Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

O fracasso das TENTATIVAS de “golpe paraguaio”

golpe capa

O ano vai terminando e, com ele, a mais bizarra quarentena pós-eleitoral da redemocratização. De 26 de outubro até a semana que finda, foram cerca de 40 dias de ameaças explícitas de impeachment de Dilma Rousseff, feitas não só à luz do sol, mas em rede nacional de rádio e tevê, nas colunas, reportagens e editoriais dos grandes jornais.
Na verdade, as ameaças começaram antes mesmo de ser proclamado o resultado das urnas. Em 26 de outubro, na Globo News, enquanto o Brasil ainda votava, Merval Pereira, Gerson Camarotti e Renata Lo Prete conversavam abertamente sobre impedimento de uma presidente que estava para ser reeleita com vantagem parecida com a que Barack Obama derrotou Mitt Romney em 2012 (51,01% do democrata contra 47,16% do republicano).
Se nos EUA 5 milhões de votos de vantagem constituem vitória clara, no Brasil os 3,5 milhões de vantagem que reelegeram Dilma vêm sendo tratados como nada, de forma que os 54,5 milhões de votos que a presidente teve chegam a parecer menos do que os 51 milhões de Aécio Neves.
Em 4 de novembro, Aécio Neves é recebido com festa no Congresso, como se tivesse vencido a eleição presidencial. A partir dali, mídia e oposição começam uma campanha que pareceu acreditar que seria possível derrubar a presidente da república.
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No Congresso e na mídia, a primeira aposta dos golpistas foi na ultrapassagem do teto de gastos previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias, com proposta de pedir o impeachment de Dilma por violação da Lei de Responsabilidade Fiscal. O PSDB chegou a alugar ônibus e contratar manifestantes para empastelar a Câmara dos Deputados e, assim, obrigar os parlamentares a rejeitarem o que a mídia chamou de “manobra fiscal”, ou seja, aumento do limite de gastos do governo neste ano.
A oposição conseguiu prorrogar por algumas semanas a aprovação da elevação do teto de despesas, mas, nesta semana, finalmente o processo foi concluído e, assim, os devaneios golpistas sobre “impeachment por crime de responsabilidade” foram enterrados.
Em meados do mês passado, porém, começou a se conformar um outro devaneio golpista envolvendo, agora, as contas de campanha de Dilma Rousseff. À diferença de outros períodos pós eleitorais, armou-se uma enorme celeuma sobre os gastos de Dilma. Essa celeuma baseou-se em nada.
Tudo começou quando, de forma absolutamente inexplicável, as duas prestações de contas da campanha de Dilma – a dos gastos da campanha reeleitoral da presidente e a dos gastos do PT com a campanha da presidente – caíram nas mãos do notório inimigo do PT no Supremo, Gilmar Mendes. No mesmo dia, na mesma hora, dois “sorteios” fizeram aquelas contas caírem nas mãos do ministro ligado ao PSDB.
A partir dali, armou-se uma celeuma que fez a prestação de contas de campanha de Dilma ir parar nos telejornais e nas primeiras páginas dos jornais. Do Jornal Nacional à Folha de São Paulo, parecia haver alguma coisa de muito errada com aquelas contas.
Para que se tenha uma ideia da celeuma em torno das contas da petista, nos primeiros 40 dias após as eleições de 2010 o jornal Folha de São Paulo publicou apenas uma matéria sobre o assunto. Concessionárias de serviços públicos fizeram doações para várias campanhas e, entre elas, a de Dilma e isso mereceu uma matéria discreta daquele jornal.
Em 2014, por razão que ainda não se sabe qual é Gilmar Mendes, relator das contas de Dilma, requisitou técnicos do TSE, da Receita, do Tribunal de Contas da União, enfim, um pequeno exército para fazer o que ele mesmo qualificou como “devassa” nas contas eleitorais da presidente.
Previsivelmente, começaram a surgir matérias e mais matérias levantando suspeitas sobre a prestação de contas eleitorais da campanha de Dilma. Só nesta semana, foram três manchetes de primeira página da Folha de São Paulo sobre o assunto. Uma delas, foi manchete principal.

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Ao todo, de 26 de outubro para cá a Folha publicou QUATORZE matérias sobre as contas de campanha de Dilma, sendo três com chamada na primeira página. Isso sem falar do que fizeram O Globo, Estadão, Veja, Jornal Nacional etc.
No dia 18 de novembro, às 8 horas e vinte minutos o jornalista Luis Nassif publicou em seu blog o post “Armado por Toffoli e Gilmar, já está em curso o golpe sem impeachment”. No texto, Nassif denuncia um “sorteio” da análise das contas de campanha de Dilma que equivaleu a um raio cair duas vezes no mesmo lugar, segundo palavras do jornalista.
Alertado por Nassif, este Blog tratou de investigar com as suas fontes as informações sobre um golpe iminente no TSE e no mesmo dia 18 de novembro, só que às 20 horas e 55 minutos (cerca de 12 horas depois), aqui foi publicado um post que endossou a denúncia do colega de blogosfera, sob o título “Explicação para os atos de Toffoli e as chances de Dilma”.
Tanto este Blog quanto o de Nassif foram contestados por setores da blogosfera. Os dois “sorteios” consecutivos que fizeram “um raio cair duas vezes no mesmo lugar” seriam, apenas, “coincidência” e, apesar do estardalhaço inédito da mídia sobre contas de campanha de um presidente eleito no momento imediatamente posterior à eleição, tudo isso seria “normal”.
O aumento exponencial do estardalhaço sobre as contas de campanha de Dilma nesta semana (com TRÊS primeiras páginas da Folha e tantas outras em outros jornais), porém, fez o país cair em si: havia mesmo alguma coisa muito estranha neste ano.
Os relatos dos jornais sobre a inquietude no PT – que não viu “alarmismo” nenhum nas suspeitas de que estava sendo tramado um “golpe paraguaio” no TSE – fizeram o partido, mais uma vez desprezando a tese sobre “alarmismo”, contratar uma auditoria independente para emitir um parecer sobre as contas eleitorais da presidente.
A empresa de auditoria MGI SENGERWAGNER Auditores Independentes emitiu Relatório de Revisão Especial sobre o Parecer Técnico Conclusivo do TSE que recomendou a desaprovação das contas da campanha de Dilma Rousseff e do PT.
Em conclusão final, o auditor Cláudio Wagner afirmou que:
“(…) a recomendação da Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias – ASEPA, no sentido da desaprovação da prestação de contas apresentada pela candidata Senhora Dilma Vana Rousseff ao cargo de Presidência da República, e seu Vice Presidente, Senhor Michel Miguel Elias Temer Lulia, e totalmente descabida, uma vez que a quantidade de erros materiais contida no Parecer Técnico Conclusivo tornou o mesmo praticamente imprestável para suportar tal recomendação (…)”.
Para ler o trabalho da auditoria independente, clique neste link Contestação Parecer TSE assinatura e timbrado (2)
As denúncias da Blogosfera surtiram efeito, jogando luz sobre o golpe tramado e ensaiado, como mostram os fatos supracitados. E ajudaram a impedir esse golpe. Assim sendo, as mesmas fontes que avisaram este Blog sobre o golpe iminente, na manhã da última quarta-feira avisaram que a intentona iria fracassar, o que fez o autor desta página passar a notícia adiante logo em seguida, via redes sociais.

