Segundo o ministro da Justiça, o que levanta a suspeita é a velocidade com que os boatos sobre o fim do Bolsa Família se espalharam; "Não podemos afastar a hipótese de ter havido orquestração desses boatos sabe-se lá por que razão", disse; de acordo com ele, a PF está investigando o caso com "absoluta prioridade"
Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista
terça-feira, 21 de maio de 2013
Boato sobre Bolsa Família exigiu aparato amplo e “profissional”
EduGuim
Ainda há pouco o que dizer de concreto sobre a origem do boato literalmente criminoso de que o programa Bolsa Família seria suspenso, mas, preliminarmente, pode-se tirar algumas conclusões interessantes desse episódio.
Em primeiro lugar, o fato de que o boato expôs a importância do benefício para um setor extremamente amplo da sociedade.
Para mensurar a importância do programa, basta dizer que 13 milhões de famílias (um contingente de cerca de 50 milhões de brasileiros) são beneficiadas pelo seu orçamento de quase 25 bilhões de reais.
As multidões que, angustiadas, foram arrastadas às agências da Caixa Econômica Federal pela informação falsa mostram que qualquer grupo político que, no poder, tente desidratar o programa para atender ao clamor da mídia conservadora, está fadado ao suicídio político.
Em editorial desta quarta-feira, por exemplo, o jornal Folha de São Paulo, assim como tantos outros veículos alinhados à direita do espectro político, pede que o pré-candidato tucano Aécio Neves defenda a extinção do Bolsa Família publicamente.
O texto, como de costume laudatório ao PSDB, reclama de que Aécio “Reluta, ainda, em assumir uma dicção mais liberal com denúncia ácida de seu aspecto assistencialista”.
O “ainda” contido nessa frase dá margem a muita reflexão. Sugere que aquilo que o jornal chama de “denúncia ácida” do “aspecto assistencialista” do Bolsa Família ainda ocorrerá…
Como se vê, o PSDB pode até ter um discurso de que, no poder, iria manter o Bolsa Família, mas os interesses que estão por trás desse grupo político esperam dele que interrompa o investimento de um volume tão grande de recursos só para ajudar pobres, caso vença a eleição do ano que vem.
Nesse aspecto, a comoção em torno do boato mostra que a eleição de um governo tucano poderia resultar em grave comoção social, caso programas sociais como o Bolsa Família fossem desidratados ou até extintos.
Em segundo lugar, a escolha das regiões Norte e Nordeste como alvos do boato revela clara intenção política por trás dele.
Uma das perguntas mais significativas que se faz, é a seguinte: por que só Pará, Piauí, Paraíba, Bahia, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte, Amazonas e Tocantins foram atingidos se o Bolsa Família está presente no país inteiro?
Em terceiro lugar, os meios para difusão do boato. Relatos das vítimas revelam que três instrumentos foram usados para difundi-lo: internet, telefone e “boca a boca”.
É evidente, porém, que uma população tão desassistida não iria ficar fazendo interurbanos para outros Estados para difundir a informação falsa. E tampouco teria como usar a internet em larga escala.
Uma pesquisa feita pelo Blog na internet, porém, localizou postagem (vide imagem no topo do post) em um fórum do UOL em que alguém que se diz “Filho de pai alemão e mãe finlandesa, nascido e criado no Brazil” trata de difundir o boato.
A pessoa coloca a seguinte frase em destaque:
“Tá rolando um boato de que o bolsa família vai acabar, minha empregada está preocupada”
Mais abaixo, na página, o cidadão que se diz filho de estrangeiros mostra que a tese de jornalistas da grande mídia como Ricardo Noblat de que o governo Dilma e o PT é que teriam espalhado o boato não tem a menor lógica.
O cidadão que difunde o boato afirma que sua empregada “Disse que se [o Bolsa Família] acabar nunca mais vai votar no PT” e que ele mesmo “Apesar de não votar no PT” estaria “Preocupado” por ter “Medo déla pedir aumento”
Observação: para visitar a página original da postagem basta clicar na imagem no topo do post
Como se vê, o boato não foi espalhado apenas por “boca a boca” entre gente pobre. Além da internet, telefonemas foram usados e não se imagina gente humilde fazendo ligações interurbanas para difundir a notícia falsa.
Perguntas importantes
Por que os Estados do Sul, do Sudeste e do Centro Oeste não foram atingidos pelo boato criminoso?
Quem e quantos fariam interurbanos para passar a informação falsa adiante?
Qual a motivação de pessoas como a que se diz “filho de pai alemão e mãe finlandesa” para colocar a informação falsa na internet?
Quem se beneficiaria da difusão desse boato?
É possível concluir, também, que se uma simples busca na internet permitiu a este Blog localizar alguém difundindo o boato alarmista, por certo a Polícia Federal não terá maiores dificuldades para localizar outras postagens parecidas.
As vítimas do boato também poderão ajudar a refazer seu caminho relatando quem as desinformou, que será procurado e, por sua vez, relatará quem lhe passou a informação e assim por diante, de forma a chegar à origem da farsa.
A principal conclusão que se pode extrair desse episódio, neste momento, é a de que um aparato significativo e muito dinheiro foram usados para espalhar uma informação que dificilmente interessaria ao PT e ao governo Dilma espalhar.
