Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

DOAÇÕES AO PT. GILMAR SUSPEITA DE LAVAGEM ! Será ele o Dr Draco ?


De Antonio Pinheiro Neto, no Face do Conversa Afiada
Inacreditável !

O Gilmar Dantas (*), cuja batata assa em alto forno de siderúrgica, desconfia da origem do dinheiro que Genoino e Delúblio levantaram para pagar a multa que o STF lhes impôs.

Como disse o Conversa Afiada sobre as doações:  “um tribunal de júri popular desmascarou o Supremo !“.

Por isso, o ex-Supremo Presidente do Supremo esperneia !

Que audácia !

http://oglobo.globo.com/pais/gilmar-mendes-suspeita-de-lavagem-de-dinheiro-em-doacao-para-multas-de-petistas-11499460

BRASÍLIA – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta terça-feira que o Ministério Público investigue a arrecadação financeira feita por condenados no processo do mensalão para pagar multas que lhe foram impostas. Para o ministro, há indícios de lavagem de dinheiro.

(…)


Se for um fenômeno de lavagem? De dinheiro mesmo de corrupção? Quer dizer: as pessoas são condenadas por corrupção e estão agora festejando coleta de dinheiro. É algo estranho — afirmou.
E na hora de dar o segundo HC Canguru ao Daniel – clique aqui para “ver”o vídeo que a Globo censurou ?
Ele não suspeitou de lavagem ?
De corrupção ?
Não deixe de ler “Sem Gilmar Dantas (*) não seria nada“, do livro “Operação Banqueiro“.
Já o livro “Operação Satiagraha” , do delegado Protógenes Queiroz, tem como um dos personagens – além do “Morcegão”- , um “Dr Draco”, que distribui HC a rico…
Não deixe de ler “PHA e Klouri dão outra surra em Daniel Dantas“. Visite a aba “Não me calarão e não perca a Galeria de Honra Daniel Dantas, de que Gilmar faz parte !

Em tempo: Barbosa manda prender João Paulo Cunha. Thomas Jefferson fica para quando ele voltar de Paris, nas férias do meio do ano.
Paulo Henrique Amorim

(*) Clique aqui para ver como notável colonista da Globo Overseas Investment BV se referiu a Ele. E aqui para vercomo outra notável colonista da GloboNews e da CBN se referia a Ele. O Ataulfo Merval de Paiva  preferiu inovar. Cansado do antigo apelido, o imortal colonista decidiu chamá-lo de Gilmar Mentes. Esse Ataulfo é um jenio. OLuiz Fucks que o diga.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

SATIAGRAHA: FUX TEM DANTAS E GILMAR NAS MÃOS Interessados devem acompanhar a tramitação do processo de iminente legitimação da Satiagraha.

Como se sabe, o inolvidável Ministro do STJ Adilson Macabu pretendeu trancar a Satiagraha.

O filho de Macabu, brilhante advogado, trabalhou no escritório do brilhantíssimo Sergio Bermudes, que empregou a mulher de Gilmar Dantas (*), D. Guiomar, empresta o apartamento na Quinta Avenida (facing the park) ao ilustre casal, e – claro !- advogou para o banqueiro da “Operação Banqueiro”

Macabu pensou que ia detonar a Satiagraha.

O Ministério Público – depois de inexplicável vacilo no STJ -  recorreu e o presidente Felix Fischer do STJ encaminhou a questão ao Supremo Tribunal Federal.

O relator será Luiz Fux.

Será que o Supremo vai soltar Dantas pela terceira vez ?

Acompanhe aí, passo a passo, a movimentação de Dantas (ou seja, de Gilmar também) e de Fux no egrégio Supremo Tribunal Federal. 

BASTA ACESSAR RE 680967, COM 14 VOLUMES


Clique aqui para ler “Dantas – Gilmar: relação que a República precisa saber”. 

Aqui para ler “Os dois petistas da ‘Operação Banqueiro’.” 

Aqui para ler “Dantas ameaça editor de ‘Operação Banqueiro’.” 