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Com efeito, se não fossem suficientes todos os fatos já elencados sobre a tentativa de “golpe paraguaio” , o pedido do vice-procurador-geral Eleitoral, Eugênio Aragão, para que Gilmar Mendes não fosse o relator das contas de Dilma, somado ao aval que essa mesma autoridade deu àquelas contas na véspera do despacho de Gilmar Mendes, na noite da última quinta-feira, eximem de qualquer dúvida esse caso.
Para coroar tudo isso, na sessão do TSE em que Gilmar Mendes teve que aprovar “com ressalvas” as contas de campanha de Dilma, ele passou recibo e chegou a citar as denúncias do jornalista Luis Nassif e dos “outros blogs sujos”.
A quem ainda tem alguma dúvida sobre o plano de aplicar um “golpe paraguaio” contra Dilma via TSE, este Blog pede que procure nos escaninhos da própria memória estardalhaço igual sobre as contas de campanha de um presidente eleito durante a quarentena que sucedeu alguma das eleições do pós-redemocratização. Adianta-se que não encontrará.

Após condenar “golpe”, Jô perde plateia na Globo

: jo soares

Programa do apresentador, há quase 15 anos na grade da emissora, passará pela maior reformulação de sua história; a partir de 2015, não haverá mais plateia e atração passará a ser gravada em um estúdio menor; sexteto musical também pode ser extinto; coincidência ou não, mudanças ocorrem pouco tempo depois de Jô Soares ter atacado paranoia bolivariana no Brasil e dito que uma tentativa de impeachment de Dilma era "golpe" 

247 – A poucos meses de completar 15 anos na grade da Globo, o programa de Jô Soares está prestes a passar por uma reformulação. Entre as mudanças, estará a saída da plateia a partir do ano que vem e, consequentemente, a mudança da gravação do maior principal estúdio paulista para outro menor.
Não são descartadas mais mudanças, informa o jornalista Flávio Ricco. Entre elas estaria a extinção do querido sexteto musical, cujos integrantes são alvos frequentes de piadas ou conversas do apresentador. De acordo com o colunista, as mudanças se referem à queda de audiência da atração.

Coincidência ou não, porém, a reformulação acontece pouco tempo depois de discursos mais progressistas de Jô Soares. No último, ele chamou de "golpe" a tentativa de impeachment da presidente Dilma Rousseff (relembre aqui). No início de novembro, ele atacou a febre do discurso bolivariano no Brasil (veja aqui).

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

O doutor “Suponhamos” sentencia: “protele-se e sangre…”

 Autor: Fernando Brito
gilmar3
É de fazer corar um frade e infartar um juiz a argumentação de Gilmar Mendes no julgamento das contas de campanha de Dilma Rousseff.
Aliás, é de fazer fritar um frade a entrega do TSE feita por Dias Tóffoli a Gilmar do comando do TSE.
Mendes faz o que nenhum juiz decente faz: trazer argumentos fora dos autos para seus argumentos sobre a causa.
Durante meia hora, discorre sobre o “suponhamos”, assim, a partir do nada.
Até a “vaquinha” por José Genoíno e José Dirceu entrou na roda.
O fundamento dos argumentos é apenas a informação dos relatórios técnicos questionados também tecnicamente.
Nenhuma resposta aos questionamentos também técnicos apresentados a eles.
A prestação de contas, agora, vai ser mandada para o “Tribunal da Mídia”
Não há, porque não poderia haver, enfrentamento dos fatos e de seu questionamento da defesa.
Gilmar Mendes não julgou.
Leu o parecer do grupo que ele montou para a análise.
Produziu um voto para a mídia.
É assim, agora, que se julga no Brasil.
As contas de Dilma serão aprovadas, com as ressalvas necessárias a que ela continue a sangrar.
A justiça brasileira não precisa ter mais com que condenar.
Basta que mantenha o clima de linchamento.
E depois apelar para o clamor público como razão de seus atos.

