Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Primeiro satélite brasileiro completa 18 anos em operação



http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/imagens/010175110209-scd1-2.jpgO SCD-1 foi lançado por um foguete norte-americano Pegasus, em 1993. [Imagem: Inpe]
Sugestão Edu Nicácio
Maioridade no espaço
Ao completar 18 anos em órbita hoje, 9 de fevereiro, o SCD-1 terá dado 94.994 voltas ao redor da Terra.
Primeiro satélite desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o SCD-1 se mantém operacional e retransmitindo informações para a previsão do tempo e monitoramento das bacias hidrográficas, entre outras aplicações.
O lançamento do SCD-1 pelo foguete norte-americano Pegasus, em 1993, foi o início da operação do Sistema de Coleta de Dados Brasileiro, agora chamado de Sistema Nacional de Dados Ambientais (Sinda).
O sistema é baseado em satélites de órbita baixa que retransmitem as informações ambientais recebidas de um grande número de plataformas de coleta de dados (PCDs) espalhadas pelo Brasil.
Este sistema fornece dados para instituições governamentais e do setor privado, que desenvolvem aplicações e pesquisas em diferentes áreas, como previsão meteorológica e climática, estudo da química da atmosfera, controle da poluição e avaliação do potencial de energias renováveis.
Sistema Nacional de Dados Ambientais
O satélite capta os sinais das plataformas de coleta de dados, instaladas por todo o território nacional, e os envia para a estação de recepção e processamento do Inpe, em Cuiabá (MT).
Depois os dados são transmitidos para o Inpe Nordeste, o centro regional do Instituto localizado em Natal (RN), onde são processados e distribuídos aos usuários.
Atualmente, o sistema é composto pelos satélites SCD-1 e SCD-2, este lançado em 1998. A modernização e revitalização do sistema SCD é uma das prioridades de desenvolvimento e atuação do Inpe, principalmente para atender à demanda de alerta de desastres naturais.
Satélite SCD-1
O SCD-1 é um satélite de coleta de dados com 1 metro de diâmetro e 1,45 metro altura, pesando 115 quilogramas.
Seus instrumentos consomem 110 watts de energia, fornecidos por um painel solar.
O SCD-1 circula em volta da Terra seguindo uma órbita circular de 750 km de altitude, com 25 graus de inclinação.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O que Lula faria se Ali Kamel manipulasse o debate

Um dos momentos mais trevosos da televisão brasileira tornou-se um exemplo mundial de como a televisão pode manipular uma eleição.

Trata-se da edição do jornal nacional na véspera da eleição do segundo turno com o debate entre Collor e Lula.

Roberto Marinho mandou editar tudo o que Collor fez de bom e tudo o que Lula fez de mau. 

A seguir, entrou um editorial lido por Alexandre Maluf Garcia que associava a vitória de Collor aos mais elevados princípios da Democracia.

Livros de jornalismo pelas faculdades do mundo afora tratam desse episódio com espanto e horror.

Vamos supor que esta seja uma das últimas balas de prata do Serra e do Ali Kamel.

Ou, o que dá no mesmo, do Ali Kamel e do Serra.

Ali Kamel, o mais poderoso e obstinado jornalista que a Rede Globo já teve, é especialista em levar eleições para o segundo turno.

Uma edição do jornal nacional que ignorou a tragédia da Gol levou para o segundo turno a eleição de 2006.

Clique aqui para ler: “O primeiro Golpe já houve, falta o segundo”.

Conversa Afiada tem dito que o importante não é o debate mas, a edição do debate.

Vamos supor que a Globo resolva reeditar amanhã o debate entre Collor e Lula: tudo de bom do Serra e tudo de mau da Dilma.

Trata-se de uma suposição.

O que o Lula poderia fazer ?

O Lula poderia convocar uma rede de rádio e televisão na sexta à noite e no sábado e desmascarar o Kamel e a Globo.

Ao contrário de 89, na eleição de Lula e Collor, hoje tem Internet.

Hoje tem blog sujo.

Hoje tem Twitter.

