Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista
Mostrando postagens com marcador quadrilha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador quadrilha. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Barbosa, mídia e oposição temem que condenações de Dirceu caiam

Em edição extraordinária, há que ressaltar fato de suma importância que foi ressaltado, pela primeira vez, pelo presidente do STF, Sua Excelência o senhor Joaquim Barbosa, assim que encerrou sessão da Corte que integra na qual oito réus da Ação Penal 470, vulgo mensalão, foram absolvidos da acusação de formação de quadrilha, precedendo explosão de fúria no Plenário.
Em seguida, o mesmo fato foi ressaltado, com diferentes graus de clareza, por dois jornalistas – um da grande mídia e o outro da mídia alternativa.
Em suma, como é vital usar clareza extrema para explicar situação que está deixando de cabelos em pé o mundo jurídico, o espectro político-partidário, a mídia e a própria Justiça, e diante da gravidade do que está ocorrendo, este Blog tentará dar a sua contribuição à necessária clarificação do fato.
Para resumir, Joaquim Barbosa e os jornalistas Eliane Cantanhêde, da Folha de São Paulo, e Breno Altman, do Site Opera Mundi, notaram bem as consequências da absolvição dos réus do “núcleo político” do julgamento do mensalão.
Barbosa pediu que anotassem que um processo estava começando com aquelas absolvições; Cantanhêde anotou o risco de Dirceu ser libertado e “santificado”; Altman explicou, claramente, fato que muitos notaram, mas que ainda esperavam para ver ganhar formas mais inteligíveis.
Agora, há que dizer claramente: Dirceu, acima de qualquer outro condenado na AP 470, pode pedir revisão criminal e pode ter chance de êxito porque, com a queda da tese de quadrilha, vem à tona o fato jurídico de que se uma quadrilha inexiste ele não poderia ter liderado e dirigido uma “organização criminosa”, conceito que é a base de sustentação de suas condenações.
A absolvição completa de Dirceu – difícil, mas agora não impossível ou tão improvável assim – produziria um terremoto político. Um homem que lutou contra a ditadura e foi preso e deportado volta ao país, ajuda a edificar um partido da envergadura do PT, é preso de novo, agora sob acusações falsas, e a história termina (?) com a sua inocência restaurada.
Dali em diante…
Complete você, leitor, o parágrafo anterior… Até rimou.

Um cheiro de cinzas no ar

Cai a acusação de quadrilha no STF; fica desmoralizada a tese do domínio do fato; sobra a Barbosa adornar o palanque conservador

Jogral do Brasil aos cacos erra feio: PIB do 4ª trimestre tem o terceiro maior crescimento do mundo, só atrás da Coreia do Sul e EUA.

Investimento em alta cresce 3,6% em 2013; consumo das famílias avança há 10 anos

PIB de 2013 vai a 2,3%; o do México cresceu 1%: mas o isento Financial Times louva o México pró-mercados; e ataca Guido

Investimento federal em janeiro foi de R$ 11 bi; economia para pagar juros chegou a quase R$ 13 bi, mas os mercados acham pouco

Fica difícil afastar a percepção de que o carnaval conservador saltou para a dispersão sem passar pela apoteose. O cheiro de cinzas no ar é inconfundível.

por: Saul Leblon 

Arquivo













Como parte interessada, a mídia jamais reconhecerá no fato o seu alcance: mas talvez o Brasil tenha assistido nesta 5ª feira a uma das mais duras derrotas já sofridas pelo conservadorismo desde a redemocratização.

Quem perdeu não foi a ética, a lisura na coisa pública ou a justiça, como querem os derrotados.

A resistência conservadora a uma reforma política, que ao menos dificultasse o financiamento privado das campanhas eleitorais, evidencia que a pauta subjacente ao julgamento da AP 470 tem pouco a ver com o manual das virtudes alardeadas.

O que estava em jogo era ferir de morte o campo progressista

Não apenas os seus protagonistas e lideranças.

