Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Próximo passo de Serra será caça aos gays?
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Dra. Cureau, seus colegas não dão entrevista, trabalham
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
O candidato "caô-caô" e o vice trapalhão
Alguns exemplos que poderiam condenar definitivamente qualquer candidatura, se não fossem tão protegidos pela imprensa conservadora, seus maiores patrocinadores:
Percalço 1:
Índio da Costa, o vice escolhido por vontade dos Maias, para facilitar a reeleição de Rodrigo , o presidente do DEM, falou o que não devia ou podia provar sobre uma suposta relação do PT e de Dilma com as Farc's e o narcotráfico. Resultado: a justiça penalizou o PSDB ter que publicar direito de resposta do PT em seu site, onde foram feitas as acusações originalmente, assim como a revista-panfleto Veja, que foi na onda do silvícola e publicou seus pensamentos...Mas quando pensou-se que, após sumiço na imprensa do Índio, tudo voltasse a calmaria, eis que, em um debate de candidatos a vice, o rapaz retornou a carga com as mesmas acusações e pior, pelas costas, pois nem Dilma ou o alguém do PT poderia responder suas maldosas e irresponsáveis acusações. Mereceu artigo de Santayana no JB de hoje, que entre outras coisas, sugere ao Serra a sua substituição, para salvá-lo da vergonha de um companheiro atrapalhado e incômodo!!! Confira!.
Percalço 2:
Com a campanha a pleno vapor eis que se descobre que Paulo Preto, alcunha do engenheiro Paulo Vieira de Souza, teria arrecadado pelo menos R$ 4 milhões para o caixa do comitê do presidenciável José Serra, mas o dinheiro nunca chegou de fato! Ou seja, o engenheiro, muito próximo aos tucanos de São Paulo, tanto que tinha autorização de, em nome da chapa tucana, pedir dinheiro as empreiteiras, resolveu dar destino mais "seguro" a dinheirama que arrecadou, em vez de torrá-la em uma campanha de êxito duvidoso..clique aqui e saiba mais.
Percalços 3 e 4:
E quando pensava-se que os tropeços acabariam com o início da campanha no rádio e na TV, não é que a candidatura de Serra resolve ilimitar qualquer possibilidade de se desmoralizar, sem a participação dos adversários? Logo no primeiro programa ve-se uma favela cenográfica, fake, para tentar mostrar ao eleitor que os tucanos podem ser populares, só não podem misturar-se aos populares de verdade, por isso um cenário providencial para simular a vida nas comunidades carentes, aquele churrasquinho na lage, tudo a cargo de atores contratados para encenar aquela confraternização com os "não elites". Era melhor ter feito o programa em um hotel de luxo, de verdade, que seriam mais autenticos. Leia aqui!
E a música de Elba Ramalho usada no programa? Não tinha autorização da mesma! Pior, nem é cantada pela cantora paraibana, apesar da intérprete ter tentado imitar a perfeição a sua voz e parecer que a Elba estava lá, indiretamente, apoiando Serra, com um ato de gentileza e devoção política. Mas não foi assim que ocorreu, tanto que, constrangida e dando satisfações ao seu público, Elba Ramalho soltou uma nota à imprensa esclarecendo que não é a dona da voz na música usada no programa de Serra, um sucesso eternizado por sua interpretação e que ela não foi sequer consultada sobre o uso de sua canção como jingle de campanha...Um fiasco! Confira a nota de Elba aqui.
Quais serão os próximos tropeços, trapalhadas ou irresponsabilidades cometidas pela dupla? Tudo bem que a imprensa conservadora tem passado a mão na cabeça e aliviado bastante, mas o festival de bobagens, motivados pela queda nas pesquisas tende a se intensificar. Esperemos novos acontecimentos.
By: Palavras Diversas
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
A mentira genérica de Serra

Outro dia postei aqui as mensagens pelas quais o ex-presidente Itamar Franco afirmava que o ex-ministro Jamil Haddad (ex-PDT e filiado ao PSB, recentemente falecido) foi o verdadeiro criador da lei dos Genéricos. Pressionado pela internet, Serra ontem acabou confessando que “nem sabia o que eram” os genéricos quando assumiu o ministério da Saúde, em 1998.
