Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Caos em SP: a culpa não é de Deus. É do PiG


Inundação do ano passado, repetida em 2011, e em 2012, e em 2013 e...
O Conversa Afiada reproduz excelente texto do Blog do Nassif, enviado pelo Stanley Burburinho, o reparador de iniquidades:

O papel da imprensa nas enchentes de SP

Do Festival de Besteiras da Imprensa

A imprensa é co-responsável pelos alagamentos em São Paulo
Digo e repito: o papel da chuva é chover, do governador e dos prefeitos fazer obras de drenagem e macro-drenagem e da imprensa é denunciar as omissões governamentais sejam tucanos ou não os seus mandatários.

Pois bem, todos os alagamentos, inundações e transbordamentos de rios, no Estado de São Paulo, e especialmente na capital e arredores, são decorrência dos ridículos investimentos realizados em drenagem e macro-drenagem, pelos sucessivos governos tucanos e do DEM (prefeitura da capital).

Se esses governantes fossem do PT, as denúncias seriam diárias – como ocorreu com a Marta Suplicy. Nessa ocasião, a imprensa não falava que a chuva provocara inundações. Ela denunciava a prefeitura pela não realização da obra A ou B e martelava nisso o tempo todo.

Ao contrário, durante todo o período de governos tucanos, a imprensa só sabe repetir que a culpa de todos os alagamentos e inundações é da chuva. É só ver as manchetes e submanchetes diárias, nesse período do ano.

A imprensa deveria saber que existe um Plano Diretor de Macrodrenagem da Bacia Hidrográfica do Rio Tietê, que completou 12 anos em dezembro de 2010. (Clique aquipara ter acesso a esse plano)

A imprensa deveria colocar dois ou três bons jornalistas para escarafunchar esse Plano Diretor e ir atrás de informações sobre o estágio atual da sua implementação.

Os projetos futuros do plano diretor, na imagem abaixo, deveriam ser exaustivamente pesquisados.

Como estou certo de que encontrará muita omissão dos governo tucanos, a imprensa deveria denunciar o governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura da capital, levando a opinião pública a pressionar esses governos, parlamentares e entidades da sociedade civil para que as obras necessárias sejam realizadas sem mais protelação.

Mas como a imprensa fará isso se parte dela está comprometida até a medula com os sucessivos governos tucanos e do DEM?

Como eu acho que as Organizações Serra (Globo, Folha, Estadão e Veja, entre outros) não cumprirá o seu papel institucional, então continuaremos com o “reme-reme” de que a chuva – Deus – é a responsável pelo inferno em que é transformada a capital e municípios da Região Metropolitana de São Paulo.

Como exemplo de omissão, ainda hoje (11/1/11), a imprensa está evitando publicar imagens das inundações em São Paulo. Eles fazem de tudo para maquiar a realidade que pode desgastar os governos tucanos e do DEM.

Não bastasse o apagão diário do trânsito de São Paulo, que também é tratado como algo em que não há responsabilidade alguma da prefeitura da capital e do governo estadual.

Enquanto isso, a parte do eleitorado que não votou nem nos tucanos nem no Kassab terá que “comer o pão que o diabo amassou com os pés”, sendo castigada por algo sobre o qual não teve qualquer responsabilidade…

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O PiG não dá trégua a Lula



O PiG não dá trégua a Lula, nem com ele fora do governo.

A Falha de S.Paulo passou toda a semana passada reproduzindo matéria sobre passaportes recebidos pelos filhos de Lula e sobre o descanso merecido de Lula num hotel do Exército brasileiro.

Curioso é que ninguém viu a Falha empenhada, lá pelos idos de 1996, em divulgar que FHC utilizou 2 mil homens do Exército para proteger sua fazenda, dizem as más linguas comprada com sobras de campanhas, lá pra bandas de Minas Gerais.FHC dizia, à época, ter medo do MST.

Mais:ninguém viu a Falha empenhada em reproduzir matéria, publicada na IstoÉ, que Paulo Henrique Cardoso, filho mais velho do boca de fole, usou o Palácio do Planalto para fazer lobby com grandes empresários do Brasil.A Falha também não se empenhou para publicar o prejuízo(mais de 5 milhões de dólares) que o mesmo Paulo Henrique deu ao Brasil com a preparação da Feira de Hannover.

Ainda:ninguém viu a Falha empenhada em descobrir que Luciana Cardoso, também filha de FHC, passou sete anos recebendo do Senado por ""serviços relevantes prestados no gabinete de Heráclito Fortes.A própria Luciana confessou que não saia de casa para realizar tais serviços relevantes.

Tem mais: ninguém viu a Falha empenhada em mostrar ao seu público que FHC teve um filho com a jornalista global Miriam Dutra.A Falha só veio a publicar uma notinha quando o filho adulterino de FHC completou 18 anos.

