Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Ali Kamel processa Miguel do Rosário, o homem que descobriu a sonegação da Globo

globohipo


O todo poderoso Ali Kamel, o todo poderoso diretor de jornalismo da Globo, está processando o amigo, colega e parceiro neste blog, Miguel do Rosário.
Miguel, para quem não sabe, foi o homem que, em seu blog O Cafezinho, revelou o escândalo de sonegação fiscal de mais de R$ 600 milhões da Rede Globo na compra dos direitos de transmissão da Copa de 2002.
O processo contra Miguel não vai “sumir”, como sumiu o da Globo.
E ele mostra, no post que reproduzo, que não vai se acovardar diante de um funcionário do Império, se não se acovardou ante o Império todo.
Abaixo, seu texto. E, por todos os lados e tempos, a nossa disposição de estarmos juntos, todos, ao seu lado nessa luta.

Ali Kamel processa Cafezinho

Miguel do Rosário
O Cafezinho perdeu a virgindade. Eu esperava que isso fosse acontecer mais cedo ou mais tarde. Mas confesso que fiquei decepcionado, porque foi muito previsível. O diretor de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel, está me processando por tê-lo chamado de “sacripanta reacionário e golpista”, num post de janeiro deste ano, intitulado As taras de Ali Kamel, no qual eu procuro defender o colega Rodrigo Vianna, que fora absurdamente condenado por um chiste.
A acusação, porém, é tosca e inepta. Tem um erro grosseiro logo no início, ao dizer que eu o acusei de cometer “todo o tipo de abuso contra a democracia” e “a dignidade humana”, e se empenhar dia e noite para denegrir a imagem do Brasil, aqui e no exterior” e de utilizar “métodos de jornalismo” que “fazem os crimes de Rupert Murdoch parecerem estrepolias de uma criança mimada”.
Kamel se identifica tanto com a empresa onde trabalha, que ele acha ser a própria empresa. O meu texto, que inclusive vai reproduzido no processo, diz textualmente:
“É inacreditável que o diretor de jornalismo da empresa que comete todo o tipo de abuso contra a democracia, contra a dignidade humana, a empresa que se empenha dia e noite para denegrir a imagem do Brasil, aqui e no exterior, cujos métodos de jornalismo fazem os crimes de Ruport Murdoch parecerem estrepolias de uma criança mimada, pretenda processar um blogueiro por causa de um chiste!”
Ou seja, esses carinhosos epítetos são destinados à empresa, à Globo, e não a Ali Kamel. Ele vestiu a carapuça por sua conta.
Ainda mais incrível, o processo tenta jogar a própria Justiça contra mim, ao dizer o seguinte:
“Como se não bastasse, o réu ainda afirma que a Justiça seria ‘empregadinha dos poderosos’.”
Ora, Ali Kamel quer me processar por críticas ao Judiciário brasileiro? No caso, minhas críticas nem foram ao Judiciário em si, mas à decisão judicial de condenar Rodrigo Vianna.
Prezado Ali Kamel, os adjetivos “sacripanta reacionário e golpista” não se referem à sua pessoa, visto que não lhe conheço, e sim ao cargo de diretor de jornalismo de uma empresa ao qual eu faço duras críticas políticas. Isso fica bem claro no texto.
É realmente ridículo que o executivo mais poderoso do jornalismo da Globo, cujo maior ativo é uma concessão pública líder no mercado, e portanto constitui um agente político com grande influência na opinião pública e nos processos eleitorais, queira asfixiar as vozes dissonantes através de chicanas jurídicas.
