Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

domingo, 19 de setembro de 2010

Há horas em que a gente tem de falar as coisas sem meias palavras.


Serra imita Lacerda e usa o Senado para dar o Golpe

Saiu no Tijolaço, do Brizola Neto: o Zé Baixaria e o Álvaro Dias – eles se merecem ! – querem transformar o Senado da República na República do Galeão que matou Vargas.

Só tem um problema, como diz o Brizola Neto: quem nasceu para Serra não chega a Lacerda:



Há horas em que a gente tem de falar as coisas sem meias palavras.

Serra e a grande imprensa estão pressionando as instituições da República para que se deflagre um golpe político-eleitoral de dimensões catastróficas.

Hoje de manhã, Serra patrocinou uma reunião com o senador Álvaro Dias para montar uma “convocação” de Dilma ao Senado para explicar. Explicar o quê? Do que ela é acusada?

As instâncias legítimas para qualquer investigação, de qualquer ato, de quem quer que seja, estão funcionando.

Tudo está sendo investigado pelas regras da legalidade democrática, mesmo as situações mais inverossímeis, como esta história de um cidadão chegar e encontrar R$ 200 mil numa gaveta como “presente” não solicitado. Mesmo as denúncias de um receptador de carga e de carro roubado, condenado pela Justiça. Mesmo o “favorecimento” do único laboratório que produz o remédio contra a gripe suína.

Não há acobertamento de coisa alguma. Se há alguma irregularidade, alguma desonestidade, alguma prevaricação, as autoridades públicas não dão sinal algum de que isso possa ser acobertado.

Lacerda fez isso com Vargas, até levá-lo à morte.

Os métodos são os mesmos.Mas não é, agora, o Corvo, mas a Democracia que diz: nunca mais, nunca mais…

Não temos nenhuma crise, econômica, política ou institucional.

O que temos é um processo de terrorismo de mídia. Uma completa irresponsabilidade de publicar algo – não discutindo se procedente ou não – sem qualquer prova senão acusações pessoais.

Qualquer coisa vai para a primeira página. Qualquer coisa vai para o Jornal Nacional.

Nem Collor, com Míriam Cordeiro chegou ao ponto que a grande mídia chegou.

O Ministério Público, que mediu cada sílaba pronunciada por Lula em cada evento público, para ver se havia “propaganda indevida” ignora o que se faz, todos os dias, em cada banca de jornal e aparelho de tevê. Vai, é incrível, atrás de achar favorecimentos inexistentes na única revista que não age como agente de José Serra.

O relógio, o calendário, as horas e dias passando sem que apareça uma chance à direita deste país, os açula.

Não, José Serra, você não vai transformar o Senado da República na República do Galeão. Não vai fazer ali o linchamento moral que os jornais, revistas e tevês que são, hoje, seus únicos apoios, os eleitores de um candidato que percorre ruas vazias, visita favelas cenográficas e cumprimenta populares a pedido dos cinegrafistas da Globo, fazem por você.

Somos, senhor José Serra, homens e mulheres civilizados. Queremos enfrentá-lo nas urnas. Nem mesmo queremos destruí-lo, apenas desejamos que se reduza à sua verdadeira estatura, a de um anão moral e político, de um homem a quem a sede de poder e mando encolheu, minguou, deformou até transforma-lo numa mórbida caricatura de seu passado.

O senhor, José Serra, é um cadáver insepulto, que exala os miasmas do golpismo.

As urnas o exorcizarão. O povo brasileiro poderá viver a luz do progresso. E o senhor, finalmente, descansará em paz , retornado ao pó em que sua ambição moeu um ser humano.

As aulas de jornalismo da Veja

Enviado por luisnassif


Por S
A revista da Editora Primeiro de Abril já havia criado:
. O grampo sem áudio do presidente do STF
. O vídeo sem imagem de Lina Vieira no Planalto
. O dossiê sem recheio do "grupo de inteligência"
. O contrato sem assinatura do falso empresário
Esta semana o jornalismo investigativo da Veja volta a inovar com:
. O intermediário de monopólio - um tipo que recebe propina para obrigar o Ministério da Saúde a comprar um remédio diretamente do único fabricante, desde que o fornecedor faça um abatimento considerável no preço.
. O off gravado – um amigo do tal tipo contou essa história para o repórter, que gravou tudo mas não pode revelar a fonte, se é que a fonte sabe que foi gravada.
. O favorecimento futuro – o sujeito tem uma empresa que vai bombar quando alguém fizer um decreto que pode modificar uma regra, que pode abrir para a empresa a oportunidade de se adaptar a um setor de serviços que pode vir a existir. Também conhecido como antecipação fraudulenta.
Um abraço do seu leitor
PS: A Capa da Veja é incrível. Se alguém disse aquela frase que sai do balão, em junho de 2009, só pode ter sido um pedreiro que trabalhava na reforma do quarto andar do Palácio do Planalto. Aquela janela correponde ao antigo gabinete do general Félix, do GSI, que agora funciona no segundo andar do Planalto. A Casa Civil, em junho de 2009, funcionava no prédio do Centro Cultural do Banco do Brasil. Nada mais natural, numa revista que faz do ilusionismo uma profissão de fé. E bote fé.

