Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Marilena Chauí: Serra representa ameaça à democracia e aos direitos sociais




Privatizar o Pré-Sal é crime proposto por Serra Leia mais em: ¹³ O ESQUERDOPATA ¹³ Under Creative Commons License: Attribution

O Riocentro da Petrobras



Em fevereiro de 2000, o jornalista Aloysio Biondi publicou um artigo relatando os planos dos tucanos para esquartejar a Petrobras. "No Brasil a estratégia de destruir a Petrobras está sendo posta em prática pela Agência Nacional de Petróleo, confiada ao genro do presidente Fernando Henrique Cardoso, o senhor David Zylhersztajn", relatou Biondi. Para tanto, relata ainda o jornalista, fatos de impacto estavam sendo usados para desmoralizar a empresa, mostrando-a incompetente e tentando jogar a sociedade contra ela. Algo parecido com o atentado do RioCentro, que a extrema direita planejou para inculpar as esquerdas e dificultar os planos de redemocratização do País. O texto permanece atual.
Artigo publicado originalmente em 1° de fevereiro de 2000, na revista Bundas


Link do vídeo no Youtube

Primeiro, uma palavrinha aos incrédulos, ou crédulos. Na mesma semana em que a Petrobrás teve sua imagem destroçada com o vazamento na baía de Guanabara, lá longe, na Alemanha, o chanceler Schroeder pedia a criação de uma comissão independente para investigar a venda, em 1992, de uma refinaria da ex-Alemanha Oriental ao grupo estatal francês Alf-Aquitaine. Motivo: indícios de suborno e pagamento de propinas, da ordem de 45 milhões de dólares ao governo e ao próprio então chanceler democrata-cristão Helmut Kohl. E mais: tudo por ordem do ex-presidente socialista, francês, Miterrand. O episódio envolve países tidos como respeitáveis e líderes tidos como acima de qualquer suspeita até recentemente. Por isso mesmo, é um caso exemplar para relembrar aos brasileiros que a guerra secular para dominar ou garantir forte participação no setor petrolífero nunca terminou.

Assassinatos, golpes de Estado, invasão de países nunca foram descartados nesse conflito. Essas estratégias extremadas rarearam nos anos recentes, já que a "onda neoliberal" levou países de governos apátridas como o Brasil a começarem a entregar seu petróleo aos países ricos e suas multinacionais. No Brasil a estratégia de destruir a Petrobrás está sendo posta em prática pela Agência Nacional de Petróleo, confiada ao genro do presidente Fernando Henrique Cardoso, o senhor David Zylhersztajn. Primeiro houve os leilões para "venda" de áreas petrolíferas descobertas pela Petrobrás realizados no ano passado, e com novos leilões marcados estes primeiros meses do ano. Recentemente Zylhersztahn anunciou a venda de refinarias, oleodutos, gasodutos, postos de gasolina da Petrobrás - sob os argumentos mais cretinos do mundo.

A esta altura, porém, o clima de apatia em relação às privatizações sofreu substancial modificação, pela série de motivos que todos conhecem: desde os bloqueios nas rodovias à época das chuvas do começo do ano, à crise militar provocada pela tentativa de transferir o controle das indústria de aviões Embraer, estatal privatizada para grupos franceses. Diante dessa "virada", nada melhor do que um fato de impacto para desmoralizar a Petrobras, jogar a sociedade contra ela, mostrá-la incompetente, indiferente à população. Algo parecido com o atentado do RioCentro, que a extrema direita planejou para inculpar as esquerdas e dificultar os planos de redemocratização do País. As circunstâncias que cercam o vazamento de petróleo mostram a necessidade de uma investigação independente, a cargo do Ministério Público. 

Eis os principais "mistérios" a elucidar:

Pressão - o bombeamento começou à 1h00 da madrugada. Com o "rombo" no oleoduto, a quase totalidade do petróleo começou a ser despejada no mar. Logicamente, a pressão que o petróleo, fluindo, exerce sobre as tubulações (como a água no encanamento de uma casa) caiu, no trecho situado do rombo em diante. A alta direção da Petrobrás diz que a queda de pressão não foi detectada por um defeito do programa do computador, dando a impressão de que esse sistema é altamente refinado, moderno. Ora, sistemas para medir e controlar a pressão existem há séculos. Até as locomotivas Maria Fumaça tinham obviamente pequenos aparelhinhos, "reloginhos" para mostrar o nível da pressão nas caldeiras de vapor para evitar explosões. Os dispositivos de controle de pressão existem tanto no ponto de partida do oleoduto, como no ponto de chegada, junto aos tanques de armazenamento. Pergunta: os dois sistemas, nas duas pontas, falharam?

