Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

PT fará campanha nacional em defesa de Lula



O PT e outros partidos de esquerda decidiram reagir à caçada judicial contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; a partir de 7 de novembro, uma frente multipartidária organizará ações voltadas à disseminação de informações em defesa de Lula e do legado de seus dois mandatos, começando por um ato com a presença de juristas, intelectuais e militantes; um ato maior, para milhares de pessoas, ocorrerá em 29 de novembro; "Mas não serão atos em sua defesa pessoal, e sim, dos direitos que ajudou a conquistar e que o atual governo quer extinguir", afirma o ex-ministro Gilberto Carvalho, um dos coordenadores nacionais da campanha 

247 – O PT e outros partidos de esquerda decidiram reagir à caçada judicial contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo informa a jornalista Andrea Jubé, no Valor.

A partir de 7 de novembro, uma frente multipartidária organizará ações voltadas à disseminação de informações em defesa de Lula e do legado de seus dois mandatos, começando por um ato com a presença de juristas, intelectuais e militantes.

Um evento maior, para milhares de pessoas, ocorrerá em 29 de novembro, em São Paulo. "Mas não serão atos em sua defesa pessoal, e sim, dos direitos que ajudou a conquistar e que o atual governo quer extinguir", afirma o ex-ministro Gilberto Carvalho, um dos coordenadores nacionais da campanha.
"Além do processo de criminalização do Lula e do PT, há um movimento para retirar direitos da população", diz Gilberto Carvalho. "A PEC do Teto retira os pobres do orçamento, a tentativa de desvincular os benefícios do salário mínimo prejudicará os aposentados", reforça.

Ele afirma, ainda, que o objetivo da ofensiva judicial é retirá-lo da disputa presidencial de 2018. "Antes de nos preocuparmos com a sucessão no PT, temos de nos mobilizar em defesa do Lula", diz ele.

Na mais recente pesquisa Vox Populi, Lula lidera, com 34%, e está muito à frente dos principais adversários (leia reportagem do 247 a respeito). É por isso, diz Carvalho, que pretendem condená-lo e torná-lo ficha-suja

domingo, 23 de outubro de 2016

Pesquisas comprovam que perseguição a Lula gerou desconfiança


pesquisas

Sim, o título deste texto é esse mesmo que você leu. E se está surpreso, é pelo que não leu. Por exemplo, não leu as recentes pesquisas Vox Populi e CNT/MDA. Elas mostram claramente que o tempo passou a ser amigo da esquerda e inimigo da direita.

Antes do burburinho dos últimos dias sobre a possibilidade de Lula ser preso proximamente, ele vinha sendo alvo de uma campanha paulatina de enfraquecimento.

Em 26 de agosto, a Polícia Federal indiciou o ex-presidente em inquérito que investiga se ele é dono de um apartamento no Guarujá (SP).  Lula foi indiciado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Em 15 de setembro, o cruzado do MPF, Deltan Dallagnol, fez a apoteótica apresentação em power point colocando Lula como o grande chefe da quadrilha do petrolão, “il capo di tutti capi”.

Em 20 de setembro, o juiz federal Sergio Moro aceitou a denúncia feita pelo MPF  contra o ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Com a decisão, Lula virou réu na Operação Lava Jato. Ele já era réu em outra ação na Justiça do DF.

Em 14 de outubro, Lula virou réu pela terceira vez. A acusação foi ter beneficiado a Odebrecht em contratos do BNDES em troca de propina. A denúncia foi aceita pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília.

De agosto para cá, o ex-presidente Lula passou a ser réu em três ações penais, duas em Brasília e uma no Paraná. E foi alvo do show de Dallagnol, apresentado com pompa e circunstância pela máquina de moer global.

Enquanto isso, cresciam os boatos sobre sua prisão. Em Brasília não se falava de outra coisa: se Lula tivesse que ser preso o momento seria agora, após todos esses indiciamentos – que, em tese, deveriam fragilizar o ex-presidente – e a derrota fragorosa do PT nas urnas.

Contudo, de cerca de dez dias para cá o quadro mudou muito.

Tudo começou na sexta-feira retrasada, com a denúncia deste Blog de que o ex-presidente estava na mira imediata de Sergio Moro, que decidira aproveitar o “bom momento” para prender o ex-presidente – provavelmente, junto com Eduardo Cunha, o que tornaria a prisão de Lula mais “palatável”.

Apesar de não ter ocorrido nenhuma grande manifestação de rua, a comoção que tomou a esquerda, a direita e até a mídia diante da minha denúncia mostrou o que seria prender o ex-presidente.

Até na direita surgiram análises de que não havia nenhum “fato novo” que justificasse a prisão. Colunistas antipetistas da grande mídia como um Merval Pereira apressaram-se em “negar” a prisão iminente de Lula, demonstrando que a tese não lhes interessava.

Esse colunista e Diogo Mainardi trataram de me atacar por ter levantado essa bola…
Em seguida, duas pesquisas de fontes absolutamente independentes uma da outra mostram forte crescimento da popularidade de Lula. Uma feita pelo instituto Vox Populi e outra do instituto MDA, feita para a Confederação nacional dos transportes.

Nas duas pesquisas, o resultado foi surpreendente. E, em ambas, Lula vence todos os adversários no primeiro turno.

Na pesquisa Vox Populi, Lula vence o primeiro turno com 35% se adversário tucano for Alckmin (12%) e com 28% se for Aécio. Na pesquisa CNT/MDA, Lula vence o primeiro turno com 25,3% se o adversário tucano for Alckmin e com 24,8% se for Aécio.

O mais interessante é que as pesquisas vinham dando derrota de Lula para todos os candidatos (Marina, Alckmin, Aécio) no segundo turno e agora, justamente na pesquisa dos antipetistas da CNT, o mesmo Lula está em empate técnico com os adversários.

Lula empata tecnicamente com Aécio e Marina no segundo turno, segundo a CNT/MDA. Essa pesquisa não mensurou a disputa em segundo turno entre Lula e Alckmin e suspeita-se de que é porque Lula venceria.

Vale notar que Vox Populi e CNT/MDA são identificadas, respectivamente, com petistas e antipetistas. Vox Populi é considerado um instituto “petista” e as pesquisas feitas para a Confederação Nacional dos Transportes, do proto-tucano Clésio Andrade, são consideradas “antipetistas”.

Para a Lava Jato, esses números são terríveis. Mostram que as pessoas estão se solidarizando com Lula pelos ataques que vem sofrendo e pela virulência ditatorial dos processos contra si.

