Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Mais escândalos tucanos para a Justiça engavetar

FHC AÉCIO

O processo do mensalão tucano contra o ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB) segue parado desde março de 2014, quando caiu do STF para Justiça de Minas Gerais. Apesar de a ação ter saído do Supremo pronta para julgamento.
Demorou um ano para o processo caminhar, ou se arrastar, até as mãos da juíza substituta da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, Melissa Pinheiro Costa Lage. No dia 30 de outubro, o caso completou sete meses em suas mãos à espera de sentença, mas a magistrada se finge de morta.
O mensalão tucano é considerado embrião do mensalão petista e apontado pelo Ministério Público Federal como um esquema de desvio de R$ 3,5 milhões (cerca de R$ 14 milhões, corrigidos) de empresas públicas mineiras para financiar a fracassada campanha de reeleição do ex-governador tucano Eduardo Azeredo, em 1998.
Em 2014, Azeredo era deputado federal e renunciou ao cargo para que o processo voltasse à primeira instância, onde são possíveis mais recursos. Com 67 anos, Azeredo chegará aos 70 em 2018, quando as acusações contra si prescreverão e ficarão impunes.
Desde março, o ex-governador é diretor executivo da Fiemg (Federação de Indústrias de Minas) e tem um salário de R$ 25 mil. Ele e os outros réus do caso sempre negaram as acusações.
No passo em que o processo caminha, dificilmente terá algum desfecho antes da prescrição, pois de qualquer sentença haverá recurso até chegar ao STF novamente, quando ainda levará mais tempo para voltar a ser apreciado. A impunidade de Azeredo, devido a esse tempo todo em que seu processo ficou parado, é líquida e certa.
Até os personagens corruptores envolvidos no mensalão tucano são quase iguais aos do mensalão petista. Além disso, não há razão para que o processo não caminhe. Apesar de, anualmente, algum jornal, para cumprir tabela, noticiar o absurdo dessa paralisia, a Justiça mineira simplesmente faz ouvidos moucos e pronto. Fica por isso mesmo.
Diante de tal escândalo, há pouca expectativa de que novos escândalos envolvendo o PSDB noticiados no fim de semana resultem em qualquer tipo de constrangimento para os envolvidos ou para o partido.
Um desses escândalos envolve o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Laudo da Polícia Federal recém-divulgado revelou que a Construtora Norberto Odebrecht pagou R$ 975 mil ao Instituto Fernando Henrique Cardoso entre dezembro de 2011 e dezembro de 2012. Foram 11 pagamentos mensais de R$ 75 mil e um de R$ 150 mil.
A investigação revela que os valores foram pagos ao ex-presidente em troca de uma palestra, mas a Polícia Federal diz não haver elementos que mostrem que tal palestra foi dada. Desse modo, não se sabe a troco de que os pagamentos foram feitos ao ex-presidente.
Assim como os pagamentos feitos pela mesma empreiteira ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a troco de palestras estão registrados na contabilidade de seu instituto, os pagamentos feitos ao ex-presidente tucano também estão.
Não há diferença alguma entre os dois casos. Se os inimigos do PT disserem que a Odebrechet pagou Lula para obter favores do governo federal devido à influência do petista nesse governo, os inimigos do PSDB poderão dizer que a empreiteira pagou FHC devido à influência do tucano no governo do Estado de São Paulo.
A única diferença entre os dois casos é que aquele que envolve o petista desencadeou inquérito contra ele, enquanto que o caso envolvendo o tucano não desencadeou coisa alguma.
O mais engraçado em tudo isso é que, recentemente, o ex-presidente tucano deu entrevista ao programa Roda Viva, veiculado por emissora pública controlada pelo governo estadual de seu partido em São Paulo, e, nesse programa, acusou Lula de ter recebido dinheiro da Odebrechet para lhe dar palestra e não a deu.
Confira, abaixo, trecho do programa em que FHC dá essa declaração.
No mesmo fim de semana, surge acusação contra o ex-governador mineiro e candidato derrotado a presidente em 2014 Aécio Neves, outro tucano que vive fazendo acusações de abusos éticos contra adversários políticos.
Desta vez, porém, a iniciativa da investigação nem mesmo partiu de autoridades policialescas como a PF ou o Ministério Público; a investigação foi feita, autonomamente, pelo jornal Folha de São Paulo, que, através da lei de acesso à informação, conseguiu do governo do Estado de Minas Gerais relação dos 1.423 voos feitos entre janeiro de 2003 e março de 2010 nos quais o nome de Aécio figura como solicitante.
O resultado é impressionante. A legislação mineira que disciplina o uso das aeronaves oficiais se resume ao decreto 44.028 e à resolução 3, ambos de 2005. O decreto define que “a utilização das aeronaves oficiais será feita, exclusivamente, no âmbito da administração pública estadual (…) para desempenho de atividades próprias dos serviços públicos.”
A resolução, que regulamenta o decreto, estabelece que as aeronaves “destinam-se ao transporte do governador, vice-governador, secretários de Estado, ao presidente da Assembleia Legislativa e outras autoridades públicas ou agentes públicos, quando integrantes de comitivas dos titulares dos cargos”.
Registros do Gabinete Militar de Minas Gerais mostram que durante o governo do tucano Aécio Neves aeronaves do Estado foram cedidas para deslocamentos de políticos, celebridades, empresários e outras pessoas de fora da administração pública a pedido do então governador mineiro.
Em 198 dos 1423 voos pesquisados pela Folha não houve a presença nem de Aécio nem de agentes públicos autorizados pela legislação a usar essas aeronaves, como secretários de Estado, vice-governador e o presidente da Assembleia Legislativa.
Mais comprometedor ainda é o fato de que os transportados são celebridades e donos de meios de comunicação que apoiam ostensivamente o PSDB e que, ano passado, chegaram a fazer campanha eleitoral para Aécio.
Luciano Huck, a dupla Sandy e Júnior, o dono falecido da Veja Roberto Civita, o bambambam da Globo José Bonifácio Oliveira Sobrinho e o enroladíssimo ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira são alguns dos apoiadores de Aécio que, apesar de serem ricos, foram brindados com “cortesias” pagas pelo povo mineiro.
O custo desses deslocamentos aéreos – atividade que vai se mostrando um fetiche de Aécio Neves – remonta a milhões e milhões de reais de dinheiro público, mas, tal qual aeroporto construído com o dinheiro dos mineiros para beneficiar a família do tucano, já se pode ter certeza que não dará em nada assim como nos casos supracitados.
Não para de crescer a lista de escândalos envolvendo o PSDB que jamais geram qualquer tipo de consequência para os envolvidos enquanto que casos similares levam petistas à cadeia, o que mostra que o Brasil vive uma ditadura jurídico-policial que funciona dentro do Estado.
O melhor conceito para definir uma ditadura é o uso da lei de formas diferentes para casos iguais, variando exclusivamente por conta da orientação política do envolvido – o célebre “Para os amigos, tudo; para os inimigos, a lei”.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

