Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Livro de Ali Kamel que nega racismo vira mico e some das livrarias

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Em Julho, o episódio da “moça do tempo” do Jornal Nacional, Maria Júlia Coutinho, a Majú, atacada pelo Facebook por uma horda de racistas; no primeiro dia de novembro, caso idêntico ocorre, na mesma rede social, com a atriz global Taís Araújo.
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No Brasil, episódios de racismo se repetem aos milhares a cada dia com pessoas comuns, mas, de quando em quando, ganham notoriedade por ocorrerem com celebridades como as supracitadas.
Destarte, casos de racismo envolvendo celebridades, ainda que pareçam negativos, servem para rebater uma tese absurda surgida em 2006 e que chegou a ganhar adeptos nos estratos sociais mais “elevados”.
Em 2008, uma novela da Globo tratou de fazer merchandising de uma obra improvável em um país em que, apesar das evidências em contrário, o racismo é tão ou mais intenso do que em países nórdicos, apesar de,segundo o IBGE, mais de 50% dos brasileiros se declararem afrodescendentes.

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A tentativa da Globo de popularizar a teoria de seu diretor de jornalismo não se contentou só com merchandising em novelas. O telejornalismo Global também tratou de dar uma forcinha àquela porcaria.
Como o leitor já sabe, a tese sobre não existir racismo no Brasil foi popularizada, àquela época, por um livro escrito pelo diretor de jornalismo da Globo, Ali Kamel, autor de “Não somos racistas”.
O livro veio a calhar para os grupos político-ideológios que combatem a política de cotas “raciais” nas universidades públicas. Se tivesse sido escrito sob encomenda desses grupos, não poderia ser mais benéfico para teoria tão absurda quanto a de que não há racismo em nosso país.
A tese que Kamel apresenta em sua “obra” é maluca. Não haveria racismo no país porque ser racista teria se tornado “socialmente reprovável”. Além disso, o bambambam do jornalismo global afirmou uma enormidade: “O branco pobre teria a mesma dificuldade de acesso à educação que um negro pobre”.
Análise dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010, porém, mostrou que, graças a política de cotas do governo Lula, o percentual de negros no ensino superior passou de 10,2% em 2001 para 35,8% em 2011.
Ou seja, apesar de descendentes de negros serem mais da metade da população brasileira, ocupam apenas 1/3 das vagas no ensino superior.
Seja como for, com extrema popularização do acesso à internet que o país experimentou nos anos seguintes ao lançamento do livro de Kamel, o racismo, que antes era velado, começou a ser visto com grande intensidade.
A sensação de impunidade que o anonimato na internet confere permitiu que o país assistisse a um circo de horrores. Nas últimas eleições presidenciais, a cada vitória do PT onda de racismo contra negros e nordestinos explodiu nas redes sociais.
É por essas é por outras que um pacote de 25 telegramas da embaixada dos Estados Unidos em Brasília e do consulado em São Paulo redigidos entre 2004 e 2009 e vazados pelo WikiLeaks em 2011 mostrou que diplomatas americanos informaram ao seu governo que “Muitos (brasileiros) alegam que o racismo não existe, apesar das evidências esmagadoras do contrário“.
Tudo isso contribuiu para tornar risível o livro de Kamel. Essa talvez seja a razão de um fenômeno bastante interessante que o Blog detectou após o episódio envolvendo Taís Araújo.
A “obra” do diretor de jornalismo caiu no ostracismo, condenada à lata de lixo da história. Quem quiser comprar um exemplar novo de “Não somos racistas”, atualmente, não terá a mesma facilidade do que se quisesse comprar uma obra relevante.
Uma mera pesquisa nas principais livrarias de São Paulo revela que, atualmente, só se consegue comprar um exemplar de “Não somos racistas” sob encomenda.
O Blog pesquisou a disponibilidade do livro na Livraria Cultura, na Livraria da Folha, na Companhia dos Livros e outras. Em todas, a mesma situação. Não somos racistas, que só teve uma edição apesar da ampla publicidade nas novelas e telejornais da Globo, só pode ser comprado sob encomenda à editora.
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Tudo somado, por mais revoltantes que sejam esses episódios de racismo contra celebridades como as belas Majú e Taís Araújo, eles são são úteis à sociedade para sepultar bobagens como a que o diretor de jornalismo da Globo transformou em livro.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Lula, o homem sem medo

