Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

sábado, 21 de julho de 2012

A Privataria das Teles

Serra compara ação de petistas na internet a 'tropa nazista'

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, comparou a ação de petistas na internet a estratégias de tropas nazistas que auxiliaram a implantação do regime por Adolf Hitler (1934-1945). José Serra afirmou que pessoas ligadas ao PT fazem campanhas difamatórias na web e comparou essas atividades a operações da SA nazista, milícia paramilitar conhecida por sua organização como uma tropa de assalto.
"Basta olhar o jogo sujo (do PT) na internet, a tropa organizada, uma verdadeira tropa de assalto na internet. A SA nazista hoje tem outra configuração no Brasil atual, e é via internet, uma tropa de assalto na internet", disse Serra.
Serra afirmou que recebe centenas de mensagens agressivas em perfis nas redes sociais e acusou os petistas de manterem "blogs sujos" na internet para difundir informações contra sua candidatura. "Os blogs sujos, essa tropa toda veio dizer que eu era contra ônibus", disse.
Na última quinta-feira, 19, o presidente municipal do PT havia classificado como "fascista" um protesto de jovens tucanos contra o candidato do partido, Fernando Haddad. Serra defendeu a atitude dos manifestantes. "O sujeito botar uma cartolina e expressar aquilo que pensa não tem nada demais. Não tem orientação partidária, mas também não tem nada de errado chegar e protestar", disse.

Veja aqui os "militantes" do Serra protestando contra Haddad:

  
Em um discurso dirigido a candidatos a vereador de sua coligação e cabos eleitorais, Serra subiu o tom de suas críticas contra os petistas. Trata-se de uma estratégia do tucano para reforçar o engajamento da militância e a polarização da disputa eleitoral entre PSDB e PT. "O PT é um partido da máquina (do governo). Tirou o governo, acabou. Porque está inteiramente na máquina", disse.
Um dos focos de sua fala foi a violência física que atribuiu aos petistas. "Outra questão é a questão da violência e da baixaria. Eles têm tradição nisso. Em 2002, fizeram espionagem no Banco do Brasil. Em 2006, o dossiê dos aloprados. Em 2010, violação de sigilos e pancadaria. Eu sofri pancadaria no interior do Ceará, no Rio de Janeiro e aqui em São Paulo", afirmou.
O tucano acusou militantes do PT pela criação de "factóides" contra sua candidatura e também criticou o partido rival de ceder a pressões de laboratórios farmacêuticos depois que chegou ao governo federal. "Essa história de que o PT é um partido de esquerda, progressista, isso é conversa. Eles fazem o jogo dos laboratórios", disse Serra.
Apesar das críticas direcionadas ao partido que é considerado seu principal adversário, Serra disse que a campanha deve ser marcada pelo debate sobre São Paulo. O tucano também acusou seus rivais de copiarem suas propostas.
"Tudo o que eu quero é que o debate fique centrado nos problemas da cidade - no diagnóstico e no balanço do que foi feito. Isso é o mais importante de tudo, e isso é o que alguns dos outros candidatos, evidentemente, vão resistir até o final", afirmou. "Temos adversários que não têm muitas ideias - a maioria deles. Ficam lendo tudo o que eu falo, copiam e mudam o nome."
No Amigos do Presidente Lula

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Lula recebe prêmio pela valorização do idioma e das nações de Língua Portuguesa


O presidente Lula ganhou nesta sexta-feira (20) o prêmio José Aparecido de Oliveira, oferecido pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na sua IX Conferência de Chefes de Estado e de Governo, em Maputo, Moçambique. Os países que compõem a CPLP são Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal e Timor Leste.

O Prêmio José Aparecido de Oliveira é uma homenagem a personalidades e instituições que se destacam na cooperação entre os países membros para valorização no cenário internacional, e na promoção e difusão da língua portuguesa.

Além de ser um incansável lutador pela cooperação e desenvolvimento econômico, social e cultural dos países de Língua Portuguesa, foi Lula, com sua presença e inserção internacional, quem mais valorizou nosso idioma e identidade cultural nos últimos tempos, revigorando o interesse pela lusofonia.

Nos anos 90, o ex-presidente FHC desprestigiava o idioma nacional de tal forma, que chegava a fazer discursos oficiais no exterior em língua estrangeira. O complexo de colonizado cultural era tão grande, que era corrente a lorota de que quem não falasse inglês fluentemente estaria condenado para o mercado de trabalho aqui no Brasil.

A homenagem à Lula inclui um prêmio de 30 mil euros e o nome do prêmio homenageia o embaixador brasileiro José Aparecido de Oliveira (1929-2007) um dos fundadores da CPLP.

Ainda evitando longas viagens internacionais, o presidente Lula não pôde comparecer à cerimônia, mas gravou o vídeo de agradecimento acima.

“Recebo este prêmio, não tanto como uma homenagem à minha trajetória pessoal – sindical e política – e mais como o reconhecimento das conquistas recentes da lusofonia”, disse Lula, que ressaltou a importância da contínua valorização da relação entre os países da comunidade e a criação no seu governo da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), em Redenção, no Ceará.

Lula recebe prêmio pela valorização do idioma e das nações de Língua Portuguesa

O presidente Lula ganhou nesta sexta-feira (20) o prêmio José Aparecido de Oliveira, oferecido pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na sua IX Conferência de Chefes de Estado e de Governo, em Maputo, Moçambique. Os países que compõem a CPLP são Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal e Timor Leste.

O Prêmio José Aparecido de Oliveira é uma homenagem a personalidades e instituições que se destacam na cooperação entre os países membros para valorização no cenário internacional, e na promoção e difusão da língua portuguesa.

Além de ser um incansável lutador pela cooperação e desenvolvimento econômico, social e cultural dos países de Língua Portuguesa, foi Lula, com sua presença e inserção internacional, quem mais valorizou nosso idioma e identidade cultural nos últimos tempos, revigorando o interesse pela lusofonia.

Nos anos 90, o ex-presidente FHC desprestigiava o idioma nacional de tal forma, que chegava a fazer discursos oficiais no exterior em língua estrangeira. O complexo de colonizado cultural era tão grande, que era corrente a lorota de que quem não falasse inglês fluentemente estaria condenado para o mercado de trabalho aqui no Brasil.

A homenagem inclui um prêmio de 30 mil euros e seu nome homenageia o embaixador brasileiro José Aparecido de Oliveira (1929-2007) um dos fundadores da CPLP, e o júri é formado pelos representantes dos países membros da CPLP.

COMO O DEMPSDB TORNARAM-SE UMA PIADA NO PAÍS

TCU mela o mensalão. Chora, Merval, chora !

O TCU considerou regulares os contratos de publicidade do BB com as agências de Marcos Valério.


O Conversa Afiada publica post indicado pelo incansável Stanley Burburinho:

TCU derruba a prova central do mensalão



AO VALIDAR OS CONTRATOS DE PUBLICIDADE DE MARCOS VALÉRIO, O TRIBUNAL, LIDERADO POR ANA ARRAES, REFORÇA A IDEIA DE QUE O ESQUEMA NÃO UTILIZOU RECURSOS PÚBLICOS; ISSO PODE INFLUENCIAR JULGAMENTO E JÁ LIVRA O EX-DIRETOR DO BB, HENRIQUE PIZZOLATO

247 – A menos de quinze dias para o início do “julgamento do século”, uma decisão tomada pelo Tribunal de Contas da União pode ser determinante para o futuro dos réus da Ação Penal 470. O TCU considerou regulares os contratos de publicidade de R$ 153 milhões do Banco do Brasil com as agências de publicidade DNA e SMPB, que pertenciam ao empresário Marcos Valério de Souza. Isso reforça o que foi dito, dias atrás, pelo criminalista Marcelo Leonardo, que fará a defesa oral de Valério no Supremo Tribunal Federal. “Não houve recursos públicos, apenas empréstimos privados”. O PT admite que tomou empréstimos bancários, junto ao Rural e ao BMG, para honrar dívidas de campanha próprias e de alguns partidos da base aliada.