27/10/2014 – Aécio responderá a três investigações Desse jeito, o Ayres Britto vai ficar rico …

O Conversa Afiada deu divulgação a documento que descreve a montagem de um consórcio (sic) que teria levantado a bagatela de R$ 166 milhões para financiar atividades eleitorais de Aécio Neves em 2012 e 2014.

Então, o Conversa Afiada revelou que o documento tinha sido enviado pelo MPF-MG à Procuradoria Geral da República, já que envolvia personagens com privilégio de foro.

Nesta quarta-feira (22/10), o Conversa Afiada informa a seus amigos navegantes que, de fato, a investigação já corre na Procuradoria Geral da República, sob sigilo.

Ou seja, por admitir que há fumos de verdade, o Ministério Público Federal passou a examinar o impressionante documento.

O amigo navegante se lembra de, num ímpeto de ódio, o Machista do Leblon, no debate no SBT – quando assustou evangélicas e mulheres das Classes C e D – anunciar que, no dia 1º de janeiro de 2015, a Presidenta da República ia ter que procurar emprego.

Segundo o Datafalha, que deu para plagiar o DataCaf, quem terá o prazer de voltar a trabalhar (sic) no Senado será ele.

Só que agora, diante do dissabor de acompanhar três investigações.

Essa, na Procuradoria Geral da República – onde já não trabalha o saudoso Gurgel… -, acima mencionada.

E outras duas.

A do MP-MG que investiga por que ele desviou dinheiro da Saúde quando Governador e considerou vacina para cavalo como gasto de Saúde.

E outra do MPF-MG que investiga se ele cometeu improbidade administrativa ao construir um aeroporto em Claudio e dar chave só para o Titio.

