Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quarta-feira, 31 de julho de 2013

PROTESTO 'FORA, ALCKMIN' TERMINA EM CONFRONTO

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Antonio Lassance: A “etiqueta” de Lula vem aí

07 Janeiro 2012
Lula e sua etiqueta
por Antonio Lassance, em seu blog
Lula anunciou que sua primeira viagem, depois do tratamento contra o câncer, será ao Rio de Janeiro.
Quer visitar a Rocinha e o Morro do Alemão.
A fonte da informação é o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e foi divulgada pelo jornalista Ancelmo Gois (O Globo, 6/1/2012).
Se isso vier mesmo a ocorrer, irá simbolizar duas coisas: que o ex-presidente está de volta à ativa, firme e forte, e que começou a entrar de cabeça na campanha municipal de 2012.
Desnecessário lembrar que o Rio de Janeiro é uma capital importante e vitrine de várias realizações do Governo Federal na Era Lula, como as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), as UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento de Saúde) e as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que mudaram a paisagem de vários dos morros.
Outra consequência da presença de Lula no cenário das eleições municipais de 2012 será, muito provavelmente, o reaparecimento daquela discussão incongruente sobre “transferência de voto”. Incongruente porque, primeiro, ninguém transfere seu voto pra ninguém. A não ser em caso de fraude, quando o voto de um candidato é tranferido para outro, mas não é disso que se trata. Deixando de lado a fraude, não se poderia falar em transferência nem mesmo na Primeira República, no auge do sistema coronelista, quando o voto era baseado em uma política de compromisso, conforme nos ensina o clássico de Victor Nunes Leal, “Coronelismo, enxada e voto”.
De outra parte, os que rechaçam (corretamente) a tal “transferência” costumam cair no extremo inverso, negando o poder de convencimento e a utilização do prestígio político como tática para tornar um candidato mais conhecido e aceitável. Negam o que de fato existe e que é muito comum. Trata-se de uma espécie de compartilhamento de atributos entre um político muito conhecido e bem visto e alguém ainda pouco conhecido.
A ideia se casa melhor com a noção que alguns renomados cientistas políticos no passado utilizavam: a ideia de “etiqueta”. O raciocínio já foi muito usado com relação aos partidos. Quando os partidos são fortes e bem definidos, se transformam em uma espécie de etiqueta. A analogia tem sido menos usada justamente pela suposição de que há um enfraquecimento dos partidos como referencial básico de distinção política.
Sejam os partidos fortes ou não, com ou sem identidades bem conformadas, o fato é que o eleitor ainda procura por etiquetas. Quando o eleitor não conhece um candidato plenamente, o que ele faz? Olha em suas costas e verifica sua procedência. Que roupa ele veste? Que marcas ele carrega? Tais “marcas” ajudam a realizar escolhas mais sintonizadas com a preferência do eleitor.
Um candidato que trouxer o nome de Lula em suas costas terá certa etiqueta associada a seu nome. Quando Lula estiver ao seu lado, em campanha, ele estará emprestando seus atributos à figura desse ou daquele candidato. Principalmente os candidatos novatos, por serem desconhecidos ou mal conhecidos do eleitor em geral,  precisarão muito disso, e Lula poderá ser seu principal “out-door”.
Daí não se pode inferir que basta ter uma marca forte (como a marca Lula) para um candidato ser eleito. Inversamente, também não se pode esquecer que, principalmente em disputas acirradas, decididas muitas vezes com margem estreita de votos, um apoio desses pode fazer toda a diferença.
Ou seja, ao se evitar a ideia de transferência de votos, não se pode cair em outro erro, por exemplo, o de negligenciar o peso que Lula terá nas eleições para prefeito neste ano de 2012. Alguns analistas cometeram esse erro, em 2010, quando apostaram que o então presidente não conseguiria alavancar a candidatura Dilma. Perderam a aposta. Têm agora a chande de pensar duas vezes no assunto antes de proferirem seus prognósticos.
*Antonio Lassance é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e cientista político. As opiniões expressas neste artigo não refletem opiniões do Instituto.
Leia também:

domingo, 23 de janeiro de 2011

Alô, alô Padilha: PM do Rio dá emprego a ex- traficante


Padilha, o de boné, é o “demagogo de filme de ação”
Saiu no Globo, pág. 14:

“Das fileiras do tráfico à fila do emprego.”

“Ex-traficantes pedem ajuda a PMS da UPPs para conseguir trabalho.”

Dezenas de ex-soldados do tráfico diariamente pedem aos policiais uma oportunidade de trabalho.

A Unidade Policial Pacificadora do Andaraí e a do Batam, em Realengo,  são duas que arrumam emprego em estacionamento, como motoboy, como pedreiros.

A maioria não tem instrução primária completa.

“Segundo os PMS, a queda da fortaleza do tráfico nos complexos do Alemão e da Penha – que o PiG (*), especialmente o de São Paulo, e a Globo consideraram um ‘desastre’ (PHA) – fez crescer o numero de ex-integrantes de quadrilhas em busca de outra ocupação … só são ajudados os que não têm qualquer registro policial … os que têm contas a ajustar são encaminhados à delegacia.”


Navalha
E o Padilha, o especialista em descrever um Rio que não existe, o demagogo do “filme de ação”, e o Padilha, ele vai fazer um filme sobre a ocupação do Alemão ?

Vai levar o maluco do Capitão Nascimento lá pra cima do teleférico e fazer ele se jogar de lá ?

Ou ele vai descobrir um ex-endolador de cocaína que vira benemérito e vem catequisar o pessoal do PCC de São Paulo ?

O que fará o Padilha com a derrota da “ideologia de uma elite da tropa” ?

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Beltrame para DG da Polícia Federal. Em SP ninguém usa cocaína ou crack




O delegado Beltrame ganhou a batalha.

Ele não acabou com o tráfico nem com o crime organizado no Rio – o que é impossível.

Mas, ele botou o tráfico para correr.

E as milícias também correram, apesar do apoio que elas deram, nas eleições, ao Marcelo Lunus Itagiba, braço direito e esquerdo do Padim Pade Cerra.

Beltrame ganhou a batalha porque pôs para funcionar a ideia que o governador Sérgio Cabral trouxe da Colômbia: as Unidades Policiais Pacificadoras.

Beltrame expulsou os traficantes das favelas.

Pôs para correr.

E quando os traficantes reagiram, ele foi para cima dos traficantes, com a ajuda do Presidente Lula.

O tráfico no Rio perdeu espaço, está desarticulado.

Assim como as milícias, uma etapa superior da organização do crime. 

Clique aqui para ler interessante artigo de Claudio Beato, na pág. 3 da Folha (*):

Beltrame ganhou a principal batalha, que foi o conceito: re-instalar o Estado na área criminosa.

O Estado tem que governar.

Com a fuga dos traficantes e a re-ocupação do espaço criminoso, surgirão problemas sérios.

Para onde vão os traficantes foragidos ?

Numa entrevista à RecordNews, o senador Marcelo Crivella chamou a atenção deste ordinário blogueiro para o deslocamento dos traficantes das favelas ocupadas pelas UPPs para cidades próximas ao Rio.

Beltrame vai ter que ir atrás deles lá, também.

Como desarticulou as milícias fora do Rio.

(Será essa a razão para o Marcelo Lunus Itagiba não se re-eleger deputado federal ?)

Também muito importante: a relação republicana que Sérgio Cabral manteve com Beltrame.

Não há no Governo Sérgio Cabral nomeação política de chefe de delegacia ou de comando da Polícia Militar.

E a população do Rio gosta do trabalho do Beltrame.

O que ajudou a re-eleger Sérgio Cabral.

Beltrame também vai atrás de criminoso do colarinho branco.

E aí, de novo, ele esbarra em interesses políticos que começam a se afligir com a ação destemida do Secretário de Segurança do Rio.

Dilma já disse que vai ampliar o conceito de UPPS pelo Brasil afora.

Dilma poderia devolver à Polícia Federal a característica republicana, que se foi para Portugal, no avião com Paulo Lacerda.

(Uma das – poucas – páginas cinzentas do Governo Lula.)

O substituto de Lacerda, Luiz Fernando Corrêa, foge de crime do colarinho branco como foge do áudio grampo.

E se dedica a perseguir o ínclito delegado Protógenes Queiroz.

Clique aqui para ler “Delegados federais aplaudem Mercadante quando elogia Protógenes – frente do Corrêa ”.

Já ouvi dizer que a Dilma vai nomear o Ministro da Justiça e o Diretor Geral da Polícia Federal.

Ou seja, o Ministro da Justiça NÃO vai nomear o DG da Polícia Federal.

É da cota dela.

Foi o que fez o Dr Tancredo.

Quando chamou o sábio Fernando Lyra para Ministro da Justiça já disse, ali, no ato, quem ia ser o DG da Polícia Federal.

O Diretor Geral da Policia Federal é importante para combater o crime.

Mas, o DG da Polícia Federal também pode chantagear, constranger o Presidente da República.

O Fernando Henrique Cardoso poderia dar um bom depoimento sobre isso, numa das suas 674 entrevistas semanais ao PiG (**).