O processo reitera que deve aplicar a pena maior possível contra o blogueiro, para “desestimular ao máximo que o imenso sofrimento do autor com as descabidas ofensas que lhe foram dirigidas no post As taras de Ali Kamel se repita ou venha a ser experimentado por novas vítimas do réu”.
Imenso sofrimento?
Quem sofre sou eu, blogueiro latino-americano, sem dinheiro no bolso, esmagado por um governo inerte (na questão da mídia), de um lado, e uma imprensa historicamente golpista e reacionária.
Kamel pede R$ 41.000,00 de indenização moral. Hahaha.
Ou seja, ele simplesmente pretende destruir o blog que noticiou um dos maiores crimes de sonegação da história da mídia brasileira, cometido pela empresa para o qual ele mesmo trabalha, porque o blogueiro lhe chamou de “sacripanta reacionário” e fez críticas à sua empresa?
Tenho esperança que o Judiciário não vai deixar barato esse ataque sórdido à liberdade de expressão, ainda mais grave porque cometido por uma pessoa que dirige uma concessão pública confessadamente golpista e, como tal, com obrigação de ser humilde e tolerante no trato com aquelas mesmas vozes que ela ajudou a calar nos anos de chumbo.
O advogado de Ali Kamel, João Carlos Miranda Garcia de Souza, é também advogado da Rede Globo. É pago, portanto, com recursos oriundos de uma concessão pública que se consolidou durante um regime totalitário, e com apoio de um governo estrangeiro (EUA). Posso afirmar, portanto, que estou sendo processado pelas mesmas forças que implantaram a ditadura no Brasil.
Eu não tenho advogado, não tenho dinheiro, nem minha conta bancária foi abastecida com recursos da ditadura ontem, e da Secom hoje.
Só que estamos em outro momento, Kamel. Ou pelo menos, eu quero acreditar que estamos.
A família Marinho, segundo noticiado hoje por este blog, é a segunda maior fortuna de mídia do planeta. Com tanto dinheiro, mídia e poder, qualquer agressão de seus diretores a blogueiros políticos que criticam a sua linha editorial se torna um atentado particularmente hediondo à democracia.
Em 1981, já nos estertores do regime militar, uma tragédia terrível aconteceu na minha família. Meu tio, Francisco do Rosário Barbosa, um homem pacato, sem filiação partidária, sem militância política, mas com alguma ideologia, foi preso num ônibus, sem razão nenhuma além de ter protestado contra a forma como os policiais estavam revistando os passageiros.  Levado a 9ª DP do Catete, foi torturado até a morte. Tinha 9 irmãos, entre eles meu pai, primogênito, e uma mãe.
Diante do sofrimento inaudito que quase levou a família à loucura, meu pai reuniu a todos e disse que a melhor forma de lidarem com aquela tragédia era a usarem como mais um instrumento de luta contra a ditadura.
Nesse momento, em que vivemos uma democracia pujante, mas conspurcada por um sistema de comunicação oligopolizado, herdeiro do regime militar, não me resta outra saída senão me aferrar àquela postura tão digna de meu pai, José Barbosa do Rosário, e afirmar que vou usar este processo do diretor de jornalismo da Globo contra minha pessoa como mais um instrumento para derrubar, ou ao menos debilitar, esse odioso oligopólio midiático liderado pela família Marinho e seus capangas.
processo é o número 0314414-68.2013.8.19.0001, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A primeira audiência de “conciliação” acontece em fevereiro de 2014. Não preciso de nenhuma contribuição financeira porque acho muito improvável que eu perca esse processo, que é surreal. E se eu perder, vou recorrer até as últimas instâncias.
Por: Fernando Brito