A R$ 56 mil o parecer, Ayres Britto, o Big-Ben de Propriá, vai ficar rico …

(A menos que repasse a causa ao ex-presidente Joaquim Barbosa – hipótese prevista em “Ministro Dirceu vai para casa no dia 4”.)


Paulo Henrique Amorim

Pernambucanas mandaram um alô para o Machão do Leblon (Imagem publicada no Twitter de Rodrigo 13)

terça-feira, 21 de outubro de 2014

MP abre ação contra Aécio por aeroporto de Cláudio

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Ministério Público Federal em Minas Gerais decidiu abrir investigação para apurar se o ex-governador mineiro cometeu improbidade administrativa na construção de um aeroporto no município de Cláudio (MG); o aeródromo custou R$ 14 milhões em recursos públicos e foi construído em um terreno desapropriado que pertenceu ao tio-avô de Aécio Neves; segundo denúncia da Folha de S. Paulo, as chaves do aeroporto ficavam em poder da família do hoje presidenciável; tucano nega irregularidades e defende que obra beneficiou a população local 

Minas 247 – O Ministério Público Federal em Minas Gerais decidiu investigar se o ex-governador Aécio Neves (PSDB) cometeu improbidade administrativa ao utilizar R$ 14 milhões de recursos públicos para construir um aeroporto no município de Cláudio, interior do estado.

O aeródromo foi feito em uma área desapropriada que pertencia ao seu tio-avô. Segundo denúncia da Folha de S. Paulo, as chaves ficavam em poder dos familiares do tucano na região, que davam autorização para seu uso. O hoje candidato à presidência nega qualquer irregularidade e defende que a obra beneficiou a população mineira.

A parte criminal de uma representação apresentada pelo PT contra Aécio foi arquivada no início do mês pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Ele enviou o restante da representação, no entanto, para Minas Gerais, a fim de que fosse investigado se houve crime de improbidade administrativa.

INTERNAUTAS PRÓ-DILMA ORGANIZAM 'BOTA-FORA DO LOBÃO'

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Um debate para cair na rua, na boca do povo

SBT
Claro que os comentaristas da imprensa vão dizer que o debate foi ruim para os dois candidatos, tamanha foi a troca de acusações entre Dilma e Aécio.
Mas ele teve um grave problema para Aécio Neves, agravado pelo horário em que foi ao ar, fora das maratonas madrugadoras dos encontros anteriores.
Foi o de colocar “na rua” os fatos que pouco ou nada estavam na boca do povo.
O nepotismo.
A propaganda oficial nas rádios de propriedade dele.
O sumiço do dinheiro da Saúde e da Educação em Minas.
A corrupção engavetada do tucanato.
E, claro, o aeroporto do titio, este já de maior conhecimento público.
Mesma situação do episódio da recusa de Aécio ao teste do bafômetro.
Além de tocar na acusação de Paulo Roberto Costa ao então presidente do PSDB, Sérgio Guerra, ter levado algum para parar – como parou – a CPI da Petrobras em 2009, colocando o tema em pauta e impedindo que a mídia em geral “engavete” a reportagem da Folha.
Depois de um começo mais tenso, Dilma se soltou.
Politizou a falta d’água em São Paulo.
Ao ponto de um impagável “Aécio, isso é feio…”
Aécio estava visivelmente nervoso, até porque sabe, nos levantamentos que tem, que já estava em situação mais desvantajosa do que aquela que as pesquisas apontam.
Foi-lhe cobrado ser mais agressivo – inclusive publicamente por Ricardo Noblat, que escreveu um post em seu blog intitulado “Ou Aécio parte para cima de Dilma ou morrerá na praia” – e foi.
Mas talvez não contasse com que Dilma fosse também e repisasse o que saiu só lá pela meia-noite no debate da Band.
E Dilma foi muito mais dura.
E colhe daí um benefício extra-debate.
Incendiou seus apoiadores e mostrou-lhes que é hora de partir para cima, sem os punhos de renda que marcam boa parte da esquerda.
Pode ser que tenha sido, até, um pouco mais agressiva do que recomendariam as boas técnicas de marketing, mas como Aécio foi também, isso não é um prejuízo.
Porque até agora, a “guerra” era, na verdade, um massacre unilateral da  aliança mídia-tucanato.
E já não é mais.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

O que perguntar na padaria, no botequim, na feira…

rouparei

Existe uma guerra no Brasil.
Jornais, rádios, televisões, o poder financeiro, a grande maioria dos políticos, a elite burra (com o beneplácito de parte da auto proclamada “inteligência, mas que se tornou mentalmente preguiçosa e intelectualmente covarde, ao ponto de ver os pit-bulls da direita avançando e silenciar) , todos se uniram numa máquina medonha que procura convencer-nos que um cidadão que não tem rigorosamente nada de popular e austero em sua biografia é o personagem que há de restaurar a moralidade e desenvolver um programa de obras, investimentos e transformações que ele mesmo nunca fez.