- Não fui eu quem inventei genérico. O genérico já existia, eu nem sabia quando assumi o Ministério da Saúde. No meu discurso, não tinha a palavra genérico. Um dia, o Ronaldo César Coelho, que é banqueiro e amigo nosso, disse: tem esse negócio de genérico, você não quer dar uma olhada. Eu disse: boa briga, vamos em frente – contou o tucano.
Só que aí acima você pode ver o vídeo da propaganda de Serra, onde diz-se que o Real (criado em julho de 1994) fazia 15 anos e os genéricos, 10 anos. Portanto, no início da gestão Serra, quando ele, nas suas próprias palavras, “nem sabia” que já existiam genéricos.
Ou seja, Serra entendia tão pouco que foi preciso que um banqueiro, Ronaldo Cesar Coelho, dissesse a ele que “tem este negócio de genérico”.
Então, se Serra foi tardiamente verdadeiro, a conclusão é que antes, na propaganda de televisão, foi mentiroso.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Indio Sara Palin foi assunto na festa do DEM de Pernambuco
A festa de comemoração dos 70 anos do senador Marco Maciel (DEM), na noite da última quarta-feira,
gerou certo saudosismo entre os principais aliados do tucano José Serra (PSDB) em Pernambuco. Ao avaliarem as recentes declarações do deputado Indio da Costa, candidato a vice de Serra, demistas locais lembraram dos tempos em que o discreto Maciel era o segundo homem da República.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Grupo do ''mensalão do DEM'' se alia a Roriz e Jose Serra para derrotar petista no DF
Grupo do ''mensalão do DEM'' se alia a Roriz e Jose Serra para derrotar petista no DF
Sete meses após o escândalo de corrupção ter sido revelado, aliados de Arruda se unem a ex-governador para derrotar o petista Agnelo Queiroz
Personagens do "mensalão do DEM" estão juntos novamente. Ontem ocorreu a primeira reunião oficial de campanha entre o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) e o grupo político que sustentou o governo de José Roberto Arruda no Distrito Federal até 2009.
Sete meses após a revelação do escândalo de corrupção local, que opôs Arruda a Roriz, todos estão unidos agora para derrotar Agnelo Queiroz (PT) e seu vice, Tadeu Filippelli (PMDB).
Arruda respaldou o acordo que seus aliados - no comando do PSDB, DEM e PR no DF - fecharam para apoiar Roriz. A união pode contar com o ex-senador Luiz Estevão, cassado em 2000 e acusado de envolvimento na obra superfaturada do Fórum Trabalhista de São Paulo, mas cotado para ser tesoureiro da campanha. "Ele (Estevão) não quer. Se ele quisesse eu ia querer. É uma excelente figura. E qual o defeito dele? Para mim, não tem", diz Roriz, candidato a governador pelo PSC.
Ontem, ele reuniu-se com dirigentes dos partidos e integrantes de sua chapa, entre eles Alberto Fraga (DEM), candidato ao Senado. Na semana passada, Fraga visitou Arruda para discutir a aliança com Roriz. "Não o consultei. Apenas falei que seria suicídio sairmos sozinhos. E ele (Arruda) falou que realmente não tínhamos alternativa", afirma Fraga.
Em novembro de 2009, quando veio à tona a corrupção em seu governo, Arruda, então no DEM, acusou o grupo de Roriz - governador entre 1998 e 2006 - de estar por trás das denúncias, tendo como porta-voz Durval Barbosa, ex-secretário de ambos. Flagrado em vídeo recebendo dinheiro de Barbosa, Arruda deixou o DEM, passou dois meses preso e foi cassado pela Justiça.
Esteve presente na reunião de ontem da campanha de Roriz o presidente do PSDB do DF, Márcio Machado, ex-secretário de Obras de Arruda e autor da planilha de caixa 2 da campanha de 2006.
Impugnação. O PSOL entrou com pedido de impugnação da candidatura de Roriz, com base na Lei da Ficha Limpa. Em 2007, ele deixou o Senado após denúncia de envolvimento em corrupção.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Ficha limpa - Faça o que eu digo não faça o que eu....Faço

Efeito ficha limpa, Faça O Que Eu Digo Mas...