Conselho de Brizola

Eliane Cantanhêde, a tiririca da oposição

Blog Leituras do Favre
A articulista da Folha entra no picadeiro para gritar que pior que está, fica. Ela está tiririca perante a provável vitória de Dilma. Coberta das velhas e coloridas palavras do antigo anticomunismo, proclama a eleição de Dilma um risco para a imprensa (livre, certo), para os militares e para os costumes.

Sim, isso mesmo, para ela pior que está, fica; se Dilma vencer. Para a imensa maioria do povo brasileiro a continuidade é necessária porque melhor que está, nunca esteve. Mas devemos respeitar os que assim não pensam.

Com a sutileza de um elefante em loja de porcelana, Eliane agita o suposto perigo para nosso modo de vida, ocidental e cristão, atualizado na linguagem opositora pós-moderna: “Caso Dilma seja eleita, terá os ventos a favor na economia, o Congresso às suas ordens e poderá usar e abusar de seus poderes, baixando o centralismo democrático para (ou contra) a imprensa, a área militar e os costumes”, proclama Eliane à beira de uma crise de nervos.

O perigo vermelho, o fantasma que percorre as redações é o “projeto político” do PT. Parece que o medo de Regina Duarte, em lugar de se dissipar, virou pânico.

Pelo mesmo motivo que em 2002, a derrota de Serra e do PSDB, incita em alguns o recurso à palhaçada e apelam ao discurso das senhoras de Santana, aos slogans das Marchas pela família. Com a diferencia que hoje esse palco esta vazio. Nem a opinião pública, nem as instituições, nem os militares, nem os empresários e nem sequer a maioria da imprensa e dos jornais, presta ouvidos ao grito histérico de uma parte da tucanada às vésperas de ser depenada.

Nem ela mesma acredita no que escreve, para tentar angariar algum votinho em favor da oposição. Talvez seja isso o que distingue Eliane Cantanhêde de Tiririca. Ele reconhece que não sabe para que serve ser deputado. Eliane pretende saber para que serve o jornalismo.

Mas não é jornalismo o que ela prática.

Uma pena a serviço de um tucano em pena, não pode ser confundido com a nobre função do jornalista. Não existe enigma nas motivações de Eliane, o disfarce já não mais engana ninguém.

Após 8 anos de governo Lula todos sabem o que esperar de um governo petista. Para o 4% que consideram este governo ruim ou péssimo, será a continuidade desse desastre. Para os que consideram o governo Lula ótimo e bom, será continuar na mesma linha. O que não significa necessariamente repetir os mesmos erros, mas tentar avançar nas suas realizações. Se em 2002 podia existir uma certa incógnita sobre como seria um governo do PT, hoje com os oito anos de experiência o que menos existe é dúvidas sobre isso.

Já o mesmo não pode se dizer de José Serra. A maioria parece pensar que ele representa o passado dos 8 anos de FHC, mas ele procurou dizer que gostaria representar a continuidade do presente. O enigma dessas duas caras, Eliane o esclarece. O que ela escreve é o que Serra pensa. É o que FHC diz, no conforto de não ser candidato e o que Eliane transcreve, no conforto de ser articulista da Folha.

O resultado eleitoral que se perfila provocará uma revoada nesse ninho oposicionista. A vitória da continuidade obrigará a muitos aggiornamentos.

A oposição deverá passar a limpo suas escolhas e responder aos novos desafios. Uma parte abandonara o método de ficar apelando e se o processo for positivo ressurgirá com maior credibilidade. Mas antes, deverá se afastar de seus cães raivosos. Os eleitores parecem dispostos a injetar uma boa dose de vacina Pasteur no rebanho oposicionista.

Aproveita Eliane, a vacinação é gratuita.


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A legião dos degenerados


Posted by eduguim on 19/09/10- blog cidadania


Se alguém disser aos barões da mídia que “Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”, será chamado de tudo que a máfia da comunicação usa para desqualificar críticos. Contudo, o autor da frase é Joseph Pulitzer. Caso alguém não saiba quem foi ele, clique aqui para ler a sua biografia.

Pulitzer foi homenageado postumamente com a criação do Prêmio Pulitzer, a mais ambicionada premiação jornalística do mundo. Quem não se lembra da namorada do Super-homem, a repórter Lois Lane, arriscando a vida em reportagens perigosas na tentativa obstinada de ganhar o prêmio ao custo da própria integridade física?

Como previu o visionário, parte da imprensa brasileira está corrompendo seu público fiel. Essa “imprensa cínica, mercenária e corrupta” foi edificada por empresários gananciosos como Roberto Marinho ou Otávio Frias de Oliveira, entre outros de triste memória que, para encurtar, lembro que fundaram e sustentaram a ditadura mais sangrenta e longeva que este país conheceu.

Hoje, depois de décadas e décadas em que Globos, Folhas, Vejas e Estadões perverteram a comunicação no Brasil, formou-se um público ainda minoritário mas que ameaça crescer até contaminar toda a sociedade.

As taras inoculadas por esses impérios de comunicação em certa parcela dos brasileiros se tornam mais evidentes entre os mais ricos, que não são necessariamente os mais cultos, mas que detêm recursos para pagar pelo jornalismo traficante de mediocridade e degeneração.

Venho tendo tais reflexões durante a leitura eventual de colunas de cartas de leitores dos jornais supra mencionados. A desonestidade intelectual de alguns desses leitores mostra no que aqueles veículos estão transformando o seu público.

Reproduzo, abaixo, exemplo frugal do que essas pessoas cometem. Sua retórica pervertida revela a legião de degenerados que uma autoproclamada “imprensa” está parindo. E com financiamento dos impostos de todos os brasileiros.