Se Lula, apesar do linchamento na mídia sob cortesia da Lava Jato, está ganhando eleitores e já tem metade dos votos válidos em todas as simulações de segundo turno, essa metade do eleitorado brasileiro deve achar que Moro e sua trupe não provaram nada com suas apresentações canhestras em power point.

O crescimento da popularidade de Lula também frustra a percepção de que este seria um “bom momento” para prendê-lo, pois está claro que, apesar do linchamento midiático, a opinião pública está achando que estão querendo impedi-lo de ser presidente de novo.

Para entender os juízes brasileiros

legais

Eduardo Bresciani e André Souza, em O Globo, publicam um levantamento essencial para entender como, com exceções, pensam os juízes brasileiros.

E, sobretudo, como agem quando se trata de aplicar a eles próprios a lei.

Três de cada quatro juízes brasileiros receberam remunerações acima do teto constitucional, revela levantamento feito pelo GLOBO analisando as últimas folhas salariais dos 13.790 magistrados da Justiça comum brasileira, a maioria de agosto. São 10.765 juízes, desembargadores e ministros do Superior Tribunal de Justiça que tiveram vencimentos maiores do que os R$ 33.763 pagos aos ministros do Supremo Tribunal Federal. Pela Constituição, esse deveria ser o maior valor pago aos servidores, e lá está expresso que nesse limite estão incluídas “vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza”.(…)
O levantamento revela que a média das remunerações recebidas por magistrados da Justiça comum é de R$ 39,2 mil. Esse valor exclui, quando informado pelas cortes, os pagamentos a que fazem jus todos os servidores dos Três Poderes: férias, 13º salário e abono permanência, montante pago a todo servidor que segue na ativa mesmo já podendo ter se aposentado.

Num cálculo aproximado, meio bilhão de reais pagos a estes juízes todos mês. Consideradas as férias, 13º e encargos sociais, é modesto dizer que consomem cerca de R$ 1 bilhão por mês.

Mais da metade do que o “Bolsa Família” distribui a 50 milhões de brasileiros pobres  e que o ministro Gilmar Mendes servem para a ‘compra de voto institucionalizada’ para governo se “eternizarem” no poder.
Seguindo o mesmo raciocínio, o dinheiro pago aos magistrados – ressalvo, com exceções – também poderia ser interpretado como ‘compra de voto institucionalizada’ para manter um sistema de privilégios institucionalizados.

Também não é absurdo supor que, mais que o desejo de distribuir justiça, seja a ambição de poder e vida fasta o que hoje mais atraia jovens de classe média alta à carreira judicial.
Os que apontam – com razão – que a corrupção é um dreno nos recursos que deveriam ir para o serviço público e servir os mais pobres, porém, não se envergonham de, ainda que as coisas estejam assim, quererem mais.

Dizem que é preciso preservar “a dignidade  dos magistrados”.

Que dignidade, excelências?

Para Comparato, EUA estão por trás da caçada a Lula




Alta aprovação de Lula e sua origem proletária, além de seu protagonismo da lei do pré-sal e na criação dos Brics, preocupam oligarquia, "que busca exclusão do ex-presidente da vida política"; Comparato diz estar absolutamente convencido de que há influência dos Estados Unidos nesse processo 

Da Rede Brasil Atual O jurista Fábio Konder Comparato, professor aposentado da Faculdade de Direito da USP,  disse que é preciso entender o que há por trás da perseguição política ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“A nossa oligarquia sempre foi composta por dois grupos: os ricos – empresários, proprietários, rentistas etc – e os grandes agentes estatais. Eles sempre se deram as mãos. Na verdade, como disse o grande economista francês Fernand Braudel, o capitalismo só é bem sucedido quando se alia ao Estado, quando é o Estado”, disse.

“Lula foi o primeiro presidente da República que não era originário da oligarquia, tinha origem proletária. Sobretudo, ele saiu da presidência da República depois de terminar o segundo mandato com 80% de aprovação”, completou.

Comparato diz estar absolutamente convencido de que há influência dos Estados Unidos nesse processo de exclusão de Lula do campo político. Para ele, os americanos ficaram muito preocupados com duas questões, que para eles são fundamentais: o fato de o Brasil ter uma das maiores reservas de petróleo do mundo e por Lula ter sancionado a Lei 12.351, que prevê que Petrobras seja operadora de todos os blocos contratados sob o regime de partilha de produção do pré-sal, autonomia eliminada pelo projeto 4.567, em discussão na Câmara, que flexibiliza as regras do pré-sal.

A segunda preocupação é Lula ser um dos grandes artífices do Brics (Brasil, Rússia, Índia, Chia e África do Sul), a união de potências que unidas transformaram-se em concorrentes dos Estados Unidos no campo internacional, "e isso os Estados Unidos não podiam aceitar".

Assista o depoimento à Agência PT de Notícias


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Estudantes de Curitiba põem mercenários do MBL pra correr



mbl

Durante a campanha eleitoral mostrei uma tática do grupo antipetista Movimento Brasil Livre (MBL), que produz vídeos para ludibriar pessoas com teorias econômicas prejudiciais aos trabalhadores (como exterminar direitos trabalhistas) e para constranger quem acalenta ideologia de esquerda.

Vídeo gravado pela minha equipe de campanha expõe as farsas promovidas por esse grupo.





Pois é esse mesmo MBL que, recentemente, foi flagrado abordando e agredindo jovens menores de idade nas escolas ocupadas em Curitiba.

O post contém informações de Francisco Toledo, co-fundador e escritor da Agência Democratize, em São Paulo. Ele relata que o Movimento Brasil Livre foi flagrado recentemente abordando e agredindo jovens menores de idade nas escolas ocupadas em Curitiba.

Em um dos vídeos publicados pelo grupo no Facebook, é possível ver o coordenador nacional do movimento, Renan Santos, que responde a mais de 60 processos na Justiça, além do “youtuber” Arthur, do recém lançado canal chamado Mamaefalei, que você vê no vídeo acima

O trabalho de Arthur é exatamente esse: ir a manifestações e mobilizações de esquerda com o objetivo de gravar vídeos ironizando o posicionamento dos manifestantes. Segundo informações de ex-membros do MBL, o youtuber é financiado pelo grupo e não possui outro trabalho.




Arthur viaja reiteradamente para fora de São Paulo a fim de gravar vídeos ironizando manifestações contra Michel Temer (PMDB), que se reuniu recentemente com o grupo para montar uma estratégia de defesa das reformas pretendidas pelo governo nos próximos meses — incluindo a PEC 241, ou a MP do Ensino Médio.
Trocando em miúdos: Temer financia Mamãe Falei e Renan Santos, entre outros espertalhões do MBL. Até agora, não se viu uma só crítica à doação de dinheiro público ao MBL.