E clique aquiaqui e aqui para ver na TV Afiada a série sobre as férias de Gilmar e Daniel.


(*) Clique aqui para ver como notável colonista da Globo Overseas Investment BV se referiu a Ele. E aqui para vercomo outra notável colonista da GloboNews e da CBN se referia a Ele. O Ataulfo Merval de Paiva preferiu inovar. Cansado do antigo apelido, o imortal colonista decidiu chamá-lo de Gilmar Mentes. Esse Ataulfo é um jenio. O Luiz Fucks que o diga.

INQUÉRITO 2474: LEWANDOWSKI DESNUDA BARBOSA

Decisão de Lewandowski expõe o Golpe do Mensalão do PT: MPF + Ministro relator (JB).
A pedido do réu Henrique Pizzolatto e com base na Súmula Vinculante #14 -  que dá aos réus acesso aos autos, para que se defendam – o Ministro Ricardo Lewandowski, no exercício da Presidência do Supremo, manteve nesta quinta-feira 23 o caráter de “segredo de Justiça”, mas deu acesso a oito réus ao Inquérito 2474, desdobramento do Inquérito 2245, que se tornou a Ação 470, o mensalão (o do PT).

Os réus beneficiados são:

- Pizzolato

- Daniel Dantas (herói também de “Operação Banqueiro”, que entrou com um agravo no processo para transferir a ação bermudianamente para o Rio de Janeiro)

- Marcio Alaor

- Bruno de Mianda Ribeiro

- Luiz Carlos Garcia

- Daniel Bonifácio

- Romero Niquini

- e José do Carmo Porto Fernandes

Essa decisão de Lewandowski é histórica.
Ele vai desmontar a tese central do mensalão (o do PT).
Tudo começou lá em Minas Gerais, onde agia o Marcos Valeriodantas: fala, Valério, fala !
Aí, os Procuradores Antonio Fernandes (que depois se tornou advogado de Dantas), Roberto Gurgel (imortalizado pelo Senador Fernando Collor como prevaricador) e o relator Joaquim Barbosa realizaram uma proeza.
Para ferrar o PT e suas lideranças.
Meteram o facão no 2245, criaram o 2247 e daí nasceu a AP-470, a que ferrou o Dirceu, o Genoino e o Delúbio.
Para que ?
Para engavetar o original e criar uma nova ação, a 470.
Para que ?
Para dissimular o fato de o dinheiro que pagou as dívidas de campanha do PT não foi da Visanet.
Mas, de Daniel Dantas.
E por que essa pirueta ?
Porque um relatório da Polícia – que vazou para o Cafezinho – desmonstra de forma cabal que o dinheiro da Visanet foi usado, também, para pagar despesas com a empresa TomBrasil, onde trabalhava um filho de Joaquim Barbosa.
Talvez por isso, desde 2009 – 2009 ! -, Barbosa não dava aos réus acesso aos autos !!!
A decisão de Lewandowski vai transformar “o maior julgamento da História” na “maior Farsa da História !”
Já era tempo !
Por falar em farsa: acompanhe aqui, passo a passo o que o Ministro Fux vai fazer com a legitimação da Satiagraha.
esculhambação começa a esvaziar-se.
Bendita viagem a Paris …




Paulo Henrique Amorim

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

GUIA PARA O IMPEACHMENT DE GILMAR Dr Janot, Valente fez metade do seu trabalho. A Dilma foi Republicana …

livro “Operação Banqueiro”, de Rubens Valente, e sua esclarecedora entrevista a Sergio Lirio, na Carta Capital envergonham o Brasil, como resumiu Fernando Brito.

O subtítulo é “a incrível história de como o banqueiro Daniel Dantas escapou da prisão com apoio do Supremo Tribunal Federal e virou o jogo, passando de acusado a acusador”.

Que Daniel Dantas deveria estar encarcerado desde a Operação Chacal, isso é do conhecimento do mundo mineral, como diz o Mino Carta, que o chamou, apropriadamente, de “O Dono do Brasil”.

Mas, Dantas já foi longe demais.