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NOVOS EMPREGOS EM ABRIL: BRASIL 196 MIL X 165 MIL EUA
Economia nacional criou mais vagas de trabalho no mês passado do que o maior PIB do mundo; mas enquanto nos Estados Unidos do presidente Barack Obama análises saúdam resultado "acima das expectativas", no Brasil da presidente Dilma Rousseff a ordem na mídia tradicional é ser estraga prazer: "Trata-se do pior resultado para o mês desde 2009", frisa notícia do site G1; meio eletrônico das Organizações Globo esconde que, nos últimos doze meses, foram criados 1.087.410 postos formais de trabalho, com crescimento de 2,79% em comparação com período anterior; País vai vencendo a crise, mas torcida contra não cede
21 DE MAIO DE 2013 ÀS 16:19
247 – "Trata-se do pior resultado para o mês desde 2009". Com esta frase o portal G1, um dos meios eletrônicos da família Marinho, comenta um resultado que, na verdade, é emblemático da pujança da economia brasileira. No mês de abril foram criados no País nada menos que 196.913 novos empregos. Com este resultado, a soma de vagas criadas nos últimos doze meses é de 1.087.410, um montante 2,79% superior aos doze meses anteriores. No governo Dilma Rousseff, desde janeiro de 2011, foram criados contados 4.139.853 empregos formais, o que daria, por exemplo, para acabar com a crise de desemprego na Espanha e em Portugal.
Nos Estados Unidos, a mídia local saudou a criação de 165 mil empregos no mesmo mês de abril como "acima das expectativas". Economistas consultados pelo Instituto Dow Jones afirmaram anteriormente, sobre o período, que aguardavam o surgimento de 148 mil vagas. Ou seja, sobre uma previsão modesta, os americanos podem comemorar um resultado numérico inferior ao alcançado no Brasil – onde a mídia tradicional busca nas piores comparações um meio de trabalhar pelo fracasso.
O jogo de impor uma fracassomania no Brasil é arriscado. O saldo de 196 mil novos empregos no País se deu pela diferença entre 1.938.169 contratações e 1.741.256 demissões. Isto mostra uma economia de porte gigantesco, submetida a complexas situações de temperatura e pressão. Campanhas que apontam um Brasil que não cresce – apesar de uma dezena de indicadores objetivos em contrário – trabalham na direção de prejudicar milhões de famílias.
Nos Estados Unidos, ao contrário, partindo de uma expectativa real, feita em razão de toda a crise internacional em curso, chega-se a um resultado pior, porém efetivamente comemorado. Enquanto aqui meios com ainda grande penetração jogam contra, lá se faz coro a favor.
Na semana passada, em nova coincidência, o resultado do crescimento do PIB brasileiro no primeiro trimestre foi divulgado no mesmo dia que o crescimento do PIB do Japão no mesmo período. A exemplo de outros veículos, o jornal Folha de S. Paulo, da família Frias, saudou o resultado de 0,5% de crescimento do PIB japonês como algo próximo do espetacular, cercando de elogios a atuação do banco central do país asiático. O PIB 1% maior no Brasil – exatamente o dobro que foi conseguido pelo Japão – foi apontado como um resultado fraco, com previsões de não se repetir. O problema é que a realidade com seus fatos teima em desmentir os que não apenas jogam pelo insucesso, mas mal sabem ler números macroeconômicos e, muito menos, compará-los ao que está acontecendo no mundo.
Abaixo, notícia da portal G1, da família Marinho, sobre a criação de empregos no Brasil. Em seguida, texto da Agência Brasil com a mesma informação. Depois, notícia do Jornal do Brasil sobre a criação de empregos nos EUA e, a seguir, no quarto bloco, releases recebidos hoje pela redação do 247, um deles intitulado: DIANTE DE CRESCIMENTO CONTÍNUO DO SETOR, INDÚSTRIA DO PLÁSTICO REALIZA FEIRA EM SP QUE ALAVANCA A ECONOMIA DO MERCADO
Acompanhe:
G1
21/05/2013 14h47 - Atualizado em 21/05/2013 14h56
País cria 196,9 mil empregos em abril, diz Ministério do Trabalho
Resultado é o pior para o mês desde 2009, segundo dados do Caged.
No acumulado do ano, país criou 549.064 empregos formais.
No acumulado do ano, país criou 549.064 empregos formais.
Fábio AmatoDo G1, em Brasília
Comente agora
O Brasil criou 196.913 novos postos formais de trabalho em abril, informou nesta terça-feira (21) o Ministério do Trabalho e Emprego. Trata-se do pior resultado para o mês desde 2009, quando foram criados 106.205 empregos. Na comparação com abril do ano passado, a queda é de 9,25%.
No acumulado de janeiro a abril, o país soma 549.064 empregos criados, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Esse número se refere à série ajustada, ou seja, que incorpora as informações declaradas fora do prazo
AGÊNCIA BRASIL
Brasil cria 196.913 empregos formais em abril, aponta Caged
21/05/2013 - 15h10
• Economia
Heloisa Cristaldo
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Em abril, foram criados 196.913 empregos com carteira assinada no país, aumento de 0,49% em relação ao mês anterior, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. O número é a diferença entre 1.938.169 de contratações e 1.741.256 de demissões.
Nos últimos 12 meses, foram criados 1.087.410 de postos formais de trabalho, crescimento de 2,79% em comparação ao período anterior. De janeiro de 2011 a abril de 2013, a criação de empregos chega a 4.139.853.
Edição: Carolina Pimentel
JORNAL DO BRASIL
A economia dos EUA criou 165 mil empregos em abril, segundo o Departamento do Trabalho, superando a previsão de economistas consultados pela Dow Jones, que esperavam 148 mil novos postos de trabalho.
