Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

quarta-feira, 15 de julho de 2015

O Golpe é isso aí. Dilma não governa ! O Judiciário, o MP, a PF, o Legislativo e o Executivo foram subvertidos !​



A Oposição não precisa mais impeachar a Dilma.

A Dilma caiu pra dentro.

Golpe é isso aí.

O Juiz Moro está determinado a extinguir a População Economicamente Ativa, quebrar a Petrobras, as empreiteiras, a indústria naval – e danem-se !

Não precisa mais derrubar a Dilma nem encanar o Lula.

O Golpe foi dado.

Moro é imparável !

Ele investiga e julga quem quer, como quer, quantas vezes quiser e prende quem quiser, pelo tempo que quiser, com ou sem mandado judicial.

E o Moro tem lado: cássios e aécios … não vem ao caso.

O Supremo não segura o Moro embora pudesse – e devesse.

Nem o Conselho Nacional de Justiça.

O CNJ só existiu enquanto o Gilmar o presidiu e o transformou em sua corte privativa.

Moro é inatingível.

Moro é a demonstração de que o Judiciário se tornou um Poder anômico, disfuncional.

Gilmar é o centro do Poder Judiciário.

Porque ele legisla, julga e pune – fora do tribunal.

Não precisa do Supremo – só para o gabinete, a condicionado e o carro com chofeur.

Ele controla a opinião pública.

Ele dispensa a Corte.

Gilmar é ministro acima do Supremo.

E, em última instância, quando urgente, decide nos recessos do Supremo.

O  Ministério Público é o monstro do Sepúlveda Pertence.

Não tem chefia nem controle.

São uns fanfarrões que fazem o que querem, contra quem quiserem, como e quando quiserem.

E se quiserem esquecem na gaveta por três anos qualquer providência que incrimine os tucanos.

Não respondem a ninguém.

É outra instituição disfuncional, anômica.

E os fanfarrões, uns coxinhas, tem lado: contra o PT.

Como diz o meu amigo: o Ministério Público é o DOI-CODI da Democracia.

O Legislativo é um agente permanente da subversão institucional, nas mãos de dois perseguidos pela Justiça.

Em conluio com o Judiciário, aprovou a PEC da Bengala, para alongar o Estado de Caos.

A Câmara é capaz de aprovar o que quiser, em quantas votações quiser.

Seu presidente reúne o Baixo Clero e dali sai tudo !

Instalar a Monarquia !

Ah, mas tudo pode ser revertido no Senado.

No Senado ?

O presidente do Senado sofre do mesmo tipo de insônia de seu companheiro de cela, na Câmara.

Só não vão, os dois, para a cadeia, se o Judiciário se mantiver nessa trilha subversiva, em completa anarquia.

E é nisso que os dois jogam.

Na anarquia institucional.

Melar o jogo das instituições, das regras.

Jogar tudo na fossa.

A Polícia Federal é a kalishinikov da esculhambação generalizada.

Invade as casas sem mandado judicial.

Prende a cunhada – e dane-se !

Decide que afiliado da Globo não pode ter Ferrari.

Vai entrando – e dane-se !

Grampeia preso na latrina e no fumódromo.

E usa o resultado no grampo para arrancar delação de preso condenado à prisão perpetua.

Faz prova de tiro com o rosto da Presidenta !

Admitem que são aecistas – e dane-se !

Doa a quem doer.

Vocês pensam que o Daiello manda ?

Ninguém manda na PF.

Nem ele nem esse patético do zé da Justiça.

Que não tem autoridade moral para ser vereador.

Cada delegado é um Poder.

Um Poder sem normas, regras, disciplina.

Cada delegado é um AI-5 !

O distintivo da PF vale mais que a faixa presidencial: prende e arrebenta !

Como diz o meu amigo: a PF da Democracia é a OBAN da ditadura !

E como são todos uns coxinhas, estão ali pra pegar os petistas e os amigos dos petistas.

E vai encarar ?

E o Executivo ?

O Executivo renunciou.

Renunciou ao dever de liderar.

Como diz o Delfim: a Dilma se recusa a fazer o que o Executivo faz desde Pedro I: ser o protagonista.

Ela só se mobiliza, berra, grita, diz coisas horríveis – e vai parar tudo no PiG ! – quando se vê ameaçada na pessoa física.

