Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

“Revoltados” exigiram do secretario de Segurança de SP que PM atacasse petistas

revoltados

Quando esta página afirma que há uma ditadura informal no Brasil, que colocou instituições do Estado a serviço de grupos contrários ao governo constitucional do país e ao partido da presidente da República, podem achar que é exagero. Contudo, o Blog obteve informações que mostram promiscuidade entre o governo de São Paulo e grupelhos políticos.
No último dia 17 de fevereiro, houve um grande tumulto diante do Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, onde o ex-presidente Lula iria depor em processo fraudulento contra si desencadeado por um promotor do Ministério Público paulista ligado ao PSDB – processo que, vale dizer, foi sustado pelo Conselho Nacional do Ministério Público devido aos vícios de origem.
O Blog esteve no local conferindo os acontecimentos e obteve informações de extrema relevância que mostrarão como o governo Geraldo Alckmin está usando instituições do Estado de São Paulo com finalidade política, para atacar adversários políticos e quem possa apoiá-los.
Grupos contrários e favoráveis ao ex-presidente Lula se posicionaram à porta do Fórum e, dali em diante, começou uma guerra de torcidas que elevou sobremaneira o nível de tensão no local.
Como os manifestantes favoráveis a Lula eram milhares e os contrários ao ex-presidente somavam, no máximo, 30 ou 40 pessoas, as Polícias Militar e Civil foram usadas pelo governo Geraldo Alckmin para suprir a falta de manifestantes anti Lula.
—– revoltados 2
A atitude dos policiais civis e militares era francamente hostil aos manifestantes pró Lula e solidária com os anti Lula. Os poucos manifestantes fascistas ficavam cochichando com os policiais e apontando manifestantes contrários.
Em resumo, a PM comandada pelo governo do PSDB agiu como segurança particular dos manifestantes antipetistas.
—– revoltados 3
A certa altura, policiais civis entraram em cena e começaram a fotografar e até a intimidar (de modo dissimulado) os manifestantes pró Lula.
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No fim da manhã de quarta-feira 17 de fevereiro, o clima começou a esquentar no local. Os manifestantes antipetistas decidiram inflar um boneco infamante que representa uma caricatura do ex-presidente Lula usando roupa de presidiário e essa intenção começou a incendiar a militância antipetistas, revoltada com o crime que estava começando a ser perpetrado.
Vale ressaltar que o boneco em questão constitui um crime contra a honra do ex-presidente Lula e, portanto, é ilegal. Esse instrumento de difamação está tipificado nos artigos 138, 139 e 140 do Código Penal:
Art. 138 – Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime:
Pena – detenção, de seis (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
§ 1º – Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga.
Art. 139 – Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação:
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa.
Art. 140 – Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:
Pena – detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.
Como o ex-presidente Lula jamais foi condenado criminalmente e, inclusive, nem mesmo responde a qualquer processo na Justiça, representá-lo como presidiário é um crime claro contra a sua honra.
Todo o quadro descrito acima combina com o relato de um militante petista que decidiu se infiltrar entre os fascistas para ver o que tanto eles conversavam com a polícia.
O militante em questão já saíra de casa preparado. Vestiu uma camisa e um boné com motivos militares para se misturar com os antipetistas, os quais, ao mesmo tempo em que pediam prisão de Lula, defendiam a volta da ditadura militar.
A fonte do Blog relata que um dos líderes daquele movimento de difamação do ex-presidente, um tal “Marcelo Reis”, de um grupo fascista auto intitulado “Revoltados On Line”, não parava de conversar com o comandante da Operação anti Lula da PM.
—– Revoltados 5
O informante deu um jeito de se aproximar e escutou a conversa. O comandante dizia ao tal Reis que já não podia garantir a a segurança do seu grupo porque o efetivo de que dispunha não era suficiente e que se o boneco de Lula fosse inflado haveria confronto e a PM não poderia ajudar, já que os petistas eram milhares e policiais e fascistas juntos não chegavam nem a cem, apesar de que os policiais dispunham de armas de fogo e outros instrumentos.
Reis ficou indignado. Chamou um homem alto, branco, usando óculos escuros e boné. Esse homem fez uma ligação e passou o telefone ao líder dos “revoltados”, que vociferou sua indignação com a pessoa do outro lado da linha.
Após uma breve conversa, Reis passa o telefone para o comandante da operação da PM. Quando o telefone foi passado de uma mão para outra, o informante do Blog tomou um susto. A foto no aparelho, que indicava para quem fora feita a chamada, era do Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Morais.
—– revoltados 6
A fonte do Blog informa que ouviu gritos da pessoa que conversava com o comandante da operação da PM de apoio aos “revoltados” – provavelmente, quem gritava com o comandante da PM era o secretário de Segurança de SP.
Terminada a chamada, o comandante reuniu a tropa, mandou colocar grades em torno do boneco criminoso e afiançou aos revoltados que lhes seria garantido o direito de cometerem crime contra a honra de Lula.
Contudo, devido à coragem da militância petista, que enfrentou as armas da PM, os cassetetes, o gás de pimenta etc., o bonego foi rasgado em cinco lugares diferentes e não pôde ser levantado.
Imagine agora, leitor, se o ministro da Justiça determinasse à Polícia Federal que protegesse manifestantes petistas que tentassem inflar um boneco de Aécio Neves vestido como presidiário por já ter sido citado cinco vezes por delatores da Lava Jato como recebedor de propina?
Essa imagem fictícia serve para que até o leitor de direita entenda por que o governo Alckmin usar instituições públicas como PM e a polícia civil para atacar adversários políticos é ilegal e, aliás, deveria resultar em uma investigação oficial do Ministério Público de São Paulo, caso este também não atuasse a serviço da quadrilha tucana encastelada no governo de São Paulo.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