Não importa o tamanho do escândalo: nada atingirá o PT, na medida em que a eleição se faz por meio de votos de pessoas que não sabem ler ou escrever. Se ao menos no Estado de São Paulo fosse dada mais atenção à educação nos últimos 16 anos, talvez fosse diferente o quadro atual. A criança pobre de 16 anos atrás hoje é uma analfabeta por ter passado de ano sem saber ler ou escrever. Que o PSDB não culpe a ignorância do povo como se fosse consequência do acaso. MARCOS COSME PORTO (Campinas, SP)

Essa carta basta como exemplo. Foi publicada na última edição dominical da Folha e encerra o potencial necessário para exemplificar a corrupção moral que habita os dois lados – o do leitor e o de quem editou e publicou o que ele escreveu.

Tanto a Folha quanto o leitor certamente lêem as pesquisas do instituto Datafolha e, portanto, sabem que é mentira que só “pessoas que não sabem ler ou escrever” pretendem votar em Dilma Rousseff. Pelo contrário: ampla maioria dos mais escolarizados não só declara voto nela como é o público mais decidido a fazê-lo.

Essa é uma tentativa do jornal e de seu leitor de disseminarem uma mentira, portanto. E para embeber esse ato vil em alguma verossimilhança, deixam o malandrão, ali, beliscar os tucanos. Mas ele sugere que o voto “ético” seria em alguma alternativa a Dilma, mesmo que seja em Marina Silva.

Tem sido uma tática recorrente da “imprensa”, nos últimos tempos. Acredita-se que o voto na laranja verde de José Serra levará a eleição ao segundo turno e que o tucano estaria nele, teoria que desconsidera a hipótese de que uma subida de Marina às custas de Dilma poderia levar a candidata do PV ao segundo lugar no pleito.

Mas esse foi só um exemplo. Há outros muito piores.

Os próprios trolls que infectam a blogosfera são produtos dessa “imprensa”. São anônimos que passam os dias na internet insuflando brigas, disseminando mentiras como a de que Dilma seria proibida de entrar nos EUA, de que seria “lésbica”, de que teria assassinado ou roubado bancos, de que teria sido “prostituta de terroristas” etc.

Essas pessoas que, gratuitamente – ou nem tanto –, afirmam haver provas das novas acusações pré-eleitorais da “imprensa”, são produtos da doutrinação de homens como Roberto Marinho ou Otávio Frias de Oliveira, que, por vias indiretas, assassinaram centenas de inocentes durante a ditadura militar.

A legião dos degenerados midiática é uma ameaça ao processo civilizatório, mas não é a causa. Donde se concluí que os democratas não devem gastar energia com sintomas da doença como os trolls ou o leitor da Folha acima, mas com a causa. O foco, antes ou depois da eleição, deve ser o de desmascarar a natureza “cínica, corrupta e mercenária” dos barões da mídia.