Mais um pouco:a Falha não se empenhou para informar aos seus leitores idiotizados que Serra, mesmo fora do governo de São Paulo, usa 40 PMs para protegê-lo.A Falha também não foi investigar se a assassina de criancinha, a sócia de Verônica Dantas também usam os serviços da PM.

Por fim, aviso aos demotucanos:não me venham com essa ladainha que o PT usa os erros dos outros partidos para justificar os seus.Não estou discutindo erros do PT ou do PSDB, estou mostrando o lado parcial do PiG.

Fascismo à brasileira

A guerra que não terminou
Por Maria Lucia Andrade Pinto

Tivemos uma campanha eleitoral nos moldes das campanhas estadunidenses. Acumularam-se os crimes contra a honra, o assédio moral e o bullying em relação à então candidata Dilma Rousseff. Mentiras e calúnias foram repetidas de muitas formas: emails apócrifos que invadiam as caixas de entrada, telemarketing, panfletos distribuídos nas ruas, nas portas das igrejas ou colocados nas caixas de cartas, matérias e reportagens mentirosas e tendenciosa na mídia.

Não me consta que se tenha ingressado com alguma ação em Juízo contra essa violenta campanha difamatória. Ou que algum órgão da Justiça Eleitoral tenha visto nesses fatos um gravíssimo crime eleitoral - já que por meio da propaganda, evidentemente financiada por grupos políticos, se alterava a percepção do eleitorado - e agido para coibir o crime.

Em todo o país foi sentida uma escalada de violência em decorrência desses fatos. No Ceará, houve o assassinato de um rapaz que fazia a campanha da Dilma. Houve o relato de uma criança agredida por coleguinhas numa escola particular em São Paulo. A partir daí, aos sussurros, ouvia-se falar em clima conflituado, especialmente entre crianças e jovens, em função do que ouviam em casa dos pais, contrários à eleição de Dilma.

É ilusão pensar que a campanha difamatória terminou. Prosseguem os emails apócrifos, as ações de grupos e instituições de direita e os ataques pela mídia. Os episódios estão se seguindo. Até o momento, não se sabe de qualquer processo ou decisão de órgãos do Judiciário a respeito. E está havendo uma forte pressão na mídia em geral e nos comentários em blogs para se considerar que punir crimes na web é atentar contra a liberdade de expressão. A Deusa Liberdade de Expressão está com mais IBOPE que o Estado de Direito. À essa Deusa tudo é permitido e tolerado. Até o dia em que o feitiço se vire contra o feiticeiro e contra todo o país.

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NÓ CAMBIAL FMI QUER ‘REGRAS' PARA CONTROLE DE CAPITAIS



Superliquidez internacional gerada pelo socorro aos países ricos ameaça afogar economias emergentes em dois movimentos: a) pela apreciação cambial, que prejudica a indústria local via importações baratas; b) por movimentos abruptos massas de recursos muito superiores à capacidade de acumulação de reservas das economias nacionais. Exemplo: recibos de ações brasileiras no exterior (ADRs, American Depositary Receipts) movimentaram US$ 744 bilhões em 2010. O valor representa uma vez e meia o total das reservas cambiais do país, da ordem de US$ 288 bilhões. Contra esses fluxos o país pouco pode fazer e suas reservas seriam insuficientes para contrabalançar eventual fuga em massa de aplicadores. Tal limitação amplifica a importância do controle sobre o ingresso e a saída de capitais investidos no mercado local. O Brasil, porém, vai se opor a que o FMI estabeleça regras para adoção desses mecanismos e buscará preservar a soberania nacional no uso dessa salvaguarda. "Não apoiamos a formalização de princípios a serem seguidos em fiscalização bilateral", explicou o diretor executivo brasileiro e de mais oito países junto ao FMI, Paulo Nogueira Batista, em entrevista ao Valor desta 2º feira. O temor é de que a abordagem multilateral que está sendo proposta -e será discutido no G-20, em fevereiro--  possa redundar em restrições a ação dos países emergentes, minimizando, ao mesmo tempo, medidas contra a desregulação financeira nas economias ricas, que resultou na supremacia das finanças especulativas no plano mundial. (Leia mais ‘O nó cambial -antecedentes')
(Carta Maior; Terça-feira, 11/01/2011)

