Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Além de fraudar o fisco a Globo ainda falsifica reportagens

Apesar de esse vídeo incrível – que o post reproduz mais adiante – ter circulado bastante pelas redes sociais ao fim de noite de quinta-feira (11 de julho de 2013), é vital comentar mais a fundo o que ele mostra por ser literalmente estarrecedor.
As denúncias de que a Rede Globo tentou fraudar o fisco em módicos R$ 600 milhões vêm sendo encaradas pelos “éticos” que vivem acusando o partido ao qual a emissora declarou guerra como sendo “exageradas”, pois a fraude fiscal em questão seria apenas uma manobra “empresarial” corriqueira para pagar menos impostos.
Vá lá que, no Brasil, nossas degeneradas classes média e alta dão nomes eufemísticos ao que em países civilizados é considerado crime e dá cadeia: sonegação de impostos. Mas o que mostra o vídeo a que este texto se refere não pode ser minimizado nem pelo maior cara-de-pau da galáxia.
Na última quinta-feira, durante o ato público de centrais sindicais que ocorreu na avenida Paulista, o diretor do grupo de comunicação Rede Brasil Atual, Paulo Salvador, flagrou reportagem da Globo operando a prática (anti) jornalística mais execrada desde o surgimento da imprensa: falsificação de fatos para preencher “reportagens”.
Sim, é isso mesmo: no âmbito da guerra política da Globo contra o governo Dilma Rousseff, uma equipe de reportagem da emissora foi àquela avenida durante o ato das centrais sindicais e tentou forjar um protesto contra a presidente da República. Levou um cartaz com ataques a ela e pediu para um manifestante segurá-lo enquanto filmava.
O vídeo mostra o momento em que Salvador interpela a equipe após ter visto a fraude ser encenada. Ocorre, inclusive, um princípio de confusão. A equipe da Globo, formada por “repórteres” parrudos que mais pareciam leões-de-chácara, parecia disposta a ir às vias de fato com quem a pegou no pulo.
Logo, porém, outros manifestantes percebem a confusão, cercam os “repórteres” globais e começam a entoar palavras de ordem contra a emissora, obrigando os que tentavam produzir a fraude a se retirarem do local.
Resta saber quantas vezes, ao longo das últimas semanas, a Globo apresentou falsos protestos contra o governo quando não foi possível obter imagens verdadeiras. E resta saber, também, se o que se vê no vídeo abaixo decorreu de ordem da direção da emissora ou se foi mera tentativa dos “repórteres” de agradar o patrão.
Assista, abaixo, ao flagra de outro item da já longa lista de fraudes que vai sendo conhecida e, assim, vai explicando como a família Marinho conseguiu edificar um império tão gigantesco e rico como as Organizações Globo.

Maria Frô e Renato Rovai: O “Globo sonega” e a troca de Frias por Vladimir Herzog em placa

Fotos de Maria Frô e Elisa (Centro de Mídia Independente) e texto de Renato Rovai



Projeção no prédio da TV Globo de São Paulo, em que a emissora “admite” sonegação fiscal

A ponte Octavio Frias de Oliveira ganhou nome de um verdadeiro jornalista, Vladimir Herzog



O teste da Globo passou no teste das ruas. Novos atos virão
12/07/2013 | Publicado por Renato Rovai em seu blog
De repente uma palavra surge sobre o símbolo da Globo e outra a substitui na sequência.
Mente foi a primeira. Sonega, depois.
De onde surgiu aquilo? Quem mirava o projetor com tamanha criatividade contra a toda poderosa de tantos tempos e governos?
Era uma poderosa rede articulada ou apenas dois garotos criativos?
E a música? Quem era o puxador de samba daquela bateria?
Quem era aquela menina que parodiava a música tema do carnaval global?
E a galera com raiva e rostos cobertos? Quem eram os meninos que se diziam blacks blocks?
Quem era aquela gente nova numa manifestação pela democratização da mídia?
Quem eram eles que se misturavam ao Intervozes, ao Barão de Itararé e ao pessoal do MST?
Quem eram eles que estava ali com o Movimento Passe Livre e da Mídia Livre? Quem eram os ninjas que não eram da Pós TV?
Eles junto com o Lalo, o Sérgio Amadeu, o Miro, o João Brant e o Igor Felippe. Eles os pichadores sem medo e as meninas corajosas da primeira fila. Eles e elas que ignoraram a polícia e seus helicópteros.
A marcha de ontem à noite na frente à Globo marcou.
Uma TV inóspita e pouco acessível. Que fica num lugar inóspito e pouco acessível. Numa cidade, convenhamos, bastante inóspita como São Paulo. Mesmo assim éramos ao menos uns 2 mil por lá.
Aliás, daria para comparar a manifestação noturna de ontem na frente da Globo, que não tinha um único figurante, com a dos médicos na Paulista. A deles, segundo o Jornal da Globo do dia, teria 5 mil. Sendo assim, 5 mil para a de ontem também.
Passa bastão
Bastão passado. Havia muitos e muitos jovens putos, putíssimos com a TV dos Marinhos. Gente que quer ocupar a Globo. Que quer ocupar o Congresso. Que quer ocupar o Ministério das Comunicações. Que quer ir até as últimas consequências para mostrar que não aceita mais este jogo nas comunicações. Que quer derrubar o Paulo Bernardo e sua mentalidade lobista.
E tudo indica que isso vai continuar.
A partir de hoje a Globo virou alvo. E a democratização das comunicações uma pauta das ruas.
Que bom que havia muitos jovens e a boa energia do Passe Livre.
E que bom que o MST estava lá.
Há coisas novas acontecendo. E em algum momento isso haveria de acontecer. A Globo se tornaria alvo.
Do que é movimento novo. E do que supostamente é movimento tradicional.
A Globo não poderia passar ao largo de um momento histórico como este que vive o Brasil.
Era preciso um movimento global contra a Globo.
O que aconteceu hoje foi só o começo.
As redes vão amadurecer o que aconteceu nas ruas. E vão articular novas ruas.
Redes e ruas vão criar ainda muitos problemas para quem se achava acima deles, a Globo.
PS do Viomundo: Por causa de um raio laser projetado no rosto do apresentador pelos manifestantes, a Globo teve de mudar o enquadramento da edição de ontem do SPTV. As chamadas foram sempre muito curtinhas, para não dar tempo de o laser interferir. E o encerramento do jornal saiu rápido do estúdio para imagens externas. Vejam a nota em que a Globo fala em 400 manifestantes (havia mais), onde aparece o laser.
Leia também:
Leia os documentos revelados pelo Cafezinho e o livro Afundação Roberto Marinho

Rosário: grupelho fascista atira rojões contra manifestantes










De Miguel do Rosário, presente à manifestação no Centro do Rio, em seu blog O Cafezinho:
“Eu quero fazer uma denúncia grave. A manifestação aqui no Rio seguia tranquila. Os trabalhadores marchavam com suas bandeiras. No carro de som, locutores defendiam propostas objetivas. Por volta das 18 horas, quando a passeata ainda estava concentrada junto à Candelária, houve um primeiro incidente envolvendo os “mascarados”, que jogaram pedras nos vidros da Candelária. A polícia veio, pediu para que um deles tirasse a máscara. O sujeito se recusou, o policial o segurou pelo braço. Outros mascarados cercaram o policial. Então a polícia jogou uma bomba de pimenta, causando transtornos em várias pessoas que não tinham nada a ver com os mascarados.
Aí o negócio se acalmou. Os locutores pediram para ninguém usar máscara. Tentou-se contemporizar.  Esse foi o grande erro.
Mascarados são inimigos dos trabalhadores. Tem que ser expulsos sumariamente das passeatas. São vândalos e fascistas, apesar de alguns usarem o rótulo de “anarquistas”. De anarquistas não tem nada.
Havia pelo menos uns três grupos de mascarados. Um se manteve desde cedo diante do Palácio Guanabara, sede do governo, bem distante das passeatas.
Um grupo ficou na Cinelândia, esperando a passeata. Outro, na parte de trás – foi esse que jogou pedras nos vidros da Candelária.
Em seguida, o grupo de trás se dirigiu para a frente, infiltrando-se no meio da passeata. Havia uns dois que dirigiam os grupos.
Os dois grupos se uniram na frente da passeata e marcharam juntos por algum tempo. Até que, de repente, o grupo inteiro, uns duzentos mascardos, se voltou e passou a marchar na direção da passeata. Posicionaram-se em frente ao carro de som da UGT, e ali permaneceram, bloqueando a passagem de mais de 50 mil manifestantes.
Vários faziam gestos ameaçadores com as mãos. Lançaram bombas. Dirigiram rojões na direção das pessoas.
A polícia entrou em cena com a delicadeza de sempre, lançando gás pimenta, bombas de efeito moral e atirando pro alto. O caos se instalou. As pessoas correram assustadas.”
Continue lendo em O Cafezinho.
PS do Tijolaço: Concordo com o Miguel e vou além. Esses caras devem ser expulsos dali pelos próprios manifestantes. Postos pra correr. Não dou uma de politicamente correto, não. O direito de manifestação é dos manifestantes, não de uns babacas  - alguns nitidamente filhinhos de papai, com dinheirinho para comprar máscara de gás e casaquinho estiloso de “revoltado” – que querem destruir não apenas vidraças, mas o objetivo da passeata. Se querem depredar, façam isso fora das manifestações, se são mesmo valentes. Mas sozinhos não fazem, porque são parasitas, e parasita vive da energia alheia.
Por: Fernando Brito

quinta-feira, 11 de julho de 2013

'ELEITOR VAI COBRAR CARO SE POVO NÃO FOR OUVIDO'

segunda-feira, 8 de julho de 2013

DIA 11: LIBERTAR A RUA DO SEQUESTRO CONSERVADOR

* O MAPA DO GRAMPO PLANETÁRIO QUE ATINGE TAMBÉM O BRASIL.

**Sentados à direita de Deus Pai: os critérios políticos da santificação no Vaticano (por Dermi Azevedo; nesta pág) 

**SP: o impensável tornou-se obrigatório: se perdeu o primeiro round, Fernando Haddad ganhou em contrapartida um precioso campo de coerência política para um mandato que mal começou.(Leia mais aqui)   
 



Organizações e lideranças progressistas não podem se omitir nas jornadas  da próxima 5ª feira, dia 11. Para além das justas reivindicações corporativas e setoriais, cabe-lhes repor a moldura política da disputa em curso no país. Um ciclo de crescimento se esgota;  outro terá que ser construído. Vivemos um aquecimento: 2014 será o pontapé oficial. Vulgarizadores  do credo neoliberal celebram: com as multidões nas ruas, é a tempestade  perfeita. Em termos. Se acertam no varejo, trombam  no essencial:  o que anda para frente não se confunde com o  cortejo empenhado em ir para trás. O que as ruas reclamam não cabe no credo regressivo: reforma política, mais democracia, mais investimento público, mais planejamento urbano e mais liberdade de expressão. O fato de a revista ‘Veja' ter recorrido ao rudimentar expediente de falsear um ‘líder biônico dos protestos'  diz muito da dificuldade em acomodar os anseios das multidões nos limites do ideário que vocaliza. A narrativa ortodoxa  sempre desdenhou  da dinâmica vigorosa embutida no degelo social registrado na última década. Ou isso, ou aquilo. Ou se reconhece os novos aceleradores sociais do desenvolvimento ou o alarde dos  seus gargalos  é descabido. Ambos são reais. Há um deslocamento social em marcha que se pretende barrar com a falsificação de multidões retrógradas. No dia 11, o Brasil deve expressar sua diversidade. Mas, sobretudo,  emoldura-la  em uma agenda comum emancipadora. Para libertar a rua do sequestro conservador. (LEIA MAIS AQUI)

sábado, 6 de julho de 2013

SEGUNDA ONDA DE PROTESTOS ELEVA PRESSÃO SOBRE O PODER