Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O PT LUTA OU NÃO LUTA PELOS PRESOS DO MENSALÃO ? A pressão das ruas pode chegar ao Congresso do partido

O que a direção do PT tem contra ?

Conversa Afiada reproduz e-mail de amiga navegante que prefere não se identificar:


Caro Paulo Henrique,

nesse email escrevo enquanto militante solidária ao movimento que apóia os presos do PT em decorrência da AP 470.   

Muita gente desconhece que está acontecendo um movimento crescente de solidariedade aos presos políticos do PT. Escrevo enquanto militante solidária a esse movimento. 

Há um grupo de jovens e antigos militantes que montou um acampamento ao lado do STF, em solidariedade aos petistas presos em decorrência da AP 470. 

Eles criticam o curso do processo e as ilegalidades na execução da pena. Se autodenominam independentese suprapartidários. 

Eles têm uma página no FB: Movimento de Solidariedade aos Presos Políticos do PT. 

https://www.facebook.com/pages/Movimento-de-Solidariedade-aos-Presos-Políticos-do-PT/557380074343331?fref=ts

O acampamento esteve por duas semanas na entrada do presídio Papuda, praticamente desde o dia 15 de novembro, quando Genoíno, Delúbio e José Dirceu foram presos. Depois eles se mudaram para o gramado ao lado do STF. 

Hoje, o Raymundo Costa, Valor Econômico, publicou uma coluna sobre o acampamento. 

http://www.valor.com.br/politica/3367340/legado-do-mensalao-para-o-futuro-do-pt


LEGADO DO MENSALÃO PARA O FUTURO DO PT



Por Raymundo Costa

De amanhã até sábado, o PT realiza em Brasília seu 5º Congresso Nacional para discutir o “legado e futuro do projeto democrático popular” – o que fizeram os governos do partido nos últimos 11 anos e o que o PT reserva para depois das eleições de 2014. Cerca de 800 delegados são esperados para o encontro.

(…)


À exceção de Genoino, que cumpre prisão em casa, Dirceu e Delúbio estão na Papuda, presídio em frente ao qual até dias atrás estava armado um acampamento de militantes petistas solidários aos companheiros encarcerados. A barraca mudou de lugar, agora está ao lado do Supremo Tribunal Federal (STF), e os acantonados ameaçam subir até o centro de convenções onde se realizará o 5º Congresso Nacional.

O acampamento reúne partidários de José Dirceu e outros condenados na Ação Penal 470, mas também jovens militantes da base petista. Entre eles muitos que foram cobrados, pela direção nacional, por serem surpreendidos pelas manifestações de rua ocorridas no mês de junho. 

(…)


A ideia de organizar um acampamento em frente ao presídio da Papuda surgiu entre jovens que se reuniram em frente à Polícia Federal, no feriado de 15 de novembro, para recepcionar José Dirceu e José Genoino, que, na véspera, se apresentaram à Polícia Federal em São Paulo. Um grupo variado, integrado por militantes de núcleos de jovens do PT, setores da Central Única dos Trabalhadores e correligionários e amigos de José Dirceu, especialmente.

O grupo cresceu depois que organizou um jantar de solidariedade aos políticos presos, em Brasília. Na primeira semana, os parlamentares que foram visitar os três encarcerados – além de Genoino e Dirceu, o ex-tesoureiro Delúbio Soares também se entregara à PF – transformaram a tenda armada no local num ponto para receber jornalistas e conceder entrevistas de solidariedade aos prisioneiros do PT.

No acampamento surgiu a ideia de “mil cartas” aos companheiros presos – estima-se que 300 já foram remetidas. Pelo menos duas caravanas estaduais de militantes petistas aportaram em frente ao presídio da Papuda. 

(…)


Os jovens solidários aos petistas presos consideram “clandestina” a manifestação de solidariedade organizada para o 5º Congresso Nacional. Muito embora o deputado Rui Falcão tenha visitado os três na prisão, eles também consideram insatisfatória a posição assumida pelo PT. 

(…)


Até agora. Os jovens que veem “presos políticos” em Dirceu, Genoino e Delúbio não arredaram o pé e se mantêm sitiados nas imediações do Supremo Tribunal Federal.

(…)


A pressão do comando nacional petista sobre os “jovens solidários” começou à época em que o acampamento ainda estava em frente ao presídio da Papuda. Sem êxito, até agora. Os jovens petistas se organizam por meio das redes sociais e e-mails. Mas este talvez seja o único ponto em comum com os jovens que tomaram as ruas em junho último.

(…)

A VERDADE DE JOÃO PAULO ENCARA AS MENTIRAS DE JB

Homens ao mar! Chamem os tubarões

Homens ao mar no PSDB! Chamem os tubarões

O PSDB se prepara para jogar homens ao mar. Eduardo Azeredo e José Aníbal são sérios candidatos a serem expulsos. São considerados figuras difíceis de defender.


O PSDB encara 2014 com o otimismo de um Titanic frente a um iceberg. Seus dirigentes continuam dando declarações de que não irão afundar de maneira alguma. Mas a verdade é que sentem o frio percorrer a espinha. As más notícias das pesquisas de opinião sobre as eleições presidenciais são o de menos. Aquilo que realmente os apavora é o ataque sofrido ao que têm de mais caro, Minas Gerais e São Paulo, sua república particular do café com leite.

Em 2014, terão pela frente, de um lado, o julgamento do seu próprio mensalão, o original e que deu origem à série, no Supremo Tribunal Federal - STF. De outro, sofrerão as investigações da Polícia Federal sobre o trensalão paulista - denúncia de cartel, superfaturamento de obras públicas e pagamento de propina a dirigentes em altos postos de comando no governo paulista. Perto do propinoduto dos paulistas, o mensalão mineiro é brincadeira de criança.

Sabedores de que têm sérias avarias no casco, já existe um plano B. É simples, curto e grosso. Se houver pressão da opinião pública que aprofunde ainda mais a desmoralização que já vêm sofrendo, e se não conseguirem suficiente blindagem midiática e do Ministério Público, terão que sacrificar alguns de seus membros para serem devorados.

Vão, portanto, desovar em alto mar a carga que considerarem podre. Pretendem se livrar do peso morto e, ao invés de lançar botes e coletes salva-vidas, o plano dos comandantes é usar megafones para alertar os tubarões, dizendo: “olhem eles ali! Encham o estômago e nos deixem em paz”. Quanto mais forem fustigados, mais carne estarão dispostos a sacrificar.

Eduardo Azeredo e José Aníbal são sérios candidatos a serem expulsos. Ambos são considerados figuras isoladas e difíceis de se defender. São os primeiros da fila para andar na tábua. A coisa se complica quando se fala em Aloysio Nunes, que é muito ligado a José Serra e a Fernando Henrique. Mas há informações de que a Polícia Federal tem documentos suficientes para colocá-lo em péssimos lençóis.

A alta cúpula do tucanato sabe que houve corrupção em larga escala. O que não contava é que isso se tornasse tão evidente. Já se avalia que algumas provas do escândalo são incontestáveis e que haverá delatores suficientes para enrascar algumas de suas maiores lideranças até o pescoço, com crueza de detalhes.

Na fissura do salve-se quem puder, o PSDB quer evitar a estratégia adotada pelo PT. O PT assumiu que houve irregularidades, mas rechaçou peremptoriamente a prática de crimes. Se solidarizou com os acusados e atacou quem os condenou. Os tucanos que estão com os nomes jogados na lama serão abandonados – lama é apenas uma maneira de dizer, trata-se de algo bem pior.

O partido que ajudou a envenenar o poço agora vê que não pode reclamar de beber da água. A tentativa de se distinguir dos petistas será vendida como um ato de desprendimento em relação aos seus malfeitores. A questão, no entanto, não tem qualquer fidalguia.

A acusação mais grave que os petistas sofreram no STF foi a de atentar contra o Estado democrático e o funcionamento das instituições. Segundo o delator, Roberto Jefferson, o dinheiro amealhado teria sido distribuído a parlamentares de partidos para a compra de votos no Congresso - por isso o apelido de mensalão. E os tucanos? O que poderão dizer de um escândalo envolvendo a construção de um metrô que teve, como destino final, dinheiro guardado em contas bancárias na Suíça? Não é política. Tem cara, cheiro e cor de enriquecimento. Não é poder, é dinheiro. Não é mensalão. É propina.

