Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Imagens que valem por mil palavras Enquanto a ordem democrática não for restabelecida, o presidente decorativo Michel Temer e os vendilhões do país não terão um só dia de sossego.




Tatiana Carlotti




Enquanto a ordem democrática não for reestabelecida, o presidente decorativo Michel Temer e os vendilhões do país não terão um só dia de sossego.

Nas ruas, apesar da repressão policial, milhares de brasileiros protestam em um uníssono “Fora Temer” e por “Diretas Já”.






Nas redes sociais, a criatividade explode em um turbilhão de memes, gifts, charges, vídeos e fotos denunciando o golpe e os absurdos da agenda neoliberal imposta ao país.

Em diversas plataformas sociais, trafega uma produção rica, crítica e combativa fortalecendo, dia sim e no outro também, a resistência contra o golpe. Confira abaixo um pouco desse vasto material.

Uma produção capaz de dar, de forma precisa, as dimensões do presidente decorativo:




Denunciando a miopia de alguns:


Que insistem:




Em esconder o óbvio:

Mas frente à consciência do povo:




O jeito deles é reprimir:


Até porque o test-drive já começou:

E como começou:

Enquanto isso, o decorativo roda o mundo:

Apesar de todas as previsões:

E os gritos por independência:

E aí você se pergunta, como alguém ainda apoia um golpe?

E se lembra que além da força reprimindo a voz das ruas:

Entre os golpistas está aquela meia dúzia de famílias:


Aquela contrária à EBC:


Que faz o trabalho sujo:



Diariamente:



Um escárnio, não?

Nas redes, vários denunciam:

Até quando meditam:

Em vários idiomas:

Em vários desenhos:
Em vários filmes:
E sarau de poesia:

https://www.youtube.com/watch?v=wTaUNmuvk8U

E aos amantes da música, que tal um funk?

https://www.youtube.com/watch?v=XcCO5oLpoW4

Uma bossa?

https://www.youtube.com/watch?v=-x3ED7GWQrY

Um samba?

https://www.youtube.com/watch?v=79tIyl79g3Q

Um rap?

https://www.youtube.com/watch?v=howLK4jkbpY

E um bom sertanejo:

E, claro, futebol! Um golaço narrado pelo Juca Kfouri:

https://www.youtube.com/watch?v=DCwqsReYkEs

Será impossível calar essa quantidade de voz:

E bota voz nisso:

Ecoando, em alto e bom som:

Uma sonora vaia:


Porque por mais que eles não admitam:

A gente sabe:


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

O STF e os Factoides fascista Uma coisa é discutir as decisões do STF, o que pode ser feito por qualquer brasileiro, outra é querer colocar em seu lugar um monstrengo autoritário.

Mauro Santayana
 
José Cruz

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) anulou decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que determinava o bloqueio dos bens da Odebrecht no valor de até R$ 2,1 bilhões em processo voltado para apurar supostos desvios na construção da refinaria Abreu e Lima.

A decisão liminar do ministro liberou a movimentação dos bens, e reforçou o entendimento - já manifestado por ele mesmo em ocasiões anteriores - de que o TCU - cujo nome já passou da hora de ser mudado - não passa de um órgão administrativo auxiliar do Poder Legislativo, que não tem autoridade para bloquear, por ato próprio, dotado de autoexecutoriedade, bens de particulares e não possui atribuições típicas do Judiciário.

Mais uma vez, se pretendia matar os bois para acabar com os carrapatos.

Se houvesse sustentação jurídica para essa decisão espatafúrdia, o bloqueio-bomba de mais de 2 bilhões de reais já seria de uma desproporcionalidade absurda, irreal, principalmente quando se lembra que esses desvios não foram sequer comprovados.


Além  de trágico, fortemente ilógico, em suas consequências econômicas, acarretando a demissão de milhares de trabalhadores de uma empresa sob a qual paira a ameaça, tão absurda quanto, de uma multa-bomba de mais de 7 bilhões de reais, que já foi obrigada a eliminar 120.000 vagas nos últimos dois anos no Brasil, também como resultado direto da falta de bom senso da Operação Lava Jato em um pseudo combate à corrupção que provocou, ainda, a quebra de dezenas, centenas de pequenas e médias empresas de sua cadeia de fornecedores.

Como não há sustentação jurídica para essa decisão, e não é possível que os técnicos e ministros do TCU que "determinaram" o bloqueio - até mesmo diante de decisões anteriores - não soubessem disso, só se pode acreditar que se tratou, mais uma vez, da criação de um irresponsável factoide, dirigido contra o STF, entre os muitos que vem se acumulando nos últimos meses e semanas.

De uma ação premeditada, deliberada, destinada a manter em movimento e em evidência, com a cumplicidade da parte mais   venal e irresponsável da imprensa, o tigre de papel de uma espetaculosa, hipócrita e contraproducente "campanha" contra a corrupção, com o mal dissimulado propósito de desafiar os poderes instituídos e de provocar e testar, mais uma vez, os limites do STF e de seus membros.

A intenção, ou, ao menos, as consequências que parecem estar sendo procuradas, é jogar contra o STF uma opinião pública mal informada, manipulada, preconceituosa e burra, que, a cada vez que isso ocorre, agride de forma maciça o Supremo Tribunal Federal e os seus ministros, acusando-os de estarem envolvidos com corrupção - quanto o Exmo levou nessa? Qual terá sido o "pixuleco" para este membro da família Collor de Mello?, perguntaram dois leitores do Estadão - e propõe medidas surreais que vão da extinção da Suprema Corte à escolha de seus membros por meio - quem estabeleceria as condições e o conteúdo das provas? - de concurso público.

Esses esforços, que nada têm de descoordenados, ocorrem a cada vez que alguma decisão do Supremo Tribunal Federal desagrada certa parcela da plutocracia emplumada que se encastelou no Judiciário e no Ministério Público, e que se auto-outorgou, com a arrogância e a empáfia próprias da juventude, em muitos casos formada em universidades particulares de duvidosa qualidade e ungida por meio de concursos idem, a missão de punir a política e os "políticos" e de salvar a Nação, "exemplando" a República.

Não é outra a razão que se esconde nos insultos dirigidos ao Ministro Celso de Mello, quando da decisão de permitir que um cidadão recorresse em liberdade mesmo depois de condenado em segunda instância; ao Ministro Dias Toffoli, quando do Habeas Corpus concedido ao ex-ministro Paulo Bernardo; e da abjeta capa de Veja dedicada ao mesmo ministro Toffolli, no criminoso vazamento, ainda não investigado, de suposta "delação" da empreiteira OAS.

Os mesmos ataques feitos agora ao Ministro Ricardo Lewandowski, que se busca descaradamente constranger e pressionar com manifestações na porta de sua casa; e ao Ministro Marco Aurélio, por sua decisão de colocar em seu devido lugar o Tribunal de Contas da União - no qual se abrigam até mesmo personagens sob investigação - que, no embalo do estupro cotidiano da Constituição Federal vivido pelo país nesta vergonhosa fase de nossa história, pretende agir como se autêntica corte fosse, quando não passa de  órgão auxiliar do Legislativo Federal - instância, esta, sim, a quem cabe julgar com o poder do voto que parlamentares têm e "ministros" do TCU não têm, questões ligadas à fiscalização das atividades do Executivo.