Além do dado positivo de abril, o número de criação de vagas em março foi revisado para 138 mil, de 88 mil na leitura original. Já o resultado de fevereiro também foi revisado para cima, para 332 mil empregos, de 268 mil originalmente. O novo número de fevereiro é o mais alto desde maio de 2010.
O governo federal eliminou 8 mil vagas no mês passado, com o serviço postal dos EUA sendo responsável por mais da metade do total. Nos Estados e municípios, também houve corte de empregos.
O setor privado gerou 176 mil vagas, se responsabilizando integralmente pelo resultado positivo de abril. No setor manufatureiro, o emprego ficou estável no mês passado. As informações são da Dow Jones.
Além do dado positivo de abril, o número de criação de vagas em março foi revisado para 138 mil, de 88 mil na leitura original. Já o resultado de fevereiro também foi revisado para cima, para 332 mil empregos, de 268 mil originalmente. O novo número de fevereiro é o mais alto desde maio de 2010.
O governo federal eliminou 8 mil vagas no mês passado, com o serviço postal dos EUA sendo responsável por mais da metade do total. Nos Estados e municípios, também houve corte de empregos.
O setor privado gerou 176 mil vagas, se responsabilizando integralmente pelo resultado positivo de abril. No setor manufatureiro, o emprego ficou estável no mês passado. As informações são da Dow Jones.
TEXTOS INFORMATIVOS RECEBIDOS NESTA TERÇA-FEIRA 21 POR 247:
DIANTE DE CRESCIMENTO CONTÍNUO DO SETOR, INDÚSTRIA DO PLÁSTICO REALIZA FEIRA EM SP QUE ALAVANCA A ECONOMIA DO MERCADO
Lançamentos e negócios gerados no evento garantem maior movimentação nas vendas do setor
São Paulo, 21 de maio de 2013 - Se há um setor que se destaca no cenário da indústria nacional, esse mercado é o da indústria do plástico. Máquinas, resinas e matérias químicas encontram cenário de crescimento quando destinados à produção plástica. Prova disso é a FEIPLASTIC – Feira Internacional do Plástico, que acontece de 20 a 24 de maio, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em SP e traz mais de 1.400 marcas expositoras, dentre elas 144 pela primeira vez no evento. Realizada a cada dois anos, o evento é palco de grandes negociações e lançamentos do setor, responsável por aumentar a visibilidade e a rentabilidade de toda a cadeia produtiva da indústria do plástico. A entrada no evento é gratuita para profissionais do setor pré credenciados pelo sitewww.feiplastic.com.br. O evento funciona das 11h às 20h. Confira alguns destaques do evento:
PIOVAN ESPERA CRESCER 15% EM 2013 E APRESENTA SOLUÇÕES EM REFRIGERAÇÃO INDUSTRIAL
Empresa tem registrado crescimento anual constante, e mostra na Feiplastic lançamentos como o Chiller CA/W, com capacidade de refrigeração de até 326 mil kcal/h
São Paulo, 21 de maio de 2013 - Elementos como refrigeração e dosagem para processos industriais são utilizados por segmentos tão diversos como alimentação, transporte e produção de produtos à base de polímeros, entre outros. E é por essa abrangência que a Piovan é líder mundial em suas áreas de atuação. Expositora da Feiplastic 2013, a empresa apresenta linhas completas para refrigeração industrial, periféricos para alimentação e transporte, secagem, dosagem, e granulação de materiais termoplásticos.
De acordo com Ricardo Prado Santos, vice-presidente para América do Sul, a empresa multinacional sediada em Veneza exporta 30% dos produtos fabricados no Brasil. "Registramos crescimento todo ano, e nossa expectativa é crescer 15% em 2013. Por isso a participação na Feiplastic é importante, pois é um lugar apropriado para conversar com clientes e conhecermos novos projetos". O executivo explica que cerca de 95% dos equipamentos comercializados aqui e em toda América do Sul são fabricados nacionalmente. .
Entre os lançamentos reservados para a feira, um dos destaques se aplica às áreas de alimentação e transporte - o dispositivo universal RYNG, que mede a produtividade de eficiência da linha de alimentação, verificando em tempo real a quantidade de material que passa pela entrada de rosca de plastificação. Para refrigeração, a Piovan apresenta o Chiller da Série CA/W, com capacidade de refrigeração até 326.000 kcal/h. Na área de dosagem gravimétrica e volumétrica está exposto o LYBRA, para masterbatch (concentrado de pigmento em um veículo compatível com polímero a ser utilizado), aditivos e reciclados. Essa linha possui alto nível de precisão, controle avançado e interface simples.
De acordo com Ricardo Prado Santos, vice-presidente para América do Sul, a empresa multinacional sediada em Veneza exporta 30% dos produtos fabricados no Brasil. "Registramos crescimento todo ano, e nossa expectativa é crescer 15% em 2013. Por isso a participação na Feiplastic é importante, pois é um lugar apropriado para conversar com clientes e conhecermos novos projetos". O executivo explica que cerca de 95% dos equipamentos comercializados aqui e em toda América do Sul são fabricados nacionalmente. .
Entre os lançamentos reservados para a feira, um dos destaques se aplica às áreas de alimentação e transporte - o dispositivo universal RYNG, que mede a produtividade de eficiência da linha de alimentação, verificando em tempo real a quantidade de material que passa pela entrada de rosca de plastificação. Para refrigeração, a Piovan apresenta o Chiller da Série CA/W, com capacidade de refrigeração até 326.000 kcal/h. Na área de dosagem gravimétrica e volumétrica está exposto o LYBRA, para masterbatch (concentrado de pigmento em um veículo compatível com polímero a ser utilizado), aditivos e reciclados. Essa linha possui alto nível de precisão, controle avançado e interface simples.
COM R$ 3 MILHÕES INVESTIDOS EM LOGÍSTICA E ESTOCAGEM, GGD METALS LEVA AGILIDADE À INDÚSTRIA PLÁSTICA
Com grande estoque de pré-moldado de Aço P20, empresa garante entrega rápida para o setor de máquinas-ferramenta
Integrante vital na produção de máquinas-ferramenta para o setor da indústria plástica, o aço industrial está presente na FEIPLASTIC em empresas como a GGD Metals. André Dias, diretor-executivo, explica que atualmente foram investidos R$ 3 milhões em Logística e Estocagem para facilitar a entrega de produtos. "Participamos desta feira há 15 anos, e nesta edição, Logística e Estocagem de aço P20 é o principal produto que queremos mostrar. Temos um grande estoque em aço em todas as espessuras procuradas pela indústria, e dessa maneira conseguimos agilizar a entrega para o cliente em pelo menos dois dias.
O executivo também comentou as recentes ampliações da fábrica em São Paulo capital, em busca de maior produtividade, e que somaram R$ 700 mil. "São investimentos dentro do já existente, Com o boom imobiliário, compensa aumentar o que já temos. Um dos setores que na hora do rateio não se pagava era o de oxicorte (técnica para corte de metais que consiste na ruptura através da erosão térmica). Isso porque não conseguíamos atender a demanda".
Dias também comenta a importância de se estar em uma feira de negócios como a Feiplastic. "Posso dizer que cerca de 30% dos nossos melhores clientes surgiram do relacionamento em feiras como esta. Na indústria plástica, temos dois focos diretos: produção de máquinas injetoras e de extrusão, porque temos forte atuação na área de moldes e matrizes. Na última década a indústria nacional se desenvolveu muito, e agora precisa ganhar cada vez mais produtividade".
Mais Informações:
Feiplastic – Feira Internacional do Plástico 2013
Data: 20 a 24 de maio de 2013
Horário: Segunda a sexta das 11h às 20h
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi
Av. Olavo Fontoura, 1.209 – Santana – São Paulo – SP – Brasil
http://www.feiplastic.com.br/
Feiplastic – Feira Internacional do Plástico 2013
Data: 20 a 24 de maio de 2013
Horário: Segunda a sexta das 11h às 20h
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi
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segunda-feira, 20 de maio de 2013
TERRORISMO ELEITORAL VOLTA COM FORÇA PARA 2014
Boato sobre fim do Bolsa Família não é o primeiro – e certamente não será o último – a arrepiar o Brasil; nos tempos da inflação alta havia o "boato da quinta-feira", como classificou Delfim Netto; intenção era criar cenário para a especulação; hoje, espalha-se na mídia tradicional que o desemprego ronda a economia, mas na verdade houve a criação de 200 mil novas vagas no mês de abril; jornais e tevês propagandeiam disparada da inflação, mas taxa de 6,49% para os últimos doze meses a coloca na meta; em 1989, Lula foi carimbado como futuro sequestrador da poupança, porém gesto foi praticado por Fernando Collor; em 2010, Fernando Haddad viu-se alvo de um disparo virtual de um colaborador da campanha de José Serra, segundo o qual o Enem seria cancelado; multiplicação da mentira sobre fim do Bolsa Família indica padrão do que será usado contra a reeleição de Dilma Rousseff: baixaria, confusão e risco às instituições; boatos e rumores, afinal, são primos de atentados e violência
247 – Brincar com o fogo dos boatos, mexer com os ânimos de multidões e colocar instituições em risco nunca deixaram de ser hábitos da política brasileira. A julgar pela desinformação jogada nas redes sociais, na sexta-feira 17, de que o governo iria suspender, de imediato, os pagamentos do programa Bolsa Família, esse jogo deletério continua vivo, forte e em plena operação. A 17 meses das eleições presidenciais de outubro do próximo ano, o que se viu agora pode ter sido a repetição de um filme que tende, infelizmente, a não sair de cartaz até a hora do voto numa disputa que já se anuncia polarizada entre uma aglutinação de partidos de esquerda em torno da presidente Dilma Rousseff e seus adversários no canto oposto do ringue ideológico.
Na primeira eleição do Brasil pós-ditadura militar, em 1989, o então candidato Lula teve de se defender, em grande parte do campanha, desse adversário invisível. Correu de boca em boca, não se sabe a partir de qual ponto inicial, que Lula iria sequestrar a poupança dos brasileiros. Na verdade, o gesto foi praticado, no primeiro dia de governo, por seu adversário Fernando Collor, que venceu a disputa em segundo turno.
Dois anos atrás, quando escalava rapidamente as taxas de intenção de votos nas pesquisas eleitorais, o hoje prefeito de São Paulo Fernando Haddad foi alvo do mesmo veneno. A partir de um disparo nas redes sociais, espalhou-se na reta final de uma eleição disputada cabeça a cabeça que o exame do Enem estava cancelado. Soube-se, pouco mais tarde, que o boato saíra de um programador terceirizado da campanha do tucano José Serra, mas até que se provasse a origem, todo o ônus dos desmentidos recaiu sobre o governo e a campanha petista.
BOATO DA QUINTA-FEIRA - Não é apenas na política que os boatos são usados como arma para a instalação de grandes celeumas. Nos tempos da inflação disparada, na década de 1980, os rumores sobre medidas econômicas radicais eram sempre espalhados num determinado dia da semana, quase todas as semanas. "É o boato da quinta-feira", divertia-se o ex-ministro Delfim Netto, que passou a desdenhar da insistência com que as informações falsas eram transmitidas.