E o debate, numa versão fidedigna, com uma edição equilibrada, estará no ar poucos minutos depois de encerrar-se e nessa entrada em rede nacional o Lula poderia exibir o debate de uma forma levemente diferente daquela que a Globo exibisse.

Este Conversa Afiada gostaria muito que isso acontecesse.

Este final melancólico de campanha permitiu que se afundassem nas límpidas águas do Tietê, uns enrolados nas tripas dos outros, como sugeria Voltaire, Serra, Dantas e Gilmar.

Se a Globo ousar fazer da edição do debate um novo exemplo de manipulação o Lula, por suposição, poderia enrolar as tripas do Ali Kamel nas tripas dos filhos do Roberto Marinho e jogar nas águas limpas do Rio Pinheiros.

Seria o glorioso funeral de um Brasil morto e provisoriamente insepulto.



Paulo Henrique Amorim

As curvas pirotécnicas do Datafolha

De acordo com o Datafolha, Dilma estava em curva de baixa, mas de repente acelerou de novo e ganhou um ponto.
Pode ser? Pode. As flutuações ficam sempre dentro da margem de erro, mas me parece incomum ver esses movimentos de “susto” estatístico em véspera de eleição.
No domingo, teremos um histórico confronto entre Vox Populi vs. Datafolha.
BLOG VIOMUNDO



A ONDA VERDE QUE VIROU MARROM E NO DURO É LARANJA

Laerte Braga

O DATA FOLHA divulgou uma pesquisa, terça-feira, 28 de setembro, onde acentua a “queda” de Dilma Roussef e a “subida” de Marina da Silva. Na manchete do jornal FOLHA DE SÃO PAULO, porta voz oficial dos tucanos DEM, a insinuação “pode dar segundo turno”.

Na quarta-feira, 29, um dia após, o VOX POPULI e o IBOPE mostram números diferentes. O jornal O GLOBO afirma em manchete na primeira página que “Dilma em queda...”.

É de se imaginar que ou o pessoal do IBOPE, a pesquisa foi feita sob encomenda da CNI – CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – tenha se perdido no meio do caminho, não é da natureza do Instituto pesquisas sérias em se tratando de eleições, ou na sexta, no máximo no sábado, mostram números diferentes em outra pesquisa, essa sob encomenda da REDE GLOBO.

Mais ou menos ao sabor de quem paga. Ou das conveniências.

O VOX POPULI mantém o mesmo critério e coerência desde o início de pesquisas semanais, mais ou menos o mês de julho, segunda quinzena.

Marinhos são intrinsecamente mentirosos. Vivem de fraude, extorsão, sonegação, dinheiro público, construíram um império assim. E nem sempre dinheiro público oriundo de cofres brasileiros, mas também do exterior. “De fora” como dizia Brizola.

É da gênese. Aquele negócio de barão, conde, essas coisas. Padrão FIESP/DASLU.

“O impossível não existe”, frase atribuída a Napoleão. De repente a candidata Marina da Silva supera Arruda Serra e vai para um eventual segundo turno com Dilma Roussef. A direita concluiu que as chances de Marina num segundo turno seriam maiores que as de Arruda Serra.

Marina é domesticável, entra nos padrões Arruda Serra sem dificuldade alguma, já é parte do esquema.

O jogo dos números nas pesquisas é simples. No duro mesmo tentam alavancar a candidatura de Marina da Silva para tentar levar as eleições de fato para um segundo turno, mas com José Arruda Serra, preferido por dez entre nove sonegadores, usuários de trabalho escravo, os que pagam as contas da GLOBO junto a agências financeiras internacionais, fazem contratos com a EDITORA ABRIL, etc, etc. Pilantras lato senso.

E Marina embarca na onda.

No debate de quinta-feira a candidata Dilma Roussef deve ser seu alvo preferido. O confronto direto para tentar passar a impressão que é ela Marina quem vai disputar com Dilma a preferência do eleitorado e que Arruda Serra é mero acessório.

O jogo é outro, acessório é Marina. E sabe disso, está dentro do esquema.