Mas sobretudo, uma agenda de resiliência  histórica infatigável, com a qual eles seriam identificados.

Ela foi golpeada impiedosamente em 54 e renasceu com um único tiro; foi golpeada em 1960 e renasceu em 1962; foi golpeada em 1964, renasceu em 1988; foi golpeada em 1989, renasceu em 2003; foi golpeada em 2005 e renasceu em 2006, em 2010...

O  que se pretendia desta vez, repita-se, não era exemplar cabeças coroadas do petismo, mas um propósito algo difuso, e todavia persistente, de colocar a luta pelo desenvolvimento como uma responsabilidade intransferível da democracia e do Estado brasileiro.

A derrota conservadora é  superlativa nesse sentido, a exemplo dos recursos por ela mobilizados --sabidamente nada  modestos.

Seu dispositivo midiático lidera a lista dos mais esfarrapados egressos da refrega histórica.

Se os bonitos manuais de redação valessem, o  desfecho da AP 470  obrigaria a mídia ‘isenta’ a regurgitar as florestas inteiras de celulose que consumiu com o objetivo de espetar no PT o epíteto eleitoral de ‘quadrilha’.

Demandaria uma lavagem de autocrítica.

Que ela não fará.

Tampouco reconhecerá que ao derrubar a acusação de quadrilha, os juízes que julgam com base nos autos desautorizariam implicitamente o uso indevido da teoria  do  domínio do fato, que amarrou toda uma narrativa largamente desprovida de provas.

Se não houve quadrilha, fica claro o propósito político prévio  de emoldurar a  cabeça  do ex-ministro José Dirceu no centro de uma bandeja eleitoral, cuja guarnição incluiria nomes ilustres do PT, arrolados ou não  na AP 470.

O banquete longamente preparado  será degustado de qualquer forma agora.
Mas fica difícil  afastar  a percepção de que o carnaval conservador saltou  direto da concentração para  a dispersão sem passar pela apoteose.

Aqui e ali, haverá quem arrote  peru nos camarotes e colunas da indignação seletiva.

O cheiro de cinzas, porém, é inconfundível e contaminará por muito tempo o ambiente político e econômico do conservadorismo.

O  que se pretendia, repita-se, não era apenas criminalizar fulano ou sicrano, mas a tentativa em curso de enfraquecer o enredo que os mercados impuseram ao país de forma estrita e abrangente no ciclo tucano dos anos 90.

Inclua-se aí a captura do Estado para sintonizar o país à modernidade de um capitalismo ancorado na subordinação irrestrita da economia, e na rendição incondicional da sociedade, à supremacia das finanças desreguladas.

O Brasil está longe de ter subvertido essa lógica.

Mas não por acaso, a cada três palavras que a ortodoxia pronuncia hoje, uma é para condenar as ameaças e tentativas de avanços nessa direção.

O jogral é conhecido: “tudo o que não é mercado é populismo; tudo o que não é mercado é corrupção; tudo o que não é mercado é inflacionário, é ineficiência, atraso e gastança”.

O eco desse martelete percorreu cada sessão do mais longo julgamento da história brasileira.

Assim como ele, a condenação da política pelas togas coléricas reverberava a contrapartida de um anátema econômico de igual veemência,  insistentemente  lembrado pelos analistas e consultores: “o Brasil não sabe crescer, o Brasil não vai crescer, o Brasil não pode crescer --a menos que retome  e conclua  as ‘reformas’”.

O eufemismo cifrado designa o assalto aos direitos trabalhistas; o desmonte das políticas sociais;  a deflagração de um novo ciclo de   privatizações e a renúncia irrestrita a políticas e tarifas de indução ao crescimento.

Não é possível equilibrar-se na posição vertical em cima de um palanque abraçado a essa agenda, que a operosa Casa das Garças turbina para Aécio --ou Campos, tanto faz.