Se o ataque é ao Governo … não é com ela !

A PF ?

E ela com isso ?

Desde que ninguém duvide de seu caráter pessoal, de sua integridade pessoal.

E como ninguém jamais duvidou …

E desde que o ajuste siga seu curso e o Brasil não perca o investment grade …

O que significa que ela não entendeu o que significa sentar-se na Presidência da República do Brasil.

Por isso, o Executivo se tornou anômico, disfuncional – e o Golpe é isso que está aí.

Essa mixórida.

Essa esculhambação.

Uma avacalhação que engoliu a própria Oposição.

Quem leva a sério os Cássios que voam dinheiro, os Aecíns do bafômetro, os Cerras chevrônicos e o Príncipe da Privataria ?

E o Geraldinho, cuja validade não ultrapassa o Vale do Paraíba ?

Eles já perceberam sua irrelevância – se não forem cínicos.

Afogaram-se  na  roubalheira que só o Moro faz  ignorar.

Tucano ? Não vem ao caso !

(E ele acha que ninguém percebeu ainda …)

E o PiG ?

O PiG também não engana mais ninguém.

Nem a si mesmo.

Esse pseudo-jornalismo que finge dar legitimidade a 328 delações por dia …

Que põe as latrinas na porta para receber os vazamentos.

E simular “jornalismo isento”.

E prender por antecipação: fulano vai ser preso !

O beltrano não dura 48 horas na rua !

O nome dele, do sicrano apareceu numa folha de papel higiênico do delator 8.907 !

Tudo na primeira pagina.

Para amedrontar, encurralar, enfraquecer – fazer o papel de Polícia.

Esses colonistas que dizem o que o patrão quer e morrem de medo de o patrão manda-los embora, na primeiro aumento da energia elétrica …

A Casa Grande não precisa mais de Golpe.

Nem do PiG.

O Golpe é isso aí.

O que está aí é de bom tamanho.

Como não vai ter impítim, mesmo…

Porque chamar o TCU de tribunal é quase uma agressão pessoal …

E como o TSE tem uns dois ou três ministros além de seu faz-tudo, o Gilmar …

Por isso, o impítim não deve sair.

Impítim deve dar muito trabalho.

Tanto que o Ministro (sic), o Presidente da Câmara (sic) e um deputado foragido da Justiça precisam se reunir para tomar café da manhã – certamente esse não foi um almoço grátis, como diria o Milton Friedman, porque o contribuinte pagou …  – para arquitetar o impítim.

É porque é uma coisa complexa.

Exige mais tempo que um bolo de milho.

Tanto que, parece, foi uma conspiração inconclusiva.

O Trio Impicheiro ainda tem dúvidas operacionais, parece.

É mais fácil manter o que está aí.

Mais simples.

Não é um Golpe paraguaio, hondurenho nem norte-americano, à la Bush.

É uma jabuticaba brasileira.

Deixa rolar o Golpe instalado !

A Dilma governa o ajuste…

O resto quem governa é o Gilmar.


Paulo Henrique Amorim

Leia também:

PRISÃO DE SENADORES: A CRISE É INSTITUCIONAL !



E vote na trepidante enquete do C Af:

terça-feira, 14 de julho de 2015

Só restou ao PSDB fazer oposição ao Brasil

Posted by  
ibope capa

A recente pesquisa Ibope que mostrou perda substancial – ainda que menor do que o esperado – de capital eleitoral de Lula contém elementos que revelam quais são os grupos de eleitores que abandonaram Dilma Rousseff, o ex-presidente e o PT. Juntos, esses grupos representam cerca de um terço do eleitorado total que reelegeu a presidente.
Essa pesquisa foi divulgada no sábado, apesar de ter sido realizada na segunda quinzena de junho, e mostrou que Lula seria derrotado por 48% a 33% dos votos totais em um confronto eleitoral com Aécio Neves, e que empataria tecnicamente se o candidato fosse Geraldo Alckmin (40% para o tucano e 39% para o petista).
A estratificação da pesquisa revela quem é o eleitorado que abandonou não apenas Dilma e o PT, mas, também, o dito “lulismo”.
ibope 1
O cientista político Marcus Melo, da UFPE, fez uma análise muito boa da pesquisa e dividiu em dois grupos os eleitores que abandonaram o PT, que chamou de “core voters” e “swing voters”.
Os “core voters” são os eleitores ideológicos, de esquerda, que, nas eleições presidenciais anteriores, votaram no PT por maior identificação e para evitar que o novo grande partido de centro-direita, o PSDB, chegasse ao poder.
Esses eleitores são de classe média e ligados a sindicatos, movimentos sociais e até a partidos de esquerda. São informados politicamente e altamente escolarizados. Porém, são bem menos numerosos que os do segundo grupo.
Esse eleitorado foi fortemente afetado pelas críticas que o governo Dilma sofreu “pela esquerda” e, desiludido, integra o segmento que anularia o voto ou votaria em branco se houvesse nova eleição presidencial.
Os “swing voters” compõem a grande maioria dos eleitores que, segundo a mídia, teriam jogado o governo Dilma, Lula e o PT no “volume morto”. São associados à prática de “swing” (sentido figurado de troca de parceiros) porque não têm fidelidade ideológica; guiam-se, basicamente, pelo bolso.
Os “swing voters” têm pouquíssima informação política e não têm ideologia definida. Esse grupo responde, fundamentalmente, a mudanças para melhor ou para pior no seu bem-estar e abriga os mais temerosos pelo futuro, sobretudo em questões como desemprego e inflação.
No passado recente, esse grupo não havia deixado majoritariamente Dilma, Lula e o PT porque, apesar do medo do futuro, não havia sentido piora considerável em seu bem-estar. Com as medidas do ajuste fiscal, já sente piora e, assim, enfureceu-se ao julgar que as críticas que o governo Dilma sofria tinham fundamento.
Devido à ampla campanha midiática de associação de Lula a Dilma, os “swing voters” passaram a enxergá-los como uma coisa só.
No caso de uma ruptura democrática neste momento (impeachment) ou das eleições de 2018, os “core voters” acabariam votando no PT (sobretudo se o candidato for Lula) a contragosto, para evitar o “mal maior” associado à volta da centro-direita tucana (ou similar) ao poder, mas seriam insuficientes para barrar o candidato do PSDB.
Dessa forma, apesar de os “core voters” estarem enfurecidos com o governo, com Lula e com o PT – ironicamente, graças à propaganda negativa inclusive de setores do próprio PT contra o ajuste fiscal – eles reduziriam a vantagem de Aécio em um confronto direto com Lula neste momento. E, muito provavelmente, caso o candidato do PT fosse outro.
No caso dos “swing voters”, porém, a situação seria mais complicada se houvesse golpe “branco” e fosse convocada nova eleição presidencial neste momento, pois a economia ainda estaria com problemas e, desse modo, o eleitorado volúvel votaria em qualquer um que prometesse evitar os problemas econômicos que teme e/ou que já começa a sentir.
Só para registro, vale refletir que, em caso de o PSDB  (ou similar) assumir o poder e não evitar a crise, mesmo atribuindo o problema à “herança maldita do PT” não evitaria o descrédito e o enfurecimento, agora consigo, dos “swing voters”.
Contudo, se o golpe for evitado e a disputa pela Presidência só vier a ocorrer em 2018, a reversão da situação de Lula e do PT é absolutamente factível, dependendo, apenas, de que o Brasil retome um ritmo consistente de crescimento do emprego e da renda a partir de 2017.
O cientista político supracitado considera que é “improvável” que a economia entre nos eixos em um ano e meio. E, apesar de não ter dito, isso se deve ao fato de que, além dos problemas próprios do desequilíbrio entre receita e despesa, há o componente político, que é hoje o tendão de Aquiles da economia.
Os condutores da Operação Lava Jato prometem manter o estardalhaço até a eleição presidencial de 2018. O Congresso, hoje nas mãos da direita, tratará de ir aprovando toda sorte de maluquices – como extensão de reajustes do mínimo para aposentados – de forma a afastar investimentos.
Por outro lado, o governo Dilma trabalha incansavelmente para mostrar aos investidores que fará a “lição de casa” – ou seja, o ajuste fiscal – e que adotará uma política mais receptiva à iniciativa privada.
A postura governamental de aposta no reequilíbrio das contas públicas e de facilitação da vida dos investidores tem grande possibilidade de funcionar, razão pela qual o grupo de Aécio Neves e Eduardo Cunha não quer esperar 2018 e busca derrubar Dilma já, antes que a economia se recupere.
Seja como for, uma coisa é certa: hoje, o PSDB em peso e setores do PMDB fazem oposição ao Brasil. Dependem, basicamente, de que o país não saia da crise para que possam vencer a eleição presidencial de 2018 ou até fazerem o impeachment vingar para realizarem nova eleição enquanto a economia estiver indo mal.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Ouçam Dilma, golpistas. Ruptura democrática é cara