É preciso que a mais alta corte do país organize, em torno da defesa de sua autoridade e prerrogativas, um sistema de monitoramento permanente desse quadro de abuso na internet e  interpele judicialmente - com tolerância zero - quem está por trás dos ataques - fazendo valer sua autoridade, antes que esta seja - como já está ocorrendo - definitivamente minada junto à população.

Uma coisa é discutir as decisões dos ministros, o que pode ser feito por qualquer brasileiro, usando, preferencialmente, como referência, a Constituição.

Outra, atacar a Suprema Corte, dentro do mesmo esquema que pretende diminuir o papel da política, do voto, da Democracia, para "reformar" de forma frankensteiniana a República, e colocar no lugar dela um monstrengo autoritário, por meio de novas leis, que limitam o direito de defesa e a liberdade dos cidadãos, ou pela eleição de um líder fascista em 2018.



Créditos da foto: José Cruz

PSDB vai fazer do Temer um Cunha O Temer está aí para fazer o serviço sujo: o programa do Pinochet!

Tchau.jpg

Acabou a serventia do Cunha.
A partir dessa segunda-feira 12/set, o Cunha começa a ser crucificado.
A serventia do Cunha se esgotou quando ele aprovou o impeachment da Dilma.
Até lá, o PiG reaplicou sua virgindade.
E o Janot o manteve intocado.
Até derrubar a Dilma.
É para isso que ele servia.
Ele é tão sem caráter que não vai cuspir os feijões.
Não vai contar o que sabe.
Nem ele nem a mulher.
O Traíra e sua Távola Redonda, portanto, não correm nenhum perigo com o Cunha.
Acontece que a serventia do Tinhoso e do PMDB começa também a se esgotar.
A função do Golpisto e seus pares de França foi derrubar a Dilma e botar na rua o programa econômico dos Chicago Boys do Pinochet: o neolibelismo radical.
Mas, como disse o Requião ao ansioso blogueiro, o Carlos Magno do Planalto não tem força nem vocação para enfrentar a adversidade – e não vai entregar a rapadura: o desmanche do Estado, a entrega do Brasil à Casa Grande e aos Estados Unidos!
Além do mais, o Traíra não tem as conexões nem o mapa da mina.
O Traíra não tem a ideologia, a doutrina, o caderninho do “como” fazer.
Quem tem é o pessoal do PSDB, especialmente o Fernando Henrique, que desenhou a Dependência quando fugiu do Brasil e foi para o Chile.
(Depois, os tucanos da democracia-cristã, os Frei, fizeram como o FHC, agora: aderiram ao Pinochet…)
A “Ponte para o Futuro”, do gatinho angorá, está para a Dependência do FHC como o Temer para o Gilmar!
Uma Baía de Guanabara de distância, como a que fica entre o Rio e Niterói, não é isso, Moreira?
Logo o Moreira…
Um sociólogo de décima extração, que estava na Escola de Sociologia da PUC do Rio mais preocupado em se tornar o genro do genro do que em estudar Max Weber…
(O ansioso blogueiro foi, ali, contemporâneo dele e de Celina Vargas do Amaral Peixoto.)
Os tucanos de São Paulo têm a arrogância de certos intelectuais da USP, aqueles do “Grupo do Capital” (ler em tempo) – detém a suposta hegemonia do pensamento reacionário brasileiro, devidamente destroçado pelo Jessé de Souza em “A tolice da inteligência brasileira”.
Os tucanos da USP saem na Fel-lha e pensam que estão no Monde!
Os tucanos de São Paulo toleram, de nariz tapado, a convivência com o Agripino, o Romero "essa porra" Jucá, o Eliseu que o ACM chamava de “Quadrilha”, o Geddelzinho boca da Jacaré, a latifundiária de Goiás, o Mendoncinha e os outros que se sentam à távola.
(O Jereissati e o Cunha chove Lima são tolerados como prova de gentileza.)
Os tucanos de São Paulo sabem que essa turma está aí para fazer o serviço sujo: quebrar o Brasil e a coluna do trabalhador, e entregar o poder em 2017.
O PMDB serviu ao PSDB, serviu ao PT e agora serve ao PSDB, que espera para dar a punhalada pelas costas.
O PSDB não quer convivência com esse pessoal do Sérgio Machado, que convém recordar, por iniciativa ao amigo navegante Marco Aurélio, no Facebook do C. Af:
"Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel"
"estancar a sangria"
"O primeiro a ser comido vai ser o Aécio"
"Quem não conhece o esquema do Aécio"
"Fui do PSDB 10 anos, não sobra ninguém"
"Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem 'ó, só tem condições sem ela. Enquanto ela estiver lá essa porra não vai parar nunca"
"Michel é Eduardo Cunha"
"É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional. Com o Supremo, com tudo. Aí parava tudo.

Esse pessoal não tem condição: pode até não ir em cana, mas não governa.
Vai ficar trancado no banheiro do Henrique Alves.
O PSDB sabe disso.
Como também sabe que o Cerra e o Aecím, o mais chato, não correm nenhum perigo.
Eles estão blindados, tanto quanto o Sérgio Guerra: só depois de mortos!
Como diz o Oagara: suma justiça, suma injustiça.
Os tucanos de São Paulo farão do Temer um Cunha.
Usar e jogar fora.
Só precisa combinar com os 40…
Em tempo: os tucanos da USP, a certa altura de suas experiências universitárias, criaram o “Grupo do Capital”. Eles se reuniam vez por outra para ler o Capital de Marx. Dali não saiu nada. Nada que se compare ao Piketty………………………, por exemplo, que leu o Marx no Século XXI. Mas, na mitologia dos tucanos uspianos, esse grupo de intelectuais diletantes se tornou uma espécie de “Academia de Platão”, “Liceu de Aristóteles, “Escola de Frankfurt” da província paulistana. Não deu em nada. Mas, deu para tratar a “Ponte” do gatinho angorá como se fosse um romance do Diogo Mainardi. Ou de seu patrono, o Paulo Francis. Ninguém lê…
PHA

domingo, 11 de setembro de 2016

Enquanto Lula for elegível, o golpe não estará consumado


lula-capa

O anúncio da reforma trabalhista do governo Temer – que prevê aumento da jornada de trabalho de 8 para 12 horas – serviu para começar a despertar a sociedade. A proposta caiu como uma bomba e, como de costume, apesar de as medidas terem sido anunciadas pelo ministro do Trabalho, sobreveio desmentido do governo.

Porém, todos sabemos que o ministro falou demais e antes da hora, mas que ele apenas externou os planos do governo.

O anúncio dos planos do governo de piorar as condições de trabalho dos brasileiros, em pleno processo eleitoral, deixou-me bastante surpreso. Não esperava o anúncio das previsíveis medidas de retirada de direitos antes do fim da campanha eleitoral. É por isso que sobreveio o desmentido.

Mas bastou o anúncio da enormidade de aumentar de 8 para 12 horas a jornada de trabalho (sem contrapartida do aumento dos salários) para eclodir forte mobilização dos trabalhadores. Na mesma sexta-feira em que o ministro do Trabalho deu a declaração bombástica foi convocada mobilização com o presidente Lula, com o prefeito Fernando e com a CUT.

