Marina Silva está cada vez mais afiada na arte de dizer aquilo que a mídia demotucana programou para sair de sua boca. Nesse ambiente pavloviano de adestramento político, a candidata verde recebe contrapartidas correspondentes ao desempenho. Caso a caso, como recomenda a boa técnica de laboratório. Migalhas, em acertos menores. Menosprezo, nos erros maiores. Quinta-feira foi um dia bom. Marina disse em sabatina no jornal o Globo: ‘Lula defende Dilma, mas esquece os cidadãos’. Foi premiada no dia seguinte com uma dose extra de ração. Sua frase ganhou manchete de cinco colunas na 1º página do jornal, mais um bonus com foto de meia página logo abaixo. Um pouco demais, talvez. Mas estamos a vinte dias das eleições. Marina precisa ser estimulada a caminhar mais rápido, no rumo planejado.
(Carta Maior e os rumos de quem saiu do PT em nome da ética; 11-09)
Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
BRASIL SIGILOSO SERRA E MARINA QUEREM SER PRESIDENTE DO BRASIL SEM TRATAR DE EMPREGO, CONSUMO, INFLAÇÃO E PRODUÇÃO. POR QUÊ?

EMPREGO industrial sobe 5,4% em julho, tem maior alta anual em nove anos e a sétima alta consecutiva em 2010, divulgou o IBGE nesta sexta-feira, 10. Na comparação com julho de 2009, o emprego na indústria registrou expansão de 5,4%, o maior aumento ante igual mês de ano anterior desde o início da série histórica, em 2001. No ano, o emprego na indústria acumula alta de 2,9% e em 12 meses, queda de 0,5%; o valor da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria teve aumento real de 1,9% em julho; na comparação com julho de 2009, o aumento foi de 11,2%, com expansão acumulada de 5,6% no ano;
CONFIANÇA do consumidor brasileiro atinge a marca recorde de 155 pontos em agosto, superando os 150 pontos registrados em abril e maio. Acima de 100 pontos indica otimismo dos consumidores. Nas regiões Norte e Centro-Oeste a marca bateu no teto máximo desse indicador:200 pontos. Na sequência, a região Sul, registrou 163 pontos e o Sudeste, 159 pontos, acima até dos 130 pontos do Nordeste;
INFLAÇÃO MEDIDA pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou próximo de zero em agosto, subindo apenas 0,04% . Em 12 meses, o IPCA acumula alta de 4,49%, a menor variação desde dezembro de 2009; o resultado reforça a expectativa de que o ciclo de alta da taxa dos juros acabou. Agosto marca uma sequência de três meses com inflação igual ou próxima a zero; trata-se da segunda melhor sequencia da história do Índice em 12 anos
PRODUÇÃO EM ALTA --em julho, segundo a CNI, as horas trabalhadas na produção avançaram 2,6%, a massa salarial real teve alta de 3,6% e o rendimento médio subiu 3,1%. A tendência do setor industrial para o terceiro trimestre é de expansão; a CNI elevOU de 13,2% para quase 14% a projeção de crescimento do PIB do setor para 2010.
(Carta Maior, com agências; 10-09)
FHC e Serra iam vender tudo: BB, Caixa e a jóia da coroa, a Petrobrás