EX-AMANTE REVELA O LADO FRANK UNDERWOOD DE FHC

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

LAERTE TROCA MANSÃO DA GLOBO POR 'TRIPLEX DE LULA'

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Lula está “acabado”, é? Pois 40% dos brasileiros dizem o contrário

lula capa
Coube a um editor da Folha de São Paulo refletir sobre o óbvio. E divulgar a reflexão: dizer que Lula está “acabado” ou “morto” politicamente é ridículo, para dizer o mínimo.
O nome do gajo é Fábio Zanini, editor do caderno “poder”. Ele parte da análise precipitada que fazem os antipetistas sobre queda da aprovação de Lula para lembrar que, mesmo tendo perdido aprovação, ele ainda é o político mais forte e resiliente do país.
Eis a análise burra que faz a direita demo-tucano-midiática, e que o editor em questão repisa no início de seu texto:
“Em menos de dois anos, a rejeição de Lula pulou de 17% para 47%, segundo o Datafolha. A parcela dos que o consideram o melhor presidente que o Brasil já caiu de 56% para 39%. Com 22% das intenções de voto, está nove pontos atrás de Aécio Neves (PSDB) na corrida para 2018“
Uau! Então Lula está acabado, não é?
A imagem no alto da página reproduz pesquisa recente do instituto Datafolha. Basta um olhar sobre ela para verificamos quão “acabado” está Lula.
Sim, em dois anos mudaram de ideia sobre Lula pouco mais de um quarto dos que o consideravam o melhor presidente que o país já teve.
Perguntinha: não é muito pouco, não, diante do bombardeio que ele sofreu nesse período?
Aliás, o gráfico é hilariante porque mostra que o grande falador que se arvora em acusador de Lula aparece na pesquisa em situação muito pouco abonadora.
Fernando Henrique Cardoso, aplaudido frequentemente em restaurantes de luxo de São Paulo, até melhorou um pouco sua avaliação como ex-presidente.
Era aprovado por 12% em 2010 e, em novembro do ano passado, foi considerado por 16% o melhor presidente que o país já teve.
Algum antipetista tucano arrisca uma explicação sobre por que FHC continua tão mal avaliado quase uma década e meia após ter deixado o poder?
Apesar da amnésia galopante que tomou esses setores fascistas da sociedade, o fato é que a grande maioria dos brasileiros ainda guarda na memória quanto pastou quando o PSDB estava no poder.
Ah, mas Aécio Neves está à frente de Lula nas pesquisas de intenção de voto para 2018.
Sim, é verdade. Porque ele perdeu pouco do eleitorado que sufragou seu nome na urna eletrônica em 2014.
Mas, espera aí, isso é bom? Como pode Aécio, protegido pela mídia e pela Justiça, ter perdido aprovação? Mas não é só…
Cerca de um terço do eleitorado pulou fora do PT, de Dilma e de Lula. Trata-se de um contingente variado, composto por esquerdistas enfurecidos com medidas “liberais” que Dilma tomou e por pessoas sem ideologia alguma e que se pautam só pelo bolso, de modo que havendo crise mudam de opção política automaticamente.
Mas a verdadeira base de Lula está na pesquisa sobre quem é o melhor presidente que o Brasil já teve. Esses 39%, em um processo eleitoral, convergiriam para seu nome. E a esse contingente juntar-se-ia o eleitorado de esquerda que, em um segundo turno, ficaria sem opção além de Lula, a menos que ele fosse para esse segundo turno com algum candidato à sua esquerda.
Mas haveria segundo turno, se a eleição presidencial fosse hoje? Seguramente que haveria. As pesquisas mostram isso. São vários candidatos fortes. Marina, sobretudo. Ninguém conseguirá vencer eleição em primeito turno, atualmente.
Nesse aspecto, o editor da Folha manda um recado ao antipetismo:
“Embora muito tentador, é um erro decretar neste momento a morte política do ex-presidente e enterrar suas chances na próxima eleição.
Lula já foi dado como acabado pelo menos três vezes em sua longa carreira política e sempre ressurgiu para surpreender seus críticos.
Em 1994, foi atropelado pelo Plano Real e teve sua derrota eleitoral mais doída.
Três anos depois, veio o primeiro escândalo sério a envolver seu nome: a denúncia de conluio entre prefeituras petistas e a Cpem, consultoria que na época foi associada ao nome de Roberto Teixeira, compadre de Lula.
Por fim, e mais importante, o mensalão, em 2005.
A resiliência do petista em cada uma dessas situações impressiona“
Na verdade, Lula nem precisa, de fato, ressurgir. Sua queda de popularidade em um momento em que só seus críticos e acusadores têm voz nem deve ser levada em conta. Só se poderia dizer que ele tem realmente alguma dificuldade maior se tivesse meios de se defender publicamente na TV, no Rádio, com espaço equitativo às acusações.
Ou seja, se Lula tivesse horário eleitoral para se defender ele poderia rebater tudo isso que estão atirando contra ele e, com a base eleitoral que conserva, seguramente conseguiria mais apoios.
O que o tal Zanini da Folha disse não é novidade nem mesmo para a direita demo-tucana, para o resto da mídia tucana ou para os grupos tucanos encastelados no Judiciário, no MP ou na PF. E é por isso que não param de fustigar Lula um único dia.
E, aliás, o resultado que estão obtendo não é lá grande coisa. Muita gente está se revoltando com a criminalização de Lula construída em cima de um barquinho a remo e de imóveis modestos emprestados por amigos.
Ah, mas eles vão prender Lula, dirão os tarados de extrema-direita. Vão nada, seus cretinos. Não vão prender Lula porque não há razão para tanto. Seria um desastre internacional. A Justiça brasileira se desmoralizaria para sempre se prendesse um líder político dessa envergadura sem provas cabais.
E onde estão essas provas, no barquinho de lata? Não sejam ridículos…