O evento ocorreu na quadra de esportes do Sindicato dos Bancários de São Paulo e este blogueiro esteve presente.

Ao chegar à quadra dos bancários, encontro o secretário municipal de Saúde de São Paulo, Alexandre Padilha, que me levou para conversar com Lula, quem encontrei em um camarim com mais umas sete ou oito pessoas, preparando-se para ir ao palco montado na quadra, onde centenas e centenas de pessoas o aguardavam.

lula-1

Conversei com o “presidente” Lula por uns 15 ou 20 minutos e, após a conversa, tive certeza de que a única chance de escaparmos da farsa montada para devolver o poder à direita é evitar que ele seja alvo de uma manobra criminosa para inviabilizá-lo eleitoralmente, de modo a impedir que o povo o reconduza ao poder.

E, com efeito, apesar de todo massacre que Lula continua sofrendo, ele ainda é o único político de esquerda, atualmente, capaz de enfrentar a direita e vencê-la, como mostra a última pesquisa Datafolha sobre a sucessão presidencial de 2018.

lula-2Na conversa com o ex-presidente, ele me relatou sua percepção sobre a campanha empreendida por autoridades, partidos de direita e pela mídia para impedir que participe da eleição de 2018.

Lula afirma, de forma convincente, que não haverá como condená-lo definitivamente pelas razões alegadas pelos seus inimigos, mas acha que poderá sofrer condenação em primeira instância com vistas a enquadrá-lo na Lei da Ficha Limpa, de forma a impedir que dispute a eleição presidencial daqui a dois anos.

Vendo Lula em ação nessa oportunidade, foi fácil entender por que a direita o teme tanto. Gravei os momentos iniciais da apresentação dele na quadra dos bancários. Fui convidado a ficar com ele no palco e, assim, gravei a entrada de seu grupo em cena e os primeiros momentos de sua apresentação.






Diante do que vi e do que ouvi de Lula, e refletindo muito, cheguei à conclusão de qual deve ser o plano principal para a esquerda até 2018 e esse plano tem que ser centrado exclusivamente nele, naquele que uma parte imensa dos brasileiros quer hoje que volte ao poder.

Após dois anos de governo Temer, Lula conseguirá se eleger com um pé nas costas.
Os setores democráticos e pensantes da sociedade têm que assumir defesa intransigente de Lula. É preciso iniciar uma onda de manifestações a favor dele, ou melhor, em defesa do ex-presidente, pois a direita irá tentar prendê-lo ou impedi-lo de disputar eleições sob alguma desculpa.

Todos sabem desses planos, mas, neste momento, ninguém está se mexendo em defesa de Lula sendo que é ele o principal alvo dos golpistas e dos setores partidarizados do Judiciário, do Ministério Público, da Polícia Federal e da mídia.

Há que iniciar uma campanha nacional em defesa de Lula. Essa campanha, aliás, deve chegar ao exterior. Missões devem ser enviadas a outras nações, Lula deve ocupar a mídia internacional e denunciar que está sendo alvo de uma tentativa ditatorial de prendê-lo ou condená-lo judicialmente para tirá-lo da disputa política.

Enquanto Lula estiver livre e elegível, o golpe não estará consumado.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Vice do Janot: o escárnio é total! Lembra do Aecím, o mais chato? O canalha do Requião?

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Governador dá posse ao Andrada que Janot herdou (Créditos: Wellington Pedro/Imprensa MG)
No G1:
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, indicou nesta quinta-feira (8) o subprocurador José Bonifácio Borges de Andrada para o cargo de vice-procurador-geral da República. Andrada vai substituir a procuradora Ela Wiecko no segundo posto mais importante da Procuradoria Geral da República (PGR).
José Bonifácio Borges de Andrada foi Advogado-Geral do Estado de Minas Gerais, de 2003 a 2010, durante o governo Aécio. Foi Advogado-Geral da União em 2002, no final do governo FHC.



Na Lista de Furnas... Toninho Andrada é o irmão de José Bonifácio. Foi deputado estadual e é o atual Prefeito de Barbacena. Largou o TCE/MG para disputar a prefeitura daquela cidade em 2012 pelo PSDB. Atualmente está no PSB e é candidato à reeleição.

Escárnio total!

Assinado: Mineirinho Afiado

Não era brincadeira: jornada de trabalho de 12 horas está nos planos de Temer





jirnada12

 Por

Para quem achou que aquela história de passar a jornada de trabalho para 12 horas diárias era piada, recomendo a leitura das reportagens sobre a entrevista dada hoje pelo Ministro do Trabalho.
Além disso, vai ser possível “fatiar” o empregado, contratando “por horas trabalhadas”.

Nas categorias organizadas, até se pode fiscalizar isso, mas para a regra vai ser burlar e aplicar a regra do “pague meio e leve um”.

Conversa fiada a história de que vai permitir a contratação em tempo parcial, porque o chamado “meio-expediente” já está regulado na CLT, desde que não exceda 25 horas semanais.

E isso tem uma lógica, porque do contrário o trabalhador fica refém de uma jornada menor (por exemplo, 7 horas por dias, cinco dias na semana – 35 horas semanais – ganhando quase 25% menos do que o salário da categoria, pela proporcionalidade.

Mas o Ministro do Trabalho, com a maior cara de pau, diz que “otrabalhador vai ter um cartão com chip, onde estará a vida funcional dele, e vai escolher se será contratado por jornada ou por produtividade” e que “o contrato de trabalho terá numeração com código, a fiscalização já vai ficar sabendo e fará checagens permanentes”.

Só rindo, mesmo, com um quadro de fiscais do trabalho que não dá para tapar o buraco da cárie…

Aragão detona abusos e prejuízos da Lava Jato: Não se mata uma barata, tocando fogo na casa toda




Procurador da República acusa Lava Jato de praticar arbitrariedades em busca de provas e cita “imensos prejuízos” ao País

do PT na Câmara

O ex-ministro da Justiça do governo Dilma e procurador da República, Eugênio Aragão, acusou a força tarefa da Lava Jato de “praticar arbitrariedades” na busca por provas contra possíveis suspeitos de corrupção.

Segundo o procurador, que participou nesta terça-feira (6) de audiência pública na Câmara para analisar o projeto de lei 4.850/16 – que trata das dez medidas de combate à corrupção proposta por procuradores integrantes da Lava Jato – esses abusos podem, inclusive, resultar na nulidade das provas obtidas de forma ilegal.

“A Lava Jato tem lá seus méritos por ter exposto aquilo que todo mundo já suspeitava, mas que ainda não havia comprovação, que é o sistema de irrigamento do sistema político. Mas tem que cuidar para que essas informações não venham se tornar nulas. Prender alguém para que delate, é o mesmo que extorsão. Deixar alguém apodrecendo na cadeia para que entregue outra pessoa, viola os direitos humanos, é o mesmo que tortura”, comparou Aragão.

De acordo com o procurador, a atual legislação já contém estímulos para a delação “como a possiblidade de redução de pena e de cumprimento da pena em regime semi-aberto”.