Eles não perdem por esperar

A imprensa do eixo São Paulo–Rio de Janeiro adotou um sistema muito particular para diferenciar os gastos pessoais e as regalias das famílias dos dois últimos ex-presidentes da República. O que era legítimo para um, vira escândalo para o outro.
Para Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e sua família, qualquer questionamento de seus gastos é tratado como “dossiê” e para Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), todos os gastos, mesmo sendo compatíveis com os de FHC, viram “escândalo”.
No início de 2008, por exemplo, apareceram nessa imprensa os gastos pessoais da família presidencial no âmbito do que jornais, revistas, tevês, rádios e portais de internet das famílias Marinho, Frias, Civita e Mesquita passaram a chamar de “cartão corporativo”.
Assim como estavam sendo divulgados os gastos de Lula e de sua família, petistas começaram a questionar os do antecessor do então presidente, que, além de gastos com lençóis de linho egípcio, por exemplo, mantinha, no Palácio da Alvorada, a chef de cuisine Roberta Sudbrack.
Logo, a imprensa discutia sobre gastos iguais tratando os de FHC como normais e os de Lula como escandalosos.
FHC pendurou os filhos em instituições privadas e públicas antes e depois de governar e o assunto jamais virou manchete de primeira página. A filha do tucano recebia salários do Senado sem aparecer para trabalhar e isso jamais teve destaque em jornal algum.
Será que o público desses meios de comunicação não notará essa forma tão distinta de tratar os dois ex-presidentes da República? Em minha opinião, notará. Mas não custa nada dar uma mãozinha para que isso aconteça.
Afinal, Globos, Folhas, Vejas e Estadões são subsidiados por muito dinheiro público e, assim, têm um papel social a cumprir, não podendo agir como extensões de partidos políticos. Não é como este blog, que não recebe dinheiro público – ou privado, diga-se.
Apesar disso, esses veículos agem como partido político. Por isso, foram apelidados de Partido da Imprensa Golpista (PIG), porque têm toda uma história de atuarem como partidos políticos e de sustentarem golpes de Estado.
Veículos como a Folha de São Paulo, por exemplo, tentam esconder o que não lhes interessa ver divulgado até que a porta esteja arrombada. Nesse momento, tratam de dar a própria versão sobre o fato escondendo a do outro lado, apesar de serem financiados por todos nós.
Recentemente, dois jornalistas que trabalharam no grupo Folha criaram uma paródia do principal jornal desse grupo e, para serem calados, foram processados por ele. O jornal escondeu o caso até onde pôde.
Só depois que o ativista Julian Assange, do site Wikileaks, o jornal inglês Financial Times e a ONG Repórteres sem fronteiras denunciaram o ato censor foi que a Folha tocou no assunto. Mesmo assim, através de sua “ombudsman”, que tratou de atacar os autores da paródia.
Leitores de blogs como este não agüentam mais essa indignidade, assim como o seu autor. Por conta disso, várias vezes foram junto com ele para diante desses órgãos de imprensa, a fim de protestar.
A dificuldade de se convocar atos públicos de protesto contra o uso de dinheiro público para financiar veículos de comunicação partidarizados, porém, impede que se faça mais do que espernear na internet. Ao menos com a freqüência necessária.
É por conta disso que surgiu uma idéia de fazer um “programa” mensal para ser exibido na internet. Esse programa seria diante da Folha de São Paulo e iria ao ar uma vez por mês. Através de um megafone, o apresentador gritaria o que o jornal faz de conta que não houve.
Não se pretende, por óbvio, que a cada edição do programa se consiga juntar as multidões. Na verdade, não importa se vem mais alguém. O que não vou é ficar aturando essa gente falar o que quer por mais quatro anos sem poder dizer o que penso.
A cada semana levarei denúncias contras as diabruras do jornal e direi exatamente aquilo que ele não quer que seja dito. Será sempre em um dia de semana no horário de maior movimento na Alameda Barão de Limeira, de forma que bastante gente possa testemunhar.
Aquela região do centro de São Paulo irá se acostumar com o contraditório. Em alguns meses, centenas de milhares de pessoas espalharão por aí o que ouvirem quando passarem pela frente de um dos quatro grandes tentáculos do Partido da Imprensa Golpista.
Quem acha que não farei, pode esperar. Não ficarei sendo esbofeteado, ao custo do meu próprio dinheiro, sem fazer nada. Já imaginaram poder dizer regularmente tudo o que se tem preso na garganta? Estranho é isso não ter sido feito antes.
Tenho uma viagem de trabalho a fazer ao exterior em fevereiro. Na volta, começarei a ir uma vez ao mês até a frente desse jornal dizer tudo o que ele esconde. E todos estão convidados para essa que será uma “festa” periódica da liberdade de expressão.
Que a mídia fale, mas não nos cale.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Já é um começo de golpe


