Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Golpe de Capriles fracassou na Venezuela


Alguns dos hilários eleitores de Capriles na Venezuela:




Logo após a vitória do presidente Maduro, da Venezuela, por quase 2% de diferença, o derrotado Henrique Capriles, tentou um golpe.

Em vez de aproveitar seu próprio fortalecimento nas urnas para tentar vencer em eleições futuras, como acontece em qualquer democracia, tentou dar o golpe no tapetão.

Tentou contestar o resultado das urnas, apesar do sistema eleitoral venezuelano ser elogiado e reconhecido internacionalmente, como um dos mais avançados e seguros do mundo. Além disso, a diferença de quase 300 mil votos é mais do que suficiente para não deixar margem de dúvidas de que, mesmo que se impugnasse uma ou outra urna, não alteraria o vencedor.

Capriles incitou protestos e conflitos, que descambou para violência, com assassinato de sete pessoas adeptas do chavismo, com ataques criminosos a bens públicos que atendem a população mais pobre, como unidades de atedimento de saúde pública, só porque há médicos cubanos suprindo o déficit de profissionais na Venezuela.

O que queria Capriles com isso? Uma rebelião de setores das Forças Armadas a favor de seu golpe, como ocorreu em 2002? Será que pensou que, por Maduro não ser coronel como era Chavez, as Forças Armadas iriam apoiar um golpista aventureiro?

Não conseguiu. Todas as forças institucionais do país, inclusive as Forças Armadas, ficaram do lado da legalidade, exigindo respeito à Constituição e à vontade do povo expressa nas urnas.

Sem adesão de golpistas, Capriles recuou. Tardiamente fez um discurso pedindo manifestações pacíficas, e cancelou uma marcha que queria fazer para ver se o golpe decolava.

Perdeu o capital político que havia colhido. Nas urnas, havia conseguido avançar numa parcela do eleitorado que votou em Chavez meses atras. Ao tentar um novo golpe e flertar até com uma guerra civil, voltou à estaca zero, perdendo o eleitorado moderado que havia conseguido. Só sobrou os golpistas reacionários de sempre, que só gostam de dólares sujos para gastar em Miami e detestam seu próprio povo.

Se Maduro não negligenciar e atuar com firmeza nos pontos específicos de insatisfação popular com o governo, como problemas de abastecimento e de violência, recuperará todos os votos de moderados que Capriles amealhou nestas últimas eleições.

Em tempo: Os trechos são do documentário "Guerra contra a Democracia" (War on Democracy-2007) de John Pilger. Se ainda não assistiu, a íntegra está disponível no Youtube.