PGR manda aprovar contas de Dilma. “Técnicos” “erram” soma por R$ 4,4 milhões

soma
O parecer do Ministério Público desmonta a patranha que vinham querendo fazer com as contas de campanha de Dilma Rousseff.
Recomeenda, claro, a aprovação das contas, com ressalvas de ordem meramente contábil.
“Não se constatou na presente prestação de contas doações de fontes vedadas ou utilização de recursos que não tenham sido contabilizados. Quer-se com isso dizer não ter se verificado a presença de vícios graves que apontassem a prática de ilícitos eleitorais”, agirmou o vice-procurador geral Eugênio Aragão.
Mas pior: com apenas 48  horas para verificar os vários volumes, já encontraram um erro monstruoso no “parecer técnico” em que se pedia a rejeição das contas.
Os “técnicos” somaram duas vezes a mesma despesa de R$ 4,4 milhõese, claro, apareceu diferença com o valor declarado.
Antes, a  MGI Senger Wagner, empresa internacional de auditoria contratada pelo PT para revisar suas contas, emitiu uma nota de fazer corar de vergonha os tais “técnicos”:
” a recomendação da Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias (do TSE) – ASEPA, no sentido da desaprovação da prestação de contas apresentada pela candidata Senhora Dilma Vana Rousseff ao cargo de Presidência da República, e seu Vice Presidente, Senhor Michel Miguel Elias Temer Lulia, e totalmente descabida, uma vez que a quantidade de erros materiais contida no Parecer Técnico Conclusivo tornou o mesmo praticamente imprestável para suportar tal recomendação .”
Segundo os auditores, como concluiria também a PGR, há ” no parecer técnico do TSE  “desde grosseiros erros de soma, até lançamentos em duplicidade de valores vultuosos e imprecisões conceituais graves”.
Como eu venho dizendo, a ânsia de fazer politicagem expôs os técnicos da Justiça a este vexame primário.
Um outro Ministro, se lhe mandam um trabalho porco assim, chama os técnicos e lhes passa um sabão.
Gilmar Mendes é capaz de chamar e lhes dar um bombom.

Bolsonaro é a cara – sem máscara – da oposição


Blog Cafezinho: o juiz Moro trabalhou em escritório de advocacia que assessorava prefeito do PSDB no Paraná; a mulher de Moro assessora o governo do PSDB no Paraná ; o irmão de Moro fez campanha pelo PSDB destilando ódio contra o PT nas eleições presidenciais...

 Ditadura brasileira matou 434 pessoas, diz relatório final da Comissão da Verdade, que indica revisão da Lei de Anistia para punir os culpado.

 Congresso aprova a mudança na meta fiscal do governo para 2014 e joga a pá de cal no alarido conservador
  
Carta Maior


bolsonaro Aécio


No meio da tarde da última terça-feira (9/12), estava reunido com blogueiros  discutindo o quadro político atual quando uma jovem que participava da reunião interrompeu o orador do momento para anunciar que alguma coisa chamada “Jair Bolsonaro” grunhiu, da tribuna da Câmara dos Deputados, que só não estupraria a deputada pelo PT gaúcho Maria do Rosário porque ela “não merece” ser estuprada por ele.
Desta vez, Maria do Rosário teve mais sorte. Em 2003, além de dizer a mesma coisa esse portento de “valentia” que atende por “Jair Bolsonaro” ainda empurrou a parlamentar enquanto a chamava de “vagabunda”.

bolsonaro

Porém, esse “homem” não se limitou a agredir moralmente apenas a deputada petista; também cobriu outra mulher de insultos e calúnias, a presidente da República, Dilma Rousseff:

“(…) A Maria do Rosário saiu daqui agora correndo. Por que não falou da sua chefe, Dilma Rousseff, cujo primeiro marido sequestrou um avião e foi para Cuba, participou da execução do major alemão? O segundo marido confessou publicamente que expropriava bancos, roubava bancos, pegava armas em quarteis e assaltava caminhões de carga na Baixada Fluminense. Por que não fala isso? (…)”

O sujeito citou o “primeiro” e o “segundo” maridos de Dilma como um anátema. Acusou-os de crimes, mas, na mesma frase, a principal acusação que fez, de forma implícita, foi a de que uma mulher, veja só, é tão questionável moralmente que até já teve dois maridos (!). Para uma aberração como a que atende por “Jair Bolsonaro”, mulher que teve dois maridos dispensa maiores comentários.

Você, mulher de qualquer orientação político-ideológica, faixa etária, nível de escolaridade, de renda, que resida em qualquer parte do país e que tenha a cor da pele ou dos cabelos que tiver, gostaria de ser casada com esse sujeito? Algum dia, quando era uma adolescente, você sonhou que o homem da sua vida poderia ser alguém capaz de admitir a hipótese de estuprar uma mulher?

Você amaria essa coisa chamada “Jair Bolsonaro”? Que mulher pode amar um homem que demonstra prazer ao violar mulheres mental e moralmente e, pelo que propôs em sua teoria sobre meritocracia de suas vítimas, também fisicamente?

Não é preciso dizer mais sobre esse que atende por “Jair Bolsonaro”. O relato de sua última fala conhecida resume a sua vida pública e, mais ainda, a sua vida privada. O fato, porém, é que, apesar de sua ultra sinceridade, esse espécime não passa de um resumo da oposição a Dilma Rousseff.

Além da tese sobre meritocracia das vítimas de estupro, o que foi que “Jair Bolsonaro” expeliu, nessa diarreia verborrágica que o acometeu na Casa do Povo, que não diz a oposição formal a Dilma ou essa oposição envergonhada que habita os verdadeiros canis que teimam em se autodenominar “redações”?
Eis um trecho da “argumentação” padrão da oposição a Dilma Rousseff:

“(…) Dilma Rousseff, deve estar envergonhada, sim, Vossa Excelência, por ter roubado, só, dois milhões e meio de dólares da casa do Ademar. Agora, são bilhões da Petrobrás. Presidente do Conselho de Administração, ministra das Minas e Energia, chefe da Casa Civil, Presidente da República, não sabe de nada… Quantas dezenas de milhares de pessoas morrem por esse dinheiro desviado para o seu partido, para a sua casa (…) Esteve agora na Unasul reunida com a escória da América Latina tratando, entre outras coisas, da abertura do espaço aéreo para os países aqui da Unasul… Cuba não faz parte mais; tá no bolo. Além do tráfico de drogas e o tráfico de armas e munições… Já tem onze mil cubanos aqui (…)”

Ufa! Não é fácil ouvir esse animal…

Mas o mais engraçado é que ele acusa o partido de Maria do Rosário apesar de o partido a que pertence, pelos seus critérios, ser muito pior. “Jair Bolsonaro”, do PP, acusa o PT baseado, por exemplo, nas “delações” de gente como o doleiro Alberto Youssef, o mesmo que, segundo matéria do Estadão do último dia 1º, deu declarações nada abonadoras sobre o grupo político do agressor de deputada e da presidente da República.

Abaixo, trecho da matéria do jornal paulista:

“(…) O doleiro Alberto Yousseff afirmou a investigadores da Operação Lava Jato que ‘só sobram dois no PP’ ao reforçar o envolvimento de políticos do partido no esquema de corrupção da Petrobrás (…)”

Detalhe: O PP, de “Jair Bolsonaro”, tem 39 deputados e 5 senadores. Se “sobram dois” no partido, de onde esse energúmeno tirou coragem para acusar o partido de Maria do Rosário?
Enfim, a parte publicável da catilinária do agressor de mulheres emula o que diz, por exemplo, Aécio Neves. A tese de que Dilma “deve se envergonhar” foi usada à exaustão pelo tucano ao longo da recente campanha eleitoral. Se fosse dito que a fala acima sobre corrupção na Petrobrás partiu do senador pelo PSDB mineiro, ninguém duvidaria. A oposição encontra seu símbolo nesse monumento à covardia.

BC, Receita e TCU: contas de Dilma estão “adequadas”

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Ao examinar as contas da campanha presidencial do PT, o Banco Central, a Receita Federal e o Tribunal de Contas da União chegaram à mesma conclusão: nada de irregularidades; "A palavra final caberá aos 7 ministros do TSE, mas a leitura dos laudos mostra que a vontade de punir era bem maior do que a presença de elementos consistentes para qualquer medida grave", escreve Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília, que traz a notícia em primeira mão; o TCU foi além: sugeriu que a tese que relaciona as doações com o esquema da Lava Jato é imaginosa demais; a conclusão dos laudos, diz PML, "tem sido mantida sob reserva, o que se explica, talvez, não apenas pelo respeito a qualquer norma de sigilo, mas à falta de interesse político"; relator do caso, ministro Gilmar Mendes dará seu voto hoje à noite 

247 – Técnicos do Banco Central, da Receita Federal e do Tribunal de Contas da União apresentaram um contraponto aos do Tribunal Superior Eleitoral ao examinar as contas de campanha da presidente Dilma Rousseff. Os laudos das três instituições independentes, encomendados pelo ministro Gilmar Mendes, relator do caso no TSE, "chegaram a conclusões favoráveis à campanha de Dilma: não apontam qualquer irregularidade grave na documentação apresentada ao TSE", afirma Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília, que dá a notícia em primeira mão em seu blog.

"A conclusão dos três é idêntica e tem sido mantida sob reserva, o que se explica, talvez, não apenas pelo respeito a qualquer norma de sigilo mas à falta de interesse político", escreve o jornalista. A análise das instituições "contribui para esvaziar a tese de que Dilma deve ter suas contas rejeitadas, situação que pode trazer munição para a oposição no futuro, ainda que não impeça a posse em 1 de janeiro de 2015", prossegue o colunista. Gilmar Mendes apresentará seu voto nesta quarta-feira 10 na sessão do TSE que tem início às 19h.

O TCU, que apontou em seu documento que a contabilidade está "a princípio, adequada" – um sinal de cautela, e não de insegurança, na avaliação de PML – foi além em sua interpretação. O tribunal recebeu a incumbência de averiguar qualquer relação entre as empresas doadoras e o esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. Sobre isso, deu que o resultado foi "negativo em todos os casos" e que a tese pode ser imaginosa demais. Leia um trecho "quase irônico" do documento, como define o colunista:

"É de se perguntar, em face da mistura de dinheiro 'limpo' e 'sujo' e da diversidade dos movimentos de entradas e saídas se é possível de algum modo tecnicamente provado afirmar que o dinheiro doado para a corrupção seja decorrente de ato de corrupção."

"Fruto de uma campanha disputada até o último dia, o debate sobre as contas da campanha de Dilma tornou-se aquilo que não deveria ser: um conflito político, em vez de uma discussão técnica e jurídica", analisa o jornalista. "A contabilidade da campanha já era colocada sob suspeita antes mesmo que tivesse sido examinada com o respeito devido a números e cifras que expressam muito mais do que uma contabilidade financeira — mas traduzem a soberania popular", conclui Paulo Moreira Leite.

Leia aqui a íntegra de seu texto.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O pescoço do Brasil


Fim da hibernação? Dilma reúne-se com centrais sindicais e negocia pauta comum para preservar e ampliar direitos sociais; Lula articula mobilizações em resposta ao golpismo, diz colunista Teresa Cruvinel, no 24/7

  Procurador Rodrigo Janot laça o tucanato pelo bico: 'Essa sistema (na Petrobras) vem desde 1987. Passa por todos os Governos. Ainda não sei o tamanho total da caixa de Pandora' (El País).

 Senadores tucanos montam megaestrutura de análise e informação para tomar de assalto a opinião pública e construir uma hegemonia que sancione a desestabilização do governo Dilma (leia a reportagem de Antonio Lassanc.

  Datafolha inconsolável: preocupação do brasileiro com a corrupção cai de 14% para 9% de junho a dezembro. Motivo: 46% afirmam que o governo Dilma é o que mais investigou a corrupção; apenas 1% acha que FHC foi o que mais puniu os corruptos, contra 40% que atribuem essa qualidade a Dilma

 Carta Maior.