Daí o empenho meticuloso dos punhais midiáticos em escalpelar os réus da AP 470.

Que legitimidade poderia ter um projeto alternativo de desenvolvimento identificado com uma  ‘quadrilha’ infiltrada no Estado brasileiro?

Foi essa indução que saiu  seriamente chamuscada da sessão do STF na tarde desta 5ª feira.

Os interesses econômicos e financeiros que a desfrutariam continuam vivos.

Que o diga a taxa de juro devolvida esta semana ao degrau de 10,75% , de onde a Presidenta Dilma a recebeu e do qual tentou rebaixá-la, sob  fogo cerrado da república rentista e do seu jornalismo especializado.

Sem desarmar a bomba de sucção financeira essas tentativas  tropeçarão ciclicamente  em si mesmas.

Os quase 6% que o  Estado brasileiro destina ao rentismo anualmente, na forma de juros da dívida pública, dificultam sobremaneira desarmar o círculo vicioso do endividamento, do qual eles são causa e decorrência.

É o labirinto do agiota: juro sobre juro leva a mais juro. E mais alto.

Dessa encruzilhada se esboça a disputa entre  dois projetos distintos de desenvolvimento.

A colisão entre as duas dinâmicas fica mais evidente quando a taxa de crescimento declina ou ocorrem mudanças de ciclo na economia mundial, estreitando adicionalmente a margem de manobra do Estado e das contas externas.

É o que a América Latina, ou quase toda ela, experimenta  nesse momento.

A campanha eleitoral deste ano prestaria inestimável serviço ao discernimento da sociedade se desnudasse esse conflito objetivo, subjacente à  guerra travada diante dos holofotes no julgamento da AP 470.

O conservadorismo foi derrotado. Mas não perdeu seus arsenais.

Eles só serão desarmados pela força e o consentimento  reunidos das grandes mobilizações democráticas.

As eleições de outubro poderiam funcionar como essa grande praça da apoteose.

A ver.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

JB PRECISA SAIR PARA QUE O STF RESTAURE A DIGNIDADE

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Santayana: CPI tem que fazer a devassa


O Conversa Afiada reproduz artigo de Mauro Santayana, no JB online:

O julgamento político como legítima defesa


por Mauro Santayana


Coube a Robespierre definir o julgamento político como legítima defesa das sociedades nacionais. Ao defender o julgamento de Luís 16, que condenaria o rei à morte, e lhe dar toda a legitimidade, o líder revolucionário explicou que o poder legislativo, a Convenção Nacional,  não atuava como um tribunal comum. Atuava como um corpo político da nação. Se o rei fosse inocente, culpados seriam os 387 deputados que haviam votado pela morte do soberano. Como constituíssem a maioria dos delegados do  povo, culpada seria a nação francesa. Sendo um julgamento político, a sentença condenatória era um ato de defesa da pátria contra aquele que ela identificara como inimigo.


Ao defender antes de se iniciar o julgamento, a atuação  dos convencionais, disse:  “não se trata de um processo, mas  medida de segurança pública,  ato de providência nacional a ser exercido. Luis deve morrer, para que a pátria viva”.


A Revolução Francesa foi um dos momentos mais fortes do homem. Nele houve de tudo, na grandeza e na traição, na força demolidora e construtora das idéias, no avanço republicano da liberdade, com a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão – e na contra-revolução termidoriana, no surgimento de Napoleão, na Santa Aliança, na derrota de Waterloo, na restauração monárquica.


A direita sempre a desdenha. Em 1934, pouco antes que Hitler o matasse, a fim de eliminar um provável inimigo, Ernst Roehm diria que a nova ordem do nazismo  iria eliminar os efeitos da Revolução Francesa na História.