Mais recentemente, boatos passaram a circular às sextas-feiras, especialmente em Brasília, envolvendo os temas das capas das revistas semanais que circulam ao sábados. Durante o governo Lula, o diz-que-diz-que demolidor sobre escândalos no governo era constantemente assoprado na forma de descobertas espetaculares feitas por jornalistas, ora da revista Veja, ora da concorrente Época, dos grupos Abril e Globo. Mas o volume de rumores sempre foi muito maior do que o da informação verdadeira.
Antes dos boatos, o Brasil, igualmente no período da redemocratização, viveu a fase dos atentados. Para impedir a abertura política, personagens ligados ao regime militar passaram, nos anos 1980, a incendiar bancas de jornais, em grandes cidades, que vendiam jornais legais de partidos políticos que ainda era clandestinos. Uma carta-bomba, no mesmo período, foi enviada à sede da OAB no Rio de Janeiro, matando a secretária Lídia Monteiro. Durante as eleições para governadores de Estado, em 1982, julho tornou-se um mês de apagões de energia, cujas justificativas técnicas nunca foram apresentadas. Percebe-se, assim, que violência e boatos são prinos.
ECONOMIA FUSTIGADA - Antes do boato sobre o fim do Bolsa Família, o mercado financeiro, dois meses atrás, foi abalado pela circulação de rumores, em torno de um discurso da presidente Dilma no exterior, de que o governo passara a não ter mais interesse em controlar a inflação. O resultado foi uma intensa movimentação especulativa no mercado de juros. Na reunião seguinte do Copom, para discutir a elevação ou não da Selic, o que se viu foi uma subida de 0,5 ponto na taxa, para muitos com relação direta ao boato motivacional.
Há boatos correntes, estampados na mídia tradicional quase todos os dias, sobre a explosão da inflação. O que se vê de verdade, porém, é uma taxa dentro da meta, no mês passado de 6,49% nos últimos doze meses, segundo o IBGE. Outro boato permanente, que tem servido de base de análise para muitos colunistas da mídia tradicional, especialmente na televisão, e mais particularmente na tevê Globo, versa sobre a queda nos níveis de emprego da economia brasileira. O número divulgado por Dilma nesta segunda-feira 20, no entanto, dá conta de quase 200 mil vagas novas de trabalho tendo sido criadas no mês de abril – e 4,1 milhões desde o início do seu governo. Os rumores, no entanto, são os de que a saúde da economia brasileira está por um fio.
O problema de boatos e rumores é o de que eles têm o poder, muitas vezes, de serem como profecias auto-realizáveis. A corrida aos guichês da Caixa Econômica Federal, no sábado, poderia ter acarretado no desastre de saques bilionários, o que afetaria a condição financeira de qualquer instituição. Houve agências em que, com medo de tumultos, os gerentes aceitaram pagar benefícios antecipadamente para não terem as instalações depredadas.
O boato que a presidente Dilma classificou de "absurdamente desumano" e "criminoso" teve apenas uma consequência de verdade: reafirmou a força popular do próprio Bolsa Família, um programa assistencial que teve um embrião tímido no governo tucano de Fernando Henrique, mas que foi dinamizado na gestão de Lula e ampliado na administração Dilma. O povo que correu às agências da Caixa sabe que essa conquista, a depender do resultado das eleições presidenciais de 2014, efetivamente pode ser ameaçada. Até lá, o boato é apenas um boato, já desmentido - e um crime.
Abaixo, notícia da Agência Brasil sobre a início das investigações, pela Polícia Federal, sobre a origem do boato contra o Bolsa Família:
Polícia Federal abre inquérito para apurar origem de boatos envolvendo o Bolsa Família
Luciano Nascimento
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A Polícia Federal vai investigar a origem dos boatos sobre a suspensão dos benefícios do Programa Bolsa Família. O inquérito foi aberto hoje (20) por determinação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
Após os boatos, a Caixa Econômica Federal registrou 920 mil saques de beneficiários do programa, somente no final de semana. Foram sacados R$ 152 milhões, informou a Caixa. De acordo com a instituição, o total de saques ocorridos até esta segunda-feira segunda será confirmado amanhã (21), depois de fechar os registros feitos nos terminais de autoatendimento.
A presidenta Dilma Rousseff criticou hoje os boatos em torno do Bolsa Família e assegurou o compromisso do seu governo com o programa. "Queria deixar claro que o compromisso do meu governo com o Bolsa Família é forte, profundo e definitivo", disse a presidenta durante cerimônia que marcou o início da operação do navio-petroleiro Zumbi dos Palmares, no Porto de Suape, em Pernambuco.
"É algo absurdamente desumano o autor desse boato. Além de ser desumano, ele é criminoso. Por isso colocamos a Polícia Federal para descobrir a origem do boato, que tinha por objetivo levar a intranquilidade a milhões de brasileiros que nos últimos dez anos estão saindo da pobreza extrema", ressaltou a presidenta da República.
Edição: Aécio Amado
POR QUE A EUROPA FOI PARA O SACO. CULPA DA URUBÓLOGA ! “Austeridade”, “juros altos” … isso é papo de credor.
Neste fim de semana, o ansioso blogueiro teve o raro prazer de ler de Paul Krugman no ensaio “como a defesa da austeridade econômica foi para o saco (tradução não literal)”, na última edição da The New York Review of Books.