Saturnino, o business quer destruir o Lula É preciso destruir a figura maior do partido renitente: afastá-lo do próximo pleito

bessinha sergio fernando
O Conversa Afiada publica com imenso prazer artigo do sempre agudo e sereno  Senador Saturnino Braga:


O  ANO  BRASILEIRO

O ano brasileiro começa depois do carnaval, e quero falar do que estou sentindo nestes primeiros dias de 2016: calor, principalmente; afinal chegou o indefectível verão solar, de 40 graus, no Rio de Janeiro.

Além do calor, uma coisa bem brasileira: a abundância de curvas femininas exuberantes e coloridas em todas as imagens de mídia, e a lembrança clara que me vem da noite em que Brizola ofereceu ao senador Ted Kennedy um jantar no Palácio Laranjeiras; belo, saboroso, ameno, civilizado, ao fim do qual, concatenadamente, começou a se ouvir ao longe o batuque  de uma bateria que chegava. Todos se levantaram e se dirigiram ao pátio do Palácio, onde apontou, garbosa, a comissão de frente de uma escola de samba bem paramentada, e logo a bateria irresistível, o Senador começou a gingar alegre e desengonçado, no jeito de turista americano. Foi quando surgiram no fundo as morenas formosas, excitantes, generosas, sambando o bom  samba brasileiro. E uma descarga elétrica fez lembrar imediatamente ao Senador as raízes calvinistas do seu povo e o perigo de uma foto mal tirada, levando-o a um gesto pouco cortês, de avançar a mão subitamente em agradecimento e despedida, a um Brizola que custou a compreender e a corresponder, mal podendo acompanhar o convidado ilustre, que não se despediu de mais ninguém e se escafedeu pela lateral do Palácio, onde estava estacionado o seu carro.