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

ARTICULAÇÃO AÉCIO-MARINA PASSA PELA GLOBO

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

IMPRENSA INTERNACIONAL FURA BLINDAGEM DA GLOBO

sábado, 7 de janeiro de 2012

As 5 barragens em PE. Onde afogar o jn

Saiu no Blog do Planalto explicação adicional sobre o dispendio de recursos de emergência em Pernambuco, onde morreram 42 cidadãos tão brasileiros quanto os da elite branca de olhos azuis:

Governo está trabalhando para evitar a ocorrência de tragédias durante as chuvas, diz Planejamento


O Ministério do Planejamento informou hoje (6) que o governo federal está trabalhando para evitar a recorrência de tragédias provocadas pelas chuvas e enchentes por meio do aprimoramento da gestão e da liberação de recursos, deixando de atuar apenas nos momentos em que ocorrem. Em nota, o Ministério cita o repasse de R$ 1,429 bilhão, em 2011, para drenagem de rios em áreas de enchentes em todo o país. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais receberam 63% do valor repassado pelo Ministério das Cidades.


Além da liberação de recursos, o governo federal investiu no aprimoramento da gestão com a criação do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemanden), focado no monitoramento das condições climáticas, e do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenadc).


Para a região serrana do Rio, fortemente atingida pelas chuvas em janeiro de 2011, o governo federal também liberou R$ 320 milhões para contenção de encostas e drenagem de rios, R$ 415 milhões por meio do BNDES para financiar a reconstrução de empresas e a recuperação de estoques, e R$ 330 milhões para a contratação de seis mil unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida.


Na nota, o Ministério do Planejamento lembra a enchente ocorrida em junho de 2010 que atingiu Pernambuco e Alagoas ao longo da bacia dos rios Una, Sirinhaem, Piranji, Mundaú e Canhoto, levando 99 municípios a declararem situação de emergência. As chuvas causaram 46 mortes e deixaram 434.555 pessoas afetadas, das quais 98.460 desalojadas nos dois estados.


Segundo o Ministério, após as ações emergenciais, os governos federal e estaduais começaram a discutir medidas para prevenir novas tragédias. A solução apontada foi a construção de cinco novas barragens que receberiam do governo federal metade dos recursos necessários para execução das obras. Os recursos para a construção das barragens de Panelas II, Gatos e de Serro Azul, no estado de Pernambuco, foram repassados pelo Ministério da Integração por meio de crédito extraordinário autorizado por Medida Provisória, uma vez que as obras tinham caráter preventivo de risco.


“Esse é um procedimento usual para obras relacionadas à risco”, explicou o Ministério do Planejamento.


As barragens de Panelas II e Gatos estão em obras e já tiveram desembolso de R$ 22,6 milhões. A de Serro Azul teve sua licitação concluída em dezembro e aguarda o licenciamento ambiental para seu início.


“Esse procedimento mostra com clareza que o governo federal está trabalhando para evitar a recorrência dessas tragédias, deixando de atuar apenas nos momentos em que elas ocorrem”, afirma o Planejamento na nota divulgada à imprensa.



Clique aqui para ler “A Globo existiria na Rússia, na Índia ou na China ?”.

Aqui para ler “6ª Economia do Mundo. E não se defende da Globo”.

E aqui para ler “Enchente: a Globo manda na Dilma ?”.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Petrobras, Globo, Folha ou Estadão. QUE AÇÃO VOCÊ COMPRARIA????

Saiu no Valor, pág D5, entrevista de Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras, sobre o plano de negócios que acabou de anunciar.

É um plano estratégico de US$ 225 bilhões.

Explica Gabrielli (que admite se candidatar a governador da Bahia em 2014):

- é o maior plano de investimentos em curso no mundo;

- é  dez anos de investimento da NASA;

- maior que o Plano Marshall;

- até 2020, com o pré-sal, a produção vai passar de 2 bilhões para 5 bilhões de barris;

- a Petrobras vai encomendar 65 sondas de perfuração acima de 2 mil metros de lâmina d’água (a frota mundial, hoje, é de 70);

- até 2015, a empresa vai encomendar (no Brasil) 658 embarcações, como o petroleiro “João Cândido”, o Almirante Negro, o primeiro a sair de Suape.

Como se sabe, o esporte preferido do PiG (*), desde Assis Chateaubriand e o Dr. Roberto, é boicotar a Petrobras.
Os colonistas (**) do PiG não sabem , mas são, apenas , a versão contemporânea, medíocre, de Roberto Campos que, quando presidia a UNE, o Cerra devia chamar de Bob Fields.
Bib Fields atacava diariamente a Petrobras em todos os jornais do PiG.
Chamava-a de “Petrossauro”.
Queria ver ele dizer isso, hoje, em Pernambuco.
No Globo, por exemplo,uma contrafação do Bob anunciou recentemente uma mudança radical nos quadros da Petrobras.
Nem o cabineiro do elevador da diretoria do Gabrielli seria mantido na reforma do Globo.
Amigo navegante, você, se tivesse um dinheirinho, compraria ações do Globo ?
Da Folha, que vai fechar o capital, em nome da transparência ?
Ou do Estadão, que a família Mesquita terceirizou aos credores ?
Ou do “Petrossauro” ?

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (*) que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.