A decisão do TCU foi tomada a partir de relatório preparado pela ministra Ana Arraes, cujo voto foi acompanhado pelos demais ministros. O primeiro a ser beneficiado é o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, que foi denunciado por ter validado os principais contratos de publicidade de Valério na administração pública federal. De acordo com o TCU, os contratos seguiram o padrão de normalidade do Banco do Brasil e não diferem dos que foram fechados com outras agências de publicidade. Curiosamente, as agências de publicidade de Valério entraram para o governo federal no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Foram apadrinhadas pelo ex-ministro Pimenta da Veiga, das Comunicações, que é amigo pessoal de Valério. Continuaram no governo Lula, até o escândalo do mensalão, ocorrido em 2005.

Embora já ajude a livrar a cara da Pizzolato, a decisão do TCU pode ter também repercussões maiores sobre outros réus. A começar, pelo próprio Valério. O empresário sustenta que, entre o fim da campanha presidencial de 2002 e o início do governo Lula, foi apresentado ao ex-tesoureiro Delúbio Soares, do PT, pelo ex-deputado Virgílio Guimarães. Ajudou a resolver o problema das dívidas de campanha com o partido por meio dos empréstimos bancários. E, no caso do Rural, ele argumenta que tentou fazer lobby para que o banco assumisse a massa falida do Banco Mercantil de Pernambuco – o que não ocorreu. Por isso, Valério chegou a dizer que foi um lobista fracassado.

Essa decisão do TCU também corrobora a tese de caixa dois eleitoral – e não de compra regular de parlamentares. Isso porque os empréstimos foram tomados logo no início do governo Lula. Os contratos de publicidade eram renovados periodicamente.

Reação na oposição

Na oposição, a decisão do TCU foi recebida com indignação. Segundo o blogueiro Reinaldo Azevedo, o petismo trabalha para “transformar o Brasil num curral”. Eis um trecho de artigo publicado por ele nesta manhã:

“Marcos Valério pegava a dinheirama das estatais e depois fazia “empréstimos” para o PT. Uma das estatais era justamente o Banco do Brasil. Agora Ana Arraes, com endosso de outros ministros, diz que tudo foi regular, entenderam? Quer-se, assim, reforçar a tese de que o dinheiro do mensalão não era público. É evidente que os advogados dos mensaleiros tentarão usar isso a favor dos seus clientes. Eles não tinham uma notícia tão boa desde que o processo começou. Ana Arraes demonstra que não foi nomeada por acaso e que Lula sabia bem o que estava fazendo quando entrou com tudo na sua campanha. Só para registro: Aécio Neves também foi um entusiasmado cabo eleitoral da ministra. Campos é apontado por muitos como uma espécie de novidade e de renovação da política. É mesmo? Eis um episódio a demonstrar que ele é jovem, mas não novo!

Nada mais antigo do que o que se viu no TCU.  Manobras dessa qualidade fariam corar a República Velha. A 15 dias do início do julgamento do mensalão, uma das operações mais descaradas de desvio de recursos públicos para os mensaleiros recebeu a chance de “nada consta” do TCU. É a nossa elite política “progressista”! Caberá ao STF dizer se existe pecado do lado de baixo do Equador! Se decidir que não há, não vai adiantar Deus ter piedade dos brasileiros.”

O que o TCU demonstrou, no entanto, é que as agências de Valério prestaram contratos regulares de publicidade ao Banco do Brasil. E o lobby a favor do Rural se dava em outras esferas.

A história de Saraiva, um tucaninho em campanha. Ou, como se criam os fascistas

Ontem o candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, foi interrompido por quatro “manifestantes” durante atividade de campanha realizada no Brás. Os quatro rapazes, que se diziam estudantes de universidades federais, seguravam cartazes de protesto pedindo solução para a greve nessas universidades .
Haddad tentou conversar com o grupo, mas a ação parecia orquestrada. E era. Um deles ficava gritando:  “Em quanto tempo o senhor resolve? Em quanto tempo o senhor resolve? Em quanto tempo a gente pode voltar a estudar?”
Após a saída de Haddad, um dos manifestantes se colocou à disposição dos jornalistas para entrevistas, onde afirmou: “Ele quer ganhar a eleição, mas não consegue resolver um problema com professor, não consegue fazer um Enem”. Indagado sobre em quem votaria na eleição municipal, o distinto garoto afinou o bico e disse: “Não vou declarar voto porque não sou líder de nada”, afirmou.
Eles podem não ser líderes de nada, mas são manifestantes de nada também. Na verdade, são tucanos em campanha usando os métodos que José Serra sempre usa nas suas campanhas. Quem desvendou o fato foi o pessoal do PenseNovo. Mas como eu gosto de tucaninhos, resolvi dar uma pesquisadinha a mais.
Um deles se chama Marcos Saraiva e tem 20 anos. Novinho para ser tão cara-de-pau. No facebook do “manifestante” nenhuma menção ao fato dele estudar, ou já ter estudado,  em alguma universidade federal. Por outro lado, o que não faltam são referências a sua paixão pelo PSDB. Entre elas, uma foto sua ao lado do senador Alvaro  Dias, líder do PSDB no Senado.
Além de tucano, Saraiva é anti-comunista. Na mesma página no Facebook ele publica um emblema do CCC (Comando de Caça aos Comunistas), grupo de extrema-direita que realizou atentados e agressões contra estudantes, artistas e intelectuais durante a ditadura militar.
Vejam alguns outros tweets do moço que não é “líder de nada”:
Tweet de 13 de julho:
@gabriel_chalita insiste em fazer missa na campanha, não adianta pedir a Deus, o povo conhece o melhro candidato, é @joseserra_ !
Troca de Tweets entre Tripoli e Saraiva em 13 de Julho:
@marcossaraiva_ festa merecida! Abração
@ricardotripoli vamos tomar um café na segunda?
E não é que já tomaram café juntos mesmo!
Tweet de 16 de julho:
Hey @Haddad_Fernando como funciona ser funcionario da @MartaSenadora e depois puxar o tapete dela? É legal?
Mas a tucanisse do Saraivinha não para por aí. Ele mantém o blog http://marcossaraiva45.wordpress.com/, onde se define da seguinte maneira: “Sou irredutivelmente Capitalista (mas nunca capitalista selvagem), sou TUCANO no amago de meu ser apoiando sempre o Partido da Social Democraia Brasileira”. E vejam com quem ele aparece na foto. Tcham, tcham, tcham…

Saraiva ao lado de Geraldo Alckmin no Palácio dos Bandeirantes (Foto: Reprodução / Facebook)
Não foi só o “manifestante” Saraiva que foi desmascarado. Ha um outro rapaz que aparece no vídeo do PenseNovo é Victor Ferreira, secretário da Juventude Tucana. Ferreira tomou posse no cargo em abril deste ano.
Diante da cara de pau da militância tucana (são poucos, mas existem), o presidente do PT municipal de São Paulo e coordenador da campanha de Fernando Haddad, vereador Antônio Donato, publicou uma nota de repúdio, no site do diretório municipal do partido, onde classifica a atitude dos tucanos como lamentável e fascista.
Tem toda razão. E este blogueiro sujo tem dito o tempo todo por aí. Só tenho uma certeza em relação a este eleição: ela vai ser suja. Com o Serra na disputa, não existe campanha limpa.
(Colaborou: Felipe Rousselet)