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 eduguim
A vós que vos deixais mortificar por esse bombardeio de injustiças sobre o homem que operou o milagre da libertação de dezenas de milhões de brasileiros dos grilhões da pobreza e que promoveu a maior distribuição de renda já vista neste país, serenai vossos espíritos.
Todo aquele que contemplou com lucidez o olhar de Luiz Inácio Lula da Silva sabe que em sua alma o medo não se cria.
Perscrutei os espelhos de sua alma em busca de uma réstia de hesitação, de uma sombra de medo, de um fiapo de insegurança, mas não encontrei. Do olhar de Lula emana, tão-somente, energia que poderia iluminar uma nação.
Enquanto conversávamos, não prestava tanta atenção às palavras. Refletia sobre aquela figura mítica que tinha diante de mim. E sobre os inimigos poderosos que lhe espreitam cada passo, cada palavra, cada gesto.
Perguntava-me como podia se manter tão sereno e confiante a despeito da horda que anseia destruir não apenas o homem, mas as ideias que representa.
Disse a Lula que me preocupava com o ódio que lhe dedicam porque adentra o terreno do sobrenatural. O ódio que atraiu contra si ao pregar igualdade entre os brasileiros, converteu-se em religião. E o que é pior: os portadores desse ódio dispõem de recursos extraordinários.
Confesso que passei minutos intermináveis tentando enxergar nele algum medo do futuro, das conspirações que germinavam enquanto conversávamos, mas nada encontrei.
Tal era a serenidade em seu olhar enquanto eu listava tudo que poderia lhe suceder que cheguei a supor que ele não se dava conta dos riscos que corria. Insisti nesses riscos, mas ele não se abalava. Optei, então, por não perder mais tempo e direcionei a conversa para o quadro político, que ele já sabia que evoluiria como tem evoluído.
Se alguém pensa que Lula está surpreso com tudo que está acontecendo, engana-se. Há cerca de um ano ele já previa até onde seus inimigos iriam. E já imaginava que, em caso de surgirem maiores problemas na economia, os fracos de espírito o abandonariam.
Perguntei se não se arrependia de ter dado tanto poder à Polícia Federal e ao Ministério Público, de não ter engendrado mecanismos para se proteger caso toda essa liberdade a esses órgãos fosse usada para atacá-lo.
Não se arrepende. Para ele, o problema do Brasil sempre foi o medo que seus antecessores tiveram de dar liberdade aos órgãos de controle.
Lula acredita que os abusos que estão praticando contra si fazem parte do processo de amadurecimento de nossas instituições, e que caso seus inimigos voltem ao poder descobrirão que não há mais como se protegerem através do aparelhamento da Justiça, do MP ou da PF como o que promoveu Fernando Henrique Cardoso.
Nunca me esquecerei da serenidade de Lula diante do calvário contra si que já se anunciava e do qual ele tinha plena consciência.
Quando vejo muitos dos que o apoiam ficar mortificados diante das injustiças que ele vem sofrendo – como eu mesmo fico, inclusive -, busco coragem na lembrança de sua serenidade, de sua coragem, de sua fé inquebrantável na verdade e na justiça.
Homens como Lula não se dobram, não se amofinam, não desanimam. Para pessoas como ele, cada batalha perdida é uma lição e cada vitória é apenas mais um passo de uma jornada que não é só sua, mas de todos os viventes.
Uma jornada em busca da justiça social.
Ele certamente não se desespera diante das calúnias contra sua família – que jamais lucrou com seu sucesso estrondoso na política – enquanto familiares dos adversários amealham fortunas sem qualquer explicação razoável, como no caso da filha de José Serra, quem, há um par de anos, comprou, em sociedade com o homem mais rico do Brasil, parte de um negócio no valor de cem milhões de reais – e sem ninguém saber a origem de tanto dinheiro.
Lula não se desespera porque já esperava por isso. Ele já sabia que perscrutariam sua vida e a de sua família em busca de alguma mera evidência que pudessem usar. E sabe que não encontrarão.
Você perguntará: mas e se forjarem alguma coisa? Não importa. Ele não se deixará abater. Não tem medo. Inexplicavelmente, ele não teme a adversidade. Lula se considera filho da adversidade, pois foi através dela que se tornou o político mais importante do país.
Quando lembro da coragem que vislumbrei no olhar de Lula, chego a sentir vergonha de, vez por outra, deixar-me mortificar pelas injustiças que sofre. Então, inspirado nele, persisto. Tento fazer da força dele a minha força. Sugiro a você que pensa como eu, que faça o mesmo.

