Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

domingo, 11 de setembro de 2016

Enquanto Lula for elegível, o golpe não estará consumado


lula-capa

O anúncio da reforma trabalhista do governo Temer – que prevê aumento da jornada de trabalho de 8 para 12 horas – serviu para começar a despertar a sociedade. A proposta caiu como uma bomba e, como de costume, apesar de as medidas terem sido anunciadas pelo ministro do Trabalho, sobreveio desmentido do governo.

Porém, todos sabemos que o ministro falou demais e antes da hora, mas que ele apenas externou os planos do governo.

O anúncio dos planos do governo de piorar as condições de trabalho dos brasileiros, em pleno processo eleitoral, deixou-me bastante surpreso. Não esperava o anúncio das previsíveis medidas de retirada de direitos antes do fim da campanha eleitoral. É por isso que sobreveio o desmentido.

Mas bastou o anúncio da enormidade de aumentar de 8 para 12 horas a jornada de trabalho (sem contrapartida do aumento dos salários) para eclodir forte mobilização dos trabalhadores. Na mesma sexta-feira em que o ministro do Trabalho deu a declaração bombástica foi convocada mobilização com o presidente Lula, com o prefeito Fernando e com a CUT.

O evento ocorreu na quadra de esportes do Sindicato dos Bancários de São Paulo e este blogueiro esteve presente.

Ao chegar à quadra dos bancários, encontro o secretário municipal de Saúde de São Paulo, Alexandre Padilha, que me levou para conversar com Lula, quem encontrei em um camarim com mais umas sete ou oito pessoas, preparando-se para ir ao palco montado na quadra, onde centenas e centenas de pessoas o aguardavam.

lula-1

Conversei com o “presidente” Lula por uns 15 ou 20 minutos e, após a conversa, tive certeza de que a única chance de escaparmos da farsa montada para devolver o poder à direita é evitar que ele seja alvo de uma manobra criminosa para inviabilizá-lo eleitoralmente, de modo a impedir que o povo o reconduza ao poder.

E, com efeito, apesar de todo massacre que Lula continua sofrendo, ele ainda é o único político de esquerda, atualmente, capaz de enfrentar a direita e vencê-la, como mostra a última pesquisa Datafolha sobre a sucessão presidencial de 2018.

lula-2Na conversa com o ex-presidente, ele me relatou sua percepção sobre a campanha empreendida por autoridades, partidos de direita e pela mídia para impedir que participe da eleição de 2018.

Lula afirma, de forma convincente, que não haverá como condená-lo definitivamente pelas razões alegadas pelos seus inimigos, mas acha que poderá sofrer condenação em primeira instância com vistas a enquadrá-lo na Lei da Ficha Limpa, de forma a impedir que dispute a eleição presidencial daqui a dois anos.

Vendo Lula em ação nessa oportunidade, foi fácil entender por que a direita o teme tanto. Gravei os momentos iniciais da apresentação dele na quadra dos bancários. Fui convidado a ficar com ele no palco e, assim, gravei a entrada de seu grupo em cena e os primeiros momentos de sua apresentação.






Diante do que vi e do que ouvi de Lula, e refletindo muito, cheguei à conclusão de qual deve ser o plano principal para a esquerda até 2018 e esse plano tem que ser centrado exclusivamente nele, naquele que uma parte imensa dos brasileiros quer hoje que volte ao poder.

Após dois anos de governo Temer, Lula conseguirá se eleger com um pé nas costas.
Os setores democráticos e pensantes da sociedade têm que assumir defesa intransigente de Lula. É preciso iniciar uma onda de manifestações a favor dele, ou melhor, em defesa do ex-presidente, pois a direita irá tentar prendê-lo ou impedi-lo de disputar eleições sob alguma desculpa.

Todos sabem desses planos, mas, neste momento, ninguém está se mexendo em defesa de Lula sendo que é ele o principal alvo dos golpistas e dos setores partidarizados do Judiciário, do Ministério Público, da Polícia Federal e da mídia.

Há que iniciar uma campanha nacional em defesa de Lula. Essa campanha, aliás, deve chegar ao exterior. Missões devem ser enviadas a outras nações, Lula deve ocupar a mídia internacional e denunciar que está sendo alvo de uma tentativa ditatorial de prendê-lo ou condená-lo judicialmente para tirá-lo da disputa política.

Enquanto Lula estiver livre e elegível, o golpe não estará consumado.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Vice do Janot: o escárnio é total! Lembra do Aecím, o mais chato? O canalha do Requião?

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Governador dá posse ao Andrada que Janot herdou (Créditos: Wellington Pedro/Imprensa MG)
No G1:
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, indicou nesta quinta-feira (8) o subprocurador José Bonifácio Borges de Andrada para o cargo de vice-procurador-geral da República. Andrada vai substituir a procuradora Ela Wiecko no segundo posto mais importante da Procuradoria Geral da República (PGR).
José Bonifácio Borges de Andrada foi Advogado-Geral do Estado de Minas Gerais, de 2003 a 2010, durante o governo Aécio. Foi Advogado-Geral da União em 2002, no final do governo FHC.



Na Lista de Furnas... Toninho Andrada é o irmão de José Bonifácio. Foi deputado estadual e é o atual Prefeito de Barbacena. Largou o TCE/MG para disputar a prefeitura daquela cidade em 2012 pelo PSDB. Atualmente está no PSB e é candidato à reeleição.

Escárnio total!

Assinado: Mineirinho Afiado

Não era brincadeira: jornada de trabalho de 12 horas está nos planos de Temer





jirnada12

 Por

Para quem achou que aquela história de passar a jornada de trabalho para 12 horas diárias era piada, recomendo a leitura das reportagens sobre a entrevista dada hoje pelo Ministro do Trabalho.
Além disso, vai ser possível “fatiar” o empregado, contratando “por horas trabalhadas”.

Nas categorias organizadas, até se pode fiscalizar isso, mas para a regra vai ser burlar e aplicar a regra do “pague meio e leve um”.

Conversa fiada a história de que vai permitir a contratação em tempo parcial, porque o chamado “meio-expediente” já está regulado na CLT, desde que não exceda 25 horas semanais.

E isso tem uma lógica, porque do contrário o trabalhador fica refém de uma jornada menor (por exemplo, 7 horas por dias, cinco dias na semana – 35 horas semanais – ganhando quase 25% menos do que o salário da categoria, pela proporcionalidade.

Mas o Ministro do Trabalho, com a maior cara de pau, diz que “otrabalhador vai ter um cartão com chip, onde estará a vida funcional dele, e vai escolher se será contratado por jornada ou por produtividade” e que “o contrato de trabalho terá numeração com código, a fiscalização já vai ficar sabendo e fará checagens permanentes”.

Só rindo, mesmo, com um quadro de fiscais do trabalho que não dá para tapar o buraco da cárie…

Aragão detona abusos e prejuízos da Lava Jato: Não se mata uma barata, tocando fogo na casa toda




Procurador da República acusa Lava Jato de praticar arbitrariedades em busca de provas e cita “imensos prejuízos” ao País

do PT na Câmara

O ex-ministro da Justiça do governo Dilma e procurador da República, Eugênio Aragão, acusou a força tarefa da Lava Jato de “praticar arbitrariedades” na busca por provas contra possíveis suspeitos de corrupção.