Combustível - para o motorista saber se o tanque de seu veículo está cheio ou precisa ser reabastecido, qualquer automóvel, caminhão, trator dispõe, desde priscas eras, do marcador do nível de combustível. Óbvio que tanques gigantescos para armazenagem de combustível, como os da Petrobrás, igualmente dispõe desses marcadores, para possibilitar o controle do nível armazenado - e para detectar vazamentos eventuais. Não funcionaram, também?

Demora - diz a direção da Petrobrás que um técnico "desconfiou" de algo errado por volta das 3 horas da madrugada. Mas o bombeamento, segundo ela própria, prosseguiu até às 5h30.

É nesse ponto, exatamente, que se reforça a suspeição de que tudo foi feito para ampliar ao máximo possível os estragos devastadores do vazamento, garantindo assim sua presença durante dias e dias nas manchetes dos jornais e, principalmente na televisão, para desmoralização total da Petrobrás. Além de prolongar o vazamento, a alta direção da Petrobrás retardou sempre todas e quaisquer medidas corretivas:
Mutirão - até prédios com grande movimentação de pessoas, hoje, têm "brigadas contra incêndio", planos de emergência para sinistros. Empresas como a Petrobrás, que lidam com material combustível e explosivo, obviamente sempre tiveram um e outro. Além da refinaria, a Petrobrás tem oleodutos, gasodutos, campos de poços de petróleo no Estado do Rio. Tem equipes de segurança, "brigadas" nesses locais. Por que, ao tomar conhecimento do desastre - às 5h30 o bombeamento foi suspenso- todo esse pessoal não foi mobilizado para reduzir os efeitos do acidente?

Enganação - aqui é preciso ressaltar que a direção da Petrobrás induziu os meios de comunicação a aceitarem uma explicação falsa para o problema que, mais uma vez, desmoraliza a empresa. Na versão oficial, tudo aconteceu porque ela "não tem uma política para o meio ambiente". Que fosse. Mas esse é um argumento sem vergonha; o que evita desastres é a política de segurança da empresa. E, essa, a Petrobrás sempre foi forçada a ter. Por que ela não foi posta em prática?

Ocultação - a direção da Petrobrás deveria ter estabelecido comunicação com os governos do Estado e municípios para um "mutirão ampliado" (participação do Corpo de Bombeiros, etc.) e mobilização da sociedade. Mas o fato somente foi revelado à imprensa já à noite - dando tempo, mais uma vez, para que os efeitos do desastre fossem irreversíveis.

Contenção - para a mancha de petróleo não se deslocar no mar, há o recurso das redes de bóias, que absorvem e contêm o produto. Ela não foi utilizada no primeiro dia. Por que? Depois, verificou-se que o material disponível era suficiente. Demorou-se para tomar a decisão de importar um reforço que uma semana depois ainda não tinha chegado.

O acidente - finalmente, cabe investigar as causas do acidente. Segundo técnicos da Petrobrás, em entrevista à imprensa, houve um "deslocamento do terreno" em que o oleoduto estava assentado, e ele se rompeu. Por que não se pode aceitar a explicação? Para explorar petróleo no fundo do mar, realmente a Petrobrás teve que desenvolver técnicas sofisticadíssimas, inclusive, a "invenção" de metais novos, que “combinem” duas qualidades (em linguagem de leigo precisam ser “fortes” para resistir a correntes submarinas, ondas, ventos - mas também precisam de flexibilidade (molecular) para não quebrarem diante de pressões exageradas ou deslocamentos de terreno. Poucos brasileiros sabem, mas a Petrobrás é campeã mundial, premiada por instituições internacionais, como líder absoluta na exploração de petróleo no fundo do mar, graças à técnicas que tem desenvolvido desde meados dos anos 60. Agora, a direção da Petrobrás alega que o oleoduto se rompeu porque o terreno ali é de tipo diferente, de “calcáreo”, e sofreu um grande deslocamento para o qual os materiais do oleoduto não eram adequados. Santa desculpa. As grandes descobertas da Petrobrás no litoral do Rio se devem exatamente às técnicas de perfuração do “calcáreo”. Há 25 anos, a Petrobrás opera ali, conhece o “calcáreo”. E o oleoduto foi construído há apenas dez anos.