Foi justamente por conta da PEC 241 e da MP do Ensino Médio que estudantes começaram a ocupar escolas estaduais no Paraná e no restante do Brasil. Até o momento, já são mais de 800 escolas ocupadas em todo o país — mais de 600 apenas no Paraná.

Tanto o MBL quanto Arthur não perderiam a oportunidade de tentar enfraquecer o movimento estudantil diante da opinião pública.

Mais abaixo, vídeo de momento em que Arthur e um comparsa são expulsos de uma escola na qual tentavam promover seu esquema fraudulento: encontrar pessoas “ruins de câmera”, que ficam nervosas ao ser entrevistadas e por isso não conseguem articular respostas coerentes.

Pressionado um dos integrantes do MBL, ele afirma ser fascista e, logo em seguida, ao ser perguntado novamente, responde não ser burro para responder perguntas. Mas são esses mesmos mercenários que tinham ido buscar respostas ineptas de algum militante “ruim de câmera”.



A grande maioria dos estudantes nas escolas ocupadas do Paraná é de menores de idade. Mesmo assim, sem permissão dos pais dos alunos, Arthur começou a gravar seu vídeo em uma das escolas ocupadas, o Colégio Estadual do Paraná — a maior escola do estado —, filmando os rostos dos jovens – prática proibida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

Ao lado de membros de outro grupo, chamado Direita Curitiba, Arthur é acusado pelos estudantes de entrar de maneira forçada nas dependências da escola, além de abusar sexualmente de uma jovem, que abriu um Boletim de Ocorrência na Delegacia da Mulher após o caso.
Um estudante ainda acabou sendo agredido por Arthur.

Em resposta, o youtuber afirma que a agressão começou por parte de um dos estudantes, que tentou segurar sua câmera.

Os secundaristas se defendem, acusando Arthur de não respeitar os jovens no local, que já haviam afirmado por diversas vezes que não estariam dispostos a gravar uma entrevista, principalmente após as denúncias de agressão sexual que o grupo teria cometido contra uma jovem.

O MBL promete se transformar em um dos grandes escândalos do governo Michel Temer. Apesar de a mídia tradicional não se interessar pelo uso obscuro de dinheiro público pelo governo federal para financiar esses mercenários, vai ser inevitável que essa bomba estoure.

O governo Temer está metendo dinheiro público no MBL sem dar satisfação a ninguém. Apesar do estranhíssimo desinteresse do Ministério Público e da Polícia Federal com esse uso descarado de dinheiro público com fim político, não demora alguém vai mapear a falcatrua e não vai dar pra segurar.

A colunista Monica Bergamo da Folha de São Paulo Monica Bergamo divulgou recentemente como o MBL gasta dinheiro público espalhando pistoleiros para perseguir adversários políticos.

mbl-1

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Delação de Cunha é problema dos golpistas


cunha

O simbolismo envolto na prisão extemporânea de Eduardo Cunha convulsionou Brasília de tal maneira que memes sugestivos como o abaixo espalharam-se como fogo em capim seco na última quarta-feira.

cunha-2

No que diz respeito à esquerda, a prisão de Cunha causou uma preocupação não com o que ele possa revelar, mas com a razão de ele ter sido preso.

É uma faca de dois gumes; por um lado, torna-se imperiosa em virtude das pessoas que foram presas por muito menos que o ex-presidente da Câmara – por exemplo, Guido Mantega, mesmo que solto depois, e José Dirceu, contra quem só pesam suposições –, mas, por outro lado, preocupa porque ocorre justamente no momento em que Cunha menos oferecia risco às investigações.

A decisão de prender Cunha foi extemporânea e tomada de afogadilho. Foi tomada pelo juiz Sergio Moro na última quarta-feira, após se tornar crível a hipótese defendida por este Blog de que Lula estaria na mira imediata do juiz.

cunha-1

Foi só Cunha ser preso que, imediatamente, muitos dos que haviam duvidado de que Lula pudesse ser preso agora viram na prisão do ex-presidente da Câmara o indício de que o ex-presidente da República ou será o próximo a ser preso ou seria preso no mesmo dia se não tivesse havido a polêmica que houve em torno da possibilidade levantada por esta página.

Cada um que acredite no que quiser ou no que lhe convier. Porém, todos estão vendo que a decisão de prender Cunha foi tomada intempestivamente, de afogadilho, como vacina contra as acusações a Moro e, quem sabe, para poder justificar a prisão de Lula.

cunha-3

E não venham me dizer que foi só a direita que disse isso. A grande maioria dos comentários no post anterior foi nesse sentido. Em qualquer página de esquerda e até do PT há centenas e centenas de comentários nesse sentido.

Não acho que necessariamente isso quer dizer que meu alerta foi certeiro. Pode ser coincidência? Vá lá. Mas não há nada, absolutamente nada que autorize dizer que é mentira que Lula está ou estava na mira imediata de Moro.

Nesse ponto, termina a preocupação da esquerda com a prisão de Moro. E começa a da direita.
Enorme.

Vasta.

Profunda.

Porque tudo que Cunha tinha a dizer contra o PT, ele disse. A maior parte, aliás, ele inventou. Cunha declarou guerra a Dilma, a Lula e ao PT. E à esquerda em geral. No âmbito dessa guerra, não há o que ele não fizesse para destruir esses desafetos.

Vamos ver até que ponto a Lava jato tem interesse na delação de Cunha. Ele, Temer e seu grupo peemedebista se aliaram ao PSDB, ao DEM e a quase todos os partidos de direita e centro-direita, inclusive alguns disfarçados de esquerda como o PSB ou o PPS.

Haverá interesse da Lava Jato em desmontar o governo federal e os partidos de direita? Porque se Cunha fizer delação leva todo mundo para Curitiba. E José Dirceu, Vaccari, Palocci etc. vão ser mandados para o jardim da infância.

Na verdade, a delação de Cunha, a meu juízo, acabará se parecendo com o esquete do grupo humorístico Porta dos Fundos que você confere no vídeo abaixo.



Vazou o PowerPoint do Cunha



Jornalista Esmael Morais ironiza o power point do procurador Deltan Dallagnol, quando apresentou a última denúncia do Ministério Público contra Lula, ao preparar uma versão de Eduardo Cunha; o deputado cassado está ligado a todos os caciques do governo Temer: Renan Calheiros, Eliseu Padilha, Moreira Franco, Valdir Raupp, Romero Jucá e o próprio presidente 

Por Esmael Morais - O PowerPoint da suposta delação de Eduardo Cunha, que atinge a cúpula do PMDB, já circula com força nas redes sociais.