Segundo o procurador, que participou nesta terça-feira (6) de audiência pública na Câmara para analisar o projeto de lei 4.850/16 – que trata das dez medidas de combate à corrupção proposta por procuradores integrantes da Lava Jato – esses abusos podem, inclusive, resultar na nulidade das provas obtidas de forma ilegal.

“A Lava Jato tem lá seus méritos por ter exposto aquilo que todo mundo já suspeitava, mas que ainda não havia comprovação, que é o sistema de irrigamento do sistema político. Mas tem que cuidar para que essas informações não venham se tornar nulas. Prender alguém para que delate, é o mesmo que extorsão. Deixar alguém apodrecendo na cadeia para que entregue outra pessoa, viola os direitos humanos, é o mesmo que tortura”, comparou Aragão.

De acordo com o procurador, a atual legislação já contém estímulos para a delação “como a possiblidade de redução de pena e de cumprimento da pena em regime semi-aberto”.

Ele disse ainda que integrantes do Ministério Público Federal (MPF) “não podem se comportar como cães raivosos” e devem respeitar “o direito a presunção de inocência e direito de defesa”, e que condenações, “mesmo por meio de adjetivações, só podem ocorrer após sentença transitado em julgado”.
“E o que eu mais vejo em peças do MPF hoje em dia são adjetivações”, lamentou.
Ainda criticando a Lava Jato, Aragão destacou que em nome do combate à corrupção a operação resultou em imensos prejuízos econômicos e sociais para o País.

“A Lava Jato se gaba de ter trazido para o país cerca de R$ 2 bilhões supostamente usurpados. Mas o que dizer da quebradeira da indústria naval e do desemprego na construção civil? O pré-sal alavancou a indústria naval e veio a investigação e acabou com tudo. Apenas a Odebrecht demitiu cerca de 50 mil trabalhadores, como estimar esse prejuízo? ”, argumentou o procurador.

Segundo Eugênio Aragão, o problema é que parte do Ministério Público Federal “não sabe resolver problemas sem achar um culpado, e como não entende de política pública acaba quebrando o País”.
“A Lava Jato terá um saldo negativo que vamos pagar por algumas décadas. Não se pode matar uma barata com um lança chamas colocando fogo na casa toda”, alertou.

E como solução para tentar mitigar o problema, Aragão defendeu a possiblidade de que as empresas comprovadamente envolvidas em corrupção possam firmar acordos de leniência para preservar o direito de serem contratadas pelo poder público. Porém, o ex-ministro defendeu que o Ministério Público não participe dessa negociação.

“O acordo de leniência é fundamental (para a recuperação das empresas) mas não deve ser feita pelo MP, que tem a boca torta por causa do uso do cachimbo persecutório”, avisou.

Projeto de Lei

Em relação ao projeto de lei 4.850/16, que trata das dez medidas de combate a corrupção, Eugenio Aragão disse que a proposta é um “populismo legislativo para alavancagem corporativa de setores que desejam mais competência”, e com intenção de “adquirir mais vantagens”.

“Na atual anarquia de ganhos- onde um general de quatro estrelas recebe R$ 14 mil, um professor universitário federal R$ 12 mil e um jovem procurador recém ingresso na carreira recebe R$ 24 mil – a disparidade torna o Estado fragmentado e categorias começam a sair no tapa para ganhar mais competências e, assim, justificar sua importância e ganhos”, explicou.

Ao criticar algumas das dez medidas de combate à corrupção, Aragão alertou para o perigo de se fragilizar direitos individuais garantidos pela Constituição federal, em nome de uma suposta cruzada anti-corrupção.
“O pior de tudo é a validação da prova obtida de forma ilegal, e isso chega a ser quase um escárnio quando ainda se considera isso como uma prova de boa fé. Mas há outras aberrações como a verificação (teste) de integridade do servidor público, que fere a dignidade humana. Chega a ser curioso que o Ministério Público, que deveria ser o defensor dos direitos fundamentais, proponha uma coisa dessa”, criticou.

Também presente à audiência pública, o ex-ministro da Controladoria Geral da União, Jorge Hage, afirmou que apoia a maior parte das dez medidas de combate a corrupção. Porém, ele destacou que também discorda da legalização da “prova de boa fé” e do teste de integridade para servidores públicos, além das restrições a concessão de Habeas Corpus e da flexibilização das regras para a prisão preventiva.

Héber Carvalho
Leia também:

Juíza proíbe candidata à Prefeitura de Salvador de chamar ACM Neto de “golpista”; o povo já apelidou-o de “Golpinho” 

Janot nomeia compa do Aecím Agora mesmo é que ele não vai abrir a caixa da OAS

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No Facebook do C Af:

Por Neusa Pivatto Muller:

"Ontem Janot abriu mão das sutilezas, dos rapapés, das manobras florentinas, dos disfarces para sustentar a presunção de isenção e rasgou a fantasia, nomeando o subprocurador Bonifácio de Andrada para o lugar de Ela Wieko, na vice-Procuradoria Geral. Não se trata apenas de um procurador conservador, mas de alguém unha e carne com Aécio Neves e com Gilmar Mendes", diz o jornalista Luis Nassif; segundo ele, as acusações contra o senador, apontado na pré-delação da OAS como beneficiário de propinas na Cidade Administrativa, desaparecerão de vez do noticiário e da PGR

Os jênios da Comunicação do Traíra Se depender deles, o Golpe não dura muito...

O Conversa Afiada reproduz nota de abertura do "Drive Premium", de Fernando Rodrigues, que faz um perfil dos "organizadores" das vaias e do "Fora Temer".
Imagem é tudo
A “swat” de Michel Temer na comunicação

Apareceu na web uma foto da elite do Planalto para assuntos de comunicação e propaganda. A imagem a seguir mostra, da esq. para a dir., Chico Mendonça (secretário-adjunto da Secom), Antonio Lavareda (marqueteiro), Elsinho Mouco (marqueteiro), José Bello (diretor de Comunicação da Área Social) e Duílio Malfatti (secretário de Comunicação Integrada).



Geografia do poder
Saiba quem é quem na comunicação do Planalto

O titular da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República é Márcio de Freitas. Jornalista de formação, acompanha Michel Temer há muitos anos. Tem total acesso ao peemedebista. É Márcio quem comanda o time da foto acima. A seguir, o Drive fala um pouco sobre os demais integrantes da equipe. Eles são responsáveis pela missão de tentar reverter a baixa popularidade do governo. Precisam evitar que Michel Temer seja vaiado todas as vezes que aparecer em eventos públicos

Chico Mendonça
É jornalista de formação com larga experiência na área política. É o número 2 da Secom, abaixo do secretário Márcio de Freitas. Tem amplo trânsito na elite dos jornalistas que cobrem o poder em Brasília.

Antonio Lavareda
Virou de repente o melhor amigo de Elsinho Mouco. É dono da agência BlackNinja (que teve Duda Mendonça como sócio). Comprou a Lua Branca de Luiz Gonzalez (marqueteiro que no passado fez várias campanhas para o PSDB). Estaria se posicionando para entrar na licitação de propaganda da Secom, cujo edital sai em cerca de duas semanas –e é coisa para R$ 250 milhões por ano.

