso, mas não somos tua”. É um chega pra lá preventivo em dona  Andréa Neves. Só quem pode mandar na Folha é o Serra, que por sinal também deve ter sido surpreendido, pois a  pauta veio de Minas.

4)
Porque pretendeu fazer uma operação cirúrgica sobre um tema explosivo. Deu manchete no impresso, mas escondeu o caso na home do UOL, que é a verdadeira metralhadora da casa. Manteve o assunto em pauta, mas não foi a Montezuma. O editorial ambivalente de domingo é apenas isso: um editorial ambivalente.

O PT pode esperar por pancadaria brava daqui em diante, mas ficou no direito de reivindicar isonomia: o espaço que a FSP e o Jornal Nacional deram para Aécio Neves se defender é maior do que tudo que já se deu aos petistas acusados de qualquer coisa nos últimos tempos.



Clique aqui para ler “Aécio, quem é o Oswaldinho ?”.

Aqui para ler “Aécio confessa por escrito !”.

E aqui para ler “Cerra vai ‘cristianizar’ Aecioporto ?”.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

RETÓRICA VAZIA, EGOÍSMO COMPLETO !

Hoje, um ex-aluno e leitor veio dizer, no Twitter, que “não consegue confiar no governo federal” e que este “não fez nada em quatro anos que inspirasse confiança”. Pedi que fosse mais específico em suas críticas, já que é impossível esclarecer o que quer que seja quando alguém se entrega a generalizações. A resposta dele? “As jornadas de junho comprovam” e pronto.
Suspiro.
Pra piorar, mesmo não apresentando um único argumento que sustentasse sua posição, ele imediatamente disse que eu defendia “cegamente” o governo. É o tipo de retórica mais canalha que existe: você ataca, ataca, ataca (mesmo sem argumentos); quando o outro defende, ELE é o “radical”, o “cego”.
Sabem qual é o problema desses coxinhas? Eles não podem dizer o que querem de verdade: “O governo pensa mais nos pobres do que em mim!”, então precisam ficar inventando desculpa. “Podia estar melhor”, “O ‘mercado’ não quer Dilma”, blablabla. Não sabem o que foi viver no Brasil na era FHC. Não sabem o que era o desemprego que levava gente com curso superior a fazer prova pra gari. Não sabem o que é ter que escolher entre almoço e jantar – com sorte. O que é um moleque de 9 anos ter que trabalhar pra ajudar em casa. Nao sabem o que era estudar numa universidade federal sucateada e sob ameaça constante de privatização. Não sabem o que era viver de um salário mínimo que não dava pra comprar UMA cesta básica (hoje compra mais de duas). Então ficam no “blablajornadasdejunhoblablamensalãofoiopiorcasodecorrupçãodahistóriablabla”.
Sejam honestos, porra! Digam: “PENSO SÓ EM MIM”.
Não falem de corrupção pra atacar um governo que fez o que FHC e o PSDB não fizeram e não fazem: permitiu investigação. É MUITO FÁCIL bancar o honesto quando se mantém a imprensa amordaçada. Foi só sair de MG que os podres de Aécio começaram a surgir. Aliás, surgir FORA de Minas, porque aqui os principais jornais continuam calados.
Estou cansado de ter que rebater retórica vazia. Como seria bom ter uma oposição que pensasse, que permitisse debate de igual pra igual. Em vez disso, tenho que passar raiva ouvindo gente falar de “mensalão” e perguntando “quando PT vai devolver dinheiro público”. QUE DINHEIRO PÚBLICO? MESMO aceitando que mensalão foi compra de votos (e não foi; foi caixa 2), não houve dinheiro público envolvido. Dinheiro público foram os 100 BILHÕES que a privataria custou ao nosso patrimônio. Mas isso esses idiotas preferem ignorar.
Chega uma hora em que isso começa a cansar.
Ok, eu oferecerei alguns argumentos, mesmo que ele não tenha conseguido:
PIB em bilhões de reais
2002 – 1.477
2013 -4.837
Fonte IPEA
Falências requeridas
2002 -19.891
2013 – 1.758
Fonte IPEA
Inflação
2002 – 12,53%
2013 – 5,91%
Fonte IPEA
Desemprego % mês dezembro
2002 – 10,5
2013 – 4,3
Fonte IPEA
Juros selic
2002-24,9%
2013-11%
Fonte IPEA
Divida pública % do PIB
2002-60,4%
2013-33,8%
Fonte ANDIFES
Salário mínimo em reais
2002- 364,84
2014-724,00
Fonte IPEA
Taxa de pobreza %
2002-34%
2012-15%
Fonte IPEA
IDH
2000-0,669
2005-0,699
2012-0,730
Fonte Estadao
Reservas cambiais em bilhões
2002-38
2013-375
Fonte IPEA Banco mundial
Gastos públicos saúde
2002-28bi
2013-106bi
Fonte orçamento federal
Gastos públicos educação
2002-17bi
2013-94bi
Fonte orçamento federal
Risco Brasil
2002-1.446
2013-224
Fonte IPEA
Economia mundial
2002-14a economia mundial
2013-6a economia mundial.
E mais: como lembrou um leitor, entre 1994 e 2002, houve apenas 48 operações da Polícia Federal; entre 2003 e 2012, houve 1.273 operações, com mais de 15 MIL presos. Em 2003, a Justiça Federal tinha 100 varas pelo país; em 2010, já tinha 513.
Às vezes, penso que Lula e Dilma não deveriam ter dado independência à PF e à Procuradoria-geral. Parece que o pessoal preferia antes, quando nada era investigado e ninguém era punido.
Mas nem seria necessário citar todos esses dados. Como lembrou outro leitor, só por ter reduzido a miséria no Brasil PELA METADE este governo já foi revolucionário e mereceria todos os aplausos do mundo.
Em vez disso, porém, sou obrigado a escutar retórica vazia, sem base e calcada no preconceito e no mais intenso elitismo.
E – VEJAM QUE BELEZA – AINDA ME PREJUDICO PROFISSIONALMENTE, perdendo leitores.
“Eu gostaria mais do Pablo se ele falasse só de Cinema”.
E eu seria mais feliz se pudesse fazê-lo. Mas sou cidadão em primeiro lugar. E me recuso a ficar calado e contribuir, por inação, para que o país retroceda nas mãos daqueles que por décadas só se preocuparam em encher os próprios bolsos e em ignorar as necessidades de uma população que merece muito mais do que só uma refeição miserável ao dia.