É claro e óbvio que qualquer pessoa tem o direito de mudar de opinião. Marina era petista e mudou. E, evidente, tem o direito de se candidatar a presidência da República.

Mas tem que ter um programa para além do jeito de boa moça e no caso específico da ex-ministra do Meio-ambiente, tem que ter autocrítica.

Sair falando do governo que integrou por quase sete anos e ir se aninhar nos braços da oposição, num disfarce verde que na verdade é marrom, é, no mínimo, oportunismo, no duro mesmo, jogar a história fora.

Nesse quesito do desfile não tem diferença nenhuma de Tiririca. O candidato a deputado quer apenas um lugar ao sol. Marina é diferente?

Onde? Está jogando sua história no lixo.

Vive quinze minutos de fama se o impossível não acontecer. Some na poeira depois.

O que se imagina é que até sábado as redes de tevê possam divulgar mais denúncias, ou dossiês, é prática comum dessas quadrilhas e os jornais e revistas tentem, na sexta, no sábado e no domingo, reforçar essa campanha sórdida de denúncias inconseqüentes, que não resistem à mínima lógica, como o caso dos 200 mil reais num envelope pardo. O caráter pueril dessa denúncia ficou tão evidente que largaram para lá e trataram de buscar outras. GLOBO, VEJA, FOLHA DE SÃO PAULO.

Faz parte da gênese dessa gente. É como o escorpião, mesmo que vá morrer dá a picada.

O mau caratismo que é conseqüência dos compromissos assumidos com quadrilhas que tentam tomar o poder no Brasil, é a soma da fome com a vontade de comer.

E como comem...

Dinheiro público.

Marina é só a bola da vez. O pior, repito, é que sabe e aceita.

No jargão jornalístico quando se trata de alguém assim, a expressão correta, ou usada, é laranja.

Quer dizer, o verde virou marrom e termina laranja. Laranja de Arruda Serra e tudo o que ele significa.

do Quem tem medo do Lula
 René Amaral

Datafolha divulga pesquisa imaginária para diminuir repercussão de fraude




Depois de detectar sozinha, contra os números dos outros três institutos, uma queda súbita de Dilma a organização da famiglia Frias divulgou na calada da noite, poucas horas depois da fraude, uma nova "pesquisa" onde Dilma teria recuperado parte dos inacreditáveis 6.000.000 de votos que sumiram de repente.

A cara de pau dos funcionários da famiglia é de deixar qualquer Maluf envergonhado: o elemento Canzian diz que Dilma "conseguiu estancar a tendência de perda de votos". Como teria se dado esse milagre? Mal deu tempo de ler a pesquisa e analisar onde teriam acontecido as supostas quedas, os fatos de hoje não tiveram impacto nenhum porque a pesquisa já estava sendo feita. Fora a desonestidade ou incompetência sobra o quê?

Mais patéticos ainda são os pseudo-analistas que esmiuçam os números e buscam explicações mirabolantes para números inventados. Por salário nenhum uma pessoa séria se prestaria a esse papel ridículo.


Leia mais em: O esquerdopata 
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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A segunda caça à Dilma