O Conversa Afiada reproduz artigo de Saul Leblon, extraído da Carta Maior:

O pescoço do Brasil


 

2014 é o melhor ano do emprego nos EUA desde 1999, festeja o Wall Sreet Journal. Por que raios, então, o negro Eric Garner vendia cigarros ilegalmente nas ruas.

por: Saul Leblon


Negros desarmados mortos por policiais brancos compõem um postal da identidade norte-americana.


São standarts, como as freeways, a CIA, a Coca-cola de uma sociedade plasmada pelo capitalismo mais exitoso do planeta.


Nela, o condutor de um carro velho recebe, por definição, o carimbo de ‘looser’ (perdedor). Pela mesma razão que um negro pobre é suspeito e passível de ação policial, até prova em contrário.


O negro Eric Garner, vendedor ambulante em Nova Iorque, asmático,  43 anos, não teve tempo, nem ar, na semana passada, para provar quem era.


Garner avisou ao policial que comprimia seu pescoço com uma chave de braço, que não estava conseguindo respirar.


Fez isso 11 vezes.


Até morrer.


Negros formam 13% da população norte-americana; representam mais de 40% da massa carcerária; algo como um milhão em um total de 2,5 milhões.


Prisões em massa e mortes, nada disso é novidade para eles nos EUA.


A novidade diante da rotina são os protestos que ela vem provocando exatamente quando a recuperação econômica faz de 2014 ‘o melhor ano em termos de criação de empregos desde 1999’, garante o Wall Sreet Journal, desta 2ª feira.


Por que raios, então, Garner vendia cigarros ilegalmente nas ruas, como suspeitou a batida policial que o levou à morte?


A resposta desnuda um traço constitutivo do ajuste capitalista conduzido pela lógica dos mercados e emite uma advertência em relação à chave de braço que alguns querem aplicar no pescoço na economia brasileira.


Seis anos após o colapso de 2008, a lucratividade dos bancos norte-americanos registra recordes sobre recordes, trimestre após o outro.


Em contrapartida, a subutilização da força de trabalho –indicador que soma emprego parcial e desistência de buscar vaga, como deve ter sido o caso de Garner – atinge assustadores 13%.


Na maior economia capitalista da terra, metade das vagas criadas no pós-crise é de tempo parcial, com salários depreciados.


Não é um aquecimento de motores.


É o padrão de uma economia desossada em suas vértebras produtivas , por obra da desregulação financeira do ciclo neoliberal iniciado nos anos 80, com Reagan.


A ideia de que um  reposicionamento  econômico dentro do capitalismo possa ser terceirizado ao mercado, como se fosse um freio de arrumação neutro, faz tanto sentido quanto dar uma chave-de pescoço em um asmático e ficar surpreso com  a sua morte.


O fato de os EUA terem um salário mínimo congelado há 15 anos, diz muito sobre a natureza dessa chave de pescoço econômica, que joga milhões de Garners para o submundo dos loosers.


A decepção de Obama ao constatar que a tão aguardada ‘recuperação’ pode acontecer associada a uma maior desigualdade e, portanto, sem revitalizar sua popularidade –como evidenciou a derrota nas eleições legislativas de novembro– ilustra a dificuldade de se atribuir ao mercado aquilo que ele não sabe fazer.


O conjunto sugere que a presidenta Dilma terá que analisar detidamente cada medida de aperto fiscal que lhe for apresentada pela nova equipe econômica.


O risco é o país perder a última linha de resistência diante de um mercado mundial que estrebucha: o dinamismo de sua demanda interna.


Os sinais de alarme desta 2ª feira justificam a prontidão.


As exportações chinesas cresceram a metade do esperado em novembro  (4,7% contra 8%); o PIB do Japão caiu mais que  previsto no 2º trimestre e a possante máquina germânica rasteja tendo registrado uma expansão de apenas 0,2% em outubro. Tudo isso explica que o barril de petróleo custe hoje 40% menos e que as cotações das commodities agrícolas exportadas pelo Brasil valham, em média, 13% abaixo do patamar de 2013.


A sabedoria dos especialistas é insuficiente para conduzir um país a salvo por esse desfiladeiro emparedado entre a queda das  cotações das commodities, de um lado, e a sinalização de alta dos juros, do outro.


Em  ciclos anteriores, sempre  que essa sobreposição se deu, como em 1810-1930 e 1980, América Latina viveu solavancos políticos fortes.


Foi o que aconteceu no caso do Brasil, com a declaração da Independência, a ascensão de Vargas e a derrubada da ditadura.


O cerco conservador agora reflete o faro da matilha para um novo ciclo de vulnerabilidade da presa.


O caminho das pedras terá que ser modulado e ordenado pela mobilização e o engajamento dos principais interessados na preservação do rumo mais equitativo seguido até aqui: os sindicatos, os movimentos sociais e os partidos do campo progressista.


Em nenhum lugar do mundo há notícia de que a democracia social tenha se  consolidado  sem um sujeito histórico correspondente.


Obama não conseguiria ser um ‘Roosevelt’ da crise atual, nem que quisesse.


Faltam-lhe as bases organizadas que o sindicalismo combativo dos anos 30/40 propiciou ao democrata que comandou os EUA entre 1933 e 1945.


O Brasil tem forças sociais estruturadas.


Suas centrais sindicais que, finalmente, se reuniram com a Presidenta Dima, nesta 2ª feira,  preservam certa capilaridade.


A inteligência progressista dispõem de propostas críveis e sensatas.


Nos últimos doze anos, o país foi dotado de sólidas políticas sociais, ademais de estruturas de Estado para ampliá-las.


O conjunto permite à Presidenta Dilma negociar rumos e metas do desenvolvimento com a sociedade, preservando-se o mercado de massa, mesmo em  um intermezzo de reacomodação fiscal.


Há um requisito, porém: o timming das iniciativas de governo – de qualquer governo – faz enorme diferença.


Uma crise tem um tempo certo para ser derrotada, ou derrotará o governo, a produção,  o emprego e os atores que vacilarem diante dela.


Nisso, sobretudo nisso, Franklin Roosevelt revelou-se o estadista cuja habilidade ainda tem lições a oferecer aos seus contemporâneos.