Um incrédulo rejeitará a hipótese de que a incrível extensão do desastre ecológico tenha sido planejada. Aos incrédulos é bom lembrar que tampouco os cidadãos alemães e franceses suspeitavam de Kohl e Miterrand. Como parecia inverossímil que o atentado do RioCentro fosse um plano militar. Somente o Ministério Público pode dar uma resposta aos crédulos. E impedir o esquartejamento da Petrobrás.

FHC xvid



Consegui no Youtube um trechinho do vídeo com parte do desafio proposto ontem por FHC a Lula. “É Serra na cabeça, o Brasil cansou”, diz o repulsivo.
É isso o que precisamos fazer, mostrar ao povo brasileiro que não há distinção: Serra é Fernando Henrique, é recessão, é desemprego, é arrocho salarial, é privatização.
E Dilma é Lula, é o que significaram estes anos de progresso, de emprego crescente, de afirmação nacional, de salários crescendo.
Que Dilma é melhorar o que se tem e Serra é perder o que se ganhou.
Que Serra é jogar fora a chance de melhorar a vida.
Lula irá hoje à TV, finalmente. Ontem, foram trechos antigos, reaproveitados, pouco eficientes, mas melhor do que o sumiço que alguns “jênios” tinham achado que seriam importantes para “não ofuscar Dilma”.
Besteira pura.
Lula, todos esperamos, vai a TV para ser claro, para revelar a verdade, não para fazer truquezinhos de simpatia e marketing.
A direita, Lula, quer derrotar Dilma porque quer a sua cabeça. Quer destruir-te como referência do povo brasileiro, para voltar a subjugar este povo ao neocolonialismo.
Esta não é uma batalha de uma guerra que, em outro combate, daqui a poucos anos, se possa voltar a vencer. É a própria guerra, porque a derrota será a dizimação das nossas esperanças e do líder que as encarna.
Vamos, Lula, aceite a luva que o monstro lançou. Não há duas figuras que encarnem, como você e FHC, os dois Brasis entre os quais iremos escolher no dia 31.  Não há nada que simbolize mais, de um lado, progresso, justiça social e soberania e, de outro, atraso, exclusão e submissão deste país.
Deixe que o povo brasileiro, ao ver-te com Dilma e a Serra com FHC possa seguir a sabedoria bíblica do “dize-me com quem andas e te direi quem és”

Paulo Preto será capa da próxima Veja?



Por Altamiro Borges

Em maio passado, a revista Veja publicou reportagem, assinada por Fernando Mello e Marina Dias, sobre "o homem-bomba do tucano Aloysio Nunes". Não foi capa da edição e nem teve desdobramento na apuraçao nas semanas seguintes, com sempre ocorre, com grande estardalhaço, quando a denúncia se refere ao governo Lula. Mesmo assim, foi uma boa reportagem, que até poderia ter sido aproveitada por Dilma Rousseff - mas o seu comando de campanha preferiu seguir a linha marqueteira do "paz e amor".

Agora, porém, com o retorno do assunto ao debate eleitoral, bem que a revista Veja, que ainda engana muita gente com sua falsa neutralidade, poderia voltar ao assunto. No debate da Band, Dilma Rousseff finalmente usou a denúncia da revista. O assunto é relevante. Serra está incomodado. Fica irritadinho quando algum jornalistas menciona o tema. Com algumas atualizações, a reportagem já está pronta e o "homem-bomba" até poderia virar uma chamativa capa da Veja. Será que a famíglia Civita dará esta importante contribuição à verdade, à ética jornalística e à democracia brasileira?