Dilma Rousseff está sendo caçada 


implacavelmente pela segunda vez em sua vida. A primeira foi pela ditadura militar, que a perseguiu, prendeu e torturou. Agora, é pela grande imprensa que devassa sua trajetória em busca de algo que possa impedir sua eleição à Presidência da República pelo voto popular.
Para chegar a este fim, não importam os meios. Um escroque pode ser alçado à reserva moral da sociedade desde que suas denúncias atinjam a candidata. Acusações infundadas, manipulações e inverdades surgem a cada dia nas páginas dos jornais, que se empenham diligentemente em encontrar um fato que assuste a sociedade e leve a eleição a segundo turno.
Revelar a vida, como são e o que pensam os candidatos é papel da imprensa. Mas por que ela também não se ocupa de José Serra ou de Marina Silva? Porque é só a Dilma que interessa destruir. Assim como foi Lula em 2002 e 2006. A grande imprensa historicamente se posiciona contra o campo popular. Com a vantagem de Dilma nas pesquisas, que apontam uma vitória em primeiro turno, a ofensiva midiática já era esperada, mas ela não deixa de surpreender pela virulência e recursos vis.
A campanha contra Dilma se anunciou sórdida desde cedo, quando a Folha de S.Paulo publicou em abril uma falsa ficha criminal, proveniente de um site de ultradireita, a envolvendo com um suposto plano para sequestrar o então ministro Delfim Netto. Estava dada a senha de até onde a grande imprensa iria para tentar inviabilizá-la eleitoralmente.
Acontece que ao contrário do que a mídia imaginava, a candidatura de Dilma emplacou e com a iminência de sua vitória a um mês das eleições a ofensiva se acentuou. Começou com o episódio das quebras de sigilos fiscais em um escritório da Receita. O episódio envolvia milhares de brasileiros, mas como no meio deles estavam alguns tucanos, tentou-se transformar em matéria política o que era crime comum. O assunto ocupou as manchetes durante uma semana, embora se revelasse a cada dia mais frágil. Até a funcionária da Receita, responsável pelos ditos vazamentos, confessar à Polícia Federal que recebia "agrados" de contadores para tirar cópias de declarações de renda. O escândalo da hora virou pó e era preciso encontrar novos elementos
Partiu-se, então, para a denúncia de irregularidades na Casa Civil, esse um alvo forte, já que foi comandado por Dilma Rousseff, que indicou sua sucessora. A primeira acusação de lobby envolvendo os filhos da então ministra Erenice Guerra não se sustentou muito porque o empresário que a fez nem era dono da empresa que teria se beneficiado, como o apresentou a revista de plantão. Outra curiosidade da denúncia seria o fato de, pela primeira vez, alguém que se beneficiou de tráfico de influência com um generoso contrato de R$ 84 milhões se autodenunciar.
Mas isso são detalhes que não podem interromper o rolo compressor que acumula fatos para torná-los convincentes aos desavisados. Uma nova denúncia envolvendo a Casa Civil provocou a saída da ministra. Foi feita por um cidadão de reputação "ilibada", denunciado pela Justiça por receptação de moeda falsa e ocultação de carga roubada, preso e condenado, com temporada na cadeia. Mas isso também não importa. Assim como o lobby que denunciou não ter dado em nada e nem o fato de o BNDES ter dito que o projeto que ele intermediava era absolutamente inviável e sem garantias, e, portanto, jamais seria aprovado.
Não ponho em dúvida aqui que possa existir tráfico de influência por parte de certos personagens ligados a gente do governo, o que costuma acontecer em quase todos os governos, e precisa ser combatido e punido. Mas sim o oportunismo da mídia de tudo querer ligar à Dilma e sequer questionar o autor de uma denuncia, mesmo sabendo de sua ficha corrida, e ainda apresentá-lo como chocado com a suposta tentativa de intermediação financeira como se fosse homem probo, que jamais viveu situações similares. Seria interessante perguntar-lhe se o "horrorizou" ter ocultado carga de 10 toneladas de condimentos que "sabia ser produto de crime de roubo", como o acusou a Justiça em 2003.
Mas a mídia não está aí para fazer qualquer tipo de questionamento que possa levantar dúvidas sobre suas reais intenções. A ofensiva não pode ser interrompida e ela prossegue com novas reportagens. A denúncia seguinte é sobre uma suposta influência da Casa Civil na compra de medicamento para o combate a gripe suína. Mais uma vez não importa que o medicamento seja produzido por um único laboratório no mundo, o que dispensaria qualquer lobby a seu favor, e nem que o ministro da Saúde garanta que a compra foi feita diretamente por sua pasta junto ao dito laboratório.
Em seguida, a Folha de S.Paulo tenta forjar irregularidades de Dilma verificadas pelo Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul, embora todas as suas contas tenham sido aprovadas. Chega a estabelecer ligações entre uma empresa vencedora de uma licitação em 1992, quando Dilma era secretária de Energia do governo gaúcho, com contratos que esta mesma empresa fez com a Secretaria de Imprensa da Presidência da República em 2008, numa antevisão de futuro inacreditável.
A mesma Folha estampa manchete para dizer que o Planalto manda a emissora estatal NBR gravar comícios de Dilma, mesmo que em sua matéria esteja claro que a orientação é registrar os discursos do presidente Lula e que o material não é para ser usado nas coberturas e nem para ser gerado para outras emissoras. Em sua sanha persecutória, a grande imprensa reedita o ministro da ditadura Jarbas Passarinho por ocasião do AI-5 e manda às favas os fatos e os escrúpulos.
Aí, quando o presidente Lula, em comício com Dilma Rousseff, diz que a imprensa é uma vergonha e que irão derrotar alguns jornais e revistas que são como partidos, têm candidato, mas não assumem, a mídia reclama e acusa o presidente de atentar contra a liberdade de imprensa. Lula não foi o único. Cláudio Lembo, do insuspeito DEM, foi mais explícito e disse que o candidato da mídia é José Serra. Muito antes, Judith Brito, presidente da Associação Nacional de Jornais, que congrega todos os jornalões brasileiros, já tinha dito que a imprensa faz o papel da oposição que se encontra fragilizada.
Mas os jornais e revistas fazem que não é nem com eles e fingem que cumprem o papel que lhes cabe. Com o tão debilitado candidato da oposição, essa eleição se tornou uma disputa entre Dilma e a mídia. Novas acusações contra ela ainda irão surgir até o último minuto. E se a candidata do governo sair vencedora deste embate, a imprensa será a grande derrotada. 