Pois é este mesmo povo calvinista que está assustando o mundo do business, mostrando uma inesperada vontade de mudar, que parece impregnar os mais jovens entre a maioria branca, dando expressivas vitórias nas primeiras prévias ao candidato socialista Bernie Sanders, senador de Vermont. Esta é a primeira notícia destacada a comentar neste ano que se inicia no Brasil.

O business entretanto confia na sua força econômica e sabe que ao fim e ao cabo vencerá a guerra. O business é internacional, e sua presença é forte também em nosso País, a ponto de comandar toda a nossa grande mídia, como acontece em todo o continente sulamericano. Comanda também grande parte dos Poderes Legislativo e Judiciário, mas perdeu aqui, faz treze anos, o Poder Executivo, fato extraordinário, surpreendente, imprevisto, e completamente inaceitável. É preciso corrigir esta deformação grave e recuperá-lo a qualquer custo.

Quase o conseguiu na eleição de 2014, usando as informações que tinha da espionagem sobre a grande empresa brasileira de petróleo para desencadear uma demolidora campanha sobre ela, empresa, que explodiu no momento próprio, como um poderoso torpedo, sobre a candidatura da Presidenta que disputava a reeleição.

Perdeu mesmo assim, mas por pouco. Absolutamente inconformado com o resultado, lançou imediatamente a devastadora campanha do impeachment que paralisou o País e sua economia mas não conseguiu derrubar a Presidenta. Porfiou o ano inteiro de 2015, que findou sem o resultado pretendido, mas pelo menos o Brasil se enfraqueceu e a Petrobras quase naufragou, dois efeitos bem positivos para o business. Ademais, o partido impertinente rolou escada abaixo nos ibopes e a imagem da Presidenta definhou.

Não é suficiente entretanto: um novo ano se abre e é preciso continuar a luta, não desistir do impeachment, afundar mais a economia brasileira e ao menos garantir a vitória nas próximas eleições. É preciso destruir então a figura maior do partido renitente, seu líder principal: afastá-lo completamente do próximo pleito. Ele andou cogitando de comprar um apartamento triplex perto da praia e frequentou muito um belo sítio de amigos no interior do Estado; ademais, sua esposa comprou um barco de pescador e seu filho associou-se a empresários. Pronto, é por aí. Os profissionais da imprensa investigadora que caiam em campo a produzir os abalos necessários.

O business todavia, não obstante sua força, tem também seus pontos fracos; e o principal é subestimar sempre a inteligência popular.

O povo perdeu muito da confiança que tinha no seu partido depois do bombardeio longo e arrasador de toda a mídia. Mas ainda gosta do seu líder maior, e se incomoda de vê-lo tão perseguido, atacado por todos os lados. O povo também pensa, reflete, vê o outro líder adversário, que também foi Presidente, que fez tanto mal ao País vendendo patrimônio público a preço de banana, sempre sorridente nos jornais, como se gostasse de toda essa derrocada, morando num grande apartamento no bairro mais caro de São Paulo, possuindo fazenda  cheia de bois, sem que ninguém fale nada sobre isso. O povo olha desconfiado e pensa em silêncio. Mas o business não dá importância a este pensamento. O business entende mesmo é de mercado, de coisas que se compram e vendem. Eis.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Delator: Dimas Toledo disse que Aécio Neves embolsava um terço da propina de Furnas; dois terços eram para o PSDB paulista e nacional