Ele disse ainda que integrantes do Ministério Público Federal (MPF) “não podem se comportar como cães raivosos” e devem respeitar “o direito a presunção de inocência e direito de defesa”, e que condenações, “mesmo por meio de adjetivações, só podem ocorrer após sentença transitado em julgado”.
“E o que eu mais vejo em peças do MPF hoje em dia são adjetivações”, lamentou.
Ainda criticando a Lava Jato, Aragão destacou que em nome do combate à corrupção a operação resultou em imensos prejuízos econômicos e sociais para o País.

“A Lava Jato se gaba de ter trazido para o país cerca de R$ 2 bilhões supostamente usurpados. Mas o que dizer da quebradeira da indústria naval e do desemprego na construção civil? O pré-sal alavancou a indústria naval e veio a investigação e acabou com tudo. Apenas a Odebrecht demitiu cerca de 50 mil trabalhadores, como estimar esse prejuízo? ”, argumentou o procurador.

Segundo Eugênio Aragão, o problema é que parte do Ministério Público Federal “não sabe resolver problemas sem achar um culpado, e como não entende de política pública acaba quebrando o País”.
“A Lava Jato terá um saldo negativo que vamos pagar por algumas décadas. Não se pode matar uma barata com um lança chamas colocando fogo na casa toda”, alertou.

E como solução para tentar mitigar o problema, Aragão defendeu a possiblidade de que as empresas comprovadamente envolvidas em corrupção possam firmar acordos de leniência para preservar o direito de serem contratadas pelo poder público. Porém, o ex-ministro defendeu que o Ministério Público não participe dessa negociação.

“O acordo de leniência é fundamental (para a recuperação das empresas) mas não deve ser feita pelo MP, que tem a boca torta por causa do uso do cachimbo persecutório”, avisou.

Projeto de Lei

Em relação ao projeto de lei 4.850/16, que trata das dez medidas de combate a corrupção, Eugenio Aragão disse que a proposta é um “populismo legislativo para alavancagem corporativa de setores que desejam mais competência”, e com intenção de “adquirir mais vantagens”.

“Na atual anarquia de ganhos- onde um general de quatro estrelas recebe R$ 14 mil, um professor universitário federal R$ 12 mil e um jovem procurador recém ingresso na carreira recebe R$ 24 mil – a disparidade torna o Estado fragmentado e categorias começam a sair no tapa para ganhar mais competências e, assim, justificar sua importância e ganhos”, explicou.

Ao criticar algumas das dez medidas de combate à corrupção, Aragão alertou para o perigo de se fragilizar direitos individuais garantidos pela Constituição federal, em nome de uma suposta cruzada anti-corrupção.
“O pior de tudo é a validação da prova obtida de forma ilegal, e isso chega a ser quase um escárnio quando ainda se considera isso como uma prova de boa fé. Mas há outras aberrações como a verificação (teste) de integridade do servidor público, que fere a dignidade humana. Chega a ser curioso que o Ministério Público, que deveria ser o defensor dos direitos fundamentais, proponha uma coisa dessa”, criticou.

Também presente à audiência pública, o ex-ministro da Controladoria Geral da União, Jorge Hage, afirmou que apoia a maior parte das dez medidas de combate a corrupção. Porém, ele destacou que também discorda da legalização da “prova de boa fé” e do teste de integridade para servidores públicos, além das restrições a concessão de Habeas Corpus e da flexibilização das regras para a prisão preventiva.

Héber Carvalho
Leia também:

Juíza proíbe candidata à Prefeitura de Salvador de chamar ACM Neto de “golpista”; o povo já apelidou-o de “Golpinho” 

Janot nomeia compa do Aecím Agora mesmo é que ele não vai abrir a caixa da OAS

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No Facebook do C Af:

Por Neusa Pivatto Muller:

"Ontem Janot abriu mão das sutilezas, dos rapapés, das manobras florentinas, dos disfarces para sustentar a presunção de isenção e rasgou a fantasia, nomeando o subprocurador Bonifácio de Andrada para o lugar de Ela Wieko, na vice-Procuradoria Geral. Não se trata apenas de um procurador conservador, mas de alguém unha e carne com Aécio Neves e com Gilmar Mendes", diz o jornalista Luis Nassif; segundo ele, as acusações contra o senador, apontado na pré-delação da OAS como beneficiário de propinas na Cidade Administrativa, desaparecerão de vez do noticiário e da PGR

Os jênios da Comunicação do Traíra Se depender deles, o Golpe não dura muito...

O Conversa Afiada reproduz nota de abertura do "Drive Premium", de Fernando Rodrigues, que faz um perfil dos "organizadores" das vaias e do "Fora Temer".
Imagem é tudo
A “swat” de Michel Temer na comunicação

Apareceu na web uma foto da elite do Planalto para assuntos de comunicação e propaganda. A imagem a seguir mostra, da esq. para a dir., Chico Mendonça (secretário-adjunto da Secom), Antonio Lavareda (marqueteiro), Elsinho Mouco (marqueteiro), José Bello (diretor de Comunicação da Área Social) e Duílio Malfatti (secretário de Comunicação Integrada).



Geografia do poder
Saiba quem é quem na comunicação do Planalto

O titular da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República é Márcio de Freitas. Jornalista de formação, acompanha Michel Temer há muitos anos. Tem total acesso ao peemedebista. É Márcio quem comanda o time da foto acima. A seguir, o Drive fala um pouco sobre os demais integrantes da equipe. Eles são responsáveis pela missão de tentar reverter a baixa popularidade do governo. Precisam evitar que Michel Temer seja vaiado todas as vezes que aparecer em eventos públicos

Chico Mendonça
É jornalista de formação com larga experiência na área política. É o número 2 da Secom, abaixo do secretário Márcio de Freitas. Tem amplo trânsito na elite dos jornalistas que cobrem o poder em Brasília.

Antonio Lavareda
Virou de repente o melhor amigo de Elsinho Mouco. É dono da agência BlackNinja (que teve Duda Mendonça como sócio). Comprou a Lua Branca de Luiz Gonzalez (marqueteiro que no passado fez várias campanhas para o PSDB). Estaria se posicionando para entrar na licitação de propaganda da Secom, cujo edital sai em cerca de duas semanas –e é coisa para R$ 250 milhões por ano.

Elsinho Mouco
É o marqueteiro de total confiança de Michel Temer. Original de Ribeirão Preto (SP), fez propagandas para o PMDB na época das vacas magras. Agora, ajuda a redigir discursos que o presidente da República lê em cadeia nacional de rádio e de TV.

José Bello
É diretor de Comunicação da Área Social da Secom da Presidência da República. Foi diretor comercial da Editora Três, que publica a revista "IstoÉ" e enfrenta sérias dificuldades. Junto com Duílio Malfatti, manda na distribuição geral de verbas publicitárias do governo federal. Coisa de R$ 2 bilhões por ano.

Duílio Malfatti
É secretário de Comunicação Integrada da Secom. Junto com José Bello, tem influência sobre o que o governo federal gasta com propaganda. Cada vez mais tem poder sobre esse tipo de despesa em grandes estatais como Banco do Brasil, CEF, Correios, BNDES e Petrobras.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

A Globo é contra a inclusão ou foi só muleta para Temer? Veja a vaia…


Por


vernaglobo

A atitude da Globo de não transmitir a bela festa de abertura das Paraolimpíadas não é só uma traição à luta das pessoas portadoras de deficiência que, dentro e fora do esporte, superam a discriminação e o preconceito de que são vítimas.

