Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

terça-feira, 10 de março de 2015

DEPOIS DE DESTRUIR NACIONALISMO ÁRABE, EUA PREPARAM O BOTE NA AMÉRICA DO SUL

Cristina Fernandez, Nicolas Maduro, Dilma Rousseff, Evo Morales


DEPOIS DE DESTRUIR NACIONALISMO ÁRABE, EUA PREPARAM O BOTE NA AMÉRICA DO SUL

por Rodrigo Vianna, no Escrevinhador

A lista é impressionante: Iraque, Afeganistão, Líbia e Síria. Em menos de 15 anos, os quatro países se transformaram em Estados zumbis. É algo muito grave, a indicar a direção para onde aponta a política expansionista dos Estados Unidos no século XXI.

Com o fim da Guera Fria, deixaram de ter qualquer anteparo para sua estratégia de fazer tombar todos os governos que signifiquem ameaça ao controle do petróleo no Oriente Médio (ou em outras partes do planeta).

Saddam Hussein (Iraque) não era um santo. Todos sabemos. Muamar Gadafi (Líbia), tampouco. Os dois, ao lado da família Assad na Síria, faziam parte de um movimento (o nacionalismo árabe) a significar um grito de independência desses países – que, no passado, haviam estado sob domínio turco ou europeu.

Outra característica unia os três (e era a marca também do regime forte no Egito, comandado por Mubarak, que caiu na tal “primavera árabe”): conduziam estados laicos, com um discurso pautado mais pelo “orgulho nacional” do que pela religião. Eram países comandados por regimes fortes, organizados, com projetos de nações independentes. Apesar de longe, muito longe, de qualquer princípio democrático.

Em nome da democracia, os Estados Unidos varreram do mapa esses governantes. A Líbia foi retalhada, já não existe, debate-se em crise permanente com o confronto entre pelo menos 4 facções armadas. A Síria é um semi-estado, em que Assad resiste em Damasco, mas vê o Estado Islâmico (EI), de um lado, e os “rebeldes” armados pelos EUA/Europa, de outro, avançando sobre grandes porções do território. O Iraque é agora um protetorado ocidental, sem qualquer margem para se organizar de forma independente.

Vejo alguns analistas “liberais”, na imprensa brasileira, dizendo que Washington “fracassou” porque derrubou governos autoritários e, em vez de democracias, colheu o caos no Oriente Médio. Coitados. Tão ingênuos esses norte-americanos.

Ora, ora. Pode haver algo mais fácil de controlar do que populações desorganizadas, que se matam em guerras sem fim, sem a proteção de nada parecido com um Estado organizado?

O projeto dos EUA era – e é – o caos, a criação de uma grande franja que (do norte da África ao Tigre e Eufrates, chegando às montanhas do Afeganistão) debate-se no caos. É o que tenho chamado de “Estados zumbis”.

Mais recentemente, a intervenção de Washington avançou para a Ucrânia. De novo, vejo quem lamente que a intervenção não tenha levado a uma democracia ucraniana em estilo ocidental. Como se o objetivo fosse esse…

Está claro que, também na Ucrânia, o objetivo era criar um estado de caos e inoperância – que, de toda forma, é melhor do que uma Ucrânia forte, unificada, pró-Russia (essa era a ameaça antes da famosa rebelião fascista da Praça Maidan, insuflada pelos EUA, em Kiev).

A diferença é que na Ucrânia os norte-americanos encontraram resposta russa, que puxou para si a Criméia e as regiões do leste ucraniano (onde a cultura dominante e a língua são russas). “Ok, vocês podem criar o caos na sua Ucrânia; mas na nossa, não” – esse parece ter sido o recado de Putin a Obama.

Evidentemente, a derrubada dos governos em cada um desses países (do norte da África ao Afeganistão, da Ucrânia ao Tigre/Eufrates) seguiu motivações e roteiros próprios. Mas todas essas intervenções são parte de um mesmo movimento de afirmação da hegemonia dos Estados Unidos.

O poder imperial, em relativa crise econômica, se afirma pelas armas de forma impressionante, mundo afora – e isso em apenas 15 anos.

Vivemos o período das “operações especiais”, das guerras não-declaradas, das rebeliões movidas a whatsapp e vendidas como “gritos pela democracia”.

O mundo se ajoelha ao poder imperial. O nacionalismo árabe, que oferecia alguma resistência ao avanço dos EUA e seus parceiros da OTAN, foi destroçado.

Outro pólo de oposição é o que se desenha na Eurásia, com a parceria energética e logística entre russos e chineses. Por isso, Putin está sob cerco econômico, e ali – mais à frente – será jogada a partida decisiva no xadrez mundial.

Antes disso, no entanto, a política de intervenção de Washington se move para a América do Sul. Honduras e Paraguai foram ensaios, bem-sucedidos.

Venezuela, Argentina e Brasil: aqui, agora, vemos avançar o projeto de criar novos Estados zumbis. Depois do nacionalismo árabe, chegou a hora de destruir o nacionalismo latino-americano. Não é por outro motivo que “bolivarianismo” virou o anátema, o palavrão, o inimigo a ser derrotado – numa ofensiva que é política, econômica e sobretudo midiática.

Claro que todos esses país possuem problemas. Não quero dizer que todos os dilemas da América do Sul sejam responsabilidade do Império do Norte. Não. Simplesmente, Washington aproveita as contradições e fraquezas internas, em cada um desses países, para assoprar a faísca do caos.

Aqui, no Brasil, a intervenção não precisa ser diretamente militar. Basta atiçar setores sob hegemonia da cultura (e da grana) dos Estados Unidos.

Num encontro social (em São Paulo, claro), recentemente, ouvi a proposta pouco sutil: “bom mesmo é que o Obama invadisse isso aqui, e acabasse com essa bagunça”. Esse é o projeto dos paneleiros no Brasil. O fim da Nação, a anexação ao Império.

A próxima batalha – parece – será travada na Venezuela.

Maduro fustigou os Estados Unidos, mandando embora parte do pessoal da embaixada dos EUA em Caracas. Agora Washington reage e declara a Venezuela uma ameaça à segurança dos Estados Unidos (leia aqui).

A escalada verbal favorece os setores mais duros do chavismo. Ameaça de intervenção do Império pode dar a justificativa para um governo chavista mais forte, em que o poder já não estaria com Maduro, mas com os militares chavistas. A burguesia que hoje bate panelas em Caracas talvez tenha que seguir o caminho da elite cubana, em direção a Miami. Mas haveria guerra civil. O caos. Uma Líbia, ou um Iraque, às portas do Brasil.

Com um governo muito mais moderado, o Brasil também vive em estado de pré-convulsão política. Reparem: é o Estado (e não o “petismo”) que pode se desmanchar. Petrobras, políticas sociais, a própria ideia de desenvolvimento. Tudo isso está em cheque. E não é à toa.