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‘É um terço São Paulo, um terço nacional e um terço Aécio’, relata delator
postado em 03/02/2016 19:37
São Paulo, 03 – O empresário Fernando Moura, ligado ao PT, afirmou nesta quarta-feira, 3, que logo após a eleição presidencial de 2002, vencida por Lula, foi feita uma reunião para discutir as nomeações para cargos em diretorias de autarquias e empresas públicas estratégicas da administração.
Segundo ele, uma das diretorias era a de Furnas, apontada como cota do senador Aécio Neves (PSDB).
“Quando acabou a eleição de 2002, ganhamos a eleição, foi feita uma reunião para definição de mais ou menos umas cinco diretorias de estatais para poder ajudar a nível de campanha, posteriormente, o que seria interessante na nomeação das pessoas”, relatou Moura, em novo depoimento ao juiz federal Sérgio Moro.
Delator e réu confesso do esquema de propinas instalado na Petrobras, Fernando Moura teve que ficar outra vez frente a frente com o juiz da Lava Jato porque admitiu ter mentido anteriormente.
Em sua delação premiada, ele disse que Dirceu orientou-o a ‘fugir do País’, em 2005, quando estava no auge o escândalo do Mensalão.
Ouvido uma primeira vez por Sérgio Moro, ele disse que não recebeu a orientação do ex-ministro chefe da Casa Civil.
Diante de procuradores da República, na semana passada, disse que mentiu para o magistrado porque havia sofrido ‘ameaça velada’.
Nesta quarta, 3, recebeu uma chance para contar a verdade e não perder os benefícios da colaboração. “Foi conversado sobre Petrobras, Correios, Caixa Econômica Federal, Furnas, Banco do Brasil, essas diretorias”, declarou.
Segundo ele, os indicados para as diretorias deveriam ter 20 anos de casa, ‘tinha que ser funcionário da casa para poder receber essa indicação’. A reunião ocorreu novembro de 2002.
“Nessa relação foi indicado o nome do Renato Duque para a Petrobras, foi indicado o nome do sr. Eduardo Medeiros para os Correios. A princípio levei pro Zé (Dirceu) o nome do Dimas Toledo, que continuasse na diretoria de Furnas. Ele (Dirceu) usou até uma expressão comigo. ‘O Dimas não, porque se o Dimas entrar em Furnas até como porteiro vai mandar em Furnas, está lá há 4 anos, é uma indicação que sempre foi do Aécio’. Passado um mês e meio ele (Dirceu) me chamou e falou ‘qual a sua relação com Dimas Toledo?’ Eu falei, estive com ele três vezes, achei ele competente, cara profissional. O Zé me disse. “Porque esse foi o único cargo que o Aécio pediu pro Lula, então, você vai lá conversar com Dimas e diga que a gente vai apoiar a indicação dele.”
Fernando Moura disse que ‘foi conversar com o Dimas’.
“Na oportunidade, ele (Dimas) me colocou, da mesma forma que eu coloquei o caso da Petrobras, em Furnas era igual. Ele falou ‘vocês nem precisam aparecer aqui, vocês vão ficar é um terço São Paulo, um terço nacional e um terço Aécio.’”
PS do Viomundo: José Serra deve estar rindo à vontade; em São Paulo, Geraldo Alckmin detonado pelo merendão; em Minas, o cerco se fecha contra Aécio…
Leia também:

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

JN mente: Lula não teve opção que cooperados da Bancoop não tiveram

triplex

Na noite da última terça-feira (2/2), o Jornal Nacional voltou à carga contra o ex-presidente Lula com a historinha do “triplex” no Guarujá. E a “arma” que o telejornal usou desta vez revela que, ao contrário do que sua matéria tentou fazer parecer, não há nada de novo nesse caso, daí o uso de um “coringa” que há anos está sempre de plantão quando querem acusar o PT.
Antes de mostrar a “capivara” do pistoleiro usado pelo JN, porém, vale uma reflexão. A partir daqui, vou relatar, de forma bastante simples e didática, explicações que me foram passadas pelo Instituto Lula. É impressionante como é simples ver que está havendo uma grande armação.
Para começar a entender a enorme farsa que construíram contra Lula com a finalidade de desgastá-lo políticamente, basta refletir de forma isenta. Essa reflexão levaria qualquer um a se perguntar se é cabível imaginar que ele se corromperia a troco de um imóvel que poderia ter comprado à vista dando meia dúzia de palestras.
Aliás, o caso envolvendo o apartamento no Guarujá não tem pé nem cabeça. Lula não comprou “triplex” algum. Sua esposa pagou parcelas a uma cooperativa, a Bancoop, que iria construir um condomínio. Essas parcelas davam direito a um apartamento comum, de três dormitórios.
Em meados da década passada, essa cooperativa de bancários sofreu um desfalque de três diretores, que faleceram juntos em um acidente aéreo. Após a morte deles, a Bancoop descobriu o que haviam feito e tratou de se compor com os cooperados.
Fez um acordo com o Ministério Público para repassar a empreiteiras tradicionais as obras que não estava conseguindo terminar.
O que Lula tem que ver com isso? Nada. Aliás, ele é uma das vítimas de um empreendimento que fracassou por várias razões.
Um dos edifícios da Bancoop repassados à empreiteira OAS para que concluísse a obra é o Solaris, no Guarujá. Assim que passou o empreendimento à OAS, a Bancoop enviou carta aos cooperados do Residencial Mar Cantábrico – atual Edifício Solaris. Isso ocorreu no dia 11 de novembro de 2009.
A carta que o casal Lula também recebeu dizia que quem quisesse desistir do empreendimento deveria assinar o documento de desligamento até o dia 20 de novembro daquele ano indo à sede da Bancoop. Em seguida, de posse desse documento de desligamento, deveria comparecer ao escritório contratado pela OAS.
Dona Marisa, esposa de Lula, que é a pessoa que firmou contrato com a Bancoop, perdeu esse prazo, até por conta de que, à época, era mulher do presidente da República, levando uma vida de incontáveis viagens e compromissos pelo Brasil e pelo mundo.
A cota comprada por Marisa da Bancoop lhe dava direito ao apartamento 141 daquele empreendimento imobiliário, não ao “triplex”, de número 164-A. Nunca houve um único documento que comprovasse que a esposa de Lula iria comprar o apartamento de três pisos.
Em 2014, porém, o jornal O Globo descobriu que o presidente da empreiteira OAS convidou o casal Lula e Marisa para conhecerem a cobertura de três pisos que a empreiteira estava reformando.
Ora, trata-se de um dos homens públicos mais famosos do mundo, um ex-presidente da República. Por que estranhar que o presidente da empreiteira tenha atuado como “corretor” convidando uma personalidade como Lula para conhecer um imóvel mais caro e melhor em um empreendimento no qual essa personalidade já tinha uma participação ainda indefinida?
A reportagem do Jornal Nacional que você vai assistir a seguir recorre a um conhecido inimigo do PT que vem servindo de instrumento ao PSDB há anos. O recurso do telejornal da Globo a esse indivíduo revela que o PSDB orientou a reportagem que você assistirá abaixo.
Como se vê, o sujeito repisa a tese de que Lula e Marisa teriam sido beneficiados por terem mantido o direito de desistir da aquisição do imóvel mesmo tendo perdido o prazo para tanto, que foi em novembro de 2009.
A família do ex-presidente investiu R$ 179.650,80 na aquisição de uma cota da Bancoop. Em setembro de 2009, esse investimento, corrigido, era equivalente a R$ 209.119,73. Em valores de hoje, R$ 286.479,32.
É mentira do tal Marcos Sergio Migliaccio, o “coringa” do PSDB – como será demonstrado mais adiante -, que o casal Lula tenha sido beneficiado com uma “terceira opção”. Segundo o Instituto Lula, o fato de dona Marisa ter pedido o ressarcimento dos quase 300 mil reais (em valores atualizados) que pagou à Bancoop até 2009 não significa que a OAS vá lhe devolver o dinheiro.
Por que, leitor, a mídia, o PSDB e o Ministério Público de São Paulo (aquele que esquece em gavetas processos contra o governo tucano do Estado) usam o pistoleiro que o Blog vai lhe apresentar a seguir? Por falta do que dizer, pois nenhum desses entes tem uma mísera prova de que Lula tenha adquirido esse “triplex” ou mesmo que dona Marisa tenha sido beneficiada por uma “terceira opção” que não foi dada a outros cooperados da Bancoop.
Sabe por que, leitor? Porque a OAS nunca respondeu se aceitaria devolver o que dona Marisa pagou após ela perder o prazo para aderir ou desistir à mudança de titularidade do empreendimento do atual edifício Solaris.