Pois, tirante o aeroporto do tio, o que realizou Aécio Neves senão a construção de um imenso Palácio de Governo, ao custo, em dinheiro de hoje, de mais de R$ 2 bilhões?

E que, pior ainda, representa todas as forças políticas responsáveis por uma das piores eras da vida brasileira que está ali, pertinho, apenas a um dúzia de anos para trás.

O povo brasileiro, instintivamente, sabe que há algo errado nisso, mas como  faziam às roupas do rei da fábula, há os que aplaudem, porque todos os “grandes” e todos os “sabidos” aplaudem.

Cada um de nós, porém, pode muito ou pode nada contra isso.

Pode nada se ficarmos, apenas e somente, falando entre nós.

Mas pode muito, se perguntar na rua, a toda e qualquer pessoa simples, se ela acha hoje emprego mais facilmente agora ou há dez anos.

Ou se é mais fácil comprar um apartamento modesto, para viver.

Ou se podia comprar um carro, mesmo caidinho, daqueles que os gaiatos bota um adesivo de “é velho mas está pago”.

Ou se ele ou algum parente viajou de avião.

Ou se um filho ou alguém da família pôde entrar na Universidade.

E a TV, o DVD, o celular bacana, a geladeira melhor, não vieram antes porque ele é que era incompetente?

A verdade, meus queridos amigos,  é a realidade tem uma força imensa quando não nos esquecemos dela.

O povo brasileiro precisa ser chamado a olhar a si mesmo um pouco mais e olhar um pouco menos para o que lhe mostram.

No “Brasil da crise” há trabalho e há possibilidades de progresso. No Brasil dos sonhos que nos apresentam há o pesadelo que vivemos.

A eficácia da comunicação não está em sua sofisticação, mas em sua capacidade simples de apontar o benefício daquilo que você quer transmitir.

O resto é só propaganda.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Dilma dá show em 11′ ! Se não abateram até agora… Primeiro programa do horário eleitoral foi um massacre !







O 
amigo navegante deve imaginar o efeito de um vídeo dessa qualidade, ao longo da campanha, até outubro.

E comparar com os dois minutos do Aecioporto – que não tem nada a declarar -  e o minuto (dividido) da Bláblá, que tem muito o que explicar …  (Clique aqui para ver a denúncia do deputado Aldo Rebelo.)

(E aqui para ler “Casamento de fachada”.)

Dilma mostra o que realizou, sem ser didática, professoral.

Nem Imperial, como aquele que está nu.

E passa a informar: a crise lá fora e como ela preservou os empregos e a renda, aqui.

Ela demonstrou, já na saída, que vai neutralizar os efeitos do manchetômetro e a treva que se tentou montar num veloriomício.

Se não abateram a Dilma até agora, bye-bye !

Em tempo: e a categoria do Lula, amigo navegante, ao se despedir do Eduardo ! Dispensou a gravata preta do Aecioporto, o estafeta do óbvio…

sábado, 16 de agosto de 2014

Comitê de Aécio defende candidatura de Marina

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Para o presidenciável tucano Aécio Neves, passado o momento de comoção em torno da trágica morte de Eduard Campos, Marina vai perder fôlego entre eleitores; partido já projeta aliança com o PSB no segundo turno para impedir aproximação da ex-senadora com o PT; “Não temos que atacar Marina. Nosso adversário a ser batido continua sendo Dilma e o PT”, disse o candidato a vice na chapa de Aécio Neves, senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP)


247 – De olho em um acordo no segundo turno contra a presidente Dilma Rousseff, o PSDB já se declarou a favor da candidatura de Marina Silva no lugar de Eduardo Campos pela chapa do PSB.
Ainda que Marina possa ser uma ameaça para o presidenciável tucano Aécio Neves, o próprio candidato acredita que, passado o momento de comoção entre eleitores pela trágica morte de Campos, que deve projetar a ex-senadora ao patamar de 20% das intenções de voto, segundo ele, ela pode começar a cair.
“Não temos que atacar Marina. Nosso adversário a ser batido continua sendo Dilma e o PT”, disse o candidato a vice na chapa de Aécio, senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).