A “Operação Satiagraha” será inevitavelmente legitimada pelo atual ou o seguinte Presidente do Supremo.

Valente demonstra que a “maçã não está podre”.

Que o cerne das provas contra Dantas – e Gilmar – é inquestionável.

Protógenes Queiroz pode ter cometido erros.

Mas trouxe provas que justificam o encarceramento do banqueiro – e alguns de seus colaboradores.

Legitimada a Satiagraha, Dantas será gentilmente convidado a servir a pena que o destemido, brilhante juiz Fausto De Sanctis, que honra a Magistratura nacional, lhe impôs: dez anos !

Isso está inscrito no livro do inevitável.

Nem o Brasil consegue conviver com tanto horror perante os céus !

O que falta avançar é o processo – inevitável também – de impeachment de Gilmar Dantas (*).

O então deputado federal – e hoje senador – Walter Pinheiro (PT-BA) e o deputado federal Fernando Ferro (PT-PE) já tentaram, no passado destituir Mendes.

Como tentaram membros do Ministério Público intrigados com a demora de Mendes em apurar, na  Advocacia Geral da União, desvios no antigo DNER.

O emérito jurista Dalmo Dallari avisou, em artigo histórico, que a condução de Gilmar Dantas ao Supremo – a mais maldita das heranças de FHC – ia dar no que deu: a desmoralização da Corte Suprema.

Agora, o livro de Valente além de incriminar, vírgula por vírgula, o banqueiro, monta a peça de acusação contra Gilmar e seu impeachment.

Portanto, Walter Pinheiro, Ferro e o Procurador-Geral – Dilma foi Republicana, Janot será ? – , que se vê, agora, com um problema no colo, não precisam quebrar muito a cabeça.

Rubens Valente trabalhou por eles, no processo inadiável de saneamento da Alta Magistratura.

(A propósito, Valente incrimina de forma cruel, também, Cezar Peluso, Eros Grau e Ellen Gracie, que participaram do processo que resultou na genuflexão do Supremo diante dos desígnios de Dantas.)

Valente enfia o dedo no câncer.

O maior dos crime de Gilmar Dantas (*) foi dar o segundo HC Canguru a Dantas, o HC “per saltum”.

Janot, Pinheiro e Ferro deviam começar pela leitura do voto de Marco Aurélio de Mello, de 43′ de duração.

Mello foi o único que remontou a cronologia da decisão de De Sanctis para provar que havia, sim !, novas provas a justificar a segunda prisão de Dantas.

As novas provas eram o suborno a um agente federal que, aqui neste ansioso site, se encontra no “vídeo” que a Globo censurou.

Havia diante de Gilmar a prova indiscutível de R$ 1 milhão – “Ah, de reais. Entendi”, disse Victor Hugo, o agente que se passava por presidente da Satiagraha, numa operação de escuta controlada, autorizada por De Sanctis.

O esquema previa R$ 500 mil antes da Operação ser deflagrada, e R$ 500 mil depois que Dantas se certificasse de que estava fora da Satiagraha – e, em seu lugar, entraria o empresário Demarco, seu inimigo mortal. (Demarco condenou Dantas na Justiça Inglesa. Lá, pelo jeito, não há HC “per saltum”…)

Estava tudo lá,  diante dos olhos de Gilmar.

Mais do que uns “dois pedaços de papel”, sem “indicação de fato novo”, como disse o relator Eros Grau, que se inscreve, também, na História do Brasil como o relator do processo que anistou a Lei da Anistia !

Janot, Pinheiro e Ferro devem ler o Valente das pags 268 a 388 – e tentar não vomitar.

Basta embrulhar e pedir o impeachment.

A Globo não gravou a reunião no restaurante paulistano El Tranvía – portanto, não há por que desqualificar o áudio do agente que confirma o suborno.

Os advogados de Dantas prepararam a subida do HC Canguru ao Supremo de forma a coincidir com a Presidência de Gilmar Dantas (*) no recesso.

Era ele ou Peluso.

Tanto fazia …

A mochila de Dantas que estava em cima da mesa de jantar, quando foi preso no apartamento na Vieira Souto, no Rio.

Ali estão, do próprio punho, anotações de Dantas sobre o suborno a JUÍZES e jornalistas !

Gilmar sabia de tudo isso – eram as novas provas.

Advogados de Dantas se reúnem com assessores de Gilmar e “redigem” a decisão que leva ao segundo HC “per saltum”.

A ponto de um deles dizer “caraca !”, o Gilmar tinha, até !, incluído o raciocínio de que Dantas – no suborno – tinha caído “num ardil”.

Até nisso Gilmar acreditou !

Não passava de um ardil.

(Gilmar caiu no ardil ? Seria tão tolo assim ? )

(Quem recebeu os advogados de Dantas, nessa operação de “transmissão de pensamento” foi o Dr Luciano Fuck, chefe de gabinete de Gilmar.)

E as relações íntimas de Gilmar com Arnold Wald e Sergio Bermudes – advogados mega-remunerados de Dantas ?

Bermudes diz que liga para Gilmar duas vezes por dia e emprega Guiomar, mulher de Gilmar.

Como diz o Mino – é tudo a mesma sopa !

Quem o advogado de Dantas – Nélio Machado – encontrou no restaurante japonês Original Shundi ?

O que se discutiu ali, senador Pinheiro, deputado Ferro, Dr Janot ?

O que há dentro dos discos rígidos em que o Ministro (?) Eros Grau em cima se sentou ?

Como diz Valente, Grau realizou uma obra-prima da arte circense: “a apreensão da apreensão”.

Os discos estavam em poder de De Sanctis e em, 48 horas, tiveram que se postar sob a enxundiosa vigilância de Grau !

O processo de impeachment de Gilmar Dantas (*) é o mensalão do Judiciário.

Enquanto Gilmar Dantas (*) se sentar naquele semi-círculo – depois da peça acusatória de Valente – a sociedade brasileira será submetida a um escárnio.

Viva o Brasil !
Clique aqui para ler “Dantas ameaça editor de Operação Banqueiro”. 

Aqui para ver na TV Afiada “Livro sobre Gilmar chega ao STF”. 

Aqui para ver na mesma TV Afiada “Livro condena Dantas ao semi-aberto”. 

aqui para ler “Mino sobre Gilmar-Dantas e o Maranhão”. 


Paulo Henrique Amorim



(*)  Clique aqui para ver como notável colonista da Globo Overseas Investment BV se referiu a Ele. E aqui para vercomo outra notável colonista da GloboNews e da CBN se referia a Ele. O Ataulfo Merval de Paiva preferiu inovar. Cansado do antigo apelido, o imortal colonista decidiu chamá-lo de Gilmar Mentes. Esse Ataulfo é um jenio. O Luiz Fucks que o diga.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Roberto Gurgel poderá sair da PGR direto para o lixo da história



Leandro Fortes, Carta Capital
Mudança suspeita

Às vésperas da aposentadoria, Roberto Gurgel, em parceria com a mulher, altera de forma inexplicável um parecer e aceita acusações falsas contra o deputado Protógenes Queiroz

Em boa medida, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, caminhava para uma aposentadoria tranquila. Desde a sua recondução ao cargo, em 2011, havia se tornado símbolo de um moralismo seletivo e, por consequência, ídolo da mídia. O desempenho no julgamento do “mensalão” petista o blindou de variados lapsos e tropeços, digamos assim, entre eles o arquivamento das denúncias contra o senador goiano Demóstenes Torres, dileto serviçal do bicheiro Carlos Cachoeira, como viria a demonstrar a Operação Monte Carlo.

A três meses de se aposentar, Gurgel decidiu, porém, unir-se à frente de apoio ao banqueiro Daniel Dantas. E corre o risco de se dar muito mal. Em uma decisão inusual no Ministério Público Federal, ele e sua mulher, a subprocuradora-geral da República Claudia Sampaio, alteraram totalmente um parecer redigido por eles mesmos um ano e três meses antes. Não é só a simples mudança de posição a despertar dúvidas no episódio. Há uma diferença considerável entre os estilos do primeiro e do segundo texto. E são totalmente distintas a primeira e a segunda assinatura da subprocuradora-geral nos pareceres.