 
Se você faz parte dos 87% que apoiavam o governo Lula, fique alerta – no mais escondido covil de serpentes e escorpiões trama-se um golpe institucional contra o governo de Dilma, mesmo se esse governo começou com 62% de aprovação popular.
Desta vez, ao contrário do golpe de 1964 não se trama nos quartéis com o apoio declarado dos Estados Unidos. A trama é bem mais sutil – não se acena com a paranóia do perigo vermelho, mas com base em pretensos arrazoados jurídicos se quer desmoralizar e desautorizar o ex-presidente Lula e se colocar no ridículo a presidenta Dilma, que será destituída do poder de decisão.
O golpe não parece financiado só por dólares americanos, como no passado, mas igualmente por euros vindos da Itália. Aparentemente trata-se da extradição ou não extradição de um antigo militante italiano, Cesare Battisti, condenado num processo italiano fajuto à prisão perpétua, mas a verdade submersa do iceberg é bem outra.
Quem leu as revelações do Wikileaks quanto as opiniões dos EUA sobre Lula, considerado suspeito, e Celso Amorim, considerado antiamericano, e que acompanhou a campanha contra a eleição de Dilma, sabe muito bem haver interesses de grupos internacionais em provocar uma crise institucional no Brasil.
Será também a maneira de grupos econômicos estrangeiros impedirem a atual emergência do país como potência mundial. A Itália neofascista de Berlusconi com seu desejo de recuperar um antigo militante esquerdista é apenas uma providencial pretexto para os grupos políticos e econômicos internacionais incomodados com o Brasil líder do G-20 e vitorioso contra os EUA na OMC.
O que se quer agora, com o caso Battisti, é subverter as instituições brasileiras, mergulhar-se o país numa confusão entre o poder do Executivo e o poder do Judiciário, anular-se uma decisão do ex-presidente Lula para se abrir o caminho a que  governança do Brasil seja sujeita à aprovação do STF.Para isso conta-se, como em 1964, com os vendilhões da nossa soberania e com os golpistas da grande imprensa.
Simples e prático, para se evitar que a presidente Dilma governe, vai se tentar lhe por um cabresto e toda decisão sua que desagrade grupos internacionais deverá ser anulada pelo STF. Por exemplo, a questão da exploração petrolífera do pré-sal poderá ser uma das próximas ações confiadas ao STF.
Se Dilma quiser renacionalizar as comunicações, já que a telefonia é questão estratégica, o STF poderá dizer Não e também optar pela privatização da Petrobras. Delírio ? Não, os neoliberais inimigos de Lula e da política nacionalista, derrotados nas eleições, poderão subrepticiamente retirar, pouco a pouco, os poderes da presidenta e do Legislativo, para que fique apenas com o STF o governo ou o desgoverno do Brasil.
O próprio advogado de Cesare Battisti, acostumado com leis e recursos, nunca viu uma decisão presidencial ser posta em dúvida por um ministro do STF, e por isso falou em « golpe » tal como havíamos alertado.
Por sua vez, o atual governador do Rio Grande do Sul, que aceitou o pedido de refúgio de Battisti quando ministro da Justiça, não aguentou a decisão do ministro Cezar Peluso do STF de colocar em, questão a validade da decisão do presidente Lula e declarou como « ilegal » e « ditatorial » o ato do ministro Peluso, do qual decorre um « prejuízo institucional grave » para o país e um « abalo à soberania nacional ».
Faz dois anos, Tarso Genro concedeu refúgio a Battisti, que deveria estar em liberdade desde essa época. Mas o ato liberatório foi sustado pelo ministro Gilmar Mendes, que submeteu a questão ao STF, o que já consistia um ato arbitrario. Embora os ministros tenham decidido por 5 a 4 pela extradição, competia ao presidente a decisão final, o que foi reconhecido, depois de uma tentativa de reabertura do julgamento.
O presidente Lula justificando seu ato, dentro do permitido pelo Tratado mútuo de Extradição entre Brasil e Itália, com base num documento da Advocacía Geral da União, negou a extradição e a própria Itália entendeu o ato como definitivo. Ora, a decisão do ministro Cezar Peluso de pôr em dúvida a decisão do presidente Lula e reabrir a questão vai além de sua competência e fere uma decisão soberana.
É tentativa ou já é golpe, no entender do advogado Luiz Roberto Barroso, é ilegal e ditatorial segundo o ex-ministro da Justiça Tarso Genro, opiniões que vão no mesmo sentido de Dalmo Dallari e de outros juristas.
O que iremos viver, quando o ministro Gilmar Mendes se dignar a colocar na agenda do STF o « julgamento da decisão do presidente Lula », se a maioria, por um voto que seja, decidir anular a decisão de Lula ? Será que a presidenta Dilma aceitará essa intromissão do STF no poder do Executivo ? Em todo caso, será o caos.
É hora de reagir, antes que seja tarde demais.

Folha inventa três mentiras em uma não-notícia

Fonte: Maria Frô


Sobre a notícia da Folha de que Dilma teria trocado um computador por um laptop (sic) e tirado a bíblia e o crucifixo de seu gabinete a parte verdadeira é a data, o resto é invenção de algum consumidor de Toddynho.


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sábado, 8 de janeiro de 2011

Tucanistão desaparece sob as águas; Tucanos e mídia culpam Deus Leia mais em: O Esquerdopata Under Creative Commons License: Attribution


O único paulistano que merece minha solidariedade



Wanderley abre a agenda da extrema- direita. Está com Serra



O professor Wanderley Guilherme dos Santos publica extraordinário artigo na Carta Capital que está nas bancas.