As setas inflamadas de Krugman apontaram para o peito de Kenneth Rogoff, que foi do FMI e do Banco Central americano, e se tornou o máximo-guru da teoria neolibelês (*).
Os Estados Unidos e o PiG (**) brasileiro levam o Rogoff muito a sério.
E a Europa também, a ponto de seu último trabalho, “Crescimento em tempo de dívida”, ser citado pelos fundamentalistas dos juros nos bancos centrais e instituições monetárias, depois que a Grécia quebrou.
Krugman mostra que, depois da crise de 2008, os Estado Unidos e a Europa até que tentaram algum keynesianismo, alguma intervenção: fazer o Estado gastar para criar demanda.
Krugman explica de forma trivial a necessidade de uma intervenção estatal em tempo de crise, com o princípio da interdependência: o seu gasto é a minha renda; o meu gasto é a sua renda.
Se nós dois tentarmos pagar a dívida com a redução dos gastos, a renda dos dois vai cair.
E essa redução da renda pode aumentar a nossa dívida, além de produzir desemprego em massa.
Contra essa obviedade desconcertante, Rogoff e Carmen Reinhardt demonstraram de forma categórica que a Histórica não perdoou a economia que tivesse uma dívida correspondente a 90% do PIB.
Passou dos 90% – como tinha sido o caso da Grécia -, a economia ia pro brejo !
(A do Brasil está perto de 50% do PIB.)
Essa “descoberta” assustadora ajudou a reverter as políticas econômicas suavemente expansionistas nos Estados Unidos e da Europa.
Dívidas, jamais !
E passaram todos a cortar os gastos de forma radical: Grécia, Espanha, Portugal … uma carnificina atrás da outra.
E o desemprego se tornou em massa: 25 milhões na Europa !
60% dos jovens espanhóis !
Até que Thomas Herndon, estudante de graduação da Universidade de Massachusetts, Amherst refez os cálculos do Rogoff e descobriu um erro primário: o jenial neolibelês (*) errou a “planilha Excel”.
Um pecado ginasiano !
A teoria dos 90% desabou sob o peso da arrogância.
Krugman demonstra que não há relação entre mais dívida e menos crescimento.
É papo neolibelês sem fundamento histórico.
Aí, vem a tese de Krugman para explicar por que a tese furada do Rogoff foi aceita tão rápido quanto radicalmente.
Porque há uma lógica que os brasileiros conhecem de cor e salteado.
Cortar investimentos e privatizar.
Assim, os Governos fazem caixa e pagam os bancos.
De quebra, juros altos.
Para engordar os bancos.
É uma política para os credores.
E os devedores que se lixem.
Na fila do desemprego.
Enquanto não acabam com o seguro-desemprego.
Em tempo: no Brasil, os fundamentalistas dos juros têm à frente a Urubóloga, que, como se sabe, foi o melhor pensador neolibelês que o Brasil conseguiu produzir. Não chega a ser um Rogoff, mas tenta.
Em tempo 2: como lembra o Bessinha, o Pinochet e o Videla foram pioneiros do neolibelismo (*) – e outros crimes – na América Latrina.
Paulo Henrique Amorim
(*) “Neolibelê” é uma singela homenagem deste ansioso blogueiro aos neoliberais brasileiros. Ao mesmo tempo, um reconhecimento sincero ao papel que a “Libelu” trotskista desempenhou na formação de quadros conservadores (e golpistas) de inigualável tenacidade. A Urubóloga Miriam Leitão é o maior expoente brasileiro da Teologia Neolibelê.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
Como o Estadão fez sumir sua chantagem contra Aécio.
Em fevereiro de 2010, uma guerra fratricida foi desencadeada no PSDB. O segundo mandato de Lula chegava ao fim e ele não podia ser candidato à própria sucessão. Os tucanos e a mídia sua aliada estavam céticos quanto às possibilidades do “poste” que achavam que Dilma era e, assim, acreditavam que, fosse quem fosse o candidato deles, seria eleito.
Dois pré-candidatos disputavam a indicação do PSDB para a “barbada” eleitoral que a direita brasileira acreditava que se avizinhava – derrotar uma mulher sem o carisma de Lula e que jamais disputara uma eleição na vida. José Serra e Aécio Neves, então, digladiavam-se pela primazia de enfrentar Dilma.
A imprensa atucanada de São Paulo e do Rio de Janeiro (leia-se Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e O Globo) estava muito irritada com Aécio. Apesar de esses veículos e o PSDB acreditarem que Dilma, então praticamente estagnada nas pesquisas, seria mera sparring de dois políticos profissionais como Aécio e Serra, preferia o segundo.
No caso da imprensa paulista, até por Serra ser paulista também – sem falar na maior identificação ideológica com ele –, essa “imprensa” fustigou o PSDB por meses até que Aécio fosse preterido.
Serra estava melhor nas pesquisas e esses veículos, que há mais de uma década demonstram que não entendem a política brasileira, não acreditavam que alguém pudesse começar uma campanha eleitoral com percentuais de intenção de voto tão baixos quanto Dilma e o próprio Aécio tinham e chegar a vencer a eleição.
Nesse jogo, o jornal O Estado de São Paulo fez o movimento mais ousado: chantageou Aécio com um texto literalmente criminoso, escrito por seu ex-editorialista e ex-colunista Mauro Chaves, que faleceria um ano depois.
No auge dessa disputa entre Serra e Aécio, o Estadão publicou artigo de Chaves contendo uma chantagem contra o então governador de Minas Gerais, conhecido por sua vida de “playboy” e sobre quem circulam, há anos, boatos sobre ser usuário de cocaína.