Na Argentina, já se fala abertamente no envolvimento de serviços de inteligência estrangeiros, na morte do procurador Nisman – com o objetivo de desestabilizar Cristina Kirchner - leia mais aqui, no texto de Paul Craig Roberts (sugestão do site O Empastelador).

No Brasil, vivemos uma venezuelização de mão única: apenas um dos lados aposta no confronto total. Os paneleiros querem sangue; o governo mantem a moderação verbal. Até quando?

O cenário é de um confronto que ameça não o governo Dilma, mas a própria ideia de um Estado nacional com projeto próprio. Não é à toa que os quadros mais ajuizados da burguesia – inclusive ex-tucanos, como Bresser Prereira alinham-se contra o golpe, e em defesa do projeto nacional.

A manifestação do dia 15 é só um capítulo da guerra. A própria batalha do impeachment é parte de uma guerra muito mais ampla.

Essa guerra será dura, e pode durar muitos anos. O tempo da conciliação acabou.

PS do Rodrigo: Nos anos 80, quando se falava na participação direta dos Estados Unidos na derrubada de TODOS os governos do Cone Sul (Argentina, Brasil, Chile e Uruguai), ocorrida uma ou duas décadas antes, certos liberais uspianos sorriam, e atribuíam a afirmação a “teorias conspiratórias”; com a abertura dos arquivos em Washington, conheceu-se a verdade. Parece “teoria conspiratória” que, depois de eliminar o nacionalismo árabe, os EUA preparem-se para um ataque contra a América do Sul bolivariana?
Leia também:

Tarso Genro: Mídia omite que PP gaúcho apoiou Aécio Neves


Barusco: 'Não posso dizer se Vaccari recebeu'


Pautas que a midia isenta esqueceu: o doleiro Alberto Youssef afirma que doou US$ 12 milhões ao PP, do falecido José Janene, em 2001, sob o governo FHC. De onde saiu esse dinheiro?


 Perguntas que a mídia prefere calar: doleiro Alberto Yousseff afirma que havia informação de que Aécio Neves e Janene, do PP, dividiram uma diretoria de Furnas durante quatro anos e que o dinheiro era comissionado para a irmã de Aécio.Quem era o diretor? O que ele faz hoje?

  Agora é rua: o golpismo aquece as caçarolas para fritar o governo Dilma;não reagir é sancionar uma regressão que contaminará toda AL; sexta-feira, 13, na rua em defesa da democracia, da Petrobras e do desenvolvimento com justiça social

 Carta maior


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Ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, depõe à CPI e esclarece pontos levantados pela mídia sobre US$ 200 milhões que teriam sido pagos ao PT; "O que eu disse e quero esclarecer é o que eu estimo que o PT tenha recebido", afirmou; "Como eu recebi a minha parte, imagino que outros tenham recebido"; Barusco levantou ainda outras dúvidas; "Não sei se o Vaccari recebeu, se foi doação legal, se foi no exterior, se foi em dinheiro"; ele afirma ainda que, dos US$ 100 milhões que recebeu, nunca transferiu nada a ninguém e que irá repatriar os recursos; Pedro Barusco falou também que se arrependeu de receber recursos ilícitos da Petrobras; "Entrei num caminho sem volta e me sinto aliviado por estar devolvendo os recursos. É um caminho que eu não recomendo para ninguém", afirmou; denúncia dos "US$ 200 milhões em propina" foi amplamente explorada pela mídia

247 - O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco presta depoimento na manhã desta terça-feira, 10, na CPI da Petrobras. Ele deixou claro que é uma estimativa o que ele falou sobre suposto recebimento de propina para o PT. O valor de US$ 200 milhões está baseada nos recursos supostamente repassados ao tesoureiro do partido, João Vaccari.

"O que eu disse e quero esclarecer é o que eu estimo que o PT tenha recebido", afirmou; "Como eu recebi a minha parte, imagino que outros tenham recebido". Barusco levantou ainda outras dúvidas: "Não sei se o Vaccari recebeu, se foi doação legal, se foi no exterior, se foi em dinheiro".
Pedro Barusco falou também que se arrependeu de receber recursos ilícitos da Petrobras. "Entrei num caminho sem volta e me sinto aliviado por estar devolvendo os recursos. É um caminho que eu não recomendo para ninguém", afirmou.

Barusco repetiu informações que constam dos depoimentos que já prestou no processo de delação premiada junto à Justiça Federal. Ele ratificou à CPI que a propina paga pelas empresas contratadas pela Petrobras variava entre 1% e 2% dos valores dos contratos, e que esses recursos eram divididos da seguinte maneira: metade para o PT, por meio de João Vaccari, e metade para a "Casa", como ele chama os diretores da Petrobras envolvidos no esquema. Ele menciona, entre estes, Renato Duque e, eventualmente, Jorge Luiz Zelada e Roberto Gonçalves.

Ele afirmou que não repassou recursos para ninguém. "Nunca repassei recursos para ninguém. Por isso tenho o volume elevado [de US$ 100 milhões] que está sendo repatriado pelo Ministério Público Eu recebia para mim e para o Renato Duque".

Barusco contou que iniciou a receber propinas por serviços prestados à Petrobras em 1997. "Iniciei a receber propina em 1997, 1998, por iniciativa minha. Mas a partir de uma forma mais institucionalizada, foi a partir de 2004", afirmou.

Após a abertura da sessão, os parlamentares defenderam na sessão a saída dos deputados Lázaro Botelho (PP-TO) e Sandes Júnior (PP-GO) (suplente) da CPI. Os dois foram citados na lista entregue ao STF. "Investigados não devem investigar", afirmou Ivan Valente (PSOL-SP). Outro a se manifestar a favor da saída dos investigados foi o líder do DEM, Mendonça Filho (PE).

O presidente da CPI, deputado Hugo Motta (PMDB-PB) informou que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), prestará depoimento na próxima quinta-feira (12), a partir das 9h30.

Cunha é alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de ter se beneficiado do esquema de corrupção da Petrobras. Segundo Motta, o presidente da Câmara se colocou à disposição para depor, portanto, não se trata de convocação.

Barusco, que também é delator da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, ainda começou a falar. Nessa segunda-feira, 9, o engenheiro havia pedido que seu depoimento fosse tomado em sessão secreta, mas os deputados decidiram manter a sessão aberta.

Em sua delação premiada à Justiça, entre outras afirmações, Barusco declarou ter recebido, desde 1997, propina de empresas que mantinham contrato com a Petrobras; e que, a partir de 2003, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, passou a participar do esquema – segundo o delator, Vaccari teria recebido entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões em propinas para o PT entre 2003 e 2013.