Aécio, o menino de ontem.

Camille Claudel  e  Laerte Braga 
"Fulano é um menino de ontem".
Essa era uma expressão que ouvia lá em casa para definir as pessoas adultas mas também imaturas ou de certo modo ultrapassadas. Observando toda a história pregressa de um certo político mineiro, concluí que a expressão se encaixa perfeitamente nele. “Aécio Neves é um menino de ontem”. A expressão se encaixa perfeitamente no aspecto político, pois o ex-governador de Minas Gerais representa o Brasil das elites brancas, do capital e dos neoliberalistas, páginas passadas da política brasileira que não podem se repetir. Além disso, a história dele tem nas entranhas da sua candidatura os elementos mais retrógrados da época ditatorial brasileira.

Em 1960, Aécio Neves da Cunha nasceu, filho de Aécio da Cunha e Maria Inês. O pai foi deputado federal pelo antigo Partido Republicano de Artur Bernardes e a mãe é filha do ex-presidente Tancredo Neves. Com a separação dos pais foi viver com o avô Tancredo e a avó Risoleta.Sua mãe tornou a casar-se com Gilberto Farias, ex-dono do Banco Real, fundador do Banco Bandeirantes e atual acionista majoritário da CREFISA, que opera na área de empréstimos a consumidores e investimentos.

As dificuldades criadas por Aécio em seu processo de crescimento levaram o avô a enviá-lo ao Rio, aos cuidados da mãe, que não conseguindo mudar o estilo playboy de vida, mandou-o a Juiz de Fora em Minas. Lá, residia o general Roberto Neves, irmão de Tancredo, que assumiu o compromisso de impor ao jovem problema, um regime mais duro de criação. O militar não obteve sucesso. Na tentativa de encaminhar o neto que se encontrava próximo ao universo das drogas Tancredo o trouxe para perto de si, fez dele seu assessor político, embora o neto não demonstrasse nenhum apetite por política.

Com a morte do avô, Aécio voltou ao Rio, de onde na verdade nunca saíra, até ser convencido, a contragosto, a candidatar-se a prefeito de Belo Horizonte, pois o sobrenome e condição de neto do ex-presidente abriam portas políticas para o PSDB. Perdeu as eleições para prefeito, mas acabou eleito deputado federal, mandato para o qual foi reeleito e em 2000, apoiado pelo grupo mineiro do PSDB e de estados do Nordeste, acabou eleito presidente da Câmara dos Deputados, em aberto confronto com o candidato oficial do governo FHC, Inocêncio Oliveira de Pernambuco.