Também é um desrespeito à sua obrigação de concessionária de um serviço público, estabelecida na Constituição, de ter como princípio ter “finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas” e guardar “valores éticos e sociais da pessoa e da família”.

É tudo isso, mas não foi por isso que ela privou os brasileiros de assistirem, na TV aberta, a celebração da igualdade humana para além das diferenças.

Foi para “esconder” Michel Temer – mais do que ele próprio e a organização do evento o fizeram – das vaias e do coro de “Fora Temer” que, por três vezes, tomou conta do estádio do Maracanã.
Como se ainda fosse possível, na era da internet, que um monopólio de televisão faça as coisas “não existirem”, por não serem vistas.

Para que se sustente o discurso de que os protestos são “mini”, de 40,  de 50 pessoas?
Não é apenas odioso que se faça isso com um evento que tem tantas características de humanidade, mostrando o que o desprezo à democracia é, essencialmente, um desrespeito à diversidade.
É inútil, porque apenas retarda a percepção da realidade como ela é: o Brasil estar sendo governado por um presidente clandestino, incapaz de encarar seu povo.

Um presidente que não se sustenta e que precisa das muletas da manipulação midiática para se manter de pé  é um rato, perto daqueles homens e mulheres  que desfilaram, ontem, mostrando que a superação depende de coragem, não da covardia.


quarta-feira, 7 de setembro de 2016

7/9 foi um Fora Temer

Golpisto se trancou no palanque

temeeer fora.jpg
O Conversa Afiada acompanhou, ao longo deste sete de setembro, os atos contra o Golpe e em defesa da Democracia por todo o país - e também no exterior.
17:03 - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, participou do Grito dos Excluídos.
Crédito: Paulo Pinto/Agência PT
15h55 - Via Mídia Ninja: O povo pediu, e BH atendeu. Mais de 30 mil pessoas lotaram as ruas da capital mineira neste Feriado da Independência - o trocadilho é livre - e mostraram que a cidade vai ter resistência. Faixas, cartazes e muitas palavras de ordem pro golpista. Se via nas ruas muita força, energia e resistência em cada pessoa que acordou cedo no feriado para o golpista ouvir: Fora Temer e Diretas já!  BH entrou na luta, e não vai pedir arrego.

15h51 - Em Belo Horizonte, o dia também foi de luta contra o Golpe.

Crédito: Mídia Ninja
15:21 - Na Praça da Sé: "Golpista! Golpista! Fora Temer!".
15:10 - Praça da Sé, no coração de São Paulo, completamente tomada! #ForaTemer! #DiretasJá!

14:35 - Rio de Janeiro: No Grito dos Excluídos, Marcelo Durão, do MST, explica por que é preciso enfrentar o Golpe:

14:16 - Vagner Freitas: "O grito dos excluídos é esse: a gente quer um Brasil livre, com o povo no poder. A gente quer Diretas Já, que nenhum direito seja retirado e que a gente para uma greve geral para fazer tudo isso".

Via Jornalistas Livres

14:12 - Imagens da versão carioca do Grito dos Excluídos, neste 7 de setembro:


Crédito: Mídia Ninja
13:41 - Em João Pessoa, trabalhadores tomam as ruas contra o Golpe.

Crédito: Zac's Maloca
13:26 - Em São Paulo, manifestação contra o Golpisto chega ao final, em frente ao Monumento às Bandeiras.
Crédito: Mídia Ninja
13:11 - Em Brasília, o Grito dos Excluídos atinge o Traíra.
Crédito: Mídia Ninja
11:41 - Em Brasília...
Créditos: Mídia Ninja
11:37 - Em São Paulo, Grito dos Excluídos reúne dez mil manifestantes nas ruas.


Créditos: Jornalistas Livres
11:36 - No desfile do sete de setembro na Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro, manifestantes levantam cartazes em denúncia ao Golpe. Via Mídia Ninja.
11:33 - Perfil PT na Câmara acompanha os protestos em Brasília.
11:32 - Sabe o que cairia bem hoje?
Créditos: Agência PT
11:30 - No Recife, manifestantes protestam contra o desmonte da saúde pública.
Créditos: Humberto Costa
11:06 - Enquanto o primeiro ato ocupa a Paulista, manifestantes continuam chegando na Praça da Sé.

Créditos: Agência PT
11:05 - Em São Paulo, Grito dos Excluídos ocupa a Avenida Paulista.
Créditos: Jornalistas Livres
11:04 - Fora Temer em Porto Alegre!
11:02 - Compartilhe as hashtags do dia nas redes sociais.

11:01 - Na Mídia Ninja: manifestantes em Chapecó, interior de Santa Catarina, exigem a renúncia de Temer.
10:57 - Censura: segundo a Carta Capital, no Twitter, seguranças confiscaram cartazes e ameaçaram manifestantes que gritaram "Fora Temer" no desfile em Brasília.
10:55 - Em Vitória, manifestantes do Grito dos Excluídos exigem reparações para as vítimas da barragem da Samarco, no Rio Doce.
Créditos: Gazeta Onlina
10:54 - Em Brasília, manifestantes levam bandeiras e cartazes.

Créditos: Agência PT
10:51 - Começa a concentração para o segundo ato do Grito dos Excluídos em São Paulo, na Praça da Sé.
Créditos: Agência PT
10:50 - Raul Pont, um dos fundadores do PT, no ato em Porto Alegre: O 7 de setembro é símbolo da soberania nacional e nesta conjuntura é mais que oportuno retomar a soberania nacional diante de um governo usurpador que agride a soberania do país no abandono da integração latinoamericana e na venda a preço vil dos poços de petróleo”.
10:30 - No G1: Público grita 'Fora, Temer' no desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios.
10:17 - Integrantes de movimentos sociais se concentram na praça Osvaldo Cruz, no Paraíso, região sul de São Paulo, para mais uma edição do Grito dos Excluídos. Eles seguirão em passeata até o parque do Ibirapuera.
Créditos: Wellington Ramalhoso/UOL
10:14 - Em Brasília, manifestantes continuam a chegar para o ato em defesa da democracia. Grupos pedem novas eleições.
Créditos: Mídia Ninja
10:13 - Mídia Ninja acompanha ao vivo o Grito dos Excluídos em São Paulo.
10:12 - Primeiramente...

10:11 - Hoje em São Paulo, todos os caminhos levam ao Fora Temer!
Créditos: Jornalistas Livres
10:10 - Começa a concentração para o ato em Belém.
Créditos: Jornalistas Livres
09:57 - Em Brasília, próximo ao desfile do Sete de Setembro, começa concentração para o ato em defesa da democracia.
Créditos: Twitter EBC Na Rede
09:55 - No blog Broadcast Político: Mesmo com entrada restrita para convidados nas arquibancadas mais próximas da tribuna de honra no desfile de 7 de Setembro em Brasília, não foi possível abafar as vaias de protesto contra o presidente Michel Temer. O peemedebista chegou em carro fechado, acompanhado da esposa Marcela e quebrou uma antiga tradição: não passou revista às tropas. Ele foi recebido pelo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, e o ministro da Defesa, Raul Jungmann. Assim que anunciado pela produção do evento, o presidente foi vaiado pela plateia. Durante a execução do Hino Nacional, as pessoas continuaram a entoar gritos de "Fora Temer" e "golpista".
09:50 - Em Belo Horizonte, começa concentração para o ato na Praça Raul Soares.
09:45 - Senadora Fátima Bezerra (PT-RN) fala sobre as mobilizações de hoje em seu Facebook:
O Grito dos Excluídos este ano ocorre em um momento extremamente delicado da história brasileira, no qual a democracia foi suprimida por um golpe midiático-parlamentar e os direitos assegurados na Constituição e na CLT estão ameaçados pelo governo ilegítimo.

Mais do que nunca precisamos amplificar o Grito dos Excluídos, cerrar fileiras ao lado dos sem terra, dos sem teto, dos estudantes, trabalhadores, artistas e intelectuais para defender a soberania popular e combater a retirada de direitos.
09:40 - Começa a concentração para o Grito dos Excluídos em São Paulo, na Praça Oswaldo Cruz.
Créditos: CUT-SP
09:15 - A Av. Paulista amanheceu com um novo nome.

Créditos: Christian Braga/Jornalistas Livres
08:49 - Na Mídia Ninja:
Confira agenda dos atos nacionais e internacionais, no dia do #GritoDosExcluídos, contra Temer e por novas eleições diretas, para este 07 de setembro:



RIO DE JANEIRO
09h - Rua Uruguaiana esquina com Av. Presidente Vargas: http://bit.ly/2cF1vDG
11h - Rua Uruguaiana esquina com Av. Presidente Vargas: http://bit.ly/2c8D7Ya
18h - Rede Globo, Jardim Botanico: http://bit.ly/2ciLfX9

- Duque de Caxias:
16h - Teatro Municipal Raul Cortez: http://bit.ly/2cF6PqU

SÃO PAULO
09:00 - Praça Oswaldo Cruz: http://bit.ly/2c63A68
09:00 - Praca da Sé: http://bit.ly/2czIhOG
15:00 - Av. Paulista: http://bit.ly/2c65B2D
14:00 - Praça da Sé: http://bit.ly/2c65X9a

-Guarulhos:
18h - Praça Getúlio Vargas: http://bit.ly/2cn47CS

- São José do Rio Preto:
14h - Prefeitura Municipal S José Rio Preto: http://bit.ly/2czOKWV

SANTA CATARINA
- Joinville:
9h - Avenida Beira Rio Joinville: http://bit.ly/2c2VuNm

- Blumenau:
8h - Rua XV de Novembro: http://bit.ly/2cbQpUF

PARANÁ
- Londrina:

8:30 - Calçadão De Londrina: http://bit.ly/2crqzJO

RIO GRANDE DO SUL
- Porto Alegre:

8h - Avenida , São Geraldo: http://bit.ly/2bRTXaR
9h - INCRA/RS PoA: http://bit.ly/2c2ZjlM
16h - Largo da Epatur - Largo Zumbi dos Palmares: http://bit.ly/2crrAl4

- Santa Cruz do Sul:
10h - Parque da Oktoberfest Santa Cruz do Sul: http://bit.ly/2cF7BnG
- Caxias do Sul:
15h - Praça Dante Aliguieri: http://bit.ly/2cf6jix

BRASÍLIA
8h30 - Museu Nacional da República DF: http://bit.ly/2bVPEMi
10h - Museu Nacional De Brasilia: http://bit.ly/2czkcog

ESPIRITO SANTO
- Vitória:

8:30h - Praia de Camburi: http://bit.ly/2c2VuNm
9h - Quiosque K1: http://bit.ly/2c2YcCn

MINAS GERAIS
- Belo Horizonte:

9h - Praça Raul Soares: http://bit.ly/2bWZtfj
9h - Praça Raul Soares: http://bit.ly/2c3pyXM
10h - Praça Raul Soares : http://bit.ly/2c68Vui
- Uberlândia:
8h - Praça Dos Correios: http://bit.ly/2cF6XGP
9h - Praça Do Fórum: http://bit.ly/2c9i07Y
- João Monlevade:
16h - Prefeitura de João Monlevade: http://bit.ly/2cF4Gvf
PARÁ
- Belém:

8h - Conjunto Arquitetônico de Nazaré

ALAGOAS
- Maceió:
9h - Praça do Sinimbu: http://bit.ly/2cf4imI

GOIÁS
- Goiânia:

8h - Rua 3 com a Av .Tocantins: http://bit.ly/2bX1mcg

RIO GRANDE DO NORTE
- Natal:

16h - Praça Cívica: http://bit.ly/2crpPEE
MATO GROSSO DO SUL
- Campo Grande:

8h - Colégio Salesiano Dom Bosco: http://bit.ly/2ciSSNl

PARAÍBA
- João Pessoa:
9h - Praça da Independência: http://bit.ly/2bSFU9S

AMAZONAS:
- Manaus:

15h - Santa Casa De Misericórdia: http://bit.ly/2ciNPwi

BAHIA
- Salvador:
7h - Praça Do Campo Grande: http://bit.ly/2bESr0n
15h30 - Campo Grande: http://bit.ly/2cF8ehf

SERGIPE
- Aracajú:

8h - Catedral Metropolitana de Aracaju: http://bit.ly/2c9lc3x

CEARÁ

- Fortaleza:

15h - Restaurante Tia Nair: http://bit.ly/2cF6tQN
16h - Avenida Beira Mar (Estátua de Iracema - Próximo a Tia Nair): http://bit.ly/2bVOO7z

- Sobral: 8h - Praca Sao João: http://bit.ly/2cf94At

- Iguatu:
17h - Praça Da Matriz: http://bit.ly/2czQbF1
- Juazeiro do Norte:
7:30 - Avenida Ailton Gomes: http://bit.ly/2czJ5Eh

PERNAMBUCO

9h - Praça Derby: http://bit.ly/2cbRMT5

#FORATEMER NO MUNDO
IRLANDA
- Dublin:

17h - http://bit.ly/2bS012M

CANADÁ
- Montreal:

18h - http://bit.ly/2bWoQRv

ALEMANHA
- Frankfurt:

18h - http://bit.ly/2cf8YsA

ALEMANHA
- Berlim:

17h - http://bit.ly/2bWp9f8

ARGENTINA
- Buenos Aires:

17h - http://bit.ly/2crtS3E

ESPANHA
- Madrid:

17h - http://bit.ly/2cn8UEr
08:39Segundo Ari Alberti, da coordenação nacional do Grito dos Excluídos, são 26 os estados que confirmaram os protestos para hoje.

08:37 - Na Agência PT: No Rio de Janeiro, o ato do Grito dos Excluídos será na esquina da rua Uruguaiana com a Av. Presidente Vargas, às 11h. No período da tarde, São Paulo terá outro ato contra o golpista Michel Temer. A manifestação está marcada para às 14h, na Praça da Sé.
08:35 - Um segundo ato do Grito dos Excluídos em São Paulo está marcado para as 9h na Praça da Sé.