“A direita encontra o seu Messias ?”.

“Ao assumir o papel de principal líder do aglomerado conservador, Serra amealhou respeitável portfólio eleitoral”.

Wanderley mostra que os 44% dos votos válidos Padim Pade Cerra (a expressão é do C Af – PHA) foram resultado de uma campanha “acima dos partidos, praticamente sozinho, com um partido de apoio, o DEM, em frangalhos, e outro, o PSDB, batendo em retirada.”

Como foi possível ?

“ … levado à disputa pela campanha de Marina Silva, o obscurantismo adquiriu a tradicional truculência do tucanato serrista …”

A partir daí, Wanderley faz a analise da agenda “da direita explícita” de Cerra.

Enxugamento do Estado.

(O pessoal do Reagan dizia que era preciso reduzir o estado de tal forma que fosse possível afogá-lo numa banheira. É isso aí: “enxugamento”.)

Substancial redução de impostos.

(Plataforma universal da extrema-direita: rico não gosta de pagar imposto. Bush é o herói deles.)

Na política externa,  “retorno a belicoso alinhamento ideológico ‘aos valores ocidentais’, com sotaque inglês.”

(Como disse o Chico no Casa Grande : o Cerra é daquela turma que fala grosso com a Bolívia e fininho com os Estados Unidos.)

Cerra ia dar o 13º. ao Bolsa Família.

Isso significava impedir que o programa crescesse e, com isso seria confinado aos atuais beneficiários.

(E depois, como previu político mineiro a este Conversa Afiada: depois o Cerra venderia o Bolsa Família à WalMart.)

Aumentar o salário mínimo exageradamente – outra promessa de campanha – teria o poder de quebrar a Previdência e, portanto, privatizá-la.

Com essa função, Fernando Henrique mandou André Lara Rezende ao Chile para copiar o modelo pinochetista.

Na volta, Rezende procurou alguns “formadores de opinião “ para vender a ideia.

Este ordinário blogueiro mereceu a vista deste importante emissário. 

Outro aspecto da agenda oculta do Padim Pade Cerra, que o professor Wanderley expõe à luz do Sol: o voto distrital puro.

O que também é do ideário da Blá Bla Marina.

(Além disso, a Blá Blá se propõe a reavaliar Darwin e incentivar o estudo do Criacionismo, impedir a união de pessoas do mesmo sexo e pesquisas com células-tronco, e  êpa !, acabar com divórcio. É a treva soterrada na escuridão  !)

O Aécio também gosta do “distrital puro”, lembra o Wanderley. 

E o que significa o “voto distrital puro”, segundo Wanderley ?

Simples.

“Essa desinstitucionalização interromperia a importante tarefa de trazer para o leito da política partidária e parlamentar os conflitos sociais e econômicos das grandes periferias metropolitanas e das regiões limítrofes ao território do país…”

Partidos como o PSB, o PR e o PC do B sumiriam do mapa (o PPS, segundo Wanderley, está para se dissolver no PSDB).

Ou seja, o “voto distrital puro” concentraria a tensão política em dois partidos – como nos Estados Unidos e na Inglatera –  confortavelmente instalados no centro do espectro político.

E o povão ia para o saco (a expressão não é digna do professor Wanderley).

Nada mais cristalino.

Para responder ao professor Wanderley: sim, a direita tem o seu Messias.

O Padim Pade Cerra.

Que, como diz esse atrevido blog, tem o apoio da Chevron e do Papa.

São apoios de peso !

Em tempo: não deixe de ler na Carta, ali perto do Wanderley, ótima análise do Maurício Dias sobre o PMDB: “Fácil de entender, difícil de usar”.  Mauricio lembra que ainda está por definir-se cargo importantíssimo: a presidência de Furnas, “estatal sediada no Rio de Janeiro e guarnecida pelo deputado peemedebista Eduardo Cunha, um nome que dispensa apresentações.” 