Os petistas estão indignados e querem seus dirigentes de volta. A condenação de José Dirceu, Genoíno e Delúbio uniu até quem passou a vida fazendo oposição a eles dentro do PT. Os tucanos estão divididos e querem defenestrar aqueles que foram pegos com a mão na massa, pelo menos seus operadores, porque já sabem que deles não podem esperar qualquer reciprocidade partidária.

O PT trata seus três mosqueteiros como heróis - o quarto, João Paulo Cunha, está a caminho. O PSDB está fazendo sua lista de párias para publicá-la a qualquer momento.

Realmente, são duas coisas completamente diferentes. Enquanto o PT cospe fogo, o PSDB se prepara para engolir espadas.


(*) Antonio Lassance é doutor em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB).

Dalmo Dallari e Paulo Moreira Leite falam sobre mensalão ao programa Contraponto (You Tube)


O programa Contraponto de dezembro foi ao ar ao vivo às 19 horas e 30 minutos de segunda-feira, 9 de dezembro de 2013 e apresentou entrevista com o jurista Dalmo Dallari e o com jornalista Paulo Moreira Leite sobre julgamento do mensalão.
Agora está no ar a versão no You Tube. Se você não conseguiu assistir à entrevista ao vivo, agora pode conferi-la na íntegra.
O áudio me parece um pouco baixo. Então, se possível, recomendo assistir em um computador convencional com caixas de som e não em notebook ou celular. Já avisei à equipe do programa para tentar resolver o problema.
Abaixo, o Contraponto de Dezembro. As entrevistas foram ótimas. Comento que Dalmo Dallari me convenceu que a vida começa aos 80, tal sua lucidez e vivacidade no trato das importantes questões que discutimos. Vale a pena ver.
Grato por sua audiência.
Abaixo, o vídeo.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Como era o apartheid…nos EUA

Autor: Fernando Brito
apartheideua
As imagens aí de cima não são da África do Sul, nos tempos do apartheid.
São também do início dos anos 60, quando Mandela já estava preso por sua luta contra o racismo, mas foram tiradas nos Estados Unidos.
É algo que não está sendo devidamente lembrado nestes momentos de reflexão sobre a morte de Nelson Mandela.
O apartheid, nos EUA, tinha outro nome: Leis Jim Crow.
Elas vigiram por mais de 100 anos, entre a abolição da escravatura, em 1860, e 1965, quando foram revogadas nos estados onde remanesciam, por força da decisão da Suprema Corte.
Elas impediam o acesso à escola, ao transporte, aos ambientes públicos e até aos banheiros de pessoas negras em igualdade de condições com os brancos.
1965, repare. Não tem sequer 50 anos.
Até pouco antes, outra lei informal, a de Lynch – origem da palavra linchamento – era aplicada quase que sem punições a negros acusados de qualquer crime, por espancamento ou por enforcamento.
Isso não lembra nada a vocês, não, não é mesmo?
A memória do poder e da mídia são deliberadamente fracas.
Essa discriminação odiosa – que pode estar abolida nas leis, mas permanece no pensamento de parte significativa da elite americana – nunca impediu a imprensa brasileira de aformar que os EUA eram “o país mais democrático do mundo”.
Aqui, em nosso país, não faz 30 anos que a Lei Caó tornou o racismo crime inafiançável.
O que não impede que seja praticado toda hora no Brasil.
Apagar o ódio, como fez Mandela, não é o mesmo que apagar a memória.

A aposta na democracia contra o caos

São Paulo elegeu neste domingo 1.125 representantes para governar a cidade com Haddad, o maior conselho popular da história brasileira.

por: Saul Leblon 


Prefeitura de São Paulo













A cidade de São Paulo elegeu neste domingo o maior conselho popular da história brasileira. Com pouco espaço na imprensa e uma divulgação despolitizada de parte da própria prefeitura,  ele representa, paradoxalmente, talvez a resposta mais arrojada ao anseio de participação ecoado nas ruas de junho.

São Paulo reúne 32 sub-prefeituras.