É simples assim.
Esse processo do “triplex” no Garujá é formado de vento, de suposições, de ilações que jamais serão comprovadas. Daí o uso de Marcus Sergio Migliaccio, que nunca foi cooperado da Bancoop, apesar de a reportagem do JN dizer isso.
A cooperada é a mãe dele: Doroti Poli Massolini. A unidade da mãe fica no Edifício Cachoeira (Parque Mandaqui). Foi entregue em julho de 2003. Ela pagou todas as parcelas referentes ao valor estimado, mas nenhuma das referentes ao rateio de apuração final.
Por conta disso, a unidade dessa cooperada foi indicada para penhora por um juiz, para pagamento de ações trabalhistas.
Marcos Migliaccio é um antigo desafeto do PT. Isso porque foi alvo de um Inquérito Policial (158/2007) aberto pela Bancoop junto à 4ª Delegacia de Delitos Cometidos por Meio Eletrônico por difamação.
Descobriu-se que a linha telefônica conectada ao computador do qual partiu a mensagem estava em nome de Eduardo Migliaccio, irmão de Marcos Migliaccio. Ambos prestaram depoimentos. Eduardo afirmou que a linha era utilizada por seu irmão. Esse disse que o computador era utilizado por diversos cooperados da Bancoop, quando os mesmos se reuniam em sua casa e não tem como informar qual deles enviou a mensagem difamatória.
Porém, dali em diante esse indivíduo se tornou o pistoleiro de plantão do PSDB contra o PT ou contra qualquer coisa que tenha ligação com o PT.
Marcos Migliaccio tem inúmeras atuações sempre na mesma linha e sempre sendo usado por tucanos de São Paulo como os deputados Silvio Torres e Vanderlei Marcis, ambos do PSDB de São Paulo.
O uso desse “coringa” tucano revela que o PSDB direcionou a reportagem do JN e que a tão portentosa investigação do promotor Cassio Conserino contra Lula só contém vento, nada além de vento.
Aliás, o insuspeito (de ser petista) colunista da Folha de São Paulo Elio Gaspari escreveu na edição do jornal desta quarta-feira 3 uma história que mostra como é velho o método de difamação política que está sendo usado contra Lula.
Gaspari resgata ataque idêntico sofrido pelo hoje cultuado ex-presidente Juscelino Kubitschek. Vale ler um trecho da crônica de Gaspari.
“O símbolo da ‘ladroeira’ [nos anos 1950/1960] era um apartamento no edifício Ciamar (Avenida Vieira Souto, 206, o mesmo onde viveria Caetano Veloso).
Como chefe do Gabinete Militar da Presidência e secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional, [o ex-ditador Ernesto] Geisel [antes de virar presidente, no anos 1960] acompanhara o inquérito que investigou o caso do apartamento [do ex-presidente Juscelino Kubitschek].
As acusações eram duras. Sem concorrência, JK entregara a construção de uma ponte unindo o Brasil ao Paraguai a um consórcio de empreiteiras (Sotege-Rabello). Os empreiteiros seriam responsáveis pela construção do edifício Ciamar e também por benfeitorias feitas num terreno que o governo paraguaio doara a Juscelino na região de Foz do Iguaçu.
Quem passava pela Vieira Souto e via “o apartamento do Juscelino” decidia que JK era corrupto e seu governo, uma “ladroeira consumada”. Afinal, fora substituído por um político que fez da vassoura o símbolo de sua campanha. O ex-presidente foi proscrito por uma ditadura que tinha como objetivo afastá-lo da sucessão presidencial de 1965. A corrupção era um pretexto.
O eixo empreiteira-apartamento-presidente ressurgiu com as conexões em que se meteu Lula. O tríplex do edifício de Guarujá reencarna o da Vieira Souto e Nosso Guia, como JK, pode ser candidato à Presidência.
Para quem não gosta dele, como para quem não gostava de Juscelino, não há o que discutir: é a “ladroeira consumada”. Felizmente, a ditadura se foi e restabeleceu-se o Estado de Direito. Nele, acusação não é prova e a condenação depende do respeito ao devido processo legal.
O tríplex de Guarujá está sendo tratado de forma semelhante ao apartamento de JK. Um promotor de São Paulo acredita que já juntou provas para comprovar a malfeitoria de Lula. O núcleo de investigadores da Lava Jato, menos espetaculoso, vem buscando a conexão da maracutaia a partir da lavanderia de dinheiro de uma offshore panamenha. Tomara que feche o círculo.
Metamorfose ambulante, Lula diz que não é dono do tríplex e que desistiu dele em novembro passado. Também não tem nada a ver com o sítio de Atibaia. Acredita quem quiser. Certezas, cada um pode ter as suas; sentenças, só a Justiça produz.
O papel do Ministério Público e do Judiciário é o de trabalhar em cima de provas, porque se essa porteira for aberta, não se derretem apenas os direitos de pessoas metidas em “ladroeiras consumadas”, derretem-se os direitos de todos.
O edifício Ciamar foi rebatizado e hoje se chama JK”
A história fez justiça a JK. Também fará a Lula. Mas, como alerta Gaspari, “Certezas, cada um pode ter as suas; sentenças, só a Justiça produz”. E “se essa porteira [do pisoteamento da presunção da inocência] for aberta, não se derretem apenas os direitos de pessoas metidas em ladroeiras consumadas”, derretem-se os direitos de todos.
Inclusive o seu, leitor.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Nassif: Operação Triplo X foi deflagrada para reanimar campanha do impeachment