Em apenas uma semana após a sua posse, em 1933, ele tomou algumas decisões que não exorcizaram todos os demônios, mas foram afrontá-los em seu próprio campo.


Os tempos são outros; as agendas precisam ser renovadas, mas nada justifica ofuscar o componente de coragem do passado para dissimular a tibieza no presente.


Muitos relativizam o alcance das medidas anti-cíclicas tomadas por Roosevelt nos 11 anos que antecederam o ingresso dos EUA na guerra de 1944, quando seu potencial produtivo, finalmente, foi acionado a plena carga.


Mas poucos se lembram de perguntar o que teria acontecido com o presidente democrata, reeleito quatro vezes (de 1933 a 1945), se a sua autoridade tivesse fraquejada no primeiro mandato, na primeira semana ou no primeiro dia de março.


É sobre isso que os chefes de Estado de hoje deveriam refletir em vez de adiarem decisões à espera de um auto-ajuste dos mercados.


A calibragem fina entre a barbárie e a emancipação de uma sociedade não está prevista nos manuais de economia.


Esse apanágio pertence à democracia.


Se não dilatar o espaço da política na condução da economia no seu segundo mandato, a presidenta Dilma corre o risco de acordar um dia com uma chave de braço atada ao pescoço do país.


E perder o que já tem.


Sem obter o que a ortodoxia lhe promete entregar.



Leia mais:

Sindicalistas destacam compromisso de Dilma com trabalhadores

Por que apartamento de Lula é notícia e o de Barbosa não?

 Por que apartamento de Lula é notícia e o de Barbosa não?
Nogueira: a má fé com que o Globo noticiou o apartamento de Lula.
  
O Conversa Afiada reproduz artigo de Paulo Nogueira, extraído do Diário do Centro do Mundo:

A má fé obtusa com que o Globo noticiou o apartamento de Lula

Lula não é Mujica, sabemos todos.


Mas quem é? Francisco, o papa. E vamos parando por aí.


Isto posto, é absolutamente canalha o destaque dado pelo Globo à informação de que Lula tem um tríplex no Guarujá.


É o tipo de coisa que, editada desonestamente, só serve para alimentar a ignorância estridente dos analfabetos políticos de direita.


Vamos começar pelo seguinte: Lula tem condições para comprar um apartamento avaliado em 1,5 milhão de reais?


Ora, Lula é um dos palestrantes mais bem remunerados do mundo. Palestras de estrelas do circuito mundial giram em torno de 100 mil dólares.


Isso quer dizer o seguinte: com um punhado de palestras, não mais que isso, ele pode comprar um apartamento como o que o Globo, com a Veja na esteira, noticiou com alarde.


Fora isso, Lula tem seus benefícios de ex-presidente. Finalmente: 67 anos é uma idade em que pessoas bem sucedidas como ele, ou muito menos que ele, podem já ter acumulado um respeitável patrimônio legítimo.


Muito mais estranho, para ficar em imóveis e na Globo, foi a notícia de que a apresentadora Patrícia Poeta estava comprando, aos 38 anos, um apartamento 15 vezes mais caro na avenida Atlântica, no Rio.


Ainda no campo imobiliário, por que o apartamento de Lula é notícia, para o Globo, e o de Joaquim Barbosa em Miami não?


O valor é mais ou menos o mesmo, segundo se noticiou. Com o detalhe de que, para fazer a compra em Miami, Joaquim Barbosa inventou uma pessoa jurídica que lhe permitiu fugir de impostos americanos.


Este tipo de comportamento – denúncia é contra aqueles de quem não gostamos – ajuda a entender a imensa rejeição que tantos brasileiros têm pelas grandes empresas jornalísticas.


O Globo ludibria seus leitores ao não colocar a informação do apartamento sob o devido contexto.


A Veja, ao reproduzir o Globo, faz o que sempre faz: panfletagem, em vez de jornalismo. E o resto, bem, é o resto. Na Jovem Pan — que vai se tornando reduto do que há de mais reacionário na mídia — Rachel Sheherazade falou sobre o “chiquérrimo” apartamento de Lula, e conseguiu citar seu irmão de alma Rodrigo Constantino.


Constantino escreveu, segundo Sheherazade, que se Boulos, do MSTS, souber do triplex, pode ter a ideia de colocar lá várias famílias de sem teto. Bem, o tamanho do imóvel, segundo o Globo: 297 metros quadrados. A sala de Roberto Marinho, na sede da Globo, na qual estive mais de uma vez, tinha mais que isso.


Lula é uma saudade para milhões de brasileiros e para a mídia, que não se conforma com isso, uma obsessão.


A tal ponto chega tal obsessão que hoje no site da Folha Ronaldo ‘Quem?’ Caiado ficou por várias horas na primeira página.


O que ele fez para merecer a honraria?


Disse, do alto de sua clarividência, que Lula não tem “a menor chance” em 2018. O morto-vivo Caiado descobriu que para ser objeto dos holofotes basta falar mal de Lula.


Fazer previsões sobre 2018 agora, quando Dilma sequer iniciou o segundo mandato, remete a uma frase clássica de Keynes. “A longo prazo estaremos todos mortos.”


As grandes empresas de jornalismo, com sua obtusidade desonesta, provavelmente estarão mortas em prazo mais breve, para o bem da sociedade.

Em tempo: além dos apartamentos adquiridos por Patrícia Poeta e Joaquim Barbosa, o Conversa Afiada sugere outra comparação.


Por que não o PiG não fala do apartamento de FHC em Paris ?

O Farol de Alexandria, que acha “razoável” aposentadoria de R$ 22 mil, tem um apê na Av. Foch, onde o metro quadrado custa mais de 12 mil Euros.