PF, MP e Justiça. A classe média deu o Golpe

Lula e Dilma - republicanamente – sempre escolheram (mal) o primeiro da lista tríplice dos procuradores federais.
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Do amigo navegante Marcos Maurilio de Oliveira:
Cada vez eu mais me convenço de que as Instituições do ESTADO estão todas a serviço
das nossas Elites, dos nossos Conservadores e da CASA GRANDE E SENZALA e, por incrível
que possa parecer, contrárias àqueles que sempre lutaram a favor dos pobres e dos menos
favorecidos, pois os acontecimentos vem corroborar essa triste e deprimente situação! Não
há mais como justificar a leniência do PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA - PGR, Rodrigo
Janot, em relação ao MACHÃO DO LEBLON, pois existem provas robustas e consistentes, já
em seu poder, que comprovam que ELE foi o autor intelectual, assim como beneficiário, do esquema de desvio de recursos da Estatal FURNAS!

sábado, 31 de outubro de 2015

Sr. Promotor, com a devida vênia, o senhor é o retrato da estupidez

POR  · 31/10/2015
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O promotor Jorge Marum, de Sorocaba, que ganhou notoriedade por publicar em seu facebook,   edificante comentário  sobre a pergunta no Enem – segundo ele o “Exame Nacional-Socialista da Doutrinação Sub-Marxista”  – onde Simone de Beauvoir diz que uma mulher “não nasce mulher, torna-se mulher”, mostra como a elite que se adona das instituições brasileiras tornou-se estúpida.
” Aprendam jovens: mulher não nasce mulher, nasce uma baranga francesa que não toma banho, não usa sutiã e não se depila. Só depois é pervertida pelo capitalismo opressor e se torna mulher que toma banho, usa sutiã e se depila”
Evidente que a “baranga francesa” é um personagem do século 20, enquanto o Dr. Marum é apenas um troglodita do 21, destes que se pode encontrar nos botequins da madrugada, cuspindo para o lado e classificando as mulheres que passam em “gostosas” ou “barangas”, cogitando se tomaram banho ou se estão de sutiã.
Perfeitamente, nada de original se o indigitado personagem daí a pouco saísse rumo a sua cotidiana função de vender pepinos na feira, gritando que “moça bonita não paga, mas também não leva”  – com o devido perdão aos feirantes, gente boa e trabalhadeira. Há disso na vasta fauna humana e é para isso que as ideias progridem, para ir retirando pessoas da barbárie.
E nem é assim a maioria dos humildes, porque aprendi a ser respeitoso com um pintor de paredes, que mal garatujava o nome e nunca ouviu falar de Beauvoir ou Sartre, lá no Iapi de Realengo.
Mas o Dr. Marum, não.
Porque ele tem uma investidura da qual não está livre jamais em público, porque é promotor de Justiça e tem poder  sobre a vida, a liberdade e o convívio humano.
Mais, porque tem recursos intelectuais que lhe permitem avaliar a extensão do que faz e do que diz publicamente, e dizer no facebook é dizer publicamente.
E faz tempo que vem dizendo o que é.
Já em 2011, afirmava que ” contra o pensamento único, serei sempre minoria, mesmo que só restem eu e o Reinaldo Azevedo!”
Infelizmente, Dr. Marum, existem mais.
Muitos, inclusive, ascendidos ao Ministério Público e até à Magistratura porque, bem escolarizados e em geral à custa dos recursos  de universidades públicas, puderam passar em um concurso que lhes garante bons salários e uma condição próxima da divindade.
Como tem recursos de erudição, o Dr. Marum, bom covarde que é, apaga seus comentários e diz que fez, “apenas”, uma ironia.
Pior a emenda, doutor, porque ironia é dizer o contrário do que se quer dizer e em questões femininas repare da diferença da ironia de Mario de Andrade sobre as mulheres da aristocracia paulista: “Moça linda bem tratada,/três séculos de família,/burra como uma porta:/um amor!
Veja, Dr. Marum, que o grande autor paulista retrata,  com o talento que lhe falta, a condição desejada às mulheres naquela São Paulo que o senhor endeusa, a da sociedade paulistana dos anos 30.
Diz o contrário do que deseja, porque deseja o contrário do que diz, enquanto o senhor diz exatamente o que pensa, mesmo num sentido vergonhoso do que seja o verbo pensar.
O senhor é uma pobreza mental, embora regiamente paga pelo sofrido povo brasileiro para castigá-lo.
Mas é também uma prova de que a “meritocracia”, hoje resumida a passar num concurso público, está fazendo com o nosso país.
Gente que recebeu tudo, desde a escola até um alto cargo,  do povo brasileiro, das pessoas humildes que lhe custearam os estudos e lhe pagam o salário virarem isso: uma estranha ironia, onde se diz o que ninguém  merece ouvir.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Quem elegeu Cunha que embale; não cobrem do PT sua cassação

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Confesso que estou perdendo a paciência. E o que me leva a dizer isso nem é o maior dos absurdos que se vê no cenário político, é só mais um. Qual seja, a avalanche de cobranças ao PT para que peça oficialmente a cassação de Eduardo Cunha.
Como assim? O PT?! Por que? Por acaso foi o PT que elegeu Cunha presidente da Câmara?!
Quem vê o noticiário, pensa que o Congresso inteiro quer derrubar Cunha e só o PT não adere. Vamos dar uma volta por esse noticiário para conferir, para que não digam que estou exagerando.
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Ufa! Parece muito a você? Pois saiba que não é nem uma fração não só das reportagens, mas também da virtual avalanche de textos opinativos – colunas, editoriais, artigos – que cobram que o PT resolva a merda que fizeram PSDB, DEM, PSB, PMDB e outros bichos em fevereiro deste ano, quando elegeram alguém como Eduardo Cunha para presidir a Câmara dos Deputados.
Agora eu pergunto: por que o PT? Por que não cobram do PSDB que crie vergonha na puta da cara e traga seu discurso “ético” para a realidade parando de apoiar o gangsterismo com que Cunha atua para se manter no cargo e, portanto, protegido das investigações?
Todos sabem que Cunha tem uma tropa de choque na Câmara que usa para intimidar seus pares. O tal “Paulinho da Força”, talvez o mais notório pau-mandado de Cunha – que declarou que estará com ele “até o fim” -, apresentou denúncia contra o mandato do líder do PSOL, Chico Alencar, e pediu sua cassação.
Sou insuspeito de apoiar o PSOL, mas quem, em sâ consciência, pode acreditar em acusação de corrupção contra esse parlamentar? Pode-se acusar o PSOL de tudo, menos de se envolver em negociatas – até porque não tem como, pois não tem poder para barganhar.
Sabe como Cunha consegue praticar esses atos de gangsterismo à luz do sol, leitor? Graças ao PSDB em peso e, em menor proporção, a parte do PMDB e de outros partidos da base aliada ou da oposição, o dito “baixo clero” que colocou Cunha “naquela” cadeira da qual comanda toda sorte de picaretagens.
Apesar disso, sou surpreendido por alguns leitores de boa-fé e preocupados com o noticiário acima, que me perguntam “até onde são verdadeiras” essas “notícias” sobre a “leniência do PT” com Cunha, reproduzidas acima.
É o poder da mídia de propor ideias distorcidas ao público. A massividade e a esperteza de quem produz essas notícias é tal que consegue fazer até simpatizantes do PT ficarem preocupados pelo fato de o partido não peitar Cunha sozinho.
Sim, porque o que a mídia tucana e a oposição mais querem é que o PT e o governo Dilma invistam com força contra Cunha para ele colocar o impeachment em pauta e transformar a governança do país em uma roleta, pois, apesar de o STF estar disposto a barrar deformações da lei para “facilitar” a derrubada de Dilma, se houver número para votar seu impedimento obviamente que não haverá como evitar.
Ora, note-se que é uma operação muito bem arquitetada. Primeiro, produzem uma leva de pesquisas mostrando que a popularidade de Dilma continua baixa – e, mesmo se tivesse melhorado um pouco (e não deve ter melhorado), pesquisa alguma registraria. Em seguida, mais uma avalanche de números ruins sobre a economia.
Acuados pela opinião pública, os deputados poderiam resolver, vá lá, lavar as mãos e empurrar para o Senado a decisão sobre o mandato da presidente, quem, nesse momento, teria que se afastar do cargo.
É tudo que a oposição e (grande) parte do PMDB querem.
O mais provável é que isso não aconteça, mas não é certeza. A oposição e a mídia querem jogar com a sorte. Vai que…
Entendeu, leitor?
Ora, o PT até poderia propor a cassação de Cunha, mas desde que fosse viável. Porém, é óbvio que PMDB e PSDB, os fieis da balança, não o acompanhariam. Aí, o PT pede, não consegue e Cunha se vinga jogando o país em meses a fio de incertezas que tratarão de afundar ainda mais a economia, criando um caos que muitos ainda não entenderam que é justamente o que a direita midiática quer.
É isso mesmo, meu prezado leitor: a oposição aposta no caos, conta com ele, anseia por ele. Caos na economia, caos institucional. Em tal situação, entraria triunfante em cena, tomando o poder sem qualquer dificuldade, propondo a uma sociedade desesperada que lhe permita “resolver o problema deixado pelo governo inconpetente de Dilma”.
Não caia nessa, PT. Derrubar Cunha não é sua responsabilidade. Além disso, quem deve derrubá-lo em breve não é o Legislativo, mas o Judiciário, pois sua situação está ficando cada vez mais insustentável.
Sobre a imagem no alto deste post, caso alguém não tenha matado a charada sobre quem é o político que mostra, eis a solução do quebra-cabeça. Trata-se de um híbrido dos dois políticos da foto abaixo.
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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Juiza que investiga filho de Lula é irmã do prefeito tucano de Blumenau