Há censura no Brasil, sim


Eduguim
No último sábado, fui um dos palestrantes em um encontro de blogueiros em Curitiba. A “mesa” de debates de que participei teve como tema “Comunicação e Democracia”. Como disse na oportunidade, aqui no Brasil uma sempre foi usada contra a outra.
Há quase sessenta anos, um presidente da República deu um tiro no peito por causa da comunicação. Dez anos depois, a comunicação pediu, tramou, ajudou a instalar e, depois, a sustentar uma ditadura sangrenta que durou duas décadas.
Nesta semana, a comunicação no Brasil trata de censurar fatos em um país fronteiriço que, por ser o maior produtor de petróleo do planeta, encerra importância geopolítica e econômica de tal magnitude que atrai os olhares do mundo.
Sob a batuta dos Estados Unidos, a comunicação brasileira trata a política interna da Venezuela à base de omissões e distorções dos fatos ou, simplesmente, à base da mais legítima censura.
Antes de prosseguir, há que contextualizar os fatos.
A vitória apertada do presidente recém-eleito do país vizinho não difere, por exemplo, da que – graças a Deus – obteve Barack Obama nos Estados Unidos em novembro do ano passado, quando derrotou o republicano Mitt Romney por margem tão apertada quanto o venezuelano Nicolás Maduro derrotou o adversário Henrique Capriles – Obama obteve 2,3 pontos de vantagem e Maduro, 1,75 ponto.
Embora os EUA ou a mídia brasileira não tenham pedido recontagem dos votos nos Estados Unidos só porque a vitória de Obama não foi mais ampla, ambos põem em suspeição a eleição venezuelana apesar de o sistema eleitoral do país sul-americano ser mais confiável do que o do país norte-americano.
Até aí, política é política e o debate público, por si só, dá conta de pôr os pingos nos is. O problema é quando um comportamento literalmente fascista dos derrotados na Venezuela, que não querem aceitar a derrota, conta com a cumplicidade da imprensa brasileira.
Os venezuelanos saberão resolver seus problemas, espera-se. Mas o nosso talvez seja pior do que o deles, pois na Venezuela a censura se tornou impossível devido à pluralidade da comunicação, que há para todos os gostos.
O comportamento dos derrotados na Venezuela vem sendo criminoso. Capriles, inconformado com a derrota, exortou seus seguidores a irem às ruas protestar contra uma vitória que, até prova em contrário, foi legítima como a de Obama no ano passado.
Sendo condescendente, pode-se aceitar que Capriles tenha perdido o controle de seus seguidores e que os atos de violência que desencadearam por toda Venezuela entre a madrugada de segunda-feira e a manhã de terça não tenham sido orquestrados por ele.
Aliás, ao recuar da manifestação que convocara para esta quarta-feira, o candidato derrotado parece ter percebido que sua exortação aos seus seguidores poderia leva-lo às barras da lei, porque sua primeira convocação teve como saldo, até agora, sete mortos e incontáveis atos de vandalismo por toda a Venezuela.
Uma onda de vandalismo e violência tomou o país vizinho. Sete seguidores de Nicolás Maduro foram assassinados nos estados Zulia, Táchira e em Caracas, e 61 pessoas ficaram feridas, algumas com gravidade.
Ao todo, nove estados reportaram agressões de variados tipos. A mais macabra, porém, foi a de um seguidor de Maduro que foi queimado vivo.
Segundo relatos do governo venezuelano, os assassinados tentaram defender unidades dos programas sociais Pdval, CDI e Mercal, que oferecem de atendimentos de saúde por médicos cubanos a venda de alimentos por preços mais baratos que os do comércio.
Segundo relatos do governo venezuelano, os estados atingidos pela onda de violência foram Caracas, Carabobo, Miranda, Barinas, Mérida, Lara, Táchira, Sucre e Zulia. Os primeiros ataques de seguidores de Capriles foram aos CDIs, centros de atendimento médico.
Os CDIs são dirigidos por médicos cubanos e até pacientes teriam sido atacados.
Há relatos, também, de ataques a tevês e rádios comunitárias simpatizantes do governo. As tevês estatais Venezolana de Televisión (VTV) e Telesur foram cercadas pelas hordas oposicionistas e só não as atacaram porque a polícia interveio.
Várias sedes do partido do governo, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), teriam sido depredadas e incendiadas. Praças públicas e pontos de ônibus teriam sido destruídos. Entregas de alimentos nos mercados do governo teriam sido impedidas e a mercadoria roubada pela horda ensandecida.
O governo venezuelano e incontáveis matérias nas tevês estatais reportam que tudo que tivesse o logotipo do governo era atacado pelos que, alegadamente, foram às ruas, sob instigação de Capriles, para promover um “panelaço pacífico”.
As redes estatais inclusive mostraram imagens de depredação nos centros médicos do estado Miranda, governado por Capriles, identificando-os como sendo os de La Limonera e de Trapichito. Esses ataques teriam resultado em 3 mortos que tentaram defender as instalações.
Outros relatos dão conta de ataques no estado Carabobo, na cidade de Valencia – onde este blogueiro esteve várias vezes a trabalho. Lá, oito centros médicos teriam sido atacados e um deles, incendiado.
Os mortos têm até nome. Um deles é o dirigente do PSUV Henry Rangel. No estado Zulia, outro militante do PSUV foi assassinado diante da sede do Conselho Nacional Eleitoral, quando os seguidores de Capriles ali protestavam e a vítima os xingou. Em Caracas, o militante do PSUV Luis Ponce também foi assassinado enquanto tentava defender o centro médico de La Limonera.
Aliás, o uso do condicional, aqui, é mera formalidade, pois a Telesur mostrou imagens de depredações ao longo da última terça-feira e 135 agressores foram presos em flagrante.
Se quiserem argumentar que é tudo invenção do governo, as imagens e as centenas de testemunhas provam que violência houve. Podem, então, argumentar que foi o governo que pôs hordas nas ruas para praticarem violência e pôr a culpa na oposição, mas há gente presa em flagrante, acusada de assassinatos e, segundo o governo, com filmagens e fotos das agressões.
Seja como for, haverá tempo de sobra para deslindar esses ataques. E a extensa cobertura de redes de televisão e jornais internacionais facilitará ainda mais o esclarecimento desses fatos.
O que não se pode aceitar, porém, é que fatos dessa gravidade sejam literalmente ocultados pela dita grande imprensa brasileira, que se limitou a relatar que houve “choques” com “7 mortos” na Venezuela por ação “dos dois lados”.
Não há relatos de ataques promovidos pelo governo, não há depredações de sedes de partidos de oposição, não há um só nome de um morto da oposição, não há uma só imagem em foto ou vídeo de governistas praticando violência ou vandalismo.
O Jornal Nacional, em sua edição de terça-feira, ocultou tudo isso. A Folha de São Paulo, na edição desta quarta-feira, não dá um só detalhe sobre as vítimas fatais e sobre os atos dos oposicionistas. Os outros grandes meios de comunicação brasileiros fizeram exatamente o mesmo.
O público desses veículos não sabe um dado crucial: todos os assassinados são governistas. Todos.
Há corpos, há nomes dos corpos e nenhum deles é da oposição. Há sedes do partido do governo e unidades de programas sociais do governo depredados e basta ir a eles e comprovar.
Inclusive, o mero exercício da lógica permite entender que o governo não teria por que promover uma farsa dessa magnitude, pois venceu a eleição. A quem interessa o caos? Aos que perderam, claro. Ao governo interessa a tranquilidade diante do resultado.
Grupos de mídia como Organizações Globo, Grupo Folha, Grupo Estado, Editora Abril vivem acusando quem pede regulação da mídia, sobretudo o PT, de quererem “censura”. A crise na Venezuela, porém, mostra quem não apenas quer, mas pratica censura no Brasil.