Elsinho Mouco
É o marqueteiro de total confiança de Michel Temer. Original de Ribeirão Preto (SP), fez propagandas para o PMDB na época das vacas magras. Agora, ajuda a redigir discursos que o presidente da República lê em cadeia nacional de rádio e de TV.

José Bello
É diretor de Comunicação da Área Social da Secom da Presidência da República. Foi diretor comercial da Editora Três, que publica a revista "IstoÉ" e enfrenta sérias dificuldades. Junto com Duílio Malfatti, manda na distribuição geral de verbas publicitárias do governo federal. Coisa de R$ 2 bilhões por ano.

Duílio Malfatti
É secretário de Comunicação Integrada da Secom. Junto com José Bello, tem influência sobre o que o governo federal gasta com propaganda. Cada vez mais tem poder sobre esse tipo de despesa em grandes estatais como Banco do Brasil, CEF, Correios, BNDES e Petrobras.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

A Globo é contra a inclusão ou foi só muleta para Temer? Veja a vaia…


Por


vernaglobo

A atitude da Globo de não transmitir a bela festa de abertura das Paraolimpíadas não é só uma traição à luta das pessoas portadoras de deficiência que, dentro e fora do esporte, superam a discriminação e o preconceito de que são vítimas.

Também é um desrespeito à sua obrigação de concessionária de um serviço público, estabelecida na Constituição, de ter como princípio ter “finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas” e guardar “valores éticos e sociais da pessoa e da família”.

É tudo isso, mas não foi por isso que ela privou os brasileiros de assistirem, na TV aberta, a celebração da igualdade humana para além das diferenças.

Foi para “esconder” Michel Temer – mais do que ele próprio e a organização do evento o fizeram – das vaias e do coro de “Fora Temer” que, por três vezes, tomou conta do estádio do Maracanã.
Como se ainda fosse possível, na era da internet, que um monopólio de televisão faça as coisas “não existirem”, por não serem vistas.

Para que se sustente o discurso de que os protestos são “mini”, de 40,  de 50 pessoas?
Não é apenas odioso que se faça isso com um evento que tem tantas características de humanidade, mostrando o que o desprezo à democracia é, essencialmente, um desrespeito à diversidade.
É inútil, porque apenas retarda a percepção da realidade como ela é: o Brasil estar sendo governado por um presidente clandestino, incapaz de encarar seu povo.

Um presidente que não se sustenta e que precisa das muletas da manipulação midiática para se manter de pé  é um rato, perto daqueles homens e mulheres  que desfilaram, ontem, mostrando que a superação depende de coragem, não da covardia.


quarta-feira, 7 de setembro de 2016

7/9 foi um Fora Temer

Golpisto se trancou no palanque

temeeer fora.jpg
O Conversa Afiada acompanhou, ao longo deste sete de setembro, os atos contra o Golpe e em defesa da Democracia por todo o país - e também no exterior.
17:03 - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, participou do Grito dos Excluídos.
Crédito: Paulo Pinto/Agência PT
15h55 - Via Mídia Ninja: O povo pediu, e BH atendeu. Mais de 30 mil pessoas lotaram as ruas da capital mineira neste Feriado da Independência - o trocadilho é livre - e mostraram que a cidade vai ter resistência. Faixas, cartazes e muitas palavras de ordem pro golpista. Se via nas ruas muita força, energia e resistência em cada pessoa que acordou cedo no feriado para o golpista ouvir: Fora Temer e Diretas já!  BH entrou na luta, e não vai pedir arrego.

15h51 - Em Belo Horizonte, o dia também foi de luta contra o Golpe.

Crédito: Mídia Ninja
15:21 - Na Praça da Sé: "Golpista! Golpista! Fora Temer!".
15:10 - Praça da Sé, no coração de São Paulo, completamente tomada! #ForaTemer! #DiretasJá!

14:35 - Rio de Janeiro: No Grito dos Excluídos, Marcelo Durão, do MST, explica por que é preciso enfrentar o Golpe:

14:16 - Vagner Freitas: "O grito dos excluídos é esse: a gente quer um Brasil livre, com o povo no poder. A gente quer Diretas Já, que nenhum direito seja retirado e que a gente para uma greve geral para fazer tudo isso".

Via Jornalistas Livres

14:12 - Imagens da versão carioca do Grito dos Excluídos, neste 7 de setembro:


Crédito: Mídia Ninja
13:41 - Em João Pessoa, trabalhadores tomam as ruas contra o Golpe.

Crédito: Zac's Maloca
13:26 - Em São Paulo, manifestação contra o Golpisto chega ao final, em frente ao Monumento às Bandeiras.
Crédito: Mídia Ninja
13:11 - Em Brasília, o Grito dos Excluídos atinge o Traíra.
Crédito: Mídia Ninja
11:41 - Em Brasília...
Créditos: Mídia Ninja
11:37 - Em São Paulo, Grito dos Excluídos reúne dez mil manifestantes nas ruas.


Créditos: Jornalistas Livres
11:36 - No desfile do sete de setembro na Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro, manifestantes levantam cartazes em denúncia ao Golpe. Via Mídia Ninja.
11:33 - Perfil PT na Câmara acompanha os protestos em Brasília.
11:32 - Sabe o que cairia bem hoje?
Créditos: Agência PT
11:30 - No Recife, manifestantes protestam contra o desmonte da saúde pública.
Créditos: Humberto Costa
11:06 - Enquanto o primeiro ato ocupa a Paulista, manifestantes continuam chegando na Praça da Sé.

Créditos: Agência PT
11:05 - Em São Paulo, Grito dos Excluídos ocupa a Avenida Paulista.
Créditos: Jornalistas Livres
11:04 - Fora Temer em Porto Alegre!
11:02 - Compartilhe as hashtags do dia nas redes sociais.

11:01 - Na Mídia Ninja: manifestantes em Chapecó, interior de Santa Catarina, exigem a renúncia de Temer.
10:57 - Censura: segundo a Carta Capital, no Twitter, seguranças confiscaram cartazes e ameaçaram manifestantes que gritaram "Fora Temer" no desfile em Brasília.
10:55 - Em Vitória, manifestantes do Grito dos Excluídos exigem reparações para as vítimas da barragem da Samarco, no Rio Doce.
Créditos: Gazeta Onlina
10:54 - Em Brasília, manifestantes levam bandeiras e cartazes.

Créditos: Agência PT
10:51 - Começa a concentração para o segundo ato do Grito dos Excluídos em São Paulo, na Praça da Sé.
Créditos: Agência PT
10:50 - Raul Pont, um dos fundadores do PT, no ato em Porto Alegre: O 7 de setembro é símbolo da soberania nacional e nesta conjuntura é mais que oportuno retomar a soberania nacional diante de um governo usurpador que agride a soberania do país no abandono da integração latinoamericana e na venda a preço vil dos poços de petróleo”.
10:30 - No G1: Público grita 'Fora, Temer' no desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios.
10:17 - Integrantes de movimentos sociais se concentram na praça Osvaldo Cruz, no Paraíso, região sul de São Paulo, para mais uma edição do Grito dos Excluídos. Eles seguirão em passeata até o parque do Ibirapuera.
Créditos: Wellington Ramalhoso/UOL
10:14 - Em Brasília, manifestantes continuam a chegar para o ato em defesa da democracia. Grupos pedem novas eleições.
Créditos: Mídia Ninja
10:13 - Mídia Ninja acompanha ao vivo o Grito dos Excluídos em São Paulo.
10:12 - Primeiramente...

