Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Bergamo reconstitui encontro de Marina com Deus

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Colunista Mônica Bergamo relata uma história que estaria sendo contada pelo ex-presidente Lula a alguns de seus interlocutores: o pedido de demissão feito por Marina Silva depois de ter recebido uma mensagem divina; "Presidente, eu conversei com Deus. E é o momento de eu sair", teria dito Marina; irritada, a vice na chapa de Eduardo Campos chamou de "falta de ética" o vazamento da conversa

5 de Maio de 2014 às 06:34

247 - A colunista Mônica Bergamo, uma das principais jornalistas do País, reconstituiu uma história saborosa: o pedido de demissão de Marina Silva a Lula, depois de receber uma mensagem divina (leia aqui a íntegra).

Segundo Bergamo, Marina deixou o cargo de ministra do Meio Ambiente depois de receber um sinal dos céus. "Presidente, eu conversei com Deus. E é o momento de eu sair", teria dito ela.

Lula ainda conseguiu segurá-la, depois de devolver na mesma moeda, após alguns dias de reflexão. "Marina, eu sonhei com Deus. Eu sonhei com Deus e ele me disse que ainda não está na hora de você sair do meu governo. Você ainda tem muito o que fazer na nossa equipe".

Presente do Fórum de Comandatuba, promovido pelo empresário João Doria Jr., a coluna de Mônica Bergamo tentou apurar a história com Marina Silva, que reagiu irritada. "Eu não acredito que o presidente Lula está contando essa história porque ela não é verdadeira", disse ela. "As pessoas me perguntam e eu sempre digo: o que tinha que falar do Lula, falei quando saí do governo. As minhas razões foram expostas naquele momento. Falar de conversas reservadas que tivemos quando estávamos no mesmo projeto, eu não falo. Porque isso seria uma completa falta de ética".

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Mídia brasileira sofre junto com europeus