PIG ensaia abandonar mais outro “companheiro ferido” na estrada

Só para que não passe batido também esta. Você se lembra do que o PIG disse logo após a cassação de Demóstenes Torres? Vamos lá, puxe pela memória. Faz só uma semana… Lembrou-se? Vejamos: um se lembrou, dois se lembraram…
Ah, você, aí no fundo, não se lembra? Então vou lhe refrescar a memória. Segundo o Partido da Imprensa Golpista, a CPI do Cachoeira, com a cassação de Demóstenes, seria “esvaziada”.
O que está acontecendo, porém, desmente o PIG.  De novo.
Lembra-se de que esses “colonistas” (By PHA) disseram que Lula teria “errado a mão” quando engendrou a CPI do Cachoeira para “se vingar” de Marconi Perillo por ter dito publicamente, há alguns anos, que teria “avisado” o ex-presidente sobre o “mensalão”?
Lembra-se, leitor, de quando o PIG disse que a CPI que Lula teria engendrado para “se vingar” havia se tornado um “bumerangue” que se voltaria contra ele mesmo, seu partido e até contra o governo Dilma?
Lembra-se, leitor, de quando o PIG disse que havia muito mais indícios contra Agnelo Queiroz do que contra Perillo?
O fato é que a situação do governador de Goiás se agravou muito, da cassação de Demóstenes para cá. E se agravou exatamente na CPI que o PIG dizia que seria “esvaziada”. Apesar do recesso parlamentar, porém, os trabalhos continuaram e já flagraram contradições graves de Perillo.
Como foi dito aqui, tudo o que os depoentes disserem na CPI poderá ser usado contra eles.
Alguns se preservam e se valem do direito constitucional de não produzirem provas contra si, mas os governadores de Brasília e Goiás, entre outros, não puderam se valer desse estratagema porque foram convidados a depor como “testemunhas”.
Quando o PIG e o PSDB desandaram a defender Perillo após seu depoimento à CPI, foi dito aqui que seu depoimento fora ruim, evasivo, e que as absolvições in limine que estava recebendo eram vãs porque ele seria confrontado, mais adiante, com as próprias palavras.
É o que está acontecendo. A CPI já fala em “reconvocar” o governador de Goiás, o que está produzindo um fenômeno inédito: o núcleo duro da mídia tucana, assim como fez com Demóstenes (quando não teve mais jeito), agora ameaça abandonar Perillo.
Jornalistas da Veja e da Globo que só sabem atacar o PT, de repente começam a clamar que o PSDB pare de defender Perillo e até que o expulse, caso contrário o partido cairia “na mesma vala que o PT”.
É piada, não? Segundo a Justiça Eleitoral quem está na vala não é o PT, mas o DEM e o PSDB, dois dos partidos com maior índice de cassação de mandatos por corrupção dos que elegem. Muito acima, aliás, do PT, que ostentava, no último dado divulgado, a 10ª colocação.
Esses movimentos desses “colonistas”, assim, são uma péssima notícia para Perillo. Sua expulsão do PSDB significaria estar a dois passos da cassação de seu mandato de governador com as conseqüências todas que isso encerra, tal como perda de foro privilegiado.
Contudo, há um fator que embaralha todo o previsível. Note-se que esses jornalistas do PIG que já começam a pedir a cabeça de Perillo estão atacando o PSDB mais do que o normal, do que se depreende que o partido pode receber um baque logo, logo.
Uma possibilidade: Perillo fez voarem por aí ameaças de retaliação ao PSDB caso este o “abandonasse ferido na estrada”. E, à época, o partido afinou e cerrou fileiras em torno dele.
Outra possibilidade: o silêncio de Serra, que nem parece estar em campanha. A CPI do Cachoeira está cada dia mais perto dele. Perigosamente perto. E poucos sabem quão perto.
Neste momento, vale lembrar as palavras do filósofo tucano Paulo Preto: “Não se abandona um companheiro ferido na estrada”. Ele sabia do que estava falando. Só não se sabe se o PIG sabe o que ele sabe. Mas, se não souber, irá descobrir.

Globo julga o mensalão. E condena Dirceu

O Juiz que absolver Dirceu será julgado de morte e jamais irá ao programa “Entre Caspas”.



Nunca Dantes na História desse país PiG (*) se mobilizou tanto para assumir, de fato, o controle do Poder Judiciário.

O mervismo fanático já conseguiu realizar um Golpe Paraguaio e antecipar o julgamento de José Dirceu, de Lula e da Dilma.

Com isso, conseguiu que o Ministro Peluso condenasse  Dirceu, Lula e Dilma ( na suposição de que ele, sem provas, de fato manche a biografia e condene Dirceu).

O Globo também quer impedir que o Ministro Toffoli vote.

(Além de determinar o regime conjugal que deve obedecer.)

Agora, o PiG monta editorias para julgar os juizes do mensalão, voto a voto.

É uma República do Galeao 2.0″.

O Juiz que absolver Dirceu será julgado de morte e jamais irá ao programa “Entre Caspas”.

Merecerá comentários isentos e sempre imparciais do Alexandre Maluf Garcia.

E será tema de um Encontro inteiro com a Fátima: “que Justiça é essa ?”.

O Convidado Especial será um dos 1003 advogados de  Daniel Dantas, um especialista na matéria.

E jamais aparecerá no jornal nacional num ambiente simpático.

Se aparecer, será para demonstrar comprtamento suspeito, como, por exemplo, tomar caipirinha com os amigos.

Com isso, o PiG pretende enterrar na caverna da História o mensalão tucano de Minas, e a legitimação da Satiagraha, pelo mesmo Supremo (sim, porque o Supremo não absolverá Daniel Dantas pela terceira vez).

Veja como que o Globo G1 se prepara para condenar o Dirceu:

http://g1.globo.com/politica/mensalao/infografico/platb/reus

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

NINGUÉM AGÜENTA MAIS: A ESPANHA VAI ÀS RUAS

*Samuel Pinheiro Guimarães discute as causas  econômicas e  as consequências políticas da desindustrialização; na coluna desta semana (nesta pág.)**Tarso Genro: o antídoto à fábrica de 'consensos' do conservadorismo midiático.Mais de 100 mil pessoas ocuparam a praça do Sol, em Madrid, na noite desta 5ª feira. Protestos tomaram as ruas de outras 80 cidades do país. As centrais sindicais exigem um plebiscito para definir o futuro da sociedade e da economia. As manifestações explodiram no mesmo dia em que o Congresso --dominado pela direita do PP-- aprovou o novo pacote de arrocho ditado pela cúpula do euro à Madrid. O governo conservador de Mariano Rajoy já não comanda; o Palácio de Moncloa está  sob intervenção dos homens de negro de Bruxelas que impõem medidas, fiscalizam ações e fuçam contas do Estado. O que as ruas de Madrid estão dizendo é que os espanhóis querem o Estado de volta, para defendê-los; não como aguilhão para dilapidá-los. Eis uma agenda universal. (LEIA MAIS AQUI)



 

Povo espanhol pede sacrifício de políticos e banqueiros

Protestos em mais de 80 cidades da Espanha levam centenas de milhares às ruas para contestar o corte de 65 bilhões de euros aprovado pelo governo. Políticos e banqueiros foram alvos das manifestações. “Há muitos gastos e cargos políticos a enxugar antes de tirar da educação, da saúde, de aposentados e de desempregados”, repetiam os madrilenhos que aderiram à marcha. A reportagem é de Guilherme Kolling, direto de Madri

Madri - “A joderlos!, ooéé! A joderlos, ooéé!”... O principal grito de guerra da torcida da Espanha na Eurocopa 2012 (o original é Por La Roja!, ooéé!) ganhou uma paródia malcriada que ecoou pelas principais vias do centro de Madri na noite desta quinta-feira. Quem cantava era o povo que saiu às ruas para protestar. O alvo eram políticos e banqueiros.

A inspiração veio da deputada Andrea Fabra, do conservador Partido Popular (PP), que foi flagrada dizendo 'que se jodan!', durante a apresentação no Congresso espanhol do corte de 65 bilhões de euros anunciado pelo governo na semana passada.

A população atingida pela medida reagiu com força, em 80 cidades. Em Madri, mais de 100 mil pessoas participaram da marcha pelo Paseo del Prado, Calle de Alcalá, até chegar na Puerta del Sol.

Um deles era Carlos Gaudencio, funcionário da prefeitura que exibia um cartaz parafraseando a deputada do PP, mas atacando os políticos. “Que se jodan, pero mira cómo roban!” Havia muitos outros estandartes nesse estilo, caso de uma bandeira da União Europeia contornada pelos dizeres “Bancos y políticos, que se jodan”.

Organizado pelos principais sindicatos do país ibérico, o ato tinha como título “Quieren arruinar com el país. Hay que impedirlo. Somo más”. Teve apoio maciço de centenas de entidades e de milhares de cidadãos que simplesmente desejavam manifestar seu descontentamento com as medidas do governo de direita comandado por Mariano Rajoy (PP).