BRIZOLA NETO:Datafolha desmoralizado. Valeu a pena a luta


Há meses, em nome do direito do povo brasileiro de saber a vrdade, venho lutando, mesmo quando quase sozinho, enquanto a maioria dos parlamentares temia enfrentar o poder da mídia e o silêncio a que ela condena quem não diz o que ela quer. Reproduzo meu discurso na Câmara, há quatro meses, quando teimavam em dizer que Serra era o favorito. Mas aí está , se não os enfrentássemos, eles teriam nos devorado.
Viva a verdade! Viva o povo brasileiro!

Ibope também comprova fraude do Datafolha

Pesquisa Ibope aponta Dilma com 50% e Serra com 27%.
Dilma venceria no 1° turno com 55% dos votos válidos


Levantamento foi encomendado pela Confederação Nacional da Indústria.
Marina Silva aparece com 13%. Margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Robson Bonin Do G1, em Brasília

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (29) em Brasília mostra a candidata do PT,
 Dilma Rousseff, com 50% das intenções de voto e o candidato do PSDB,
 José Serra, com 27% na corrida eleitoral pela Presidência da República.
 Marina Silva (PV) tem 13%, segundo o levantamento, encomendado ao instituto
 pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Entre os dias 25 e 27 de setembro, 
o Ibope entrevistou 3.010 eleitores em 191 municípios e a margem de erro do
 levantamento é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. 
Em junho, quando a CNI divulgou o primeiro levantamento,
 a candidata do PT apareceu com 38% e Serra somou 32%.
 Marina tinha 7% das intenções de voto.


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Emir Sader: “No mínimo, está havendo manipulação na margem de erro”