A mídia brasileira, representada (acima) pelo Estadão, assumiu a defesa de interesses… dos europeus.
Parece o africâner que posou ao lado do rei Juan Carlos e do elefante morto, na Botsuana — imagem que sintetiza o que foi o colonialismo europeu na África.
Pois hoje o New York Times disse que a decisão da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, de expropriar a maior parte das ações da espanhola, assumindo assim o controle da YPF, causou lamentações no Brasil.
Tradução proporcionada pela Heloisa Villela, desde Washington:
No Brasil e em outro lugares, estupefação com o movimento de nacionalização na Argentina
Por Simon Romero, 18.04.2012, no New York Times
RIO DE JANEIRO — Em um discurso quente para justificar a decisão de nacionalizar a companhia de petróleo YPF, a presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, citou sua admiração pela Petrobras, a gigante estatal do petróleo do Brasil, e outras empresas estatais de petróleo da América Latina.
Mas aqui no Brasil, o crescente poder petrolífero da América Latina, e em outros lugares da região, especialistas financeiros receberam a decisão abrupta de Kirchner com estupefação, dizendo que a nacionalização e outras políticas econômicas estão deixando a Argentina mais por fora do que transformando o país num líder de uma nova era econômica de ousadia.
“A capacidade da Argentina de errar parece não ter limite”, disse Míriam Leitão, uma das colunistas mais influentes do Brasil em assuntos econômicos, em um artigo comparando a expropriação da YPF com as nacionalizações de Juan Domingo Perón nos anos 40 e 50, que deixaram a Argentina capenga, com empreendimentos estatais anêmicos.
Enquanto o governo do Brasil manteve o controle da Petrobras, ele também expôs a empresa às forças de mercado, começando nos anos 90 quando o monopólio foi quebrado, destacam, aqui, os especialistas em energia. Desde então, a Petrobras se transformou na maior empresa da América Latina.
A Argentina, por outro lado, repetidamente se desentendeu com o dono espanhol da YPF, Repsol, antes de expropriar sua fatia de controle, criando uma disputa diplomática com a Espanha e tensão com a União Europeia. “Rainha louca” foi como um conhecido colunista de humor brasileiro descreveu a sra. Kirchner esta semana.
Com um tom diferente, o ministro da Economia do Chile, Pablo Longueira, disse que a nacionalização pode ser prejudicial para toda a América Latina, transformando-a em uma “região menos confiável” se comparada com a Ásia. “O fluxo de capital se muda para os lugares onde a confiança do investidor é maior”, ele disse à Reuters.
Até mesmo no México, onde Lázaro Cardenas promoveu, nos anos 30, a nacionalização do petróleo simbolicamente mais importante da América Latina no século 20, criando a Pemex, líderes políticos criticaram a decisão da Sra. Kirchner.
Esta semana o presidente do México, Felipe Calderón, disse a executivos que a nacionalização da YPF “não foi boa para ninguém”. Dois candidatos presidenciais do México, Enrique Peña Nieto e Josefina Vázquez Mota, também criticaram a medida.
Do outro lado do espectro político, o plano de nacionalização da sra. Kirchner conquistou o apoio da Venezuela, onde o presidente Hugo Chávez assegurou o controle estatal de dúzias de empresas nos últimos anos, incluindo gigantescos projetos de petróleo.
E no Uruguai, o presidente José Mujica, um ex-membro do grupo guerrilheiro Tupamaros, expressou solidariedade à decisão da sra. Kirchner chamando-a de uma resposta à “Europa rica”, e uma correção do erro da Argentina ao privatizar a YPF nos anos 90.
Ainda no Brasil, onde a Petrobras, ao atingir a independência energética e grandes descobertas de petróleo em alto mar, se tornou um modelo para outras empresas de petróleo de países em desenvolvimento, a expropriação da YPF serviu de oportunidade para traçar contrastes importantes com a situação na Argentina.
Recentemente, em 2000, o Brasil ainda contava com importações de petróleo da Argentina para suprir suas necessidades energéticas, comprando 74 mil barris por dia do vizinho.
Agora, aconteceu uma inversão. A Petrobras, através da aquisição da Perez Companc, a empresa independente de petróleo da Argentina, se expandiu agressivamente na Argentina, a ponto de causar preocupação aqui com a exposição da Petrobras caso da sra. Kirchner opte por expandir suas nacionalizações.
Durante os preparativos para o anúncio da nacionalização da YPF, a província de Neuquén na Argentina tomou, abruptamente, a concessão de exploração da Petrobras. Maria das Graças Foster, presidente da Petrobras, tem uma reunião marcada para sexta-feira com Julio de Vido, um assistente direto da sra. Kirchner que ela designou supervisor da YPF.
Enquanto isso, o ministro das Minas e Energiasdo Brasil, Edison Lobão, tentou dissipar as preocupações com a expropriação dizendo, esta semana, na capital, Brasília, que todo país é  “soberano” em sua capacidade de decidir a respeito dos problemas “como achar que deve”.
A nacionalização, que se segue à tomada de uma companhia aérea e de fundos de pensão, tem seus críticos em Buenos Aires. Ainda assim, as nacionalizações repercutem bem em um país onde persistem os ressentimentos com relação às privatizações feitas a partir de políticas econômicas liberais dos anos 90, que precederam uma crise econômica caótica no começo da década passada.
As autoridades estão “tomando de volta o que nos pertence”, disse Manuel Rivera, 27, que vende bandeiras e souvenires na Plaza de Mayo, diante do palácio da sra. Kirchner em Buenos Aires.
Novos pôsteres tomaram as avenidas da cidade na quarta-feira, pedindo ao Congresso que passe a lei da nacionalização. “Nem mais um peso para a Repsol”, dizem os pôsteres, nos quais as letras YPF foram coloridas com as listas azuis e brancas da bandeira Argentina.
A questão crucial na Argentina é se a nacionalização vai parar na YPF. Um importante líder sindical, Óscar Lescano, deu sua própria resposta na quarta-feira, dizendo, em comentários divulgados no rádio, que a nacionalização pode se alastrar para o setor elétrico.
Um emergente grupo de jovens oficiais de tendências nacionalistas no governo da sra. Kirchner terá peso em desenhar o cenário econômico da Argentina depois da nacionalização da YPF. Com destaque entre eles está o economista Axel Kicillof, de quarenta anos, que ela nomeou para ajudar a liderar a YPF.
O Sr. Kicillof, que tem costeletas que poderiam fazer Elvis Presley sorrir, defendeu a política  veementemente quando apareceu, esta semana, diante do Congresso da Argentina, acusando a Repsol de segurar o combustível na tentativa de forçar o governo a aumentar os preços domésticos da energia para igualá-los aos níveis internacionais.
Ele veio do La Cámpora, um movimento de jovens militantes fundado pelo filho da sra. Kirchner, Máximo. Refletindo a volta do nacionalismo dos recursos naturais em um país que recentemente fez grandes descobertas de petróleo, os integrantes do grupo cantaram entusiasticamente diante da presidente da Argentina quando ela anunciou a nacionalização da YPF.
Como torcedores em um estádio de futebol, eles gritaram seus refrãos. “A riqueza ficará na Argentina”, gritaram, com as mãos cortando o ar. “Eu sou soldado da Cristina”.
Mas os críticos, como Daniel Altman, um expecialista em economia argentina, da Stern School of Business da New York University, não se impressionaram. “Os líderes do Brasil têm uma visão mais global do futuro”, disse ele, “enquanto a Argentina tem um governo que é, em última análise, autodestrutivo”.
*****
Perguntamos nós, do Viomundo:
Qual é o “Brasil” que lamenta, do correspondente Simon Romero, do New York Times? Um humorista e Miriam Leitão.
O jornal tenta reproduzir o velho chavão de jogar o Brasil contra a Argentina, usando para isso um “especialista” norte-americano, que diz que a Argentina está a caminho da autodestruição.