Paulo Henrique Amorim

Passaportes dos filhos de Lula são legais

Nos últimos dias, a “dobradinha” entre mídia e oposição a que se referiu , em dezembro, o então ministro da Comunicação Social do governo Lula, Franklin Martins, apareceu de novo, provavelmente como prenúncio dos tempos que virão de continuidade das eternas picuinhas da mídia contra o agora ex-presidente petista, fantasma que esses veículos de comunicação aliados ao PSDB e aos seus satélites partidários julgam que precisam exorcizar até 2014.
Como dissera Martins, a mídia “levanta a bola” e a oposição “corta”. Foi assim no caso da RENOVAÇÃO dos passaportes diplomáticos de familiares do ex-presidente Lula. A mídia inventou uma ilegalidade qualquer na medida do Itamaraty, em uma conduta hipócrita que será explicada mais adiante, construiu uma manchete propícia à “escandalização do nada” e a oposição já veio “cortando”, dando declarações difamantes contra o ex-presidente da República e sua família.
Em seguida, cumprindo o bom e velho script de guerra a Lula que vige desde 1989 na mídia, o indefectível Ophir Cavalcante, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, sempre disposto a oferecer teses “legais” para a dobradinha tucano-midiática, faz uma “ameaça” aos filhos de Lula, de que se não devolverem os passaportes diplomáticos que têm desde que o pai se tornou presidente pela primeira vez, em 2003, serão “denunciados”.
A principal tese da mídia é a de que o Itamaraty não poderia ter “concedido” – e o correto seria dizer “renovado” – o passaporte diplomático a Marcos Cláudio Lula da Silva, de 39 anos, e a Luiz Cláudio Lula da Silva, de 25 anos, porque são maiores de 21 anos e esta faixa etária seria o limite para concessão desse documento a que têm direito o ex-presidente da República e seus dependentes. Estes, contudo, só teriam esse direito até essa idade.
Só agora a mídia transformou em escândalo um fato que vigeu durante os oito anos do governo Lula. Por que não “denunciou” antes que ao menos o filho de 39 anos de Lula tem passaporte diplomático? Simples, porque está começando uma campanha difamatória contra o ex-presidente que fará a que se viu durante o seu mandato parecer uma prolongada declaração de amor.
O PSDB, por meio de Globos, Folhas, Vejas e Estadões, bem como dos seus babados, está se dedicando a transformar em escândalo uma prática que vige há muito tempo e que beneficia a um espectro amplo de pessoas, incluindo gente da oposição tucano-midiática, como revela boa matéria do jornal O Estado de São Paulo sobre o assunto.
A concessão de passaportes diplomáticos no Brasil, no entanto, é muito mais comum do que se pensa, tendo até uma página do Itamaraty na internet em que é possível obter as informações necessárias para a concessão de um documento que o Estado brasileiro concede a qualquer um que considere que deve recebê-lo, pois decreto da Casa Civil da Presidência da República dá à autoridade competente a prerrogativa de tomar tais decisões.
A questão de idade dos dependentes dos beneficiados por passaportes diplomáticos é, também, passível da subjetividade do ministro das Relações Exteriores, em última instância. Não é por outra razão que o Itamaraty oficializou, em maio do ano passado, a concessão de passaportes diplomáticos a parceiros gays de servidores que trabalham nas representações do Brasil no exterior, conforme matéria do portal R7 que pode ser lida aqui.
A mídia está usando a decisão de Marcos Cláudio Lula da Silva de devolver um passaporte que afirma que nunca usou como “prova” de que estaria se beneficiando de uma ilegalidade, da qual só abre mão por ter sido “denunciado”.  Será uma pena se Marcos fizer isso, pois, apesar da “ameaça” do tucanérrimo Ophir Cavalcante, não existe a menor possibilidade de um processo dessa natureza prosperar sem que venha a tona que há muito gato gordo do setor privado – inclusive da mídia – beneficiado por passaporte diplomático.
Na verdade, o passaporte diplomático não importa em qualquer ônus para a sociedade. Apenas dá regalias àqueles que o Ministério das Relações Exteriores considera que, por projeção social, política, econômica ou cultural, entre outras, devem ter.
As regalias são de trâmites mais rápidos e isentos de maiores constrangimentos nos setores de imigração de outros países. Os passaportes diplomáticos não geram custo de qualquer espécie para os cofres públicos. A concessão deles, historicamente comum no Brasil, só poderia ser questionada com chance de sucesso se um cidadão como qualquer outro o recebesse sem uma explicação tão boa quanto a de ser filho de um ex-presidente da República.
O PT e a presidente Dilma Rousseff cometerão o mesmo erro que cometeram no primeiro turno da campanha eleitoral do ano passado se acharem que podem adotar uma postura fleumática diante dos ataques da mídia confiando em que esses ataques não lhes reverterão em prejuízos políticos. Mas esse é assunto para um outro post, a ser publicado no momento certo.

A crise irlandesa e o fracasso do neoliberalismo


Durante uma década a Irlanda foi chamada de "tigre celta" e apresentada pelos defensores mais fervorosos do capitalismo neoliberal como o modelo a seguir. A liberalização econômica e financeira que visava atrair a qualquer preço os investimentos estrangeiros e as sociedades financeiras transnacionais conduziu a um fracasso completo. Em setembro de 2008, o castelo de cartas ruiu, as bolhas financeiras e imobiliárias explodiram. Empresas começaram a fechar ou deixam o país, o desemprego disparou, passando de 0%, em 2008, para 14% no princípio de 2010. O artigo é de Eric Toussaint.