Serra abandona a campanha eleitoral

Por Roni Chira,
do blog O que será que me dá?
.
Acuado pelas pesquisas, reduzido à sua estatura real pelos adversários e abandonado por boa parte dos aliados, Serra desistiu de ser candidato para tornar-se uma caricatura grotesca de prima-dona à beira de um ataque de nervos. Além de desistir de perder a eleição com dignidade, revelou uma sobre-reserva de hipocrisia que provavelmente nem sabia ter tão abundante: ao contrário de latinos machistas e golpistas como Costa e Silva, Pinochet, Stroessner e Videla, Serra deu holofotes às mulheres que o cercam. Trouxe filha e esposa para a frente de batalha. Uma como vítima, já desmascarada, e outra vociferando um discurso raivoso que lembra a velha TFP.
Junto a elas, a quadrilha de assaltantes da opinião pública que se auto-denominam “jornalistas” continua a todo vapor. Surgem todos os dias, do esgoto do PIG, trazendo a tira-colo vigaristas como Rubnei Quícoli e Antonio Atella – que a troco de algum trocado (seja em espécie ou em créditos), se oferecem para pivots de manchetes caluniosas lançadas no encalço de Dilma Rousseff.
Esse grupo vai seguir espirrando seu lodo, aqui e ali, visando, tirar votos de Dilma a qualquer custo. Por enquanto, jogam seu jogo sozinhos, sem afetar os estáveis indicadores para 3 de outubro.
Mas é bom lembrarmos que os números das pesquisas podem ser vistos de duas maneiras: do ponto de vista de Dilma, a vantagem é de 27% e lhe assegura a vitória no primeiro turno. Já o PIG vê na soma dos votos de Serra, Marina e nanicos, a diferença que levaria ao segundo turno em 14%. E estes 14%, seriam, na verdade, 7% + 1 voto. Pois cada ponto que muda de lado, reduz a diferença em 2.
(Estarão os “verdes-laranjas” de Marina Silva conscientes do voto útil a Serra que representam?)
O momento mais crítico desta campanha se dará na véspera e no intervalo que separa o fim dos programas eleitorais do dia das urnas. Como se sabe, neste período, a justiça eleitoral proíbe quaisquer ações de campanha – para que o eleitor consulte sua consciência e consolide suas escolhas. Sendo assim, é aí que Dilma estará vulnerável a qualquer ataque midiático golpista sem chances de defesa. (E o PIG poderia martelar o assunto à vontade, dias seguidos.)
Qual seria o factoide? Quais seriam seus coadjuvantes? Qual seria o palco? É impossível prever com certeza. Mas algumas teorias já foram levantadas na blogosfera aqui e aqui. E todas são procedentes. Principalmente quando se leva em conta os antecedentes deste grupo que atua no país desde os tempos da ditadura militar.
Se levassem a eleição ao segundo turno repetiriam o mesmo roteiro. Além disso, uma vez decididas várias batalhas regionais, Serra recuperaria muitos apoios que o abandonaram pela rejeição estrondosa que coleciona. E no rearranjo do tabuleiro eleitoral, a batalha principal se daria em São Paulo, tendo a máquina de Alckmin (caso já vitorioso) inteiramente devota a sua campanha.
Outro aspecto seria o reaquecimento financeiro da campanha de Serra. Há rumores de que não “esticando” até o segundo turno, as dívidas de campanha não poderiam mais ser pagas. Credores acumulados, ou todos trabalhariam para virar o jogo e garantir “o seu”, ou o calote seria geral.
No segundo turno, o PIG poderia contar, se necessário, com a movimentação no STF que, “bem liderada”, acenderia a chama da “legalidade jurídica” para qualquer “emergência”. E não há dúvidas de que muitos juízes que estão em cima do muro hoje, desceriam.
Para diminuir os impactos deste jogo sujo, há duas frentes a serem priorizadas pelas forças progressistas:
A primeira tem que se dar no rádio e na TV. A campanha de Dilma deve trazer o assunto da “bala de prata sem chances de defesa” para a pauta de seus programas eleitorais e denunciá-la com veemência. Não podemos esquecer que, os 10 minutos mais livres, soberanos e abrangentes do PT na TV, são aqueles dos programa eleitorais. 10 minutos contra o restante de todo o monopólio midiático. (É impressionante constatar quantas obras importantes estão em andamento no país e que a população desconhece. Simplesmente porque a mídia as esconde!)
Na segunda frente, a militância tem que seguir desmascarando este trabalho sujo da Folha de S. Paulo, Estadão, Veja e Rede Globo. Na web e nas ruas. Tem que esquecer a vantagem numérica das pesquisas e tratar o jogo como realmente é: uma questão de vida ou morte para a soberania do Brasil e seu povo.
E mesmo que não tenham elementos para construir o golpe, quanto maior for a votação em Dilma, menores serão os efeitos dos inevitáveis ataques que receberá do PIG ao longo de seu governo. Lula que o diga…

Bomba explode na marginal Pinheiros

Bomba – Onésimo denuncia Policarpo da VEJA em depoimento à Polícia Federal
Blog do LEN


Em primeira mão
Notícia quente de fonte mais quente ainda. A coisa está prestes a feder para um jornalista da Veja.

Segundo a fonte, o delegado aposentado da Polícia Federal Onésimo de Souza, deu depoimento à Polícia Federal que desdiz a alegação que teria sido convidado a participar de um grupo de inteligência da campanha de Dilma Rousseff. Quando perguntado sobre afirmações anteriores respondeu que “ouviu errado”.

Segundo Onésimo, quem inventou toda a história de grupo de espionagem da campanha de Dilma foi o jornalista Policarpo Junior, da revista Veja. Onésimo acusa o jornalista ainda de estar de posse de documentos que foram roubados no comitê de Dilma, o tornando responsável no mínimo de receptação de produto de furto. Policarpo poderá ser processado segundo o agente da Polícia Federal que informou a nossa fonte.

Onésimo, que depois de aposentado se tornou da membro da equipe de espionagem chefiada pelo Marcelo Itagiba que José Serra montou no Ministério da Saúde, revelou que depois brigou com o grupo, porém ainda possui as gravações ilegais que fez a mando do grupo de espionagem montado por Serra. Segundo Onésimo, o grupo investigou a vida de todo mundo, desde adversários até aliados.

O depoimento de Onésimo à Polícia Federal corre em segredo de justiça, portanto não temos link para apontar para o depoimento, mas podemos afirmar que a fonte é quente e depois que vazar essa informação, a PF não vai mais conseguir segurar a informação.

Em breve, muito em breve, essa bomba vai estourar no colo do Serra e do jornalismo criminoso da revista Veja. O jantar entre Policarpo e Onésimo noticiado pelo Conversa Afiada na semana passada era um acerto de contas entre os dois. Policarpo está tremendo na base e querendo saber do teor do depoimento de Onésimo.

Se nós conseguirmos a cópia do documento nós publicamos aqui.


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sábado, 18 de setembro de 2010

Boicote do PiG (*) naufraga. Lançamento da Petrobrás é sucesso

O Globo, perplexo, diz que “a companhia não explicou a razão da mudança”.

Mas, admite, humilhado, que “a decisão PODE (ênfase minha – PHA) pode estar ligada a uma demanda elevada dos investidores …”

O Estadão, decepcionado, amargurado, em pranto convulsivo, é obrigado a admitir, sem ressalvas, que “a grande procura pelas ações da Petrobrás levou a empresa a ampliar o tamanho da capitalização.”

Tudo isso significa que a Petrobrás vai levantar R$ 134 bilhões para investir no pré-sal.

É a maior emissão de ações da História do Capitalismo.

Clique aqui para ver o que significa o pré-sal para o Brasil: “Pessoal da Petrobrax vai ao Supremo contra o pré-sal”.
Navalha

O boicote de Serra e o PiG (*) começou com a chicana de dois Grandes Mestres da UDN no Senado: Marcone Perillo e Alvaro Dias.