O título do artigo que Chaves escreveu e que foi publicado pelo Estadão em 28 de fevereiro de 2010 já dispensaria o resto do texto: “Pó pará, governador”. Confira, abaixo, a íntegra do artigo.
Chaves era um homem bastante erudito. Seu texto era escorreito. Por que usar um título como esse? Por que não “Pode parar, governador”? Ora, porque estava mandado um recado de que os boatos sobre Aécio ser usuário de “pó” (cocaína) viriam à tona caso insistisse em criar dificuldades à candidatura Serra.
O artigo causou grande alvoroço e, pouco depois, Serra foi sagrado candidato para a “barbada” que a mídia ligada ao PSDB e o próprio partido acreditavam que seria a disputa contra o “poste de Lula”.
Faltara, entretanto, combinar com os “russos”, ou seja, com o povo.
Voltemos ao presente. Escrevendo um post sobre os ataques de Aécio ao PT durante a convenção do PSDB do último sábado, na qual o hoje senador por Minas Gerais foi eleito presidente do partido, abordei o artigo chantagista em questão.
Pretendia colocar o link para ele no texto. Fazendo a busca no portal do Estadão para localizá-lo, encontro esse link. Contudo, quando tento acessá-lo não consigo – conduz a uma página em branco.
Veja o link:
Cito no post, então, o fenômeno. Digo que, “estranhamente”, o link do Estadão para sua matéria conduz a lugar nenhum.
Eis que o leitor Reinaldo Luciano, intrigado como eu, usa seus conhecimentos e mostra que ninguém consegue esconder nada na internet.
O excelente trabalho de Reinaldo desvendou o mistério. Leia, abaixo, o comentário que ele colocou no post anterior, onde explica como o Estadão conseguiu fazer sumir a chantagem que fez Aécio desistir de ser o candidato do PSDB à Presidência da República em 2010 em favor de Serra.
—–
Reinaldo Luciano
twitter.com/rei_lux
Comentário enviado em 20/05/2013 as 11:16
A respeito da matéria que não abre no Estadão, verifiquei a página e realmente não abria.
Usei o http://archive.org/web/web.php e localizei a dita página, que foi armazenada em cache 28 vezes desde que foi publicada.
Este é o link original, onde a matéria não abre:
E este é o link recuperado:
Ao analisar o cache, notei que, em 26/08/2010, a matéria teve uma linha alterada ou acrescentada, como pode ser vista aqui:
O fato é que, após essa mudança (quando Serra já era candidato e Aécio não representava mais problema), a página sumiu…
Fiz um print screen da página e postei no twitter
E, para ser ainda mais chato com o Estadão, fiz um videozinho de minhas andanças pelo cache. Veja, abaixo.
FHC FOI O QUE SOBROU NO BAÚ DO PSDB Quem foi vender o controle da Petrobrás na Bolsa de Nova York ?
Saiu na Folha (*):
AÉCIO ASSUME PRESIDÊNCIA DO PSDB E DIZ QUE SIGLA ERROU AO ESCONDER FHC
Senador defende privatizações e afirma que disputa com o PT ‘não será fácil’. “Somos o partido das privatizações que tão bem fizeram ao Brasil”.
Ressaltou, contudo, que o partido nunca quis privatizar a Petrobras -tema que deu dor de cabeça em 2006.
O candidato do PSDB à presidência da Repúbiica – se o Padim Pade Cerra deixar – não tem uma ideia nova.
Nem o PSDB.
É o partido da Privataria, que, agora, finge que não quis vender a Petrobrax.
E que partido foi à Bolsa de Nova York entregar o controle da Petrobrax ?
Quem prometeu entregar o pré-sal à Chevron, segundo o WikiLeaks ?
E o próprio Aécio Never, ao se lançar candidato, a primeira coisa que disse foi que ia abrir a Petrobrás.
Não se esqueça, amigo navegante, mataram Vargas por causa da Petrobrás.
A Petrobras é a ideia fixa da Big House.
FHC foi uma expressão frustrada desse desejo.
Aécio pretende reencarná-lo.
Se o Padim deixar.
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
domingo, 19 de maio de 2013
Apareceu proposta do PSDB ao país: arrochar o salário-mínimo
Quem se informou sobre a convenção do PSDB que ocorreu no último sábado e que elegeu Aécio Neves seu presidente pode pensar que a única proposta da agremiação para o Brasil resume-se à definição do jornalista Elio Gaspari (colunista de O Globo e Folha de São Paulo) sobre a estratégia eleitoral do partido, que acha que se seus eleitores ficarem com duas vezes mais raiva do PT os candidatos tucanos terão o dobro de votos.
Todavia, a proposta tucana de governo não se resume a um dos governadores do PSDB –envolvido até o pescoço com o crime organizado de Goiás – chamar Lula de “canalha” ou a outro – que o falecido colunista do Estadão Mauro Chaves acusou tacitamente de ser cocainômano em artigo de 28 de fevereiro de 2009 intitulado “Pó pará, governador” (*) – acusar o governo Dilma de ser “orgulhosamente incompetente”.
Ainda que a lenga-lenga do pré-candidato a presidente Aécio Neves tenha se resumido a ataques e a promessas de “fazer mais” do que a atual ocupante do Palácio do Planalto – porém, sem dar detalhe algum –, o PSDB tem, sim, programa de governo e esse programa foi emblematicamente apresentado por jornal ligado ao partido, em forma de editorial, poucas horas após a convenção tucana, na tarde de sábado.