Segundo o presidente do PSDB de Minas, deputado Marcus Pestana, Marina vai procurar se diferenciar de Dilma e Aécio, colocando-se como uma suposta nova política. “Nossa estratégia não mudará”, garante.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Aécio não se descola do caso do aeroporto no Jornal Nacional



jn
Se foi proposital, para ver se Aécio Neves “limpava a barra” do assunto Aeroporto de Cláudio – aliás, para que, pois isso não “colou” nas pesquisas, diz o Ibope, não é? – a entrevista do tucano ao Jornal Nacional não funcionou.
Aécio tinha que fazer um “midia training” com Geraldo Alckmin, que nega o racionamento de água em São Paulo com uma impenetrável cara-de-pau.
Embora as perguntas de Willian Bonner tenham sido aparentemente duras, não foram objetivas.
Não interessa se Aécio se sente ou não constrangido. Até porque, claro, a pergunta só tem uma resposta possível: não. Ou Bonner esperava que o moço fosse cair aos prantos e dizer que estava envergonhado e não ia fazer mais isso?
Jornalismo de divã?
Importa é saber porque uma obra de R$ 14 milhões (R$ 18 milhões, em valores de hoje) e mais o custo da desapropriação do terreno, que nas previsões orçamentárias do Governo de Minas podem custar entre R$ 3,5 milhões e R$ 20 milhões (ninguém foi olhar o laudo pericial) foi feita numa cidade de menos de 30 mil habitantes, onde talvez não existam dois aviões matriculados e que tem com um aeroporto a 50 km de  distância.
Também não interessa se a fazenda de Aécio está na família há um ou cem anos, ou se tem 30 alqueires (cerca de 150 hectares, porque o alqueire mineiro vale 4,84 ha) ou se só tem 14 cabeças de gado (o que é muito pouco para terras deste tamanho, minimamente administradas).
O que importa é saber o que faz o aeroporto fechado há quatro anos, o que fazem as chaves nas mãos da família, o que faz aquele elefante branco (ou preto, de asfalto) inútil, a não ser para os vôos privados de Aécio (que não se sabe quantos foram) e para brincadeiras de aeromodelismo.
E o que importa, sobretudo, é que, mesmo para a audiência decadente do Jornal Nacional, o assunto chegou às milhões de pessoas que ainda o assistem e a imagem de “Rolando Lero” que o candidato deixou na questão.
O resto da entrevista, você espreme, torce, e não tem conteúdo algum.
Escapismo puro em relação ao aumento das tarifas, nenhum projeto concreto de investimento, nenhum programa de obras. Ao ponto que o candidato chega a dizer que “ninguém espere no governo Aécio Neves o pacote A, o PAC disso, o PAC daquilo. ”
Juscelino morreria de vergonha do conterrâneo.
Mas é verdade. Aécio não tem nenhum programa de aceleração do crescimento.
Por isso fica no seu PAC, Pista do Aeroporto de Cláudio
Veja e leia a entrevista de Aécio no Jornal Nacional:

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Perícia comprova: Veja fraudou fita da CPI

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Uma perícia contratada pelo senador Delcídio Amaral (PT/MS) demonstra que a revista Veja editou a fita que motivou a capa da última semana, sobre uma suposta farsa na CPI da Petrobras; "Do arquivo analisado separamos segmentos que demonstram a edição do mesmo, sendo claramente perceptível pelo menos duas interrupções na sequencia das falas", diz a análise do IPC, o principal instituto de perícias do Mato Grosso do Sul; "O uso de palavras separadas de sua sequência original pode trazer interpretação destoante do efetivo contexto em que teriam sido empregadas"; ontem, em entrevista ao 247, o ministro Ricardo Berzoini defendeu que Veja apresente a íntegra de sua fita gravada com uma caneta espiã; a revista da Marginal Pinheiros aceitará o desafio?

247 - O laudo elaborado pelo Instituto de Perícias Científicas de Mato Grosso do Sul revela que a gravação da conversa entre dois funcionários da Petrobras – José Eduardo Barrocas e Bruno Ferreira – e uma outra pessoa não identificada, divulgada esta semana pela revista Veja, foi editada, o que compromete qualquer avaliação sobre a participação de senadores em uma suposta tentativa de fraudar os trabalhos da CPI da Petrobras, conforme denunciado com alarde pela revista.