10:11 - Hoje em São Paulo, todos os caminhos levam ao Fora Temer!
Créditos: Jornalistas Livres
10:10 - Começa a concentração para o ato em Belém.
Créditos: Jornalistas Livres
09:57 - Em Brasília, próximo ao desfile do Sete de Setembro, começa concentração para o ato em defesa da democracia.
Créditos: Twitter EBC Na Rede
09:55 - No blog Broadcast Político: Mesmo com entrada restrita para convidados nas arquibancadas mais próximas da tribuna de honra no desfile de 7 de Setembro em Brasília, não foi possível abafar as vaias de protesto contra o presidente Michel Temer. O peemedebista chegou em carro fechado, acompanhado da esposa Marcela e quebrou uma antiga tradição: não passou revista às tropas. Ele foi recebido pelo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, e o ministro da Defesa, Raul Jungmann. Assim que anunciado pela produção do evento, o presidente foi vaiado pela plateia. Durante a execução do Hino Nacional, as pessoas continuaram a entoar gritos de "Fora Temer" e "golpista".
09:50 - Em Belo Horizonte, começa concentração para o ato na Praça Raul Soares.
09:45 - Senadora Fátima Bezerra (PT-RN) fala sobre as mobilizações de hoje em seu Facebook:
O Grito dos Excluídos este ano ocorre em um momento extremamente delicado da história brasileira, no qual a democracia foi suprimida por um golpe midiático-parlamentar e os direitos assegurados na Constituição e na CLT estão ameaçados pelo governo ilegítimo.

Mais do que nunca precisamos amplificar o Grito dos Excluídos, cerrar fileiras ao lado dos sem terra, dos sem teto, dos estudantes, trabalhadores, artistas e intelectuais para defender a soberania popular e combater a retirada de direitos.
09:40 - Começa a concentração para o Grito dos Excluídos em São Paulo, na Praça Oswaldo Cruz.
Créditos: CUT-SP
09:15 - A Av. Paulista amanheceu com um novo nome.

Créditos: Christian Braga/Jornalistas Livres
08:49 - Na Mídia Ninja:
Confira agenda dos atos nacionais e internacionais, no dia do #GritoDosExcluídos, contra Temer e por novas eleições diretas, para este 07 de setembro:



RIO DE JANEIRO
09h - Rua Uruguaiana esquina com Av. Presidente Vargas: http://bit.ly/2cF1vDG
11h - Rua Uruguaiana esquina com Av. Presidente Vargas: http://bit.ly/2c8D7Ya
18h - Rede Globo, Jardim Botanico: http://bit.ly/2ciLfX9

- Duque de Caxias:
16h - Teatro Municipal Raul Cortez: http://bit.ly/2cF6PqU

SÃO PAULO
09:00 - Praça Oswaldo Cruz: http://bit.ly/2c63A68
09:00 - Praca da Sé: http://bit.ly/2czIhOG
15:00 - Av. Paulista: http://bit.ly/2c65B2D
14:00 - Praça da Sé: http://bit.ly/2c65X9a

-Guarulhos:
18h - Praça Getúlio Vargas: http://bit.ly/2cn47CS

- São José do Rio Preto:
14h - Prefeitura Municipal S José Rio Preto: http://bit.ly/2czOKWV

SANTA CATARINA
- Joinville:
9h - Avenida Beira Rio Joinville: http://bit.ly/2c2VuNm

- Blumenau:
8h - Rua XV de Novembro: http://bit.ly/2cbQpUF

PARANÁ
- Londrina:

8:30 - Calçadão De Londrina: http://bit.ly/2crqzJO

RIO GRANDE DO SUL
- Porto Alegre:

8h - Avenida , São Geraldo: http://bit.ly/2bRTXaR
9h - INCRA/RS PoA: http://bit.ly/2c2ZjlM
16h - Largo da Epatur - Largo Zumbi dos Palmares: http://bit.ly/2crrAl4

- Santa Cruz do Sul:
10h - Parque da Oktoberfest Santa Cruz do Sul: http://bit.ly/2cF7BnG
- Caxias do Sul:
15h - Praça Dante Aliguieri: http://bit.ly/2cf6jix

BRASÍLIA
8h30 - Museu Nacional da República DF: http://bit.ly/2bVPEMi
10h - Museu Nacional De Brasilia: http://bit.ly/2czkcog

ESPIRITO SANTO
- Vitória:

8:30h - Praia de Camburi: http://bit.ly/2c2VuNm
9h - Quiosque K1: http://bit.ly/2c2YcCn

MINAS GERAIS
- Belo Horizonte:

9h - Praça Raul Soares: http://bit.ly/2bWZtfj
9h - Praça Raul Soares: http://bit.ly/2c3pyXM
10h - Praça Raul Soares : http://bit.ly/2c68Vui
- Uberlândia:
8h - Praça Dos Correios: http://bit.ly/2cF6XGP
9h - Praça Do Fórum: http://bit.ly/2c9i07Y
- João Monlevade:
16h - Prefeitura de João Monlevade: http://bit.ly/2cF4Gvf
PARÁ
- Belém:

8h - Conjunto Arquitetônico de Nazaré

ALAGOAS
- Maceió:
9h - Praça do Sinimbu: http://bit.ly/2cf4imI

GOIÁS
- Goiânia:

8h - Rua 3 com a Av .Tocantins: http://bit.ly/2bX1mcg

RIO GRANDE DO NORTE
- Natal:

16h - Praça Cívica: http://bit.ly/2crpPEE
MATO GROSSO DO SUL
- Campo Grande:

8h - Colégio Salesiano Dom Bosco: http://bit.ly/2ciSSNl

PARAÍBA
- João Pessoa:
9h - Praça da Independência: http://bit.ly/2bSFU9S

AMAZONAS:
- Manaus:

15h - Santa Casa De Misericórdia: http://bit.ly/2ciNPwi

BAHIA
- Salvador:
7h - Praça Do Campo Grande: http://bit.ly/2bESr0n
15h30 - Campo Grande: http://bit.ly/2cF8ehf

SERGIPE
- Aracajú:

8h - Catedral Metropolitana de Aracaju: http://bit.ly/2c9lc3x

CEARÁ

- Fortaleza:

15h - Restaurante Tia Nair: http://bit.ly/2cF6tQN
16h - Avenida Beira Mar (Estátua de Iracema - Próximo a Tia Nair): http://bit.ly/2bVOO7z

- Sobral: 8h - Praca Sao João: http://bit.ly/2cf94At

- Iguatu:
17h - Praça Da Matriz: http://bit.ly/2czQbF1
- Juazeiro do Norte:
7:30 - Avenida Ailton Gomes: http://bit.ly/2czJ5Eh

PERNAMBUCO

9h - Praça Derby: http://bit.ly/2cbRMT5

#FORATEMER NO MUNDO
IRLANDA
- Dublin:

17h - http://bit.ly/2bS012M

CANADÁ
- Montreal:

18h - http://bit.ly/2bWoQRv

ALEMANHA
- Frankfurt:

18h - http://bit.ly/2cf8YsA

ALEMANHA
- Berlim:

17h - http://bit.ly/2bWp9f8

ARGENTINA
- Buenos Aires:

17h - http://bit.ly/2crtS3E

ESPANHA
- Madrid:

17h - http://bit.ly/2cn8UEr
08:39Segundo Ari Alberti, da coordenação nacional do Grito dos Excluídos, são 26 os estados que confirmaram os protestos para hoje.