INFLAÇÃO CAI EM 5 CAPITAIS. E AGORA, TOMBINI?


IMPEACHMENT: FUX BENEFICIOU PATRÃO DA FILHA


Bermudes é o Catho da Classe A.



Bermudes, Fux e Cabral: quem os une ? O imaculado banqueiro ?

Saiu no Estadão:

LUIZ FUX SE DIZ IMPEDIDO, MAS ATUA EM CASOS DE ADVOGADO QUE EMPREGA A FILHA

Ministro do STF ignora declaração de 1º de abril de 2011 na qual prometia não atuar em processos que tivessem o amigo Sergio Bermudes como parte
Eduardo Bresciani e Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA – Ignorando documento de sua própria autoria em que afirma estar impedido de julgar processos do escritório do advogado Sergio Bermudes, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux relatou três casos e participou de julgamentos de pelo menos outros três de interesse do grupo, conforme levantamento feito pelo Estado em documentos oficiais da Corte. A filha de Fux, Marianna, é uma das advogadas do escritório. 
Os processos pesquisados têm como advogado principal o próprio Sérgio Bermudes. Em dois desses julgamentos, na 2ª Turma do STF, Fux acompanhou o voto de colegas a favor dos interesses defendidos por Bermudes. Em outras duas ocasiões as decisões colegiadas foram contrárias aos interesses dos clientes do advogado. Ele comandou ainda a análise de três processos como relator.


Fux comemoraria os 60 anos com uma festança na casa de Bermudes.
Onde se hospeda, quando vai ao Rio, o ex-Supremo Presidente Supremo, Gilmar Dantas (*).
Fux prometeu a Dirceu que, se nomeado, iria absolvê-lo.
O que o Vacarezza confirmou.
O destemido advogado Piovesan já tinha ido ao Senado para questionar a relação deste notório advogado, o Dr Bermudes, com Gilmar Dantas.
A ação de Piovesan, na verdade, era um B.O.
Bermudes é o Catho da Classe A.
Emprega a filha de Fux, a mulher de Gilmar e o filho de Macabu, que, provisoriamente, suspendeu os efeitos carcerários da Operação Satiagraha.
(Quando o Presidente Barbosa vai legitimar a Satiagraha ?)
Bermudes foi um dos primeiros e mais dedicados advogados de Daniel Dantas.
A filha de Fux, como se sabe, é candidata ao cargo de Desembargadora no Rio, o que depende da assinatura do governador Sergio Cabral.
Cabral era um dos convidados para a festança dos 60 anos do Ministro (?) do Supremo.
Aliás, o ministro do Supremo realizará o casamento da filha no Golden Room do Copacabana Palace !
O último casamento celebrado com pompa e circunstância nos salões do Golden Rooom do Copa foi da família dos proprietários da Friboi, que, aparentemente, tem uma renda superior à de um ministro do Supremo.
O que a bancada do PT espera para encaminhar o impeachment de Fux no Senado ?
Hein, senador Suplicy ?
Vai esperar o Supremo encarcerar o Lula.
Paulo Henrique Amorim
(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…


FUX VOTA EM CASOS



 DO PATRÃO DE SUA 



FILHA




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terça-feira, 16 de abril de 2013

Quando envolve um correligionário, a fAlha faz isso aí, ó




Dona Judith Brito não brinca em serviço. Para proteger Carlinhos Cachoeira, o melhor amigo da Veja e do Policarpo junior, e também seus correligionários do PSDB, a Folha resume em dois parágrafos envergonhados a participação escabrosa no maior escândalo de corrupção que este Brasil já teve. Como se sabe, Carlinhos Cachoeira faz parte de um grupo seleto por onde transitam Gilmar Mendes, Demóstenes Torres, Policarpo Junior. Tudo gente boa…


CASO CACHOEIRA


Conselho de Ética vai analisar pedido de cassação de deputado

DE SÃO PAULO – O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados pautou para quarta-feira abertura do processo que analisará pedido de cassação do mandato do deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO).
A ação tem como base relatório do deputado Jerônimo Georgen (PP-RS) sobre a relação de Leréia com o empresário Carlinhos Cachoeira.
Leréia admitiu no ano passado ser amigo do empresário e foi flagrado numa escuta telefônica feita pela Polícia Federal pedindo dinheiro a um operador de Cachoeira.
A CPI criada no ano passado para investigar os negócios de Cachoeira e suas relações com políticos e empresários foi encerrada sem indiciar suspeitos. Se o pedido de cassação de Leréia for aprovado no conselho, ele ainda terá que passar pelo plenário da Câmara.
No Ficha Corrida

60 minutos com José Dirceu



EduGuim.
Cheguei pontualmente às 17:30 hs. da última terça-feira (9.4) ao prédio na Vila Mariana – bairro de classe média de São Paulo – em que reside o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, a fim de entrevistá-lo. Todavia, tive que esperar porque ele estava reunido com assessores.
Enquanto espero no saguão do prédio, reflito que a imagem que vem sendo pintada do “poderoso chefão” através dos anos não combina com o lugar em que reside, muito distante do luxo em que acreditam que possa viver alguém que teria encabeçado “o maior escândalo de corrupção da história”.
Após uns 30 minutos de espera, quatro assessores saem do elevador e ganham o saguão enquanto o porteiro me avisa de que minha subida ao apartamento do ex-ministro está liberada.
Encontro Dirceu de jeans e camisa social azul-clara.  Ele fala ao telefone. Enquanto me aproximo, aponta o degrau entre o hall de entrada e a sala de estar do apartamento, sinalizando para que tenha cuidado – o piso claro torna o degrau quase imperceptível.
O Dirceu que me recebe não parece um homem que está prestes a ir para a cadeia. Ao telefone, discute um problema social envolvendo índios, mas não lhe faço perguntas. Seu ar descontraído é o que me desperta a curiosidade.
Nos próximos sessenta minutos, temos uma conversa informal que, sob autorização dele, transformo na entrevista abaixo.
*
BLOG DA CIDADANIA – Como está o seu estado de espírito diante das possibilidades de ser condenado a cumprir pena?
JOSÉ DIRCEU – Estou indignado e revoltado não apenas pela injustiça cometida contra meus direitos e garantias constitucionais, mas principalmente pelo gravíssimo precedente aberto pela maioria do STF ao me condenar sem provas, com base numa interpretação equivocada da teoria do domínio funcional dos fatos, mudando décadas de jurisprudência sobre a exigência de ato de oficio. Um julgamento transmitido pela TV, com uma propaganda opressiva, marcada para coincidir com as eleições municipais e com as vésperas do primeiro e do segundo turno. Há ainda o agravante do julgamento ser antecipado para que um ministro às vésperas da aposentadoria pudesse participar. Algo nunca visto na suprema corte.
BLOG DA CIDADANIA – Em caso de condenação definitiva, qual é o tempo que você efetivamente terá que cumprir em regime fechado?
JOSÉ DIRCEU – Nos termos atuais, sem o julgamento dos recursos a que tenho direito, seriam 1 ano e dez mês de regime fechado e mais 1 ano e dez meses de regime semi aberto. Fui condenado a 10 anos 10 meses de prisão. A pena por formação de quadrilha é de  2 anos e 11 meses, praticamente a pena máxima, que é 3 anos. Por corrução ativa são mais 7 anos e 10 meses, mais uma vez praticamente a pena máxima, que era de 8 anos pela legislação anterior.
BLOG DA CIDADANIA – Se tivesse que escolher entre o período que passou na clandestinidade e um período que poderá passar na prisão, o que preferiria?
JOSÉ DIRCEU – Evidentemente a clandestinidade, onde apesar de tudo fui feliz, trabalhei, estudei, conheci o Brasil, casei, constitui família, nasceu meu filho Zeca, criei as condições para voltar a atuação política, o que já aconteceu no final de 1977. Apesar do isolamento e do afastamento de minha família por 10 anos nunca perdi a esperança e nunca deixei de lutar.
A questão não é o tempo que vou passar na prisão, mas sim a condenação injusta e a ignomínia e infâmia de me condenarem por corrupção e formação de quadrilha sendo inocente e não há qualquer prova contra mim. Minha indignação é contra a operação política para me transformar num corrupto e quadrilheiro e apresentar à sociedade meu caso como um exemplo de que agora se faz justiça no Brasil com os poderosos indo para a cadeia. É uma farsa, já que sou inocente, não há crime e nem provas de que eu teria cometido qualquer ato ilícito nas minhas funções de ministro e deputado.
BLOG DA CIDADANIA – Após sua condenação, houve especulações sobre a sua segurança numa eventual prisão devido à sua extrema notoriedade. Você tem alguma preocupação nesse sentido?
JOSÉ DIRCEU - Prisão é prisão como todos sabemos, mas cada um sabe se cuidar e se defender, mas é evidente que a responsabilidade é de quem me condena sem provas, sem crime e com evidências claras de uma condenação política e um juízo de exceção.
BLOG DA CIDADANIA – Dizem que, se você fosse condenado, iria para o que chamam de “prisão de Caras”, ou seja, para o sistema prisional de Tremembé (SP). Uma prisão como essa lhe oferece maior segurança?
JOSÉ DIRCEU – Não se pode dizer hoje que estou condenado, já que ainda temos os recursos, temos o bom direito ao nosso lado e há fatos novos como as provas que os recursos da VISANET nem são públicos e nem foram desviados, o que na prática anula o julgamento numa revisão criminal depois de transitado em julgado.
BLOG DA CIDADANIA – Quais as chances que você vê em reverter sua condenação no julgamento dos recursos? Ou, ao menos, em reverter alguma das condenações de forma a que não tenha que ir ao regime fechado?
JOSÉ DIRCEU – Do ponto do vista do direito temos chance real de reverter a condenação por formação de quadrilha e reduzir as penas já que nem a jurisprudência do STF e nem os códigos foram observados nas penas absurdas que foram dadas. Depois do trânsito em julgado temos o direito à revisão criminal e a recorrer à CIDH da OEA e ao TPI de San Jose, Costa Rica.
BLOG DA CIDADANIA – Você considera adequado o prazo de cinco dias para sua defesa apresentar recursos após a publicação do acórdão do julgamento?
JOSÉ DIRCEU – Claro que não. Por isso mesmo meu advogado e os de outros réus entraram com pedidos mais do que razoáveis de um prazo maior. Não é a primeira vez nesse julgamento que nosso direito de defesa é desprezado como uma chicana e assim violado não apenas o direito de defesa mas o devido processo legal.
BLOG DA CIDADANIA – A que você atribui a pressa que se vê para concluir o processo? Só como parâmetro, o julgamento das cotas raciais pelo STF já tem um ano e até hoje não foi publicado o acórdão.
JOSÉ DIRCEU – As razoes são políticas, o que na prática deveria levar à anulação de todo juízo.
BLOG DA CIDADANIA – Qual sua visão sobre a abertura de investigação sobre o presidente Lula pela PF a pedido da Procuradoria de Brasília? Há algum elemento que, na sua visão, justifique esse processo?
JOSÉ DIRCEU – Indevida e ilegal, mais uma abuso de autoridade do MP, mais uma violência exclusivamente por razões políticas. Esse mesmo MP não abriu nenhuma investigação contra o ex-senador Demóstenes Torres mesmo tendo conhecimento dos autos de um inquérito da Policia Federal, chamada operação Las Vegas, que na prática ficou arquivado, engavetado, numa cena explícita de prevaricação até que novos fatos e atos criminosos obrigaram o MP a tomar providências legais contra o então senador, procurador e principal porta voz do MP no Congresso Nacional.
BLOG DA CIDADANIA – O presidente, em caso de abertura de uma ação penal, pode enfrentar um tipo de julgamento como o que você enfrentou, com uso da teoria do “domínio do fato”, ou a AP 470 foi uma exceção que não se repetirá?
JOSÉ DIRCEU – Espero que seja arquivada a investigação e que não tenhamos que analisar essa possibilidade, por absoluta falta de elementos para qualquer nova investigação e porque o próprio STF já recusou mais de uma vez incluir o presidente na AP 470.
BLOG DA CIDADANIA – Como você vê a distribuição de verbas públicas para publicidade do governo federal entre os grandes meios de comunicação? Há um equilíbrio entre as mídias alternativas e as tradicionais? E entre a própria grande mídia, a distribuição lhe parece justa?
JOSÉ DIRCEU – Não é justa, não há equilíbrio. Além disso é preciso respeitar a constituição e estimular a pequena e micro mídia – assim como se faz com a pequena e micro empresa -, o pluralismo e evitar o monopólio. Deve-se garantir a diversidade e a produção e defesa da cultura nacional.
BLOG DA CIDADANIA – Como você vê a acusação da grande mídia ao PT de que o partido quereria censurá-la para que não divulgue escândalos contra si?
JOSÉ DIRCEU – Na entrevista que dei a Folha-UOL [e que será publicada amanhã] respondi a essa questão. Por que o PT quereria censurar a imprensa? Mesmo que quisesse, não teria força. Outra coisa é regular mídia. O que não é possível é um veículo deter 70%, 80% de toda a publicidade do país. Como as organizações Globo, por exemplo.
 *
PS: neste sábado viajo a Curitiba para participar de uma mesa de debate em um encontro de blogueiros local. O Blog só voltará a ser atualizado no domingo.