O pacote aumenta impostos e sacrifica funcionários públicos, aposentados e desempregados. Nem educação nem saúde foram poupados. Rajoy declarou que não gostaria de ter adotado as medidas, mas justificou que não havia outra opção para a Espanha, que precisa reduzir seu déficit para receber o resgate de 100 bilhões de euros da União Europeia para salvar seus bancos.

A interpretação exibida nas ruas é outra. Seja no “Manos arriba! Eso es un asalto!”, uma das palavras de ordem da caminhada, ou no cartaz com os dizeres “Nos roban dinero para dar a los banqueros”.

Ao invés de cortes nos salários e em áreas sociais, os manifestantes defendem menos dinheiro às instituições financeiras, menos cargos políticos, redução dos altos salários e nas benesses de parlamentares.

“Nesses últimos três meses, tivemos perdas que superam 5 mil euros. São 5 mil euros a menos por ano no nosso salário!”, denunciava o bombeiro José Luis Garcia, integrante de uma das classes que esteve em peso na passeata de Madri. “Nos tiraram salário extra, pagamento de Natal, seguro médico, auxílio-alimentação. Antes de fazer isso, poderiam extinguir pelo menos uns 80% dos cargos políticos desse país”, sugeriu.

Julián Sánchez, também bombeiro, exemplificou os efeitos negativos dos sucessivos recortes na corporação com o aumento do número de plantões e a falta de pessoal e de material de trabalho. “E os carros oficiais que deixam a disposição dos políticos? E o dinheiro para Fórmula 1 em Valência? Enfim, não se pode dizer que a única saída era tomar essas medidas. Há muito para cortar”.

Além de bombeiros, profissionais do canal de televisão Telemadrid, enfermeiros, profissionais da educação e até mesmo policiais engrossaram a marcha. A classe cultural também se mobilizou, com direito a presença ilustre do ator Javier Barden. “Cultura no es lujo”, era um dos dizeres do grupo.

A tese do corte de benesses à classe política foi repetida por vários ativistas, que se referiam a uma pesquisa divulgada neste ano, que revelou que a Espanha tem mais de 400 mil cargos políticos, número muito superior aos pouco mais de 100 mil que existem na Alemanha.

Olga Rosa e Maite Méndez, funcionárias da Universidade Carlos III de Madri, criticaram o desconto no salário dos servidores que ficam doentes. E disseram que há muito desperdício com dinheiro público, como recursos destinados a touradas, incentivadas por serem consideradas um bem cultural.

Julia Ogaña, funcionária do Estado de Madri, observou que a suspensão do salário extra e do pagamento de Natal não atinge parlamentares, que recebem esse valor diluído nos vencimentos mensais.

A administradora de empresas Nieves Palomares, 50 anos, está desempregada e vai ser atingida pelos cortes. Ela compara a ajuda de algumas centenas de euros recebida por quem está sem trabalho com salários em cargos públicos que superam 100 mil euros. “Não seria mais justo diminuir um pouco o soldo deles?”, questiona.

Reduzir recursos da Família Real ou cortar os benefícios fiscais da Igreja foram outras sugestões dos manifestantes. No manifesto lido na Puerta del Sol ao final da caminhada, ficou a promessa de que, enquanto o povo não for ouvido, permanecerá protestando na rua.

Fotos: Guilherme Kolling


Desindustrialização e Desnacionalização

O Brasil corre o risco de uma especialização regressiva na produção agropecuária e de minérios, acompanhada de uma contração do setor industrial e de atrofia de sua capacidade tecnológica de desenvolvimento, e de vir, assim, a se tornar uma mera plataforma de produção e de exportação das megaempresas multinacionais. A desindustrialização e a desnacionalização têm graves consequências para o Brasil e para a integração sulamericana. O artigo é de Samuel Pinheiro Guimarães.

1. A desindustrialização e a desnacionalização têm forte impacto sobre o desenvolvimento econômico e social brasileiro em geral e sobre temas como emprego e salários, violência urbana, tráfico e consumo de drogas e saúde da população.

2. A desindustrialização e a desnacionalização têm graves consequências para a integração sul-americana, a partir de sua base necessária que é o Mercosul, para a posição do Brasil no mundo e, em consequência, para sua política externa.

3. Um país com uma indústria atrasada e não-integrada é um país fraco econômica e politicamente; um país com sua economia desnacionalizada é um país com menor capacidade de fazer política econômica e de fazer política externa.

4. Algumas causas da desindustrialização são uma política cambial e monetária que resulta, na prática, na valorização do real que estimula as importações e prejudica as exportações; uma política comercial que não combate com firmeza o dumping de produtos importados, o baixíssimo preço e o subfaturamento das importações; a ausência de políticas firmes de conteúdo nacional em áreas estratégicas como motores. A questão da competitividade (sistema de transportes, educação, tributos, etc) como causa da desindustrialização é complexa, suas soluções são de longo prazo e, ainda que importantes, não evitariam o perigo que se corre, que é atual, urgente.

5. A crise internacional e as relações comerciais com a China têm profundo impacto sobre a desindustrialização da economia brasileira. De um lado, a concorrência dos produtos chineses de baixíssimo preço afeta não só as unidades produtivas instaladas como a possibilidade de instalação de novas unidades. De outro lado, a forte demanda chinesa por produtos primários torna os investimentos a agricultura e na mineração mais lucrativos e, ademais, sujeitos a menor competição quando comparados à indústria. A crise nas economias européia e americana afeta as exportações brasileiras para a Europa (e, portanto, a lucratividade das empresas) enquanto se reduz o comércio intra-firma de manufaturados com os Estados Unidos, que corresponde a parte importante da pauta de exportação.

6. A desindustrialização da economia pode ser aferida pela redução do valor relativo da produção da indústria como um todo ou de setores industriais específicos ou pelo aumento do percentual das importações no valor total do consumo interno de um bem industrial ou da indústria em seu conjunto.

7. Os argumentos que procuram demonstrar a existência de um processo de desindustrialização através dos índices de redução da participação dos produtos industriais na pauta de exportações ou de déficit comercial por setores não são suficientes. A redução da participação percentual dos produtos industriais na pauta pode resultar ou de aumento de preços internacionais dos produtos primários ou do aumento do seu volume exportado, sem que haja redução do valor ou do volume das exportações industriais que podem, inclusive, ter aumentado.

8. As causas da desnacionalização são a ausência de políticas de preferência pelo capital nacional, diferindo da situação dos países desenvolvidos e dos outros Brics que possuem políticas, principalmente em áreas de tecnologia sensível, que tem como beneficiárias exclusivas empresas de capital nacional; de uma política firme de compras governamentais (e.g. na área de computadores); de preferência ao capital nacional nos financiamentos com recursos públicos, recursos inclusive dos trabalhadores, como é o do BNDES.

9. A desnacionalização da economia ocorre quando se verifica uma participação percentual crescente de empresas estrangeiras na produção de determinado bem ou serviço específico, ou do setor industrial e de serviços como um todo ou na produção de outros setores, tais como na agricultura e na mineração.

10. 85% da população brasileira é urbana. Nas cidades, o emprego é necessariamente na indústria ou em serviços. Nas cidades não há agricultura, nem pecuária, nem mineração e, portanto, não há emprego nesses setores que possa ser urbano. Os próprios empregos nos serviços urbanos são profundamente vinculados à atividade industrial.

11. O desenvolvimento brasileiro significa o aproveitamento cada vez mais eficiente de seus recursos naturais, de sua mão-de-obra e de seu capital, o que depende da expansão e da integração física de seu mercado interno. A desindustrialização e a desnacionalização da economia tornam difícil este aproveitamento eficiente e, portanto, o desenvolvimento do país. Em situações de desindustrialização ou desnacionalização, o desenvolvimento, medido em termos de aumento do PIB, pode até ocorrer, mas a uma taxa inferior à que seria necessária para superar a situação de subdesenvolvimento e de pobreza em que ainda vivemos.

12. O desenvolvimento eficiente dos recursos do solo e do subsolo, através da melhor organização da agropecuária e da mineração, depende da utilização crescente de máquinas, equipamentos e veículos que são, necessariamente, ou produzidos pela indústria no país ou importados. Nenhuma colheitadeira é produzida numa fazenda, nenhuma máquina perfuradora é produzida em uma mina.