O deputado Affonso Florence (PT-BA) disse que o simples depoimento de Barusco não serve de prova contra o partido. "Não é um réu confesso, em delação premiada, que vira juiz. Então, ouvi-lo não significa que quem ele citou está condenado", argumentou. "Significa que quem ele citou tem direito a defesa. Temos de encarar isso com parcimônia, sem 'espetacularizar' e transformar em herói réu confesso", completou.

A convocação de Barusco, como primeiro depoente da CPI, foi fruto de um acordo entre deputados da oposição e do governo. Depois dele, serão ouvidos os ex-presidentes da Petrobras Sergio Gabrielli e Graça Foster.

segunda-feira, 9 de março de 2015

TUCANOS DISPUTAM COMANDO DO ESTADO ISLÂMICO

Quem se surpreendeu por o Jornal Nacional dar uma forcinha aos golpistas?

Jornal da Vergonha

A edição do Jornal Nacional de segunda-feira, 9 de março de 2015, mostrou, pela enésima vez, que este país, na contramão dos países mais desenvolvidos do mundo, permite que uma família bilionária faça uso de concessão pública da importância da maior rede de comunicação nacional com fim político-partidário, ilegal por força da lei.
O Jornal Nacional começou e terminou mal. A rima acidental soa a conspiração dos deuses da redação para, por esse meio, também manifestarem repúdio à apropriação ilegal e imoral de um bem público, a faixa do espectro radioelétrico por onde trafegam as ondas da Globo, por um grupo político afinado com setores da sociedade que vêm se notabilizando pelo fascismo, pela boçalidade, pela falta de uma réstia de educação e de um mínimo de civilidade.
O telejornal começou tratando (pouco) do indiciamento de políticos no Supremo Tribunal Federal, semana passada. Como era de se esperar, restringiu a reportagem ao PT, com alguma sobra para o PMDB e para o PP, mas, obviamente, poupando o PSDB ao não tocar na citação com arquivamento da acusação contra Aécio Neves e no indiciamento de fato de seu afilhado político e sucessor no governo de Minas, Antonio Anastasia.
Ao fim do primeiro bloco, o JN anuncia reportagem sobre o “panelaço” de energúmenos contra Dilma Rousseff. Milhões de espectadores devem ter pensado que viria paulada, que seria feita uma reportagem massacrando a presidente – dentre esses milhões, parte estaria torcendo para que isso ocorresse, parte estaria indignada com a previsibilidade de ocorrer.
Não foi o que se viu. Tratou-se de uma reportagem até bastante correta. Abriu com a resposta de Dilma aos agressores, o mínimo que deveria ser feito contra alguém agredida com palavrões do mais baixo calão, aos berros, pelas ruas de várias partes do país, ainda que tenha sido manifestação de poucos. Em seguida, foi apresentada a posição do PT sobre o ataque.
Foi só ao fim da reportagem que, em tempo menor que o de Dilma e de seu partido, um membro do DEM acusado recentemente de corrupção, e outro do PSDB ligado a grupos políticos envolvidos com corrupção, responderam à acusação do PT, veiculada pouco antes, de que a oposição estaria por trás da agressão de domingo à presidente da República.
Então, onde está o motivo para reclamação? Para entender, é preciso perguntar se aquela notícia deveria receber tal destaque no maior telejornal do país, no horário mais nobre da televisão, que medições oficiais mostram que atinge a milhões de pessoas.
Dilma Rousseff, a cidadã Dilma Rousseff, poderia processar qualquer uma das pessoas que a chamaram de “vaca” da varanda de seus enormes apartamentos, incrustados em condomínios de luxo.
Mais: qualquer morador de um desses condomínios que tiver se sentido agredido pelos palavrões berrados pelo vizinho a plenos pulmões poderia reclamar ao próprio condomínio e até à Justiça, pois sair à janela e berrar palavrões e insultos a quem quiser ouvir pode provocar danos morais, na melhor das hipóteses, a quem não concordar com a manifestação em espaço  onde todos têm direito a paz e tranquilidade, já que interiores de condomínios não se prestam a esse tipo de manifestação política truculenta.
Diante disso tudo, o Jornal Nacional, tanto qualquer outro que tenha dado espaço àquela aberração, tratou de ajudar os agressores energúmenos da primeira mandatária da Nação, eleita por mais de meia centena de milhões de votos e que não tem uma mísera acusação contra si na Justiça, à diferença dos dois tucanos que, ao fim da reportagem, puderam dizer que haveria algum tipo de mérito na agressão a ela.
O telejornal da Globo ajudou esses golpistas boçais a divulgarem seu protesto, que continuará no próximo domingo em manifestações de rua.
A reportagem, se tivesse mesmo que ser feita, poderia, muito rapidamente, dizer só os fatos, que algumas dezenas de pessoas, em algumas capitais, gritaram palavrões contra a presidente da República, mas tratou de legitimar aquele ato ao não revelar a virulência com que foi levado a efeito e ao pôr políticos com ar de seriedade para defender tal barbárie.
Por que não surpreende a Globo dar uma forcinha àqueles animais? Porque essa é a história de cinquenta anos de Globo no Brasil, uma história suja, uma história de promiscuidade com forças políticas obscuras como a ditadura militar de 1964, que deu dinheiro ao fundador da emissora para ajudá-la a massacrar o povo brasileiro.
Seja como for, o Blog deixa ao leitor, através do vídeo abaixo, a prerrogativa de concordar ou não com o que acaba de ler assistindo à edição em tela do Jornal Nacional. Detalhe: só comentários em contrário que forem civilizados e respeitosos serão publicados. Nada além destes.


