Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

terça-feira, 8 de abril de 2014

GLEISI AO 247: “QUE MEDIDAS IMPOPULARES ELES PROPÕEM?”

Lula a blogueiros: “não sou candidato” Nunca Dantes abordou temas como mensalão, Joaquim Barbosa, economia, eleições e Petrobras.



Lula: falta o Brasil ir para a ofensiva !

O presidente Lula concedeu trepidante entrevista para blogueiros na manhã esta terça-feira, dia 8 de Abril.

O Conversa Afiada transmitiu todo o evento ao vivo e destaca algumas afirmações importantes do Nunca Dantes (a reprodução não é literal):

Eleições 2014


- Não sou candidato !;

- Eu tinha convicção de provar que eu tinha mais condição do que a elite. Por isso cheguei à Presidência;

- Os meus palpites podem até ajudar a gente a ganhar as eleições, eu não nasci para abaixar a cabeça;

- Eu já fiz a minha parte. E ajudarei sempre que preciso;

- A Dilma tem lado ! Ela é a pessoa ideal para o cargo;

- Dilma foi grande de afrontar Obama e a espionagem. E temos que fazer o Brasil independente nas telecomunicações;


Petrobras


- Petrobras tem que partir para o ataque !;

- Espero que o PT tenha aprendido com a CPI do mensalão;

- Cadê o Blog da Petrobras, tão útil em 2009 ?;

- Em breve, votaremos no presidente da Petrobras, e ele indicará o presidente da República, tão grande a importância da Petrobras;

- O Obama deixou a frase famosa, mas nós é que falávamos antes: “nós podemos”, em relação ao pré-sal;

- A Petrobras não pode ser medida só pela Bolsa. E sim pela tecnologia, pela quantidade de petróleo que tem no pré-sal. Tem que ter dimensão do tamanho e do patrimônio da Petrobras;

- Combinei com o Franklin de fazer um discurso de apologia ao consumo. Isso faria a economia girar. E foi o que aconteceu, a classe B e C consumiram mais que a classe A. Inclusive no Nordeste;

- Recomendei não criarem dívidas maiores que o orçamento. Porque isso eu aprendi com a Dona Lindú (mãe do Lula). E o povo atendeu, e comprou geladeira, fogão …;

- Numa escada de 16 degraus, subimos 6;

- Havia um complexo de vira-latas. Tínhamos uma elite complexada. E nunca houve tanto orgulho quanto nos últimos 11 anos;

- Quantas vezes fomos criticados por programas como o Luz Para Todos? As críticas vinham de quem já tinha luz. E aí o povo comprou microondas, TV… até para ver a imprensa falar mal de mim;


Mensalão, Joaquim Barbosa e José Dirceu


- A história do mensalão será recontada nesse país. E, se eu puder, vou ajudar;

- Não quero julgar ninguém de forma precipitada. Tem que deixar a poeira baixar e começar a recontar a história. O tempo se encarregará de colocar as coisas nos eixos;

- Eu tenho curiosidade: como uma investigação de R$ 3 mil nos Correios terminou no mensalão ?;

- Não me arrependo de indicar o Barbosa. Porque indiquei antes de ter mensalão. Queria um advogado negro na Suprema Corte brasileira. E de todos os currículos que recebi, o do Barbosa era o melhor;

- O mensalão foi o mais forte processo político neste país, em que a mídia teve papel importante antes de cada sessão. O massacre era apoteótico. Nunca vi nada igual;

- Já em Minas, ninguém falou nada. Foram dois pesos e duas medidas;

- José Dirceu sofre abuso no exercício do poder e da lei;

- O erro do PT é que devia ter feito a luta política por 7 anos. Pensamos juridicamente numa ação que estava sendo pensada politicamente;

- Quem sabe um de vocês, blogueiros sujos, vá recontar essa história desde o começo;

- Tem gente fala demais na Suprema Corte. Não é para ficar falando o que farão. Alguns inclusive mentiram;

- A teoria do Domínio do Fato foi um achado extraordinário. Não tem que provar nada. Tem que desconfiar e isso já basta;


Manifestações


- As manifestações são importantes;

- Jovens não têm informação. Não tem debate nas faculdades/escolas, noticiário só tem na internet (com ressalvas, pois há muito conteúdo despolitizante). Por isso, precisamos falar mais com o povo;

- É normal que os jovens queiram mais. Os jovens do ProUni, FIES e todos os programas sociais, querem mais coisas. E isso é bom;

- As pessoas reclamam da vida porque não conhecem a história. Nós temos que contar a história;


Ley de Medios


- Temos que ser agressivos na Comunicação. E nós perdemos tempo precioso por não falar da lei de regulamentação da mídia, mesmo com o Marco Regulatório já ter sido um progresso;

- Busquem vocês, blogueiros, a neutralidade da mídia;

- Não falei com a Dilma sobre a lei das comunicações para evitar interferir no Governo dela. Mas eu acho que o partido deveria fazer esse debate;


Copa do Mundo e Olimpíadas


- Sou casado há 40 anos, perdi eleições e nunca vi a Marisa chorar. No dia da apresentação das Olimpíadas em Copenhagen ela me ligou chorando. O Pelé estava lá e chorou. Todo mundo chorou. Para chegar aqui e virar uma derrota?

- A Copa do Mundo é mais do que futebol. É trazer o mundo esportivo para cá, os maiores atletas do mundo;

- O que fica para o futuro? Nós vamos discutir, criar alternativas. Mas jogar fora é falta de auto-estima. A Copa do Mundo é boa para o Brasil;

- Tomara que a gente ganhe essa Copa. Se a final for Brasil x Argentina, Brasil x Espanha, será maravilhoso;

- Não é por quê falta uma coisa que eu não posso fazer outra. A falta de infraestrutura no Brasil é crônica;

- Podemos reclamar da Copa do Mundo, fazer protesto, levantar bandeiras. Faz parte do processo e é benéfico. Este é o momento;


PiG (*)


- Jornalista americano que disse que eu bebia nunca me pagou uma cerveja;

- E quem queria que alguém dissesse isso era a Folha, que nunca teve coragem de dizer;

- Não é o Brasil que está sem humor, até os programas de humor não têm mais humor;

- O problema é que nós estamos sendo conduzidos por uma massa feroz de informações deformadas;

- Se a imprensa batesse no Governo, estava tudo bem. (Aliás, o Diretor deveria colocar a cara para admitir isso em seus editoriais). E um pouco mais de seriedade nas demais áreas;

- Deveríamos ter mais direito de resposta;

- Fico assustado com a postura da mídia;

- Lembram de como foi o Bial foi agressivo comigo? Eu poderia revidar, mas resolvi mostrar que a educação vem de berço. E foi por isso que as pessoas gostaram da entrevista;