13. O desenvolvimento industrial eficiente significa a integração da cadeia produtiva, o que significa produzir no país todos os componentes ou insumos de um produto final, sempre que haja escala atual ou potencial para isto, ou pelo menos a maior parte dos componentes e, em especial, os mais estratégicos. Digo potencial, pois quando a Embraer foi criada, por exemplo, não havia escala nacional para a produção de aviões.

14. O desenvolvimento eficiente da mão-de-obra significa o aumento da capacidade produtiva do trabalho em relação à mesma unidade de capital. O aumento da produtividade do trabalho em decorrência da utilização de unidades de capital, de equipamentos, mais eficientes significa aumento da produtividade do capital e não do trabalho. O aumento de produtividade do trabalho se verifica pela capacitação técnica da mão de obra, a qual, com a mesma unidade de capital com as mesmas características técnicas, passa a produzir mais.

15. A desindustrialização significa a redução da possibilidade de aumento da produtividade da mão de obra em geral. Primeiro, porque a indústria é a atividade de maior produtividade, onde a produtividade mais cresce e de onde nasce a maioria das inovações que irão aumentar a produtividade nos outros setores. Em segundo lugar, porque a desindustrialização reduz a integração das cadeias produtivas e assim as possibilidades de aprendizado que decorrem da instalação e da operação de novas unidades de produção para preencher “lacunas” nas cadeias produtivas.

16. A desindustrialização corresponde também à perda de emprego potencial, já que o emprego utilizado para produzir os bens importados pelo Brasil ocorre em outro país, o emprego é gerado em outro país.

17. Tendo em vista o grande estoque de mão-de-obra desempregada e subempregada que existe no Brasil e sua residência nas cidades, a menor expansão do emprego decorrente da desindustrialização da economia contribui para maiores índices de criminalidade, de tráfico e consumo de drogas, de incidência de doenças e para maiores despesas do Estado com segurança e saúde.

18. A desnacionalização tem consequências importantes para o desenvolvimento tecnológico, para o grau de concorrência no mercado brasileiro e para o balanço de pagamentos do país.

19. O impacto da desnacionalização sobre o desenvolvimento e a capacidade tecnológica, que significa a capacidade de transformar conhecimento em patentes e em investimentos produtivos, decorre do fato de que as empresas estrangeiras que adquirem empresas brasileiras são, em geral, megaempresas multinacionais. Estas megaempresas já têm centros de pesquisa no exterior, em especial nos países de sua sede, o que leva muitas vezes ao fechamento dos laboratórios de pesquisa que existiam nas empresas por elas adquiridas no Brasil.

20. As empresas que desnacionalizam empresas brasileiras são, em geral, megaempresas multinacionais com muito maior capacidade financeira e, portanto, têm maior capacidade de concorrer no mercado, de adquirir concorrentes e de oligopolizar ou monopolizar mercados. Este “controle” do mercado resulta em lucros maiores e lucros maiores de empresas multinacionais significa remessas maiores para o exterior e redução da formação de capital no Brasil, isto é, da expansão da capacidade produtiva no Brasil, do desenvolvimento eficiente do capital.

21. A desnacionalização leva à desindustrialização. Muitas vezes as empresas multinacionais adquirem empresas no Brasil e integram a produção desta empresa na cadeia produtiva geral da empresa o que pode dificultar a instalação de empresas supridoras no território brasileiro ou mesmo levar ao desaparecimento das que existiam antes da aquisição.

22. O Brasil corre o risco simultâneo de uma especialização regressiva na produção agropecuária e de minérios, acompanhada de uma contração do setor industrial e de atrofia de sua capacidade tecnológica de desenvolvimento, e de vir, assim, a se tornar uma mera plataforma de produção e de exportação das megaempresas multinacionais, inerme objeto de suas estratégias globais.



quinta-feira, 19 de julho de 2012

Globo tentou ligar Lula e Agnelo a Cachoeira

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG- Partido da Imprensa Golpista) não mostra!

ÍNTEGRA DA ENTREVISTA DE ANDRESSA AO FANTÁSTICO FOI FILMADA POR UM CELULAR; NAS PERGUNTAS, REPÓRTER DA GLOBO INSISTIU PARA QUE A ESPOSA DE CARLOS CACHOEIRA CONECTASSE O EX-PRESIDENTE E O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL AO ESCÂNDALO;

ELA NEGOU E OS TRECHOS NÃO FORAM AO AR 


Goiás – No encontro com Andressa Mendonça, mulher de Carlinhos Cachoeira, o Programa Fantástico, da Rede Globo, insistiu na tentativa de associar petistas com o esquema do contraventor. Uma pequena parte da conversa com a jornalista Sônia Bridi foi ao ar na revista dominical da Globo, dia 1º de julho. O Brasil247 teve acesso com exclusividade à íntegra da entrevista, gravada de um iPhone.
Eis alguns links:
 
 
 
 
Num dos trechos, a mulher de Cachoeira é questionada sobre o suposto pagamento de uma aeronave para o que médium João de Deus, que realiza cirurgias espirituais em Abadiânia (município goiano bem no meio do caminho entre Goiânia e Brasília), visitasse Lula em São Paulo. À época o ex-presidente realizava seu tratamento contra o câncer na Laringe no hospital Sírio Libanês.
Veja o trecho:
Fantástico – Quando o médium João de Deus... Você conhece João de Deus?
Andressa – Já o vi aqui, na casa do meu sogro. Ele vinha orar para a minha sogra, que faleceu.
Fantástico – Quando ele foi visitar o presidente Lula, em São Paulo, foi o Carlos quem arranjou a visita, cedeu o avião?
Andressa – Não sei te responder.
Fantástico – Mas vocês têm contato com o João de Deus? A família é espírita?
Andressa – Acho que não. Não sei. Acredito que não. Mas ele é uma pessoa que mora em Anápolis, é uma figura fácil aqui. Ele ora pelas pessoas que estão doentes. Ele veio orar pela minha sogra algumas vezes.
Em outro trecho, Andressa é questionada sobre uma suposta viagem dela, de Cachoeira e do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiróz, aos Estados Unidos. Ela nega, mas a repórter insiste:
Fantástico – E este encontro que vocês tiveram com o governador Agnelo Queiroz nos Estados Unidos? Vocês discutiram política ou foi um encontro social?
Andressa – Desculpa, com quem? 
Fantástico – Com o governador Agnelo Queiroz.
Andressa – Nos Estados Unidos?
Fantástico – É.
Andressa – Eu não conheço o governador do Distrito Federal.
Fantástico – Vocês não se encontraram nos Estados Unidos?
Andressa – Não, não nos encontramos.
Fantástico – Vocês nunca se encontraram? Você, junto com o Carlos, nunca se encontraram com ele?
Andressa – Não, nunca vi.
Fantástico – Nunca teve um contato...
Andressa – Nunca.
Acompanhe abaixo a entrevista (sem cortes):
Fantástico – Andressa, como você se preparou para essa entrevista?
Andressa Mendonça – Eu me preparei com muita oração, com muita fé em Deus, como eu faço todos os dias, e com a cabeça tranquila.
Fantástico – Você conversou com os seus advogados?
Andressa – Conversei com os meus advogados.
Fantástico – Eles te orientaram sobre o que me dizer e o que não me dizer?
Andressa – Não muito sobre o que dizer e o que não dizer. Acho que a gente tem que falar com o coração, né? O que é para passar um pouco do que está acontecendo na minha vida neste momento.
Fantástico – A gente está conversando com você já tem oito semanas para fazer essa entrevista. Por que agora você aceitou?
Andressa – Eu aceitei porque tivemos uma derrota difícil no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e me senti, assim, injustiçada. Acho que o caso do Carlos já está se tornando um absurdo mesmo e ele não tem direito a nada, tudo para ele é negado, é muito difícil. Sinto muito que ele tá sendo perseguido, acho discriminatório. Sabe, acho que ele é um bode expiatório. Então...
Fantástico – Bode expiatório de quem?
Andressa – Não sei. Eu considero o meu marido um preso político, né? Eu, Andressa, considero o Carlos um preso político depois da ditadura e...
Fantástico – Mas as acusações contra ele são contravenção, lavagem de dinheiro. São várias acusações relacionadas a crime, a formação de quadrilha. Ele está sendo investigado por contrabando, relacionado às máquinas caça-níqueis...
Andressa – São acusações...
Fantástico – Mas como é que isso o transforma em preso político?
Andressa – Acusações. Meu marido é inocente, ele pode responder em liberdade, não cometeu crime hediondo, ele não matou ninguém, não fez tráfico de armas, de drogas, não existe prostituição no processo. Considero ele um preso político porque na CPI do Cachoeira, onde leva o nome dele, ficou muito clara a briga do PT com o PSDB, um parlamentar querendo aparecer mais que o outro e, infelizmente, a gente tem que passar por isso, né?
Fantástico – Ele se considera inocente das acusações que são feitas contra ele?
Andressa – Ele se considera inocente e com o direito de responder em liberdade, das acusações. Ele tem o direito de provar que é inocente e responder em liberdade.
Fantástico – Com que frequência você visita ele na prisão?
Andressa – Eu visito uma vez por semana e agora de 15 em 15 dias, agora que ele tá no presídio estadual.
Fantástico – Por que ele foi para um presídio estadual?
Andressa – Porque ele tem um segundo decreto de prisão contra ele, um decreto estadual. Uma vez que ele ganhou liberdade na Operação Monte Carlo pelo desembargador Tourino Neto e o ministro rapidamente se apressou em cassar, várias pessoas da Operação Monte Carlo ganharam liberdade. Mas só a do Carlos foi cassada. Então por que me pergunto e pergunto para o País, por que só a dele? É,  no mínimo, discriminatório para mim.
Fantástico – Como é que você encontra com ele na prisão? Como é que são os encontros de vocês?
Andressa – É tenso, né? Ter um marido preso é uma coisa muito complicada. É a pior experiência da minha vida. Você ver a pessoa que você ama sendo privada de liberdade. Eu, como assistente social, procurei até a Secretaria de Direitos Humanos porque a porção de comida não tava dando pra ele, ele sentia fome durante o dia. Então a gente nunca imagina que vai passar por uma experiência dessa.
Fantástico – Você tem permissão para levar comida na cadeira para ele?
Andressa – Um quilo de cream cracker por semana e 10 frutas. Então, a porção de comida é muito pequena, ele passa também muita necessidade de comida. Sem falar das outras coisas, né? Então..
Fantástico – Ele desabafa com você?
Andressa – Desabafa...
Fantástico – Como é o ânimo dele?
Andressa – Ele anda deprimido, tá tomando vários medicamentos agora, tá sendo consultado uma vez por semana por um psiquiatra. Não tá bem psicologicamente...
Fantástico – Ele está revoltado com as pessoas que ele considera, se sentiu abandonado pelas amizades dele, pelas pessoas do relacionamento dele?
Andressa – Não nesse sentido. Ele tá revoltado no sentido de se considerar um preso político após a ditadura. A gente vê a presidente, brilhantemente, criando lá a Comissão da Verdade pra combater, vem combatendo com tanta veemência, enfrentando os crimes cometidos na ditadura, e queria mesmo fazer esse clamor pra ela, pra ela olhar para o nosso caso.
Fantástico – Eu queria que você me explicasse de novo como é que você chega a essa conclusão de um preso político. Ele é acusado de corrupção ativa e passiva, de corromper políticos e funcionários do governo, falsidade ideológica, contrabando, lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar. Como é que uma pessoa acusada desses crimes se torna um preso político?
Andressa – Bom, se ele não fosse um preso político, não teria se criado uma CPMI com o nome dele. Então, aí a gente já pode notar que o caso dele é puramente político.
Fantástico – Mas a CPI é para investigar a relação dele com os políticos ou políticos que ele influenciasse.
Andressa – Eu acredito que a mídia criou um monstro. O monstro Carlinhos Cachoeira. Meu marido não é um monstro. Meu marido é um homem de bem. Ele precisa ter liberdade para ter os direitos garantidos para poder provar isso, junto à sua defesa, que ele é um homem de bem. Ele tem o direito de provar isso. Ele tem acusações sobre ele, mas ele é um homem de bem. Isso eu posso garantir.
Fantástico – Durante o tempo que você se relaciona com ele, você teve conhecimento das atividades dele? Jogos, caça-níqueis, e tudo o mais?
Andressa – Não tive conhecimento. A imprensa chama o Carlos de bicheiro, meu marido não é bicheiro. Bicheiro em Goiás tem outros nomes. Tem mais de 20 mil máquinas de apostas eletrônicas no jogo do bicho. E eles têm outros nomes. A polícia não está nem um pouco preocupada em investigar. E o Carlos que eu conheço é empresário, faz consultorias para empresas, trabalhou durante anos, aproximadamente 10 anos com a Loteria do Estado de Goiás. Trabalhou no ramo de medicamentos.
Fantástico – No ano passado, o Fantástico fez uma reportagem que mostrava o envolvimento dele com a importação de máquinas caça-níqueis. Você tem conhecimento disso?
Andressa – Não tive conhecimento.
Fantástico – Porque ele foi até a CPI e escolheu ficar calado? Ele vai depor, provavelmente, na semana que vem. Ele disse como vai ser o comportamento dele no depoimento?
Andressa – Não. Ele disse pra mim que tem muito o que falar, que ele quer contribuir e pediu para eu falar para o Brasil que ele tem o que dizer, inclusive para a sua própria defesa.
Fantástico – Esse 'tem o que dizer' envolve os políticos que são acusados de terem um relacionamento com ele, de terem recebido dinheiro dele ou de terem recebido dinheiro em troca de favores?