dilma capa

Os golpistas de sempre estão animados. Eles – e até alguns dos que se opõem ao golpe que partidos e setores da mídia acham que conseguirão dar sem reação, e sem custo – já veem a derrubada de Dilma Rousseff como favas contadas.
Esses grupos político-midiáticos deveriam ir mais devagar com o andor porque o santo é de barro e pode cair bem antes da presidente. E se esborrachar no chão.
Antes de prosseguir, estabeleçamos um fato: qualquer tentativa de afastar a presidente da República do cargo contra sua vontade, será golpe. Ao menos neste momento, não existe absolutamente nada que justifique tal pretensão.
Derrubar Dilma seria uma ruptura institucional clara, idêntica à de 1964. O fato de o instrumento do golpe, desta vez, ser o quadrinômio Justiça, Ministério Público, Polícia Federal e Congresso, em vez das Forças Armadas, não faz a menor diferença.
O que caracteriza um golpe não é o instrumento usado para concretizá-lo, mas a razão usada para justificá-lo – e justificar seria preciso não só para o Brasil, mas para o mundo.
A entrevista que a presidente deu à Folha de São Paulo no primeiro dia útil desta semana pode ter parecido um blefe, mas não é. Está longe de ser. Dilma sabe muito bem que a forma como estão tentando derrubá-la é inepta, escandalosamente golpista e não ficaria impune, caso vingasse.
Não que os golpistas seriam presos – como deveriam, pois forjar “razões” para atentar contra as instituições democrática é crime. Quem não ficaria impune seria o Brasil. Arcaria com um custo insuportavelmente alto e que deixaria marcas por muitos anos. Marcas na carne de cada brasileiro.
Quando dizem que Dilma não é Fernando Collor e que o PT não é o PRN, muitos entendem que essa é uma ameaça vã, pois os movimentos sociais – hoje, inclusive, um tanto quanto apáticos diante dos arreganhos golpistas – não iriam pegar em armas e instalar uma guerrilha como a que enfrentou a ditadura.  Porém, não é disso que se fala.
Collor foi derrubado facilmente, via Congresso, com caras-pintadas na rua e ninguém ousou contestar. Não se viu uma única manifestação a seu favor além de um pequeno grupo de deputados, a dita tropa-de-choque colorida, encabeçada por ninguém mais, ninguém menos do que Roberto Jefferson, o algoz do PT no escândalo do mensalão.
No caso de Dilma, é mais embaixo. Em primeiro lugar, o Brasil e o mundo está assistindo, desde o fim do ano passado, a essa busca frenética por uma razão para o golpe – seja via contas de campanha, seja via “pedaladas” fiscais.
O mais bizarro nesse processo que está sendo conduzido com uma cara-de-pau quase sobrenatural, de tão escancarada, é que todos estão vendo que a oposição e a mídia estão, há meses, buscando um motivo para atender à “pressão das ruas”, ou seja, de grupos ruidosos de extrema-direita que, aliás, pregam a volta dos militares ao poder sem nem mesmo passar por novas eleições.
Um eventual processo de cassação do mandato de Dilma, à diferença do que ocorreu com Collor, seria contestado nas ruas por dezenas e dezenas de milhares de pessoas. Instalar-se-ia um clima de guerra no país.
Muitos movimentos sociais e sindicais que inclusive ajudaram a derrubar a popularidade de Dilma acusando-a, tacitamente, de estelionato eleitoral sabem que o pós-Dilma, pós-PT, seria sua sentença de morte.
As perseguições políticas se dariam exatamente como em 1964. CUT, MST e outros seriam criminalizados. Lideranças seriam presas a la Sergio Moro – que prende antes e investiga depois.
Então, podem contar que os movimentos sociais e sindicais iriam às ruas.
Ah, mas os golpistas são maioria nas ruas. Mais ou menos. O que se viu em 15 de março e 12 de abril foram manifestações familiares. Os fascistas de classe média e média alta levaram até as vovós e suas crianças à rua. Em um clima como o que irá se instalar, famílias ficarão em casa.
Para impedir o confronto, a direita terá que colocar a PM ou até o exército para reprimir os inconformados com a ruptura democrática. Aí seria uma beleza de cenário para mostrar ao mundo sobre o nosso país: militares espancando e prendendo civis por protestarem contra a derrubada mal explicada e mal justificada de um governo.