- A sonegação de imposto de alguns é 10 vezes maior que o mensalão;

- A meninada não tem obrigação de saber o que eu fiz. E se ele for saber o que eu fiz pela imprensa, ele estará totalmente desinformado;

- A crítica da mídia sobre os blogueiros sujos deve ser encarada com orgulho;

- O que incomoda a mídia é que eu estou vivo;

- Guido Mantega tem que criar uma rede para saber todas as inverdades no ato, e a Dilma deve colocá-lo em rede;

- Combinei com a Marisa que não leria mais jornal, revista, nem veria televisão. Senão não conseguiria viver no Brasil. Fui para a rua conversar com o eleitor;

- O que nós queremos da mídia? Mais respeito. Eu acho que o que fazem com a Dilma é falta de respeito;

- Veja as manifestações. Enquanto achavam que o povo queria xingar o Governo, a mídia apoiou. Depois, quando o povo se voltou contra outras instituições da mídia, a opinião deles mudou em relação aos protestos;


Política


- Precisamos fazer uma Reforma Política;

- Sou totalmente a favor de uma Constituinte exclusiva para isso;

- O Congresso é o reflexo do que é a sociedade brasileira;

- Precisamos dar seriedade aos partidos políticos, que têm tempo de televisão e usam isso;

- A Reforma Política é a única solução para resolver os problemas da política;

- O único partido nacional do Brasil é o PT;

- O PMDB é o maior partido do país e tem diversas tribos estaduais, não tem uma linha nacional;

- O Michel Temer é vice-presidente e tem Estados em que o PMDB não votará nele;

- Melhorar os partidos políticos para recuperar a relação com os eleitores; partidos mais sérios farão políticos mais sérios;

- A internet não facilita a democracia. Você ouve muita gente. E muito desaforo. A interação era tanta que o cidadão achava que era ele que estava ali, governando;

- Eu amo a democracia, porque foi graças a ela que eu cheguei ao poder;


PT


- Talvez a culpa seja nossa, porque não partimos para a politização. Não fazemos mais como o PT fazia antigamente. O partido precisa estar na rua sempre, discutindo, informando, ouvindo;

- Governo eleito afunda o partido porque leva os melhores quadros;

- O partido não pode abrir mão de dizer o que ele pensa do país. Ele deixa de ser referência;

- O PT poderia ter crescido. Não tem ninguém com o padrão de sucesso que teve o PT no Governo. Poderia ser a grande referência na América Latina;

- O PT é muito criticado porque são milhões de pessoas. E é essa gente que nós temos que respeitar. Errar o menos possível;


Economia


- Qual país gera tanto emprego quanto o Brasil?;

- Brasil ficou mais civilizado;

- Quem paga o pato pela crise é o trabalhador;

- Crise jogou fora 68 milhões de empregos. O Brasil, por sua vez, criou 11 milhões;

- Brasil tem reservas para 18 meses de importação;

- Que país tem maior potencial petrolífero que o Brasil ?;

- Que país está construindo as três maiores hidrelétricas do mundo ?;

- Quem cresceu mais que o Brasil? A China. Talvez a Coreia;

- Falta o Brasil ir para a ofensiva. Quem gosta de nós, somos nós. Quem deve estar preocupado com o comércio brasileiro é o brasileiro, não os EUA, a Europa;

- Hoje nosso comércio com a América Latina é maior que com a Europa e com os EUA;

- Não é que a elite não queira perder. Eles não querem que os pobres façam o mesmo que eles. Mas eu acho ótima a ascensão social;

- Quantas pessoas conhecem o Farmácia Popular ?;


Saúde


- O ‘Mais Médicos’ mostra que só tem excesso de médico na Avenida Paulista. Na periferia faltava. E está provado !;

- O ‘Mais Médicos’ não resolve os problemas. Ele agrava. Porque quando a pessoa procura o primeiro médico, o passo seguinte é que procurar um especialista. E aí ainda faltam médicos;

- A solução é credenciar a rede médica e melhorar o pagamento do SUS ao médicos;

- O SUS é motivo de orgulho deste país;

- Só aparece coisa ruim da Saúde. Quando eu estava internado, só queriam saber se eu ia morrer. Mas tem muita coisa boa na Saúde também;

- Sem dinheiro, não tem como melhorar a Saúde;

- Por que acabaram com a CPMF? Com o objetivo de evitar uma maior fiscalização do Governo no processo de sonegação de impostos. E tiraram R$ 50 bilhões da Saúde por ano;


Educação


- Em 11 anos, fizemos mais pela Educação que em um século. Mas ainda tem que melhorar;

- Por isso sempre quisemos os royalties do petróleo para a Educação;

- As pessoas reclamam que tem muito carro na rua, que tem muita gente nos aeroportos e que os portos estão superados. Isso acontece porque o Governo deu oportunidade para o povo;

- Antes, engenheiro vendia coco na praia. Agora reclamam de falta de mão-de-obra qualificada;


Lula no Mundo:


- Ninguém te dá espaço na política. Você tem que ir atrás. E isso fez o Brasil virar o que virou;

- Eu era o único diferente no G-8. O único sem diploma, o único que veio do chão de fábrica;

- O Hugo Chávez gostava de fazer polêmica. Falei com o Maduro e disse para construir um equilíbrio para aproveitar todo o potencial, apresentar a ideia de que não haveria apagão, teria política de abastecimento. Mas o Maduro precisa ir para a rua o tempo todo para responder a oposição;

- O Capriles não radicalizar já é um avanço na política venezuelana. Torço para que eles acabem com a disputa interna e deixem Maduro governar;

- Graças a Deus no Brasil fomos e somos menos radicais. Nunca me xingaram, e se xingavam, faziam baixinho;

- Se eu pudesse, teria derrubado o Mubarack há muito tempo. Eu não gostava dele, ele não gostava de mim;

- As pessoas acham que pode criar democracia por decreto. Mas não pode. É um processo;

- Qual é o processo democrático no Iraque? E na Líbia? Os EUA agiram… e agora, quem comanda? Qual é a democracia?;

- O aparelho de espionagem dos EUA é tão forte que eu acho que nem o Obama tem dimensão dessa força. Afinal, não seria aberto para um cidadão que ficará no poder por  4 anos;

- Dilma foi grande de afrontar Obama e a espionagem. E temos que fazer o Brasil independente nas telecomunicações;


Rio de Janeiro


- Demos atenção especial ao Rio de Janeiro, até pelas perdas históricas, como a troca da Capital para Brasília;

- Lindberg Farias é um bom candidato para o Rio de Janeiro. Vai crescer e pode ganhar. Espero uma campanha civilizada entre ele e o Pezão;

- Nunca antes na história desse país houve tanto dinheiro federal no Complexo do Alemão e no Rio de Janeiro em geral. Meu sonho era fazer cada favela virar um bairro;


Internet e blogueiros


- Continuo otimista. Não se sintam (blogueiros) inferiores quando vocês são criticados pela forma que vocês pensam. A internet presta um serviço inestimável. É uma forma das pessoas interagirem e do país continuar democrático.
Em tempo: Saiu no site do Instituto Lula:


NOTA À IMPRENSA




São Paulo, 8 de abril de 2014,

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu uma entrevista coletiva ao vivo pela internet nesta terça-feira (8), na qual falou, entre outros assuntos sobre a Petrobras. Na capa de seus sites, a Folha de S.Paulo e O Globo alteraram a declaração do ex-presidente sobre o assunto, atribuindo ao ex-presidente algo que ele não disse: “Para Lula, PT ‘tem de ir pra cima’ para impedir a criação da CPI da Petrobras”, no caso da Folha e, no Globo, “Lula pede reação de seu partido contra instalação da CPI: ‘O PT tem que ir para cima’”.