Reproduzo abaixo a reportagem da Veja de 13 de maio de 2010:

O 'homem-bomba' do tucano Aloysio Nunes

Fernando Mello e Marina Dias

Como diretor de Engenharia do Dersa, Paulo Vieira de Souza, também conhecido pelo apelido de Paulo Preto, foi responsável pelas grandes obras viárias do governo de São Paulo nos últimos três anos. Seu trabalho lhe rendeu, em dezembro de 2009, o prêmio de profissional do ano do Instituto de Engenharia de São Paulo. Em 1º de abril deste ano, ele festejou a inauguração do trecho sul do Rodoanel. Oito dias depois, no entanto, foi demitido de seu cargo.

A decisão da cúpula da Dersa foi unânime. A nota no Diário Oficial, publicada no dia 21 de abril, não informa a causa da exoneração – e a assessoria de imprensa da empresa afirma apenas que foi uma "decisão de governo". Mas razões extra-oficiais não faltam. Vieira de Souza aparece em uma série de documentos apreendidos pela Polícia Federal na Operação Castelo de Areia, que investigou a empreiteira Camargo Corrêa entre 2008 e 2009.

Pelo menos quatro desses documentos, obtidos com exclusividade por VEJA.com, trazem indícios de que o engenheiro era destinatário de propinas da construtora. Um dos papéis mostra quatro pagamentos mensais de 416.500 reais, com data inicial de 20 de dezembro de 2007. A Castelo de Areia foi suspensa, em janeiro deste ano, por uma liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Vieira de Souza, estranhamente, não foi indiciado na primeira fase da operação, e talvez nunca venha a ser. Mas, em ano eleitoral, tornou-se um "homem-bomba".

Ele tem estreitas ligações políticas e pessoais com Aloysio Nunes Ferreira Filho, ex-secretário da Casa Civil de São Paulo e candidato do PSDB-SP ao Senado. Vieira de Souza e Aloysio se conhecem há mais de 20 anos. Quando, no ano passado, o tucano sonhou em ser o candidato de seu partido ao governo de São Paulo, Vieira de Souza foi apresentado como seu "interlocutor" junto ao empresariado.

A proximidade entre os dois é tão grande que a família dele contribuiu para que o ex-secretário comprasse seu apartamento. A filha do engenheiro, a advogada Priscila Arana de Souza, e sua mãe, Ruth de Souza, fizeram um empréstimo de 300.000 reais ao tucano — dos quais a advogada arcou com 250.000 reais, conforme revelou o jornal Folha de S. Paulo em dezembro. "A filha dele me emprestou um dinheiro para eu comprar um imóvel, pois eu queria fechar negócio e não podia esperar sair o financiamento do banco. Paguei à Priscila no ano passado mesmo, em três ou quatro prestações. Tenho meus cheques todos registrados. Está tudo correto e documentado", diz Aloysio.

A assessoria do ex-secretário enviou uma relação de seis cheques de três bancos diferentes, relacionados ao pagamento da dívida. Cinco deles são de 2008: dois no valor de 50.000 reais, um no valor de 60.000 reais, um de 81.000 reais e o último, de 19.000 reais. Há também um cheque de 50.000 reais de maio de 2009.

Na versão de Aloysio, a demissão do amigo Vieira de Souza até parece voluntária. "Ele pretendia deixar o governo após a inauguração do Rodoanel", diz. "Foi inaugurado e ele saiu." Souza é mais duro ao falar do assunto. Atribui a demissão a atritos causados pelo seu estilo de trabalho, de dura cobrança de prazos. "Sempre disse que o Rodoanel tinha dia e hora para acabar. E isso incomoda", afirma. "Mas não importa. O Brasil inteiro sabe que o protagonista do Rodoanel fui eu. Não faz diferença se estou dentro ou fora do governo." O engenheiro rebate a tese de que sua exoneração poderia estar ligada às investigações sobre a Camargo Corrêa. "Não tem nada contra mim na Operação", diz ele.

Vieira de Souza tem razão em relação ao relatório final da PF. Seu nome tem uma única menção breve no documento, e ele não faz parte do rol dos indiciados. No relatório de inteligência, que serviu de base para o inquérito, a história é outra. É lá que estão reproduzidos os papeis que sugerem que ele recebeu propina da construtora. As obras do Rodoanel apareciam nas anotações com a sigla ARO, decifrada com informações retiradas do computador da secretária pessoal de Pietro Bianchi, diretor da Camargo, empresa que cuidou do lote 4 do trecho Sul, orçado em 500 milhões de reais. Esse mesmo relatório de inteligência traz dezenas de menções a políticos dos mais diferentes partidos. Há inclusive uma extensa lista de doações eleitorais registradas como "sem recibo" – uma forma oblíqua de definir o caixa dois.