Trata-se de uma paródia da apresentação do procurador Deltan Dallagnol, da Lava Jato, que em setembro mostrou uma estrutura em PowerPoint para incriminar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Brincadeira dos internautas à parte, o ex-presidente da Câmara prepara superdelação [que se preze] com os seguintes mandachuvas peemedebistas: Michel Temer, Renan Calheiros, Romero Jucá, Moreira Franco, Eliseu Padilha e Valdir Raupp.

Portanto, o PMDB ficará órfão. Quem irá herdar o comando partido?

Advogado de Lula dá aula a Merval em carta aberta. Lembra do “Eureka”, Merval?

eureka1

 Por

Demolidora, para quem se disponha a analisar  com equilíbrio, a carta aberta enviada a Merval Pereira, colunista de todos os cantos das Organizações Globo, pelo advogado de Lula, Cristiano Zanin.
Merval deveria ter mais cuidado em seus julgamentos, até porque ele próprio já errou feio, há quase 20 anos, quando “sentenciou” um presidente de associação de moradores do Complexo da Mangueira a ser o “traficante Eureka”, aplicando a “cognição sumária” do jornalismo a um informante policial que o “identificou” numa foto.

Caio Túlio Costa, primeiro ombudsman da Folha, contou esta história em detalhes, em 1989.
Eis a carta de Zanin a Merval:

Senhor Jornalista,

Ao contrário do afirmado (“Preparando o terreno”, O Globo, 19/10/2016), nem o ex-Presidente Lula e nem nós, seus advogados, atuamos para “desacreditar a Justiça”. Todo o trabalho de defesa está escorado em dois pilares: fatos e técnica jurídica. Não usamos “convicções” ou simulacros de legalidade.

O senhor citou, com desdém, o fato de termos arguido a suspeição do Desembargador João Pedro Gebran, do TRF4, para julgar os procedimentos que abrimos contra o juiz Sergio Moro perante aquela Corte. Ora, é a lei que nos permite fazer esse questionamento, pois o art. 254, I, do Código de Processo Penal estabelece que o magistrado (juiz, desembargador ou ministro) não pode julgar um “amigo íntimo” (essa expressão é da lei, caso desconheça). Apontamos, por meio de provas, a possibilidade de haver a relação entre o desembargador Gebran e o juiz Moro. Apresentamos à Corte, por exemplo, um livro em que o primeiro reconhece uma “crescente amizade” e afinidade com o segundo em um texto que indica tal proximidade. Tanto é que o próprio desembargador Gebran, de forma conscienciosa e correta, suspendeu o julgamento que seria realizado na data de hoje para melhor analisar o assunto.

Em relação ao juiz Moro, o senhor considerou “natural” ele não ter acolhido os fundamentos que apresentamos para mostrar a sua suspeição e consequente impedimento legal para julgar o ex-Presidente Lula. Mas o fez ao seu modo, sem debater os fatos e as provas. E no caso de Lula eles falam por si. Afinal, há uma vasta sequência de fatos – todos comprovados — que mostram que o citado agente público praticou violações claras às garantias fundamentais de Lula, como, por exemplo, ao privá-lo de sua liberdade por meio de uma condução coercitiva sem previsão legal, ao divulgar suas conversas interceptadas para alcançar fins estranhos ao processo, ao grampear 25 advogados do nosso escritório para monitorar a defesa do ex-Presidente, ao fazer 12 acusações contra nosso cliente em documento dirigido ao STF, ao participar de eventos com políticos e pré-candidatos do PSDB e de outros partidos que antagonizam Lula e, ainda, ao participar de eventos da própria Globo, que sabidamente não aprecia Lula.

Suas afirmações acabam confirmando a correção da nossa atuação. Quando o senhor reconhece que há outros juízes responsáveis por ações ou investigações envolvendo o ex-Presidente Lula sem que tenhamos apresentado questionamentos sobre a imparcialidade desses magistrados, como fizemos em relação aos magistrados citados acima, é porque somente usamos desse meio de defesa quando efetivamente temos provas para usá-lo. Não é uma receita válida para qualquer caso.

O senhor fala – mais uma vez sem razão – que nossa estratégia é de “politizar os processos” sem revelar o denso conteúdo jurídico das defesas apresentadas e que estão disponíveis a qualquer interessado no site www.abemdaverdade.com.br. Na realidade, sua intenção é a de esconder a defesa do Lula, pois ela é sólida, baseada em provas, e supera, à toda evidência, as “convicções” dos acusadores que elegeram o ex-Presidente como inimigo. 

Também é clara a sua intenção de ocultar os ilícitos praticados pela Lava Jato. Só se fala em investigações contra Lula. E as investigações contra os agentes do Estado que violaram a Constituição e as leis, chegando a praticar condutas que a lei, em tese, define como crime? Por que nem uma palavra? 

Usaremos, sim, de todos os recursos que a lei prevê para ver reconhecida a inocência de Lula, no Brasil e no exterior. Se o país aprovou, por meio de decretos legislativos, a competência de órgãos internacionais para apurar violações a garantias fundamentais, ela também deve servir a Lula. O comunicado feito à ONU em julho é um exemplo disso. Mas falar em asilo é algo despropositado e só poderia ter vindo de alguém como você, que atua para esconder que a defesa de Lula não deixa qualquer margem de possibilidade e, sobretudo, de legitimidade para qualquer condenação criminal.

Merval me ataca e sugere que Lula seja preso por se defender

merval



Mais um que resolveu tirar uma lasquinha do pobre blogueiro por ter divulgado que recebeu informação de que Lula poderia ser preso por estes dias, aproveitando o momento desfavorável para o PT por conta das últimas eleições e no embalo dos indiciamentos sequenciais do ex-presidente na Justiça.

Merval  Pereira é um velho conhecido dos blogueiros de esquerda. Em 2014, por exemplo, em programa na rádio CBN, ao lado de Carlos Alberto Sardemberg, acusou blogueiros que entrevistaram Lula de ser “pagos pelo governo” para dizer o que dizem.

Os blogueiros atingidos cogitaram processar Merval em grupo pela calúnia, mas não chegaram a um acordo sobre os custos da ação e acabou ficando tudo por isso mesmo.

Poucos dias depois, o jornal O Globo publica uma incrível matéria sobre quem eram os jornalistas que haviam entrevistado Lula. Publicou matéria de página inteira no primeiro caderno do jornal e uma matéria ainda mais ampla em um encarte especial (vide foto no alto da página).

E o tom que seria impresso à matéria se revelava na pergunta da repórter do Globo que me entrevistou: quis saber se eu não achava que os blogueiros haviam sido muito brandos com Lula e se não deveriam ter sido mais imparciais fazendo perguntas incômodas a ele, o que já é uma contradição porque fustigar um entrevistado é uma decisão pra lá de parcial.