O alvo principal da ação é o deputado federal Protógenes Queiroz, delegado federal responsável pela Operação Satiagraha, investigação que levou à condenação em primeira instância de Dantas a dez anos de prisão. Há duas semanas, Gurgel e Claudia Sampaio solicitaram a José Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal, o prosseguimento de um inquérito contra o parlamentar que a própria dupla havia recomendado o arquivamento. Pior: basearam sua nova opinião em informações falsas provavelmente enxertadas no processo a pedido de um advogado do banqueiro, o influente ex-procurador-geral da República Aristides Junqueira.

É interessante entender a reviravolta do casal de procuradores. Em 20 de outubro de 2011, documento assinado pela dupla foi enviado ao STF para tratar de questões pendentes do Inquérito nº 3.152, instaurado pela 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo. A ação contra Queiroz, iniciada pelo notório juiz Ali Mazloum, referia-se a pedidos de quebra de sigilo telefônico do então delegado federal, de Luís Roberto Demarco, desafeto de Dantas, e do jornalista Paulo Henrique Amorim, alvo de inúmeros processos judiciais do dono do Opportunity. O parecer foi encaminhado ao Supremo por causa do foro privilegiado assegurado ao delegado após sua eleição a deputado federal em 2010.

Nesse primeiro texto, Gurgel e Claudia Sampaio anotam: “O Ministério Público requereu a declaração de incompetência do citado juízo para processo e julgamento do feito (...); a declaração de nulidade da prova colhida de ofício pelo magistrado na fase pré-processual, bem como o desentranhamento e inutilização”.

O segundo parecer é completamente diferente. Em 12 de março deste ano, o casal solicita a Toffoli vistas dos autos. Alegam, no documento, que um representante de Dantas os procurou “diretamente” na PGR com “documentos novos”. O representante era Junqueira, e os “documentos novos”, informações sobre uma suposta apreensão de dinheiro na casa de Queiroz e dados acerca de bens patrimoniais do delegado. Tudo falso ou maldosamente distorcido.

Apenas seis dias depois, em 18 de março, Gurgel e sua mulher encaminharam a Toffoli outro documento. Tratava-se do encadeamento minucioso de todas as demandas de Dantas transcritas para o papel, ao que parece, pelo casal de procuradores. Ao que parece, pois o estilo do segundo texto destoa de forma inegável da redação do primeiro. Em 11 páginas nas quais consideram “fatos novos trazidos pela defesa de Daniel Dantas”, o procurador-geral e a esposa afirmam ter cometido um equívoco ao solicitar o arquivamento do inquérito em 2011.

O novo parecer acolhe velhas teses de Dantas para explicar seus crimes. Segundo o banqueiro, a Satiagraha foi uma operação montada por desafetos e concorrentes interessados em tirá-lo do mercado de telefonia do Brasil. O Opportunity era um dos acionistas da Brasil Telecom e há quase uma década vivia em litígio com os demais sócios, a Telecom Italia e os maiores fundos de pensão do País.

A mentira incluída pelos procuradores no pedido de reabertura do caso diz respeito à apreensão de 280 mil reais em dinheiro na casa de Queiroz durante uma busca e apreensão determinada pela 7ª Vara Federal de São Paulo em 2010. Segundo Gurgel e Claudia Sampaio, “haveria registro até mesmo de conta no exterior”, e insinuam, com base em “indícios amplamente noticiados na imprensa”, que o deputado do PCdoB teria um patrimônio “absolutamente incompatível” com as rendas de funcionário público. Citam, na lista de suspeitas, dois imóveis doados ao hoje parlamentar por um delegado aposentado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, José Zelman.