A Operação Castelo de Areia foi deflagrada em março de 2009. A informação de que a investigação tinha potencial para abalar as carreiras de diversos políticos e administradores públicos veio à tona logo em seguida. A PF afirmou que trataria desses assuntos em um momento posterior. Passaram-se nove meses, nada aconteceu e a operação foi suspensa pela Justiça, quase como num passe de mágica. O fato de que os indícios coletados pela PF não ganhem consequências práticas é pernicioso.

Ao contrário do que Vieira de Souza diz, existe, sim, material contra ele nos arquivos da PF. Material suficiente para que o Ministério Público Federal em São Paulo considerasse necessária uma investigação mais aprofundada sobre ele. Mas a questão não é apenas punir aqueles que merecerem castigo. Quando informações desse tipo ficam no limbo, caso daquelas que constam dos relatórios de inteligência da PF e sem mais nem menos desaparecem dos relatórios finais que embasam a abertura de inquéritos, cria-se espaço para que entrem em campo os fabricadores de dossiês — um tipo de fauna que insiste em reaparecer das trevas em anos eleitorais.

Homenagem do Serra ao "Dia do Professor"

TARSO GENRO MOBILIZA MILITANCIA E DENUNCIA: CAMPANHA DE SERRA LEMBRA PREPARAÇÃO DO GOLPE DE 64

(Carta Maior; 15-10)

Dia do professor...José Serra vai dar bala para os professores...Bala de borracha!.



Veja como José Serra trata os professores Veja fotos do confronto entre PMs e professores 

Comemorado hoje, o Dia do Professor será motivo para José Serra passar oléo de peróba na cara e ir pedir votos para professores que são tratados a base de cassetete e bala de borracha

O comando da campanha de José Serra (PSDB), numa tentativa de neutralizar os professores liderados pela Apeoesp que foi processado por José Serra e proibido de fazer greve, se reuniu com um  sindicato de professores paulistas ligado ao tucano Paulo Renato de Souza, e programou encontro do candidato  tucano com um grupo de professores e representantes do setor da educação.É bom que se diga que, o tal grupo de professores foi escolhido a dedo pela equipe de campanha de José Serra. Só os docentes que apóiam Serra irão a esse encontro. Assim, José Serra não correrá riscos de ser vaiado, cobrado ou constrangido na frente das câmeras de TV.

Liderado pelo tucano secretário estadual de Educação, Paulo Renato Souza, o grupo do punhadinho filiado ao PSDB elaborou um manifesto em apoio a Serra e com críticas à gestão do governo Lula. "O governo Lula, ao longo de oito anos, teve políticas erráticas na área de educação", diz um trecho. O texto será entregue ao candidato Serra.

Professores com Dilma...

Em São Paulo, Dilma Rousseff (PT) participará de um evento sobre educação e inovação, onde os problemas das administrações tucanas na área serão os pontos centrais.

O evento com Dilma, terá a participação de professores. A avaliação petista é que a educação, ao lado da segurança, é uma das duas áreas mais mal avaliadas do governo de José Serra no Estado.

Entre as críticas estão os baixos salários, a contratação de temporários e o sistema de progressão continuada. No Enem, as escolas estaduais de São Paulo têm desempenho bem baixo, quando comparadas com as instituições privadas.

No ano passado, quando Serra ainda era governador, sofreu com greves e manifestações de professores.

Comicíos

Hoje, Dilma e Lula na zona leste da capital, há uma reunião de lideranças políticas para articular a ação no interior.

Amanhã, Lula e Dilma fazem ato público em Minas, e se encontram com prefeitos na semana que vem.

FHC crê em Deus tanto quanto em monogamia. Serra é o contrário




Na Folha (*) de hoje, na pág. 2, no espaço do Clovis Rossi, há um monumento à hipocrisia tucana (de São Paulo).

É a reprodução de uma resposta de Fernando Henrique Cardoso na campanha para prefeito de São Paulo, em 1985 – aquela que o IBOPE garantiu que ele tinha vencido e ele sentou na cadeira de prefeito.