Eleito governador de Minas em 2002, reeleito em 2006, transformou o estado numa espécie de propriedade privada de seu grupo político, montou uma verdadeira máquina de propaganda com familiares no comando, criou mecanismos de censura à imprensa (documentados em vídeo encontrável no GOOGLE) e mesmo com a falência geral do estado, conseguiu eleger seu sucessor, mais pela fraqueza dos adversários que propriamente por sua força e terminou senador.

Em duas oportunidades, 2006 e 2010 tentou ser o candidato presidencial dos tucanos e perdeu a indicação. A primeira para Geraldo Alckmin e a segunda para José Serra, de quem é inimigo mortal.
Acusado de desviar verbas da saúde, através do seu secretário Marcus Pestana (deputado federal e presidente estadual do PSDB), responde a processo no Tribunal de Justiça de Minas Gerais na condição de indiciado.

Com as disputas internas dentro do seu partido, José Serra planejava uma terceira candidatura, Aécio começa a ter expostos os atos corruptos de seu governo, como os aeroportos clandestinos em Cláudio, terra de sua avó e em Montezuma, MG, onde é sócio de uma empresa.

Toda a força de Aécio é atribuída a sua irmã Andréa Neves, que na juventude curiosamente flertou com a esquerda, e ao ex-governador Antônio Anastasia, um técnico que virou político (autor do projeto que, na Constituinte, criou o fator previdenciário prejudicando milhões de aposentados e trabalhadores em vias de aposentadoria).

Incapaz de recitar o alfabeto, fala o A, engasga no B e tropeça no C, cai e não levanta mais, é o candidato tucano a presidente e sofre bombardeio de seus próprios aliados,principalmente do PSDB paulista e especificamente José Serra.

(Quando jovem flertou com o comunismo e participou do Congresso Mundial de Jovens em Moscou (fotos disponíveis no GOOGLE e já publicadas pela mídia brasileira). Segundo seus amigos foi muito mais por conta de um rabo de saia que lhe interessava que propriamente por simpatia ao marxismo.)

É ligado ao senador José Perrela e seu filho Gustavo Perrela, donos do helicóptero preso no Espírito Santo com 450 quilos de cocaína, há acusações de uso e tráfico de drogas (no aeroporto próximo ao de Cláudio a Policia Federal apreendeu 60 quilos de cocaína e há suspeitas de poucos de traficantes no aeroporto particular naquela cidade).
Tem dificuldades sérias em todas as sabatinas para responder sobre o problema. Via de regra contorna e trata de outros assuntos,Patina nas pesquisas, começa a perder apoio popular dentro de Minas, embora ainda seja o favorito no estado e tenha muita simpatia de alguns setores da mídia, com exceção das que são ligadas a seu mais fervoroso adversário, Serra. 

Foi preso dirigindo alcoolizado no Rio, na Lagoa, em blitz policial e sua carteira estava vencida. Recusou-se a submeter-se ao teste do bafômetro e pouco tempo depois foi fotografado completamente bêbado num bar do Leblon, distribuindo notas de cem aos garçons, cozinheiros e gerente. Tem o apoio de FHC, mas sofre pesado bombardeio de jornais, como FOLHA DE SÃO PAULO, ligados a Serra. Em uma clara tentativa de provocar a renúncia da candidatura do ex-governador mineiro e substituição pelo próprio Serra. Um delírio do atual candidato ao Senado por São Paulo. 

Este perfil retrógado do “menino de ontem”, nada combina com a conjuntura atual do país. O Brasil é uma das lideranças do BRICS e trabalha em conjunto com outros países da América latina. Rechaça a ALCA, (proposta de
livre comércio nas Américas feita pelos EUA sem tarifas alfandegárias que ignora Cuba) baluarte do governo de FHC. Este bloco econômico, sabiamente recusado pelo Brasil, foi muito bem definido pelo ministro Celso Amorim em entrevista para ISTOÉ aqui(http://www.vermelho.org.br/rr/noticia/10140-.) “Não foi um fracasso, ao contrário, conseguimos desmontar um esquema que seria ruim para nós.