As grandes revoluções iludem os que dela são contemporâneos. Elas só são avaliadas muito depois. Uma tese histórica coerente é a de que estamos sempre em uma revolução, com momentos mais agudos e menos agudos e eventuais pausas de pasmaceira. Nem todos nos damos conta de que vivemos, nestes dias, no Brasil e no mundo,  uma situação revolucionária, mas desprovida de grandes líderes. Os estados nacionais minguam. O poder financeiro, astuto, passou a dirigi-los, mediante o controle dos parlamentos – mas como foi com muita sede ao pote, encontrou a resistência, ainda desorganizada, dos cidadãos. É nesse quadro que, no Brasil, se iniciam os trabalhos da CPI destinada a desemaranhar a teia enovelada do governo paralelo do empresário Carlos Cachoeira.


O Parlamento se encontra em situação parecida à da Convenção Nacional nos últimos meses de 1792. Para que a Revolução se salvasse, em seus efeitos históricos,  era necessário que o rei morresse. Para que a República se salve e, com ela, o povo brasileiro, é necessário que a CPI vá às últimas conseqüências. A nação está clamando por uma devassa, não para que se erga, em alguma praça, a máquina do doutor Guillotin. Ao contrário do que muitos pensam, não é preciso que o sangue lave a honra das nações. Mas os ladrões do Erário, que roubam dos que trabalham e produzem, devem ser conhecidos e levados aos tribunais. Não se trata de conflito ideológico, mas de ato de legítima defesa nacional. Os que roubam, ao subtrair os bens comuns, contribuem para que o estado republicano desmorone e, com ele, a nação. Desmorone nos hospitais precários, que não salvam vidas e, frequentemente, apressam  a morte; desmorone nas escolas públicas em que as crianças não aprendem, mas se expõem aos perigos, que vão das humilhações à tortura, cometidas pelos fortes contra os fracos, quando não aos massacres; desmorone nos serviços de segurança, dos quais surgem esquadrões da morte e milicianos quadrilheiros.


Nesta visão, correta e ampla, dos efeitos da corrupção, os corruptos não são apenas larápios: são, da mesma forma, bandidos e assassinos. Uma coisa é o financiamento de campanhas políticas pelos empresários, outra o enriquecimento de agentes públicos, mediante as promíscuas relações, nas quais se superfaturam obras públicas e serviços, para a divisão do butim entre os parceiros. O que todos os cidadãos conscientes exigem é o financiamento público das campanhas, a fim de evitar essa poluição do sistema democrático.


O rigor nas investigações, atinja a quem atingir, é  ato de legítima defesa do sistema republicano e, particularmente, do poder legislativo. Há, crescente, na opinião pública – a partir das informações que recebe – o equivocado juízo de que os senadores e deputados são inúteis. Se essa CPI se frustrar, os cidadãos podem supor que os parlamentares não são apenas inúteis, mas também complacentes com os seus pares aquadrilhados, como os representantes de Goiás fisgados pela língua, entre eles esse comediante menor, o senador Demóstenes Torres, que fez, durante tanto tempo, o papel de catão.


Devemos entender que a maioria parlamentar não é feita de bandoleiros, embora possa ter sua parcela de incompetentes. Espera-se que, na CPI, os homens de bem sejam tão ousados como costumam ser os canalhas – e os vencer – para lembrar a constatação de Disraeli sobre a Inglaterra de seu tempo. Hoje, provavelmente, o grande conservador não teria o mesmo juízo dos homens de bem ingleses, acoelhados diante do atrevimento dos camerons e blaires contemporâneos.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Quem controla a informação ? É o nó da CPI da Veja


A batalha não é sobre a associação do crime organizado ao PiG (*) e a governos tucanos.

Aparentemente,  o que surgiu até agora do tucano Marconi Perillo é a ponta do iceberg.

( O senador Requião quer que a CPI da Veja investigue a possibilidade de Carlinhos Cachoeira ter negociado a instalação do crime organizado no Paraná, com  membros do governo tucano do Beto Richa.)