por Conceição Lemes

O Datafolha divulgou pesquisa nesta terça-feira pesquisa dizendo que Dilma Rousseff (PT) caiu três pontos percentuais em relação ao último levantamento, realizado em 21/22 de setembro. Neste, ela tinha 49%. No de hoje, 46%. O candidato José Serra (PSDB) manteve os 28% da semana passada. Já Marina Silva (PV) teria subido de 13% para 14%. Portanto, um ponto percentual.
Desde cedo, essa pesquisa, claro, está sob bombardeio intenso na internet. Conversamos sobre o assunto com o sociólogo político Emir Sader, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF).
Viomundo – Como o senhor avalia as pesquisas divulgadas ao longo desta campanha?
Emir Sader – A evolução foi muito convergente. Começou com um recall forte da parte do Serra. Mas com preferências de votar na candidata do Lula. Então, era previsível que no decorrer da campanha houvesse transferência de intenção de voto do Serra para a Dilma. Foi o que aconteceu.
A Dilma está hoje na casa dos 50% e o Serra na, dos 25%  para baixo. Aparentemente a  grande intenção de votos que o Serra tinha no começo  era recall mesmo. Até porque, todos nós vimos, ele desmoronou. Tudo o que se propalava sobre o governo Serra foi por água abaixo. Ele está perdendo na capital e no estado no Estado de São Paulo.
Viomundo – O que achou da pesquisa do Datafolha de hoje?
Emir Sader – Anômala. Ela botou 3% a menos para a Dilma e 1% a mais para a Marina. Enquanto as pesquisas em geral dão 10% de vantagem para Dilma em relação à soma dos outros candidatos, o Datafolha deu 4%. Enquanto o Datafolha cogita o segundo turno, Sensus, Vox Populi e Ibope continuam jurando que vai dar Dilma no primeiro turno.
Viomundo – O Datafolha vai manter isso até o final?
Emir Sader – Não dá para saber. Afinal, não nos esqueçamos que a dona Judith Brito, executiva da Folha e presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), disse que eles são um partido político. Mas é possível que o Datafolha tenha feito esta operação, veiculada hoje, depois faça o ajuste final, para não perder o pouco de credibilidade que ainda tem. Se chegar  à eleição com a diferença de 2% e resultado for 8%, 10% , vai pesar muito para o lado do Datafolha.
Viomundo – Qual o objetivo da operação de hoje?
Emir Sader — Tentar oxigenar o Serra. Só que não tem que bote vida  no Serra. Esse mesmo jogo aconteceu na véspera das prévias do PSDB.  O Datafolha aumentou 9 pontos percentuais  para o Serra na pesquisa divulgada naquela ocasião.
Viomundo – O Datafolha sai arranhado dessa campanha eleitoral?
Emir Sader – Acho que já saiu. Aconteceram duas coisas. Primeira, a Dilma subiu e o Datafolha resistiu ao máximo a reconhecer esse dado. Segunda, na véspera da convenção do PSDB, o Datafolha cravou uma subida de 9 pontos em favor de José Serra, sem que nada tivesse acontecido. Considerando os vínculos políticos, ideológicos e orgânicos que a Folha tem com o Serra, dá para desconfiar.
O mínimo que se pode dizer é que, na margem de erro, está havendo manipulação. Afora os critérios de pesquisa, como se é na rua, se é por telefone. O fato é que tem uns ajustes aí muito estranhos.
Aliás, o Datafolha questionava a veracidade das outras pesquisas e foi o Datafolha que tive de se ajustar aos outros. Tem muito mais coerência a evolução do Vox Populi e do Sensus. E o Ibope teve a grandeza de fazer autocrítica. De modo que eu acho que o Datafolha está muito mal na parada.
Viomundo — O que teremos na reta final?
Emir Sader – Lexotan (risos). Falando sério. Recomendaria calma. Quem está empenhado num candidato, intensificar o trabalho. Mas, sobretudo, tentar desmentir os boatos, as falsidades que andam espalhando por aí.
Nota do Viomundo: Amanhã publicaremos a segunda parte desta entrevista. O professor Emir Sader falará sobre Marina Silva (PV).

Coimbra diz que Dilma vence no primeiro turno e desafia o Otavinho

O responsável pela Vox Populi, Marcos Coimbra, deu corajosa entrevista ao Viomundo, do Azenha.


Coimbra diz o que o tracking da Vox diz há 28 dias: não mudou nada e a Dilma vence no primeiro turno.

Ou seja, Coimbra desmoralizou a última “pesquisa” do Datafalha.

Faltam 5 dias para a eleição.

Coimbra joga a credibilidade de seu passado profissional e a integridade de sua empresa nessa afirmação: Dilma venceria no primeiro turno.