domingo, 8 de março de 2015

Por que casos de Anastasia e Collor são mais graves

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Um fato extremamente significativo sobre a denúncia feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal contra investigados pela Operação Lava Jato está sendo sumariamente ignorado pela dita “grande imprensa”.
Enquanto essa imprensa tenta, desesperadamente, envolver de alguma forma Dilma Rousseff distorcendo menção a ela na decisão do ministro Teori Zavascki, casos envolvendo um ex-presidente da República e um ex-governador de Estado, ao menos até aqui são os mais graves.
Antes de prosseguir, vale lembrar que, à diferença do que diz a imprensa corporativa, Dilma não deixou de ser envolvida nas investigações por conta do artigo 86, parágrafo 4º da Constituição, que reza que “o Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções”.
Leia abaixo, leitor, o que diz o ministro Teori Zavascki sobre a razão pela qual a presidente da República não será investigada pelo STF.
“(…) o procedimento foi instaurado exclusivamente em relação a Antonio Palocci Filho, porquanto, em relação a ‘referência a envolvimento indireto’ (fl. 68) da campanha da Presidente da República, o próprio Procurador-Geral da República já adiantava excluir, dos elementos à vista, conclusão que conduzisse a procedimento voltado à Chefe do Poder Executivo. Portanto, a rigor, nada há a arquivar em relação à Presidente da República. Aliás, ainda que assim não fosse, é certo que, nos termos da Constituição Federal, ‘o Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções’ (CF, art. 86, § 4º) (…)”.
Como se vê, apesar de a Constituição vetar responsabilização da presidente por atos alheios ao seu mandato, o ministro Zavascki diz, claramente, que não é essa a causa do não indiciamento de Dilma. A causa é o fato de nada pesar contra ela.
Mas o que importa, neste texto, não é isso, pois o fato já foi esclarecido até em matéria do jornal O Estado de São Paulo publicada no último sábado. O que importa é que de todos os citados pelo procurador-geral da República em sua peça ao STF, os casos mais graves são o do ex-presidente Fernando Collor de Mello e o do ex-governador Antonio Augusto Junho Anastasia.
Para entender por que, há que recorrer ao site do Supremo Tribunal Federal, na página que detalha as decisões do ministro Zavascki sobre a denúncia do procurador-geral da República. Confira, abaixo, reprodução dessa página.
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O ministro dividiu os inquéritos em três tópicos: os arquivados ou remetidos à origem, os que deverão ser instalados mas ainda dependem de diligências adicionais e aqueles que, devido à solidez das provas, já foram instaurados por “deferimento das diligências”. Neste último tópico, só figuram Collor e Anastasia.
Por que? A leitura das decisões de Teori Zavascki e de Rodrigo Janot sobre esses dois, esclarece.
Eis o primeiro parágrafo do despacho do ministro do STF sobre Collor:
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Como se vê, foram encontrados com Yousseff nada mais, nada menos do que recibos de depósitos bancários para Collor. Mais grave não é impossível, mas isso é muito grave.
No caso de Anastasia, o despacho de Zavascki é pouco claro. Mas a denúncia do procurador-geral da República é bem clara. Confira, abaixo, trecho de matéria do insuspeito jornal O Globo sobre o que disse Rodrigo Janot para convencer o ministro do Supremo a instaurar, sem mais delongas, o inquérito contra o ex-governador de Minas Gerais.
A riqueza de detalhes apresentada por Jayme [Alves de Oliveira Filho, o policial que acusa Anastasia], somada ao reconhecimento pessoal do senador [pelo mesmo Jayme], apontam para a necessidade de aprofundamento das investigações”, argumentou Janot para pedir a continuidade das investigações. Segundo a contabilidade apreendida [com o denunciante], duas entregas que totalizam valores próximos de R$ 1 milhão teriam sido realizadas em Minas: a primeira em 9 de maio, no total de R$ 600 mil, e a segunda em 13 de junho, no valor de R$ 270,4 mil.
Ou seja, além de Jayme Alves de Oliveira Filho, vulgo “Careca”, ter reconhecido fisicamente Anastasia como receptor do dinheiro, além de ter descrito com detalhes a residência do ex-governador, ainda foram apreendidos com o denunciante documentos que mostram o quanto teria sido entregue ao denunciado.
Diante do fato de só Collor e Anastasia terem tido deferidas pelo STF as diligências da PF e do MPF contra si, pode-se inferir que todos os outros casos não têm provas ou evidências tão sólidas quanto as que pesam contra esses dois.
A mídia gosta de bater em Collor, mas não diz nada sobre a gravidade das acusações contra ele porque o ex-presidente está na mesma situação de Anastasia e, para falar de um, teria que falar de outro.
Enquanto isso, a mídia só fala de Palocci, cujo indiciamento na origem da denúncia nem é certo, e de Dilma, quem, segundo a Procuradoria e o STF, não tem nada que ver com o assunto. E o pior: quem ludibria o público dessa forma ainda se diz “grande imprensa”.

sábado, 7 de março de 2015

JANOT: CASO AÉCIO AINDA PODE SER REABERTO

sexta-feira, 6 de março de 2015

Dilma já pode processar Veja por calúnia na véspera do 2º turno

veja capa
Na transição de seu primeiro mandato para o segundo, Dilma Rousseff incorreu no mesmo erro de Lula ao assumir a Presidência em 2003. Naquele ano, o novo presidente da República optou por não ser “revanchista” contra o PSDB, que fizera contra si uma campanha mentirosa, acusando-o de pretender adotar políticas danosas que jamais adotou.
Lula poderia ter investigado a privataria tucana, entre outros muitos escândalos do governo anterior, mas entendeu que o país precisava de paz, pois estava mergulhado em uma crise econômica gravíssima.
Dilma, como Lula em 2003, optou pela contemporização ao longo dos primeiros meses deste ano, o que revelou-se inútil pois a oposição continuou em campanha.
A presidente não cumpriu promessa que fez no seu horário eleitoral de sexta-feira, 24 de outubro de 2014, de processar a revista Veja por ter antecipado edição que, normalmente, sairia no dia seguinte. A edição extemporânea viria a acusar Dilma, e a seu padrinho político, Lula, de saberem dos casos de corrupção na Petrobrás.
A revista até pode tentar se defender atribuindo ao doleiro Alberto Yousseff a acusação que fez a Dilma com o objetivo claro, cristalino de influir no resultado da eleição presidencial em segundo turno, porém, até aqui, não há nem mesmo prova de que o doleiro tenha feito tal declaração.
Se Yousseff tivesse mesmo acusado Dilma e Lula, o ex-presidente teria começado a ser investigado muito antes e a presidente teria aparecido na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que o Supremo Tribunal Federal divulgou na noite desta sexta-feira, 6 de março.
Ou seja, Veja publicou uma campanha publicitária de grande alcance contra a primeira mandatária da nação, material que foi reproduzido em escala nacional, inclusive em redes de televisão, tudo às vésperas de um momento de extrema importância para a presidente.
O princípio que rege o julgamento do dano moral é baseado, também, no potencial difamatório da calúnia, ou seja, de acordo com o meio usado para divulgá-la. Nesse contexto, o ataque de Veja usou o meio mais eficiente, de maior alcance, de maior potencial para que uma calúnia fosse assacada.
Não há dia em que este Blog não receba comentário de leitores pedindo informações sobre o processo que Dilma prometeu mover contra Veja no mesmo dia em que sua edição infame – e, agora se sabe, mentirosa – chegou às bancas de jornal de todo país. Edição cuja capa serviu de panfleto eleitoral para militância do PSDB em cada esquina desta grande nação.
Enquanto Dilma se deixar caluniar continuará colhendo resultados ruins em sua popularidade, pois muitos não terão a decência de reconhecer que a lista de Janot prova que Veja caluniou a presidente da República. Ou seja, de certa forma Veja venceu, pois, apesar de estar provado que mentiu, muitos acreditaram e continuarão acreditando em sua mentira.