Nesta quarta-feira 19, Merval volta à carga, agora contra este blogueiro. O que mais me chamou atenção na matéria foi ataque do colunista ao direito de defesa de Lula – ele diz que o ex-presidente se defender e criticar os processos contra si é tentativa de “desacreditar a Justiça”.

merval-2

Claro que Lula poderia ser mais colaborativo com os anseios políticos do colunista “imparcial” de O Globo. Não precisava ficar se defendendo com tanto empenho. Afinal, a Globo quer a prisão do Lula, o PSDB quer, a Fiesp quer, de modo que é “absurdo” Lula ficar lutando para não perder a liberdade e morrer na cadeia, pois está com quase 70 anos.

O mais engraçado, porém, é o ataque que Merval me faz. Como evidência de que dei “notícia falsa”, ele cita que tive 1300 votos na eleição deste ano. Ou seja, se eu tivesse tido uma votação 10 vezes maior, por exemplo, na avaliação do colunista estaria comprovada a minha “notícia”.

Desde o primeiro momento eu disse que não tinha como comprovar o que estava dizendo, mas que acreditei em uma notícia que ouvi de uma fonte confiável.  Pareceu-me lícito acreditar que havia a possibilidade de Lula ser preso sob alguma desculpa em um país em que um juiz de primeira instância grampeia a presidente da República e depois pede desculpas ao STF.

Cada um pode julgar o que quiser sobre a informação que divulguei. É uma questão de fé ou falta de fé. A pessoa acredita se quiser. Como todos sabem, oito meses atrás eu acertei. Agora, não se sabe. Posso ter errado ou pode ser que minha denúncia tenha atrapalhado os planos da Lava Jato de prender Lula de surpresa sob uma desculpa qualquer e criar um fato consumado.

Dizem que não há elementos para prender Lula. Eu concordo. Ele tem bons antecedentes, residência fixa etc. Porém, estamos em um país em que há dúzias de pessoas cumprindo pena de prisão há muito tempo sem que sequer tenham sido julgadas.

É nesse país que vou duvidar de que podem inventar uma desculpa para prender Lula?

Por fim, Merval Pereira mostrou, mais uma vez, a má qualidade do seu jornalismo. No post anterior, reproduzi comentário da jornalista Monica Bergamo na Band News no qual ela contextualiza a razão pela qual o mordomo de tucanos comentou meu trabalho – Monica lembra que como acertei em fevereiro/março sobre a condução coercitiva do Lula, isso me deu credibilidade para fazer as pessoas coçarem a cabeça desta vez.

Merval não achou importante informar aos seus leitores que quem ele desmerecia tinha um histórico de acertos. Preferiu dizer que não merecia a credibilidade que conquistei porque só tive 1300 votos na eleição deste ano.

Se eu tivesse tido muitos votos, então ele acreditaria na minha denúncia ou me enxergaria como alguém confiável?

Você, leitor, acha que ter 1300 ou 13.000 ou 130.000 votos desmerece ou enaltece alguém? Quantos votos teve Eduardo Cunha? Ele se tornou um homem decente por conta da sua votação? E Bolsonaro? Campeão de votos no Rio e campeão de falta de caráter e humanidade.

Eu digo que os votos que recebi são de qualidade, porque quem votou em mim sabia em quem estava votando e por que estava votando, o que é muito mais do que se pode dizer da maioria dos eleitores de candidatos que foram eleitos. Além disso, só fiz campanha na internet. Nem entreguei o monte de panfletos que o meu partido me doou e não fiz um único evento de campanha.

Com minha candidatura, quis aprender como funciona o sistema e fazer um ato simbólico de resistência.
Mas o que revolta mesmo é a conclusão da arenga de Merval. Ele insinua que Lula pode pedir asilo político a outro país e, por isso, estaria tentando desacreditar a Justiça. Fica mais do que claro, no artigo de Merval, que ele tenta voltar a reação de Lula contra ele mesmo, sugerindo que ele seja preso por estar se defendendo acusando a Lava Jato de parcialidade.

Bem, Lula não está sozinho. O jornalista italiano Gianni Barbacetto (dir.), autor do livro “Operação Mãos Limpas”, que inspirou Sergio Moro, pensa a mesma coisa que o presidente.
Na Foto abaixo, reunião recente dele com o juiz antipetista.

merval-3

Em entrevista concedida há poucos dias ao jornal brasileiro Zero Hora, Barbacetto fez fortes críticas ao seu admirador; disse que Moro age com “seletividade” só contra o PT.
Se o juiz brasileiro não engoliu uma coluna de jornal, não é difícil imaginar como deve estar encarando as observações do autor de uma obra para a qual ele, Moro, contribuiu com um texto.
Reproduzo um trecho da fala de Barbacetto ao jornal Zero Hora:

“(…) Na Itália, após a Mãos Limpas, desapareceram cinco partidos do governo, e um partido de oposição mudou de nome e de programa. Isso aconteceu porque os cidadãos, depois que souberam da corrupção através das investigações conduzidas pelos magistrados, não quiseram mais votar nesses partidos. Isso levou ao surgimento de novos partidos e mudou todo o sistema político, nasceu naquele momento na Itália o que se denomina a “Segunda República”. Na realidade, em seguida, descobrimos que os novos partidos nada mais eram do que os velhos reciclados. Apesar de saber pouco sobre a situação brasileira, estou surpreso que apareçam acusações só contra o PT e seu líder Lula, porque parece-me que todo o sistema está envolvido pela corrupção (…)”

Pois é, Merval. Pelo visto, Lula tem boas razões para dizer o que está dizendo sobre a Justiça brasileira. E eu tive boas razões para acreditar na hipótese de que venham a inventar alguma razão para encarcerá-lo no momento que todos reconhecem ser favorável ao antipetismo.
***
PS: essa prisão de Eduardo Cunha veio cheia de simbolismo, não?

PEC do Fim do Mundo Manifestantes encheram a Cinelândia, no Rio de Janeiro, em protesto contra a PEC 241.


Erick Dau

No dia em que a redação final da PEC 241 seria votada na Câmara dos Deputados, manifestantes foram às ruas do Rio de Janeiro para protestar contra o projeto que pretendecongelar os gastos públicos pelos próximos 20 anos. Organizada no Facebook  pelo grupo “Brasil2036”, a manifestação contou com cerca de 5 mil pessoas, segundo entidades que participaram do ato. Segundo a Polícia Militar, eram 1,5 mil.