Segue o trecho do áudio com o trecho da fala de Lula sobre a Petrobras e Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). Ouça e verifique o que Lula realmente disse na entrevista.





(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Eles não podem deixar o Lula falar É por isso que o FHC morre de ódio




A entrevista desta terça-feira do Presidente Lula aos blogueiros sujos é a prova provada de que o PiG (*) não pode deixar o homem falar.

Foi a mais importante entrevista que Lula deu, como ex-presidente.

Defendeu a Ley de Medios e lembrou que cabe ao PT assumir a liderança dessa luta.

Condenou o julgamento do mensalão e reconheceu que Dirceu foi vitima dele.

Que não se arrepende de ter indicado Barbosa – era o melhor currículo de um negro.

Foram três horas e meia de entrevista.

Uma entrevista histórica, que pode ser assistida por todo brasileiro.

Nenhum político brasileiro se comunica melhor com o povo.

Nenhum político brasileiro domina melhor a técnica de enxertar números em argumentos – de forma convincente.

Ele é um mestre na arte de “pôr um rosto atrás de cada número”.

“Se você explica uma vez e o cara não entende, o cara é burro. Se você  explica duas vezes e o cara não entende, o cara é burro. Se você explica três vezes e o cara não entende, o burro é você”, disse ele.

Numa pergunta do Fernando Brito, do imperdível Tijolaço Lula deu uma Aula Magna à Dilma e à Graça – sem citá-las – sobre como defender a Petrobras.

E deu um tiro no peito dos tucanos, Urubólogos, economistas de bancos e todos aqueles  “socialistas” do Dudu que querem a CPI da Petrobras: o que eles não engolem é o regime de partilha.

Eles queriam entregar !

Sobre Pasadena, a melhor resposta foi a que Gabrielli deu ao Conversa Afiada.

Mas, elas tem que ir a toda inauguração de plataforma, de poço, de centro de pesquisas – de qualquer conquista, novidade, para reforçar a importância da Petrobras.

Como disse o Fernando Brito: botar a Petrobras debaixo do braço.

E – atenção !!!, Palácio do Planalto – não agir precipitadamente.

Como disse o Lula: um dia o presidente da Petrobras vai escolher o Presidente do Brasil.

(Se o Fernando Henrique botou lá o Reichstul  e o Francisco Gros por isso, deu com os burros n’água…)

Sobre o Dudu Campriles, o Lula só faltou dizer que “apressadinho come cru”.

Lula contou em detalhes como venceu a crise do gás com o Evo Morales e disse: um metalúrgico do ABC jamais brigaria com um índio.

A resposta do Mandela ao Clinton, que pediu a ele para não ir a uma reunião com o Lula,  Arafat e o Kadafi, em Trípoli: eu sei quem me ajudou quando eu estava na cadeia !

No que deu o Iraque ?

A Líbia, depois da intervenção americana ?

Quem sabia que o Lula pensava assim ?

Que o Lula, logo depois de eleito, aguentou uma arenga do George Bush sobre o Iraque, Saddam Hussein e Bin laden.

Quando chegou a vez de o Lula falar, ele disse: olha, Bush, o Brasil está a 5 mil km do Iraque.

O Bin Laden nunca me fez mal.

O que faz mal aos brasileiros é a fome.

Com quem mais o Lula pode falar, assim, além dos blogueiros ?

Quem manda o PT ser o único partido trabalhista que não enfrentou a Globo ?

Já imaginaram uma rede de televisão – aberta ou fechada – que fizesse um programa semanal, no horário nobre ou no pós-nobre, com o título “Palavra do Nunca Dantes ”?

E deixava o jornal nacional, cuja audiência afunda como a P-36, botar no ar o Fernando Henrique toda noite.

Ou o Cerra para falar do Cambio.

Nos bons tempos do Dr Roberto, era proibido deixar o som da voz do Lula “subir” num telejornal (sic) da Globo.

O brasileiro só descobriu que ele falava Português e, não, Javanês, no horário eleitoral.

Agora, e pior ainda.

Nem voz nem cara.

É preciso calar o homem.

Só ele diz na cara do Otavinho que o New York Times publicou o que ele, Otavinho, mais queria: dizer que o Lula era um bêbado.

E o Otavinho pôde dar a manchete na Folha, com a mentira do New Times.

E o cara do New York Times nunca pagou uma cerveja ao Lula, ele reclamou …

Só o Lula tem a coragem de dizer que o mal do Príncipe da Privataria é o complexo de vira-latas.

O Ministro da Educação do Fernando Henrique – que Deus o tenha, Paulo Renato – proibiu o Brasil de fazer escola técnica.

O Lula fez 214 novas escolas federais.

O Lula fez 14 universidades e o Príncipe dos Sociólogos, NENHUMA !!!

Como disse o Lula na abertura da entrevista, sem citá-lo: o Fernando Henrique prefere não fazer os sucessores para poder falar mal dos governantes (trabalhistas).

Porque, como se sabe, o Fernando Henrique quer que o Cerra, o Alckmin e o Aécio se explodam – assim como o Brasil.

O Fernando Henrique – que não existe, pois passou a ser um espécime da zoologia fantástica do Borges e só sobrevive no PiG (*) – só está interessado nele.

E quando vê o Lula falar, com essa credibilidade, esse magnetismo, se morde de ódio.

De inveja !

Não podem deixar o Lula abrir a boca !