“O DEM só preserva seu discurso (ainda assim, não pode dizer que o autor da lei é Índio da Costa) se negar a candidatura a Heráclito, mesmo com a liminar por ele obtida”
Antes de mais nada, um parênteses. O projeto ficha limpa foi uma iniciativa da sociedade civil, à qual a classe política resistiu o quanto pôde. Quem acompanhou a sua tramitação, sabe muito bem que a lei só foi aprovada pela pressão organizada conseguida pelos seus patrocinadores, que entregaram ao Congresso um abaixo-assinado com mais de dois milhões de assinaturas de apoio. Ainda que alguns políticos tenham se engajado à campanha, eles foram, sempre, coadjuvantes numa tarefa encabeçada todo o seu tempo pela sociedade civil organizada.
Assim, parece um bocado complicado algum político querer tirar dividendo eleitoral disso. Difícil acreditar que a presença do deputado Índio da Costa (DEM-RJ) ao lado de José Serra, do PSDB, vá fazer com que o eleitor confira à chapa uma identificação maior com o ficha limpa. Índio da Costa foi o relator do projeto na comissão especial da Câmara. Mas o texto que foi finalmente aprovado recebeu alterações feitas pelo deputado paulista José Eduardo Cardozo na Comissão de Constituição e Justiça. E Cardozo é do PT, ligado a Dilma. Mas nenhum dos dois, por honestidade, pode ser considerado autor de coisa alguma. O projeto é de autoria da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e das demais instituições que o apresentaram e colheram assinaturas de apoio. É um projeto de iniciativa popular.
Para enfraquecer ainda mais a estratégia da chapa tucano-demista, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) foi o primeiro a pedir e obter liminar da Justiça para concorrer apesar do ficha limpa. Com uma condenação, conseguiu do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, liminar para concorrer. Não vale aqui analisar se Heráclito tem razão ou não na sua presunção de inocência – até porque qualquer político condenado vai dizer sempre que é inocente. O problema é que se o DEM aprova a lei ficha limpa tem de aprová-la para todos. Não pode querer que a lei valha, digamos, para um petista, mas preserve os seus caciques. A iniciativa de Heráclito joga por terra o discurso demista, que chegou a dizer que se pautaria pelo ficha limpa mesmo se a lei não fosse aprovada. O DEM só preserva seu discurso (ainda assim, não pode dizer que o autor da lei é Índio da Costa) se negar a candidatura a Heráclito, mesmo com a liminar por ele obtida.
O caso de Heráclito, porém, enseja uma outra avaliação, feita pelo presidente da Associação dos Magistrados Eleitorais, Marlon Reis. A possibilidade de obtenção na Justiça de uma liminar que suspendesse o efeito do ficha limpa é prevista na própria lei. Esperava-se, assim, uma enxurrada de pedidos como o de Heráclito. Tal fato, porém, não se verificou. “Hoje (ontem, 5), é o prazo final para o registro das candidaturas. Os políticos com problemas precisavam obter suas liminares antes do final desse prazo, e anexá-las ao pedido de registro”, explica Marlon. “A verdade é que não houve a enxurrada de pedidos. Foram muito poucos”, continua. No STF e no TSE, até a noite de ontem (5), quando esta coluna foi escrita, foram 12 pedidos: dois, incluindo o de Heráclito, foram concedidos, três foram negados pelo ministro Ayres Brito, no STF, e sete por Ricardo Lewandowski, no TSE.
Isso pode querer dizer duas coisas: ou os políticos estão ignorando o que diz a lei e vão pagar para ver ou já desistiram e enfiaram suas violas no saco. O mais provável é que haja um misto das duas situações. Os que forem pagar para ver provavelmente pagarão altas contas de advogados. Terão suas candidaturas impugnadas por procuradores eleitorais, irão recorrer, e tentar levar a pendenga adiante. Outros já viram que tal querela não vai adiantar. Márlon aponta, por exemplo, o caso de Anthony Garotinho, que desistiu de uma candidatura ao governo pelo PR, na qual tinha chances, para ficar apenas com uma candidatura a deputado federal. Para o juiz, trata-se de optar pelo desgaste menor. O impacto de ver mais adiante uma candidatura a deputado federal impugnada é bem menor do que seria no caso de uma candidatura a governador, com chances. Garotinho não chegou a desistir de vez, mas já tratou de amenizar os efeitos da bastante provável impugnação da sua candidatura. “A lei é para valer. Já está valendo”, confia Márlon Reis.