“É incrível, mas o procurador-geral da República plantou provas falsas em um processo do STF a pedido do banqueiro bandido Daniel Dantas”, afirma Queiroz. E Toffoli não só acatou o pedido da Procuradoria Geral como, na sequência, autorizou a quebra do sigilo bancário do deputado e o sigilo telefônico de Demarco. Postas sob segredo de Justiça, as medidas tomadas pelo ministro do STF só foram informadas ao deputado há 15 dias. Sua primeira providência foi exigir do STF uma certidão dos autos de apreensão e busca citados pelo Ministério Público. O parlamentar foi à sala de Toffoli. Recebido pela chefe de gabinete Daiane Lira, saiu de mãos vazias.

Queiroz solicitou a mesma certidão a Mazloum, que o condenou em 2010 a três anos de prisão por vazamentos de informações da Satiagraha. Uma fonte acima de qualquer suspeita, portanto. Segundo o parecer enviado a Toffoli por Gurgel e senhora, Mazloum ordenara a busca que resultou na apreensão dos tais 280 mil reais. O juiz enviou a certidão ao STF, mas não sem antes declarar publicamente a inexistência de qualquer apreensão de dinheiro na residência do delegado. “Isso é fantasia. Em nenhum momento apareceu qualquer apreensão de dinheiro. Acho grave uma acusação baseada em informações falsas”, afirmou o juiz na quarta-feira 29 ao blog do jornalista Luis Nassif.

O deputado encaminhou uma representação contra o procurador-geral no Conselho Nacional do Ministério Público. Na queixa, anexou diversas informações, entre elas escrituras de seus imóveis. Os documentos provam que seu patrimônio atual foi erguido na década de 1990, quando atuava como advogado e antes de ingressar na Polícia Federal. Zelman, padrinho de batismo de Queiroz, doou ao afilhado dois imóveis em 2006, bem antes da Satiagraha, portanto.

Os procuradores também miraram em Demarco, ex-sócio do Opportunity que travou uma longa batalha judicial contra Dantas.

Com base em notícias publicadas pelo site Consultor Jurídico, de propriedade de Márcio Chaer, dono de uma assessoria de imprensa e um grande amigo do ministro Gilmar Mendes, Gurgel e Claudia Sampaio voltam a uma espécie de bode na sala, um artifício batido recorrentemente evocado pelos advogados do banqueiro: a investigação em Milão de crimes de espionagem cometidos por dirigentes da Telecom Italia. A tese de Dantas, sem respaldo na verdade, diga-se, é que os italianos financiavam seus desafetos no Brasil, inclusive aqueles infiltrados no governo federal e na polícia, para persegui-lo.

Procurado por CartaCapital, Demarco preferiu não comentar o caso, mas repassou três certidões da Procuradoria da República de Milão que informam não existir nenhum tipo de investigação contra ele em território italiano.


Dantas costumava alardear, segundo o conteúdo de escutas telefônicas da Operação Satiagraha, que pouco se importava com decisões de juízes de primeira instância por ter “facilidades” nos tribunais superiores. De fato, logo após ser preso e algemado por Queiroz em 2008, conseguiu dois habeas corpus concedidos pelo ministro Gilmar Mendes em menos de 48 horas. Um recorde. As motivações de Toffoli ao atender o pedido de Gurgel e Claudia Sampaio sem checar a veracidade das informações continuam um mistério. A assessoria do ministro informou que ele não vai se manifestar sobre o assunto por se tratar de processo sob segredo de Justiça.

quinta-feira, 7 de março de 2013

BARBOSA, NÃO VÁ EMBORA. PEGUE OS TUCANOS ANTES


O Estadão quer que Barbosa vá embora antes de legitimar a Satiagraha.



Amigo navegante recomenda  ler o  editorial  do Estadão desta quinta- feira.

O Estadão esta muito chateado porque o Presidente Joaquim Barbosa sugeriu a um reporter do Estadão se chafurdar no lixo.
Inaceitável !

O Estadão, porém, sugere que, por isso, Barbosa peça para sair.

Que ele não pode presidir o Supreno com dor nas costas.

(Roosevelt ganhou a II Guerra numa cadeira de rodas.)

O Estadão, como se sabe,  é o house organ do ex-Supremo Presidente Supremo do Supremo, Gilmar Dantas.(*)

E, segundo Joaquim Barbosa, Gilmar Dantas desonra a Justiça e trata os outros ministros como se fossem seus jagunços.

O Conversa Afiada se permite, data venia, discordar do editorial do Estadão.

Não, o Presidente  Barbosa não deve ir embora, por causa da dor nas costas.

Barbosa tem na agenda:

- julgar os tucanos da Privataria de Minas – e o valeriodantas – e da Lista de Furnas;

- cabe ao Presidente  Barbosa legitimar as  Operações Satiagraha  e Castelo de Areia;

- mandar  o “Prevaricador”, segundo  o Senador Collor, investigar a Roseana, o Aécio e a Privartaria Tucana.

O Presidente Barbosa, heroi  do mensalão, não vai deixar o Dirceu se despedir de Chávez.

Mas, sua obra estará incompleta: não basta mandar prender o Dirceu e impedir que ele visite a família do amigo morto.

Tem muita gente no radar do Presidente Barbosa.

Por isso, o Estadão e, talvez, Gilmar Dantas queiram que ele peça pra sair.

Depois de degolar o Dirceu, a Casa Grande considera que Babosa concluiu a missão civilizatoria que lhe cabia

Antes de pegar os tucanos.

Paulo Henrique Amorim

(*) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

sábado, 1 de setembro de 2012

Mino: retrato de um país de que o Dantas é dono

Não fosse enredo da vida real, o processo do chamado “mensalão” seria espetáculo ímpar na capacidade de trafegar entre tragédia e comédia com toques exemplares de drama e de farsa.


O retrato do País

Não fosse enredo da vida real, o processo do chamado “mensalão” seria espetáculo ímpar na capacidade de trafegar entre tragédia e comédia com toques exemplares de drama e de farsa. Não cabe desmerecê-lo, contudo, nesta versão próxima do terceiro ato, o do epílogo, ao menos teoricamente, e que me arrisco a encarar como crítico teatral disposto a registrar de saída seu mérito inegável: o mensalão, em todos os seus aspectos, retrata à perfeição os males do Brasil. A inesgotável mazela, a hipocrisia inata dos senhores, o patrimonialismo do sistema. Um conjunto excepcional de prepotência e parvoíce.

Padecemos um longo prólogo, longo demais, a partir da denúncia do inconfiável Roberto Jefferson, e ainda assim rico em eventos que se fundem no entrecho central mesmo quando parecem desligados do contexto. Por exemplo, a presença do banqueiro Daniel Dantas. Vibra claramente na própria origem do mensalão como vibrou nos pregressos de marca tucana. E desaguou na Operação Satiagraha, enfim adernada miseravelmente porque DD está por trás de tudo, e muito além do que se imagine.

Marcos Valério serviu a Dantas e dele José Dirceu é bom amigo. Bela figura a ­ocupar a ribalta sete anos atrás, começo do prólogo, foi o ministro Luiz Gushiken, o samurai, como então o batizei, um inocente que pagou caro por sua inocência. Cavaleiro sem mancha, cometeu o pecado de enxergar em Dantas o grande vilão de todas as situações. Pecado imperdoável, tudo indica. A respeito, recomendo nesta edição o texto assinado pelo redator-­chefe Sergio Lirio, a retratar uma personagem de insólita dignidade, sacrificada injustamente ao ser forçada a deixar o governo.

O início do primeiro ato propõe Roberto Gurgel, o procurador-geral, Gogol se deliciaria com ele, fâmulo da treva e da reação, escalado para definir o mensalão como “o mais atrevido e escandaloso esquema de corrupção e de desvio de dinheiro público flagrado no Brasil”. Não lhe são inferiores, talvez mais daninhos, a bem da verdade factual, os anteriores urdidos pelo tucanato, a partir da compra de votos no Congresso para permitir a reeleição de Fernando Henrique Cardoso. Decerto mais imponente, o maior de todos, o episódio das privatizações, promovidas pelo mesmo FHC e protagonizado, entre outros, olhem só, por Daniel Dantas.