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A leitura do despacho da juíza federal Celia Regina Ody Bernardes Carrer, que determinou a operação de busca e apreensão na empresa do filho de Lula Luiz Cláudio espanta pela contudência. Ela determinou que até pessoas que estivessem no local sofresse revista corporal.
Além disso, a juíza determinou que os familiares do alvo da operação não tivessem acesso à acusação visando preservar o “sigilo das investigações”, apesar de que tudo foi parar na mídia minutos após seu despacho.
Diante do ineditismo de uma operação como essa sem que o nome do filho de Lula sequer constasse da operação Zelotes – que seria o objeto da investigação que desembocou na operação no escritório de Luiz Cláudio -, muitos começaram a questionar a atitude dessa juíza.
Foi o que bastou para a Folha de São Paulo divulgar que Celia Regina seria “de esquerda”, de forma a afastar suspeitas de que sua decisão tenha tido motivação política. Confira, abaixo, coluna de Rogério Gentile na edição de 29 de outubro desse jornal.
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Circula pela internet, porém, informação que o colunista da Folha esqueceu de repassar aos seus leitores. Celia Regina é irmã de Napoleão Bernardes, prefeito de Blumenau desde 1o de janeiro de 2013.
O site que divulgou a informação reproduziu notícia veiculada pela Rádio Clube de Blumenau, onde Napoleão fez carreira antes de se tornar prefeito da cidade. Segundo a matéria, Napoleão foi a Brasília em 2011 para prestigiar a posse da irmã Celia Regina como juíza federal.
Como o site que divulgou essa informação postou apenas um print da matéria, o Blog fez uma busca e descobriu que essa matéria foi apagada, mas pode ser acessada em cache – recurso que permite localizar postagens na internet que depois são apagadas.
Confira, abaixo, o print. Para acessar a página em cache, clique aqui
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Se restar qualquer dúvida, basta acessar o perfil de Napoleão na Wikipedia, onde aparece o nome de sua mãe: Maria Celia Ody Bernardes.
Há muita coisa na internet sobre Celia Regina que sugere que ela é simpática ao PSDB. Na eleição do ano passado, quando a campanha de Aécio Neves acusou os Correios de atuarem em favor de Dilma, a empresa tentou notificar o tucano por via judicial de que sua acusação era caluniosa e poderia gerar uma ação judicial. Adivinhe, leitor, quem julgou a tentativa dos Correios de notificar Aécio e deu parecer favorável a ele? Ela mesma, Regina Célia.
Para ler a matéria, clique aqui
Será que o Conselho Nacional de Justiça tem alguma coisa a dizer sobre a conduta dessa juíza? Pelos seus laços políticos e familiares, ela deveria se declarar impedida de atuar contra o filho de um inimigo político de seu irmão.