O Grito dos Excluídos é realizado todo sete de setembro, desde 1995. O objetivo é chamar a atenção da sociedade para a exclusão social no Brasil.
08:31 - Na Rede Brasil Atual: O 22o. Grito dos Excluídos em São Paulo terá início na Praça Oswaldo Cruz, na Avenida Paulista. O ato é organizado por diversas entidades que integram a Frente Brasil Popular, como a Central de Movimentos Populares, Movimento dos Atingidos por Barragens, CUT e MST.
Para o coordenador da CMP em São Paulo, Raimundo Bonfim, “durante 21 anos construímos um grito em uma democracia, mas, agora, é um momento de resistência e de denúncia contra um governo ilegítimo que promoveu um golpe no Brasil”.
08:30 - Segundo o Brasil de Fato: 7 de setembro será dia de protestos por todo país. Hoje acontece a 22a. edição do Grito dos Excluídos, além de uma série de manifestações pelo Fora Temer. 

Tribunal reconhece que Lauro Jardim mentiu sobre filho de Lula, mas não admite queixa-crime

:

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro reconheceu que o colunista de O Globo Lauro Jardim publicou uma "mentira" a respeito de Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, mas entendeu que uma nota reparando a notícia, quase um mês depois, elimina a possibilidade de o jornalista ser alvo de uma queixa-crime por difamação e injúria; a defesa do filho de Lula promete recorrer da decisão do TJRJ. 


Jornal GGN - O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro reconheceu que o colunista de O Globo Lauro Jardim publicou uma "mentira" a respeito de Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, mas entendeu que uma nota reparando a notícia, quase um mês depois, elimina a possibilidade de o jornalista ser alvo de uma queixa-crime por difamação e injúria.

O jornalista global escreveu que, em delação premiada, Fernando Baiano teria dito que pagou despesas pessoais de Fábio Luis. Segundo o escritório de advogados que também fazem a defesa de Lula, dois desembargadores do TJRJ decidiram que Lauro Jardim reconheceu a mentira numa errata publicada 28 dias depois.

Um terceiro desembargador, no entanto, votou para que a conduta de Lauro Jardim seja apurada em ação penal. Por isso, a defesa do filho de Lula promete recorrer da decisão do TJRJ.
Abaixo, a nota da defesa de Lula na íntegra.

Embora tenha reconhecido que Lauro Jardim faltou com a verdade ao publicar a nota “Delação Explosiva” (O Globo 11/10/2015), atribuindo a Fábio Luis Lula da Silva o recebimento de cerca de R$ 2 milhões do Sr. Fernando Soares (Fernando Baiano), o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por maioria de votos, rejeitou hoje (06/09/2916) o recurso de apelação interposto por seus advogados, que pretendiam o processamento de queixa-crime protocolada em 27/10/2015. A queixa aponta a ocorrência de difamação e injúria.

Dois Desembargadores da 4ª. Câmara Criminal do TJRJ - os Drs. Antonio Eduardo Ferreira Duarte e Gizelda Leitão Teixeira - decidiram que o fato de o jornalista ter reconhecido a mentira (errata publicada em 8/11/2015), mesmo que cerca de um mês depois, o isentaria de responder ação penal, uma vez, que na visão deles, estaria ausente a intenção de difamar e injuriar. O terceiro vogal, Desembargador Francisco José de Azevedo, por outro lado, proferiu voto acolhendo o recurso para processar a queixa, por entender que a intenção ou não do jornalista de ofender a honra de Fábio deve ser apurada no curso da ação penal.

Na qualidade de advogados de Fábio Luis, entendemos que a veiculação de uma mentira, em linguajar tendencioso e sensacionalista, com chamada de capa, desmentida apenas após 28 dias, deve autorizar o processamento da queixa-crime, razão pela qual iremos  recorrer da decisão do TJRJ.


A nota de Lauro Jardim contra o filho de Lula:

Em delação, Fernando Baiano diz que pagou despesas pessoais de filho de Lula
Por Lauro Jardim

Em O Globo

Está destinada a causar um estrondoso tumulto a delação premiada de Fernando Baiano, cuja homologação foi feita pelo ministro Teori Zavascki na sexta-feira.

O operador (de parte) do PMDB na Petrobras pôs no olho do furacão nada menos do que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Baiano contou que pagou despesas pessoais do primogênito de Lula no valor de cerca de R$ 2 milhões. Ao contrário dos demais delatores, que foram soltos logo após a homologação das delações, Baiano ainda fica preso até 18 de novembro, quando completa um ano encarcerado. Voltará a morar em sua cobertura de 800 metros quadrados na Barra da Tijuca.

A propósito, quem teve acesso ao conteúdo da delação conta que Eduardo Cunha é, sim, citado por Baiano, que reconhece suas relações com o presidente da Câmara. Mas não entrega nada arrasador contra Cunha.

O rio que desceu a Paulista já mudou o país O noticiário borbulha de recuos e dúvidas 'da base' em relação à agenda de arrocho, vendida até domingo como 'salvação da lavoura'.

por: Saul Leblon

Roberto Parizotti

                                                                                                                                                                 O que era verdade no Brasil até sábado, deixou de sê-lo a partir de domingo.

Um banho de rua a renovou a agenda da nação.

O levante de 100 mil pessoas contra o golpe desautorizou a soberba conservadora e sacudiu a letargia de setores progressistas.

Gigantesca no tamanho, ampla na pluralidade e democrática nas bandeiras, a mobilização que tomou conta de São Paulo depois de o governo ter tentado proibi-la, reafirmou a experiência social: nas encruzilhadas da história, os fatos caminham à frente das ideias.

Hoje, a ‘naturalização’ do golpe na mídia cedeu lugar à discussão de uma viabilidade difícil, vinculada ao êxito improvável de um leque de medidas antissociais postas em xeque pela rua.

O protesto mudou o país pautado pela mídia, reordenou fatos, naufragou versões, lavou a poeira da prostração, desmentiu a correlação de forças pró-golpe, inoculada pelo colunismo isento.

Da avenida icônica do capitalismo brasileiro, a correnteza percorreu cinco quilômetros até o estuário popular do Largo da Batata, na zona oeste da capital, onde o terror uniformizado do PSDB de São Paulo tentou substituir a política por porrada.

Perdeu duplamente, como polícia e como política.

A estética de uma tropa de ocupação esmagando o anseio democrático pacífico informa melhor sobre a natureza de quem governa do que o incansável jogral do poder e da mídia.

O chanceler Serra terá dificuldades crescentes na escalada que se prenuncia para convencer de que não é o punho de renda de uma usurpação violenta do poder.

A desmenti-lo emerge a força de novas narrativas que saíram da rua para redesenhar a percepção interna e internacional do país,

Quais?

Em primeiro lugar, a que desmentiu o divisor de águas mais geral, que dava o jogo como decidido.

Não está.

O golpe de mão de 61 senadores que se avocaram mudar o pacto da sociedade sem consulta-la não resolveu, antes agravou os conflitos da delicada transição de desenvolvimento vivida pelo Brasil.

Parte expressiva da sociedade recusa a tutela não solicitada.

Em segundo lugar, o caudal de domingo esfarelou a tese conservadora de que ‘apenas’ simpatizantes do PT e de Dilma não aceitariam ‘a solução constitucional’ cometida no dia 31 de agosto;

Definitivamente, é maior que isso.

A indignação que verteu para ruas e avenidas no domingo, drenou geografias sociais e políticas bem mais amplas: mais para máxi do que para o ‘míni’, do chanceler; mais para os cem mil, do que para os ‘40 vândalos’, do presidente usurpador.