Não há notícia de que Beltrame tenha constrangido o Governador do Rio.

Nem tenha ameaçado à la Henrique Meirelles, o novo entrevistado de prateleira do PiG (**): só fico com autonomia ! 

Beltrame hoje representa o policial de que os cidadãos se orgulham.

Como foi Paulo Lacerda.

Em tempo: sobre a cobertura do PiG (**) paulista à caça aos traficantes no Rio.

O amigo navegante poderia responder às seguintes perguntas, por favor ?

Onde se consome mais automóvel ? No Rio ou em São Paulo ?

Onde se consome mais pizza aos domingos ? No Rio ou em São Paulo ?

Onde se consome mais camisinha nos fins de semana ? No Rio ou em São Paulo ?

E onde se consome mais cocaína ?

No Rio, dirão os membros do PiG (**).

Em São Paulo, por esse raciocínio, ninguém consome crack nem cocaína.

Da mesma forma que nenhuma tucana de São Paulo fez ou fará aborto. 

Por isso, não há traficantes nem cenas de “guerra” em São Paulo.

É uma área santificada, uma gigantesca Cidade do Vaticano, governada pelo Padroeiro de Aparecida, com as bênçãos do Padim Pade Cerra.

É assim, amigo navegante ?

Não.

É porque, no Rio, o Cabral e o Beltrame combatem o tráfico.

Em São Paulo, o tráfico se consorciou com o Estado.

Como diz o especialista na matéria, o traficante colombiano Abadía, a melhor maneira de acabar com o tráfico em São Paulo é fechar a delegacia que combate o tráfico, o Denarc.

Por isso, São Paulo não tem caveirão nem UPP.


Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Polícia do Rio não deixa



Publicado em 23/08/2010 Compartilhe | Imprima | Vote (+5)
Na foto, Marcola se prepara para distribuir tômbolas



A manchete do Globo do domingo entregou o prato feito ao Serra:

“Cerco a traficante acaba com tiros e reféns em hotel de luxo – sessenta bandidos enfrentam PMS e levam pânico a São Conrado”.

Em nenhum ponto da primeira página o Globo resume o que, de fato, aconteceu.

Uma viatura da PM do Rio interceptou um “ônibus” que vinha do Vidigal em direção à Rocinha.

Com a resistência, houve troca de tiros.

Os narcotraficantes desceram em direção ao bairro nobre de São Conrado, onde ficam a Rocinha e o Hotel Intercontinental, o “de luxo”.

O que houve, então ?

A Polícia do Rio deu um show de eficiência.

Prendeu todos os criminosos.

Libertou os reféns do Hotel.

Matou uma traficante.

E nenhum policial saiu ferido.

E por que houve tudo isso ?

Porque a polícia do Rio resolveu retomar o controle das favelas do tráfico.

Na Rocinha já houve intervenção governamental, com uma passarela do Niemeyer – clique aqui para ver no Conversa Afiada.

E investimentos em reurbanização.

Breve ali será instalada uma UPP.

Quando a política de instalação de UPPs se aproxima dos morros das áreas nobres da cidade, confrontos como esse passam a ocorrer.

Até que os morros sejam controlados pelo Estado, através da Polícia.

É uma estratégia copiada da Colômbia, a mais eficaz para combater o tráfico.

O que fez a Globo ?

Omitiu o sucesso da operação policial, porque a Globo é ideologicamente contra a ação pacificadora da policia nos morros.

O Globo e a Globo são eternas viúvas do Carlos Lacerda, o pai das remoções: jogar a favela no Fim do Mundo.

Alem disso, o Rio e a cidade do Rio são governados por políticos da base de apoio ao Lula e à Dilma.

O candidato que defendia uma neo-Soweto para as favelas – “quem está fora não entra, quem está dentro não sai” – o ex-Gabeira, dividido entre Marina e Serra, partiu-se ao meio e não passa dos 20%.

O jenio rapidamente aproveitou-se do “caos da Globo” e atacou a segurança do Rio para defender um Ministério da Segurança.

Em São Paulo, como se sabe, ninguém consome cocaína.

Em São Paulo não há tráfico.

O narcotraficante Abadia considerou a delegacia de combate ao tráfico de São Paulo a mais eficiente do mundo.

Em São Paulo, o PCC é uma entidade recreativa de ex-presidiários, que distribui tômbolas no natal.

A Cracolândia, como diz o nome, é um centro de treinamento de jovens esportistas.

O jenio tenta se apoiar em qualquer coisa.

Se joga com qualquer paraquedas.

Esse, por acaso, não abriu.

Paulo Henrique Amorim