O que o Jornal Nacional não está noticiando sobre a Operação Zelotes: quem pagou propina de R$ 11,7 milhões?

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Sirotski, da RBS (esquerda) e Marinho: o que não interessa a gente esconde…

23/10/2015 – Copyleft

RBS, afiliada da Globo, pagou R$ 11,7 milhões para conselheiro do CARF

A Operação Zelotes apura o envolvimento de funcionários públicos e empresas no esquema de fraude fiscal que pode ter causado um prejuízo de R$ 19,6 bilhões

Najla Passos, na Carta Maior

Documentos sigilosos vazados nesta quinta (22) comprovam que o Grupo RBS, o conglomerado de mídia líder no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, pagou R$ 11,7 milhões à SGR Consultoria Empresarial, uma das empresas de fachada apontadas pela Operação Zelotes como responsáveis por operar o esquema de tráfico de influência, manipulação de sentenças e corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), o órgão vinculado ao Ministério da Fazenda que julga administrativamente os recursos das empresas multadas pela Receita Federal.

A SCR Consultoria Empresarial é umas das empresas do advogado e ex-conselheiro do CARF, José Ricardo da Silva, indicado para compor o órgão pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e apontado pela Polícia Federal (PF) como o principal mentor do esquema.

Os documentos integram o Inquérito 4150, admitido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na última segunda (19), que corre em segredo de justiça, sob a relatoria da ministra Carmem Silva, vice-presidente da corte.

Conduzida em parceria pela PF, Ministério Público Federal (MPF), Corregedoria Geral do Ministério da Fazenda e Receita Federal, a Operação Zelotes, deflagrada em março, apurou o envolvimento de funcionários públicos e empresas no esquema de fraude fiscal e venda de decisões do CARF que pode ter causado um prejuízo de R$ 19,6 bilhões aos cofres públicos.

Segundo o MPF, 74 julgamentos realizados entre 2005 e 2013 estão sob suspeição.

As investigações apontam pelo menos doze empresas beneficiadas pelo esquema. Entre elas a RBS, que era devedora em processo que tramitava no CARF em 2009.

O então conselheiro José Ricardo da Silva se declarou impedido de participar do julgamento e, em junho de 2013, o conglomerado de mídia saiu vitorioso.

Antes disso, porém, a RBS transferiu de sua conta no Banco do Rio Grande do Sul, entre setembro de 2011 e janeiro de 2012, quatro parcelas de R$ 2.992.641,87 para a conta da SGR Consultoria Empresarial no Bradesco. 
 
Dentre os documentos que integram o Inquérito 4150 conta também a transcrição de uma conversa telefônica entre outro ex-conselheiro do Carf, Paulo Roberto Cortez, e o presidente do órgão entre 1999 e 2005, Edison Pereira Rodrigues, na qual o primeiro afirmava que José Ricardo da Silva recebeu R$ 13 milhões da RBS.

“Ele me prometeu uma migalha no êxito. Só da RBS ele recebeu R$ 13 milhões. Me prometeu R$ 150 mil”, reclamou Cortez com o então presidente do Carf.
 
Suspeitos ilustres
 
Os resultados das investigações feitas no âmbito da Operação Zelotes foram remetidos ao STF devido às suspeitas de participação de duas autoridades públicas com direito a foro privilegiado: o deputado federal Afonso Motta (PDT-RS) e o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes.

O deputado foi vice-presidente jurídico e institucional da RBS, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul. Os termos de sua participação no esquema ainda são desconhecidos.
 
Nardes, mais conhecido por ter sido o relator do parecer que rejeitou a prestação de contas da presidenta Dilma Rousseff relativa ao ano de 2014, por conta das polêmicas “pedaladas fiscais”, é suspeito de receber R$ 2,6 milhões da mesma SGR Consultoria, por meio da empresa Planalto Soluções e Negócios, da qual foi sócio até 2005 e que ainda hoje permanece registrada em nome de um sobrinho dele.