Sobre o PiG, alem do conluio entre a Veja e a Globo – a Globo transforma em Chanel # 5 o sólido detrito de maré baixa da Veja -, a associação do Correio Braziliense e outros notáveis órgãos do grupo Associados ao crime organizado ruborizaria o próprio Chateaubriand.

Mas, não é tudo.

Suspeita-se que notáveis colonistas (**) de notáveis jornais do PiG se tenham enlameado nos grampos do Cachoeira.

A desmoralização do PiG, colonistas e de governadores tucanos não significa desmoralizar a hipocrisia da oposição.

Por um motivo muito simples.

A oposição de verdade é o PiG.

Que precisa  vingar a derrota nas três últimas eleições presidenciais e a próxima queda do reduto conservador na cidade de Sao Paulo.

Derrotas que o PiG sofreu na carne, porque o Alckmin e do Cerra não passavam de seus meros instrumentos eleitorais.

Clique aqui para ler a interpretação que Fernando Brito, no Tijolaço, deu à pesquisa do Datafalha que mostra a es-pe-ta-cu-lar popularidade da Dilma e do Lula.

A manipulação da CPI da Veja e a condenação do José Dirceu no mensalão serão o terceiro turno do PiG – já que Alckmin e Cerra foram impotentes.

Para conseguir isso, o PiG tenta, antes,  um Golpe contra ministros do Supremo.

Ganhar no tapetão, com a gazua, a faca no pescoço dos juízes.

Constranger os ministros, impor uma urgência artificial, exigir um compromisso publico, irreversivel, porque a cabeça de Dirceu é como a de João Batista – só ela vingará Herodias.

(Quem seria a Herodias de Brasília – do Estadão, da Folha ou do/a Globo, amigo navegante  ?)

Para atingir esses objetivos edificantes, o PiG empregará um expediente estratégico: controlar as informações que brotem da CPI.

Porque já tem o quase-monopólio dos meios formais de comunicação.

É uma velha estrategia do arsenal piguento: controlar o fluxo de informações e fechar o acesso aos podres dos tucanos e membros do PiG.

Foi o que fez na CPI dos Correios, dita do mensalão.

O PiG recebe informações privilegiadas, exclusivas, joga fora o que não  interesse, e pendura o Governo e aliados no poste.

Transforma a Delta em mãe do PAC e o Protogenes em filho do Cachoeira.

Hoje, o PiG se abastece de advogados e procuradores.

Dupla que substitui o Cachoeira como fonte de informação do PiG e seus colonistas (**).

O desafio do PT na CPI e na Comissão de Ética do Senado é quebrar esse monopólio.

“Democratizar” a informação.

Levar o Robert(o) Civita para abrir os trabalhos e mostrar como produzia detritos sólidos que a Globo transforma em Chanel # 5.

Seria um bom começo.

A desmoralização escancarada do Robert(o) vai respingar em todo o PiG e a oposição.

Porque a Veja era o gérmen das tentativas mais dramáticas de Golpe.

O grampo sem audio que salvou o Daniel Dantas.

E as imagens de corrupção nos Correios,  produzidas pelo Cachoeira e o Robert(o), e levaram à queda do Dirceu.

Clique aqui para ler “TV Record melou o mensalão”.

Depois do Robert(o), o segundo a depor deveria ser o Ernani de Paula, que revelou a autoria do Cachoeira  e do Demóstenes nesse vídeo dos Correios.

Depois, o Lereia, o alto dirigente tucano, que desempenha o papel de porta-voz do Cachoeira.

A CPI controlada pelo Governo deve chamar também o Ali Kamel para revelar a formula do Chanel # 5.

E explicar por que a Globo usou o Mino Pedrosa, notável colonista do PiG (*), para incriminar o Jose Dirceu.

Está nas mãos do relator do PT democratizar as informações da CPI da Veja.

Se é que o PT já percebeu que o PiG é a maior ameaça à democracia brasileira.

Não é isso, Bernardo ?