08:37 - Na Agência PT: No Rio de Janeiro, o ato do Grito dos Excluídos será na esquina da rua Uruguaiana com a Av. Presidente Vargas, às 11h. No período da tarde, São Paulo terá outro ato contra o golpista Michel Temer. A manifestação está marcada para às 14h, na Praça da Sé.
08:35 - Um segundo ato do Grito dos Excluídos em São Paulo está marcado para as 9h na Praça da Sé.

O Grito dos Excluídos é realizado todo sete de setembro, desde 1995. O objetivo é chamar a atenção da sociedade para a exclusão social no Brasil.
08:31 - Na Rede Brasil Atual: O 22o. Grito dos Excluídos em São Paulo terá início na Praça Oswaldo Cruz, na Avenida Paulista. O ato é organizado por diversas entidades que integram a Frente Brasil Popular, como a Central de Movimentos Populares, Movimento dos Atingidos por Barragens, CUT e MST.
Para o coordenador da CMP em São Paulo, Raimundo Bonfim, “durante 21 anos construímos um grito em uma democracia, mas, agora, é um momento de resistência e de denúncia contra um governo ilegítimo que promoveu um golpe no Brasil”.
08:30 - Segundo o Brasil de Fato: 7 de setembro será dia de protestos por todo país. Hoje acontece a 22a. edição do Grito dos Excluídos, além de uma série de manifestações pelo Fora Temer. 

Tribunal reconhece que Lauro Jardim mentiu sobre filho de Lula, mas não admite queixa-crime

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O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro reconheceu que o colunista de O Globo Lauro Jardim publicou uma "mentira" a respeito de Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, mas entendeu que uma nota reparando a notícia, quase um mês depois, elimina a possibilidade de o jornalista ser alvo de uma queixa-crime por difamação e injúria; a defesa do filho de Lula promete recorrer da decisão do TJRJ. 


Jornal GGN - O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro reconheceu que o colunista de O Globo Lauro Jardim publicou uma "mentira" a respeito de Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, mas entendeu que uma nota reparando a notícia, quase um mês depois, elimina a possibilidade de o jornalista ser alvo de uma queixa-crime por difamação e injúria.

O jornalista global escreveu que, em delação premiada, Fernando Baiano teria dito que pagou despesas pessoais de Fábio Luis. Segundo o escritório de advogados que também fazem a defesa de Lula, dois desembargadores do TJRJ decidiram que Lauro Jardim reconheceu a mentira numa errata publicada 28 dias depois.

Um terceiro desembargador, no entanto, votou para que a conduta de Lauro Jardim seja apurada em ação penal. Por isso, a defesa do filho de Lula promete recorrer da decisão do TJRJ.
Abaixo, a nota da defesa de Lula na íntegra.

Embora tenha reconhecido que Lauro Jardim faltou com a verdade ao publicar a nota “Delação Explosiva” (O Globo 11/10/2015), atribuindo a Fábio Luis Lula da Silva o recebimento de cerca de R$ 2 milhões do Sr. Fernando Soares (Fernando Baiano), o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por maioria de votos, rejeitou hoje (06/09/2916) o recurso de apelação interposto por seus advogados, que pretendiam o processamento de queixa-crime protocolada em 27/10/2015. A queixa aponta a ocorrência de difamação e injúria.

Dois Desembargadores da 4ª. Câmara Criminal do TJRJ - os Drs. Antonio Eduardo Ferreira Duarte e Gizelda Leitão Teixeira - decidiram que o fato de o jornalista ter reconhecido a mentira (errata publicada em 8/11/2015), mesmo que cerca de um mês depois, o isentaria de responder ação penal, uma vez, que na visão deles, estaria ausente a intenção de difamar e injuriar. O terceiro vogal, Desembargador Francisco José de Azevedo, por outro lado, proferiu voto acolhendo o recurso para processar a queixa, por entender que a intenção ou não do jornalista de ofender a honra de Fábio deve ser apurada no curso da ação penal.

Na qualidade de advogados de Fábio Luis, entendemos que a veiculação de uma mentira, em linguajar tendencioso e sensacionalista, com chamada de capa, desmentida apenas após 28 dias, deve autorizar o processamento da queixa-crime, razão pela qual iremos  recorrer da decisão do TJRJ.


A nota de Lauro Jardim contra o filho de Lula:

Em delação, Fernando Baiano diz que pagou despesas pessoais de filho de Lula
Por Lauro Jardim

Em O Globo

Está destinada a causar um estrondoso tumulto a delação premiada de Fernando Baiano, cuja homologação foi feita pelo ministro Teori Zavascki na sexta-feira.

O operador (de parte) do PMDB na Petrobras pôs no olho do furacão nada menos do que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Baiano contou que pagou despesas pessoais do primogênito de Lula no valor de cerca de R$ 2 milhões. Ao contrário dos demais delatores, que foram soltos logo após a homologação das delações, Baiano ainda fica preso até 18 de novembro, quando completa um ano encarcerado. Voltará a morar em sua cobertura de 800 metros quadrados na Barra da Tijuca.

A propósito, quem teve acesso ao conteúdo da delação conta que Eduardo Cunha é, sim, citado por Baiano, que reconhece suas relações com o presidente da Câmara. Mas não entrega nada arrasador contra Cunha.

O rio que desceu a Paulista já mudou o país O noticiário borbulha de recuos e dúvidas 'da base' em relação à agenda de arrocho, vendida até domingo como 'salvação da lavoura'.

por: Saul Leblon

Roberto Parizotti

                                                                                                                                                                 O que era verdade no Brasil até sábado, deixou de sê-lo a partir de domingo.

Um banho de rua a renovou a agenda da nação.

O levante de 100 mil pessoas contra o golpe desautorizou a soberba conservadora e sacudiu a letargia de setores progressistas.

Gigantesca no tamanho, ampla na pluralidade e democrática nas bandeiras, a mobilização que tomou conta de São Paulo depois de o governo ter tentado proibi-la, reafirmou a experiência social: nas encruzilhadas da história, os fatos caminham à frente das ideias.

Hoje, a ‘naturalização’ do golpe na mídia cedeu lugar à discussão de uma viabilidade difícil, vinculada ao êxito improvável de um leque de medidas antissociais postas em xeque pela rua.

O protesto mudou o país pautado pela mídia, reordenou fatos, naufragou versões, lavou a poeira da prostração, desmentiu a correlação de forças pró-golpe, inoculada pelo colunismo isento.