Cai o presidente da Abril da capa criminosa de Veja

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O executivo Fábio Barbosa não é mais presidente da Editora Abril; em comunicado, a empresa dos Civita informou que ele será substituído por Giancarlo Civita, neto do fundador; na gestão Barbosa, Veja passou pelo maior vexame de sua história, que foi o de publicar um direito de resposta no dia das eleições presidenciais, depois da capa 'Eles sabiam de tudo'; lista do procurador-geral Rodrigo Janot, que não implica a presidente Dilma Rousseff, revela o erro da aposta editorial da Abril no golpe eleitoral e, depois, no impeachment

247 - O executivo Fábio Barbosa não é mais presidente da Editora Abril. Ele, que esteve à frente da empresa no maior vexame de sua história, a capa 'Eles sabiam de tudo', que tentou mudar o rumo das eleições presidenciais e rendeu um direito de resposta no dia do pleito, será substituído por Giancarlo Civita, neto do fundador.

Em crise, a Abril já entregou diversos andares de sua sede, na Marginal Pinheiros, e fechou alguns títulos. A saída de Barbosa é mais um sinal de que a aposta no golpe, e depois no impeachment, foi um erro editorial.


Leia, abaixo, a íntegra do comunicado da Abril:

Giancarlo Civita, chairman da AbrilPar, anuncia hoje mudança de comando na Abril Mídia. A partir desta sexta-feira, 6 de março, ele reassume a presidência executiva da empresa, tendo sob sua gestão toda a atual diretoria. A convite de Giancarlo e Victor Civita Neto, presidente do Conselho Editorial, Fábio Colletti Barbosa continuará participando das reuniões de pauta da revista VEJA.

Fábio Barbosa pediu desligamento com o objetivo de ter uma agenda mais livre para projetos dos quais já faz parte e outros nos quais gostaria de se envolver. Juntamente com os acionistas, concluiu que havia chegado o momento de encerrar seu ciclo no comando da empresa, depois de uma grande reorganização na Abril Mídia. "Tenho a honra de, a convite de Roberto Civita, ter contribuído para a Editora Abril permanecer no seu relevante papel de defensora da liberdade de imprensa e de expressão, qualidades fundamentais para a construção de uma sociedade democrática", diz Barbosa. "Deixo a gestão da Abril Mídia com a certeza de ter cumprido um importante ciclo e confiante de que a empresa está mais forte para enfrentar os desafios em um mercado que está passando por mudanças profundas em todo o mundo".

A troca de comando na Abril Mídia vem após um – período de adequação da empresa às rápidas mudanças no mercado de mídia. Desde o final de 2011, quando assumiu o cargo, Fábio Barbosa tomou decisões que trouxeram agilidade e eficiência ao negócio, adequando-o à nova realidade do mercado. Houve uma importante redução de custos, principalmente na área operacional e de suporte, sem comprometer a qualidade editorial. De 2013 para cá, houve também uma revisão do portfólio de títulos. Há 6 meses, Alexandre Caldini voltou à Abril, a convite de Barbosa e de Giancarlo, como presidente da Editora Abril. Caldini passa a atuar diretamente com Giancarlo Civita.

Giancarlo agradece toda a contribuição de Fábio, nesse ciclo que agora se encerra: "Fábio contribuiu muito com a nossa missão. Somos uma empresa com mais de seis décadas de atuação no mercado brasileiro, temos orgulho das nossas marcas e trabalhamos todos os dias para que a Abril continue ocupando seu relevante papel na sociedade brasileira. Ele fez parte dessa história. Desejo muito sucesso ao Fábio nesta sua nova etapa de vida".

Sobre o Grupo Abril

O Grupo Abril é um dos maiores e mais influentes grupos de Comunicação, Logística e Educação da América Latina. Fundado em 1950, é composto da Abril Mídia (Editora Abril e Abril Gráfica) e da DGB (Logística e Distribuição). O Grupo conta ainda com a Fundação Victor Civita, criada em 1985 com o objetivo de fortalecer a educação de base no Brasil. A Abril fornece informação, cultura, educação e entretenimento para praticamente todos os segmentos de público e atua de forma integrada em várias mídias.

Quem financia campanha do Impeachment e protesto de Caminhoneiros?

Os homens mais ricos do Brasil estão tentando minar a Presidência, investindo muito dinheiro para promover as greves de caminhoneiros e o ato pró Impeachment marcado para 15/03. Junto com setores da mídia, estão instalando uma falsa sensação de instabilidade política e econômica, fazendo parecer que o Governo está fragilizado e que é incompetente.

A elite mais rica do país quer, mais uma vez, controlar a opinião pública, manipulando fatos, distorcendo a realidade e comprando apoios.

Essa é uma questão que poucos têm levantado nos últimos dias: Quem está financiando o movimento “Vem pra Rua”, favorável ao impeachment da presidenta Dilma? Pode parecer uma ação meramente civil  e apartidária como tentam pregar, mas informações disponíveis na internet desmentem isso e provam que há uma tentativa gigantesca de manipulação da opinião pública para jogar a maioria dos brasileiros contra o Governo, gerar instabilidade e dar a sensação de fraqueza das instituições democráticas.
Posso afirmar com certeza que os empresários mais ricos de nosso país estão por trás, financiando este movimento diretamente, não por interesse cívico, mas pessoal, econômico e em favor de um projeto deliberado em voltar o Brasil para as condições pré governos do PT.
Quero responder e demonstrar aqui:
  • Quem financia a campanha pró Impeachment
  • Quem financia as greves de Caminhoneiros

Os nomes por trás dos protestos pró Impeachment

Quem são as pessoas por trás desse movimento, investindo dinheiro e suas próprias estruturas empresariais?
Cheguei aos seguintes nomes: Jorge Paulo LemannCarlos Alberto SicupiraMarcel Herrmann Telles. São 3 dos 5 homens mais ricos do Brasil, sócios em vários negócios, onde o mais conhecido é a Ambev.
Vistando a página do Vem Pra Rua Brasil no Facebook (Link), criada durante a campanha de segundo turno das eleições presidenciais de 2014, dou destaque para as seguintes imagens:


Para impulsionar uma publicação (patrocinar um conteúdo) e garantir que mais pessoas vejam aquele post, é preciso pagar ao Facebook. Os valores dependem do tipo de alcance desejado. Mesmo que contratem um valor mínimo, alguém tem que pagar a conta, mas não vemos nenhuma fonte de receita dessa Fan Page.
Diferente da Página do Revoltados Online que é claramente mantida pelo oportunismo de seu criador, que descobriu uma forma de ganhar dinheiro com todo esse movimento, vendendo kits de camisetas e adesivos ao valor de R$170,00 na média. Não vou tratar sobre essa página e seu criador, pois é apenas um caso de oportunismo individual.
O Facebook não permite saber quem são os administradores de uma Página, mas, como podemos ver na segunda imagem, uma publicação do dia 2 de novembro de 2014 do Vem pra Rua Brasil, podemos chegar aos financiadores e aos nomes que citei acima.
Eles divulgavam o endereço http://www.vemprarua.org.br e recentemente mudaram para o endereço http://www.vemprarua.net
Só isso já seria um fato suspeito.
Domínios (como são conhecidos os endereços URL dos sites) registrados no Brasil (todos os terminados em .BR) têm os dados dos proprietários como públicos e você pode identificar quem registrou tais domínios.
Diferente dos domínios internacionais que pode ser garantido o anonimato.
A nossa constituição diz no artigo 5º que: “IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato“. Vamos guardar essa informação para depois.
Ao pesquisar pelo sistema WhoIs do Registro.BR (Link) para o antigo endereço “vemprarua.org.br”, chegamos ao que pode ser visto na imagem:
domínio-vemprarua-org-br
Vemos que foi registrado com o CNPJ e com as informações do financeiro da Fundação Estudar. E o que é tal fundação e quem são seus mantenedores?
Para responder isso basta acessar http://www.estudar.org.br e ler a página “Quem Somos”, como destaco na imagem abaixo:
Fundação Estudar
IMPORTANTE: É legítimo que cidadãos, independente de sua situação sócio-econômica, financiem/patrocinem qualquer evento cívico.
O que estou questionando aqui é o anonimato e o que tais empresários ganham com isso.
A conclusão lógica que chego é que, ao mudarem o domínio vemprarua.org.br para o novo vemprarua.net, fizeram com a intenção de não mostrar quem está por trás desse movimento e da página. Esconder quem financia para fazer parecer algo nascido espontaneamente, sem influências externas.
Estou dando destaque a esta página por ser ela a principal divulgadora dos protestos marcados para 15/03 e ser a primeira a publicar sobre essa convocação. O que leva a deduzir que foram eles quem “criaram” a ideia de protestar pelo Impeachment da Dilma.

Se abrirmos a lista da Forbes dos homens mais ricos do Brasil (Link), temos o que está na imagem:



Curiosamente, se somarmos a fortuna dos 3 irmãos Marinho, eles disputam o primeiro lugar com Lemann e fechamos a lista dos 5 homens mais ricos do Brasil.
Um vídeo curioso que encontrei na internet e dá sustentação ao argumento de que estes três empresários estão financiando a página Vem Pra Rua Brasil e financiando o movimento pró impeachment da presidenta Dilma, nos faz pensar.
 
O mantenedor do Revoltados Online (Link), Marcello Reis, aos 7 minutos (role direto para os 7 min.) do vídeo abaixo diz claramente que o Vem Pra Rua é um movimento de empresários:




Mas este é “peixe pequeno”, que encontrou uma forma de ganhar dinheiro na internet, aproveitando-se da situação. Mesmo assim podemos supor que ele tenha contatos com os organizadores de outros movimentos semelhantes ao dele e, com isso, tenha informações privilegiadas.

E a greve dos Caminhoneiros?

A partir desse ponto tenho apenas especulações e perguntas, mais do que respostas de fato.
Vídeo que a Polícia Rodoviária Federal publicou em 02/03/2015 confirma argumentos que levanto neste artigo. Assista abaixo e continue lendo o texto:
Acredito que estes três homens também estão financiando/patrocinando/estimulando as greves de caminhoneiros por todo o Brasil. Não todos os pontos de greve desses últimos dias, mas os primeiros, que acabaram motivando e incentivando os subsequentes.
No mínimo estão permitindo que seus funcionários participem da Greve e disponibilizando infraestrutura para os caminhoneiros.
Eles são donos das maiores redes de logísticas do Brasil. Como a Ambev, empresas de varejo (ex.: Lojas Americanas), América Latina Logística (que tem mais de mil caminhões próprios e agregados) e a B2W (maior empresa de logística para pequenas entregas de sites de e-commerce no Brasil) são alguns exemplos do poder de influência que eles têm para convocar uma paralisação de caminhões.
Veja mais sobre as principais empresas que eles são donos e o poder de logística que eles dominam:
Podemos imaginar o tamanho da frota de caminhões que eles têm diretamente e todos os terceirizados ou autônomos que prestam serviços para suas empresas. Sem contar tantas outras empresas que dependem da logística que eles dominam.
Será que eles permitiriam que seus serviços fossem prejudicados com tal greve?
Quem acompanha as notícias sobre os protestos dos caminhoneiros, ouviu por diversas vezes e há relatos nas redes sociais dos próprios motoristas, de que muitos estão sendo coagidos a participar das paralisações, forçados e ameaçados caso não participem.


Fica a dúvida:
  • Como que estes homens estão assumindo o risco de ficarem desempregados, perderem dinheiro com dias não trabalhados (já que ganham por Km rodado, inclusive aqueles que são contratados das empresas de logística) e ainda gastarem para se manter parados às beiras de estrada?
  • Quem está sustentando estes trabalhadores, pagando pelas perdas?
  • Quem os estão alimentando?
  • Por que há coerção se este é um movimento livre e espontâneo?
Sem contar que muitos desses motoristas estão perdendo prazos e eles trabalham sob contratos, que incluem multas por atraso e/ou perdas. Quem paga por essas multas contratuais e perdas eventuais?
O que corrobora minhas dúvidas é a aprovação sem veto da Lei dos Caminhoneiros, onde estão incluídos dois pontos questionáveis:
  1. Perdão das multas por excesso de peso dos últimos 2 anos
  2. Prorrogação por mais 12 meses para pagamento de financiamentos do BNDES para compra de caminhões
Estes dois itens favorecem quase que exclusivamente as empresas donas dos caminhões e não os motoristas.
Quem é o responsável pelo caminhão sair carregado além do peso permitido?
É o motorista ou a empresa que o contratou? Quem paga a multa?
O motorista, autônomo ou não, foi coagido a trafegar pelas estradas com seu caminhão carregado além do limite permitido. Se ele não fizer isso pode perder o emprego. Portanto, este perdão das multas favorece às empresas de logística principalmente.
Sem contar que o contribuinte vai pagar essa multa duas vezes. Perde-se arrecadação e nossas estradas vão sendo destruídas pelos caminhões sobrecarregados.
Quem são os maiores compradores de caminhões com financiamento pelo BNDES?
Entendo que aquele motorista autônomo merce renegociar sua dívida. Mas as empresas de logística, que faturam milhões, serão as maiores beneficiadas. Terão o perdão de multas e continuarão destruindo nossas estradas.

Quem financia e quem divulga?

Minha conclusão parte da lógica apresentada acima.
Posso estar errado em chegar a tais conclusões, mas percebo que fazem sentido, mesmo em um olhar superficial.
Não há crime aqui. Não estou acusando tais empresários de cometer qualquer crime. Apenas estou exigindo transparência, coisa que a democracia exige. É legítimo fazer oposição ao Governo, mas não de forma velada e não promovendo o medo ou prejudicando o direito de todos os outros.
Seria interessante cruzar estes dados com os de doações para campanhas de políticos, especialmente de Aécio Neves, José Serra, Geraldo Alckmin e tantos outros quadros do PSDB e DEM.
Como eu disse antes: é perfeitamente legítimo que estes empresários e tantos outros queiram financiar e investir em manifestações públicas, seus candidatos preferidos. Faz parte da democracia e isso não é nenhum crime. É legítimo.
Mas esses dados, essas informações nos ajudam a elucidar melhor quem está por trás de tudo o que vemos na tentativa de tirar o PT do poder, quando houve uma eleição vencida dentro das regras e não há crime/fato comprovado que dê razão a um pedido de Impeachment da Presidenta Dilma.
Este movimento dos caminhoneiros começou faltando 30 dias para os protestos previstos para 15/03. Com a clara intenção de instaurar o caos, promover instabilidade e a falsa sensação de fragilidade do Governo. A grande mídia deu vasão a isto instigando a população no medo de desabastecimento de combustível e alimentos, provocando uma corrida desnecessária aos postos e supermercados em várias cidades.
Isso provoca ainda mais os ânimos e agressão ao Governo e instiga as pessoas a participar de um protesto que só serve aos interesses corporativos e de uma elite ultra direitista e/ou setores conservadores.
Temos sempre que questionar a quem servem tais propósitos.
São estas as informações e ligações que consegui fazer em poucos minutos de consulta pela internet. Especulações que outras análises podem ser adicionadas para corroborar, reforçar os argumentos e dados apresentados.

Resposta sem conclusão

Em Dezembro/2014 estas suspeitas foram levantadas pelo PCdoB em publicação no Facebook (Link) e o portal de notícias Brasil 247 chegou a entrar em contato com o empresário Lemann (Lemann nega apoio ao Impeachment de Dilma).
Pesquisando não encontrei mais informações sobre o resultado disso, nem mesmo se o funcionário da Fundação Estudar foi responsabilizado. Fato é que a página do Facebook ainda está no ar e conteúdo vêem sendo patrocinados. Por que?
Outra coisa que falta resposta é o andamento das greves que afetam diretamente a estrutura de suas empresas. Ela está assumindo o prejuízo? Por quê?

Angélica é recebida aos gritos de “abaixo a Rede Globo” na Unirio

Autor: Fernando Brito

angelica

Do site de – nem sempre – amenidades televisivas SamaraSeven Days:

“Não tá fácil a vida do casal Huck. Apareceu no Youtube um vídeo em que Angélica e a equipe da Globo são expulso da faculdade Unirio sob vaias, palavras de ordem e o coro de “O povo não é bobo! Abaixo a Rede Globo!”.

E o vídeo, que você assiste.

Vale sobre o episódio o subtítulo engraçado do site: “Irrelevâncias de suma importância”.

E o raciocínio sobre o fato da emissora não ter o menor pudor em fazer escândalos com outros, mas achar que, quando é com ela, isto é um atentado à liberdade de imprensa e aos seus profissionais.

É a primeira a construir e exibir a tietagem e, portanto, deve aceitar o outro lado do “filma eu, Galvão” que estimula.

E a história que a Globo construiu e constrói, francamente, vai resultar em episódios diferentes, sempre que houver pessoas esclarecidas.

Nada contra a “princesinha” Angélica, muito mais discreta que o seu parceiro comercial Luciano Huck, que adora promover tudo o que seja coxinha e reacionário.

Nada mesmo, até uma lembrança engraçada de seus velhos tempos da Manchete, quando fazia sucesso com a música “Vou de Táxi”.

E o pessoal imaginava o “Seu” Adolfo (Bloch), pão-duro que só com tudo que não fosse equipamento gráfico, entrando no estúdio, desesperado.

- Não vai de táxi, minha filha, vai de ônibus que é muito mais barato! Pois é, Angélica, ir ao mundo real tem tem destes problemas, né?

quinta-feira, 5 de março de 2015

Jornal Valor desmente que Dilma esteja na lista de Janot como Aécio

Aécio 3

Nesta quinta-feira 5, jornais como Folha e Estadão igualaram Dilma Rousseff e Aécio Neves afirmando que ambos figurariam na lista de 54 nomes remetida ao Supremo Tribunal Federal pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mas ressaltando que o PGR teria recomendado ao STF que não processe nenhum dos dois.

Confira, abaixo, reportagem da Folha de 5 de março de 2015, divulgada na internet por volta das 3 horas da manhã, e, depois de um comentário do Blog, matéria do jornal Valor Econômico da mesma data, porém divulgado no site do veículo às 11 horas e 15 minutos.

Folha 1



O que importa nessa matéria da Folha é, basicamente, o primeiro parágrafo. O jornal diz que “O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recomendou ao Supremo Tribunal Federal que não abra investigações sobre a presidente Dilma Rousseff e seu adversário nas eleições de 2014, o senador Aécio Neves (…)” (sic). Guarde bem essa informação, leitor.

Leia, agora, matéria do jornal Valor Econômico, que, também no primeiro parágrafo, diz o contrário da Folha.

Folha 2

É muito grave. Jornais como Folha e Estadão dizem que os nomes de Dilma e Aécio figuram na lista de 54 nomes que Janot encaminhou ao STF, mas que o PGR pediu arquivamento do caso de ambos. O jornal Valor diz o contrário, que o nome de Dilma não figura nessa lista e, portanto, o PGR não pediu arquivamento de processo contra ela como fez para Aécio.

Segundo o Valor, o PGR pediu arquivamento de processo contra sete pessoas. Segundo informações fartamente veiculadas pela imprensa, uma das pessoas para as quais Janot pediu arquivamento é Aécio. Porém, segundo o mesmo Valor, Dilma não é uma das sete pessoas porque não figura na lista.

Segundo o conjunto da imprensa está informando, nesta sexta-feira 6 o STF irá divulgar os 54 nomes que figuram na lista do procurador-geral da República. Aí o público saberá quem tem razão, se o Valor ou os outros jornais. Caso Dilma não figure na lista, haverá desmentido em destaque igual à informação veiculada incorretamente?
Este Blog vai esperar sentado.

O que Janot omitiu para salvar Aécio


O que Janot omitiu
para salvar Aécio

Azenha revela denúncia de promotora que detonou o Caixa 2 em Furnas. (O Cerra tá lá …)Vote 

De Luiz Carlos Azenha, no destemido Viomundo, que já havia mostrado que o Dr Janot há um ano conhecia os detalhes da farra tucana em Furnas.

Ao livrar Aécio Neves de inquérito, Janot desconheceu denúncia de promotora sobre esquema de caixa 2 em Furnas



por Luiz Carlos Azenha

Este é um assunto que acompanho de perto, entre outros motivos por interesse pessoal. Sou de Bauru e conheci tanto Airton Daré, dono da empresa Bauruense, quanto o filho dele, que foi piloto da Fórmula Indy num período em que eu era também repórter de automobilismo, vivendo nos Estados Unidos.