O entrevistador Boris Casoy perguntou a FHC se ele acreditava em Deus.

FHC, o maior dos Tartufos do Panteon tucano, respondeu:

“Eu respeito a religião do povo, as várias religiões do povo, automaticamente estou abrindo uma chance para a crença em Deus.”

A Folha chama Serra de “neocarola”.

É mais do que isso.

Segundo o Ciro, isso não tem nada a ver com uma súbita conversão do Serra ao fundamentalismo cristão – um neo-carolismo.

É calhordice, mesmo: explorar o aborto para ganhar a eleição.

Agora, o Farol de Alexandria quer, segundo o Estadão, enfrentar o Lula “cara-a-cara”.

Ele quer que o Lula dê a ele o que o seu candidato não dá: tempo de tevê.

Lula e FHC se enfrentam todo dia no horário eleitoral.

A Dilma, ontem, quinta feira, enfatizou a performance entreguista do Governo Serra/FHC: eles venderam tudo.

E só não venderam a Petrobrax porque não deu tempo.

E agora, com o ex-genro do FHC no papel de Assessor Máximo de Serra, FHC e Serra querem entregar o pré-sal.

O cotejo se trava nas comparações mais elementares, como nessa balança tão simpática, em queLula dá de 10 a 0 no FHC.

O máximo que FHC deve fazer nessa eleição é dar curso à sua devoção a Nossa Senhora da Aparecida, andar até lá, a pé mesmo, e rezar o terço, para que seu filhote tenha uma derrota minimamente honrosa.

E ele, FHC, não seja obrigado mais a falar em Deus e aborto.


Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Mino: Serra é o último apóstolo de Cristo. E o ódio une o PiG



Diz Mino Carta: 

Os meus estarrecidos, porém lúcidos botões cuidam de me informar: os senhores todos continuam a querer um país de 20 milhões de habitantes e uma democracia sem povo, o tal de demos, como avisava Raymundo Faoro, o grande pensador, que faz falta não somente a mim. E não deixa de representar fenômeno extraordinário como o candidato José Serra se encaixou à perfeição no seu papel de udenista da última hora, de sorte a ganhar, de forma ainda mais clara que em 2002, o suporte da mídia de uma nota só.


Há momentos sublimes na interpretação do candidato tucano. Ele se prontifica a deglutir hóstias sagradas e se apresentar como derradeiro apóstolo de Jesus Cristo. Enquanto isso, a mídia concretiza a mais ampla, geral e irrestrita conciliação elitária da nossa história, na qual este gênero de arreglo invariavelmente nasceu do ódio à maioria e representou um capítulo fatal.


Recordo um debate entre figuras da imprensa, organizado em fins de 1976 por Ruth- Escobar no seu teatro paulistano. Inicialmente proibido pela ditadura por causa da minha presença entre os debatedores (incrível, não é mesmo?) e enfim liberado duas semanas após porque me caberia apenas o papel de moderador.


E o moderador, lá pelas tantas, perguntou a Ruy Mesquita, também presente, por que, diante da censura, os donos das empresas midiáticas não se tinham unido para protestar, assim como em uníssono haviam invocado o golpe. Ruy respondeu ser impossível um entendimento entre famílias tão díspares quanto Mesquita, de um lado, e Marinho, Frias, Nascimento Brito e Civita do outro. Pois agora, na esteira da candidatura Serra, e para espanto meu e dos meus botões, é possível.


Clique aqui para ler a íntegra no site da Carta Capital.

Que Brasil queremos de volta?


"A receita é misturar a exploração dos preconceitos da classe média com a ingênua religiosidade das classes menos favorecidas. E o país, enquanto Nação, que se dane!"
Nem a sobrevivência mais mesquinha e pedestre justificaria para mim silenciar diante do rumo definitivamente fascista da candidatura Serra que, neste segundo turno, é vastamente apoiado por tudo aquilo que não só representa o mais absoluto retrocesso, como o oportunismo, o atraso, a intolerância cega e irresponsável, tais são as hordas invocadas como “esteios” dessa campanha: Opus Dei, TFP, Carismáticos (sobretudo os de Sampa). Um eventual governo Serra significaria para o Brasil um novo mergulho nas trevas com direito à revenda da “alma nacional”, lembrando o mote de Aloísio Biondi a respeito das privatizações realizadas no governo FHC e implementadas pelo então ministro José Serra.