A imagem de democracia frágil colaria no Brasil rapidamente. Muitos acham que o mundo inteiro é bobo e não iria perceber que encontraram uma desculpa para atender ao “clamor público”.
Ora, as “pedaladas fiscais” são prática antiga de todos os governos que antecederam Dilma, as doações às campanhas de Dilma foram feitas, também, para José Serra e para Aécio Neves. As mesmas empreiteiras que doaram a Dilma estão envolvidas no escândalo do metrô de São Paulo e ninguém diz que o cartel paulista rendeu doações à campanha de Geraldo Alckmin, por exemplo.
É óbvio que estão querendo aplicar a lei para o PT diferentemente do que fazem para o PSDB, por exemplo.
Mesmo que derrubassem Dilma e Michel Temer, impugnando a chapa em que foram eleitos, e fizessem nova eleição, a ruptura institucional continuaria clara. Não é a nova eleição que justificaria que a anterior fosse jogada no lixo porque a popularidade de Dilma está baixa.
Para derrubar Collor usaram um carro comprado com dinheiro de origem incerta e reformas na residência oficial do ex-presidente (a “Casa da Dinda”). Não há possibilidade de fazerem o mesmo contra Dilma.
Mesmo que arrumassem alguma coisa, o que desmoraliza todo esse processo são dezenas e dezenas de declarações que mostram que estão buscando um pretexto para derrubar Dilma.
Agora com a pecha de país de democracia frágil que acaba de romper a institucionalidade, os prejuízos para o Brasil seriam grandes. Mesmo sob o mais do que provável apoio dos Estados Unidos, o mundo todo passaria a enxergar uma potência como este país com a mesma lente que usa para olhar o Paraguai ou Honduras.
Reduzir o Brasil ao Paraguai, do ponto de vista de sua imagem internacional, não é pouco.
Sobre a economia, nem se fala. O PSDB e o PMDB estão votando todo tipo de loucura para a economia, no Congresso, para impedir que ela se recupere, pois sabem que se o país sair da crise a popularidade de Dilma irá se recuperar.
Porém, os malefícios que já foram causados vão deixar marcas. O partido que herdar o Brasil pós Dilma pegará um abacaxi de três metros de altura para descascar, pois quanto mais prolongam a crise política mais a economia se fragiliza.
O fato é que a parcela da população que até aceita o impeachment – que as pesquisas dizem ser em torno de 60% – acredita que, se Dilma for substituída, evitarão a crise, como se a mera substituição do governo resolvesse, como por mágica, todos os problemas do país.
Não vai rolar. Tudo que a oposição – aliada ao PMDB – está plantando deixará marcas. Além da falta de credibilidade internacional, teremos uma economia que irá demorar para se recuperar.
O provável discurso da “herança maldita do PT” terá prazo de duração. A grande ironia é que as pessoas esperam recuperar rapidamente os expressivos benefícios que auferiram ao longo dos governos petistas. E, como todos sabemos, com um PSDB ou outro partido de direita no poder, isso não irá rolar nunca, nem que a economia volte a crescer com força.
O caminho do impeachment é tortuoso e cheio de armadilhas. Será que os pesos pesados da economia estão dispostos a pagar esse preço só para atender a ganância política do PSDB e para que o novo governo salve os pré-falimentares grupos de mídia?
Aliás, nem o PSDB todo quer o impeachment. Está dividido. Por exemplo: Aécio quer o impeachment já para se beneficiar do “recall” (memória) da última eleição. Já Alckmin, prefere ser o candidato tucano em 2018, porque se Dilma cai e é convocada nova eleição ele não terá chance.
Dilma sabe que grandes empresários, bancos e parte da oposição esperam que ela fique sangrando até 2018 e deixe a economia arrumada para o sucessor – que, aí sim, todos (mídia, capital e oposição) tentarão fazer com que seja tucano ou similar.
Creia-me, povo: Dilma não blefou. Sabe que tem hoje o pior emprego do mundo e que quem tomasse o seu lugar iria se dar muito mal. Oposição e capital, aliás, devem torcer para que a presidente não se encha e mande tudo para o inferno.
Além disso tudo, ninguém ficará sentado olhando instalarem outra ditadura no Brasil.