A “PEC do fim do mundo”, como vem sendo chamada pelos movimentos sociais, vem enfrentando dura resistência popular por propor cortes que prejudicariam setores como Saúde e Educação  sem considerar nenhuma das várias soluções alternativas que pudesse atingir o 1% mais rico da sociedade. Apesar disso, a proposta (possivelmente inconstitucional)  foi aprovada em primeiro turno por 366 votos a 111, na semana passada.

Os manifestantes se concentraram na Cinelândia e saíram em passeata pela Avenida Almirante Barroso em direção ao edifício da Petrobras, onde o ato seria encerrado. No percurso, a Polícia Militar entrou em confronto com manifestantes, lançando bombas de gás e spray de pimenta, forçando o protesto a voltar para a Cinelândia. Quatro pessoas foram detidas.

A votação da redação final da proposta, prevista para ontem, foi adiada para esta terça feira. Se aprovada, na próxima semana, dia 24 ou 25, acontecerá a votação definitiva da PEC na Câmara. Em Brasília, novas manifestações estão sendo planejadas para o mesmo dia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
EMD_0570

 


Moro e Cunha não ameaçam Temer A Casa Grande sabe até onde a Lava Jato tem que ir...

Cunha.jpg

A "convicção" de que a delação de Cunha vai jogar fogo no Governo Traíra não oferece fatos - como diriam os dallagnois.

Moro e Cunha jogam no mesmo time: o da Casa Grande.
A Casa Grande manteve Cunha solto enquanto teve serventia.
Derrubada a Dilma, Cunha passou a ser um gato morto.
Por que não foi preso antes?
Porque ainda tinha serventia.
Cunha vai delatar os 267 deputados que elegeu?
Vai delatar o sócio, segundo Ciro Gomes, o Traíra, com quem fazia tabelinha para depositar jabutis em Medidas Provisórias?
Vai balançar o palanque das autoridades, como diria inesquecível Presidente Sarney?
Não!
Ele é malandro.
Ele vai delatar?
Quem disse que o Moro quer ouvir o que o Cunha tem a dizer?
Se o Moro, até hoje, não aceitou a delação da Odebrecht, cheia de tucanos, por que de uma hora para outra ia abrir a porta da delação igualmente perigosa do Cunha?
Não vem ao caso!
Como não vem ao caso o que a Odebrecht tem a dizer!
Cunha será condenado pelas ninharias que dele já sabem.
Na melhor - ou pior! - hipótese, ele implica uns coadjuvantes do baixo-clero, como o gatinho angorá, que é outro que só está solto porque ainda não perdeu a serventia: ou seja, ainda nao vendeu o Brasil nas PPPs...
Cunha não tem caráter nem para denunciar o Temer.
Há quem suspeite que ele não tem caráter nem para defender a mulher!
E a Casa Grande convocará um baile de consagração: o Moro será coroado Rei nos jardins da mansão do Cosme Velho, onde D. Lilly e o Dr. Roberto Marinho contemplavam os flamingos que mandavam buscar em Cuba!

PHA

terça-feira, 18 de outubro de 2016

CUT/Vox Populi: 70% rejeitam PEC 241 no Brasil



Pesquisa realizada pelo instituto Vox Populi aponta que a proposta de emenda à constituição apresentada pelo governo de Michel Temer, que prevê o congelamento de gastos públicos por 20 anos, é rejeitada por 70% dos brasileiros; quanto à reforma da Previdência, a rejeição é ainda maior: 80% dos trabalhadores do campo e da cidade são contra a proposta que prevê idade mínima de 65 anos para se aposentar; Temer é mal avaliado por 74% dos brasileiros; só 11% consideram o governo de maneira positiva e 15% não sabem ou não responderam; pesquisa foi realizada com 2 mil pessoas entre 9 e 13 de outubro 

247 – Uma pesquisa realizada pelo instituto Vox Populi aponta que a proposta de emenda à constituição que prevê o congelamento de gastos públicos por 20 anos, a PEC 241, apresentada pelo governo de Michel Temer, é rejeitada por 70% dos brasileiros. Apenas 19% concordam com e aprovação da medida, 6% são indiferentes e 5% não souberam ou não responderam.

Quanto à reforma da Previdência, a rejeição é ainda maior: 80% dos trabalhadores do campo e da cidade são contra a proposta que prevê idade mínima de 65 anos para se aposentar, com no mínimo 25 anos de contribuição. Outros 15% concordam com as mudanças no sistema previdenciário, 4% nem concordam nem discordam e 2% não sabem, não têm opinião ou não responderam.

Ainda de acordo com a pesquisa, Temer é mal avaliado por 74% dos brasileiros – para 40%, o desempenho dele é regular, e para 34% é negativo. Só 11% consideram o governo de maneira positiva e 15% não sabem ou não responderam. A pesquisa foi realizada com 2 mil pessoas entre os dias 9 e 13 de outubro.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, os resultados contribuem para a avaliação negativa dos golpistas e servem de alerta para os parlamentares que estão votando a favor da retirada de direitos. "Ao contrário do que deputados e senadores pensam, o povo está informado, sabe que será o mais prejudicado com menos hospitais, menos médicos. E se a reforma da Previdência passar, que vai ter de trabalhar até morrer", afirmou.

Clique aqui e confira os dados da pesquisa

Globo e Mainardi perdem seu tempo me ameaçando

EDUGUIM
ameaca

Começo repetindo que foi duro tomar a decisão de denunciar possível prisão iminente de Lula pela Lava Jato porque no começo deste ano comi o pão que o diabo amassou após ter decidido denunciar vazamento da 24ª fase da Operação, possivelmente feito por ela mesma.

Autoridades do Ministério Público e da Polícia Federal me fizeram ameaças veladas após matéria do jornal o Globo que me atribuía responsabilidade por esse vazamento, insinuando que Lula ocultara provas durante a operação de busca e apreensão em seu apartamento no dia 4 de março, dia em que ele, inexplicavelmente, foi levado à força para depor na Polícia Federal.

A colunista da Folha de São Paulo e comentarista de política da Band News FM, Monica Bergamo, explica o que quero dizer. O comentário dela é um pouco longo, mas é importantíssimo para entender a questão da possibilidade de prisão de Lula.

ameaca-3clique no player abaixo para ouvir

Caso alguém não consiga ouvir o áudio, em resumo a jornalista diz que minha denúncia de que podem tentar prender Lula de surpresa ganhou credibilidade porque, em fevereiro deste ano, eu, na opinião dela, fui “muito preciso” na denúncia que fiz de que o ex-presidente seria levado para depor coercitivamente e de que teria residência e escritório devassados pela polícia, além de ter sigilos seus, de amigos e familiares quebrados.