Da avenida icônica do capitalismo brasileiro, a correnteza percorreu cinco quilômetros até o estuário popular do Largo da Batata, na zona oeste da capital, onde o terror uniformizado do PSDB de São Paulo tentou substituir a política por porrada.

Perdeu duplamente, como polícia e como política.

A estética de uma tropa de ocupação esmagando o anseio democrático pacífico informa melhor sobre a natureza de quem governa do que o incansável jogral do poder e da mídia.

O chanceler Serra terá dificuldades crescentes na escalada que se prenuncia para convencer de que não é o punho de renda de uma usurpação violenta do poder.

A desmenti-lo emerge a força de novas narrativas que saíram da rua para redesenhar a percepção interna e internacional do país,

Quais?

Em primeiro lugar, a que desmentiu o divisor de águas mais geral, que dava o jogo como decidido.

Não está.

O golpe de mão de 61 senadores que se avocaram mudar o pacto da sociedade sem consulta-la não resolveu, antes agravou os conflitos da delicada transição de desenvolvimento vivida pelo Brasil.

Parte expressiva da sociedade recusa a tutela não solicitada.

Em segundo lugar, o caudal de domingo esfarelou a tese conservadora de que ‘apenas’ simpatizantes do PT e de Dilma não aceitariam ‘a solução constitucional’ cometida no dia 31 de agosto;

Definitivamente, é maior que isso.

A indignação que verteu para ruas e avenidas no domingo, drenou geografias sociais e políticas bem mais amplas: mais para máxi do que para o ‘míni’, do chanceler; mais para os cem mil, do que para os ‘40 vândalos’, do presidente usurpador.

O erro conservador não se limita ao cálculo das proporções.

A terceira revelação trazida pelas águas da história toca um ponto crucial.

A reportagem de Carta Maior tem chamado a atenção para ele, um fenômeno silencioso mas progressivo nas manifestações contra o impeachment: o afluxo de extratos de classe média mais estabelecidos e de meia idade para a rua.

Neste domingo, o que era silencioso ganhou voz e peso de um protagonista tão marcante quanto a presença da juventude e das forças populares que tomaram a Paulista.

E isso não é pouco.

Na verdade, é muito.

Significa que a régua de corte da rejeição à ruptura constitucional de 31 de agosto subiu as escadarias da pirâmide de renda e refletiu o teto de tolerância de um segmento formador da opinião pública.

Gente que ainda lê e assina jornais, por exemplo, vazou seu inconformismo para a rua, entre outras razões, talvez, porque os jornais que lê, assina ou assiste já não contemplam mais suas convicções democráticas.

Era preciso leva-las diretamente ao asfalto.

E eles deram o passo para além da hesitação do conforto e da cautela.

Há desdobramentos dentro disso e eles remetem ao passo seguinte da luta contra o golpe.

O rio da história que desaguou no Largo da Batata, sugestivamente, não defendia esse ou aquele partido, essa ou aquela liderança política.

Nos cinco quilômetros de percurso do planalto à várzea do Pinheiros, gentilmente assombrados pela cavalaria motorizada de Alckmin em arranques valquirianos, não se ouviu outra palavra de ordem, exceto uma causa.

A mais devastadora de todas à sobrevivência de um golpe de Estado: o clamor por eleições diretas.

Quarta novidade derivada dessa: a largueza desse jorro encorpa e dá pertinência histórica à proposta do ex-presidente Lula, apresentada dois dias antes da manifestação, na reunião do Diretório Nacional do PT.

Qual seja, opor ao golpe uma Frente Ampla à moda uruguaia, que comporta partidos, centrais, movimentos, personalidades, intelectuais, juristas e artistas de todos os matizes e colorações progressistas e democráticas da sociedade.

Entenda-se por isso que a maior liderança política do país e principal esteio do PT não reivindica a direção da resistência ao golpe. Propõe-se a participar dela em regime colegiado com outras forças credenciadas pela rua e pelo mandato da trajetória e da biografia.

Finalmente, mas não por último: a consolidação e a expansão desse escudo dificultará, sobremaneira, a promessa do golpe ao mercado de curar os desequilíbrios fiscais –a ‘gastança petista--  agravando desequilíbrios sociais e humanos que compõem a secular desigualdade brasileira.

O noticiário das últimas horas está cravejado de recuos, dúvidas e sinais de defecção ‘da base’ em relação à agenda de arrocho, vendida até domingo como a salvação da lavoura nacional.

A dissipação coloca Temer num corner entre a sobrevivência política da sua ‘base’ e a  ganância imediatista do mercado.

Esse garrote tem um calendário apertado de ajuste das tarraxas.

A escória parlamentar que ‘legitimou’ o assalto ao poder em aliança com a mídia, o dinheiro e o judiciário é o flanco mais imediatamente exposto dos quatro.

Primeiro, nas eleições municipais de outubro próximo; e, em 2018, em um sortido cardápio de escrutínios para presidente, governadores, senadores e deputados.

Aceitará ir para a linha de frente do matadouro, decepar direitos e escalpelar conquistas, como exigem o PSDB e a mídia --que condicionam o apoio à entrega do serviço, e o mercado financeiro, que ameaça revogar o único lastro do governo, a ‘melhora’ das expectativas?

O rio que desceu a Paulista corroeu e continuará a erodir os barrancos dessas margens frágeis.

O conflito entre a rua e a agenda da qual o golpe é refém é inconciliável.

O governo-abutre não reserva qualquer espaço à principal tarefa do desenvolvimento, que é justamente civilizar o mercado pela universalização de direitos, como aspira a cidadania brasileira.

O que se preconiza é de uma violência inexcedível em regime democrático e muito provavelmente incompatível com ele.

Uma esmagadora engrenagem foi acionada para tomar de volta tudo aquilo que transgrediu os limites da democracia formal, e que o ciclo iniciado em 2003, com as limitações sabidas, exacerbou em um resgate social inconcluso, mas transgressivo para a tolerância secular da plutocracia.

Um paradigma de eficiência feito de desigualdade ascendente, incompatível com a Constituição Cidadã de 1988, é a panaceia vendida agora como fatalidade à nação.

O que se ameaça é regredir aquém do ciclo da redemocratização, que contestou a eficiência econômica construída à base de ditadura, tortura e censura.

Talvez tenha sido aí que se rompeu o limite do tolerável para a classe média não petista, crítica –e até muito crítica-- dos erros recentes do PT.

Mas que deixaria a condição de indiferença quando ficou claro que o legado da geração que –direta ou indiretamente-- devotou a juventude à luta contra a ditadura, atravessou a idade adulta na campanha das Diretas-já e não aceita viver em um país aquém das estacas fincadas ali, estava sendo triturado em nome de uma restauração tardia, anacrônica e globalmente contestada da agenda neoliberal dos anos 90.

Esse sentimento ecumênico dá à bandeira da Frente Ampla o requisito de um protagonista social que a conduza.

A semente que está na rua já venceu a prostração, a indiferença e o conforto das delegações e desabafos digitais.

Cada vez mais, cobrará coerência organizativa em todas as instâncias democráticas, a partir de agora.

A das eleições municipais, inclusive.

A inércia ainda suscita cenas como a do recente debate entre candidatos a prefeito de São Paulo, quando Erundina e Haddad realçaram mais as divergências – justas, respeitáveis-- do que a premente e delicada convergência que estão desafiados a ajudar a construir.