DCM: GLOBO FOI DESONESTO AO NOTICIAR IMÓVEL DE LULA

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

LULA ORGANIZA REAÇÃO AO GOLPE CONTRA DILMA

Gilmar deve usar Vaccari contra contas de Dilma

TSE capa

Na próxima quarta-feira (10/12), vence o prazo do TSE para divulgar os relatórios dos ministros daquela Corte sobre as contas de campanha dos candidatos nas eleições deste ano. Neste momento, vale retomar as suspeitas sobre como Gilmar Mendes, o “sortudo”, irá analisar dois processos sobre as contas de campanha de Dilma que lhe caíram nas mãos por “sorteio”.
Nunca é demais lembrar que, mês passado, foram “sorteados” no TSE com que ministros ficariam os processos referentes aos gastos e receitas do PT com a campanha de Dilma e os gastos e receitas da campanha da presidente propriamente ditos. No mesmo dia, hora e local, Gilmar foi ganhador dos dois sorteios.
Há quem acredite que foi uma “coincidência”…
Seja como for, com a proximidade da divulgação do relatório do carrasco oficial do PT no STF e no TSE sobre as contas de campanha de Dilma, as informações sobre o que deve acontecer vão chegando. As fontes citam vários fatos. Vamos a eles.
Em 2012, na véspera do julgamento do mensalão, a mídia moveu céus e terras contra a participação do ministro José Antonio Dias Tóffoli. Incontáveis matérias de O Globo, Estadão, Folha e Veja exigiam que o ex-Advogado Geral da União de Lula não participasse do julgamento, apesar de que não diziam uma só palavra contra o ex-AGU de Fernando Henrique Cardoso, Gilmar Mendes – se o primeiro era suspeito por ter servido ao PT, o segundo deveria ser suspeito por ter servido aos inimigos figadais do mesmo PT, certo?
Toffoli, pelo visto, ganhou a confiança da mídia. Presidente do TSE, magistrado das eleições de 2014, não sofreu qualquer questionamento da mídia ao longo do processo eleitoral deste ano. Sumiram as suspeitas contra ele graças a uma atuação contra Dilma e o PT que não seria muito diferente se tivesse partido de Gilmar.
O PT tem toneladas de questionamentos contra a atuação de Tóffoli ao longo do último processo eleitoral que oBrasil viveu, mas há um episódio em particular. Aquele que já foi considerado “ministro do PT no STF” decidiu, durante a campanha, que Dilma infringiu a lei ao usar o Palácio da Alvorada para dar entrevistas à imprensa (?!).
Toffoli foi derrotado no TSE, que considerou, com propriedade, que o Alvorada é a residência de Dilma e, assim, não seria cabível exigir que a presidente não pudesse usar sua residência – ainda que temporária – para prestar contas à imprensa. Aonde iria dar entrevista, no meio da rua? Por isso, a postura do “ministro do PT” foi considerada surreal pela campanha de Dilma.
O aparente oposicionismo de Tóffoli é apenas um ingrediente da pantomima que Gilmar e outros membros “de oposição” no TSE estão preparando para, na próxima quarta-feira, rejeitarem as contas de Dilma total ou parcialmente com base no que vem sendo chamado de “pelo em ovo”. Voltaremos a Tóffoli mais adiante.
Na semana passada, a Folha de São Paulo providenciou esse “pelo”. Confira, abaixo, a matéria “providencial” do jornal oposicionista e, em seguida, o post continua.

TSE 1

A empresa citada respondeu ao jornal no último domingo (7/12).

TSE 2
A investigação do TSE a que se refere a resposta da Folha é, na verdade, investigação de Gilmar Mendes no âmbito de sua “devassa” nas contas de campanha de Dilma, que só faltou convocar as Forças Armadas para ajudarem a “investigar”.
A confusão feita em torno da empresa-alvo de Gilmar parece fadada ao fracasso. A prática “denunciada” pela Folha não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. Porém, servirá para compor o espetáculo que se faz anunciar para esta semana.
Chega ao Blog, porém, a informação de que na base da argumentação de Gilmar contra as contas de Dilma estarão as acusações (sem provas) contra o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, no âmbito da Operação Lava Jato.
A tese de Gilmar contra as contas de Dilma se fará acompanhar daqueles discursos grandiloquentes e inflamados que o ministro do PSDB no STF e no TSE costuma fazer em suas decisões invariavelmente contrárias ao partido e a qualquer um de seus membros. Ele dirá ser impossível aprovar as contas de campanha dela no momento em que o tesoureiro de seu partido é alvo de acusações de envolvidos na Operação Lava Jato.
Como será “amarrada” essa teoria, não se sabe. Mas as informações que chegam é que será “mais ou menos por aí” que Gilmar armará seu espetáculo.
A tese de Gilmar contra as contas de campanha de Dilma terá que ser apreciada pelos sete ministros do TSE. Informalmente, já se tem uma boa ideia de como cada um deverá votar. Luiz Fux, Gilmar Mendes e João Otávio de Noronha (nomeado para o STJ pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e amigo do peito de Aécio Neves) são considerados votos certos contra Dilma.
Se dos sete ministros do TSE três são considerados votos certos contra Dilma, a decisão sobre as contas de campanha dela dependerá do único ministro de quem o voto parece ser difícil de adivinhar: Dias Tóffoli. Se ele continuar com a atitude anti-Dilma que adotou durante a campanha eleitoral, o golpismo terá quatro votos contra três naquela Corte.
Existe possibilidade de as contas de Dilma serem aprovadas totalmente ou aprovadas com alguma ressalva (parcialmente)? No julgamento monocrático de Gilmar, parece quase impossível. Após todos os recursos que ele mobilizou, aprovar sem ressalvas as contas de Dilma seria conferir um atestado de honorabilidade ao PT.
Alguém acredita que Gilmar fará isso?
Para concluir o post, leitor, convido-o a assistir, logo abaixo, a uma das mais recentes catilinárias de Gilmar contra a presidente da República e o seu partido no TSE. Note o tom, note a raiva, note a postura de membro da oposição que um JUIZ adota ao proferir seu voto. Aécio Neves não teria atacado a adversária de forma mais dura.