Quer dizer, essa direita demotucana, no mesmo pacote em que criminaliza o aborto (“Dilma mata criancinhas!”) e condena a união entre homossexuais, já embute a defesa aberta das privatizações – a começar pela Petrobrás –, a abolição do Bolsa Família, e, no intervalo, promete mundos & fundos (que obviamente não vai cumprir), contemplando assim de “a” a “z” a estéril agenda demotucana: para os mais ricos, o incentivo ao ódio; aos mais pobres, a manutenção do medo.

Nada mal.

A receita é misturar a exploração dos preconceitos da classe média com a ingênua religiosidade das classes menos favorecidas. E o país, enquanto Nação, que se dane! O fato é que Serra hoje configura o oportunismo mais deslavado da moderna história da política brasileira.

Esse mesmo Serra que responde com evasivas e foge como o diabo da cruz das comparações entre os governos Lula e FHC. Para Gilson Caroni, da Carta Maior, ficou claro, no debate da Band, que Serra promete coisas sem base e silencia sobre como vai cumpri-las. Ora, o eleitor precisa de algo mais concreto do que boatos hipócritas, promessas ocas e ameaças medievalóides (a exemplo das fogueiras do inferno e do sorriso privatista de Papai Noel), tanto para pagar suas contas no fim do mês como empenhar o futuro de seus filhos, para ser convencido a votar no ex-governador que paga os piores salários do Brasil para professores e policiais.

Ao eleitor esclarecido basta um pouco de bom-senso para compreender o perigo que representam religiosos fundamentalistas “pontificando” na administração pública, e, uma vez que Serra se comprometeu com eles, se eleito, o que lhes dará em troca? É uma excelente questão a ser colocada nos próximos debates. Com a total retirada da ajuda do Estado – como se prevê numa hipotética gestão Serra – os poderes conferidos a seitas & quejandos, aliados a uma polícia medíocre e corrupta, acabariam sancionando por completo a ação de milicianos e traficantes. O que faz soar, no mínimo, ridícula a proposta tucana de criação de um Ministério da Segurança. O quadro final seria dum Brasil-Colômbia de pesadelo.

É este o Brasil que queremos?

Rodrigo Vianna, do blog O Escrevinhador, é categórico: “Pautar o segundo turno com uma temática religiosa é um atraso gigantesco para o Brasil. É evidente que essa temática religiosa não é o que interessa para o país, mas se Serra escolheu o obscurantismo, é preciso mostrar isso à população. O círculo da direita se fecha: ela tem algumas igrejas, a velha mídia e a prática da intolerância. Há espaço para uma centro-direita civilizada no Brasil? Claro. Mas essa direita que avança com Serra não merece respeito. Merece ser combatida. Do lado de Serra, estará muita gente. Mas do outro lado ficará o que há de civilizado nesse nosso país.”

A ideologia da direita é o medo, escreve Simone de Beauvoir. E o ódio, acrescento eu, seu parceiro ideal. Por que o país está sendo dilacerado por ambos.

Num artigo quase nostálgico, A psicologia de massa do fascismo à brasileira, Luís Nassif toca alguns pontos cruciais: “O país passa por profundos processos de transformação: pela primeira vez na história, abre-se espaço para um mercado de consumo de massa capaz de lançar o país na primeira divisão da economia mundial.

Nos últimos anos, parecia que Lula completaria a travessia para o novo modelo, reduzindo substancialmente os atritos. O reconhecimento do exterior ajudou a aplainar o pesado preconceito da classe média acuada. A estratégia política de juntar todas as peças – de multinacionais a pequenas empresas, do agronegócio à agricultura familiar, do mercado aos movimentos sociais – permitiu uma síntese admirável do novo país.”

O eterno terrorismo midiático já não estava surtindo efeito. Na falta de um projeto de país, esgotado o modelo no qual se escudou FHC, seguido por seu discípulo José Serra, passou a apostar tudo na radicalização. Nassif observa que “nessas eleições, o clima que envolve certas camadas da sociedade é o laboratório mais completo dum fascismo de massa à brasileira – e com acompanhamento online - de como é possível inculcar ódio, superstição e intolerância em classes sociais das mais variadas no Brasil urbano – supostamente o lado moderno da sociedade. Em São Paulo, esse clima é generalizado. Agora, esse ódio não está poupando nenhum setor. É ostensivo, irracional, não se curvando a argumentos ou ponderações.”