Monica também explica, em seu comentário na Band, por que são de uma cretinice, de uma má fé e de uma falta do que fazer admiráveis as insinuações de que eu poderia estar divulgando apenas um boato e não uma opinião que me balançou porque veio de fonte na qual confio.

Na verdade, esse episódio foi muito interessante por que, enquanto setores da esquerda disseram que eu sabia de menos, setores da direita disseram não só que eu sabia demais como me qualificaram como “vazador”, ou seja, como criminoso, pois vazamento é crime.

Confiram os comentários de Diogo Mainardi, em seu site de pistolagem política, e do jornal O Globo, que vai na mesma linha.

ameaca-1
ameaca-2Essa turma perde tempo insinuando que as autoridades podem me retaliar por minha opinião sobre o que pode ocorrer com Lula, opinião formada em meus contatos jornalísticos. A Lava Jato já investigou o que divulguei em fevereiro e não encontrou absolutamente nada.

Quero dizer a esses senhores, principalmente ao senhor Diogo Mainardi, que não sou vazador de coisa alguma; vazador é ele, quem, recentemente, divulgou vídeo afirmando que tinha visto planilhas que comprometem Lula, provavelmente achando que, por estar na Europa, pode vazar sem ter que enfrentar as consequências, enquanto que, eu, mortal comum, seria fustigado por simplesmente fazer jornalismo.



não, àqueles que me ameaçam quero dizer que estou para cumprir 57 anos de estrada neste planetinha tão conturbado e, em todo esse tempo – ou nesse piscar de olhos cósmico –, jamais me meti em problemas com a lei porque sou um homem honrado e de vida limpa.

Deixo os companheiros com a reação do presidente Lula à denúncia que fiz ao Brasil e ao mundo.

ameaca-4

Lula: por que Moro vai me prender "Não podem recuar depois do massacre que promoveram na mídia"

Lula.jpg
Moro, agora tem que prender ele - Foto de Ricardo Stuckert

O Conversa Afiada reproduz histórico depoimento de um prisioneiro, reproduzido da pág. 3 de Fel-lha, instituição que contribui decisivamente para o aludido massacre:

Em mais de 40 anos de atuação pública, minha vida pessoal foi permanentemente vasculhada - pelos órgãos de segurança, pelos adversários políticos, pela imprensa. Por lutar pela liberdade de organização dos trabalhadores, cheguei a ser preso, condenado como subversivo pela infame Lei de Segurança Nacional da ditadura. Mas jamais encontraram um ato desonesto de minha parte.

Sei o que fiz antes, durante e depois de ter sido presidente. Nunca fiz nada ilegal, nada que pudesse manchar a minha história. Governei o Brasil com seriedade e dedicação, porque sabia que um trabalhador não podia falhar na Presidência. As falsas acusações que me lançaram não visavam exatamente a minha pessoa, mas o projeto político que sempre representei: de um Brasil mais justo, com oportunidades para todos.

Às vésperas de completar 71 anos, vejo meu nome no centro de uma verdadeira caçada judicial. Devassaram minhas contas pessoais, as de minha esposa e de meus filhos; grampearam meus telefonemas e divulgaram o conteúdo; invadiram minha casa e conduziram-me à força para depor, sem motivo razoável e sem base legal. Estão à procura de um crime, para me acusar, mas não encontraram e nem vão encontrar.

Desde que essa caçada começou, na campanha presidencial de 2014, percorro os caminhos da Justiça sem abrir mão de minha agenda. Continuo viajando pelo país, ao encontro dos sindicatos, dos movimentos sociais, dos partidos, para debater e defender o projeto de transformação do Brasil. Não parei para me lamentar e nem desisti da luta por igualdade e justiça social.

Nestes encontros renovo minha fé no povo brasileiro e no futuro do país. Constato que está viva na memória de nossa gente cada conquista alcançada nos governos do PT: o Bolsa Família, o Luz Para Todos, o Minha Casa, Minha Vida, o novo Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), o Programa de Aquisição de Alimentos, a valorização dos salários - em conjunto, proporcionaram a maior ascensão social de todos os tempos.

Nossa gente não esquecerá dos milhões de jovens pobres e negros que tiveram acesso ao ensino superior. Vai resistir aos retrocessos porque o Brasil quer mais, e não menos direitos.

Não posso me calar, porém, diante dos abusos cometidos por agentes do Estado que usam a lei como instrumento de perseguição política. Basta observar a reta final das eleições municipais para constatar a caçada ao PT: a aceitação de uma denúncia contra mim, cinco dias depois de apresentada, e a prisão de dois ex-ministros de meu governo foram episódios espetaculosos que certamente interferiram no resultado do pleito.

Jamais pratiquei, autorizei ou me beneficiei de atos ilícitos na Petrobras ou em qualquer outro setor do governo. Desde a campanha eleitoral de 2014, trabalha-se a narrativa de ser o PT não mais partido, mas uma "organização criminosa", e eu o chefe dessa organização. Essa ideia foi martelada sem descanso por manchetes, capas de revista, rádio e televisão. Precisa ser provada à força, já que "não há fatos, mas convicções".

Não descarto que meus acusadores acreditem nessa tese maliciosa, talvez julgando os demais por seu próprio código moral. Mas salta aos olhos até mesmo a desproporção entre os bilionários desvios investigados e o que apontam como suposto butim do "chefe", evidenciando a falácia do enredo.

Percebo, também, uma perigosa ignorância de agentes da lei quanto ao funcionamento do governo e das instituições. Cheguei a essa conclusão nos depoimentos que prestei a delegados e promotores que não sabiam como funciona um governo de coalizão, como tramita uma medida provisória, como se procede numa licitação, como se dá a análise e aprovação, colegiada e técnica, de financiamentos em um banco público, como o BNDES.

De resto, nesses depoimentos, nada se perguntou de objetivo sobre as hipóteses da acusação. Tenho mesmo a impressão de que não passaram de ritos burocráticos vazios, para cumprir etapas e atender às formalidades do processo. Definitivamente, não serviram ao exercício concreto do direito de defesa.

Passados dois anos de operações, sempre vazadas com estardalhaço, não conseguiram encontrar nada capaz de vincular meu nome aos desvios investigados. Nenhum centavo não declarado em minhas contas, nenhuma empresa de fachada, nenhuma conta secreta.

Há 20 anos moro no mesmo apartamento em São Bernardo. Entre as dezenas de réus delatores, nenhum disse que tratou de algo ilegal ou desonesto comigo, a despeito da insistência dos agentes públicos para que o façam, até mesmo como condição para obter benefícios.