A Telefonica e o Santander vão boicotar a Argentina? Hein, Miriam Leitão?


A estatização (e nacionalização) da petrolífera YPF na Argentina é praticamente unanimidade nacional lá. Até a oposição apoia. Nem o PIG (partido da imprensa golpista) de lá tem como ir contra seus leitores e, se evitam elogios à presidenta Cristina Kirchner, enchem seus espaços com declarações de oposicionistas que apoiam a medida.

O pancadaria contra Cristina Kirchner foi terceirizada para o PIG de um país vizinho... aquele da Miriam Leitão, Carlos Alberto Sardenberg, que falam em "custar caro para Argentina, essa atitude", como se a privataria de lá não tivesse um custo muito mais alto.

A empresa privatizada conseguiu a "façanha" de diminuir a produção de petróleo em 12% entre 2003 e 2010. Isso, mesmo tendo o mercado de consumo aquecido, subindo 38% no período.

A gota d'água foi transformar a balança comercial do setor petrolífero de um superávit próximo de US$ 2 bilhões em 2010, para um déficit próximo de US$ 3 bilhões em 2011.

A Espanha fala em disputa judicial internacional (o que deve acontecer, até para forçar acordo em melhores condições) e retaliação contra alguns dos principais produtos de exportação argentinos: biodiesel, óleo de soja e carne.

O Parlamento Europeu vai votar uma resolução contra a nacionalização da petrolífera. É do jogo demarcar posições.

Mas de concreto mesmo, os técnicos europeus afastam "uma guerra comercial". Descartam uma decisão consensual dos 27 países da União Européia e acreditam que, mesmo para os espanhóis, será complicado medidas mais enérgicas, levando em conta os interesses de outras empresas espanholas no país, como Telefónica, Santander e BBVA, que têm optado pelo silêncio.

Viu Leitão e Sardenberg? 

"Império espanhol" na Argentina:

- Telefónica: a operadora tem 21,9 milhões de clientes no mercado argentino e uma quota de 29,8%. No último dia 2, a Telefónica foi responsável por um ‘apagão' da rede fixa e móvel que atingiu 16 milhões de pessoas. O episódio foi recordado pela presidente Kirchner durante o anúncio da nacionalização para estender o aviso às empresas estrangeiras, sobretudo "telefónicas ou bancos".