Durante uma década a Irlanda foi apresentada pelos promotores mais fervorosos do capitalismo neoliberal como o modelo a seguir. O "tigre celta" ostentava uma taxa de crescimento mais elevada do que a média europeia. O taxa de tributação das empresas havia sido reduzida a 12,5% [1] e a taxa efectivamente paga pelas numerosas transnacionais que ali tinham domicílio oscilava entre 3% e 4%: um sonho! Um déficit orçamentário igual a 0 em 2007. Uma taxa de desemprego de 0% em 2008. Um verdadeiro encanto: todo o mundo parecia ali encontrar o seu quinhão.

Os trabalhadores tinham um emprego (é certo que muitas vezes precário), as suas famílias consumiam alegremente, elas desfrutavam do efeito riqueza e os capitalistas, tanto nacionais como estrangeiros, ostentavam resultados extraordinários. 

Em outubro de 2008, dois ou três dias antes de o governo salvar da falência os grandes bancos "belgas" (Fortis e Dexia) às expensas dos cidadãos, Bruno Colmant, diretor da Bolsa de Bruxelas e professor de economia, publicou um artigo em Le Soir, o diário belga francófono de referência, no qual afirmava que a Bélgica devia absolutamente seguir o exemplo irlandês e desregulamentar ainda um pouco mais o seu sistema financeiro. Segundo Bruno Colmant, a Bélgica devia modificar o quadro institucional e legal a fim de se tornar uma plataforma do capital internacional como a Irlanda. Algumas semanas mais tarde, o Tigre Celta estava de joelhos. 

Na Irlanda, a desregulamentação financeira encorajou uma explosão dos empréstimos às famílias (o endividamento familiar havia atingido 190% do PIB na véspera da crise), nomeadamente no setor imobiliário, o que estimulou a economia (indústria da construção, atividades financeiras, etc). O setor bancário inchou de uma forma exponencial com a instalação de numerosas sociedades estrangeiras [2] e o aumento dos ativos dos bancos irlandeses. Formaram-se bolhas imobiliárias e nas bolsas. O total das capitalizações na bolsa de valores, das emissões de obrigações e dos ativos dos bancos atingiu catorze vezes o PIB do país. 

Aquilo que não podia acontecer neste mundo encantador aconteceu então: em setembro-outubro de 2008, o castelo de cartas ruiu, as bolhas financeiras e imobiliárias explodiram. Empresas fecham ou deixam o país, o desemprego sobe em flecha (de 0% em 2008, ele salta para 14% no princípio de 2010). O número de famílias incapazes de pagar os credores cresce muito rapidamente. Todo o sistema bancário irlandês está à beira da falência e o governo, completamente em pânico e cego, garantiu o conjunto dos depósitos bancários com 489 bilhões de euros (cerca de três vezes o PIB irlandês, que se elevava a 168 bilhões de euros). Ele nacionaliza o Allied Irish Bank, principal financiador do setor imobiliário, injetando 48,5 bilhões de euros (cerca de 30% do PIB). 

As exportações enfraquecem. As receitas do Estado baixam. O déficit orçamentário salta de 14% do PIB em 2009 para 32% em 2010 (mais da metade é atribuível ao apoio maciço aos bancos: 46 bilhões de injeção de fundos próprios e 31 de compra de ativos de risco). 

O plano europeu de ajuda do fim de 2010, com participação do FMI, eleva-se a 85 bilhões de euros de empréstimos (dos quais 22,5 fornecidos pelo FMI) e já se verifica que será insuficiente. Em contrapartida, o remédio de cavalo imposto ao tigre celta é de fato um plano de austeridade drástico que pesa fortemente sobre o poder de compra das famílias, tendo como consequências uma redução do consumo, das despesas públicas nos domínios sociais, dos salários da função pública e na infraestrutura (em proveito do reembolso da dívida) e das receitas fiscais. 

As principais medidas do plano de austeridade são terríveis no plano social:

Supressão de 24.750 empregos de funcionários (8% do efetivo, o que equivaleria à supressão de 350 mil empregos na França); 

Os novos contratados receberão um salário 10% inferior;

Baixa das transferências sociais com diminuição dos subsídios de desemprego e familiares, redução importante do orçamento da saúde, congelamento das pensões; 

Aumento dos impostos pagos principalmente pela maioria da população vítima da crise, nomeadamente alta do IVA de 21 para 23% em 2014; criação de uma taxa imobiliária (afeta a metade das famílias, até então livres de tributação); 

Baixa de 1€ do salário horário mínimo (de 8,65 para 7,65 euros, ou seja, -11%).

As taxas dos empréstimos concedidos à Irlanda são muito elevadas: 5,7% para o do FMI e 6,05% para os empréstimos "europeus". Eles servirão para reembolsar os bancos e outras sociedades financeiras que comprarão os títulos da dívida irlandesa — as quais tomam emprestado a uma taxa de 1% junto ao Banco Central Europeu. Um verdadeiro presente dos deuses para os agentes financeiros privados. Segundo a AFP, "o diretor geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, declarou: "Isto vai anda, mas naturalmente é difícil [...] porque é duro para as pessoas' que terão de fazer sacrifícios em nome da austeridade orçamentária". 

A oposição na rua e no parlamento foi muito forte. O Dail, câmara baixa, adoptou o plano de ajuda de 85 bilhões de euros apenas por 81 votos contra 75. Longe de abandonar a sua orientação neoliberal, o FMI indicou que colocava dentre as prioridades da Irlanda a adoção das reformas para suprimir "os obstáculos estruturais aos negócios", a fim de "sustentar a competitividade nos próximos anos". O socialista Dominique Strauss-Kahn diz-se convencido de que a chegada de um novo governo após as eleições previstas para o princípio de 2011 nada mudaria: "Estou confiante em que, ainda que os partidos da oposição, o Fine Gael e o trabalhista, critiquem o governo e o programa [...], eles compreendem a necessidade de colocá-lo em execução". 

Em suma, a liberalização econômica e financeira que visava atrair a qualquer preço os investimentos estrangeiros e as sociedades financeiras transnacionais conduziu a um fracasso completo. Para aumentar os danos sofridos pela população vítima desta política, o governo e o FMI não encontraram nada melhor do que aprofundar a orientação neoliberal praticada desde há 20 anos e infligir à população, sob a pressão da finança internacional, um programa de ajuste estrutural calcado em medidas impostas há três décadas aos países do terceiro mundo.

Estas três décadas devem ao contrário servir de exemplo daquilo que não se deve fazer. Eis porque é urgente impor uma lógica radicalmente diferente, em favor dos povos e não da finança privada.

Notas 

(1) A taxa de tributação dos lucros das empresas eleva-se a 39,5% no Japão, 39,2% na Grã-Bretanha, 34,4% em França, 28% nos Estados Unidos. 

(2) As dificuldades do banco alemão Hypo Reale Estate (salvo em 2007 pelo governo de Angela Merckel) e a falência do banco Bear Sterns nos EUA (comprado em Março de 2008 pelo J.P. Morgan com a ajuda da administração Bush) provém nomeadamente dos problemas dos seus fundos especulativos cuja sede era em Dublim. 

P.S. Este artigo inspirou-se num Power Point realizado por Pascal Franchet ("Actualité de la dette publique au Nord"). 

(*) O original encontra-se em http://www.cadtm.org/La-crise-irlandaise-fiasco-complet 

(**) Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

HORA DE COBRAR VALE PAGA MENOS ROYALTIES QUE A PETROBRAS

O tucano Roger Agnelli, presidente da Vale, está com os dias contados na direção da empresa  privatizada por FHC  em 1997. Seu mandato termina em março e não será prorrogado. O governo Dilma, através dos fundos de pensão das estatais e do BNDES (sócios da Vale), tem condições de interferir na sucessão. Agnelli travou uma queda de braço com o governo Lula nos últimos anos tornando-se um personagem à altura daquele que foi o mais indecoroso capitulo do processo de  privatização realizado pelo PSDB nos anos 90. Vendida  quando era a principal estatal brasileira, a Vale rendeu ao Estado a  bagatela de  R$ 3,3 bi,  exatamente a metade do lucro líquido obtido em um único  trimestre de 2010 (R$  6,6 bi entre abril/junho do ano passado). FHC  não tremeu a voz  ao narrar uma fábula tucana no programa ‘Palavra do Presidente', em 26/11/1996: ‘Vendendo a Vale", justificou, ‘ nosso povo vai ser mais feliz, vai haver mais comida no prato do trabalhador ". Nos  últimos anos, Agnelli  resistiu aos apelos do Presidente Lula para traduzir ‘a felicidade' prometida por FHC em investimentos  que agregassem valor às exportações  brasileiras, em vez de simplesmente produzir buracos no país mandando minério bruto para o exterior. Não o fez. Pior que isso, a exemplo de todo o setor de mineração, a Vale  paga à sociedade menos royalties do que a Petrobrás: 2% contra 10%. Se reverter o processo de alienação tornou-se difícil, que se obtenha da mineradora, ao menos, uma alíquota dos lucros equivalente à propiciada pela estatal que mais adiciona investimentos à economia. No momento em que o governo da Presidenta Dilma se propõe a erradicar a miséria no país, é hora de cobrar uma contribuição justa de quem há 13 anos usufrui riquezas, sem contrapartida proporcional. Não basta trocar Agnelli, é preciso trocar a lógica da espoliação. (Leia também no 'Valor", "Mineração x petróleo. Os royalties nossos de cada dia", de Luiz Begazo;07/01/2011)
(Carta Maior; Sábado, 08/01/2011