A edição dominical da Folha de São Paulo, como de costume, chegou às bancas ao fim da tarde de sábado, enquanto o PSDB ainda se auto congratulava por “feitos” durante o governo FHC que a esmagadora maioria dos brasileiros vem rejeitando há mais de uma década. Nessa edição, o editorial “A indústria de Dilma” anuncia, veladamente, o programa tucano para o país caso vença a eleição presidencial do ano que vem.
Detalhe: os termos do editorial foram acertados há poucos dias entre a direção do jornal e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com a anuência do pré-candidato Aécio Neves.
Apesar da pouca clareza do texto sobre o que propõe para pôr no lugar do modo petista de governar o Brasil e da falta de informação de que tais propostas não são dos donos daquele jornal, mas decorrentes da visão do PSDB sobre como “fazer mais” do que o PT, é possível detectar algumas medidas que certamente serão adotadas caso Aécio Neves – ou algum outro tucano – vença a eleição presidencial de 2014.
Já no quinto parágrafo do editorial em questão, o diagnóstico é o de que haveria em nossa economia um “Descasamento entre a voracidade do consumo e as deficiências da oferta” por conta de que “Os custos -salariais, tributários e de logística dispararam e a produtividade estagnou”.
Haveria que perguntar ao editorialista, que escreveu as ideias tucanas sob ordem do dono do jornal, que tributos “dispararam”, pois o governo Dilma não aumentou impostos e, em vez disso, vem adotando seguidas medidas para desonerar a produção via redução de impostos na folha de pagamento ou em produtos ou em importação de máquinas e equipamentos, entre outros.
Todavia, o editorial tem razão em um ponto: os “custos salariais”. Como se sabe, Aécio é o candidato preferido dos grandes empresários brasileiros justamente porque, intramuros, o PSDB promete a eles interromper o ciclo de valorização da mão-de-obra brasileira, a qual esses empresários, a Folha e o partido enxergam como “custo”.
Cheio de falácias, o editorial ignora que a União Europeia, por exemplo, composta por 17 países, com a retratação da economia de 0,2% no primeiro trimestre deste ano acumula há quinze meses consecutivos o período recessivo mais longo de sua história e, assim, o texto acusa o governo Dilma pelo crescimento modesto de 2012 – que, de qualquer forma, foi positivo – em meio à maior e mais duradoura crise econômica mundial que já se viu.
A conhecida retórica do PSDB que a Folha transformou em editorial afirma que “Em nenhum setor os problemas são mais evidentes do que na indústria, cuja produção está no mesmo nível de 2007” porque “O país perdeu a capacidade de competir nos mercados globais”.
Tudo bobagem. Não é “O país” que “Perdeu capacidade de competir”; o mundo é que está estagnado.
Assim mesmo, o crescimento de 1,05% do Brasil no primeiro trimestre projeta no ano evolução do PIB três ou quatros vezes maior do que a do ano passado e, na pior das hipóteses, o primeiro governo Dilma Rousseff deve terminar com um crescimento médio igual ou até melhor do que o obtido pelo PSDB durante seu governo de oito anos, porém com inflação média bem mais baixa, sem o desemprego galopante da era tucana, com distribuição de renda que FHC não deu ao país e com salários e renda das famílias mais altos da história.
O editorial, ao sair do diagnóstico mambembe e partir para proposituras, diz que “Como o avanço brasileiro enxugou a ociosidade no mercado de trabalho, não há saída para acelerar o crescimento sem aumento da produtividade” e que “A reindustrialização do país precisa ter como ponto focal um modelo de crescimento mais equilibrado e sustentável”
A Folha acerta no “detalhezinho” sobre “Enxugar a ociosidade no mercado de trabalho” – tradução para a situação de pleno emprego no Brasil que é invejável em todo o mundo, sobretudo nos países ricos, nos quais a taxa de suicídios causados pelo desemprego não para de subir.
Todavia, que diabo seria esse “Modelo de crescimento mais equilibrado e sustentável” que o PSDB inseriu no editorial da Folha?
Aqui volta à cena o recém-anunciado apoio de 66% dos grandes empresários à candidatura tucana à Presidência. O editorial, enfim, revela o que o PSDB fará se voltar ao poder. E não é nada bonito, ao menos para o povo brasileiro. Leia, abaixo, o assustador trecho que revela qual é o programa econômico com que esse partido pretende governar.
“O ajuste macroeconômico implica reduzir o crescimento das despesas públicas abaixo do avanço do PIB, com o fim da política de correção do salário mínimo acima da inflação, controle de gastos previdenciários e limites legais para gastos de custeio e dívida federal”
Por certo, na campanha eleitoral de 2014 o PSDB irá poupar o eleitorado da informação de que irá arrochar o salário mínimo e desidratar os gastos do governo em programas sociais como o Bolsa Família e tantos outros, pois é disso que o editorial trata quando prega “Redução de despesas públicas” e “Controle de gastos previdenciários”.
Mas o que impressiona mesmo – e assusta – é a proposta tucano-folhática de interrupção da política pública que, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), tem tido o maior peso na redução das desigualdades: a valorização do salário-mínimo que vem ocorrendo de fato no Brasil só depois que o PT chegou ao poder, em 2003.
O editorial, porém, tem um mérito: mostrou ao PT o que deve ser denunciado ao povo brasileiro no ano que vem, quando os tucanos e a mídia tentarão aplicar mais um estelionato eleitoral no país, a exemplo daquele que praticaram em 1998, quando prometeram que Fernando Henrique Cardoso não desvalorizaria o real, caso fosse reeleito, e que a desvalorização só ocorreria se Lula vencesse.
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