Clique aqui para ler “a CPI da Veja vai acabar com o ‘espetáculo’ da Globo”.


Paulo Henrique Amorim



(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta  costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse  pessoal aí.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O jogo da desinformação na CPI de Cachoeira


A SITUAÇÃO EM GOIÁS

Há momentos divertidos nas tentativas da oposição ao governo federal – a situação em Goiás - de defender Carlinhos Cachoeira e banda.
O país descobre – graças ao trabalho da Polícia Federal – que o líder dos Democratas no Senado, o relator do projeto da "Ficha Limpa", o paladino da moral e dos bons costumes, alçado ao posto de mosqueteiro da ética no Congresso Nacional, não passava de sócio minoritário de uma quadrilha de bandidos, recebendo ordens diretas do chefe da gangue, que lhe tratava com algum desdém.
Agora, a parte divertida: como o braço midiático da quadrilha reage a esta descoberta?
Trazendo para as manchetes e capas a palavra "mensalão".
É a primeira vez que eu vejo a imprensa lutando bravamente CONTRA a instalação de uma CPI. Se é que uma CPI pode ser boa para alguém, é boa para a imprensa, que precisa de novidades para vender jornais e garantir a audiência. Então, por que a imprensa foi tão contra esta CPI?
Veja se me acompanha (isto é um pouco complicado, dependendo da época, do estado e da folha): a base de apoio do governo federal protocolou o pedido de CPI. A imprensa diz que foi a mando de Lula, que Dilma e seu governo não queriam. O PT, partido de Dilma, defende a CPI. A imprensa diz que Dilma e o seu governo ficaram furiosos. A imprensa repete mil vezes que CPI "se sabe como começa, etc...", que a CPI é uma tentativa de vingança de Lula e vai prejudicar o governo Dilma. Com fontes seguras no Planalto, a imprensa diz que o PT voltou atrás e agora quer atrasar a CPI. O PT garante as assinaturas para instalar a CPI. O que diz a imprensa?
"Palácio do Planalto aborta tentativa de atrasar investigações no Congresso"
Vocês eu não sei, mas eu achei a idéia de "abortar uma tentativa" um tanto confusa.
"Ele abortou várias vezes a tentativa de trabalhar. Ou seja, é um deitado!".
"Desculpe, mas abortei a tentativa de comprar sua revista, fica para a próxima!".
"Eu abortei a tentativa de parar de fumar. Tem fogo?".
X
Menos divertido, ao contrário, como momentos comoventes, o esforço de colegas de profissão – bons jornalistas – de alertar o distinto público sobre o que há de vir na CPI, mais detalhes sobre a relação de maus jornalistas com o crime organizado.
Uma coisa é ouvir um bandido sobre o crime, avisando ao leitor que a informação foi dada por um bandido, isso todos fazem e devem, precisam fazer.
Outra, muito diferente, é ser sócio do bandido, publicando o que ele quer, quando quer, sobre quem quer, anos a fio, e sem contar para ninguém que ele é um bandido, com interesse direto, financeiro, na publicação daquilo que ele chama de "reportagem investigativa".
O modus operandi da quadrilha é simples e fica muito claro pelo que já se conhece das investigações. Na maior parte das vezes, se trata de arapongagem, grampos e gravações ilegais onde o bandido oferece suborno (o que é crime) ou, sabendo que está sendo gravado e seu interlocutor não, envolve a vítima (desonesta ou não) em conversas cabeludas que, bem editadas, podem destruir reputações. De posse destas gravações e com acesso direto às manchetes, a quadrilha arma suas chantagens, ameaçando adversários e desafetos, cobrando para publicar ou não publicar informações.
Segundo a decisão da Justiça que mandou o "empresário de jogos" Carlos Ramos temporariamente para o xilindró, "detectou-se ainda, nas investigações, os estreitos contatos da quadrilha com alguns jornalistas para a divulgação de conteúdo capaz de favorecer os interesses do crime".
Alguns não são todos, embora um indisfarçável espírito de classe possa fazer pensar que sim.
X
É tanta roubalheira que a gente chega a esquecer a da semana passada. Acho que não faz um mês que o Fantástico mostrou imagens chocantes de bandidos oferecendo suborno para hospitais públicos. O que está acontecendo com aquela investigação? Alguma notícia, em algum lugar?
Aquelas pessoas foram filmadas, gravadas em alto e bom som, roubando dinheiro de hospitais públicos, um deles um hospital de oncologia, que atende pacientes com câncer, pelo SUS. Ladrões de hospitais são assassinos covardes, filhos da puta que matam aleatoriamente mulheres, crianças e velhos. Eles vão devolver o dinheiro que roubaram? Vão para a cadeia? Quando? E por quanto tempo?