terça-feira, 7 de julho de 2015

GOLPISTA, AÉCIO DIZ QUE SEU GOLPE NÃO É GOLPE

Fanático promete “matar petistas” e “expor corpos na Paulista”

horror capa
 Posted by 
Antes de ler este post, o leitor deve ser avisado de que seu conteúdo é EXTREMAMENTE pesado e não deve ser lido por pessoas sensíveis.
Tragicamente, porém, a publicação se faz necessária porque medidas legais terão que ser tomadas, já que, na noite do último sábado (4/7), um extremista de ultradireita colocou 14 comentários obscenos e ameaçadores no post anterior publicado neste Blog.
Vale explicar que, além das obscenidades e das ameaças ao signatário desta página e a todos aqueles que diz “petistas” – incluída, aí, a presidente Dilma Rousseff –, o indivíduo ainda postou cântico e código nazistas, o que agrava o que por si só já seria grave.
Trata-se de um criminoso, ainda que possa ser um psicopata. Desse modo, a divulgação desse ataque se faz necessária para que o conteúdo possa ser autenticado em cartório de forma a embasar as medidas legais que serão tomadas.
Apesar do evidente interesse público em denunciar alguém que pode ser apenas um louco querendo se “divertir”, mas que também pode ser um criminoso perigoso, este que escreve teve dúvidas em publicar o que por certo irá chocar a todos.
Diante dessa dúvida, este blogueiro fez uma consulta em seu perfil no Facebook, perguntando aos leitores desta página que frequentam aquela rede social o que pensavam da publicação de material tão contundente.
Em resposta, a postagem no FB rendeu 381 comentários (um para cada comentarista), nos quais o apoio à publicação desta denúncia venceu de forma esmagadora.
Após a publicação desta denúncia, os próximos passos serão levar o caso a uma delegacia especializada em crimes na internet e, depois disso, contratar um advogado para levar o caso adiante, para que não fiquemos dependendo, apenas, da disposição das autoridades.
Se as autoridades competentes entenderem que cabe ao Estado identificar e apreender o criminoso, será mais fácil. Porém, este que escreve sofreu ataque pessoal, há cerca de dois anos, e o Ministério Público não quis tomar providências porque entendeu que caberia apenas ao agredido tomar providências.
Como o autor do crime faz ameaças difusas, e não só a este blogueiro, é possível que o Estado se incumba de agir. Caso isso não ocorra, haverá que contratar um advogado para levar o caso adiante.
Infelizmente, o autor desta página, apesar das calúnias de que é alvo, não tem maiores recursos porque não recebe dinheiro público de ninguém e tampouco cobra alguma coisa de seus leitores.
Dessa forma, pela primeira vez, se houver necessidade de assessoria jurídica, será pedido aos que me leem há tantos anos que me ajudem com esse custo, se houver. Se houver esse apoio de um número razoável de pessoas, o valor individual da contribuição será irrisório.
Se não houver esse apoio e se as autoridades não agirem, infelizmente o criminoso ficará impune. Mas, pelo menos, este blogueiro terá cumprido sua obrigação ao denunciar.
Cumpre-me, agora, a parte mais dolorosa deste post – cuja publicação, confesso, demorou mais do que deveria porque fiquei buscando forças para mergulhar em todo esse horror que você, caro leitor, irá ler a seguir.
ATENÇÃO, O CONTEÚDO, A SEGUIR, É EXTREMAMENTE FORTE E NÃO DEVE SER VISTO POR CRIANÇAS E PESSOAS SENSÍVEIS A VIOLÊNCIA E A OBSCENIDADES.
horror 1