O documento, assinado pelo perito Fernando Klein, conclui , com base na análise feita na gravação disponibilizada pela Veja em seu site na Internet, com duração de 2 minutos e 40 segundos, que não há uma sequência lógica que permita vincular o senador Delcídio do Amaral (PT/MS) a eventual orientação repassada aos depoentes da CPI da Petrobras, uma vez que no momento imediatamente anterior à citação do nome "Delcídio" na conversa há uma interrupção de 1 minuto e 14 segundos na gravação, o que comprova a montagem.

O laudo esclarece que o uso de arquivo editado pode trazer interpretações equivocadas em relação ao contexto de todo um diálogo.

"Do arquivo analisado separamos segmentos que demonstram a edição do mesmo, sendo claramente perceptível pelo menos duas interrupções na sequencia das falas, a primeira com 1 minuto e 12 segundos e a outra com 1 minuto e 30 segundos. O uso de palavras separadas de sua sequência original pode trazer interpretação destoante do efetivo contexto em que teriam sido empregadas. Dessa forma, não há credibilidade para a interpretação do conteúdo e da aplicação dos diálogos constantes na gravação de 2 minutos e 40 segundos disponibilizada no sítio eletrônico da revista Veja, dada a evidente edição do mesmo", assegura o perito.

O IPC é o maior e mais conceituado instituto de perícias de Mato Grosso do Sul. Ele é responsável por pelo menos 70 % de todas as investigações periciais requisitadas pela Justiça no estado.
Nesta quarta-feira, em entrevista ao 247, o ministro Ricardo Berzoini, das Relações Institucionais, defendeu que Veja apresente a íntegra de sua fita gravada com uma caneta espiã (leia aqui).

Ayres ganhou R$ 56 mil por parecer sobre Cláudio

:

Opinião legal do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto atestou a legalidade dos procedimentos para a construção do aeródromo de Cláudio (MG); documento, com apenas uma folha, foi contratado pelo PSDB para rebater as acusações dirigidas contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que autorizou a obra quando foi governador de Minas Gerais; além de Ayres Britto, outro ex-ministro do STF, Carlos Mário Veloso, também produziu parecer sobre o caso, que se tornou um dos temas mais discutidos na campanha eleitoral até agora

247 - Custou R$ 56 mil o parecer, de apenas uma folha, produzido por Carlos Ayres Britto, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, que atesta a legalidade da construção do aeródromo de Cláudio (MG). A informação é da coluna Painel, de Bernardo Mello Franco. Eis a nota:

Conta salgada

Aécio pagou R$ 56 mil ao escritório de advocacia de Carlos Ayres Britto. O ex-ministro do STF assinou parecer dizendo não ver "nada de juridicamente inválido" na obra do aeródromo de Cláudio (MG).
 
O documento do ex-ministro do STF sobre a obra do aeroporto de Cláudio (MG) foi usado por Aécio para rebater denúncias feitas pela ‘Folha de S. Paulo’. O jornal o acusa de ter misturado interesses públicos e privados na construção da pista durante seu segundo mandato como governador de Minas Gerais. 
 
Em suas breves ponderações, Ayres Britto citou documentos a respeito da desapropriação, "para fins de utilidade pública", da fazenda que recebeu, em seguida, a pista do aeroporto de Cláudio. "Nada de juridicamente inválido", registrou o ex-ministro. Na defesa do caso, o PSDB também contratou outro parecer, de Carlos Mário Veloso, que também foi ministro do STF.

Leia, abaixo, o parecer de Ayres Britto:


 
 

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Afrouxem os cintos que o “Aécioporto” sumiu