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Kroll: Eu acuso Daniel Dantas



A Justiça Federal de São Paulo absolveu Daniel Dantas da acusação de formação de quadrilha, no âmbito da Operação Chacal, que investigou como Daniel Dantas contratou a empresa americana Kroll para grampear ilegalmente.

A Dra Cecíclia Melo, da Justiça de São Paulo, foi quem desbastou as acusações contra Dantas e deixou essa última – formação de quadrilha – para ser agora, provisoriamente, encerrada.

A Dra Melo chegou a desconsiderar a confissão de uma testemunha-chave, que confessou ter mentido – pago – para tirar Dantas ou um enviado especial da casa de um espião/grampeador.

É uma decisão singular: são condenados os membros de uma quadrilha que espionava e não há mandantes.

Espionar para quem ?

Para ninguém.

Espionavam por deleite.

Por voyeurismo, como os espectadores do BBB.


Eu, Paulo Henrique Amorim, cidadão de uma República, jornalista e pai de família, acuso Daniel Dantas de me grampear.
Entre outros crimes.
Conheço essa história na palma da mão.
Fui testemunha de acusação contra Dantas no processo da Kroll.
Estive na mesma sala em que se encontravam dezenas de advogados dele, notadamente Varões da Advocacia Brasileira, como Wilson Mirza e Nélio Machado.
Conheço o coronel da PM de São Paulo contratado para me espionar.
Conheço o espião/trapalhão israelense que fazia lista por escrito dos clientes e serviços prestados – e que a Justiça parece não ter lido.
Conheço o parente de Dantas que foi à casa do espião/trapalhão acertar o negócio em nome de Dantas.
E ele sabe que o conheço muito bem.
Conheço tudo desse mar de lama.
Dantas me grampeou.
Grampeou uma ligação minha com o empresário Antoninho Marmo Trevisan.
Conhece a minha dieta.
Meus horários.
Meus amigos mais diletos, como Mino Carta.
Espionou membros de minha família.
Grampeou minha filha, enquanto estava noiva.
A Polícia Federal pode não ter conseguido filmar com foco o encontro do parente de Dantas com o espião/trapalhão.
O Ministério Público pode não ter conseguido demonstrar que ele fazia parte da quadrilha – no papel inequívoco de mandante.
E a Justiça errou.
A Justiça errou em todas as etapas.
Desde quando o processo esteva nas doutas mãos da Dra Cecilia Melo.
E agora, na decisão final (e provisória).
Uma quadrilha sem chefe.
Nem em filme dos Irmãos Marx.
E tem mais.
O ansioso blogueiro suspeita que, no caso do desembargador corrupto que a Dra Eliana Calmon mandou para casa (com aposentadoria integral. Viva o Brasil !), ali tem impressões digitais de Dantas.
Como não tem nenhuma dúvida de que o dinheiro do valerioduto do Marcos Valério, desde o Mensalão tucano de Minas, sob o comando de Eduardo Azeredo, era dinheiro de Dantas.
Aliás, a CVM sabe disso melhor do que ninguém, porque tem lá os documentos que mostram a grana que o Dantas, na Brasil Telecom, despejava no cano do Valério.
Eu acuso: a Justiça Federal de São Paulo inocentou- provisoriamente – um culpado.
Dantas me grampeou.
E como diz o sábio Mino Carta, não precisava da Operação Satiagraha.
A Operação Chacal da Kroll, por si só, botava o Dantas atrás das grades.
Para onde voltará,inelutavelmente.

Em tempo: quando Dantas promover a enésima ação judicial contra mim – o que faz toda quarta-feira -, a certa altura dos acontecimentos invocarei como testemunha um dos filhos do Roberto Marinho. Como se sabe, Dantas contratou a Kroll quando brigava com a Telecom Italia. Por causa disso, grampeou os filhos do Roberto Marinho porque tinham relações empresariais com a Telecom Italia. Sei disso, porque o então presidente da Brasil Telecom, Ricardo K, me contou. Pegou os grampos de Dantas recolhidos nos arquivos da Brasil Telecom e mostrou a um dos filhos do Roberto Marinho. Eu trabalhava no iG, da Brasil Telecom, até ser devidamente defenestrado por um Caio T. (“T” de tartufo) Costa.

Em tempo2: este ansioso blogueiro já disse que o business plan de Dantas é ratificar na Justiça (brasileira) as trampas empresariais que monta com a juda de notaveis Ådvogados. Disse isso apoiado num depoimento de Samuel Possebon, excelente jornalista da Teletime, que acompanha a carreira de Dantas, um ícone do capitalismo (de Estado) brasileiro. O diálogo poderia ser assim: ele chega para o futuro sócio e diz: te faço a seguinte operação. O futuro sócio perguntaria: mas, isso é legal ? E ele responde: comigo é !

Em tempo3: foi nessa peleja de Varões de Plutarco, que o Zé se transformou em Zé. Clique aqui para ler por que os amigos de Dantas se referem ao Ministro da Justiça com tanto carinho … Zé.




Paulo Henrique Amorim

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Tribunal de Contas do RS desmente 'Folha' em nota



Tribunal de Contas desmente quadrilha Frias

Órgão afirma que nenhum documento foi ocultado da reportagem do jornal
Por: Thalita Pires, especial para a Rede Brasil Atual

Rio de Janeiro - O Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul (TCE-RS) publicou nota de esclarecimento desmentindo as acusações realizadas pelo jornal Folha de S.Paulo no dia 20 de setembro. Na matéria "Dilma favoreceu firma e aparelhou secretaria, diz auditoria do TCE", o jornal afirma que funcionários do tribunal tentaram ocultar a abertura dos documentos solicitados, que só teriam sido liberados por determinação da presidência do TCE.

Na nota, o tribunal rechaça a afirmação. "A solicitação do jornal Folha de São Paulo para o fornecimento de cópias relativas aos processos de contas da Senhora Dilma Vana Roussef foi prontamente atendida pelo TCE-RS", diz a nota. Além disso, o tribunal teria fornecido todos os documentos relativos aos processos inquiridos, e não apenas os relatórios de auditoria.

O tribunal rejeitou também a insinuação de que teria agido com objetivos políticos. "Associar, como o fez a matéria, a atuação dos técnicos do Tribunal a partido político e, particularmente, a um governante, implica desconhecimento básico dessa realidade ou, o que seria inaceitável, grave afronta à verdade e à transmissão da correta informação', diz a nota.

A matéria da Folha gerou polêmica ao afirmar que Dilma Roussef, quando era secretária de Minas e Energia do Rio Grande do Sul, havia favorecido a Meta Instituto de Pesquisas. O jornal afirma que uma auditoria do TCE-RS havia constatado irregularidades em uma licitação vencida pela Meta. A decisão final do TCE, no entanto, isentou a então secretária da acusação


Leia mais em: O esquerdopata
Under Creative Commons License: Attribution