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Datafolha, mostra Dilma mais sólida

Arrocho trabalhista espanhol inclui medidas acalentadas pelo conservadorismo brasileiro: ela barateia demissão sem justa causa; limita a indenização a 24 salários e estende facilidades de dispensa ao setor público.
Reforma trabalhista na Espanha completa dois anos: renda das famílias cai 25% no período
Estudo do FMI projeta que modelo espanhol de arrocho trabalhista gera ganhos depois de cinco anos, na forma de 0,5% de aumento do PIB.
Manifestantes pró-Rússia ocupam sede governo em Donetsk, na Ucrânia, e convocam referendo para decidir adesão à Moscou.
datafolhaespontanea
Um leitor me chamou a atenção e fui buscar os resultados da pesquisa espontânea do Datafolha.
E o resultado, embora não tenha contradições com o  da pesquisa estimulada, apresenta um quadro de significativa consolidação dos votos em Dilma Rousseff.
A menção espontânea de voto em Dilma fica em 20%, dentro da margem de erro em relação às pesquisas de novembro e de fevereiro, onde marcou 22%.
O segundo lugar tem um tríplice empate, entre Lula, Aécio e Marina Silva, com 3%, ficando Eduardo Campos logo a seguir, com  2%.
Nenhum deles se move, também, ou o faz dentro da margem de erro estatística.
Olhando o gráfico a nítida impressão que se tem – sempre com as necessárias reservas diante destas pesquisas – é a de que que os eleitores que declaravam voto em Dilma estão à espera de algo para se definirem.
Talvez que a Presidenta volte a exibir a autoridade que sempre teve e dando menos bola a essa cantilena de que o “excessivo intervencionismo estatal” é a fonte dos problemas de seu governo.
Pode ser, até, que aqui e ali seja necessário deixar as forças de mercado se ajustarem.
Mas esta não é a regra – porque só se ajustam com mais ganhos – nem é esse o desejo da população, que está pagando com o bolso os efeitos de um clima de pessimismo econômico irreal.
O número de eleitores ainda não decididos é alto para o que seria de esperar a essa altura: 52%
E não estão olhando para Aécio ou Eduardo Campos.
Estão olhando para Dilma.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Lula não precisa ser candidato

A Folha reteve por 24 horas o dado capaz de relativizar esmagadoramente a queda de seis pontos nas intenções de votos na presidenta Dilma.

por: Saul Leblon 
Arquivo












Por que o Datafolha não inclui em suas enquetes algumas  perguntas destinadas a decifrar o modelo de desenvolvimento intrínseco à aspiração mudancista majoritária na sociedade brasileira, segundo o próprio Instituo?

Por que o Datafolha não pergunta claramente a esse clamor se ele  inclui em seu escopo de mudanças um retorno às prioridades e políticas vigentes  quando o país era governado pelo PSDB, com a agenda que o dispositivo midiático tenta restaurar com o lubrificante do alarmismo noticioso?

Não se trata de introduzir proselitismo nos questionários de sondagem. É mais transparente  do que parece. E de pertinência jornalística tão óbvia que até espanta que ainda não tenha sido feito.

Por exemplo, por que o Datafolha não promove uma simulação que incluiria Fernando Henrique Cardoso e Lula  como candidatos teóricos e assim avalia as preferências entre os modelos e ênfases de desenvolvimento que eles historicamente encarnam?

Por que  o Datafolha não pergunta claramente ao leitor se prefere a Petrobras  --e o pré-sal, que é disso que se trata, sejamos honestos--  em mãos brasileiras ou fatiada e privatizada?

Por que o Datafolha não investiga quais políticas e decisões estão associadas à preferência pelo petista que há 12 anos está sob  bombardeio ininterrupto da mídia e, ainda assim, conserva 52% das intenções de voto num país seviciado pelo monopólio midiático?

Por que o jornal que é dono da pesquisa  –em mais de um sentido--  não explicita em suas análises  as relações (ostensivas) entre a resistência heroica do recall desfrutado por Lula; o desejo majoritário de mudança na sociedade  e o vexaminoso arrastar dos pés-de-chumbo do conservadorismo, Aécio e Campos?

Por que a Folha reteve por 24 horas o dado capaz de relativizar esmagadoramente o impacto da queda de seis pontos que teria marcado as intenções de votos na presidenta Dilma –mas que ainda assim vence com folga (38%)  seus dois principais oponentes juntos (26% de Aécio e Campos)?

O dado em questão não é singelo.

Só divulgado nesta noite de domingo –sem espaço na manchete e sequer registro na primeira página do diário dos Frias!-- ele tem caibre para dissolver em partículas quânticas tudo  o que foi dito no final de semana sobre a  derrocada do governo  na eleição para 2014.

 Qual seja, a  opinião de Lula -- colheu o Datafolha--  é uma referência positiva de impacto avassalador sobre as urnas de outubro: seu  peso ordena e  hierarquiza  a definição de voto de nada menos que 60% do eleitorado brasileiro.

Seis em cada dez eleitores tem em Lula uma baliza do que farão na cabine eleitoral.

Segundo o Datafolha,  37% deles votariam com certeza em um candidato indicado pelo petista; e 23% talvez referendassem essa mesma  indicação.

Note-se que os estragos que isso deixa pelo caminho não são triviais e de registro adiável.

Se divulgados junto com a pesquisa das intenções de voto, esmagariam, repita-se, o esforço do tipo ‘vamos lá, pessoal’, que os comodoros do conservadorismo tentaram injetar na esquadra de velas esfarrapadas de Campos e Neves.

Vejamos: ao contrário do que acontece com o cabo eleitoral de Dilma,   41% dos eleitores rejeitariam esfericamente um nome apoiado por Marina Silva –Eduardo Campos encontra-se nessa alça de mira contagiosa, ou não?

Já a rejeição a um candidato apoiado por FC é de magníficos  57%.

Colosso. Sim, quase 2/3 do eleitorado, proporção só três pontos inferior à influência exercida por Lula, foge como o diabo da cruz da benção dada pelo ex-presidente tucano a um candidato; apenas 23% cogitariam sufragar um nome apoiado por ele.

Esse, o empolgante futuro reservado ao presidenciável Aécio Neves, ou será que a partir de agora ele imitará seus antecessores de dificuldades e esconderá o personagem que o imaginário brasileiro identifica ao saldo deixado pelo PSDB na economia e na política do país?

O fato é que a  virada anti-petista, ou anti-governista, ou ainda anti-dilmista  que o dispositivo midiático tenta vender –e o fez com notável sofreguidão  neste final de semana, guarda constrangedoramente pouca aderência com a realidade.

Exceto se tomarmos por realidade as redações da emissão conservadora, a zona sul do Rio ou o perímetro compreendido entre os bairros de Higienópolis, Morumbi e Vila Olímpia, em São Paulo,  a disputa é uma pouco mais difícil.

Não significa edulcorar os desafios e gargalos reais enfrentados pelo país.

Mas na esmagadora superfície habitada por 60% da população brasileira o jogo pesado da eleição de 2014 envolve outras referências que não apenas a crispação do noticiário anti-petista em torno desses problemas.