A inércia é compreensível.

Mas a ficha precisa cair.

A determinação central da vida brasileira mudou.

Passa da hora de o campo progressista superar sectarismos e prioridades corporativas para enxergar a floresta além da clareira particular de cada projeto secundário.

Forças incontroláveis buscam atrelar destino da nação a uma disjuntiva em que, para vencerem, a sociedade terá que ceder a cidadania, renegar o passado, renunciar ao futuro, divorciar-se da esperança.

Acontecerá se o escudo progressista piscar e se dividir.

O interregno neoliberal implantado pelo PSDB nos anos 90 foi um ensaio disso. Só possível dissimulado na catártica operação de guerra de um país unido contra a hiperinflação.

Nunca mais as urnas endossaram o lacto-purga da panaceia mercadista.

Derrotada em 2002, 2006, 2010 e 2014, a nova oportunidade só se apresentou agora – ainda assim para um golpe, a salvo das urnas.

Embala-a nada menos que a nitroglicerina acumulada pela sobreposição de um ciclo de desenvolvimento que se esgotou, associado a uma crise mundial capitalista, que se arrasta há oito anos.

O prazo de capacitação para uma alternativa democrática é exíguo.

Mas ganhou seu protagonista encorajador nas manifestações do último fim de semana.

A Frente Ampla é o ponto de fusão disso. Seu desafio agora é dar ao ‘rio de domingo’ a vazão transformadora que magnetize a repactuação do país e negocie a retomada do desenvolvimento justo, ansiado pela maioria da sociedade.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

“Só um idiota pode crer que os golpistas vão entregar a presidência a Lula em 2018”

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Em entrevista a Marcelo Godoy, do programa do Diário do Centro do Mundo na TVT, o jornalista e escritor Fernando Morais diz que o ciclo do golpe se completa não com a queda de Dilma, mas com a inviabilização da candidatura do ex-presidente; "Só um idiota completo pode imaginar que Globo, FIESP, extrema direita, Folha, Estado, Editora Abril, Ministério Publico, Polícia Federal vão fazer o que fizeram para entregar a presidência da República de bandeja pro Lula de novo", afirma; "Não faz sentido". 

247 - O jornalista e escritor Fernando Morais acredita que o ciclo do golpe se completa não com a queda de Dilma, mas com a inviabilização da candidatura do ex-presidente Lula.

"Só um idiota completo pode imaginar que Globo, FIESP, extrema direita, Folha, Estado, Editora Abril, Ministério Publico, Polícia Federal vão fazer o que fizeram para entregar a presidência da República de bandeja pro Lula de novo", afirma, em entrevista a Marcelo Godoy, do programa do Diário do Centro do Mundo (DCM) na TVT. "Não faz sentido", completa.

"Eu já disse: vou dedicar o que resta de energia na minha vida a denunciar esse golpe e carimbar e estigmatizar todo mundo que foi sócio, parceiro, cúmplice. Eles vão ter que carregar essa tatuagem pro resto da existência. Os bisnetos vão dizer que o bisavô deu um golpe de estado no Brasil", acrescenta.

Assista abaixo o trecho em que ele fala de Lula e aqui outras partes da entrevista.

Lista de presença da reunião do G20 omite nome e cargo de Temer

Clauber Cleber Caetano/PR: <p>Hangzhou - China, 04/09/2016. Presidente Michel Temer durante a primeira Sessão de trabalho da Cúpula do G20. Foto: Clauber Cleber Caetano</p>

Em vez de apresentar o nome de Michel Temer, a lista elencou "líder brasileiro", mesmo três dias após o evento; na foto oficial dos líderes, Temer, ao contrário de Lula e Dilma, foi escanteado e colocado na ponta, entre os presentes.


Do Brasil de Fato – O presidente não-eleito Michel Temer foi o único líder que não teve o nome citado na lista de presença do encontro do G20, que reúne as 20 maiores economias do mundo todos os anos. Em vez de apresentar o nome de Michel Temer, a lista elencou "líder brasileiro", mesmo três dias após o impeachment de Dilma Rousseff. 

Neste ano, o evento aconteceu em Hangzhou, capital da província de Zhejiang, na China. Iniciada neste domingo (4), a reunião terminou nesta segunda-feira (5).

O Brasil de Fato entrou em contato com bloco por email à procura de explicações sobre a omissão do nome de Temer, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. 


 



Leia na íntegra a nota de apresentação dos líderes do G20 em inglês.

Veja em português:

O 11º Encontro do G20 será sediado em Hangzhou, Zhejiang, em 4 e 5 de setembro. Os seguintes líderes dos países-membros do G20 irão comparecer ao encontro a convite do presidente Xi Jinping:

- Presidente Mauricio Macri, da Argentina; líder brazileiro; presidente François Hollande, da França; presidente Joko Widodo, da Indonésia; presidente Park Geun-hye, da ROK; presidente Enrique Pena Nieto, do México; presidente Vladimir Putin, da Rússia; presidente Jacob Zuma, da África do Sul; presidente Recep Tayyip Erdogan, da Turquia; presidente Barack Obama, dos EUA; primeiro-ministro Malcolm Turnbull, da Austrália; primeiro-ministro Justin Trudeau, do Canadá; chanceler Angela Merkel, da Alemanha; primeiro-ministro Narendra Modi, da Índia; primeiro-ministro Matteo Renzi, da Itália; primeiro-ministro Shinzo Abe, do Japão; primeira-ministra Theresa May, do Reino Unido; presidente Donald Tusk, do Conselho Europeu; presidente Jean-Claud Juncker, da Comissão Europeia; vice-primeiro-ministro da Arábia Saudita, príncipe Muhammad bin Salman Al Saud da Arábia Saudita; presidente Idriss Deby, de Chade; presidente Abdel Fatah al-Sesi, do Egito; presidente Nursultan Nazarbayev, do Casaquistão; presidente Bounnhang Vorachith, de Laos; presidente Macky Sall, de Senegal; primeiro-ministro Lee Hsien Loong, de Cingapura; primeiro-ministro Mariano Rajoy, da Espanha; primeiro-ministro Prayut Chan-ocha, da Tailândia; secretário-geral da ONU Ban Ki-moon; presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim; diretora do FMI, Christine Lagarde; diretor-geral do WTO, Roberto Azevedo; diretor-geral Guy Ryder, da Organização Internacional do Trabalho; presidente Mark Carney, do Financial Stability Board; a secretária-geral Angel Gurria, da OECD, etc..

Aldo Fornazieri: Temer ou não governa, ou cai


Beto Barata/PR: <p>Brasília - DF, 14/07/2016. Presidente em Exercício Michel Temer durante cerimônia de anúncio de nova norma do Programa Minha Casa Minha Vida. Foto: Beto Barata/PR</p>

"Nenhum reconhecimento ao governo Temer e oposição sistemática devem ser orientadores da conduta política da oposição. As elites econômicas e políticas devem aprender que os golpes e a ilegitimidade custam caro. Devem aprender que a democracia deve ser respeitada. O jogo da conciliação acabou", diz Aldo Fornazieri, professor de sociologia da USP. 