Andressa – Talvez, talvez sim.
Fantástico – Você acha que não há que falar?
Andressa – Não sei se existe alguma coisa para ser falada ou se não existe. Isso é uma coisa que eu realmente não sei. Mas ele acredita que ele pode contribuir, quer falar. Enfim, ele quer dar uma entrevista, quer falar com a imprensa.
Fantástico – Você recebeu um convite para posar numa revista masculina. Você aceitou?
Andressa – Não. Eu recebi o convite.
Fantástico – Como é que você vê essa notoriedade toda em torno de você numa situação, para a maioria das mulheres, é muito constrangedora ter o marido preso?
Andressa – Para mim também é muito constrangedor. Mas eu sou uma mulher de muita fé, uma mulher segura daquilo que eu quero e daquilo que eu acredito. Então, pra mim não tem limites. A minha luta com o Carlos não tem limites. Eu não consigo mensurar para você o tamanho da minha luta. Ele, junto com os meus filhos, é a prioridade na minha vida, e vai ser sempre.
Fantástico – Como é o seu padrão de consumo? Como é que você, o que você gosta de comprar, o que você gosta de gastar o seu dinheiro?
Andressa – Eu gosto de comprar coisas que mulherzinha gosta, nada de especial. Sou uma pessoa simples, tenho o dia a dia agitado com os meus filhos, levo no colégio, natação. Então, uma vida normal.
Fantástico – Você é muito gastadeira?
Andressa – Não muito.
Fantástico – A polícia diz que tem uma gravação do Carlinhos discutindo com um administrador dele, uma conta de cartão de crédito sua de mais de R$ 60 mil. Ou US$ 60 mil. Eles não dizem que moeda é, sobre os gastos feitos em Miami. Isso ocorreu?
Andressa – Pode ter acontecido sim. Eu estava comprando roupas de cama, algumas coisas para casa. Pode ter acontecido sim.
Fantástico – Você, neste mesmo mês, ele teria tido um gasto no cartão de crédito de R$ 500 mil. Os negócios dele produzem esse dinheiro suficiente para esse nível de gasto?
Andressa – Eu não sei tanto sobre os negócios dele nem... Eu tava morando com ele há pouquíssimo tempo. Então, é uma coisa que eu não sei te responder.
Fantástico – Essa casa na qual ele foi preso. É uma casa que está envolvida em muita polêmica. Como é que vocês foram morar nesta casa?
Andressa – Na verdade, um amigo emprestou para mim. Eu estava me separando e precisava de uma casa meio a toque de caixa, com urgência, assim. E eu fiquei nessa casa..
Fantástico – E esse amigo disse de quem era a casa?
Andressa – E eu fui ficando, fui ficando... Disse que era de um empresário. De um empresário amigo dele. Fiquei...
Fantástico – E você pode dizer o nome desses amigos?
Andressa – Eu prefiro não. Já foi dito. Eles já foram depor na CPI. Então acho que já está bem esclarecido esse assunto.
Fantástico – Havia um projeto do Carlos de vocês morarem em Goiânia no Edifício Excalibur?
Andressa – Ele comentou, uma vez, de relance comigo, mas eu até morava em um bairro próximo, gosto do setor. Mas não concordei com a ideia.
Fantástico – Por que?
Andressa – Acho que não ficaria à vontade. Gosto de ficar onde me sinto à vontade.
Fantástico – Foi aí que surgiu essa casa?
Andressa – Não. Essa casa surgiu exatamente como eu estou te falando. De uma necessidade minha, mesmo.
Fantástico – Era uma casa para vocês ficarem morando durante quanto tempo?
Andressa – Uma casa provisória, para a gente ficar três meses, no máximo, para eu ficar dois meses, no máximo. E ele foi ficar lá comigo, depois.
Fantástico – Foi pra essa casa que você fez as compras nos Estados Unidos?
Andressa – Foi.
Fantástico – O decorador que falou à CPI também disse que vocês gastaram R$ 550 mil em móveis para esta casa. São R$ 550 mil para morar em uma casa provisoriamente?
Andressa – Eu não sei o valor exato que nós gastamos. Mas gastamos um dinheiro. Mobiliei a casa e obviamente levei a mobília comigo na mudança.
Fantástico – Você já saiu da casa?
Andressa – Já saí da casa.
Fantástico – Por que você escolheu dar a entrevista aqui na casa do pai do Carlos em vez de dar entrevista na sua própria casa?
Andressa – Porque eu fico muito aqui. Aqui é como se fosse a minha casa. A minha segunda casa é aqui. Então, como a família dele é também a minha família, eu passo a maior parte do tempo aqui. Então aqui é o lugar que eu me sinto a vontade.
Fantástico – Durante este tempo em que vocês ficaram juntos, vocês tinham um vida social bastante movimentada. Vocês viajavam. Nestas viagens você se encontravam, saíam para jantar, faziam programas com o governador Marconi Perillo?
Andressa – Não, com o Marconi não.
Fantástico – Você nunca encontrou com ele?
Andressa – Nunca. Encontrei o Marconi várias vezes, fez campanha para governador com o meu ex-marido, que é primeiro suplente do Demóstenes, e encontrei com o Marconi 'n' vezes durante a campanha eleitoral dele. Mas junto com o Carlos não.
Fantástico – E este encontro que vocês tiveram com o governador Agnelo Queiroz nos Estados Unidos? Vocês discutiram política ou foi um encontro social?
Andressa – Desculpa, com?
Fantástico – Com o governador Agnelo Queiroz.
Andressa – Nos Estados Unidos?
Fantástico – É.
Andressa – Eu não conheço o governador do Distrito Federal.
Fantástico – Vocês não se encontraram nos Estados Unidos?
Andressa – Não, não nos encontramos.
Fantástico – Vocês nunca se encontraram? Você, junto com o Carlos, nunca se encontraram com ele?
Andressa – Não, nunca vi.
Fantástico – Nunca teve um contato...
Andressa – Nunca.
Fantástico – E com o Fernando Cavendish?
Andressa – O Fernando teve algumas vezes aqui em Goiânia, mas eu nunca o encontrei. O Carlos provavelmente deve ter encontrado, mas eu nunca encontrei.
Fantástico – Qual é o relacionamento deles, dele com a Delta?
Andressa – Eu acredito que o Carlos era uma espécie de consultor da empresa. Não só da Delta, mas de algumas outras empresas em Goiás.
Fantástico – Mas ele é consultor muito próximo, ele tinha um relacionamento muito próximo com o Cláudio Abreu, por exemplo?
Andressa – Um relacionamento, acho, de amizade com o diretor da empresa.
Fantástico – Isso envolvia troca de favores? Avião emprestado?
Andressa – Talvez sim.
Fantástico – E ele dizia qual era a natureza dessa consultoria que ele prestava?
Andressa – Não. Para mim não dizia.
Fantástico – Quando o seu ex-marido foi vice do senador Demóstenes, quando ele foi indicado a suplente, o Carlos tinha contato com senadores, ele teve algum papel na indicação do seu ex-marido como suplente?
Andressa – Eles eram muito amigos. Eram próximos. Eram amigos. Falavam muito sobre política. Provavelmente, sim. Devem ter falado bastante sobre esse assunto sim.
Fantástico – Algumas gravações que apareceram na imprensa foram feitas pelo próprio Carlos. Depois divulgadas. Ele costumava gravar muito as conversas que ele tinha, filmar?
Andressa – Eu não sei te responder isso. Eu nunca vi e não participei disso. Não sei te responder.
Fantástico – A vida cotidiana de vocês, alguma vez ele filmou?
Andressa – Absolutamente. Não.
Fantástico – A polícia diz que o espião que trabalhava para ele fazia escutas telefônicas, grampeava, você alguma vez foi grampeada?
Andressa – Devo ter sido grampeada pela polícia. Provavelmente.
Fantástico – Qual seria o objetivo da Polícia em grampear o seu telefone?
Andressa – Não sei. Talvez interceptar alguma conversa minha com o Carlos, já que ele foi grampeado durante muito tempo.
Fantástico – O fato dele ter essas gravações, algumas já são conhecidas, públicas, foram feitas por ele, o que você acha que motivava ele a fazer isso?
Andressa – Talvez mostrar a verdade para as pessoas, para o País?
Fantástico – A verdade do que?
Andressa – Não sei. Quem cobra propina, quem achaca empresários, talvez.
Fantástico – A polícia diz que essas gravações estavam sendo usadas para chantagear políticos e funcionários do governo para que fizessem o que ele queria...
Andressa – Meu marido não é chantagista. Ele é um homem bom.
Fantástico – Você já teve oportunidade de fazer uma visita íntima na prisão?
Andressa – Não.
Fantástico – Isso foi agendado, foi solicitado?
Andressa – Não, ainda não.
Fantástico – Vocês ainda se veem através do vidro?
Andressa – Agora neste novo presídio vamos ter visita social. Na federal acontecia visita social, entre aspas, pelo vidro. Ao meu ver, não é uma visita social.
Fantástico – Essa visita agora, então, vai permitir um contato físico?
Andressa – Contato físico.
Fantástico – Mas não visita íntima?
Andressa – Também.
Fantástico – Quando a Comissão de Ética do Senado recomendou a cassação do senador Demóstenes, qual foi a reação do Carlos?
Andressa – O Carlos estava muito debilitado em Mossoró, estava doente, perdeu quase 20 quilos, e acho que não estava nem em condições de avaliar a situação do Demóstenes.