Conseguindo expressar algo que há muito eu mesma tenho sentido na pele, Nassif dá seu depoimento: “Minhas filhas menores freqüentam uma escola liberal, tolerante em todos os níveis. Mas os relatos que me trazem é que qualquer opinião que não seja contra Dilma provoca o isolamento da colega. Outro pai de aluna do mesmo colégio me diz que as coleguinhas afirmam no recreio que Dilma é assassina. Na empresa em que trabalha outra filha, toda a média gerência é furiosamente anti-Dilma. No primeiro turno, ela anunciou seu voto e foi cercada por colegas indignados. No domingo, fui visitar uma tia na Vila Maria: o mesmo sentimento dos antidilmistas, virulento, agressivo, intimidador.”

Ele arrisca um diagnóstico da atual crise política e social, que divide e maltrata a nação como um todo, responsabilizando sobretudo a mídia hegemônica por este recorrente estado deplorável em que lança o país, tanto no presente, como no passado. A questão é que, fundamentada no ódio, um trabalho da mídia de massa a martelar diariamente inverdades obtusas, terá desdobramentos imprevisíveis que transcendem o processo eleitoral: “A irresponsabilidade da mídia e dum candidato com ambição desmedida conseguiu inocular na sociedade brasileira uma intolerância que demonstra exemplarmente as dificuldades embutidas em qualquer espasmo de modernização brasileira. Explica também as raízes do subdesenvolvimento, a resistência histórica a qualquer processo de modernização. Não é a herança portuguesa, é a escassez de homens públicos com responsabilidade institucional sobre o país. É a comprovação de porque o país sempre ficou para trás, abortou seus melhores momentos de modernização, apequenou-se nos momentos cruciais, cedendo a um vale-tudo sem projeto, uma guerra sem honra.”

Dilacerado entre o ódio e o medo, ao fim e ao cabo, resta a pergunta: é este Brasil que queremos de volta?

Este e outros textos da colunista Márcia Denser* in Congresso em Foco

*A escritora paulistana Márcia Denser publicou, entre outros, Tango Fantasma (1977), O Animal dos Motéis (1981), Exercícios para o pecado (1984), Diana caçadora (1986), A Ponte das Estrelas (1990), Toda Prosa (2002 - Esgotado), Diana Caçadora/Tango Fantasma (2003,Ateliê Editorial, reedição), Caim (Record, 2006), Toda Prosa II - Obra Escolhida (Record, 2008). É traduzida na Holanda, Bulgária, Hungria, Estados Unidos, Alemanha, Suiça, Argentina e Espanha (catalão e galaico-português). Dois de seus contos - O Vampiro da Alameda Casabranca e Hell's Angel - foram incluídos nos 100 Melhores Contos Brasileiros do Século, sendo que Hell's Angel está também entre os 100 Melhores Contos Eróticos Universais. Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUCSP, é pesquisadora de literatura, jornalista e curadora de Literatura da Biblioteca Sérgio Milliet em São Paulo.
 Esquerdopata


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Serra mil caras - bonequinhas russas

SERRA, O MITÔMANO AMBICIOSO

E já (e ainda) em 1983, José Serra promete mundos e fundos, assume estar de olhos postos na Presidência da República e diz que "toda oposição concorda com aumento de despesa, mas agora é diferente porque estamos no poder". Bacana, né? 



SERRA NUNCA SABE NADA SOBRE DINHEIRO DE CAMPANHA?

Agora em 2010, José Serra acaba de pagar um mico do tamanho de um gorila: indagado sobre a figura de um certo Paulo Vieira de Souza, que teria sumido com 4 milhões de reais arrecadados para sua campanha à Presidência da República, disse que não sabia de quem se tratava. Depois que sabia. Mentiu. Depois desmentiu. Reportagem da VEJA de 15 de maio de 2002 mostra que a memória do mitômano é mesmo curta quando se trata de dinheiro arrecadado para financiamento de campanhas.