A ALCA, do jeito que estava desenhada, seria prejudicial aos interesses dos empresários e dos trabalhadores brasileiros. Não poderíamos desenvolver a indústria naval como estamos fazendo porque isso depende do dinheiro do governo e os americanos não queriam permitir tal financiamento público. Não poderíamos manter uma política de remédios baratos para o povo porque isso significa ter normas sobre patentes mais flexíveis, que os Estados Unidos não aceitavam. Também na questão dos subsídios agrícolas, que nós combatemos, não teria sido possível avançar. 
Por isso, paralisar as negociações da Alca, da maneira que estava colocada, não foi uma 

derrota, mas uma vitória para o Brasil”, disse. Um bom exemplo é a situação do México com a NAFTA (área de livre comercio entre países da América do Norte) com a implantação de maquiladoras, fábricas onde apenas se terceiriza a mão de obra. Esse é um exemplo da política econômica que inspira Aécio e seus assessores. Um destes assessores e conhecido ministro da era FHC, é Armínio Fraga. Armínio é o homem que representa as ideias de George Soros no Brasil. Mas a mídia prefere essa política, pois, faz para seus megainvestidores, que tem no capital internacional como Murdoch, seus principais sócios. Por isso, nada pode sombrear essa candidatura mesmo que escândalos pululem.



"Na mídia brasileira a oposição não rouba, comete deslize", como afirma o repórter investigativo, Stanley Burburinho. Assim, podemos definir o que se passa nos noticiários ao nosso redor. Essa é a coisa que mais intriga e revolta a quem pensa as notícias no Brasil com seriedade, honradez e transparência. A maneira como são contadas as histórias que muda com contundência em determinados momentos, e usa eufemismos em outros, dependendo de quem é o objeto da notícia.



A última história apurada pela Folha, mesmo com termos delicados, é que o governo de Minas Gerais, no segundo mandato de Aécio, construiu um aeroporto em terra de sua família. Há algum tempo, houve o primeiro escândalo, dentre muitos, envolvendo o PSDB, que chegou perto do principal candidato de oposição da direita: um avião propriedade de Gustavo Perrella (SDD como citado acima, no entanto nada aconteceu até o momento. Logo depois, descobriu-se que o então governador Aécio presenteou seu tio-avô com 14 milhões, sim ... pois esse é o valor estimativo de um aeroporto que liga as fazendas da prima e tio. O aeroporto ainda se encontra sem homologação da ANAC, principal órgão de fiscalização no país, porque não mandou nenhuma a documentação.



Em um jogo de palavras, saiu na web, chistes de um aeroporto dos "confins" particulares. Clara alusão com o maior aeroporto de Minas chamado dos Confins. O novo

aeroporto construído por Aécio Neves é na cidade de Claudio. Dados mais recentes, dão conta que a empreiteira que o construiu, recebendo os 14 milhões em 2010, ainda é fiel escudeira de Aécio em doações de campanha. Outras informações, mostram um aeroporto erguido em uma cidade rural que não tem ambulâncias e sofre com problema de abastecimento de água, entre outras coisas.



Além disso, um tio do candidato à presidência, desapropriou a terra, mas continua na prática dono dela, pois o aeroporto só funciona com autorização dele. O tio do candidato foi desapropriado, mas contesta na justiça o que o governo do estado pagou por ela. A sorte é que o candidato de oposição tem esse forte apreço da mídia que interpreta com eufemismos os escândalos .... mas aqueles homens e mulheres que reconhecem um perigo na volta da corrupção velada, sempre tão escondido que foi no nosso pais na ditadura e até pouco tempo quando um presidente privatizou e dissolveu conselhos de fiscalização, abafando qualquer investigação aqui http://www.blogdacidadania.com.br/2014/04/como-o-psdb-enterrou-a-cp... temos uma lembrança do "engavetador geral " apelido dado aos procurador na era FHC que assombra até hoje, aqui http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/05/ engavetador-geral-do-governo-fhc-recebeu-dinheiro-de-carlinhos-cachoeira.html e quando não tínhamos órgão de transparência e a liberdade de falar. Hoje no combate a corrupção os casos são mais investigados e a imprensa tem mais liberdade a informação. Infelizmente a imprensa tem utilizado mal os poderes que tem.



Cada vez mais temos portais de transparência governamentais. Coisa única feita por essas bandas onde o povo só agora tem acesso a cada ação de governo por determinação do governo federal. Da parte de Aécio, os escândalos pipocam, pululam e ululam. Há aquele envolvendo nepotismo, quando no seu segundo mandato nomeou o primo Fernando Tolentino, como um dos assessores de governo numa trilha de caros de confiança. Ainda segundo investigações jornalísticas, o menino Aécio teria colocado mais 8 parentes para cargos de confiança.



(Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2014/07/aecio-usa-le... ).