TSE capa Na próxima quarta-feira (10/12), vence o prazo do TSE para divulgar os relatórios dos ministros daquela Corte sobre as contas de campanha dos candidatos nas eleições deste ano. Neste momento, vale retomar as suspeitas sobre como Gilmar Mendes, o “sortudo”, irá analisar dois processos sobre as contas de campanha de Dilma que lhe caíram nas mãos por “sorteio”. Nunca é demais lembrar que, mês passado, foram “sorteados” no TSE com que ministros ficariam os processos referentes aos gastos e receitas do PT com a campanha de Dilma e os gastos e receitas da campanha da presidente propriamente ditos. No mesmo dia, hora e local, Gilmar foi ganhador dos dois sorteios. Há quem acredite que foi uma “coincidência”… Seja como for, com a proximidade da divulgação do relatório do carrasco oficial do PT no STF e no TSE sobre as contas de campanha de 
Dilma, as informações sobre o que deve acontecer vão chegando. As fontes citam vários fatos. Vamos a eles. Em 2012, na véspera do julgamento do mensalão, a mídia moveu céus e terras contra a participação do ministro José Antonio Dias Tóffoli. Incontáveis matérias de O Globo, Estadão, Folha e Veja exigiam que o ex-Advogado Geral da União de Lula não participasse do julgamento, apesar de que não diziam uma só palavra contra o ex-AGU de Fernando Henrique Cardoso, Gilmar Mendes – se o primeiro era suspeito por ter servido ao PT, o segundo deveria ser suspeito por ter servido aos inimigos figadais do mesmo PT, certo? Toffoli, pelo visto, ganhou a confiança da mídia. Presidente do TSE, magistrado das eleições de 2014, não sofreu qualquer questionamento da mídia ao longo do processo eleitoral deste ano. Sumiram as suspeitas contra ele graças a uma atuação contra Dilma e o PT que não seria muito diferente se tivesse partido de Gilmar. O PT tem toneladas de questionamentos contra a atuação de Tóffoli ao longo do último processo eleitoral que o Brasil viveu, mas há um episódio em particular. Aquele que já foi considerado “ministro do PT no STF” decidiu, durante a campanha, que Dilma infringiu a lei ao usar o Palácio da Alvorada para dar entrevistas à imprensa (?!). Toffoli foi derrotado no TSE, que considerou, com propriedade, que o Alvorada é a residência de Dilma e, assim, não seria cabível exigir que a presidente não pudesse usar sua residência – ainda que temporária – para prestar contas à imprensa. Aonde iria dar entrevista, no meio da rua? Por isso, a postura do “ministro do PT” foi considerada surreal pela campanha de Dilma. O aparente oposicionismo de Tóffoli é apenas um ingrediente da pantomima que Gilmar e outros membros “de oposição” no TSE estão preparando para, na próxima quarta-feira, rejeitarem as contas de Dilma total ou parcialmente com base no que vem sendo chamado de “pelo em ovo”. Voltaremos a Tóffoli mais adiante. Na semana passada, a Folha de São Paulo providenciou esse “pelo”. Confira, abaixo, a matéria “providencial” do jornal oposicionista e, em seguida, o post continua. TSE 1 A empresa citada respondeu ao jornal no último domingo (7/12). TSE 2 A investigação do TSE a que se refere a resposta da Folha é, na verdade, investigação de Gilmar Mendes no âmbito de sua “devassa” nas contas de campanha de Dilma, que só faltou convocar as Forças Armadas para ajudarem a “investigar”. A confusão feita em torno da empresa-alvo de Gilmar parece fadada ao fracasso. A prática “denunciada” pela Folha não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. Porém, servirá para compor o espetáculo que se faz anunciar para esta semana. Chega ao Blog, porém, a informação de que na base da argumentação de Gilmar contra as contas de Dilma estarão as acusações (sem provas) contra o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, no âmbito da Operação Lava Jato. A tese de Gilmar contra as contas de Dilma se fará acompanhar daqueles discursos grandiloquentes e inflamados que o ministro do PSDB no STF e no TSE costuma fazer em suas decisões invariavelmente contrárias ao partido e a qualquer um de seus membros. Ele dirá ser impossível aprovar as contas de campanha dela no momento em que o tesoureiro de seu partido é alvo de acusações de envolvidos na Operação Lava Jato. Como será “amarrada” essa teoria, não se sabe. Mas as informações que chegam é que será “mais ou menos por aí” que Gilmar armará seu espetáculo. A tese de Gilmar contra as contas de campanha de Dilma terá que ser apreciada pelos sete ministros do TSE. Informalmente, já se tem uma boa ideia de como cada um deverá votar. Luiz Fux, Gilmar Mendes e João Otávio de Noronha (nomeado para o STJ pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e amigo do peito de Aécio Neves) são considerados votos certos contra Dilma. Se dos sete ministros do TSE três são considerados votos certos contra Dilma, a decisão sobre as contas de campanha dela dependerá do único ministro de quem o voto parece ser difícil de adivinhar: Dias Tóffoli. Se ele continuar com a atitude anti-Dilma que adotou durante a campanha eleitoral, o golpismo terá quatro votos contra três naquela Corte. Existe possibilidade de as contas de Dilma serem aprovadas totalmente ou aprovadas com alguma ressalva (parcialmente)? No julgamento monocrático de Gilmar, parece quase impossível. Após todos os recursos que ele mobilizou, aprovar sem ressalvas as contas de Dilma seria conferir um atestado de honorabilidade ao PT. Alguém acredita que Gilmar fará isso? Para concluir o post, leitor, convido-o a assistir, logo abaixo, a uma das mais recentes catilinárias de Gilmar contra a presidente da República e o seu partido no TSE. Note o tom, note a raiva, note a postura de membro da oposição que um JUIZ adota ao proferir seu voto. Aécio Neves não teria atacado a adversária de forma mais dura.