Processo disciplinar

Nesta quinta (22), a Corregedoria Geral do Ministério da Fazenda anunciou a instalação do primeiro processo disciplinar suscitado pelas investigações da Operação Zelotes. Em nota, o órgão informou que o caso se refere a uma negociações para que um conselheiro do CARF pedisse vistas de um processo, sob promessa de vantagem econômica indevida, em processo cujo crédito tributário soma cerca de R$ 113 milhões em valores atualizados até setembro.



LULA REAGE A DENÚNCIAS: “NÃO VAI TERMINAR NUNCA?”

Quem é o delegado Reinaldo Sobrinho da Zelotes?

O que ele fazia com os investigados?
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O delegado Reinaldo trabalhou com Richa e os delegados grampeadores
Conversa Afiada reproduz o item #37 do documento em que a Juíza Bernardes aceitou o jabuti para vasculhar a empresa do filho do Lula:

DETERMINO que a autoridade policial providencie vista dos autos ao MPF (17.1) para que possa acompanhar as medidas ora deferidas e também (17.2) para que informe o juízo acerca das providências tomadas para esclarecer: (17.2.1) em que circunstâncias ocorreu a visita realizada por Reinaldo de Almeida Cesar Sobrinho, Delegado de Polícia Federal que já atuou no Núcleo de Inteligência Policial, ao investigado FERNANDO CESAR DE MOREIRA MESQUITA; (17.2.2) o fato de
ter sido encontrado, na residência do investigado ALEXANDRE PAES DOS SANTOS, Relatório de Inteligência Policial da Polícia Federal (fls. 541/545);

A Juíza manda aí o Ministério Público Federal investigar o contato do delegado Reinaldo Sobrinho com investigado na casa de outro investigado.

Como é que é que?

Quem é o desatento delegado, que foi convocado para a força tarefa para investigar a Zelotes e que, em vez de vasculhar a Globo (RBS), vai atrás do auxiliar do Vanderlei Luxemburgo?

E se mete com investigado na casa de investigado?

Pra tratar de futebol americano?

Comentar o Super Bowl?

O desatento delegado foi o primeiro Secretário de Segurança do governador Richa, o patrono dos professores do Paraná.

Depois foi sucedido por notável delegado da PF, aquele que corre de professor, o impoluto Franceschini.

O delegado servia na Superintendência da PF do Paraná, onde a turma grampeia mictório de preso!

Viva a PF republicana do zé da Justiça.

De lá foi para a Zelotes.

O desatento delegado Sobrinho aparece também numa gravação da turma do notável empresário Carlinhos Cachoeira.

A Zelotes não encana empresário.

Mas se prepara para prender o filho do Lula e destituir a Dilma.

Com a notável contribuição do delegado Reinaldo Sobrinho.

O que o MPF fará para cumprir essa determinação da Juíza?

Provavelmente nada.

O MPF se afogou nas águas turvas de Furnas!

Veja os documentos:
Atualmente o delegado Dobrinho está lotado na Superintendência da PF em Curitiba.

Reinaldo de Almeida Cesar Sobrinho - De Abr/2010 a Fev/2011

Reinaldo de Almeida Cesar é bacharel em Direito pela Universidade Federal do Paraná. Ingressou na Policia Federal como delegado, em 1997 e está na ativa, posicionado na Classe Especial. Entre outras atividades, chefiou a Divisão de Cooperação Policial Internacional (Interpol) e foi instrutor de Policia Judiciária, na Academia da PF. Foi chefe da Assessoria Parlamentar da Policia Federal na gestão Agilio Monteiro Filho e atuou como porta-voz da Polícia Federal durante a gestão Armando Possa. Integrou o Gabinete de Crises da Presidência, no primeiro governo Lula e coordenou a missão de segurança prevista pela lei eleitoral, para o candidato do PSDB à presidência da República, nas eleições de 2006. Atuou como presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) de abril de 2010 até abril de 2012.

Leia na Gazeta do Povo:

Futuro secretário de segurança responde por desvio de verba

E na Folha de Maringá:

Revista Época insinua que Carlinhos Cachoeira indicou o secretário da Segurança do PR