A partir de 25 de janeiro - quando os conselheiros eleitos tomam posse - elas terão um organismo local de fiscalização, consulta e proposição reclamado há décadas como antídoto ao caos logístico e social na maior metrópole brasileira e uma das maiores do mudo.

Com um representante para cada 10 mil habitantes,  a cidade disporá  então de 1.125 vozes a falar por ela com conhecimento de causa e legitimidade.

É a aposta na democracia contra o caos. Se vingar, fará história e não apenas em São Paulo.

Embora a área de ação de cada conselheiro esteja circunscrita ao perímetro do bairro, nada impede que a Prefeitura institua fóruns regionais ou mesmo municipais, compostos por representações proporcionais destes conselhos, para debater e planejar grandes ações de interesse de toda a cidadania.

Na verdade, dada a natureza sistêmica dos grandes problemas urbanos de uma metrópole como São Paulo, essa progressão democrática é quase inevitável.

O recente reajuste do IPTU, que inflamou o espírito separatista de uma parcela da cidade  cujo horizonte comunitário começa e termina na garagem do prédio, por certo teria outro respaldo político fosse ele previamente discutido e sancionado por um fórum de representações proporcionais  ao mosaico paulistano.

O debate sobre o novo Plano Diretor de São Paulo, fomentado pela gestão Haddad, certamente teria uma densidade e  um discernimento diferenciados, se  estruturado  a partir dos conselhos municipais.

O grande risco é subestimar essa oportunidade democrática abastardando-a como um  simulacro do que deveria ser.

O que deveria ser passa pelas grandes questões que desafiam a democracia e o planejamento da sociedade em nosso tempo.

Marx disse que o ‘o capital nasce escorrendo sangue e lama por todos os poros  da cabeça aos pés’.

A imagem se aplica literalmente  à descrição do processo contínuo de valorização e exclusão  em uma cidade com o tamanho e o calibre dos interesses entranhados nos 1.500 km2  de São Paulo.

A ideia de que esse açougue possa ser administrado pelo livre curso dos interesses graúdos  que o dominam é o que de mais próximo se pode conceber  em termos de barbárie urbana.

É disso, do direito ao livre curso dos mercados sobre a cidade, que falam as entrelinhas das críticas despejada contra a gestão Haddad por parte da emissão conservadora.

Critica-se o prefeito pelos seus acertos.

A intrínseca barbárie apregoada na fuzilaria contra o IPTU progressivo, e contra o Plano Diretor  que coíbe o vale-tudo imobiliário,  deriva da mesma cepa que na esfera nacional ecoa o bombardeio  contra  o  ‘intervencionismo da Dilma’.

Os elevados custos humanos e materiais da internalização da crise mundial no sistema econômica brasileiro nunca são projetados  quando se trata de fuzilar  ‘a gastança’ das medidas federais  tomadas para evitá-los.

Providências equivalentes, em termos de vida urbana, deveriam ter sido adotadas em metrópoles fortemente conectadas aos humores globais, como é o caso de São Paulo.

O Minha Casa, Minha Vida, no entanto, lançado como medida  contracíclica no plano federal, teve na São Paulo dirigida pelo comodato Kassab/serrista, um dos seus piores desempenhos. O mesmo se pode dizer  no que diz respeito  à adesão  ao Brasil Sem Miséria.
 
É forçoso arguir se até mesmo prefeitos progressistas iriam além do fatalismo ortodoxo, desprovidos de um contrapeso democrático  que os conectasse diretamente ao metabolismo nervoso da cidade.

São Paulo não precisa de uma crise mundial para revelar as camadas majoritárias de sua  gente expostas a um cotidiano de abandono  e privação.

Num  espaço por excelência de exercício da cidadania,  a igualdade perante a lei aqui significa muito pouco à imensa maioria dos paulistanos desprovidos do poder econômico  que lhes dê acesso aos gabinetes onde a cidade é decidida.

A cidadania que se exerce assim, esporadicamente,  no comparecimento às urnas descarnado de outras instâncias de participação, revela-se um poder meramente formal  diante do bloco granítico no qual se fundem  a política e o dinheiro.

O gradiente dos direitos civis na metrópole é diretamente proporcional à quilometragem que separa bairros elegantes dos arruamentos suburbanos.