Por certo envolve entender quem é quem e o que propõe cada projeto em disputa na dura transição de ciclo econômico em curso  – e nessa luta ideológica pela conquista  e o esclarecimento de corações e mentes, o governo Dilma e o PT estão em débito com a sociedade.

Sobretudo, o que os dados mais recentes indicam é que a verdadeira disputa de projetos precisa de mais luz e mais desassombro por parte dos alvos midiáticos.

Os institutos de pesquisas, a exemplo do Datafolha,  em grande medida avaliam o alcance do seu eco quase solitário.

Bombardeia-se a Petrobras para em seguida mensurar o estrago que os obuses causaram na resistência adversária. Idem, com o tomate,  a standard & Poor’s, etc., etc., etc.

Ao largo das manchete do Brasil aos cacos, porém,  seis em cada dez brasileiros aguardam o que tem a dizer aqueles que se tornaram uma referencia confiável pelo que fizeram para a construção da democracia social nos últimos anos.

É aí que Lula entra. E o PT deve cuidar para que entre não apenas rememorando o passado, do qual já é uma síntese histórica.

Mas que coloque essa credibilidade a serviço de uma indispensável repactuação política do futuro, contra o roteiro conservador do caos que lubrifica a rendição ao mercadismo.

Dizer que Dilma perdeu seis pontos e retardar a divulgação do que fariam  60% dos eleitores diante de um apelo de Lula, é uma evidência do temor que essa agenda e esse cabo eleitoral causam no palanque de patas moles que a mídia, sofregamente, carrega nas costas.   

Medidas impopulares ou antipopulares?


doisnamao

A nota publicada abaixo pelo Miguel do Rosário, com a informação de Merval Pereira, fonte nada desprezível – nada desprezível quando se trata de saber o que se passa na mente do conservadorismo, bem entendido – , de que Eduardo Campos também teria a pretensão de convocar Armínio Fraga para o comando da economia está, evidentemente, ligada a outra, que Paulo Moreira Leite aborda, de maneira ferina, em artigo que publica em sua coluna da Istoé.
O que são medidas impopulares no Brasil?
Paralisar o Estado, arrochar servidores e trabalhadores desqualificados, deixar milhões sem saúde, dar a estes uma escola educação que alfabetiza mal-e-mal, sucatear as empresas públicas, endividar o país com juros monstruosos, entregar nossas riquezas nunca foram, do ponto de vista da propaganda, atos impopulares.
Ao contrário, sempre receberam o apoio das elites, de sua máquina de comunicação e da parcela da classe média que ela consegue arrastar consigo.
Fazer o contrário, sim, é que merecia suas críticas – sempre com a ajuda de uns pseudo-esquerdistas – como “populismo”.
Era o “gigantismo” do Estado, os marajás (ainda que a maioria seja fosse de barnabés), a demagogia do “Mais Médicos”´(porque não basta ter um médico, tem de ter um tomógrafo computadorizado em Santana do Aperibé de Cima), escolas faraônicas como o Cieps, empreguismo estatizante, perda de atração aos capitais e xenofobia econômica…
Então, se não são essas, quais são as medidas impopulares que, agitando este soturno “homem da meia-noite” que é Fraga, prometem os dois candidatos de uma oposição, porque Neves e Campos não as faces bífidas de um mesmo retrocesso conservador?
Prometem genericamente, porque mais não dizem nem lhes é perguntado, por uma imprensa que associa a mais completa cumplicidade à mais rematada idiotia econômica, que não consegue ver os controles e a estabilidade macroeconômicas como meios de um processo de desenvolvimento, mas como fins em si mesmos, para que a lauta refeição dada aos capitais os amanse e apascente.
Tudo se resume, como em todo jogo econômico, num processo de transferência de riqueza.
O que se tira dos salários, acresce-se ao lucro; o que se tira do Estado – do burocrático, do assistencial ou do produtivo – transfere-se ao capital (e no Brasil, ao capital financeiro, quase que exclusivamente). Tirando os ganhos de eficiência, que podem ser razoavelmente distribuídos em aumento de produção e – em muito menor escala – redução de preços, a regra é essa.
É por isso que Paulo Moreira Leite faz as perguntas pertinentes sobre o que são “medidas impopulares”.
Seriam menores reajustes do salário-mínimo – e dos demais, em cascata? Redução dos direitos e garantias trabalhistas, abono, seguro-desemprego, para melhorar a saúde das empresas?
Cortes nos gastos sociais, inclusive o Bolsa-Família? Ou nos financiamentos e investimentos em habitação? Ou em infra-estrutura, tudo para melhorar os superávits fiscais e alocar mais dinheiro na conta de juros mais elevados?
A “salvação” da Petrobras, essa certamente virá pelo “alívio” que lhe darão, desobrigando-a deste pesado sacrifício que é ter de endividar-se  para investir pesado, pesadíssimo – e aqui nós nunca nos refugiamos num bem-intencionado primarismo de dizer que ela poderia fazer tudo sozinha – nas imensas jazidas do pré-sal.
Não será isso, então o que seria?
Não senão instados a dizer pela imprensa e pela “política”, basta que se refugiem no “fim do populismo” e nos “choques de gestão” genéricos.
É um dever de honestidade para com o nosso povo aclarar isso.
Revelar que não é uma questão de que um governante se disponha a “ficar bem” ou a “ficar mal na fita”, mas para em qual direção vai se deslocar este país, para frente ou para trás.
E discutir se o inferno que nos apontam como logo adiante não está, na verdade, no que ficou para trás e quer voltar, como Fraga, o centurião do capital.

