Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

quinta-feira, 10 de março de 2011

Maria do Rosário ganhou: Johnbim vai embora. Dilma é pelos Direitos Humanos



Videla é direito, humano e encarcerado

Se tem alguém que entende de Nelson Johnbim, além do embaixador americano, é a notável colonista (*) Eliane Cantanhêde, especialista em Ar, da Folha (**).

Cantanhêde diz que Johnbim vai embora até julho, porque detesta Guimarães Rosa.

Foi ela quem disse que o Lula precisava mais do Johnbim do que o Johnbim do Lula.

Lula deixou Johnbim de herança para fazer dele o Marechal Lott da JK de saias.

Só que a JK de saias não é o JK.

E ela prefere a Maria do Rosário, com quem o Johnbim não ia “c… e andar”.

A divergência entre a Presidenta e o Ministro da Defesa pró-americano não é sobre Guimarães Rosa.

É sobre a Comissão da Verdade, os Direitos Humanos.

Como se sabe, se pudesse, Johnbim faria como o General Videla, da Argentina, hoje devidamente encarcerado, que diante das acusações de tortura, criou o slogan “os argentinos são direitos e humanos”.


Paulo Henrique Amorim


(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

CNBB prega a miséria para o Brasil e a riqueza para a igreja



A igreja defendendo o meio-ambiente
CNBB defende respeito ao planeta e critica o pré-sal
Documento da Campanha da Fraternidade de 2011 cita projeto de exploração do petróleo que é um dos principais do governo

Brasília - O projeto de exploração de petróleo na camada do pré-sal foi criticado pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) durante o lançamento, ontem, da Campanha da Fraternidade. Com o tema “Fraternidade e a Vida no Planeta — A Criação Geme em Dores de Parto”, a campanha cobra participação mais ativa dos fiéis na luta contra o aquecimento global.

E critica os projetos de desenvolvimento que não levam em consideração os danos causados ao planeta. Um dos alvos é a proposta de exploração de petróleo em águas profundas, o pré-sal. “O programa pré-sal exige o dispêndio de fortunas para a extração de um produto altamente poluente”, diz o texto base da campanha, que será divulgado a todos os fiéis durante este ano.

Como a CNBB não apresentou alternativas eu imagino que ela defenda o fim do automóvel, dos aviões e dos milhares de produtos fabricados com, ou partir de, petróleo. Esses sobreviventes da Idade das Trevas poderiam dar o exemplo andando a pé, viajando de carroça e indo visitar o Vaticano em barcos à vela. Isso se não for contra a doutrina da igreja cortar árvores e explorar animais, claro.

O secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, em entrevista no lançamento da campanha, afirmou que o petróleo brasileiro pode atrair a cobiça de outros países. “A primeira vez que ouvi falar no petróleo do pré-sal tive uma sensação muito ruim”, afirmou ele.

A sensação foi causada pela perspectiva de ver o Brasil enriquecendo e o brasileiro estudando e deixando essa barbárie medieval para trás. O país gastar bilhões de dólares por ano para importar petróleo nunca causou sensação nenhuma nesses fugitivos do hospício.