Triplo  X
 Com excesso de poder, a Lava Jato pode ter virado o fio
Se havia alguma dúvida sobre o caráter político da Lava Jato, a Operação Triple X desfaz qualquer dúvida, especialmente após as explicações dadas pelo Instituto Lula. É possível que, com os últimos exageros, a Lava Jato esteja virando o fio.
Lá, se mostra que as tais informações novas, que justificaram a autorização do juiz Sérgio Moro para deflagrar a operação, constam pelo menos desde agosto do ano passado na ação do Ministério Público Estadual (MPE) paulista sobre a Bancoop. Não havia novidade. Foram reavivadas pelos procuradores e pelo juiz Sérgio Moro apenas para criar um fato político na véspera da abertura dos trabalhos legislativos.
Mais que isso, há uma narrativa lógica – e fundamentada em documentos – para as relações do casal Lula com o tal tríplex. São explicações fornecidas há tempos, desde que o tal tríplex passou a frequentar o noticiário e que vieram agora embasadas em documentos.
Ou a Lava Jato desmonta esses argumentos ou não conseguirá uma explicação lógica para sua última ofensiva, a não ser a intenção de influenciar o jogo político.
Nos ambientes democráticos, a maior vulnerabilidade dos poderosos são os exageros cometidos no exercício do poder. De repente coloca-se um poder excessivo nas mãos de um grupo de procuradores, delegados e de um juiz de primeira instância, sem nenhum preparo institucional prévio, fruto apenas de um conjunto de circunstâncias políticas.
Pessoas que sabiam investigar e prender – e esbarravam, muitas vezes, nos obstáculos dos tribunais superiores – ganham o poder de, a partir do Paraná, influenciar o jogo político, abalar estruturas políticas e partidárias, criar comoção social, fazer valer suas preferências políticas. De repente, são bajulados, premiados, vestem-se a rigor para ganhar prêmios. Criam a mística dos heróis sem mácula e, para consumo externo, passam a acreditar nela.
A Lava Jato ganhou um poder excessivo. Com suas últimas investidas, a operação perdeu os limites e saiu dos trilhos.
A ênfase com que os vazamentos voltaram segue o calendário político. Trata-se de reavivar o tema para entregar o caldeirão fervendo ao Congresso reaberto, preparando o clima para a última investida pró-impeachment.
O Ministro Jacques Wagner começa a ser bem-sucedido em sua tarefa de conciliação política. É o que basta para um comando de search nos depoimentos da Lava Jato, encontrando qualquer menção ao seu nome para alimentar o noticiário.
A bandeira do impeachment perde fôlego após a decisão do STF. Então, tratam de levantar o escândalo do Queen Marize, de 4 mil reais, e a Operação Tríplex para reavivar a fogueira do impeachment.
A equipe da Lava Jato já estava no tal sítio de Atibaia no mesmo momento em que chegava nas bancas a edição daFolha, com a tal manchete sobre o barco. Sequer deram um dia de prazo, para apagar as pistas do conluio jornalístico.
Hoje, no Estadão, mais vazamentos com a retumbante revelação – em manchete principal! – de que um lobista escreveu ao presidente de uma montadora estrangeira para investir no Brasil, pois ele teria boas relações com o presidente e com Ministros.
Como em geral costuma levar em média de 8 a 12 meses para cair a ficha da presidente e de seu Ministro da Justiça, sobre os eventos que afetam seu governo, um breve roteiro de como funciona a Lava Jato.
1. A força-tarefa da Lava Jato é uma organização integrada e disciplinada, que trabalha de forma cooperativa sob o comando do juiz Sérgio Moro.
2. Procuradores e delegados têm uma estratégia peculiar para se livrar da responsabilidade por vazamentos: esperam que a notícia vazada esteja em mais de um ponto. Estando, sempre haverá o recurso de atribuir o vazamento à outra parte.
3. Na Lava Jato, esse tipo de álibi não funciona. A Lava Jato atua como uma organização disciplinada, na qual todos os membros são solidários entre si. Basta ver a reação dos procuradores contra o delegado que ousou apontar irregularidades cometidas por delegados no episódio das escutas clandestinas na cela do doleiro Alberto Yousseff.
4. Para aumentar a eficácia dos trabalhos, houve uma espécie de divisão de tarefa. Os delegados da PF se incumbem de atuar nas sombras, providenciando os vazamentos selecionados para os jornais. Já os procuradores representam a imagem pública, atuando como porta-vozes da dignidade, da transparência e da legalidade da Lava Jato.
5. A rigor, não existe diferença entre os delegados Deltan Dallagnol e Carlos Fernando dos Santos Lima e o procurador Igor Romário de Paula (sic). Todos têm a mesma natureza e incidem na mesma fraqueza de se lambuzar com o excesso de poder e avançar para além das suas atribuições, interferindo no jogo democrático com operações dessa natureza.