SETE MORTOS E DEZENAS DE FERIDOS NA VENEZUELA


*Brasil, China e Rússia reconhecem vitória chavista e felicitam Maduro

**firmeza do trio enfraquece pressão contrária dos EUA e OEA

** Maduro é proclamado presidente eleito e recebe telefonema
 de Dilma: 'o Brasil está pronto para trabalhar com o novo governo', disse a Presidenta

* Itamaraty pede respeito às urnas**


EUA EM ALERTA: bombas em Boston matam, ferem e mutilam. 

Capriles convoca manifestações de rua contra resultado eleitoral. Maduro reune um comitê antigolpe para avaliar os acontecimentos recentes. "Quem venha pela via violenta encontrará o Estado", alertou após a reunião. Maduro pediu aos chavistas para não entrarem em provocações e culpou o Capriles pela tensão. "Essa é a Venezuela que vocês querem? ¿Essa é a Venezuela que você vai promover, candidato perdedor? (por Vinicius Mansur , direto de Caracas;nesta pag. Mais informações nas análises de Gilberto Maringoni, de Caracas; Eric Nepomuceno e o Blog das Frases: 'A valiosa teimosia dos venezuelanos' aqui.)


Em abril de 2002, eu estava em Valencia, no Estado Carabobo, na Venezuela. De lá, acompanhei, passo a passo, os preparativos para a tentativa de golpe que teve como saldo dezenas de mortos e centenas de feridos.
2013. O candidato oposicionista Henrique Capriles está convocando manifestações de seus partidários contra o resultado eleitoral que lhe foi adverso. Os partidários do presidente Nicolás Maduro também se preparam para ir às ruas.
Em 2002, duas manifestações antagônicas (chavistas e antichavistas) se encontraram na Ponte Llaguno, em Caracas. O saldo do encontro das duas marchas: 18 mortos e centenas de feridos.
Enquanto os manifestantes de lado a lado caminhavam para a Ponte Llaguno, as televisões RCTV, Globovisión, Venevisión e outros veículos oposicionistas instigavam os antichavistas a continuarem marchando até o Palácio presidencial de Miraflores.
Pouco antes do golpe, eu estava na Venezuela havia duas semanas, a trabalho. Um cliente antichavista filiado ao partido Acción Democrática me convidara a ir com ele a uma reunião de seu partido com o partido Copei e com sindicatos.
Durante a reunião, foi abordado do golpe até o assassinato de Hugo Chávez.
Parti da Venezuela antes das 47 horas da tentativa de golpe e da retomada do poder pelos chavistas, mas vi clima de confrontação entre governistas e oposicionsitas que precedeu a tentativa de golpe e que em tudo se assemelha ao que se está vendo hoje.
Por conta disso que no post de segunda-feira já previ o agravamento da situação política, pois estou vendo tudo ocorrer de novo como se fosse um filme.
Chefes das forças armadas venezuelanas leais a Chávez, tal como hoje, também garantiram apoio ao governo, mas as articulações oposicionistas cooptaram parte daquelas forças militares e o golpe ocorreu – Chávez foi sequestrado por militares.
Ontem (segunda-feira), o governo dos Estados Unidos recusou-se a reconhecer a vitória de Maduro, em perfeita consonância com a retórica incendiária de Capriles, tal como em 2002, quando a potência hegemônica também ajudou a inflar a guerra retórica de parte a parte que se está vendo.
Quem conhece a Venezuela como este que escreve, está experimentando um legítimo déjà vu. A escalada retórica de parte a parte (governo e oposição), as declarações do Departamento de Estado norte-americano… Tudo igual.
A Unasul foi criada justamente pensando em situações como a que se está assistindo. Só que está demorando demais a se manifestar. Confiar cem por cento no espírito legalista das forças armadas venezuelanas será um erro igual ao de 2002.
Capriles, na noite de domingo, reuniu-se com militares. As manifestações de rua oposicionistas estão sendo armadas de novo. Os EUA estão tomando partido abertamente de novo. A Espanha, idem. É preciso dizer mais?
Os países aliados da Venezuela parecem ter se esquecido da velocidade do golpismo naquele país. Após o golpe, não adiantará nada se reunirem e darem declarações. Nesse ritmo, acontecerá exatamente o mesmo que em Honduras, quando a Unasul não serviu para nada.
O tempo urge. O golpe está em processo. Maduro até já disse isso.
Informações oficiais transmitidas pela rede estatal de televisão venezuelana Telesur aludem a choques violentos, tiroteios, incêndios de carros, casas e até a mortes. A imprensa brasileira não diz um A, está deliberadamente ocultando os fatos.
Na noite de domingo, eu disse no Twitter que temia o surto de violência que acabou ocorrendo. Os choques de oposicionistas com a polícia, os incêndios dos quais as imagens já se espalham, os tiroteios…
Nada disso é aceitável. Uma vitória por pequena margem não é motivo para a oposição venezuelana agir assim. Que vá batalhar nos tribunais, não nas ruas.
A Unasul deve agir de acordo à sua carta constitutiva. Os países filiados devem sustentar o regime venezuelano POR TODOS OS MEIOS PREVISTOS. O sangue que pode voltar a ser derramado será responsabilidade dos omissos.
Depois da Venezuela, quem será? Argentina? Bolívia? Equador? Brasil?
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Assista, abaixo, à batalha de Puente Llaguno.

AQUARTELADO, MADURO CRIA "COMANDO ANTIGOLPE"


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