domingo, 6 de abril de 2014

Quando Lula começar a falar, nem pesquisa manipulada resolverá


A tão esperada pesquisa Datafolha chegou morna. Ao longo da semana passada, a especulação de que Dilma perderia terreno na disputa eleitoral, de que seus adversários avançariam e de que a presidente também perderia aprovação à sua forma de governar fez com que os resultados reais da sondagem soassem menos ruins para o petismo do que se imaginava.
Surpreendentemente, a queda de 6 pontos nas intenções de voto em Dilma não se fez acompanhar de melhora de quase nenhum dos adversários da presidente à exceção de Marina Silva, que subiu quatro pontos percentuais em relação a fevereiro. Marina, vale dizer, não deve sair candidata como cabeça de chapa.
Mas, antes de nos debruçarmos sobre os resultados da pesquisa, vale refletir sobre as desconfianças que gerou.
Uma boa amostra da boataria que cercou o trabalho de campo da pesquisa reside em matéria da mais recente edição dominical da Folha de São Paulo. Em meio aos resultados do Datafolha publicados na edição de hoje daquele jornal, um “esclarecimento” sobre a metodologia desse instituto de pesquisa chama atenção pelo que tem de inusitado.
O título da matéria da Folha é “Instituto não alterou critérios da pesquisa”. Nela, o jornal nega que tenha feito uma saraivada de perguntas negativas para o governo Dilma antes de perguntar em quem o entrevistado iria votar, e informa que “(…) Nos últimos dias, alguns blogs e sites, como o ‘Brasil 247’, acusaram o Datafolha de alterar esse procedimento (…)”.
De fato, o questionário do Datafolha registrado na Justiça Eleitoral mostra que, caso as suas 47 perguntas tiverem sido feitas na ordem em que foram dispostas, os entrevistados começaram a ser bombardeados com más notícias (que atingem diretamente o governo federal) só após dizerem em quem pretendiam votar.
Contudo, o que induziu a suspeita de que a ordem das perguntas pode ter sido invertida foram justamente essas dezenas de perguntas que submetem os entrevistados a uma sensação de que o país está afundando e que desqualificam qualquer outro resultado que não seja sobre intenções de voto ou avaliação do governo.
A 14ª pergunta do Datafolha é a primeira em que os pesquisadores desse instituto começam a induzir nos pesquisados uma sensação que pode tê-los levado a responder com grande desânimo a todas as questões subjacentes à intenção de voto. É perguntado se o entrevistado tem orgulho ou vergonha de ser brasileiro.
Até o momento em que escrevo (manhã de domingo), não se sabe quantos brasileiros – ou se algum brasileiro – têm “vergonha” de sua nacionalidade. Mas que motivo relevante poderia haver para algum cidadão de um país que conseguiu tantas vitórias ao longo dos últimos anos – tais como redução da pobreza, geração de empregos como nenhum outro país deste porte, melhora dos salários etc. – se envergonhar desse país?
Essa questão coloca na mente do pesquisado uma possibilidade que não tem razão de existir. O brasileiro pode até achar que as coisas não estão assim tão boas, mas daí a sentir vergonha do Brasil vai uma distância muito grande. Este país não cometeu nenhum crime, não praticou genocídio, não invadiu países pobres e matou mulheres e crianças para roubar petróleo…
Mas o questionário do Datafolha continua perguntando. Agora, quer saber do entrevistado se aconteceram com ele coisas que acontecem com todos desde sempre e em qualquer país do mundo:
“Você notou aumento de preços no supermercado?”
“Você foi assaltado, roubado ou agredido?”
“Algum parente ou amigo seu foi assassinado?”
“Você tomou conhecimento da polêmica envolvendo a compra de uma refinaria nos Estados Unidos pela Petrobras em 2008?”
“A refinaria nos Estados Unidos foi comprada pela Petrobras por um valor acima do preço para beneficiar as pessoas envolvidas no negócio?”
Ufa! É uma rajada de metralhadora. Gozado que escândalos envolvendo os adversários de Dilma não foram considerados importantes, não é mesmo?
Eis, aí, boas razões para suspeita. Poderíamos, de boa-fé, acreditar na matéria supracitada da Folha que nega inversão da ordem das perguntas caso o conjunto da obra do questionário do instituto de pesquisa controlado por esse jornal não revelasse uma preocupação escancarada em submeter os entrevistados a um clima de desânimo com o país em que vivem.
Trocando a desconfiança em miúdos: quem garante que não houve inversão na ordem das perguntas pelos pesquisadores do Datafolha? Só se as entrevistas fossem gravadas é que se poderia ter certeza – e, apesar de a tecnologia permitir que isso seja feito com facilidade, não é feito.
Não que não possa estar havendo um certo desânimo da sociedade diante de um noticiário massacrante que literalmente anulou as boas notícias que vêm surgindo sobre crescimento econômico ou aumento considerável da oferta de empregos ou aumento do valor dos salários. Apesar de a realidade contrariar o noticiário, a mídia parece ter tido sucesso ao vender a tese de que as pessoas vão perder seus empregos, vão ganhar menos e a inflação irá aumentar.
O problema desse “ativo” oposicionista é uma coisinha chamada tempo. Será que, apesar de o desemprego não aumentar ou os salários caírem, a mídia vai conseguir manter as pessoas acreditando que a piora só virá no ano que vem? Será que, cedo ou tarde, as pessoas não vão se dar conta de que falam, falam, mas tudo continua caminhando?
Neste momento, pode-se dizer que só a oposição fala – através da mídia. O discurso hegemônico no noticiário é o que diz que o país está em ruínas e que as conquistas todas em termos de qualidade de vida, alcançadas na década passada, estão sendo perdidas. Daí o desejo majoritário, expresso pela pesquisa, de que Lula volte a governar.
O ex-presidente tem inacreditáveis 52% das intenções de voto ante 54% na pesquisa de fevereiro. Ou seja, a “queda” de intenções de voto dele ficou dentro da margem de erro da pesquisa (2 pontos para mais ou menos), de modo que pode não ter caído.
Mas o principal é que os 52% de Lula aliados a respostas dos entrevistados que julgam o ex-presidente, de longe, o mais capacitado para operar mudanças nos rumos do governo, fazem dele um eleitor excepcional e que, pelo lado do apoio que dará a Dilma, constrói o potencial de crescimento governista que se contrapõe ao potencial oposicionista.
Estranhamente – mas nem tanto –, a Folha interpreta que os oposicionistas, sobretudo Eduardo Campos, têm muito espaço para crescer. O pessebista, por exemplo, é desconhecido de grande parte do eleitorado (40%).
Contudo, a análise da Folha não leva em conta o fator Lula, preferindo resumir sua posição na pesquisa a uma “queda” de 2 pontos em intenções de voto que pode não ter existido por ter ficado na margem de erro. Mas o que é o fator Lula?
Antes que alguém se anime com a possibilidade de Lula disputar a sucessão de Dilma ou de integrar sua chapa como candidato a vice, duvido muito que isso ocorra. Só ocorreria se houvesse uma situação catastrófica para Dilma. E, talvez, nem assim…
Se Lula passasse a campanha eleitoral explicando que não há motivos para crer que o Brasil irá piorar e nem assim conseguisse convencer o eleitorado, candidatar-se no lugar de Dilma não evitaria a derrota pois ficaria claro que o ex-presidente teria perdido a confiança do eleitorado.
Claro que Eduardo Campos e Aécio Neves devem ganhar terreno à medida que forem ficando mais conhecidos. Contudo, é óbvio que o governo que hoje se auto amordaçou – pois não contesta o pessimismo galopante do noticiário, não faz campanha para explicar a Copa do Mundo, enfim, não reage – começará a ser defendido durante a campanha.
Atualmente, como Dilma e seu governo não reagem ao noticiário, a única versão que se tem sobre a situação do país é a da mídia, ou seja, a versão de que o Brasil está afundando. Porém, em breve uma outra voz de peso – que nem a mídia pode ignorar – começará a ser ouvida nos quatro cantos do país. A voz de Lula.
A intenção de fazer uma pesquisa manipulada a esta altura do campeonato decorre do fato de que estudos científicos mostram que pesquisas de intenção de voto influem fortemente na decisão eleitoral da sociedade. Muita gente se anima com este ou aquele lado conforme a balança pender para um ou para outro. Por isso, fraudar pesquisas é crime.
Não se esqueçam!
De qualquer modo, Lula vai entrar em campo, sim. Vai começar a questionar as más notícias, vai começar a lembrar as conquistas que o país logrou, vai começar a pedir que o eleitor se lembre de como governou o PSDB e vai começar a lembrar que Eduardo Campos lucrou muito eleitoralmente graças ao PT e agora usa esse lucro em uma traição.
E a voz de Lula não é qualquer voz. Mesmo que não convença a todos, convencerá a muitos que hoje só ouvem a mídia dizer como tudo está indo mal sem que, em contrapartida, quem governa diga que não é bem assim e que esse pessimismo tem viés político-eleitoral.
Com efeito, o que a pesquisa Datafolha divulgada no sábado mostra mesmo para quem acredita piamente nela é que Dilma precisa parar de cair e crescer um pouco, mas também mostra que os seus adversários precisam começar a subir e precisam crescer muito para chegar ao segundo turno. E que os dois lados têm por onde crescer.
Aliás, é sobre o segundo turno que pairam talvez as maiores suspeitas. O Datafolha perguntou em quem os seus entrevistados votariam numa segunda etapa. Contrapôs Dilma a Aécio e a Campos. Contudo, esse resultado foi ocultado da pesquisa divulgada no domingo. Talvez por não se coadunar com a teoria de que a “queda” de Dilma seja realmente relevante.