Especula-se também que os aeroportos de Montezuma e Claudio poderiam ser usados para evasão de riquezas, (Será) já que sem registros, e em particular um metal raro conhecido como Nióbio. O Brasil possui esta riqueza em maior escala que em qualquer outro lugar do mundo. O metal é utilizado na indústria crescente de alta tecnologia, necessário na liga de ações especiais que resiste a altíssimas temperaturas.



Um elemento químico fundamental na fabricação de todo tipo de produto tecnológico de gasodutos a piercings, da indústria aeroespacial, nuclear a lentes óticas, turbinas de avião, automóveis é muito controvertido e tem potencial para mudar a história econômica no Brasil se é que me faço clara. fonte e aqui http://sergiorochareporter.com.br/acao-bilionaria-envolve-aecio-e-a... temos diversos dados, denúncias em câmara envolvendo as questões de concessão de minérios aqui https://www.youtube.com/watch?v=LPo0q2-IIMI e até hoje um jornalista se encontra preso em Minas por denúncias gravíssimas e dignas de investigação urgente aqui http://limpinhoecheiroso.com/2014/01/22/na-terra-do-aecio-jornalist..., o nos lembra outro escândalo envolvendo Aécio jornalistas presos e censura da imprensa no reino do Senador aqui https://www.youtube.com/watch?v=_gsasZAo9X0 )



A censura na imprensa de Minas é de domínio internacional facilmente encontradas referências no Google, https://www.youtube.com/watch?v=GO9m29mpi30 além existem denúncias no legislativo em plenário e constatação geral que as coisas em Minas Gerais não são como saem nos noticiários são amplamente abafadas pelos assessores do menino do refúgio de “Versailhes (nome que dá a sua grandiosa propriedade em Claudio) . Esquemas ligados a manipulação de informações onde o “Rei Sol Aécio” pareça realmente uma figura perfeita apesar dos inúmeros retoques, interessa a grupos estrangeiros e grupos que se auto intitulam como aristocratas aqui https://www.youtube.com/watch?v=7nL0IFghHz8 e aqui https://www.youtube.com/watch?v=thzrVXMd8Iw.



A grande discussão sobre Aécio quebrar o estado de Minas passa pelo uso desse mesmo estado para o projeto de alguns grupos de colocá-lo no poder a qualquer preço, pois ele seria o arcabouço do presidente ideal para as oligarquias, agronegócio, banqueiros internacionais, vide caso recente do Santander que toca uma estreita ligação com o candidato da direita e seita ultraconservadora OPUS DEI que por sua vez teve franca ligação com ditadura franquista na Espanha aqui (http//www.pranselmomelo.com.br/2012/01/banco-santander-opus-dei-e-vaticano.html), após se encontrar em meio à crise da Espanha onde passou diversos atropelos e continua com dívida aqui http://www.labolsa.com/finanzas/banco+santander+particulares , demonstrou seu claro interesse em eleger Aécio Neves seja por sua política econômica que retorna ao neoliberalismo e logo privatizações, seja pelo fato que se especula no interesse do Santander em bancos brasileiros de sucesso que poderiam ser vendidos aos espanhóis caso Aécio chegasse ao poder, ou uma rápida expansão segundo alguns analistas verso os novos emergentes brasileiros, em comum comunidades pacificadas onde eles se apressaram a montar filial no Rio.



Ministério público investiga já família há cerca de trinta anos : ( https://twitter.com/MGsemcensura/status/492400602568478721/photo/1) e aqui ( http://www.bahianoticias.com.br/estadao/noticia/43986-aeroporto-que... ) e aqui

( http://www.bahianoticias.com.br/estadao/noticia/44126-minas-preve-a... )

e sempre houve Confusão entre público e privado (https://twitter.com/MGsemcensura/status/492400602568478721/photo/1) A pergunta que fica no ar e é: esses aeroporto sem registro quem usou, quem usa como se dáseu uso e que ligação tem com nióbio e minérios brasileiros em geral e qualquer outra atividade ilegal? E quanto as terras frutos de grilagem? Aqui( http://luizmullerpt.wordpress.com/tag/aeroporto/ )

As perguntas que ficam exatamente é por que não está regular, legal? Imprescindível uma investigação mais aprofundada, que realmente se realiza e nos dê retorno mesmo em Minas. Aqui (http://www.brasildefato.com.br/node/29304 ))



Um aeroporto feito com dinheiro público é coisa séria e não pode ser esquecida, não serve ao público que o financiou porquê? É da família? E a quem e no que mais serve?