sábado, 4 de julho de 2015

Agressões a Maju e a Dilma têm natureza idêntica

ódio
Racismo, homofobia, misoginia e até uma outrora impensável xenofobia (o caso do frentista haitiano, agredido no Rio Grande do Sul, ainda está fresco em nossa memória) – e algo mais que possa ter sido esquecido – são fenômenos que não param de crescer no Brasil no âmbito da onda ultraconservadora que se instalou por aqui de junho de 2013 para cá.
Além dos prejuízos econômicos que a instabilidade política tem promovido – afastou investimentos (investidor gosta de previsibilidade) e sabotou um evento (a Copa do Mundo) que poderia ter nos rendido lucros estratosféricos via turismo, e não rendeu porque protestos intimidaram turistas –, uma cultura do ódio começa a promover duro retrocesso em conquistas sociais – a partir da Câmara dos Deputados.
Nesse aspecto, episódios recentíssimos dão a medida de a quantas anda o retrocesso político-cultural-institucional a que a parcela pensante do país assiste boquiaberta.
A pedido de muitas pessoas – em grande maioria, mulheres –, não se deve reproduzir os adesivos asquerosos para automóveis vendidos por picaretas da internet nos quais a presidente da República, Dilma Rousseff, aparece em situação vexatória.
O abuso foi tão grande que a Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu “nota de repúdio” à agressão praticada contra a presidente do Brasil, agressão que qualificou como “violência política sem precedentes”.
ódio 2

Sem termos tido tempo sequer para respirar, chegam-nos imagens e áudio de outra agressão fascista, grotesca, selvagem praticada contra a primeira mandatária da nação por um infeliz que, em sua página no Facebook, espalha, além de tudo, homofobia, entre outros comportamentos intolerantes e odiosos.
Quase simultaneamente, o país é novamente afrontado com agressão igualmente descabida contra outra mulher, agora de origem diametralmente distinta da de Dilma Rousseff, mas afrontada de forma igualmente grotesca em sua dignidade humana, com expressões racistas intoleráveis e criminosas.
A jornalista Maria Júlia Coutinho, a Maju, “moça do tempo” do Jornal Nacional, porém, à diferença do que ocorreu com a presidente da República, foi brindada com um justo desagravo não só pela Globo – cujo “núcleo de jornalismo” é comandado por alguém que afirma, em livro, que não existe racismo no Brasil –, mas, inclusive, pelas autoridades competentes, que já prometem providências legais contra os agressores.
Se faltasse alguma coisa para revoltar ainda mais nas agressões a essas duas mulheres, não falta mais. Simplesmente porque, enquanto a Maju foi justamente desagravada, sua colega de infortúnio ante a bestialidade de um setor da sociedade que ousa cada vez mais, a presidente Dilma, não recebeu nada além da solidariedade de alguns milhares de pessoas e de alguns sites na internet, além de nota de repúdio da ONU.
Mas o que difere nesses dois casos? Em que as agressões a Maju diferem das agressões a Dilma?
Resposta: uma é apoiada pela Globo, apesar de tudo que a emissora faz para manter vivo o racismo, com sua grade de programação no qual negros são ínfima minoria apesar de serem maioria esmagadora dos brasileiros – isso sem falar que o diretor de jornalismo da emissora renega a existência de racismo no país e, assim, ajuda a reforça-lo. A outra, é inimiga da poderosa Globo e, portanto, não mereceu nenhuma atitude tanto da grande mídia quanto das autoridades.
Alguns podem achar que, por haver especulações contra a idoneidade da presidente da República, isso justificaria esse tipo de “justiça” com as próprias mãos por parte de criminosos – ou quem produz aqueles adesivos para automóveis não é criminoso? Mas não há justificativa.
Só para pontuar, lembremo-nos de que os adesivos pornográficos não ferem apenas a presidente, mas, também, todas as mulheres, ao estimularem o uso de ataques sexistas e misóginos quando há divergência em relação a uma mulher; já os insultos do fascistinha nos EUA, demonstram bestialidade, falta de inteligência para fazer um protesto, pois qualquer imbecil pode disparar insultos e ameaças.
O que estimula esse tipo de comportamento que atingiu, igualmente, duas pessoas públicas do sexo feminino, portanto, é a seletividade. Na ditadura midiática que se abateu sobre o Brasil, ataques sexistas, misóginos, fascistas, racistas, homofóbicos, entre outros, só são punidos quando a mídia cai em cima, e essa só cai em cima se a vítima dispuser de sua simpatia.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

E se o doido que agrediu Dilma atirasse balas em vez de insultos?