Petrobras sob ataque em sua hora mais decisiva

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Instalada no centro da arena eleitoral, companhia vive momento de alta na produção de petróleo; extração no pré-sal bateu recorde na semana passada, com 387 mil barris/dia; especulação na bolsa devolve mais de R$ 20 bilhões em valor de mercado à companhia; plano de investimentos para 2014 vai injetar R$ 94,6 bilhões; números ficam encobertos sob fogo cerrado da oposição, que tem na CPI mista no Congresso uma arma de desgaste de longo prazo para o governo e a direção da estatal; entre ataque e defesa, Petrobras vive seu teste de fogo

6 de Abril de 2014 às 15:54

247 – Debaixo de todas as atenções do governo, da oposição e de seus centenas de milhares de investidores de todos os tamanhos, a Petrobras enfrenta no momento um teste de fogo em que sua maior conquista corre o risco de ficar ofuscada. Na gestão do pré-sal, pedra de toque da administração da presidente Graça Foster, os recordes de extração de petróleo estão sendo batidos um a um. Na semana passada, chegou-se a 387 mil barris de óleo retirados na quinta-feira 3, a maior marca desde o início da exploração.
Em razão de movimentos especulativos atrelados a pesquisa eleitorais de ocasião, as ações da estatal experimentam um movimento de alta nos últimos vinte pregões. Pelos motivos inversos, mas com um resultado de não deixa de mostrar a força da companhia, a mercado devolveu à estatal mais de R$ 20 bilhões do valor que havia subtraído. Ficou claro que, além da questão eleitoral, o potencial de recuperação rápida da maior empresa brasileira no mercado financeiro continua alto.
Mesmo assim, a empresa está diante de um teste de fogo. Todas as atenções da oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff se voltam para a instalação da CPI da Petrobras, o que pode ocorrer no próximo dia 15. As investigações, que inicialmente devem se concentrar na compra, pela estatal, da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, em 2006, prometem se arrastar até as portas da eleição presidencial – e também ultrapassar o mês de outubro.
Os presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) já acertaram entre si que não haverá trégua ao governo, com as próximas semanas a serem dedicadas a bater duro nos negócios da empresa, especialmente contratos de instalação e compra de refinarias. O líder tucano Aloysio Nunes Ferreira já é personagem de destaque na implantação dessa estratégia.
Para o campo do governo, uma boa notícia começou a surgir com o esvaziamento de provas que iriam ser apresentadas pelo ex-diretor da estatal Nestor Cerveró. Ele foi o autor do relatório ao Conselho de Administração para a compra da refinaria americana.  Ao mesmo tempo as críticas feitas ao relatório, inicialmente, pela presidente Dilma foram corroboradas pelos demais integrantes do conselho de administração do período. No Senado, a ex-ministra Gleisi Hoffmann tem-se empenhado por uma defesa cerrada da estatal e contra-ataques a cada movimento da oposição.
Em definitivo, a estatal está instalada no centro da arena eleitoral. Não há previsão de quando deverá sair desta posição incômoda. Enquanto perdurar, a Petrobras terá de se acomodar à situação de frequentar as notícias tanto das páginas da política quanto as da economia. O desafio será fazer prevalecer os bons resultados da gestão sobre os ataques que serão disparados.

Perguntinhas ao Datafalha e ao Globope Sr. Editor-Chefe: essa pesquisa é para fazer a cabeça do eleitor ?


O NCPP – National Council on Public Polls -, dos Estados Unidos, preparou em 2004 um questionário com perguntas que um jornalista (sério) deve fazer sobre os resultados de pesquisas eleitorais.

Como se sabe, o Conversa Afiada não leva essas pesquisas do Datafalha e do Globope a sério.

Por motivos muito simples.

Porque são da Folha (*) e do sistema Globo.

Dois agentes do Golpe do PiG (**) e do envenenamento  de governantes trabalhistas.

O Datafalha e o Globope erram mais do que o Cala a Boca, Galvão !

O outro motivo para desconfiar dos dois institutos é que eles têm no Brasil um peso político deliberadamente exagerado.

São instrumentos da Big House.

Para minar a credibilidade e a legitimidade dos governantes (trabalhistas).

É uma forma de substituir o voto.

Faz parte desse arsenal da Big House para suprimir a vontade popular: como o Supremo, a Globo Overseas, o parlamentarismo do Padim Pade Cerra e diária reencarnaçao do Principe da Privataria , que, como se sabe, não existe na vida real: é um espécime de zoologia fantástico do Borges (ou será do Kafka) ?

O Datafalha e o Globo fazem parte de cadeia de elos que constroem o Golpe: os jornais impressos (com circulação cada vez menor) pautam a Globo (com audiência cada vez menor), que pauta o Congresso (com representatividade cada vez menor).

O Congresso pauta a Folha, que pauta a Globo que pauta o Congresso …

Nessa sequência de elos cada vez mais frágeis, os instrumentos passam a ser estrategicamente vitais.

É assim ou o PSDB se torna um PFL !