Fantástico – Eles eram próximos? Ele e o Demóstenes?
Andressa – Eles eram amigos. Amigos sim.
Fantástico – O seu relacionamento com ele é de muito antes de vocês irem morar juntos?
Andressa – Não.
Fantástico – Vocês estavam planejando se casar quando ele foi preso. Alguma coisa mudou nos planos?
Andressa – Não, vamos nos casar.
Fantástico – E se ele não for solto?
Andressa – Vamos nos casar.
Fantástico – Você vai se casar mesmo com ele preso?
Andressa – Mesmo com ele preso.
Fantástico – Você vai (não entendi)?
Andressa – Não. Mas ele vai ser solto. Quero poder acreditar na justiça desse país. Quero acreditar que não tem mandatário, político mandando na nossa justiça.
Fantástico – Você sabe qual é o paradeiro de Giovani Pereira da Silva?
Andressa – Não.
Fantástico – O que aconteceu com ele?
Andressa – Está foragido.
Fantástico – Por que ele continua foragido, já que ele é um funcionário do Carlos?
Andressa – Não consigo te responder isso. A defesa dele vai poder falar.
Fantástico – O governador do Estado do Rio de Janeiro também tem sido citado nessas investigações. Em algum momento vocês encontraram Sérgio Cabral?
Andressa – Não. Nunca o vi.
Fantástico – No momento em que houve um acidente na Bahia, em que inclusive morreu a mulher do Cavendish, o Carlos foi acionado para mandar avião, prestar socorro e tudo o mais. Ele era muito próximo do Cavendish então?
Andressa – Talvez um pedido do Cláudio, que é muito amigo do Carlos, muito próximo. Talvez isso. O Carlos é um homem muito solícito, um homem onde as pessoas sempre recorrem. Ele é um homem bom, não fala não para ninguém. Talvez por isso.
Fantástico – Ele é operador de caça-níquel?
Andressa – Não.
Fantástico – Ele nunca teve máquina caça-níquel?
Andressa – Eu não sei te responder. Acredito que não.
Fantástico – Vocês nunca discutiram esse assunto?
Andressa – Não que eu me lembre.
Fantástico – Em maio do ano passado, o Fantástico fez uma reportagem em que ele era apontado pela polícia como o operador de várias casas de caça-níqueis. Você não ficou sabendo dessa reportagem?
Andressa – Não. Não fiquei. Eu tenho certeza que ele nunca teve casas de caça-níquel, de bingo. Absolutamente.
Fantástico – Quando o médium João de Deus... Você conhece João de Deus?
Andressa – Já o vi aqui, na casa do meu sogro. Ele vinha orar para a minha sogra, que faleceu.
Fantástico – Quando ele foi visitar o presidente Lula, em São Paulo, foi o Carlos quem arranjou a visita, cedeu o avião?
Andressa – Não sei te responder.
Fantástico – Mas vocês têm contato com o João de Deus? A família é espírita?
Andressa – Acho que não. Não sei. Acredito que não. Mas ele é uma pessoa que mora em Anápolis, é uma figura fácil aqui. Ele ora pelas pessoas que estão doentes. Ele veio orar pela minha sogra algumas vezes.
Fantástico – Como é que as suas crianças estão reagindo a isso tudo?
Andressa – Saudade. Não entendem, não tem muita idade para entender.
Fantástico – Que idade elas têm?
Andressa – Seis e quatro. Mas o Carlos é uma pessoa que faz muita falta na vida de todos nós, principalmente para as crianças. É muito amoroso.
Fantástico – Você acha que o Carlos, ao longo da história dele, como é que ele construiu essa reputação de contraventor e de manipulador de políticos, quando você afirma com tanta convicção de que ele opera na legalidade, como empresário?
Andressa – Ele vem de uma família onde o pai dele era bicheiro, talvez sobrenome, Cachoeira, na família ser uma tradição. Enfim. Não acredito que ele venha a ser.
Fantástico – Como é que ele construiu essa reputação de contraventor, de manipulador de políticos, de corruptor, de corrupção ativa e passiva, se você afirma com tanta convicção de que ele é um empresário que opera na legalidade?
Andressa – Acho que foi muitas vezes achacado, chantageado e acredito nele. Acredito na versão dele. E acredito que ele é um homem bom.
Fantástico – Achacado por quem?
Andressa – Talvez políticos.
Fantástico – Quais políticos?
Andressa – Não saberia falar. Mas...
Fantástico – Você acha que ele está disposto a dizer o nome desses políticos no depoimento?
Andressa – Talvez. Talvez sim.
Fantástico – Qual é a esperança que você tem agora de que ele será solto? Qual é a possibilidade real?
Andressa – A prisão dele, na minha opinião, já está ilegal. Então ele tem possibilidades reais de ser solto a qualquer momento. Não é? Uma vez que todas as pessoas que tinham mandado de prisão na Operação Monte Carlo estão soltas, por que só ele ficar preso? Por que a juíza que soltou todos da Operação São MIchel, que revogou todos os pedidos de prisão na Operação São Michel, não soltou ele? Pra mim é estranho, pra mim é discriminatório. O juiz vai na televisão, dois dias antes de um julgamento importante para ele, onde ele ia ser julgado, ia ser importante para a soltura dele, vai na imprensa e diz: 'fui ameacado'. A procuradora diz: 'fui ameaçada'. E insinua que foram ameaçados por nós. Ora, nós queremos que a polícia federal investigue. Nós somos pessoas de bem. Ele é um homem de bem. Ele não pode sofrer essa injustiça. Isso não pode ser jogado na conta dele. Queremos que a polícia investigue e somos solidários à família. Tanto do juiz quanto dos procuradores, que se dizem ameaçados.
Fantástico – De onde pode ter partido essa denúncia de ameaça? Na sua teoria.
Andressa – A polícia prescisa descobrir. De gente que está se prestando a fazer o mal. Gente que, com certeza, de bem não é.
Fantástico – Quem é que você acha que tem interesse nele preso hoje?
Andressa – Políticos, talvez? A quem interessa a prisão dele, eu pergunto? Por que estão mantendo ele preso?  Por que desembargadores e ministros dão a negativa para ele ir a julgamento e, no outro dia, recebem promoções? Quero acreditar, quero poder acreditar que  justiça desse país vai ser imparcial.
Fantástico – Você vê o ânimo dele se deteriorando ao longo deste tempo na prisão?
Andressa – Ele está doente, está doente psicologicamente, fraco, perturbado, mas está bem. Está preso há quatro meses, não são quatro dias.
Fantástico – Ele tá numa cela comum?
Andressa – Está numa cela comum.
Fantástico – Por que ele brigou na cadeia?
Andressa – Ele brigou porque estava passando um programa onde incita a violência, onde tava uma pessoa baleada e ele é avesso a esse tipo de programa. E ele pediu para desligar esse programa, que é logo após o almoço. E os outros presos, aí começou uma discussão, porque eles não queriam que desligasse. E ele ficou irritado, porque ele esse não é um programa que eleva a alma de ninguém, muito menos de quem está preso.
Fantástico – E isso piorou um pouco a situação dele?
Andressa – Piorou, mas ele também foi mantido algemado dentro da cela por horas. Isso não é cárcere privado? A polícia pode fazer isso?
Fantástico – Ele foi algemado porque foi agressivo?
Andressa – Não, ele não é agressivo. Pelo contrário. É um homem doce. Ele foi algemado porque ele é único. E que tem pedido socorro. Tá gritando por socorro pra justiça brasileira olhar para o caso dele. Ele tem direito a responder em liberdade. É isso o que a gente espera. A pessoa no Brasil hoje mata a esposa, conheço vários casos, inclusive, na minha cidade. O homem matou a esposa com um tiro na face e não ficou nem um dia preso. Quel mal o meu marido fez? Volto a repetir. Que mal ele fez? Ele não fez mal a ninguém. Ele é uma pessoa que só faz bem às pessoas. Só o bem. Esse é o Carlos que eu conheço.
Fantástico – Mas se ele fez mesmo corrupção ativa e passiva, não faz mal a alguém? Contrabando, lavagem de dinheiro?
Andressa – Ele é inocente.
Fantástico – Contravenção?
Andressa – Ele é inocente. Precisa de liberdade para ele poder se defender. Ele precisa provar que é inocente.
Fantástico – Eu gostaria de voltar uma pergunta que eu fiz antes porque eu queria que você elaborasse um pouco mais. Na declaração de Imposto de Renda dele, ele declara uma renda de $ 20 mil por mês, sendo que em apenas um mês, o cartão de crédito dele foi de R$ 500 mil e o seu de $ 60 e poucos mil. E ele estava pagando por essa conta. Qual a fonte de tanto dinheiro? Mesmo a indústria farmacêutica pode produzir tanto lucro para sustentar esse tipo de gasto?
Andressa – Não só ele tava pagando por essa conta. Eu também ajudo ele a pagar as contas. Ele não paga todas as minhas contas. Eu tenho uma boa pensão, tenho o pró-labore, fruto do meu trabalho, da moinha empresa. E eu acredito que, se ele comprou, ele tinha de onde tirar.
Fantástico – Você acha que ele não tem nenhuma fonte ilícita de rendimento?
Andressa – Não acredito. 
Sintonia Fina