Acho que ele se refere a isso aqui:




quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Tragédia no Rio e em SP. Iguais e diferentes


 

O Governo do Rio e as prefeituras da região serrana – especialmente de Teresópolis – são responsáveis pelas 271 mortes.

Deixaram que as áreas de risco continuassem ocupadas.

Não montaram um sistema de defesa civil para áreas próximas ao risco, mesmo depois da tragédia de Angra dos Reis.

Nesta semana, menosprezaram o alerta do serviço de meteorologia que previu “chuvas fortes” desde 16h23 de anteontem.

Com o aquecimento da terra, a incidência de “extremos” de precipitação e temperatura (calor ou frio intenso) será mais frequente – e devastadora.

Ao longo da mortífera Serra do Mar – lembrem-se da tragédia de Santa Catarina -, o Brasil tem 500 áreas de risco.

Clique aqui para ler entrevista com o Ministro Aloizio Mercadante: “Cerra não vai poder dizer mais que a culpa é de Deus”.

Quando o Tupã, o super-computador Craig que o INPE acabou de comprar, estiver a pleno vapor, será possível prever com mais precisão o local da chuva – e o que é mais importante: a intensidade da chuva.

Hoje, os prefeitos de Teresópolis, Petrópolis e Friburgo – cidades que em que os prefeitos deixam ocupar áreas de risco desde quando Pedro II subia a serra no verão – hoje, esses prefeitos poderão sempre dizer que a previsão foi imprecisa.

O que são “chuvas fortes” ?

Daqui a um ano, quando o Tupã localizar melhor onde a chuva vai cair – com intervalos de 5 km e não mais 40 ou 20 km, como hoje – será possível também medir, em milímetros, quanto de chuva vai cair.

Quando o mapa das 500 áreas de risco for integrado ao sistema do Tupã, aí, sim, será o caso de botar muito prefeito e governador na cadeia.

A defesa civil de cada cidade terá uma informação precisa sobre onde vai cair a chuva pesada, qual a área de rico mais vulnerável.

Não haverá desculpa esfarrapada, como agora.

Isso é um sonho ?

Não, isso vai acontecer no Brasil, sim.

Como nos Estados Unidos, onde o serviço de meteorologia anuncia os desastres com antecedência suficiente para a população se proteger.

Todo mundo sabia que o Katrina vinha – e com fúria.

Os ricos e brancos puderam fugir.

Morreram os negros de Nova Orleans,  que não tinham como fugir ou para onde ir.

Em São Paulo, a incompetência e irresponsabilidade do governador e dos prefeitos é diferente.

E igual.

E merece cadeia, como no Rio.

O Governador, por exemplo.

Numa agressão ambiental inadmissível numa democracia, Cerra construiu avenidas marginais à cidade que são plataformas de concreto que não deixam a água passar e aumentam a quantidade de água nos rios.

Os rios de São Paulo – Tietê e Pinheiros – estão sujos desde os anos 60 do século passado.

Mas, o governador Cerra, segundo o governador Alckmin, interrompeu a limpeza dos rios.

E não fez piscinões em quantidade.

São necessários 90 piscinões na cidade de São Paulo.

Quantos Cerra construiu ?

Talvez porque piscinão não dê imagem dramática para o horário eleitoral.

Por conta dos piscinões, numa democracia, Cerra dividiria a cela – se o Brasil fosse uma democracia – com o prefeito/poste, Gilberto Kassab.

Vejam o que os dois fizeram às margens do Tietê, na fronteira com o município de Guarulhos.

Na tragédia do ano passado, o PiG (*), o programa Domingo Espetacular da Record e, aqui, este ansioso blog denunciaram a barbaridade que tinha sido cometida no bairro do Jardim Romano, de maioria nordestina.

Clique aqui para ler o que  este blog ansioso falou sobre o Katrina do Cerra: o Jardim Romano eaqui também.

Uma obra irresponsável destruiu o sistema de drenagem da água do rio Tietê.

A água do rio e os esgotos formavam uma bacia que inundou o bairro por meses. 

O que fez a dupla Cerra/Kassab ?

Construiu um piscinão no Jardim Romano e um muro, um dique.

Este ano, o jardim Romano está seco e salvo.

E o que aconteceu em volta ?

Uma catástrofe.

A água que não entra mais no Jardim Romano transbordou para a Vila Itaim e Fiorelli. 

Os prefeitos de região serrana do Rio e o Governador Sérgio Cabral não dizem que a culpa é de Deus.

É deles.

Também nenhum deles é candidato a Presidente (eternamente).

A culpa é do governador Cerra, do prefeito Kassab, e da jenial presidência da Sabesp, que abriu as comportas em plena chuva e inundou a cidade de Franco da Rocha.

Cerra e Kassab dizem a mesma coisa há 16 anos – e não remediam os “erros de sempre”, como disse uma manchete da Folha (**) – da Folha !

Clique aqui, amigo navegante, para ver que até o PiG de São Paulo culpa o Cerra pela tragédia deste ano.

Não basta o INPE comprar um supercomputador da Craig, o segundo melhor do mundo para previsão do tempo.

(O primeiro é o americano, da IBM.)

Tem que mudar o pessoal embaixo.


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

‘GESTÃO TUCANA' ROLA NA ENXURRADA COMO SACO DE LIXO

O mapeamento das áreas de risco em SP está desatualizado e atrasado;sem ele a administração rola na enxurrada como saco de lixo. Serra investiu no ala(r)gamento da Marginal mas não cuidou da limpeza do rio. Desde 1998, foram construídos 43 dos 134 piscinões previstos na Grande São Paulo. Das 22 ações antienchentes previstas para a cidade de SP em 2010, 14 tiveram investimentos abaixo da meta e, entre elas,  registrarm investimento zero. Um homem morreu afogado na avenida Nove de Julho, centro da capital, na chuva desta 2º feira. O PSDB governa o estado há 16 verões.(Carta Maior, 12/01/2011)

A CICATRIZ NÃO FECHOU:PORTUGAL, ESPANHA... QUEM É A BOLA DA VEZ?

 Grandes desequilíbrios entre credores e devedores gerados pela crise mundial de 2007/2008 formam uma cicatriz planetária que ainda não se fechou. O rastilho de contaminação dos balanços chegou à contabilidade dos Estados nacionais. Pressionados a socorrer bancos, famílias e especuladores, governos assumiram dívidas privadas e agora são coagidos pelos próprios mercados a promover ajustes de gastos sociais para garantir o pagamento de juros sobre seus déficits. Arisco, o dinheiro especulativo exige mais e mais cortes, mais e mais  juros  na rolagem de dívidas públicas mais e mais explosivas.
 
O jornal Financial Times tomou o pulso desse confronto silencioso colhendo previsões e sentenças de conselheiros e gestores dos grandes fundos mundiais , cujos impulsos nervosos poderão decidir a sorte de povos, governos e nações nos próximos meses. A Europa é a usina da turbulência. Mas ninguém está a salvo. Quem será a bola da vez? Excertos das opiniões colhidas pelo FT, em tradução do Valor: 

"Primeiro foram os lares, depois os bancos, o setor privado e agora os governos" ( Mohamed El-Erian, executivo-chefe do Pimco, um dos maiores fundos de investidores do mundo).   ‘Os próximos meses deverão se mostrar vitais. Governos da zona do euro precisam captar bilhões de euros; companhias dos chamados países periféricos da zona do euro, incluindo Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha, têm necessidades parecidas" ( Steven Major, diretor de análises do HSBC).  "Tudo isso está alimentando especulações de um conflito iminente entre credores e devedores globais, com grandes implicações para os países mais endividados. Teremos essas batalhas entre credores e devedores" (Matt King, diretor de estratégia do Citigroup).   "Um grande fator diferenciador é a soberania ". (Steven Major, do HSBC, sobre o poder dos Estados para reagir às pressões com medidas fiscais e monetárias em defesa do interesse social.) Leia mais.

(Carta Maior; Quarta-feira, 12/01/2011)

Geraldo Alckmin: "Obras não Ficam Prontas em 24 Horas"



“Obras não ficam prontas em 24 horas.”

Quando vi a frase do governador de São Paulo Geraldo Alckmin, destacada pelo Uol Notícias, juro que não acreditei. Pensei que era brincadeira, que ele ia fazer um “Há! Peguei vocês!” logo na sequência.

Até entenderia se ele usasse outra historinha. Sei lá, que Poseidon espirrou em cima da cidade, que a Fundação Cacique Cobra Coral partiu para uma vingança por algum calote dado pelo governo, que São Pedro deixou as portas do céu abertas enquanto jogava uma pelada. Ou, pior, que alguém esqueceu de pendurar o Teru Teru Bozo japonês na árvore antes do início do verão.

Mas ele falou sério, referindo-se ao problema como se não tivesse nada a ver com aquilo. Mas o senhor já foi governador! E o seu partido comanda o Estado há 16 anos. Vai precisar de quanto mais para adotar as obras necessárias que cabem ao governo? Mais quatro, oito? Isso sem contar a prefeitura, que está na mão do maior aliado de seu partido. Segundo reportagem de Maurício Savarese, no Uol, a chuva da madrugada provocou a morte de 13 pessoas no Estado – na contagem até agora. Como é que explicamos isso para essas famílias? Mais duas eleições e aí a coisa engrena?

O fato é que planejar a região metropolitana de São Paulo é algo que aparece só no tempo das chuvas. Na seca, tudo isso vai evapora.

É fato que grande parte dos problemas nunca serão totalmente solucionados, pelo menos não com a nossa classe política e nossa mentalidade cidadã de comemorar o curto prazo e o conforto aparente. Mas há como garantir que vidas não sejam levadas pela falta de políticas de habitação e saneamento. Ou seja, não basta dragar rios (aliás, ação que foi praticamente deixada de lado por um longo tempo) e construir piscinões enquanto jogamos contra em outras ações. Criamos uma faixa nova na Marginal Tietê para a alegria dos nossos carros e, só agora, vamos começar a compensar a área verde perdida?

A natureza pode pegar qualquer um desprevenido, ainda mais quando ela vem com fúria. Mas o nível do impacto é pior quando encontra terreno fértil em descaso.
Engolido do Blog do Sakamoto
Opinião dO Cachete:
Paulistas e paulistanos, por quanto tempo ainda vocês vão segurar o triunvirato do mal (PSDB, DEM e PPS) no estado e cidade? Isso é puro masoquismo!!!

Ih, chuchu! Falou besteira!!!!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

BRINCANAGEM DO DIA."Secretário da Administração: “São Paulo está melhor preparada para as chuvas do que antes”

11/01/2011 10h18 – Atualizado em 11/01/2011 10h32

SP está mais bem preparada para as chuvas, diz secretário
por Paulo Toledo Piza,  do G1 SP
Após uma manhã de caos por causa das chuvas, o secretário de Administração das Subprefeituras, Ronaldo Camargo, afirmou nesta terça-feira (11) que a cidade de São Paulo está “melhor (sic) preparada do que antes”. Em entrevista realizada na Ponte das Bandeiras, sobre o Rio Tietê, Camargo culpou o volume das chuvas pelos problemas.
“Em 11 dias, choveu praticamente o que era esperado para o mês de janeiro inteiro”, afirmou. Segundo a pasta, até a meia-noite de segunda (10), a capital paulista teve 204 milímetros de precipitação – o esperado para janeiro é de 239 mm). Ele acrescentou que o Rio Tietê ficou sobrecarregado por conta dos temporais na Grande São Paulo e no Vale do Paraíba.
Para exemplificar o que ocorreu na Marginal Tietê, uma das vias mais prejudicadas, ele comparou com o trânsito. “Uma avenida principal fica cheia de veículos que entram de ruas próximas. Foi assim que aconteceu com o Tietê”, disse Camargo.
Além de mais de cem pontos de alagamento, o temporal que atingiu o estado entre a noite de segunda e a madrugada desta terça deixou pelo menos sete mortos. Os bombeiros e a Defesa Civil registraram mortes em São Paulo (3 mortes), em Mauá (2), no ABC, em Embu (1) e em São José dos Campos (1), no interior. Em São José dos Campos, os bombeiros ainda procuram por quatro pessoas desaparecidas.
Até esta segunda-feira (10), a Defesa Civil do estado registrava 11 mortes causadas pelas chuvas durante a Operação Verão, desde o dia 1º de dezembro de 2010.