Leia mais em: Ф Еskеrдоpата 

quarta-feira, 9 de março de 2011

Revista VEJA mente e será processada por dano moral


O Projeto Emancipa já é um sucesso. As incrições ainda não terminaram, mas já temos mais inscritos do que as 100 vagas disponíveis. O apoio que temos recebido é enorme. Este apoio se expressou inclusive na imprensa gaúcha, que através de vários comunicadores e jornalistas ajudou a divulgar o projeto pela sua relevância social, não se prestando a reproduzir as “denúncias” da revista Veja . Todos sabem da lacuna existente na preparação dos jovens oriundos das escolas públicas que desejam entrar na universidade. Então, quem poderia querer detonar um projeto que oferece preparação para o vestibular e o Enem GRATUITAMENTE para estudantes de escolas públicas? Aqui no Rio Grande do Sul, só os “viúvos” de Yeda Crusius.
Entretanto, em respeito às pessoas que me apoiam e respeitam e que têm sido questionadas por quem não conhece a minha trajetória, esclareço:
- Vou processar a revista Veja por danos morais, visto que o jornalista que assina a matéria sequer me ouviu, publicando uma reportagem absolutamente fantasiosa sobre o Projeto Emancipa, coordenado por mim no Rio Grande do Sul.
- A Secretaria de Educação não me concedeu nenhum privilégio como insinua a reportagem. A direção do Colégio Júlio de Castilhos, assim como outras escolas estaduais, proporciona a execução de diversos projetos nas suas dependências. O Emancipa é um deles e paga à escola R$ 600,00 por mês pelas duas salas.
- Os (as) professores(as) não serão “bem remunerados” como maliciosamente diz a reportagem. Receberão R$ 20,00 a hora aula. Como são apenas duas turmas, a média de remuneração de cada professor deverá ser por volta de R$ 300,00.
- A cota de patrocínios do Emancipa está fechada com 5 empresas e não estamos em busca de mais 
patrocinadores como mentirosamente afirma a reportagem.
- Sobre a Icatu Seguros, um empresa que atua no mercado gaúcho através do Banrisul há mais de 10 anos, muito me estranha que somente agora, para me atacar, a Veja levante suspeitas sobre esta relação. Eu não respondo pelas atividades de nenhuma empresa, mas a verdade é sempre útil: basta verificar o balanço 2010 do Banrisul, disponível na internet, para comprovar a mentira. A seguradora Icatu não tem contrato de exclusividade com o Banrisul. Além disso esta empresa apóia diversas OSCIPs e ONGs, não apenas o Emancipa.
- Quanto à afirmação de que “Luciana, que na política criticava o pai, na vida empresarial usa de seu prestígio para lucrar”, quem terá que se explicar é a Veja. E terá que fazê-lo no Justiça. Primeiro, porque não estou “lucrando” e nem sequer estou na “vida empresarial”. O Emancipa não é uma empresa e não pode dar lucro. Não é por que deixei de ser deputada que vou abrir mão de realizar atividades socialmente relevantes, mesmo que de forma privada, mas que respondam a interesses coletivos. Quanto ao suposto uso do prestígio do meu pai, Tarso Genro, minha trajetória me autoriza a ter certeza que os parceiros do Emancipa avaliaram em primeiro lugar o meu próprio prestígio para decidir pela participação no projeto.
Luciana Genro, ex-deputada federal (PSOL), é Coordenadora do Projeto Emancipa-RS.

Muuuuito dinheiro


LÍBIA: O 'ESFORÇO' NARRATIVO E OS FATOS


 REVOLTA ÁRABE - Clique para ver a página especial


 Não era bem assim. Aos poucos, o conflito na Líbia assume contornos de uma guerra interna mais complexa do que a unânimidade  anti 'cachorro-louco' que a mídia  e a propaganda norte-americana pintaram inicialmente. O
 esforço narrativo orquestrado para deslocar o foco do principal não isenta Kadafi e o seu regime de constituírem nexos de uma teia de oligarquias autoritárias, incapazes de conviver com a vontade das ruas. A sangrenta e longa purgação que se esboça no 9º maior produtor de petróleo, porém, repõe os termos de um esfarelamento histórico inapelável. O que se vive no Oriente Médio é a  implosão de uma ordem predominantemente funcional à dinâmica capitalista trazida do século 20, que sofre o segundo abalo sísmico após o esgotamento neoliberal   inscrito na crise de 2007 e 2008. Nenhum bode expiatório conseguirá esconder a gravidade desse duplo revés que sacode os pilares dos mercados obrigando-os a se reinventarem ideologica e logisticamente num espaço que se estreita urbi et orbi, agora também no 'quintal árabe'. O 'esforço' narrativo dos últimos dias tenta ocultar essa dimensão sistêmica de uma  crise que será longa e dramática, com ou sem Kadafi. O governo Dilma certamente tem consciência desse divisor  subjacente à ansiosa 'boa vontade' norte-americana com o país , manifesta nos preparativos para a viagem de Obama ao Brasil do pré-sal. Espera-se que o novo Itamaraty saiba extrair as consequências  e atitudes soberanas desse reordenamento profundo na geopolítica mundial.

(Carta Maior; 4º feira, 09/03/2011)

WikiLeaks: Cerra queria governar “alinhado” com EUA, mas foi taxado de desinformado


Entreguismo do Cerra não é novidade
Extraído do blog Os Amigos do Presidente Lula:

WikiLeaks: Serra acenou para os EUA com “relações carnais”, mas gringos o consideraram completamente desinformado



No fim de 2009, José Serra (PSDB/SP) ainda era governador de São Paulo e candidato informal tucano à presidência.


O subsecretário para assuntos do hemisfério ocidental do governo americano, Arturo Valenzuela, visitou países do Cone Sul e na volta aproveitou para fazer uma escala em São Paulo onde realizou uma série de encontros extra-oficiais.


Um dos encontros extra-oficiais foi com o então governador José Serra.


Durante 90 minutos no palácio do governo paulista, o demo-tucano insinuou troca de apoio com os estadunidenses: caso ele viesse a ser presidente do Brasil, faria uma política externa alinhada com os EUA (insinuando que seria interessante aos estadunidenses engajarem-se em sua candidatura).


O fato lembra a frase do ex-presidente argentino Carlos Menen (colega de FHC e Serra no neoliberalismo e nas quebradeiras internacionais), quando disse que mantinha “relações carnais” com os EUA.


Conspirando com os gringos contra os interesses brasileiros


No encontro, segundo os telegramas vazados, Serra criticou a participação do presidente Lula na crise de Honduras, responsabilizando o governo brasileiro e o presidente hondurenho deposto Manuel Zelaya por resistirem ao golpe de estado.


Nada como um dia após o outro. Recentemente, em outro telegrama, vazado do wikileaks, descobriu-se que o embaixador estadunidense em Honduras, Hugo Llorens, avaliou que a destituição do ex-presidente do país Manuel Zelaya foi “ilegal” e “inconstitucional”.


Em outro trecho da conversa, Serra resmungou e “aconselhou” os EUA a não elogiar Lula: “Ele também avisou que as referências do governo americano a uma ‘relação especial’ com o presidente Lula não agradam a todos os segmentos do Brasil e que poderiam ser manipuladas pelo PT”, diz o telegrama.


O demo-tucano também repetiu o discurso tosco, simplório e fascista do PIG (Partido da Imprensa Golpista), como se fosse um fantasma de um líder da UDN falando a um senador macarthista dos anos 50, acusando o “perigo vermelho” crescente no governo do PT, onde, segundo o demo-tucano, a radicalização e a corrupção estarima crescentes.


Para não dizer que Serra não falou nada que preste, ele criticou a tarifa americana sobre o álcool brasileiro, mas não se sabe o que ofereceu em troca. Em outro telegrama, fala nas conversas do demo-tucano para entrega do pré-sal com uma executiva da Chevron (Petroleira estadunidense).


Completamente desinformado


No telegrama, Valenzuela achou Serra focado demais na política interna brasileira sem prestar a devida atenção aos vizinhos na América do Sul.


O demo-tucano, tentou aplicar o discurso do medo no estadunidense, chamando de “perigo” a eleição de Dilma: “A presidente Kirchner é esperta e cordial. Se o populismo na Argentina preocupa aos EUA, então Dilma causará preocupação maior”.


Mas a avaliação do estadunidense sobre a visão de Serra foram devastadoras:


“Serra pareceu completamente desinformado de acontecimentos recentes no Cone Sul, incluindo a situação política do presidente paraguaio Lugo”, comentou o telegrama fazendo menção à série de reconhecimentos de paternidade atribuídas ao ex-bispo.


Medo da derrota


José Serra deu a entender a Arturo Valenzuela não estar “firmemente confiante” que fosse ganhar as eleições de 2010. Segundo o tucano, o embate entre os esforços do PT em montar uma base política sólida e o fraco aparato do PSDB justificavam tal descrença.


Vexame


Por fim, deu vexame ao destacar “seu engajamento com o então governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger”, nas questões climáticas como uma das oportunidades de cooperação. Isso a partir de um breve encontro de poucos minutos com o astro do “Exterminador do futuro”, nos corredores da conferência do clima na Dinamarca, ocorrida poucos dias antes. Só faltou destacar como “exemplo de cooperação” o encontro com a cantora Madonna. (Com informações do Carta Capital WikiLeaks)

quarta-feira, 2 de março de 2011

A Paz Que Se Phoda-Colonos israelenses destroem casas em vilarejos palestinos



Colonos israelenses danificaram casas e carros em dois vilarejos palestinos nesta terça-feira, disseram testemunhas, aparentemente para mostrar sua irritação com a demolição, efetuada por parte do governo de Israel, de residências em obras para um assentamento que não tem autorização para ser construído. 
Moradores do vilarejo palestino de Hiwwara, no território ocupado da Cisjordânia, disseram que colonos atiraram bombas caseiras dentro de uma casa, quebraram os vidros de outra, e atearam fogo a diversos carros durante a noite, seguindo depois para Burin, um vilarejo próximo, onde soldados israelenses impediram que eles atacassem uma mesquita. 
Não houve registro de vítimas. Um porta-voz da polícia israelense disse que o incidente estava sendo investigado. 
Abed Omar Qusini/Reuters
palestina segura um colchão incendiado em meio a destruição causada por colonos israelenses em Hiwwara
palestina segura um colchão incendiado em meio a destruição causada por colonos israelenses em Hiwwara
"Tentamos apagar o fogo mas não conseguimos, porque era enorme. O quarto da frente inteiro ficou queimado e parte da sala de estar também", disse o palestino Rami Edmeidi, dono da casa que foi alvo de ataque em Hiwwara. 
A violência ocorreu depois que autoridades israelenses destruíram na segunda-feira duas casas em Havat Gilad, um povoado localizado no topo de um monte na Cisjordânia ocupada, construído sem a permissão do governo israelense. 
Israel vem prometendo há tempos aos Estados Unidos desmantelar os postos avançados erguidos pelos colonos em território ocupado por Israel, sem autorização das autoridades israelenses. 
Mas os líderes israelenses relutam em agir por temer a oposição dos colonos e dos grupos que os apoiam, que têm influência no Parlamento e no governo. 
No último dia 18, os EUA votaram contra uma resolução apreciada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas que poderia condenar a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. Dos 15 votos, 14 foram a favor, incluindo o do Brasil, que no momento detém a presidência rotativa do órgão. 
Para ter validade, a medida precisava de todos os votos dos países que integram o Conselho, e caso tivesse sido aprovada, reforçaria o caráter ilegal da expansão dos assentamentos nos territórios ocupados da Cisjordânia e Jerusalém Oriental, determinando ao governo israelense a interrupção imediata das obras. 
Analistas estimam que a decisão do governo do presidente Barack Obama deve irritar países árabes, a ANP (Autoridade Nacional Palestina) e defensores da causa palestina ao redor do mundo. 
O veto à medida deve também acentuar as dificuldades das negociações do processo de paz entre israelenses e palestinos, atualmente paralisado. 
Para os palestinos, a interrupção da expansão dos assentamentos é uma condição para que as negociações de paz sejam retomadas.

Da Fôia

Lula recebe cachê 2x o do FHC. Agora que o FHC corta os pulsos


Saiu na Folha, página A8:

“Lula estreia em palestras com maior cachê do país”.

Ex-presidente receberá R$ 200 mil por participação em eventos.

O Nunca Dantes foi contratado pela coreana LG.

O cachê atribuído ao Farol de Alexandria é, segundo a cotação corrente no “mercado”, é de R$ 80 mil, correspondente a US$ 50 mil.
Até nisso o Nunca Dantes dá nele de 10 x 0.
Agora, aqui pra nós, amigo navegante, quem paga US$ 50 mil para ouvir que quanto pior, é melhor ?
E quem, e por quanto, contratará o Padim Pade Cerra ?



Paulo Henrique Amorim

Especuladores da fome fazem preço dos alimentos aumentar


Não são apenas más colheitas e mudanças no clima; especuladores também estão por trás dos preços recordes nos alimentos. E são os pobres que pagam por isso. Os mesmos bancos, fundos de investimento de risco e investidores cuja especulação nos mercados financeiros globais causaram a crise das hipotecas de alto risco (sub-prime) são responsáveis por causar as alterações e a inflação no preço dos alimentos. A acusação contra eles é que, ao se aproveitar da desregulamentação dos preços dos mercados de commodities globais, eles estão fazendo bilhões em lucro da especulação sobre a comida e causando miséria ao redor do mundo. O artigo é de John Vidal.

Há pouco menos de três anos, as pessoas da vila de Gumbi, no oestede Malawi, passaram por uma fome inesperada. Não como a de europeus,que pulam uma ou duas refeições, mas aquela profunda e persistente fome que impede o sono e embaralha os sentidos e que acontece quando não se tem comida por semanas. Estranhamente, não houve seca, a causa tradicional da mal nutrição e fome no sul da África, e havia bastante comida nos mercados. Por uma razão não óbvia o preço de alimentos básicos como milho e arroz havia quase dobrado em poucos meses. Não havia também evidências de que os donos de mercados estivessem estocando comida. A mesma história se repetiu em mais de 100 países em desenvolvimento. 

Houve revolta por causa de comida em mais de 20 países e governos tiveram que banir a exportação e subsidiar fortemente os alimentos básicos. A explicação apresentada por especialistas da ONU em alimentos era de que uma “perfeita” conjunção de fatores naturais e humanos tinha se combinado para inflar os preços. Produtores dos EUA, diziam as agências da ONU, tinham disponibilizado milhões de acres de terra para a produção de biocombustíveis; preços de petróleo e fertilizantes tinham subido intensamente; os chineses estavam mudando de uma dieta vegetariana para uma baseada em carne; secas criadas por mudanças no clima estavam afetando grandes áreas de produção. 

A ONU disse que 75 milhões de pessoas se tornaram mal nutridas em função do aumento de preços. Mas uma nova teoria está surgindo entre economistas e mercadores. Os mesmos bancos, fundos de investimento de risco e investidores cuja especulação nos mercados financeiros globais causaram a crise das hipotecas de alto risco (sub-prime) são responsáveis por causar as alterações e a inflação no preço dos alimentos. A acusação contra eles é que, ao se aproveitar da desregulamentação dos preços dos mercados de commodities globais, eles estão fazendo bilhões em lucro da especulação sobre a comida e causando miséria ao redor do mundo. 

Conforme os preços sobem além dos níveis de 2008, fica claro que todos estão agora sendo afetados. Os preços da comida está subindo até 10%por ano no Reino Unido e na Europa. Mais ainda, diz a ONU, os preços deverão subir pelo menos 40% na próxima década. Sempre houve uma modesta, mesmo bem-vinda, especulação nos preços dos alimentos e tradicionalmente funcionava assim. O produtor X se protegia contra o clima e outros riscos vendendo sua produção antes da colheita para o investidor Y. Isso lhe garantia um preço e o permitia planejar o futuro e investir mais, e dava ao investidor Y um lucro também. Num ano ruim, o fazendeiro X tinha um bom retorno. Mas num ano bom, o investidor Y se saía melhor. 

Quando esse processo era controlado e regulado, funcionava bem. O preço da comida que chegava ao prato e do mercado de alimentos mundial ainda era definido por reais forças de oferta e demanda. Mas tudo mudou no meio dos anos 1990. Na época, após um pesado lobby de bancos, fundos de investimento de risco e defensores do "mercado livre" nos EUA e no Reino Unido, as regulamentações no mercado de commodities foram abolidas. Contratos para comprar e vender alimentos foram transformados em “derivativos” que poderiam ser comprados e vendidos por negociantes que não tinham relação alguma com a agricultura. Como resultado, nascia um novo e irreal mercado de “especulação de alimentos”. 

Cacau, sucos de fruta, açúcar, alimentos básicos e café agora são commodities globais, assim como petróleo, ouro e metais. Então, em 2006, veio o desastre das hipotecas podres e bancos e especuladores correram para jogar os seus bilhões de dólares em negócios seguros, alimentos em especial. “Nós notamos isso [especulação de alimentos] pela primeira vez em 2006. Não parecia algo importante então. Mas em 2007, 2008 aumentou rapidamente”, disse Mike Masters, gerente de um fundo no Masters Capital Management, que confirmou em testemunho ao Senado dos EUA em 2008 que a especulação estava inflando o preço mundial dos alimentos. “Quando você olha para os fluxos, se tem uma evidência forte. Eu conheço muitos especuladores e eles confirmaram o que está acontecendo. A maior parte do negócio agora é especulação – eu diria 70 a 80%.” Masters diz que o mercado agora está muito distorcido pelos bancos de investimentos. “Digamos que apareçam notícias sobre colheitas ruins e chuvas em algum lugar. Normalmente os preços vão subir algo em torno de 1 dólar (por bushel). Quando se tem 70-80% de mercado especulativo, sobe 2 a 3 dólares para levar em conta os custos extras. Cria volatilidade. Vai acabar mal como todas as bolhas de Wall Street. Vai estourar.” 