Posted by 
agressor

Os últimos atos dessa ópera bufa, desse filme de horror que é a ascensão do fascismo que desmorona sobre a nação dia após dia, com virulência crescente e cada vez mais “criativa”, têm ao menos um mérito: revelar que, do jeito que está, não pode continuar.
Se você, leitor, achou que o suprassumo de bestialidade foram os adesivos pornográficos agredindo, de forma psicótica e degenerada, não a primeira mandatária da nação, mas todas as mães, esposas, irmãs e filhas deste país, os fatos trataram de mostrar que o fundo do poço não foi atingido.
No hotel em que Dilma Rousseff se hospedou nos Estados Unidos, durante encontro com o presidente Barack Obama, um dos seguidores psicóticos de Jair Bolsonaro e de outros como ele conseguiu se Infiltrar, facilmente, na comitiva da presidente.
O tal Igor Gilly Teles interceptou Dilma e sua comitiva e passou a insultar a presidente e seu grupo, enquanto se dirigiam a algum compromisso em solo norte-americano: “ladra, assassina, terrorista e comunista de merda”.
Discordo de quem pregou agressão da comitiva ao moleque endinheirado que, obviamente, quis aparecer. Bastaria tê-lo retirado do local, entregando-o às autoridades norte-americanas, já que estava ameaçando uma chefe de Estado.
A questão, porém, não é essa. Para os que fazem adesivos pornográficos e insultam de forma descabida a mulher que preside a República, existe a Justiça. Basta processar. E processar é preciso, porque esse tipo de comportamento, contra qualquer pessoa, afronta a lei.
O que é inaceitável, no que aconteceu, é constatar que a presidente da República Federativa do Brasil não tem esquema de segurança.
Aliás, a falha da segurança de Dilma é pior por ter ocorrido nos Estados Unidos do que teria sido no Brasil, pois estando em solo estrangeiro, sobretudo em um país famoso por sofrer atentados terroristas, sua segurança deveria ser ainda mais reforçada, pois a imprevisibilidade do que pode ocorrer é maior.
Como cidadão, declaro-me assustado com a inépcia da segurança da governante do meu país. Dilma Rousseff estava nos Estados Unidos representando 200 milhões de Brasileiros. Portanto, repito: como Cidadão, sinto-me inseguro ao ver que a responsável pelos destinos de meu país passou por tal situação de ameaça.
A tranquilidade com que o agressor agiu revela, para espanto de todos, que ele poderia estar portando uma arma e teria tido todas as condições de tirar a vida da presidente da República. O relato de como o meliante agiu, feito por ele mesmo, com orgulho, em entrevista à imprensa, mostra a irresponsabilidade da segurança da presidente:
Fui de andar em andar no hotel procurando ela. Como eu fiz: eu ia no primeiro andar e colocava o ouvido de porta em porta para ver se eu ouvia a voz dela. E nisso eu acabava ouvindo vozes do pessoal da comitiva dela, falando em português, eu procurando a voz dela. Fui de porta em porta, andar por andar. Imagina, o hotel mais luxuoso de São Francisco é imenso, parece um castelo, e eu fui de porta em porta, todos os quartos, demorei uma hora e meia pelo menos tentando ouvir a voz da Dilma
Quanto tempo irá demorar para que outro psicopata decida que já que “todos” odeiam Dilma cumpre-lhe aproximar-se dela e meter-lhe um tiro na cabeça?
A escalada de ódio não para. A cada dia, surge uma agressão pior do que a outra. Nesse processo, quando o abuso mais impensável for cometido, só restará o abuso final, o recurso à violência física, já que nenhum abuso moral parece ser suficiente para esses psicopatas.
Se o Brasil fosse um país civilizado deveria ser aberta uma investigação sobre a falha de segurança que expôs, de forma inaceitável, aquela que o Brasil, democraticamente, elegeu para governá-lo. E os responsáveis deveriam ser exemplarmente punidos.

MORAIS: ‘SOMOS OU NÃO RACISTAS, ALI KAMEL?’