 Não chegou a duas semanas inteiras a repercussão na grande mídia da denúncia da Folha de São Paulo contra um ente abstrato, “Minas” – o jornal, ao menos na manchete denunciante, não acusou uma pessoa física, mas um ente da Federação por ter construído um aeroporto nas terras da família do candidato do PSDB a presidente, Aécio Neves.
Na edição de 20 de julho último, o diário paulista manchetou, na primeira página, que “Minas construiu aeroporto em fazenda de tio de Aécio”. A denúncia repercutiu muito pouco na grande mídia, com exceção do jornal que a divulgou, que publicou cerca de 50 textos sobre o tema – a maioria, cartas de leitores.
Contudo, apesar da frieza com que foi tratada pelo resto da imprensa escrita, a denúncia da Folha repercutiu intensamente na internet. Para se ter uma ideia, a reportagem original da denúncia teve 78 mil compartilhamentos no Facebook, sem falar da grande repercussão em outras redes sociais e na blogosfera.
Aliás, a blogosfera fez denúncias complementares sobre outros aeroportos esquisitos construídos pelo tal Proaero, programa da gestão Aécio Neves no governo do Estado que prometia construir ou reformar aeroportos regionais do Estado, mas que, segundo a mesma Folha, só construiu 2 aeroportos novos de 2003 (quando o programa foi criado) até hoje.
Porém, no veículo que transforma em notícia de fato o que sai na grande imprensa escrita, ou seja, no Jornal Nacional, a repercussão foi pífia, para dizer o máximo. Foram duas míseras reportagens, uma de 3 minutos e 17 segundos no dia 21 de julho (o dia seguinte à denúncia da Folha) e outra de 2 minutos e 18 segundos no dia 31 de julho. E mais nada.
Para que se possa mensurar a desproporção entre denúncias na Globo contra tucanos e contra petistas, matéria do Jornal Nacional sobre denúncia da revista Veja do último fim de semana sobre suposto vazamento de perguntas que a CPI da Petrobrás faria a funcionários e ex-funcionários da empresa teve duração de 4 minutos e 8 segundos e deve se estender indefinidamente, com a oposição batendo bumbo.
Uma mera busca no Google dá a dimensão da pouca atenção dada pela grande mídia ao caso. Pode-se contar nos dedos as matérias desses veículos corporativos. E há quatro dias não sai notícia nova – a última foi sobre Aécio ter admitido que usou o aeroporto.
Quando a denúncia eclodiu, este Blog entendeu que se tratava de preparação para ataque a Dilma que ainda virá, e que requereria, antes da divulgação, “prova de isenção” da mídia para esta ser levada a sério, já que existe uma percepção consolidada de que Globos, Folhas, Vejas e Estadões são parciais. E, ao menos aqui, esse entendimento se mantém.
A denúncia sobre o aeroporto, aliás, começa a cair rapidamente no esquecimento, como também foi previsto aqui. Apesar de o Ministério Público de Minas Gerais ter prometido investigar, há motivos de sobra para não acreditar nessa investigação.
Encheriam a pista do “Aécioporto” as denúncias contra Aécio que o MP mineiro arquivou sem sequer investigar. Casos muito mais graves, como o da Copasa, que envolve 3,3 bilhões de reais, foram sumariamente arquivados sem maiores explicações e o mesmo MP de Minas já arquivara denúncia anterior contra o aeroporto nas terras da família do tucano.
O mesmo aconteceu, em meados do ano passado, com o imenso escândalo dos trens do metrô e da CPTM em São Paulo, que envolve bilhões. As denúncias duraram até mais, algumas semanas, e tomaram chá-de-sumiço. Nunca mais foi dito nada. E o que é pior: o governador Geraldo Alckmin e o ex-governador José Serra praticamente nunca foram citados.
Aécio, por sua vez, já deu o caso por “encerrado”, apesar de jamais ter explicado nada. Aliás, ele tem se referido à “importância” do aeroporto que mandou construir e que ele e sua família provavelmente usaram mais do que qualquer outro. E a relevância da obra é a grande questão.
É possível provar que havia interesse público na construção do aeroporto de Cláudio? Se houvesse, não viveria trancado e com as chaves em mãos da família de Aécio. 14 milhões de reais foram usados para fim incerto e dificilmente uma investigação séria mostrará que Minas Gerais precisava da obra. Se for uma investigação séria, claro.
Agora, vale acompanhar a repercussão que a mídia dará à denúncia contra a Petrobrás feita pela Veja no final de semana. Apesar de aparentemente ser fraca – a Petrobrás explica que as perguntas para a qual treinou seus executivos foram extraídas do site do Senado Federal, nos dias 14 de maio e 02 de junho –, a mídia vai espremê-la até a última gota.
Como a denúncia do “Aécioporto” durou um pouco além do normal na mídia (para uma denúncia contra tucanos), alguns se animaram. A este Blog, porém, a estratégia midiática para afetar isenção nunca enganou. E uma coisa você pode escrever aí, leitor: a mídia cobrará muito caro do PT por tê-la divulgado. É só esperar.