O erro conservador não se limita ao cálculo das proporções.

A terceira revelação trazida pelas águas da história toca um ponto crucial.

A reportagem de Carta Maior tem chamado a atenção para ele, um fenômeno silencioso mas progressivo nas manifestações contra o impeachment: o afluxo de extratos de classe média mais estabelecidos e de meia idade para a rua.

Neste domingo, o que era silencioso ganhou voz e peso de um protagonista tão marcante quanto a presença da juventude e das forças populares que tomaram a Paulista.

E isso não é pouco.

Na verdade, é muito.

Significa que a régua de corte da rejeição à ruptura constitucional de 31 de agosto subiu as escadarias da pirâmide de renda e refletiu o teto de tolerância de um segmento formador da opinião pública.

Gente que ainda lê e assina jornais, por exemplo, vazou seu inconformismo para a rua, entre outras razões, talvez, porque os jornais que lê, assina ou assiste já não contemplam mais suas convicções democráticas.

Era preciso leva-las diretamente ao asfalto.

E eles deram o passo para além da hesitação do conforto e da cautela.

Há desdobramentos dentro disso e eles remetem ao passo seguinte da luta contra o golpe.

O rio da história que desaguou no Largo da Batata, sugestivamente, não defendia esse ou aquele partido, essa ou aquela liderança política.

Nos cinco quilômetros de percurso do planalto à várzea do Pinheiros, gentilmente assombrados pela cavalaria motorizada de Alckmin em arranques valquirianos, não se ouviu outra palavra de ordem, exceto uma causa.

A mais devastadora de todas à sobrevivência de um golpe de Estado: o clamor por eleições diretas.

Quarta novidade derivada dessa: a largueza desse jorro encorpa e dá pertinência histórica à proposta do ex-presidente Lula, apresentada dois dias antes da manifestação, na reunião do Diretório Nacional do PT.

Qual seja, opor ao golpe uma Frente Ampla à moda uruguaia, que comporta partidos, centrais, movimentos, personalidades, intelectuais, juristas e artistas de todos os matizes e colorações progressistas e democráticas da sociedade.

Entenda-se por isso que a maior liderança política do país e principal esteio do PT não reivindica a direção da resistência ao golpe. Propõe-se a participar dela em regime colegiado com outras forças credenciadas pela rua e pelo mandato da trajetória e da biografia.

Finalmente, mas não por último: a consolidação e a expansão desse escudo dificultará, sobremaneira, a promessa do golpe ao mercado de curar os desequilíbrios fiscais –a ‘gastança petista--  agravando desequilíbrios sociais e humanos que compõem a secular desigualdade brasileira.

O noticiário das últimas horas está cravejado de recuos, dúvidas e sinais de defecção ‘da base’ em relação à agenda de arrocho, vendida até domingo como a salvação da lavoura nacional.

A dissipação coloca Temer num corner entre a sobrevivência política da sua ‘base’ e a  ganância imediatista do mercado.

Esse garrote tem um calendário apertado de ajuste das tarraxas.

A escória parlamentar que ‘legitimou’ o assalto ao poder em aliança com a mídia, o dinheiro e o judiciário é o flanco mais imediatamente exposto dos quatro.

Primeiro, nas eleições municipais de outubro próximo; e, em 2018, em um sortido cardápio de escrutínios para presidente, governadores, senadores e deputados.

Aceitará ir para a linha de frente do matadouro, decepar direitos e escalpelar conquistas, como exigem o PSDB e a mídia --que condicionam o apoio à entrega do serviço, e o mercado financeiro, que ameaça revogar o único lastro do governo, a ‘melhora’ das expectativas?

O rio que desceu a Paulista corroeu e continuará a erodir os barrancos dessas margens frágeis.

O conflito entre a rua e a agenda da qual o golpe é refém é inconciliável.

O governo-abutre não reserva qualquer espaço à principal tarefa do desenvolvimento, que é justamente civilizar o mercado pela universalização de direitos, como aspira a cidadania brasileira.

O que se preconiza é de uma violência inexcedível em regime democrático e muito provavelmente incompatível com ele.

Uma esmagadora engrenagem foi acionada para tomar de volta tudo aquilo que transgrediu os limites da democracia formal, e que o ciclo iniciado em 2003, com as limitações sabidas, exacerbou em um resgate social inconcluso, mas transgressivo para a tolerância secular da plutocracia.

Um paradigma de eficiência feito de desigualdade ascendente, incompatível com a Constituição Cidadã de 1988, é a panaceia vendida agora como fatalidade à nação.

O que se ameaça é regredir aquém do ciclo da redemocratização, que contestou a eficiência econômica construída à base de ditadura, tortura e censura.

Talvez tenha sido aí que se rompeu o limite do tolerável para a classe média não petista, crítica –e até muito crítica-- dos erros recentes do PT.

Mas que deixaria a condição de indiferença quando ficou claro que o legado da geração que –direta ou indiretamente-- devotou a juventude à luta contra a ditadura, atravessou a idade adulta na campanha das Diretas-já e não aceita viver em um país aquém das estacas fincadas ali, estava sendo triturado em nome de uma restauração tardia, anacrônica e globalmente contestada da agenda neoliberal dos anos 90.

Esse sentimento ecumênico dá à bandeira da Frente Ampla o requisito de um protagonista social que a conduza.

A semente que está na rua já venceu a prostração, a indiferença e o conforto das delegações e desabafos digitais.

Cada vez mais, cobrará coerência organizativa em todas as instâncias democráticas, a partir de agora.

A das eleições municipais, inclusive.

A inércia ainda suscita cenas como a do recente debate entre candidatos a prefeito de São Paulo, quando Erundina e Haddad realçaram mais as divergências – justas, respeitáveis-- do que a premente e delicada convergência que estão desafiados a ajudar a construir.

A inércia é compreensível.

Mas a ficha precisa cair.

A determinação central da vida brasileira mudou.

Passa da hora de o campo progressista superar sectarismos e prioridades corporativas para enxergar a floresta além da clareira particular de cada projeto secundário.

Forças incontroláveis buscam atrelar destino da nação a uma disjuntiva em que, para vencerem, a sociedade terá que ceder a cidadania, renegar o passado, renunciar ao futuro, divorciar-se da esperança.

Acontecerá se o escudo progressista piscar e se dividir.

O interregno neoliberal implantado pelo PSDB nos anos 90 foi um ensaio disso. Só possível dissimulado na catártica operação de guerra de um país unido contra a hiperinflação.

Nunca mais as urnas endossaram o lacto-purga da panaceia mercadista.

Derrotada em 2002, 2006, 2010 e 2014, a nova oportunidade só se apresentou agora – ainda assim para um golpe, a salvo das urnas.

Embala-a nada menos que a nitroglicerina acumulada pela sobreposição de um ciclo de desenvolvimento que se esgotou, associado a uma crise mundial capitalista, que se arrasta há oito anos.

O prazo de capacitação para uma alternativa democrática é exíguo.

Mas ganhou seu protagonista encorajador nas manifestações do último fim de semana.

A Frente Ampla é o ponto de fusão disso. Seu desafio agora é dar ao ‘rio de domingo’ a vazão transformadora que magnetize a repactuação do país e negocie a retomada do desenvolvimento justo, ansiado pela maioria da sociedade.