E o Otavinho, o que vai dizer?

Vai continuar com a ambiguidade da última manchete, ou seja, “tudo leva a crer”, “parece”, “se continuar assim”, “onda verde”, “o ser inanimado, o jenio, se anima” – por que ele não faz como o Coimbra: a eleição vai para o segundo turno.

Se o Otavinho tivesse a envergadura intelectual do Coimbra.

Se o Datafalha tivesse a consistência técnica da Vox Populi.

Se o Otavinho fosse o “seu” Frias, a Folha (*) amanhã publicaria um tijolinho e uma manchete na primeira página: “Juro que a eleição vai para o segundo turno”.

Mas, o Datafalha não merece a confiança nem do dono.


Paulo Henrique Amorim

Golpe da pesquisa fracassará de novo

Posted by eduguim on 29/09/10 • Categorized as Opinião do blog  BLOG-CIDADANIA.

Tracking é uma modalidade de sondagem da intenção de voto da opinião pública que é largamente utilizada pelos partidos devido à sensibilidade que propicia na detecção de oscilações – ou de falta delas – de tendências durante as campanhas eleitorais
O tracking é feito por telefone diariamente, usando os mesmos critérios estatísticos das pesquisas “de campo” – modalidade em que as entrevistas são feitas pessoalmente. Não visa tanto apurar percentuais, porque não é tão preciso, mas antecipar tendências.
Por isso os partidos utilizam tanto essas sondagens, para detectarem se os seus candidatos estão ganhando ou perdendo terreno no decorrer do tempo exíguo de uma campanha, quando um dia vale por semanas e uma semana, por meses.
O portal IG e a TV Bandeirantes inovaram nesta campanha eleitoral ao oferecerem ao público uma ferramenta de aferição da opinião do eleitorado que, até então, só estava disponível aos partidos.
Para tanto, o portal e a tevê escolheram o instituto que mais acertou nesta campanha eleitoral para presidente da República, o Vox Populi, que foi quem primeiro detectou o empate entre Serra e Dilma e, depois, a ultrapassagem de um pela outra.
O tracking do Vox Populi não mostra nada parecido ao que mostrou o Datafolha ontem. Com base nesse fato e me valendo da mais pura lógica, concluí que o Datafolha e – provavelmente – o Ibope são a última cartada da direita midiática para tentar levar a eleição presidencial ao segundo turno.
Sim, a sondagem diária do Vox Populi detectou redução das intenções de voto de Dilma, estabilidade de Serra e crescimento de Marina em proporções similares à do “campo” do Datafolha. A queda da vantagem da petista de fato ocorreu.
Contudo, não vamos nos esquecer de que a vantagem de Dilma no Datafolha sempre foi a menor entre todos os institutos – por que será, não? Sendo assim, a diminuição dessa vantagem no instituto de pesquisas da Folha deixa o segundo turno muito mais perto do que pode estar realmente.
Como Dilma abriu uma vantagem enorme sobre os adversários com o início do horário eleitoral, seria preciso muito mais adesão do eleitorado à campanha difamatória que ela sofreu da imprensa tucana para que a sua vitória já no primeiro turno não ocorresse.
Aliás, uma excelente evidência de que Serra voltou a determinar aos seus meios de comunicação que usassem pesquisas para ajudá-lo reside no fato de que tais meios passaram a ignorar que todas as recentes oscilações nas intenções de voto ocorreram dentro da margem de erro.
Não se pode negar que a campanha difamatória da mídia contra Dilma surtiu algum efeito eleitoral e que esse efeito ocorreu porque de fato alguma coisa parece ter ocorrido na Casa Civil. Mas isso é só uma suposição que só uma investigação apurada poderá confirmar.
É normal que a imprensa apure fatos como esse. O que é anormal é que apure só no governo Lula fatos que podem ocorrer em qualquer governo, e que despreze denúncias sobre o governo de São Paulo ou contra a filha de Serra e suas relações com o esquema Daniel Dantas.
A desculpa que a ombudsman da Folha deu a um leitor sobre por que o jornal escondeu as denúncias da Carta Capital, é um escândalo. Dizer que nada foi publicado porque tais denúncias ainda estão sendo apuradas é um insulto à inteligência das pessoas.
Que apuração a Folha fez para publicar a ficha falsa da Dilma na primeira página depois de recebê-la em um e-mail apócrifo?
Mais uma vez, julgo que fraudar pesquisas não surtirá o efeito pretendido. Já foi tentado durante meses e meses e não impediu que Dilma passasse sobre Serra como um trator.
Dirão que na reta final da eleição as pessoas prestam muito mais atenção a pesquisas. Aí entra em campo aquela teoria de que muitos quereriam votar em quem ensaia uma virada porque sentir-se-iam estimulados a materializá-la – talvez por ser mais emocionante?
Contudo, o bombardeio contra Dilma e as pesquisas favoráveis a Serra tendo exclusividade na grande mídia durante todo este ano, seguramente atingiram muito mais gente do que o Datafolha poderá lograr em tempo tão exíguo. Assim mesmo, não funcionou.
Dessa maneira, já lhes adianto o resto do roteiro desse filme velho. A pesquisa Datafolha pretendeu desencadear um efeito manada. Enquanto escrevo, o instituto já começa a apurar o efeito que a “queda” exagerada da vantagem de Dilma produziu no eleitorado.
Nesse momento, surgem duas possibilidades. Se tiver ocorrido queda maior, agora desencadeada pela notícia de que tal queda ocorreu, haverá nova queda exagerada no próximo Datafolha. Se o efeito tiver sido insuficiente ou nulo, a próxima pesquisa desse instituto dirá que Dilma “reagiu” – o Datafolha não pode ser desmentido dois ou três dias depois pela apuração dos votos.
A pesquisa Sensus, que deve sair hoje, provavelmente mostrará que, mesmo com queda da vantagem petista, o segundo turno está longe. A Globo esconderá isso e é bem provável que Folha e Estadão nem publiquem ou publiquem escondido nas páginas internas.
A grande questão, portanto, é se a manipulação do Datafolha de exagerar a diminuição da vantagem de Dilma terá o efeito pretendido. E se funcionará agora, por estarmos tão perto da eleição, mesmo não tendo funcionado no decorrer deste ano.
Apesar do clima de reta final na campanha, durante este ano a tática tem fracassado em desencadear o efeito manada na dimensão desejada. Haveria que ocorrer em uma semana o que não ocorreu em nove meses, pelo menos. Não creio que ocorrerá agora.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Coimbra vê vitória de Dilma no 1º turno