Na calada da noite, eles instalaram uma CPI para tomar o pré-sal do povo brasileiro, tal como tiraram o remédio da boca das crianças, quando acabaram com a CPMF.

Depois, a urubologa Miriam Leitão, o Globo, a TV Globo, o Estadão e a Folha (**) lutaram furiosamente para desmoralizar a Petrobrás, o pré-sal e incentivar o investidor a não embarcar no mico das ações da Petrobrás.

O Globo se especializou em afundar as plataformas da Petrobrás, tal qual Fernando Henrique afundou a P-36.

Foi uma campanha incansável.

O Conversa Afiada chegou a perguntar ao amigo navegante: “você compraria ações da Folha ou da Petrobrás ?”

O que a urubologa e o PiG queriam era um “Restart” – clique aqui para ver – da entreguista jestão do Farol, que ia criar a Petrobrax.

A urubologa chegou a dizer que a Caixa cometia erro gravíssimo ao emprestar dinheiro a uma empresa quebrada como a Petrobrás.

Agora, o chamado “mercado”, essa entidade sobrenatural, que a urubóloga invoca quando precisa falar mal do Governo Lula, agora o “mercado” lançou a urubologa às queimadas – novo tema de suas angústas verdes – e correu a compar ações da Petrobrás.

O Lula ganhou todas do PiG (*).

Só não ganhou uma batalha: não fez uma Ley de Medios.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

PASSEATA EM REPÚDIO A CANALHICE DA REDE GLOBO - IMPERATRIZ MARANHÃO 15/09/2010.

DISPOSITIVO MIDIÁTICO DESISTE DE SERRA E QUER INVIABILIZAR FUTURO GOVERNO DILMA PRESIDENTE LULA MOBILIZA 30 MIL PESSOAS EM CAMPINAS E CONVOCA A RESIS

13 DIAS ATÉ 3 DE OUTUBRO
aspas para o Estadão, 17-09: "... o Largo do Rosário, na região central de Campinas foi tomado por cerca de 30 mil pessoas... Apesar do esquema para proteger Lula, muitos prédios comerciais no entorno estavam abarrotados de curiosos nas janelas. Um limpador de janelas parou o que estava fazendo na marquise de um prédio ,ao lado do palco, quando Lula começou a discursar...." Aspas para o discurso do Presidente:

"...nós não vamos derrotar apenas os blocos adversários tucanos, nós vamos derrotar alguns jornais e revistas que se comportam como se fossem partido político e não têm coragem de dizer que são partido político e têm candidato...Eu estive lendo algumas revistas que vão sair essa semana, sobretudo uma que eu não sei o nome dela. Parece "óia” ... destila ódio e mentira. Ódio...Tem dia que determinados setores da imprensa brasileira chegam a ser uma vergonha. Se o dono do jornal lesse o seu jornal e o dono da revista lesse a sua revista, eles ficariam com vergonha do que eles estão escrevendo exatamente neste instante. E eles falam em democracia... Nós não precisamos de formadores de opinião. Nós somos a opinião pública...Eles não suportam escrever que a economia brasileira vai crescer 7% este ano, não se conformam é que um metalúrgico vai criar mais emprego que presidentes elitistas que governaram este País.Não tem nada que faça um tucano sofrer mais do que a gente provar que eles têm um bico muito grande para falar e um bico pequeno para fazer..."
(Carta Maior apoia ato no Sind. dos Jornalistas, dia 23, contra o golpe; 19-09)

Mino Carta responde à procuradora:MADAM CUREAU "essa é uma atitude indevida"

Por Nilson Fernandes
Bob Fernandes


O diretor de redação e sócio majoritário da revista Carta Capital, Mino Carta, recebeu da vice-procuradora-geral eleitoral Sandra Cureau ofício em que a integrante do Ministério Público cobra, no prazo de cinco dias, "relação das publicidades do governo federal dos anos 2009/2010, os respectivos contratos, bem como os valores recebidos a esse título".
A respeito deste ofício, ouvi há pouco o diretor de redação da Carta Capital, Mino Carta.

Terra_ Temos aqui o teor de um ofício encaminhado a você e à revista Carta Capital pela procuradora Sandra Cureau e gostaríamos de saber o que o senhor, como diretor de redação, tem a dizer.

Mino Carta - Eu penso que isso é uma atitude indevida, não teria sentido sequer se fosse dirigida a mesma requisição às demais editoras do País. Entenderia que assim se fizesse junto ao próprio governo federal.

Terra - Isso, na prática, tem qual significado?

Mino Carta - Significa que a senhora Cureau entende que nós somos comprados pelo governo federal, via publicidade. Se ela se dedicasse, ou se dedicar, porém, à mesma investigação junto às demais editoras de jornais, revista, e outros órgãos da mídia verificaria, verificará, talvez com alguma surpresa, que todos eles têm publicidade de instituições do governo em quantidade muito maior e com valor maior do que Carta Capital.

Terra - O que você...

Mino Carta - Aliás, me ocorre recordar que durante o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso, dito FHC, fomos literalmente perseguidos pela absoluta ausência de publicidade do governo federal. E a pergunta que faço é a seguinte: então, alguém, inclusive na mídia, se incomodou com isso? Ninguém considerou esse fato estranho? Uma revista de alcance nacional não receber publicidade alguma enquanto todas as demais recebiam?

O fim um ciclo em que a velha mídia foi soberana

Enviado por luisnassif
Dia após dia, episódio após episódio, vem se confirmando o cenário que traçamos aqui desde meados do ano passado: o suicídio do PSDB apostando as fichas em José Serra; a reestruturação partidária pós-eleições; o novo papel de Aécio Neves no cenário político; o pacto espúrio de Serra com a velha mídia, destruindo a oposição e a reputação dos jornais; os riscos para a liberdade de opinião, caso ele fosse eleito; a perda gradativa de influência da velha mídia.
O provável anúncio da saída de Aécio Neves marca oficialmente o fim do PSDB e da aliança com a velha mídia carioca-paulista que lhe forneceu a hegemonia política de 1994 a 2002 e a hegemonia sobre a oposição no período posterior.
Daqui para frente, o outrora glorioso PSDB, que em outros tempos encarnou a esperança de racionalidade administrativa, de não-sectarismo, será reduzido a uma reedição do velho PRP (Partido Republicano Paulista), encastelado em São Paulo e comandado por um político – Geraldo Alckmin – sem expressão nacional.
Fim de um período odioso
Restarão os ecos da mais odiosa campanha política da moderna história brasileira – um processo que se iniciou cinco anos atrás, com o uso intensivo da injúria, o exercício recorrente do assassinato de reputações, conseguindo suplantar em baixaria e falta de escrúpulos até a campanha de Fernando Collor em 1989.
As quarenta capas de Veja – culminando com a que aparece chutando o presidente – entrarão para a história do anti-jornalismo nacional. Os ataques de parajornalistas a jornalistas, patrocinados por Serra e admitidos por Roberto Civita, marcarão a categoria por décadas, como símbolo do período mais abjeto de uma história que começa gloriosa, com a campanha das diretas, e se encerra melancólica, exibindo um esgoto a céu aberto.
Levará anos para que o rancor seja extirpado da comunidade dos jornalistas, diluindo o envenenamento geral que tomou conta da classe.
A verdadeira história desse desastre ainda levará algum tempo para ser contada, o pacto com diretores da velha mídia, a noite de São Bartolomeu, para afastar os dissidentes, os assassinatos de reputação de jornalistas e políticos, adversários e até aliados, bancados diretamente por Serra, a tentativa de criar dossiês contra Aécio, da mesma maneira que utilizou contra Roseana, Tasso e Paulo Renato.
O general que traiu seu exército
Do cenário político desaparecerá também o DEM, com seus militantes distribuindo-se pelo PMDB e pelo PV.
Encerra-se a carreira de Freire, Jungman, Itagiba, Guerra, Álvaro Dias, Virgilio, Heráclito, Bornhausen, do meu amigo Vellozo Lucas, de Márcio Fortes e tantos outros que apostaram suas fichas em uma liderança destrambelhada e egocêntrica, atuando à sombra das conspirações subterrâneas.
Em todo esse período, Serra pensou apenas nele. Sua campanha foi montada para blindá-lo e à família das informações que virão à tona com o livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr e da exposição de suas ligações com Daniel Dantas.
Todos os dias, obsessivamente, preocupou-se em vitimizar a filha e a ele, para que qualquer investigação futura sobre seus negócios possa ser rebatida com o argumento de perseguição política.
A interrupção da entrevista à CNT expôs de maneira didática essa estratégia que vinha sendo cantada há tempos aqui, para explicar uma campanha eleitoral sem pé nem cabeça. Seu argumento para Márcia Peltier foi: ocorreu um desrespeito aos direitos individuais da minha filha; o resto é desculpa para esconder o crime principal.
Para salvar a pele, não vacilou em destruir a oposição, em tentar destruir a estabilidade política, em liquidar com a carreira de seus seguidores mais fiéis.
Mesmo depois que todas as pesquisas qualitativas falavam na perda de votos com o denuncismo exacerbado, mesmo com o clima político tornando-se irrespirável, prosseguiu nessa aventura insana, afundando os aliados a cada nova pesquisa e a cada nova denúncia.
Com isso, expôs de tal maneira a filha, que não será mais possível varrer suas estripulias para debaixo do tapete.
A marcha da história
Os episódios dos últimos dias me lembram a lavagem das escadarias do Senhor do Bonfim. Dejetos, lixo, figuras soturnas, almas penadas, todos sendo varridos pela água abundante e revitalizadora da marcha da história.
Dia após dia, mês após mês, quem tem sensibilidade analítica percebia movimentos tectônicos irresistíveis da história.
Primeiro, o desabrochar de uma nova sociedade de consumo de massas, a ascensão dos novos brasileiros ao mercado de consumo e ao mercado político, o Bolsa Família com seu cartão eletrônico, libertando os eleitores dos currais controlados por coronéis regionais.
Depois, a construção gradativa de uma nova sociedade civil, organizando-se em torno de conselhos municipais, estaduais, ONGs, pontos de cultura, associações, sindicatos, conselhos de secretários, pela periferia e pela Internet, sepultando o velho modelo autárquico de governar sem conversar.
Mesmo debaixo do tiroteio cerrado, a nova opinião pública florescia através da blogosfera.
Foi de extremo simbolismo o episódio com o deputado do interior do Rio Grande do Sul, integrante do baixo clero, que resolveu enfrentar a poderosa Rede Globo.
Durante dias, jornalistas vociferantes investiram contra UM deputado inexpressivo, para puni-lo pelo atrevimento de enfrentar os deuses do Olimpo. Matérias no Jornal Nacional, reportagens em O Globo, ataques pela CBN, parecia o exército dos Estados Unidos se valendo das mais poderosas armas de destruição contra um pequeno povoado perdido.
E o gauchão, dando de ombros: meus eleitores não ligam para essa imprensa. Nem me lembro do seu nome. Mas seu desprezo pela força da velha mídia, sem nenhuma presunção de heroísmo, de fazer história, ainda será reconhecido como o momento mais simbólico dessa nova era.
Os novos tempos
A Rede Record ganhou musculatura, a Bandeirantes nunca teve alinhamento automático com a Globo, a ex-Manchete parece querer erguer-se da irrelevância.
De jornal nacional, com tiragem e influência distribuídas por todos os estados, a Folha foi se tornando mais e mais um jornal paulista, assim como o Estadão. A influência da velha mídia se viu reduzida à rede Globo e à CBN. A Abril se debate, faz das tripas coração para esconder a queda de tiragem da Veja.
A blogosfera foi se organizando de maneira espontânea, para enfrentar a barreira de desinformação, fazendo o contraponto à velha mídia não apenas entre leitores bem informados como também junto à imprensa fora do eixo Rio-São Paulo. O fim do controle das verbas publicitárias pela grande mídia, gradativamente passou a revitalizar a mídia do interior. Em temas nacionais, deixou de existir seu alinhamento automático com a velha mídia.
Em breve, mudanças na Lei Geral das Comunicações abrirão espaço para novos grupos entrarem, impondo finalmente a modernização e o arejamento ao derradeiro setor anacrônico de um país que clama pela modernização.
As ameaças à liberdade de opinião
Dia desses, me perguntaram no Twitter qual a probabilidade da imprensa ser calada pelo próximo governo. Disse que era de 25% - o percentual de votos de Serra. Espero, agora, que caia abaixo dos 20% e que seja ultrapassado pela umidade relativa do ar, para que um vento refrescante e revitalizador venha aliviar a política brasileira e o clima de São Paulo.

Brasil vem dando exemplo ao mundo, diz James Galbraith

“A desigualdade social no Brasil está sendo reduzida nos últimos anos porque o país gasta menos dinheiro para ajudar o setor financeiro e mais dinheiro para ajudar o próprio Brasil”, disse o economista norte-americano James Galbraith no seminário internacional sobre governança global promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Para Galbraith, Brasil atravessa um período de “estado de bem-estar democrático” que revela aos países mais desenvolvidos um caminho diferente daquele proposto pelos dogmas neoliberais.

Maurício Thuswohl


BRASÍLIA – O economista norte-americano James Galbraith afirmou na quinta-feira (16) que o Brasil vem dando ao mundo um exemplo de como enfrentar com sucesso a crise econômica global. Segundo Galbraith, que participou em Brasília de um seminário internacional sobre governança global organizado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), “a desigualdade social no Brasil está sendo reduzida nos últimos anos porque o país gasta menos dinheiro para ajudar o setor financeiro e mais dinheiro para ajudar o próprio Brasil”.

Ao optar por aumentar os investimentos em infra-estrutura, emprego e renda ao invés de promover arrocho para combater a crise, o Brasil, segundo Galbraith, atravessa atualmente um período de “estado de bem-estar democrático” que revela aos países mais desenvolvidos um caminho diferente daquele proposto pelos dogmas neoliberais: “O Brasil joga na cara do mundo neoliberal que pode haver crescimento social e econômico sustentável ao lado de um processo democrático funcional”, disse.

Galbraith afirmou que “o processo de governança global comandado pelo mercado financeiro e pela ideologia neoliberal desde o final dos anos oitenta foi um fracasso constrangedor”. O economista lembrou seu livro “O Estado Predatório” para afirmar que o maior perigo econômico da atualidade é deixar que as forças do mercado financeiro voltem a dominar as ações de estado: “A prosperidade dos banqueiros geralmente é contrária à prosperidade geral da população”.

A evolução da desigualdade mundial, segundo Galbraith, está diretamente ligada às diversas crises pelas quais passou o capitalismo financeiro nas três últimas décadas: “Aconteceu uma mudança abrupta e dramática a partir dos anos oitenta. As crises na América Latina, a queda do comunismo no Leste Europeu e a crise asiática de 1997 fazem parte de um fenômeno comum, proporcionado pelo domínio do mercado financeiro, que fortaleceu os países mais ricos e as pessoas mais ricas de cada país”, disse.

Essa sucessão de eventos, segundo a análise do economista norte-americano, culminou com a mais recente crise financeira global, iniciada com o estouro da bolha das hipotecas nos Estados Unidos: “Não aconteceu uma crise da Grécia, mas sim um desdobramento da grande crise de 2008, que foi a maior fraude financeira da história. E, devo dizer, não vamos sair desta crise facilmente ou em breve”.

Desmatamento
Durante o seminário, que foi organizado em parceria com a Associação Internacional de Conselhos Econômicos e Sociais e Instituições Similares (AICESIS), o Brasil, graças a sua política de combate ao desmatamento, também mereceu elogios do argentino Eduardo Viola, que é professor titular do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília.

Viola citou os esforços do país para deter o desmatamento na Amazônia: “De 2004 a 2009, o Brasil reduziu o desmatamento da floresta de 24 mil hectares para sete mil hectares. É um caso único no mundo. Na medida em que o Brasil vai tomando medidas internas acertadas, torna-se um personagem cada vez mais importante nas discussões globais sobre o clima”.

O professor, no entanto, afirmou não acreditar que seja ainda válido o conceito de responsabilidades comuns, porém diferenciadas, entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento estabelecido pelo Protocolo de Quioto: “É claro que os EUA e os países da União Européia tiveram um papel histórico decisivo no aumento das emissões de gases estufa. Atualmente, no entanto, a China aumenta cada vez mais suas emissões”, exemplificou, lembrando que o país asiático_ que lança anualmente na atmosfera seis toneladas per capita de carbono enquanto os EUA emitem 20 toneladas per capita _ ainda tem “espaço” para aumentar suas emissões.

No caso dos EUA, Viola afirmou que o governo de Barack Obama “avançou muito pouco” na luta contra o aquecimento global, apesar da aprovação no ano passado de uma lei de energia e clima: “A lei aprovada é insuficiente e, em caso de vitória do Partido Republicano nas eleições parlamentares de novembro, a possibilidade de aprovação de uma lei do clima mais abrangente certamente será abandonada”, avaliou.


Fotos: Eduardo Seidl

VOX POPULI: 78% DOS ELEITORES ESTÃO DEFINIDOS. DILMA, 26 PONTOS À FRENTE DE SERRA

A HORA DOS RUBNEIS.
A coalizão demotucana e seu dispositivo midiático atiram-se com sofreguidão em qualquer 'língua negra' que desponte no solo ressequido da semeadura eleitoral demotucana. Como tem anunciado todos os seus colunistas de forma mais ou menos desabrida, às vezes escancarada, a exemplo de Fernando Rodrigues, da Folha, há uma 'encomenda' em licitação no mercado de compras do denuncismo lacerdista: "...é necessário um escândalo de octanagem altíssima (com fotos e vídeos de dinheiro) ...', especificou o jornalista em seu blog no dia 14-09. Na ausencia de oferta equivalente, usa-se por enquanto o que aparecer. Apareceu um 'empresário' , Rubnei Quícoli, indignado com supostas práticas de lobby, segundo ele, encasteladas na engrenagem da Casa Civil do governo, comandada pela agora ex- iministra Erenice Guerra. A Folha elevou-o à condição de paladino da honestidade. Esponjou-se no material pegajoso derramado da obscura tubulação. Claro, há o Manual de Redação, sobretudo as aparências de uma redação. Muito lateralmente, então, informa-se na 'reportagem-derruba-Dilma' que a fonte da indignação cívica que adiciona novo tempero ao cardápio diário apregoado pelos Frias inclui em sua folha corrida o envolvimento comprovado com roubo de carga, falsificação de 'notas de cinquenta reais', flagrante com BMW roubada e crime de coação, não detalhado. Há pouco tempo para detalhamentos. Nem o mínimo cuidado com a averiguação de valores se observa.O escroque que já cumpriu pena de 10 meses de cadeia, lambuzou a Folha com cifras suculentas e isso era o bastante: a negociata envolveria a 'facilitação' para um empréstimo de R$ 9 bilhões junto ao BNDES , desde que em contrapartida fossem desviados quase R$ 500 milhões a intermediários de uma cadeia supostamente iniciada com parentes ou subalternos da ministra Erenice Guerra para desembocar em caixas de campanha de candidatos do governo. Se a sofreguidão da Folha fosse menor, o jornalista, quem sabe seu editor, quiça o próprio diretor do jornal teriam tido a cautela de verificar a existência no BNDES de projeto e valores mencionados, já que o acepipe oferecido pelo ladrão de carga de tempero remetia à liberação de financiamento barrado na instituição. Se tal fosse a prática, o leitor teria a oportunidade de saber, em primeiro lugar, que os valores relatados são absurdos (equivalem a meia usina de Belo Monte para fornecer 6% da energia que ela prevê); ademais, há discrepância de cifras entre o relato do meliante e o projeto que deu entrada no BNDES, cujo corpo técnico jamais o aprovaria. Diz a nota do banco divulgada 5º feira,"[o referido projeto]...foi encaminhado por meio de carta-consulta, solicitando R$ 2,25 bilhões (e não R$ 9 bilhões como afirma a reportagem) para a construção de um parque de energia solar. O BNDES considerou que o montante solicitado era incompatível com o porte da referida empresa. Vetou a solicitação. Naturalmente, isso comprometeria um pouco a 'octanagem' da manchete de seis colunas com duas linhas bombásticas saídas da sinergia estabelecida entre a Folha e um ladrão de carga de condimento. Não há tempo para minúcias. Restam apenas duas capas de VEJA para detonar a vantagem de Dilma e tentar uma sobrevida que leve Serra ao 2º turno. Essa é a lógica do que vem por aí. A esposa do candidato, Monica Serra, já diz em campanha de rua que "ela [Dilma] quer matar as criancinhas". Nas redações circulam rumores de que o comando demotucano estaria interessado em depoimentos de parentes de militares mortos em confrontos com grupos da esquerda armada, nos anos 70. Em especial se houver, ao menos, leve insinuação de suposto comprometimento de Dilma Rousseff.
(Carta Maior, 17-09)

Vídeo sensacional: Serra ouve que aliado vota em Dilma. (Aécio vota em Serra ?)