Caos em SP: a culpa não é de Deus. É do PiG


Inundação do ano passado, repetida em 2011, e em 2012, e em 2013 e...
Conversa Afiada reproduz excelente texto do Blog do Nassif, enviado pelo Stanley Burburinho, o reparador de iniquidades:

O papel da imprensa nas enchentes de SP

Do Festival de Besteiras da Imprensa

A imprensa é co-responsável pelos alagamentos em São Paulo
Digo e repito: o papel da chuva é chover, do governador e dos prefeitos fazer obras de drenagem e macro-drenagem e da imprensa é denunciar as omissões governamentais sejam tucanos ou não os seus mandatários.

Pois bem, todos os alagamentos, inundações e transbordamentos de rios, no Estado de São Paulo, e especialmente na capital e arredores, são decorrência dos ridículos investimentos realizados em drenagem e macro-drenagem, pelos sucessivos governos tucanos e do DEM (prefeitura da capital).

Se esses governantes fossem do PT, as denúncias seriam diárias – como ocorreu com a Marta Suplicy. Nessa ocasião, a imprensa não falava que a chuva provocara inundações. Ela denunciava a prefeitura pela não realização da obra A ou B e martelava nisso o tempo todo.

Ao contrário, durante todo o período de governos tucanos, a imprensa só sabe repetir que a culpa de todos os alagamentos e inundações é da chuva. É só ver as manchetes e submanchetes diárias, nesse período do ano.

A imprensa deveria saber que existe um Plano Diretor de Macrodrenagem da Bacia Hidrográfica do Rio Tietê, que completou 12 anos em dezembro de 2010. (Clique aquipara ter acesso a esse plano)

A imprensa deveria colocar dois ou três bons jornalistas para escarafunchar esse Plano Diretor e ir atrás de informações sobre o estágio atual da sua implementação.

Os projetos futuros do plano diretor, na imagem abaixo, deveriam ser exaustivamente pesquisados.

Como estou certo de que encontrará muita omissão dos governo tucanos, a imprensa deveria denunciar o governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura da capital, levando a opinião pública a pressionar esses governos, parlamentares e entidades da sociedade civil para que as obras necessárias sejam realizadas sem mais protelação.

Mas como a imprensa fará isso se parte dela está comprometida até a medula com os sucessivos governos tucanos e do DEM?

Como eu acho que as Organizações Serra (Globo, Folha, Estadão e Veja, entre outros) não cumprirá o seu papel institucional, então continuaremos com o “reme-reme” de que a chuva – Deus – é a responsável pelo inferno em que é transformada a capital e municípios da Região Metropolitana de São Paulo.

Como exemplo de omissão, ainda hoje (11/1/11), a imprensa está evitando publicar imagens das inundações em São Paulo. Eles fazem de tudo para maquiar a realidade que pode desgastar os governos tucanos e do DEM.

Não bastasse o apagão diário do trânsito de São Paulo, que também é tratado como algo em que não há responsabilidade alguma da prefeitura da capital e do governo estadual.

Enquanto isso, a parte do eleitorado que não votou nem nos tucanos nem no Kassab terá que “comer o pão que o diabo amassou com os pés”, sendo castigada por algo sobre o qual não teve qualquer responsabilidade…