E vai ter que subir ao palanque do Dudu, como fez o Inocêncio de Oliveira – http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/160086-em-pe-apoio-a-campos-une-velhas-raposas-da-politica.shtml, que esteve ao lado do Jarbas Vasconcelos, quando Dudu passou cargo ao vice, João Lyra.

(Já imaginaram se o Padilha, o Pimentel e a Dilma vencem ? O PSDB fica do tamanho da humildade do FHC.)

Dito isso, convém lembrar que, nos estados Unidos, as pesquisas eleitorais numa campanha presidencial chegam, muitas vezes, a CEM !

Há, até, pesquisas das pesquisas: aquelas que ponderam e avaliam o resultado das CEM.

E, em nenhum lugar do mundo, pesquisa é manchete de jornal, como na Folha da Província de São Paulo.

(Como dizia o Brizola ao Fernando Lyra, seu vice em 1989: não adianta fazer campanha, Fernando. Eu não ganho do Ibope e da Globo juntos.)

Às perguntas que a CPP sugere:

- quem fez a pesquisa ?

- quem pagou ?

- quantas pessoas foram entrevistadas ?

- foram foram selecionadas ?

- em que área – geográfica – ou grupo – professores, advogados, trabalhadores, Democratas, Republicanos, evangélicos, católicos, ricos, pobres – essas pessoas foram selecionadas ?;

- os resultados foram baseados em TODAS as respostas das pessoas selecionadas ?

- quem deveria ter sido entrevistado e não foi ?

- quando a pesquisa foi feita ?

- como a entrevista foi conduzida ?

- o que dizem as pesquisas na internet ?

- qual é a margem de erro ?

- quem vem na frente ?

- que outros fatores podem desvirtuar os resultados da pesquisa (a audiência da Globo, que “repercute” a pesquisa do Datafalha, por exemplo … – PHA)?

- que perguntas foram feitas ?

- e as pesquisas de perguntas já prontas ?

- o que dizem as outras pesquisas sobre esse mesmo tópico ? Dão resultados diferentes ? Se diferentes, por que ?

- e as pesquisas de boca de urna ?

- que informação faltou na reportagem sobre a pesquisa;

- está bem, fiz todas as perguntas e as respostas parecem razoáveis. Mesmo assim, deveria publicar o resultado ?

Sim, porque mesmo que a pesquisa seja muito bem feita, diz o NCPP, com uma amostra bem selecionada, pesquisas pré-eleitorais não significam que a eleição está resolvida. As coisas mudam e, muitas vezes dramaticamente – e, por isso, os candidatos continuam em campanha.

Pesquisas pré-eleitorais – e de boca de urna – erram !

(O Globo e a Datafalha são especialistas na matéria – PHA)


Se o Brasil fosse uma Democracia e se o jornalismo não fosse a miséria que é, os editores da Folha e do Globo se perguntariam também:
SE PUBLICAR ESSA PESQUISA EU VOU INFLUENCIAR A DECISÃO DO ELEITOR ?
ESSA PESQUISA É UM ATO DE CAMPANHA ELEITORAL ?
Mas, como se sabe, o Brasil não é uma Democracia e o jornalismo é o que é.
Se a resposta for “sim” a essas duas perguntas, aí mesmo é que eles divulgam.
Clique aqui para ler “Lula e Dilma ganham no primeiro turno”.

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista. 
 
 

Dilma e Lula
seriam eleitos no 1º. turnoOu a Bláblárina apunhala o Dudu pelas costas ou a Dilma vence no 1o. turno

  


Saiu o Datafalha que não tem nenhuma novidade.

(Mas que rendeu muito dinheiro a quem leu o “Infomoney“)

Mostra que a Dilma continua a ser vítima também do que Jango chamava de “envevenamento” : a ação devastadora do PiG (*).

Segundo os pesquisólogos da Folha – espécime da mesma familia dos Urubólogos, bagrólogos e “economistas de bancos” do Periodo Mezosóico – a queda verificada na avaliaçao do Governo – cinco pontos – se deve ao “pessimismo” e à sensaçao de que a inflação vai disparar (embora e inflação não seja o problema mais grave, segundo os entrevistados, mas a Saúde, e há dez anos – no período Lulilma – ela esteja dentro da meta).

Como se sabe, o “envenanemento” patrocinado pela Editoria o Brasil é uma m…”, do Gilberto Freire com “i” (**) tem exatamente esses dois temas na pauta de prioridades, 24 horas por dia, do Mau Dia Brasil ao jornal da globo, do William Traaack, o que inclui as suaves apresentadoras da GloboNews, entrincheiradas no Entre Caspas.

(A campanha para transformar a “Saúde” pública do Brasil num inferno parecido com o BBB tem a função, também, de atingir o Padilha, em São Paulo.

Já imaginou se a Dilma, o Padilha e o Pimentel vencem a eleição, com o Haddad já na Prefeitura ? O PSDB fica do tamanho do PFL…)

Esse “mau humor” já tinha aparecido no Globope anterior .

(Clique aqui para ler “as perguntas que os americanos fazem quando recebem uma pesquisa eleitoral”)

Se, de fato, indicar uma tendência, percebe-se:

1) o Dudu e o Aécio nao chegam lá;

2) ou a Bláblárina apunhala o Dudu pelas costas, ou a Dilma se elege no primeiro turno;

3) não adianta bufar, porque, como disse esse Conversa Afiada, quando a S&Poor’s diminuiu a nota do Brasil – e não deu em nada – daqui até outubro, a guerra será sangrenta, tem que ouvir o Delfim e o Paul Krugman é um idiota.

4) por que ? Porque o PT foi único partido trabalhista que não enfrentou a Globo. Agora, vire-se;

5) alguém tem que ter a coragem – e não deve ser o Mercadante – de dizer umas verdades à Presidenta ! Por exemplo, o Brasil não elege Gerente. Quem manda responder a “reportagem” do Estadão ?;

(Clique aqui para ver as “13 Mentiras sobre o Governo Dilma”)

6) se der tudo errado, tem o Lula … Quá, quá, quá !

Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Ali Kamel, o mais poderoso diretor de jornalismo da história da Globo (o ansioso blogueiro trabalhou com os outros três), deu-se de antropólogo e sociólogo com o livro “Não somos racistas”, onde propõe que o Brasil não tem maioria negra. Por isso, aqui, é conhecido como o Gilberto Freire com “ï”. Conta-se que, um dia, D. Madalena, em Apipucos, admoestou o Mestre: Gilberto, essa carta está há muito tempo em cima da tua mesa e você não abre. Não é para mim, Madalena, respondeu o Mestre, carinhosamente. É para um Gilberto Freire com “i”.

sábado, 5 de abril de 2014

DILMA CAI, MAS VENCE FÁCIL COM OPOSIÇÃO EMPACADA