Por Aldo Fornazieri, no jornal GGN

Com a consumação do impeachment de Dilma sem crime de responsabilidade e com a violação da Constituição, o que caracteriza o golpe, o país se encaminha para uma perigosa e irresponsável aventura política cuja desfecho é imprevisível. Mesmo que a democracia brasileira seja jovem, padecendo de enfermidades de nascença e muito imperfeita, não se pode brincar de democracia violentando a soberania popular e caçando 54 milhões de votos.

Nos Estados Unidos da América, país onde o instrumento do impeachment foi criado no sistema presidencialista, após de 230 anos, nenhum presidente foi afastado em definitivo por esse mecanismo, pois, para levar a democracia a sério é preciso um ato muito grave do mandatário supremo da nação para que se justifique tão drástica medida. A exigência da gravidade do ato de afastamento de um presidente está diretamente ligada ao fato de que seu mandato é expressão da vontade soberana do povo. Não é por acaso que, em editorial, o New York Times, a exemplo de outros jornais da grande imprensa dos EUA e da Europa, afirmou que os deputados e senadores não têm moral para afastar Dilma.

Nos Estados Unidos existiram presidentes com baixa popularidade, como aqui no Brasil e em outros países presidencialistas também. No seu segundo mandato, o presidente Fernando Henrique Cardoso, tinha uma popularidade semelhante à de Dilma e as condições econômicas e sociais eram piores do que as de 2015 e 2016. Nem por isso se abriu o processo de impeachment. O próprio PT, em decisão de Congresso Nacional, barrou o “Fora FHC”, desobstruindo um estorvo político que poderia inviabilizar aquele governo.

Fernando Henrique afirmou, em artigo publicano no domingo, que o melhor seria que Dilma tivesse chegado ao fim do seu mandato em 2018. Mas o que o ex-presidente tem a dizer acerca do fato de que, desde o término das eleições em 2014, o PSDB desestabilizou o governo Dilma e se aliou a toda sorte de conspiradores, incluindo Cunha e a extrema direita de Bolsonaro? A crise política foi fator fundamental de agravamento da crise econômica e de criação das condições de ingovernabilidade. Evidentemente, Dilma e o PT contribuíram para que esse curso dos acontecimentos se agravasse. Mas jogar a responsabilidade apenas sobre Dilma, escamoteando a conspiração do PSDB e de Cunha e as traições de Temer e de outros partidos que faziam parte do governo, é incorrer naquele crime político assinalado por Max Weber, que consiste em colocar sempre a culpa nos outros.

O golpe é inaceitável pela consciência democrática e progressista porque é uma violência contra a democracia e contra a soberania popular. Acresce-se a isso que o golpe é inaceitável pelos trabalhadores e pelos movimentos sociais porque o programa do governo ilegítimo consiste em jogar todo o peso da crise nos ombros dos assalariados, dos mais pobres e das políticas sociais.
Olhando mesmo do ponto de vista dos interesses das elites, o golpe foi uma aventura. Aventura que se explica pela endógena vocação golpista dassas elites, que nunca se preocuparam em construir um projeto de país, tomando dos outros o que está ao alcance de suas mãos e se servindo do Estado para subtrair riqueza. É aventura porque o capitalismo precisa de segurança jurídica e de ambiente de regulação do conflito social para prosperar. Mas como as elites estão menos preocupadas com um capitalismo competitivo e mais em subtrair sem esforço, o que elas querem é viabilizar um capitalismo aventureiro e predador.

A aventura consiste em que, se Dilma era impopular, Temer é tão ou mais impopular do que Dilma. Dilma, reconhecidamente honesta, foi derrubada com o pretexto de combater a corrupção. Temer, que tem várias citações na Lava Jato, integra um partido cujo comando central é um comitê de corruptos. Aqui há um curto circuito com a opinião pública: não se convocam milhões de pessoas às ruas para combater a corrupção entregando-lhes como recompensa um governo constituído por corruptos. É por isso que o governo Temer não terá o beneplácito da sociedade. Afinal de contas, a própria manipulação da opinião pública tem seus limites.

Os analistas mais sensatos já sabem que Temer não conseguirá fazer as reformas e que a presença do PSDB e do DEM no governo tem prazo de validade. Sabem também que o próprio PMDB está trincado e que o centrão se guia por interesses próprios. Assim, Temer não conseguirá governar no sentido dos compromissos que ele mesmo se propôs. E na medida em que as propostas de arrocho dos trabalhadores e das políticas sociais se explicitarem, crescerão as mobilizações e as manifestações contra o governo usurpador.

Um governo ilegítimo, fraco, impopular tenderá a perder base de apoio no próprio conglomerado golpista da Câmara e do Senado. Esse governo, para se manter, buscará implementar a repressão política e policial, como ficou evidente nos primeiros dias do pós impeachment. A radicalização política, de desfecho imprevisível, é o cenário da aventura em que os golpistas e as elites encaminharam o país. Trata-se de um governo sem futuro: ou se arrastará penosamente até 2018 ou será derrubado pela força da democracia.

Mas os movimentos democráticos e progressistas e as esquerdas também têm seus dilemas. Um dos principais consiste em conter os provocadores e controlar as próprias manifestações, impedido os quebra-quebras que favorecem a repressão. Convocar manifestações aos domingos, à luz do dia, sob o sol do final das manhãs, parece ser uma condição preliminar para impedir que as mesmas descambem para a violência e para o esvaziamento. Mas é preciso também se opor à violência desmedida das polícias politicamente orientada pelo ministro da Justiça. A grande imprensa está assumindo a lógica da radicalização do golpe estimulando a repressão fascista.

 A intervenção das Forçar Armadas nas ruas e para arbitram o conflito político é inaceitável e caso isto ocorra será preciso promover uma campanha internacional de denúncias.

Se “Fora Temer” e “Diretas Já” é o mote mobilizador, será preciso politizar este embate com uma plataforma que se oponha ao programa conservador e antipopular do governo. As duas frentes – Povo Sem Medo e Brasil Popular – devem comandar esse movimento. O PT não deve ser excluído, mas ao mesmo tempo não se deve aceitar que ele pretenda assumir uma condição de hegemonia desse novo processo que se abre. Uma plataforma de construção democrática do país também deve ser debatida ao mesmo tempo em que os movimentos sociais e populares se reorganizam com novos paradigmas e novos princípios. O ideal seria que se buscasse uma unidade com pluralidade, sob os auspícios de uma frente política nos moldes da Frente Ampla do Uruguai.

Nenhum reconhecimento ao governo Temer e oposição sistemática devem ser orientadores da conduta política da oposição. As elites econômicas e políticas devem aprender que os golpes e a ilegitimidade custam caro. Devem aprender que a democracia deve ser respeitada. O jogo da conciliação acabou. A natureza própria da democracia, desde os antigos, é o dissenso. É o dissenso dentro das regras do jogo. Mas, desta vez, como em outras, as regras do jogo foram violadas. A violação da soberania popular e da democracia não pode ser recompensada pela mansuetude da cidadania, pela paz dos cemitérios, pela desigualdade ignominiosa e pela injustiça que se pretende perpetuar.

Aldo Fornazieri – Professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo.