Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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terça-feira, 3 de maio de 2011

A segunda morte de Osama bin Laden

Por Paul Craig Roberts
RESISTIR
Se hoje fosse 1º de Abril e não 2 de Maio, podíamos ignorar como uma brincadeira a manchete desta manhã de que Osama bin Laden foi morto num combate armado no Paquistão e rapidamente lançado ao mar. No atual estado de coisas, devemos considerar isto como prova adicional de que o governo estado-unidense tem uma fé ilimitada na credulidade dos americanos.

Pense nisso. Quais são as probabilidades de uma pessoa que alegadamente sofre dos rins e precisa de diálise, e que além disso é afligido por diabete e baixa tensão arterial, sobreviva em esconderijos na montanha durante uma década? Se bin Laden fosse capaz de adquirir o equipamento de diálise e os cuidados médicos que as suas condições requeriam, será que o despacho do equipamento de diálise não apontaria a sua localização? Por que foram precisos dez anos para encontrá-lo?

Considere também as afirmações, repetidas pelos media triunfalistas dos EUA a celebrarem a morte de bin Laden, que "bin Laden utilizou seus milhões para financiar campos terroristas no Sudão, nas Filipinas e no Afeganistão, enviando 'guerreiros sagrados' para fomentar a revolução e combater com forças fundamentalistas muçulmanas no Norte da África, Chechénia, Tajiquistão e Bósnia". Isso é um bocado de atividade para ser financiado por uns meros milhões (talvez os EUA devessem tê-los colocado na conta do Pentágono), mas a questão principal é: como é que bin Laden foi capaz de movimentar o seu dinheiro de um lado para o outro? Que sistema bancário o ajudou? O governo estado-unidense tem êxito em bloquear os ativos de povos de países inteiros, sendo a Líbia o mais recente. Por que não os de bin Laden? Estaria ele a carregar consigo US$100 milhões em moedas de ouro e a enviar emissários para distribuir os pagamentos das suas operações dispersas por lugares remotos?

A manchete desta manhã tem o odor de um evento encenado. O fedor emana dos noticiários triunfalistas carregados de exageros, dos celebrantes que ondeiam bandeiras e cantam "USA, USA". Poderia algo diferente estar em curso?

Não há dúvida de que o presidente Obama precisa desesperadamente de uma vitória. Ele cometeu o erro do idiota ou o recomeço da guerra no Afeganistão e agora, após uma década, os EUA enfrentam o impasse, se não a derrota. As guerras dos regimes Bush/Obama levaram os EUA à bancarrota, deixando no seu rastro enormes déficits e um dólar em declínio. E o momento da re-eleição está a aproximar-se.

As várias mentiras e enganos, tais como "armas de destruição em massa", das últimas administrações têm consequências terríveis para os EUA e o mundo. Mas nem todos os enganos são o mesmo. Recordem, toda a razão para invadir o Afeganistão era em primeiro lugar para apanhar bin Laden. Agora que o presidente Obama declarou que bin Laden levou um tiro na cabeça, dado pelas forças especiais dos EUA a operarem num país independente e que estas o lançaram ao mar, não há razão para continuar a guerra.

Talvez o declínio precipitado do US dólar nos mercados de câmbio estrangeiros tenha forçado algumas reduções reais no orçamento, as quais só podem vir da travagem de guerra ilimitadas. Até o declínio do dólar ter atingido o ponto de ruptura, Osama bin Laden, o qual muitos peritos acreditam ter sido morto há anos, era um bicho-papão útil para alimentar os lucros do complexo militar e de segurança dos EUA.


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O herói que matou Osama bin Laden

Constatação de Michael Moore




“Depois de dez anos, duas guerras, 919.967 mortes e 1,188 trilhão de dólares, conseguimos matar uma pessoa.”

Por que “mataram” Bin Laden?


A teia de mentiras com que os Estados Unidos cercaram a ação militar que teria matado Osama Bin Laden impede que se tenha uma única certeza sobre o caso. Não se pode confiar nem no anúncio de que teria sido morto ou na descrição das circunstâncias em que isso teria acontecido.
Bin Laden nem era mais o comandante da Al Qaeda. Estava doente, debilitado e acuado. O bunker em que se escondia, era precário. Apesar de a mídia ter deixado a impressão de que seria uma fortificação à altura do homem que desafiou os EUA por uma década, seu abrigo não lhe permitiu resistir quase nada à ofensiva americana, a qual, cada vez mais, vai parecendo que o assassinou a sangue frio.
Por que o mataram, então? Vivo, Bin Laden teria sido extremamente útil. Poderia fornecer informações preciosas sobre a Al Qaeda. Aliás, um estadista prenderia o terrorista e faria um acordo com ele. Não aceitaria? Duvido. A Al Qaeda, Bin Laden, os EUA, ninguém lucra com aquela loucura toda. Lula faria um acordo com essa turma com um pé nas costas.
O problema são os EUA. Querem sempre ficar por cima. E, além de truculentos, assassinos, covardes, mentem compulsivamente. A desinformação que difundem sobre a “morte” de Bin Laden começou com a divulgação de foto falsa de seu cadáver por autoridades paquistanesas. Em seguida, as pessoas começaram a acordar para todo o resto.
Por que os EUA matariam um arquivo vivo?
Como acreditar que não haveria técnicas para prendê-lo vivo num ataque surpresa?
Por que difundiram a história de que ele teria se escudado, primeiro, atrás DA própria mulher e, depois, DAS mulheres de seu harém, para, ao fim, dizerem que nada disso ocorreu?
Por que se livraram do corpo tão rápido?
Por que não divulgam imagens do corpo?
Os americanos dizem que sumiram com o corpo para impedir que um seu túmulo conhecido se tornasse um local de peregrinação que serviria de incentivo a que outros seguissem seus passos.
É piada, não? Jesus Cristo não tem túmulo. Ah, Bin Laden não é Jesus? Ora, para seguidores fanáticos é, sim. E fotos? Ah, eles dizem que não divulgam para não ferir a sensibilidade da Al Quaeda com imagens tão feias. Parece brincadeira… Querem que o mundo acredite em suas versões sem apresentar nenhuma prova.
Finalmente, depois de tanta mentira, agora dizem que a própria guarda de Bin Laden o assassinou para que não desse informações. Como no caso da ou das esposas, pode ser só mais outra invenção. Aliás, fica difícil achar que não é…
Mas o pior vem agora. Os jornais estampam hoje a ameaça insana que decorre da morte de Bin Laden. A notícia até já envelheceu. Na segunda-feira, eu mesmo escrevia no Twitter que me chegavam links de matérias em inglês e espanhol dando conta de ameaça que o Wikileaks divulgara anteriormente de que, se algo ocorresse com Bin Laden, haveria uma “reação nuclear”. Fui chamado até de “catastrofista” por uma seguidora.
Segundo a ameaça feita antes mesmo de Bin Laden ser (?) morto, a Al Qaeda teria escondido um artefato nuclear na Europa. A notícia foi amplamente repercutida pela agência France Press e por veículos como o jornal alemão Der Spiegel.
É incompreensível, esse “assassinato”. Além de não desarticular a Al Qaeda, pois o alvo tornara-se inócuo, levantou ameaça ao mundo de retaliação (nuclear?) pela organização, ameaça que os jornais todos estampam hoje na primeira página. Por que diabos, então, os EUA “mataram” Bin Laden?

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A morte de Bin Laden e o triunfo do “Comandante Obama”


A morte de Bin Laden e o triunfo do “Comandante Obama”

A morte de Bin Laden ocorre alguns meses antes de se completarem dez anos do atentado que destruiu as Torres Gêmeas de Nova York, em 11 de setembro de 2001. Obama sublinhou a palavra “eu” quando disse que ele mesmo deu a ordem de lançar o ataque contra o santuário onde Bin Laden estava refugiado no Paquistão. Ele transformou-se no presidente que liquidou o inimigo número um da superpotência. Na madrugada desta segunda-feira, conservadores e liberais, direitistas e progressistas dos EUA, festejavam nas ruas a vitória do “comandante Obama” que conquistou um grande trunfo para sua reeleição em 2012. O artigo é de Martín Granovsky.

O novo diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), que acaba de ser proposto por Barack Obama, o general David Petraeus, será confirmado pelos senadores. Se restava alguma dúvida, seu último posto foi o chefe das forças da OTAN no Afeganistão. Assumirá como diretor da CIA com o troféu de Osama Bin Laden morto e as mãos livres para reforçar as operações militares encobertas.

Petraeus foi o arquiteto das operações de George Bush no Iraque e, nos últimos anos, apoiou os ataques contra bases da Al Qaeda não só no Afeganistão, mas também no Paquistão, onde Bin Laden foi morto. A morte de Bin Laden ocorre alguns meses antes de se completarem dez anos do atentado que destruiu as Torres Gêmeas de Nova York, em 11 de setembro de 2001. Em termos práticos e simbólicos, a operação da CIA confirma que Washington se aproxima do ponto de deixar o lugar de primeira potência econômica nas mãos da China, mas segue sendo a primeira, longe de qualquer outra, em capacidade de uso da força, incluindo aí operações de contrainsurgência.

Por isso, Obama, no discurso realizado na noite de domingo, lembrou que o ataque foi dirigido contra as Torres Gêmeas e também contra o Pentágono, na primeira agressão externa contra território norteamericano em sua história. Por isso, também, recordou que deus instruções a Leon Panetta definindo que a missão principal da CIA era encontrar Bin Laden vivo ou morto. Uma mensagem de gratificação e, ao mesmo tempo, de respaldo: Panetta foi designado e está por assumir como ministro da Defesa, onde deverá diminuir brutalmente o gasto militar e reorientá-lo. Também é chave no discurso a menção aos oficiais encarregados de operações encobertas: “Ninguém conhece seus nomes, mas o povo norteamericano deve estar agradecido a eles”, disse o presidente que assumiu no dia 20 de janeiro de 2009, e no final do ano que vem lutará para ser reeleito e iniciar outro mandato em 2013.

Obama sublinhou a palavra “eu” quando disse que ele mesmo deu a ordem de lançar o ataque contra o santuário onde Bin Laden estava refugiado no Paquistão. Ele transformou-se no presidente que liquidou o inimigo número um da superpotência. “Não vamos tolerar que nossa segurança seja ameaçada”, disse Obama.

Washington Post anunciou, antes da notícia do assassinato de Bin Laden e ao comentar a nomeação de Petraeus, o começo de um período com “uma CIA cada vez mais militarizada”. Petraeus dirigiu a guerra do Iraque, um país governador pela tirania de Saddam Hussein que não era albergue de terroristas nem defendia o fundamentalismo islâmico. Logo em seguida, dirigiu a guerra do Afeganistão. O Washington Post assinalou que ser diretor da CIA significa, para Obama, liderar a terceira guerra: o combate, mediante operações encobertas ou dirigidas contra alvos específicos no Paquistão. Desde que o atual presidente assumiu, houve 192 ataques com mísseis em solo paquistanês, com um registro de 1890 terroristas ou suspeitos de sê-lo mortos.

Uma volta da história parece ir se completando. Obama acaba de anunciar o corte de impostos para os mais ricos, uma medida que vai no sentido inverso de sua promessa de voltar à sociedade menos desigual dos anos 60. E, com a morte de Bin Laden, obteve uma vitória no campo que parecia o seu flanco mais débil: o militar. Nesta madrugada, conservadores e liberais, direitistas e progressistas dos EUA, festejavam nas ruas a vitória do “comandante Obama”.

Tradução: Katarina Peixoto

Contabilidade americana

Quantos votos a morte de Bin Laden renderá a Obama? Quantos atentados produzirá no mundo? Quanto tempo de ostracismo  trará ao Tea Party de Sarah Pailing? 

Eles torcem para Dilma estar com câncer


Ultimamente, vinha me questionando se minhas convicções políticas e ideológicas me haviam colocado do lado certo. Na tarde de domingo, porém, a dúvida se dissipou. Pude ter certeza de que, no Brasil de hoje, aqueles que se opõem a esse ideário que acalento não são dignos de serem considerados seres humanos.
Pouco após os portais de internet noticiarem que a presidenta Dilma Rousseff foi parar no hospital devido a “pneumonia leve”, dois blogueiros da mídia ligada ao PSDB e ao DEM replicaram a notícia. Os comentários de seus leitores revelam sentimentos indignos da espécie humana.
Os blogueiros, no caso, trabalham para O Globo e para a Veja. São Ricardo Noblat e Reinaldo Azevedo. E, ainda que as palavras odiosas tenham partido das patas de seus leitores, a iniciativa de publicarem esses comentários revela que foram tomados pelos mesmos sentimentos vis.
Não conseguiria descrever ou adjetivar adequadamente o ódio dessas bestas-feras. Eu e os que freqüentam este blog pertencemos àquela parcela (majoritária?) da humanidade incapaz de odiar como odeiam esses arremedos de homens e mulheres.
Semana passada, quando Noblat publicou um post aflito dando conta de que seu netinho recém-nascido fora internado na UTI por complicações no parto ou que trouxe do ventre materno, publiquei um post oferecendo conforto e vocês, leitores, acompanharam-me no gesto de solidariedade humana.
Para pessoas como eu e a grande maioria dos que freqüentam este blog, a política não é uma guerra e respeito ao semelhante tem que ser maior do que qualquer divergência. Apesar de me sentir um pouco ingênuo por ter sentimentos decentes em relação a seres como Noblat e Azevedo, não me arrependo.
Poderia encerrar este texto por aqui, mas só mirando a besta poder-se-á combatê-la de forma a impedir que volte ao poder no Brasil. Por conta disso, reproduzo, abaixo, a torcida asquerosa dos leitores de Noblat e Azevedo para que Dilma esteja sofrendo de algum mal pior do que o anunciado.
Observação: os textos foram propositalmente reproduzidos sem edição ou correção do português.
BLOG DO NOBLAT
Eunãosabia
Eu vi num documentário certa vez, que na antiga URSS, hoje Rússia, eles têm umas minas de sal abandonadas, são minas profundas, paredes de sal puro, ocorre que essas minas hoje são utilizadas naquela país como forma de tratamento de doenças bronco pulmonares, são uma espécie de hospital nas profundezas da terra, são altamente eficazes contra essas doenças, o doente fica alojado no local, apenas isso, passa um tempo morando numa mina de sal até que esteja curado. Bem, sabemos que Dilma e seu pessoal lutaram para implantar no Brasil um regime igualzinho ao antigo regime soviético … daí que… bem… fica a sugestão… dois ou três meses numa dessas minas de sal…o que importa é a presidente ficar bem logo.
EBezerra
É pneumonia mesmo ou o cancer que retornou? Resta esperar para ver se ela vai aparecer com ou sem peruca.
pedroradamanto
O Brasil deve ser o único lugar do mundo em que chefe de estado se candidata mesmo sabendo ter um câncer; ou onde um vice-presidente passa grande parte de seu mandato internado por causa dessa doença, sem a dignidade de renunciar ao cargo. Paíseco. Paraíso do Sarney e de pelegos.
melãobravo
A Presidente anda com a imunidade (alô, ex-presidente, Zébedeu, não confundir com humanidade) baixa, fato provocado por quimioterapias.
Edimar Rocha
Agora vai!
Lilyane
Quem aqui ja’ teve INICIO de pneumonia?? Eu ja’ tive. E NAO fiquei internada.
Microporo
A presidente não se vacinou contra a gripe outro dia? Por alguma razão a vacina não conferiu imunidade.
BLOG DE REINALDO AZEVEDO
Aparecido f.
Serás que o conselho de medicina não vai chamar as favas esse medico….de politicos ??? Pneumonia leve só se o cliente engoliu um kilo de isopor… não existe essa classificação de pneumonia…é como dizer que uma mulher está com uma leve gravidez….não sou médico. mas tenho certeza que nunca ouvi isto…que o paciente está com um leve cancer…um leve infarto, um leve AVC, uma leve diarréia….uma leve fratura…tenha clareza, Sr. médico, senão o senhor vai ficar desmoralizado como os médicos que atenderam o Dr. Tancredo….
Mariah
Não sou da área médica, mas nem por isso sou completamente estúpida.
Não existe, na classificação universal de moléstias, pneumonia ‘leve’.
É pneumonia, ou não. Será que vamos suportar outra via crucis à la Tancredo? Pra tudo terminar num Sarney aggiornato? Não há país que mereça isso do destino, duas vezes em menos de um século.
zedoembau
Ta tudo ruindo- a farsa ta desmonorando.Preparem-se,brasileiros,a cobra vai fumar.Perderam o controle do pais e da economia,principalmente.Espero q depois desta,NUNCA MAIS COMUNISTAS!!!O “povao” q eles tanto defenderam( usaram) vai ser o primeiro a se rebelar,o q ja esta acontecendo!!Vamos la povao,voces tem a forca! Abaixo, PT, Dilma, Lula, senado, camara e outras anomalias.Vamos fazer como os nossos irmaos no oriente medio,cansados desta pornografia.
chorei antes de nascer
Observando o Temer e o PT, o PT e o Temer , dá para saber a doença e a gravidade da doença da Dilma!
Jebanielwolff
É, parece que o gato subiu no telhado.
Dante
Tio Rei, é verdade que existe um movimento no Planalto para transformar o Vice numa simples vaquinha de presépio?… Querem, de novo, tentar rasgar a constituição – com a conivência do PMDB – e, sob as barbas da Grande Imprensa?…Verdade? …Éca!!!
Breno Assunção
Se for para impedir que o Michel Temer assuma a Presidencia em caso de problemas coma Presidente, serei a favor da emenda dos Petralhas de nova eleição em noventa dias.
Mas é repetir a eleição de sucessor do Apedeuta Luiz da Silva e com o Apadeuta fora do pareo.
Xiiiiiii….
Xiiiiiiii…
Panqueca
Será que a martaxa estava se referindo a ella, quando falou naquelles que escondem doença?
José Geraldo Coelho
Metástase
OhMyGod! – o verdadeiro!
Caríssimo. Tecnicamente falando, “pneumonia leve” não existe. Existe pneumonia de pequenas proporções, broncopneumonia, bronquite, bronquilite e pneumonite. Outra possibilidade que pode provocar dispnéia seriam metástases pulmonares, mas aí existiriam outros sintomas, que poderiam estar sendo medicadas, o que por sua vez poderiam induzir uma certa confusão mental (?). Vou verificar no google quando é o dia do soldado, e volto.
Curumim
É pneumonia ou é o câncer se manifestando?
morg
Olavo de Carvalho falando sobre a Emenda Constitucional que impede que o vice assuma a presidência no caso de vacância, inclusive citando o Reinaldo: http://www.youtube.com/watch?v=S_rXSD3v8LI

sábado, 30 de abril de 2011

A doutrina do choque


 A Doutrina do Choque from Muito Aterrorizado on Vimeo.


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Superman não quer ser mais “cidadão americano”

A matéria foi publicada ontem pelo The Guardian, da Inglaterra:  depois de décadas afirmando que  representava “a verdade, a justiça e o american way of life “  o personagem de quadrinhos Superman está provocando a ira  da direita americana, ameaçando renunciar à sua cidadania dos EUA.
A ameaça é feita na revista revista Action Comics, na edição à venda na quarta-feira, quando o Superhomem  decide  tomar a atitude  depois de intervir  num protesto contra o governo iraniano.
- “Estou cansado de ter minhas ações entendidas como instrumentos da política dos EUA”, diz o “Homem de Aço”.
O assunto rendeu polêmicas, com gente que associa a decisão – ainda uma ameaça – com o movimento de direita que questiona a suposição de que Barack Obama não tenha nascido em solo norteamericano – conhecidos como Birthers, ao qual, jocosamente, se opõem os Earthers, já que o personagem “nasceu”  no imaginário planeta Krypton.
No The Weekly Standard, o escritor sênior Jonathan Last diz: Se Superman não acredita na América, então ele não acredita em nada.”
Ou, talvez, o mundo ande acreditando pouco nos EUA.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Excesso de “respeito aos contratos”


Luiz Carlos Antero


Nas colunas anteriores, comentamos a simbiose que define o violento e hostil perfil do império da mídia como síntese da secular tradição conservadora — que na atualidade reúne os traços essenciais do autoritarismo e do padrão neoliberal, nos marcos do regime militar e dos governos FHC. E ainda sobrevive ao controle social.

Em consequência desta simbiose, o império da mídia, é conhecido hoje como PIG (Partido da Imprensa Golpista, ontem e hoje, na precisa definição propalada por Paulo Henrique Amorim).


A censura que parte desta imprensa conheceu no período discricionário — longe de significar, nas diferenças formais, uma contradição antagônica com os generais da ditadura, posto que assimilou o conceito de golpe de Estado — e confirmou, em seus desdobramentos no atual século, que na essência crava uma profunda (e nada sutil) identidade antidemocrática.


Ou seja: dessa fusão de interesses conformou-se a sinistra força política estruturada e instituída na concepção “pós-moderna” da ditadura do grande capital — devidamente equipada para a demolição dos pensamentos divergentes, mas progressivamente debilitada na medida do incremento da participação popular ao processo político. É a velha e truculenta direita em verde oliva, na versão a um só tempo traiçoeira, venenosa e explosiva — que, derrotada em 2010, prepara nova ofensiva.


PIG contra o povo brasileiro


Vivemos no atual momento esta ácida contradição — que sobrevive à impossibilidade dos governos Lula de superar esses (entre outros) traços de um passado histórico a um só tempo remoto e recente. Um limiar que possui sustentação na realidade objetiva, visto que permanecem vigentes os obstáculos estruturais que ocasionaram secularmente a hegemonia das classes conservadoras em nosso País. Mas que foi, em precisos limites, contestado nos últimos anos.


Em setembro de 2010, em plena campanha de Dilma para a Presidência da República, Lula renovou a acidez das críticas ao comitê da mídia golpista e voltou a defender uma nova regulamentação do setor:


“O que não dá é para as pessoas ficarem vendendo uma neutralidade disfarçada. Muitas vezes, fica explícito no comportamento que eles têm candidato e gostariam que o candidato fosse outro; deveriam assumir categoricamente que têm um candidato e tem um partido. A verdade é que nós temos nove ou dez famílias que dominam toda a comunicação desse País — donas de canais de TV, de rádio, jornais, sites e outras mídias (…) que você viaja pelo Brasil e tem duas ou três famílias que são donas dos canais de TV. E os mesmos são donos das rádios e são donos dos jornais”.


Lula defendeu um novo marco regulatório para as telecomunicações no Brasil, citando a Conferência na qual foram discutidas propostas como a criação do Conselho Nacional de Comunicação, um organismo de controle público das mídias, considerada pela mídia golpista como censura. E arrematou: “Ao invés de ficarem contra, deveriam participar, ajudar a construir, porque será inexorável”.


Fundamento na mobilização


Com tão firme antecedente, a regulação da mídia requer, nessas condições, algo mais que a determinação política do governo Dilma: a organização e mobilização da sociedade na ampla e vigorosa luta pela superação dos obstáculos reafirmados em 1964 e, após 30 anos, em 1994 — quando se impôs graves danos aos interesses do progresso e dos avanços sociais no Brasil, legando-se graves restrições aos governos iniciados em 2002.


Porque, não obstante a arrojada declaração do então presidente Lula, é indispensável o recurso a um outro conselho com o qual brindou a Presidenta no dia da sua posse: “Nas dificuldades, vá para perto do povo, que é a nossa salvação”.


Entretanto, o próprio Lula saberia que, com toda a confiança no povo brasileiro, faltou-lhe o solo necessário para consolidar determinadas transformações. Todas requeridas na superação dos obstáculos estruturais ao pleno desenvolvimento do Brasil e liquidação das amarras estabelecidas pelas oligarquias em sua vigência macroeconômica — solidamente instaladas no poder de Estado.


Tais vulnerabilidades constavam da “Carta aos Brasileiros”, declinada em plena campanha eleitoral de 2002, nos claros limites de sua iminente relação de governo com o secular poder conservador: “Premissa dessa transição será naturalmente o respeito aos contratos e obrigações do País “.


Na conjuntura de 2002, o “respeito contratos” celebrados desde as privatizações, implicaram em seguida na manutenção do balaio de armadilhas neoliberais e na tácita permanência das tratativas do Plano Real — que sacralizaram os ganhos especulativos da ciranda financeira, somadas às remessas pela via das multinacionais concessionárias do serviço público (em especial nas áreas de energia, telefonia e comunicações) para o centro hegemônico do capital financeiro internacional.


Consagrou-se, em tais remessas, a sangria da poupança do nosso povo trabalhador extraída também mediante a exacerbação das tarifas. E, simbolicamente, proporcionou-se uma vida fácil e fagueira para os banqueiros do porte e atuação de Daniel Dantas et caterva. Com o olhar solícito do império da mídia e longe das “obrigações do País”.

O que é bom para americano é ruim para o Brasil?


A colunista Miriam Leitão, em seu comentário de hoje na CBN, insiste que é apenas “política” e “pressão do Governo” .
Ela própria, porém, mostra como “política” e “oposição ao Governo”  é o seu jornalismo.
Ela diz que o consórcio vencedor foi “montado dentro do Palácio do Planalto” e que a Vale fazia parte de outro.
O vencedor tinha 49,98% de participação estatal. O perdedor, “apenas” 49%.
O controle do grupo vencedor, de toda forma, seria estatal, já que a Eletronorte anunciou previamente sua decisão de participar com 30 a 35% do negócio.
A diferença entre as propostas dos dois consórcios foi estreita: 5%.
E a participação da Vale no grupo derrotado era de 12,75%.
Maior, portanto, do que a que fará agora, limitada a 9%.
E a Vale, com diversas unidades produtoras próximas a Belo Monte não tinha interesse no projeto? Entrou agora só para “agradar” o Governo? E antes, porque tinha entrado – até com mais dinheiro – na disputa?
O curioso é que a participação em Belo Monte elevará a autossuficiência energética da Vale para 63% de seu consumo.
Menos que os 70% de autossuficiência que a americana Alcoa está atingindo com a recente entrada em operação da Usina de Estreito, entre o Maranhão e Tocantins, da qual a Vale também é sócia.
O presidente da Alcoa América Latina e Caribe, Franklin Lee Feder, que  é um americano que vive no Brasil há 50 anos, comemorou ter alcançado este índice:
“É um marco histórico para a Alcoa. Estamos felizes por esta conquista e por saber que muito em breve teremos 70% de autossuficiência energética em nossas operações. Todos os esforços que temos feito nesse sentido estão refletidos neste importante resultado”.
O senhor Feder, nascido nos Estados Unidos e presidente de uma multinacional, não é um esquerdista e, como todo executivo, gosta de lucros. Mas, como você pode ver no vídeo acima, tem um julgamento melhor sobre o Brasil do que o de Roger Agnelli. E que o de Miriam Leitão e muitos colunistas econômicos

A renovação na presidência do PT




Nascido do impulso transformador soprado pelas grandes greves operárias do ABC paulista nos anos 70/80, marcado pela crise do comunismo estalinista, simbolizada na queda do Muro de Berlim, em 1989, o PT carrega em seu metabolismo as grandes esperanças e graves deficiências desse ciclo de transição da esquerda mundial.

Soube equilibrar-se nessa ambigüidade histórica, valendo-se dela para escapar de esquematismos escravizantes e construir dois mandatos presidenciais bem-sucedidos que mudaram a régua da desigualdade social brasileira. Simultaneamente, consolidou a figura de Luiz Inácio Lula da Silva como uma das maiores lideranças progressistas do mundo.

A chegada ao poder trouxe o inevitável rebaixamento da vida partidária com o deslocamento dos melhores quadros e da quase totalidade de sua energia para as funções de Estado. Não apenas isso, o magnetismo do poder rebaixou a densidade política e ideológica da agenda petista, tragada pelos desafios de sustentação do governo. Abre-se agora um novo momento.

O conservadorismo brasileiro vive sua maior crise desde o golpe militar de 1964. Crise ideológica profunda decorrente do colapso histórico do modelo neoliberal que lhe deu sustentação, poder e legitimidade nos anos 90. Esfarelam-se suas lideranças de papel --literalmente de papel de imprensa. À pasmaceira interna soma-se a rachadura nos pilares da ordem capitalista mundial, em longa e onerosa convalescença de uma crise de acumulação que suga energias e recursos planetários numa espiral especulativa social e ambientalmente insuportável.

É nessa dobra da história que Rui Falcão ascende à direção máxima do mais importante partido de esquerda democrática da cena política contemporânea. Sua responsabilidade é superlativa. Nem de longe se restringe aos escaninhos burocráticos de renegociação de cargos e espaços dentro do Governo Dilma, como querem alguns. A mais urgente e decisiva agenda que desafia Rui Falcão é espanar o bolor do pensamento burocrático dentro da própria vida partidária. Oxigenar o metabolismo petista com a volta dos intelectuais e do debate estratégico dentro do partido. Não como exercício retórico. Mas como combustível indispensável para que o PT possa se renovar, estreitar sua aderência às forças, agendas e possibilidades liberadas pela crise mundial do capitalismo e da direita nativa.

É esse discernimento que se espera da nova presidência. Ele é indispensável para que o Brasil, o governo Dilma e os interesses populares do país e da América LAtina possam ampliar as fronteiras de uma democracia participativa que preencha o vazio de projeto e de sentido desvelado pela crise capitalista; renove a lógica do desenvolvimento e da vida social no século 21. (Carta Maior; 6º feira, 29/04/2011)
Postado por Saul Leblon às 03:38