Não é que nossos juristas façam jus ao respeito unânime da audiência, sobretudo aquela que se apinha no balcão. Alguns produzem argumentações destinadas a suscitar pena em uma plateia mais atilada e menos comprometida do que a da ­casa-grande, esta escorada pelos barões da mídia e seus sabujos, unidos na ameaça aos próprios ministros do Supremo inclinados a um julgamento imparcial. O ministro Luiz Fux, no seu realismo exasperado, pretendeu condenar por peculato um réu chamado a responder por outros crimes, conforme teve de ser bondosamente avisado ao cabo de sua diatribe. Enquanto isso, Ricardo Lewandowski se abala a telefonar para um crítico global, Merval Pereira, que contestava duramente seus argumentos a favor de João Paulo Cunha. Contribuição inefável à imortalidade de um jornalista acadêmico, a seguir as pegadas culturais do seu falecido patrão. Donde, largo à cultura. Leiam, a propósito, Mauricio Dias na sua Rosa dos Ventos.

O primeiro ato do espetáculo presta-se a demonstrar a inadequação do título “mensalão”. Como sempre sustentou Carta­Capital. Provas certamente haverá de outros delitos, igualmente condenáveis, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro. Quanto ao uso de caixa 2, a lei brasileira prontifica-se a uma lamentável leniência na punição do crime eleitoral. O segundo ato inaugura-se em proveito de outra constatação, caso não tivesse já dado o ar da sua desgraça: um grupo de petistas, que não seria o caso de chamar de aloprados, decidiu imitar a estratégia tucana desenhada e comandada por Serjão Motta a partir de 1994 com o propósito de manter no poder ad aeternitatem o pássaro incapaz de voar.

Não deu, José Serra lá estava para atrapalhar desde 2002, a despeito do maciço apoio midiático. A diferença entre uns e outros está no fato de que o Partido dos Trabalhadores nasceu em odor de subversão e de nada lhe adiantou abjurar pelo caminho a fé primeva. Além disso, no caso do ex-metalúrgico Lula pesa, em primeiro lugar, o ódio de classe, sentimento tão natural na casa-grande. Em contrapartida, a trajetória da esquerda nativa, oportuno é sublinhar, é tão deplorável quanto tudo o mais, e cabe neste enredo de traições aos ideais propalados em vão, de promessas bombásticas e falsos propósitos inexoravelmente descumpridos em nome do oportunismo aconselhado pelo momento fugidio.

Estamos na iminência do terceiro ato, mas o que se viu até agora estimula depressões monumentais. E aonde quer que o espectador se volte não encontrará razões de alívio.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Os grampos falsos nos tribunais superiores

Alguns elementos para algum historiador que, no futuro, se debruce sobre a biografia de José Serra.
A comunicação falsa de grampos telefônicos contra autoridades do Judiciário tem sido um dos principais instrumentos de comoção política no país.
Há três casos expressivos:
1. O grampo sem áudio envolvendo o então presidente do STF Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres.
2. A falsa comunicação de grampo no STF, feita à revista Veja pelo próprio pessoal de Gilmar e que resultou no factóide "A República do Grampo".
3. A denúncia do ex-coronel do SNI Ênio Gomes Fontenelle de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tinha sido alvo de escutas telefônicas em 2006. Fontenelle foi denunciado por falsidade ideológica por ter inventado o grampo.
O que os três casos têm em comum? Os personagens guardam estreitas ligações com o ex-governador de São Paulo José Serra.
No caso de Fontenelle, é ligado a Marcelo Itagyba e foi contratado por Serra quando Ministro da Saúde e, depois, quando governador de São Paulo. Por aqui, a Fence teve autorização para monitorar todas as comunicações do governo, atuando diretamente no coração da Prodesp - o centro de processamento de dados do estado.
Aqui, matéria do Viomundo sobre a contratação da Fence em São Paulo.
 
Aqui, matéria do G1 mostrando o indiciamento de Fontenelle em 2006.
 
Luis Nassif