Ninguém escapa do inferno pelas mãos do  diabo.

O que se disputa no Brasil hoje – enevoado pela vaporosa endogamia  de togas e mídia--  é se o passo seguinte da história aqui será determinado pelos  impulsos cegos dos mercados ou pelo planejamento democrático dos cidadãos.

A  importância do conselho  eleito neste domingo em São Paulo deve ser avaliada dentro dessa disjuntiva

Com algum otimismo, até mais além dela.

A história ensina que a passagem de uma época para outra requer não apenas condições objetivas, mas rupturas de engajamento social que  reúnam a  energia da força e do consentimento para desbravar  novos caminhos.

O novo caminho no caso de São Paulo significa tornar  a democracia  na gestão da cidade  indissociável dos que dela sempre foram excluídos.

A gestão Haddad  tem um pedaço disso nas mãos a partir de agora. Cabe não desperdiçar  a colheita embutida na semente.

A ver.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Até a mídia conhece a Veja e não acredita nela…


 Autor: Fernando Brito
tuminhali2A revista Veja tem um mérito.
Ninguém se engana com ela.
Nem a sofrível imprensa brasileira, sempre ávida por um escândalo que envolva Lula ou Dilma.
Este final de semana ela publica uma longa matéria sobre o que chama de “livro-bomba” do delegado Romeu Tuma Júnior, filho do falecido delegado, também, Romeu Tuma.
Tuma descreve o que seria uma “fábrica de dossiês” no Ministério da Justiça do governo Lula, no qual foi, por composição política, secretário.
A revista o apresenta como um herói e até o episódio em que o chinês Li Kwok Kwen, o Paulo Li, foi preso pela Polícia Federal por contrabando, ação na qual foram gravados telefonemas comprometedores seus àquele que seria um dos chefes da “máfia chinesa”, que traficava mercadorias e pessoas.
E assim, en passant.
Os jornais não deram muita bola à matéria da Veja, que repercutiu mais nos seus próprios blogs: Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes e Ricardo Setti.
Por curiosidade, ao ver Tuma, que saiu escorraçado do Governo, ser tratado como herói, fui ver, pela tag do seu blog, o que falava antes sobre ele. Um trechinho:
Se Tuma Jr. tivesse sido flagrado apenas a debater a compra de traquitanas eletrônicas justamente com um contrabandista de traquitanas eletrônicas, a coisa já não cheiraria bem. Mas há mais do que isso: visivelmente, os dois — leia post com trecho de reportagem do Estadão — se mostram muito interessados na regularização de vistos dos chineses no Brasil. E-mails indicam que a estrutura do próprio ministério foi contaminada por essa relação muito especial.
Você é amigo do contrabandista Paulo Li? Não é!
Eu sou amigo do contrabandista Paulo Li? Não sou!
Tuma Jr. é amigo do contrabandista Paulo Li? É!
De nós três, quem é que não poderia ser, no que concerne à política de estado, amigo do contrabandista Paulo Li? Ora, Tuma Jr!!! Afinal, leitor, eu e você não temos a obrigação funcional de combater Paulo Li. Tuma Jr. tem. Em vez disso, franqueou-lhe as salas do poder. Apresentava-se como assessor do delegado.
E não é que Tio Rei tem razão? Achei a imagem do cartão de visitas fajuto de Paulo Li, se apresentando como assessor do Secretário Nacional do MJ. Só isso já daria cana por falsa qualidade. Mas Li foi assessor, sim, de Tuma. Antes, na Assembleia paulista.
Mas quando este tipo resolve se apresentar com um livro cheio de acusações ao Governo, a Lula e a Gilberto Carvalho, sem nenhuma prova que não o que diz que é sua memória e o “testemunho” post-mortem de seu pai – leia aqui o ótimo artigo de Paulo Nogueira, noDiário do Centro do Mundo, sobre o assunto – a revista encampa sua história sem mais nem menos.
Uma armação tão evidente que a única coisa concreta em que vai resultar é em processos muito justos de indenização a todos aqueles que o delegado Tuminha calunia. A começar pelo que Gilberto Carvalho já está preparando para ajuizar.
O ministro deveria acionar também a Veja. E usar o Reinaldo Azevedo como testemunha de