O mercado especulativo é realmente vasto, concorda Hilda Ochoa-Brillembourg, presidente do Strategic Investment Group de Nova York. Ela estima que a demanda especulativa para o mercado agrícola de futuros tenha aumentado entre 40 e 80% desde 2008. Mas a especulação não está apenas em alimentos básicos. No ano passado, o fundo Armajaro, de Londres, comprou 240 mil toneladas – mais de 7% do mercado mundial de cacau – ajudando a elevar o preço do chocolate ao seu mais alto valor em 33 anos. Enquanto isso, o preço do café pulou 20% em apenas três dias, resultado direto de aposta de especuladores na quebra do preço do café. 

Olivier de Schutter, Relator da ONU para o Direito à Alimentação, não tem dúvidas que especuladores estão por trás do aumento de preços. “Os preços do trigo, do milho e do arroz tem aumentado de modo significante, mas isso não está ligado a estoques ou colheitas ruins, mas sim a negociantes reagindo a informações e especulações do mercado”, ele diz. “As pessoas estão morrendo de fome enquanto os bancos estão se matando para investir em comida”, diz Deborah Doane, diretora do Movimento Global de Desenvolvimento de Londres. 

A FAO, órgão da ONU para agricultura, se mantém diplomaticamente evasiva, dizendo, em junho, que: “Fora mudanças reais em oferta e procura em alguns commodities, o aumento dos preços pode também ter sido amplificado pela especulação no mercado de futuros”. A [visão da] ONU tem o apoio de Ann Berg, uma das mais experientes negociantes do mercado de futuros. Ela argumenta que diferenciar commodities dos mercados de futuro e os relacionados com investimento sem agricultura é impossível. “Não existe maneira de saber exatamente [o que está acontecendo]. Tivemos a bolha das casas e o não-pagamento dos créditos. O mercado de commodities é outro campo lucrativo [onde] os mercados investem. É uma questão sensível. [Alguns] países compram direto dos mercados. Como diz um amigo meu. “O que para um homem pobre é um problema, para o rico é um investimento livre de riscos”. 

Tradução: Wilson Sobrinho

Presidenta não vai parar o Brasil. É o que o PiG mais quer



O Blog do Planalto tem post sobre o discurso que fez ao inaugurar uma unidade da Petrobras na Bahia.

Ela diz: meu Governo não vai parar de investir.

Pouco antes, ainda na Bahia, para irritar os neoliberais do PiG (*), ela aumentou o Bolsa Família.

Na véspera, ela anunciou cortes de R$ 5 bi no orçamento e,  segundo entrevista da Ministra Miriam Belchior ao C Af, o Bolsa Família e o PAC estão inteiramente preservados.

Navalha
O editorial da Folha (**) e uma entrevista que o “mercado” concedeu a primeira página da Economia do Estadão revelam o que está na alma – e no bolso – do “mercado” e de seu melhor títere, o PiG.
Eles querem mais cortes e mais juros.
Eles querem parar o Brasil.
Querem que a Dilma não invista para obedecer às metas de uma instituição hoje tão respeitável quanto o Parlamento líbio: o FMI.
O FMI não previu e não resolveu a crise de 2008, pediu dinheiro emprestado ao Brasil e não tem a menor ascendência sobre a China, o Brasil, a Índia e a Rússia.
Ou seja, é que nem a Justiça brasileira: algema só em pobre, preto e p …, não é Dr. Toron ?
O “mercado” e o PiG sáo aquele personagem do Chico Anísio: que o pobre se lixe !
Uma palavra final sobre o Cerra.
Ele também disse ao Globo que os cortes da JK de saias eram um “estelionato eleitoral”.
Mal sabia ele que o uso da expressão era, por si mesmo, uma forma de estelionato.
O Cerra dirá qualquer coisa, para se eleger prefeito de São Paulo.
Ate que o PSDB faça com ele o que fez com o Farol de Alexandria: o interdite.
Enquanto isso, a JK de saias inaugura uma obra do PAC toda terca-feira.




Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.