A leviandade, a desproporção e a falta de base legal das denúncias surpreendem e causam indignação, bem como a sofreguidão com que são processadas em juízo. Não mais se importam com fatos, provas, normas do processo. Denunciam e processam por mera convicção - é grave que as instâncias superiores e os órgãos de controle funcional não tomem providências contra os abusos.

Acusam-me, por exemplo, de ter ganho ilicitamente um apartamento que nunca me pertenceu - e não pertenceu pela simples razão de que não quis comprá-lo quando me foi oferecida a oportunidade, nem mesmo depois das reformas que, obviamente, seriam acrescentadas ao preço. Como é impossível demonstrar que a propriedade seria minha, pois nunca foi, acusam-me então de ocultá-la, num enredo surreal.

Acusam-me de corrupção por ter proferido palestras para empresas investigadas na Operação Lava Jato. Como posso ser acusado de corrupção, se não sou mais agente público desde 2011, quando comecei a dar palestras? E que relação pode haver entre os desvios da Petrobras e as apresentações, todas documentadas, que fiz para 42 empresas e organizações de diversos setores, não apenas as cinco investigadas, cobrando preço fixo e recolhendo impostos?

Meus acusadores sabem que não roubei, não fui corrompido nem tentei obstruir a Justiça, mas não podem admitir. Não podem recuar depois do massacre que promoveram na mídia. Tornaram-se prisioneiros das mentiras que criaram, na maioria das vezes a partir de reportagens facciosas e mal apuradas. Estão condenados a condenar e devem avaliar que, se não me prenderem, serão eles os desmoralizados perante a opinião pública.

Tento compreender esta caçada como parte da disputa política, muito embora seja um método repugnante de luta. Não é o Lula que pretendem condenar: é o projeto político que represento junto com milhões de brasileiros. Na tentativa de destruir uma corrente de pensamento, estão destruindo os fundamentos da democracia no Brasil.

É necessário frisar que nós, do PT, sempre apoiamos a investigação, o julgamento e a punição de quem desvia dinheiro do povo. Não é uma afirmação retórica: nós combatemos a corrupção na prática.

Ninguém atuou tanto para criar mecanismos de transparência e controle de verbas públicas, para fortalecer a Polícia Federal, a Receita e o Ministério Público, para aprovar no Congresso leis mais eficazes contra a corrupção e o crime organizado. Isso é reconhecido até mesmo pelos procuradores que nos acusam.

Tenho a consciência tranquila e o reconhecimento do povo. Confio que cedo ou tarde a Justiça e a verdade prevalecerão, nem que seja nos livros de história. O que me preocupa, e a todos os democratas, são as contínuas violações ao Estado de Direito. É a sombra do estado de exceção que vem se erguendo sobre o país.

LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA

Metrô: Justiça (sic) absolve Serra A Fel-lha também


Metro.jpg

Empurrado pela TV Record, Governador (sic) se dispõe a ir à cratera (Reprodução: IstoÉ)
Na Fel-lha:

Justiça inocenta 14 acusados por cratera do Metrô que deixou sete mortos

A Justiça de São Paulo inocentou todas as 14 pessoas acusadas de responsabilidade em acidente nas obras do metrô de SP que deixou sete mortos em janeiro de 2007. À época, o desabamento no canteiro de obras da estação Pinheiros, na zona oeste da capital, abriu uma cratera que engoliu caminhões, maquinários e quem passava por uma das ruas no entorno.

Após a tragédia, a maior da história do metrô paulistano, viraram réus de ação penal 5 funcionários da estatal (de médio ou baixo escalão, como gerentes e fiscais, mas ninguém da cúpula) e 9 do consórcio construtor ou de empresas terceirizadas (engenheiros, projetistas e um diretor).

As obras na linha 4-amarela eram de responsabilidade do Consórcio Via Amarela, liderado pela Odebrecht e integrado também por OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

De acordo com a decisão da juíza Aparecida Angélica Correia, da 1ª Vara Criminal de SP, não ficou provado no processo que os técnicos do consórcio e do Metrô tinham condições de evitar o acidente.

Autor da ação, o Ministério Público de São Paulo recorreu da sentença em segunda instância. O recurso deve ser analisado em novembro pelo Tribunal de Justiça. Segundo a magistrada, em decisão de maio, as medidas de segurança disponíveis foram adotadas. "Ora, os acusados não tinham como prever o acidente", afirmou.

Ela ainda prossegue: "Todas as equipes acompanhavam cuidadosamente cada passo da execução e não apontaram qualquer situação que indicasse a possibilidade de um acidente". Ainda segundo a juíza, "o plano de emergência foi colocado em prática e de maneira eficiente, o que se verificou por meio das provas realizadas".

TÚNEL
O acidente nas obras do metrô de Pinheiros ocorreu em janeiro de 2007, quando desabou a parede de um dos túneis em construção. Segundo a Promotoria, os responsáveis pela obra detectaram problemas no túnel desde o mês anterior à tragédia. Na véspera do acidente, decidiram reforçá-lo com tirantes.

A obra continuou, porém, sem que isso fosse feito. Quando o túnel começou a ruir, os funcionários foram retirados, mas não foi adotada medida de segurança no entorno. A interdição da rua Capri, por exemplo, evitaria a maioria das mortes, já que seis das sete vítimas passavam pela via na hora do desabamento. A outra vítima era um caminhoneiro do consórcio.

Segundo a Defesa Civil, houve intervalo de cerca de dez minutos entre a retirada dos funcionários e o rompimento do túnel, tempo suficiente para interditar uma via.

Procurados, Metrô e Odebrecht não quiseram comentar.

 NAVALHA


Como se percebe, a Fel-lha só vem a citar o governador (sic) José Serra no nono parágrafo do texto.

Ela o absolveu, também...

Cerra tinha acabado assumir o (des)governo de São Paulo, plataforma que usou para chegar à Presidência (quando foi retumbantemente derrotado pela Dilma, em 2010).

Ele tentou fingir que a cratera do metrô nao era com ele.

Ficou escondido no Palácio.

O azar dele é que foi num domingo e o Domingo Espetacular, da Rede Record, ao vivo, sob a coordenação de Celso Zucatelli, fez uma cobertura devastadora da catástrofe.

E o ansioso blogueiro perguntava ao Zucatelli:

- Mas quem deixou a obra continuar, depois de saber que exigia uma proteção adicional: será que o Governador sabe?

Cerra foi lá.

De saída, inocentou-se e a todos.

No decorrer da apuração, se soube que o financiamento da obra - sob a imaculada batuta tucana - era totalmente irregular, cheia de "aditivos"...

E sumiu o Governador.

E sumiram os responsáveis.

Que somem de novo agora, protegidos pela Justiça!

A mesma que absolveu, ainda em São Paulo, os carniceiros do Carandiru.

PHA