Comecemos, pois, pelo começo.

O Estadão de hoje, ao noticiar a decisão do procurador geral de Justiça, Rodrigo Janot, de não 
pedir abertura de inquérito contra Aécio Neves, revelou detalhes do depoimento em que o doleiro Alberto Youssef menciona o tucano.

De acordo com o jornal, o termo de delação número 20, do final do ano passado, teve como tema principal “Furnas e o recebimento de propina pelo Partido Progressista e pelo PSDB”.

Além de Aécio, também são citados o ex-deputado José Janene, morto em 2009, e o empresário Airton Daré, sócio da Bauruense, empresa fornecedora de Furnas.

Segue o Estadão:



O doleiro pode estar certo ou não sobre a existência de um inquérito relativo à empresa de Bauru no Supremo Tribunal Federal.

O fato é que existe, sim, um inquérito envolvendo a Bauruense, que resultou em denúncia feita pela promotora Andréa Bayão Pereira, em 25 de janeiro de 2012 (íntegra no pé do post).

O juiz Roberto Dantes Schuman de Paula não acatou a denúncia por considerar que não era da competência da Justiça Federal e remeteu o caso à Justiça Estadual do Rio de Janeiro.

O inquérito corre hoje em segredo de Justiça.

A pergunta que não cala: será que Rodrigo Janot se deu ao trabalho de consultar os autos nos quais foi baseada a denúncia da promotora?

O caso remete à famosa Lista de Furnas, que os tucanos passaram anos tentando desacreditar como uma grosseira falsificação de adversários políticos.

A perícia da Polícia Federal, feita no original, atestou que as assinaturas do ex-diretor de Furnas Dimas Toledo na lista eram verdadeiras (o que não significa endosso ao conteúdo).

A lista teria tido origem na tentativa de Dimas Toledo de manter o cargo onde operava o esquema de corrupção. Indicado durante o governo FHC, ele queria ser mantido no governo Lula.

De posse da lista feita por Dimas, caberia ao lobista Nilton Monteiro pressionar políticos pela manutenção do diretor. O fato é que ele continuou em Furnas e só deixou a diretoria depois que estourou o escândalo do mensalão.

Segundo os dados da lista, os tucanos arrecadaram um total de R$ 39,9 milhões junto a fornecedores de Furnas no período em que a diretoria de Engenharia era ocupada por Dimas.

É a diretoria de Furnas aparentemente citada pelo doleiro Yousseff na delação.

O dinheiro teria sido usado nas eleições de 2002 (não confundir com o mensalão mineiro, que é anterior).

Aécio Neves era deputado federal e naquele ano foi eleito governador de Minas. Segundo a lista, ele teria recebido R$ 5,5 milhões para sua campanha. Teria autorizado outros R$ 350 mil para o então deputado e hoje senador Zezé Perrella, o do helicóptero apreendido pela Polícia Federal com cocaína.

Outra anotação da lista diz:



Valor avulso repassado para Andréa Neves, irmã de Aécio Neves, para os comitês e prefeitos do interior do Estado – MG – Valor: R$ 695.000,00.


É outra informação consistente com a delação do doleiro Yousseff, que menciona uma irmã de Aécio como intermediária de pagamentos.

Mas o fato mais significativo é que Yousseff afirma ter recebido dez vezes dinheiro da propina na sede da Bauruense, em Bauru.

Embora a promotora Andréa Bayão Pereira não tenha confirmado o conteúdo completo da lista de Furnas, ela correu atrás das empresas mencionadas nela, inclusive a Bauruense.

Quando noticiou a denúncia da promotora, o repórter Amaury Ribeiro Jr. destacou, em texto reproduzido pelo Viomundo:



Réus confessos



Os próprios executivos da Toshiba do Brasil – uma das empresas que financiavam o esquema – confirmaram a existência de um caixa dois que sustentava mesada de servidores e políticos. O superintendente Administrativo da empresa japonesa, José Csapo Talavera, afirmou, por exemplo, que os contratos de consultoria fictícios das empresas de fachada, até 2004 , eram esquentados por um esquema de “notas frias”.

A promotora conseguiu provas que considerou suficientemente sólidas para apresentar denúncia contra doze pessoas:






Roberto Jefferson, o delator no caso do mensalão petista, foi denunciado por ter admitido, em depoimento no Rio de Janeiro, que recebeu mesmo a “doação” que aparece ao lado do nome dele na lista de Furnas (reprodução abaixo):


Notaram quem também aparece na lista? Ele mesmo, Eduardo Cunha!

O deputado estadual mineiro Antonio Julio, do PMDB, também admitiu ter recebido R$ 150 mil reais do esquema e apresentou o comprovante de depósito.

Mas, vamos nos ater à Bauruense, mencionada por Yousseff no mesmo depoimento em que o doleiro citou Aécio Neves e a irmã.

Qual o papel da empresa no esquema, segundo a promotora?

Aqui, é muito importante que vocês leiam detidamente o que vem abaixo:



















É isso mesmo que vocês leram: na casa do empresário Airton Daré, em Bauru, foram apreendidos R$ 1.027.850,00 e U$ 356.050,00 em dinheiro vivo!

Isso, mais uma vez, é consistente com a delação do doleiro Alberto Yousseff, de que ele recebia dinheiro do esquema de Furnas em Bauru.

Airton Daré morreu em junho de 2011, mas não sobrou nenhum executivo ou funcionário da Bauruense para ser ouvido em inquérito? A irmã de Aécio não poderia ser chamada a depor? Nilton Monteiro não poderia ser chamado a depor?

Sim, sim, os tucanos dizem que ele é um falsificador e bandido contumaz. Mas, se a delação premiada foi oferecida a Alberto Yousseff, por que não a Nilton Monteiro?

Em entrevista exclusiva ao Viomundo, ele se disse perseguido político e atribuiu sua prisão em Minas Gerais a Aécio Neves.

Outro que eventualmente poderia contribuir como testemunha num eventual inquérito aberto a pedido de Janot para investigar Aécio Neves seria o deputado estadual Rogério Correia, que explicou detalhadamente ao Viomundo como funcionou o esquema de Furnas.

Como leigos no assunto, não sabemos quais são os critérios utilizados pelo procurador para pedir ou não a abertura de um inquérito.

Pode ser que ele tenha razão, que os dados oferecidos pelo delator Alberto Yousseff em relação a Aécio Neves sejam mesmo pouco sólidos.

No entanto, por tudo o que acabamos de apresentar, nos parece que os indícios oferecidos por Yousseff se encaixam em um quadro geral que mereceria uma investigação mais aprofundada.

O ideal é que fosse em um inquérito, com o uso de todos os poderes à disposição do Estado, não?

Que agora haja, pelo menos, uma investigação jornalística.

Da Folha, do Estadão, do Globo e da Veja.

Pausa para gargalhar…