O jornalista Tales Faria em sua coluna Poder Online, no IG, fez quatro perguntinhas ao presidente do Vox Populi, Marcos Coimbra, que confirmou que o cenário mais provável para a eleição presidencial é a vitória de Dilma no primeiro turno. Veja abaixo, na reprodução da rápida entrevista, a razão.
Marina Silva está crescendo sobre votos de Dilma Rousseff?
– Não dá para dizer. Dilma cresceu tanto após o início do horário gratuito da propaganda eleitoral que roubou votos dos outros dois. Agora, esses votos estão, ao que parece, voltando para eles.
Quantos votos, de fato, Dilma precisa perder para que haja segundo turno?
– Nos dados de nosso tracking (corroborados por vários outros que temos de pesquisas desenvolvidas em paralelo), a vantagem dela para a soma dos outros estava em 12 pontos percentuais ontem. Se 6 pontos passassem dela para os outros, a eleição empataria e o prognóstico de vitória no primeiro turno seria impossível.  Como cada ponto equivale a mais ou menos 1,35 milhão de eleitores, isso seria igual a 8 milhoes de eleitores (sem raciocinar com abstenções).
Marina Silva pode ultrapassar José Serra?
– É muito pouco provável, no conjunto do país. Possível em alguns lugares, como a região Norte e o DF. Talvez se consolide no Rio, onde ela já está na frente.
Qual o quadro que o senhor acha mais provável?
Vitória de Dilma no primeiro turno