O Governo Serra/FHC ia sublocar à Disney
O Conversa Afiada já demonstrou que o Governo FHC/Serra quis vender tudo.
Um documento oficial do Governo FHGC/Serra mostra o que estava na pedra para ser passado nos cobres: Banco do do Brasil, Caixa, Petrobrás …
Ia sobrar o Pão de Açúcar, que o Governo FHC/Serra provavelmente ia sub-locar à Disney.
Não esquecer também de ver, amigo navegante, num post sobre todos os erros do Serra, as fotos comoventes da privatização da Light, em que Serra se rejubila com a Rainha da Privatização, Elena Landau, que trabalhou com Daniel Dantas.
São momentos de cortar o coração (de raiva).
O blog Amigos do Presidente Lula – que a dra Cureau quis calar - tratou de um comício em que o presidente Lula – Por que o Serra não faz comício, só passeata ? -, acusa o Governo FHC/Serra da mesma coisa: querer vender tudo.
E lá estou outras provas documentais.
“PSDB quis vender a Petrobras, o BB e a Caixa”, diz Lula
No comício da campanha de Dilma Rousseff, sem a presença da candidata Dilma, em Ribeirão Preto (SP), o Presidente Lula pediu aos tucanos que parassem de “blasfemar na televisão” e comparassem seu governo ao de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). E aludiu uma posição desconfortável: “Ficavam todo dia de quatro diante do FMI! Fomos nós que mandamos o FMI embora… Eles hoje nos devem 14 bilhões de dólares”, bradou o líder petista, no centro da cidade do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, um dos presentes ao palanque.
“Aprenderam a vender o que não era deles, o bem público deste País”, acrescentou Lula, na hora de sacar uma das suas estratégias na campanha de 2006: “Queriam vender a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal! Quando nós chegamos, estava tudo endividado”. Segundo o presidente, é “hora do pão-pão, queijo-queijo”.
No deserto jornalístico de Kamel, bebê deixa Serra falando sozinho

por Luiz Carlos Azenha
Gastei meia hora de meu precioso tempo noturno, ontem, para testemunhar ao vivo o Jornal Nacional.
Teve a leveza e a graça de uma autópsia.
O Jornal Nacional faz de conta que não estamos às vésperas de uma eleição histórica. Para o JN, o Brasil é um grande cenário, onde as estrelas da Globo são os protagonistas. Elas cortam os céus a jato, se protegem da chuva na cabine e usam o povo como coadjuvante para suas grandes descobertas: potiguar, sei agora, é comedor de camarão.
Higienicamente separados da cobertura política por um bloco inteiro de notícias, os artistas da Globo preocupados com a eleição não se misturam com a política partidária, que isso é coisa de bandido.
O bloco de cobertura de eleições é o bloco policial do JN.
A polícia paulista mostra serviço apurando a quebra de sigilo fiscal, que é o centro da cobertura “política” da Globo. Em seguida, os candidatos são usados como meros coadjuvantes para fazer jogo-de-cena no roteiro de Ali Kamel.
Falam José Serra e Marina Silva, martelando tudo o que já disseram dezenas de vezes ao longo dos últimos dias. Por último, Plínio de Arruda Sampaio dá seu recado de alguns segundos. É a “democracia”, versão JN.
Essa paródia jornalística nos é apresentada como “jornalismo imparcial”.
Com o cuidado de omitir toda e qualquer informação que possa jogar alguma luz sobre o momento. Ontem foi um dia especialmente farto em números da economia: as vendas de cimento cresceram 14,6% de janeiro a agosto; as vendas de material de construção devem crescer 11% em 2010; “Um milhão de brasileiros deixam a pobreza mesmo com a crise”, diz a FGV; Caixa Econômica Federal vai emprestar 70 bilhões em 2010 para a habitação, diz o G1. E por aí vai.
Mas, presumivelmente para não ajudar a candidata do governo, o JN simplesmente suspendeu as “notícias boas” — como, aliás, já fez em 2006 (Marco Aurélio Mello, então editor de Economia do JN na praça econômica mais importante do Brasil, recebeu ordens do Rio de Janeiro para “tirar o pé”).
Ou seja, se de fato Dilma Rousseff vencer pela margem que se imagina que vá vencer, em primeiro turno, o público cativo do JN certamente será pego de surpresa.
Seria exagero imaginar que Ali Kamel criou esse deserto jornalístico noturno apenas para ver brilhar a flor da indignação ensaiada de José Serra.
Hoje, ainda sem falar uma palavra, o neto da Dilma roubou a cena. Foi a “notícia política” da noite.
Além de conhecê-lo, nessa meia hora fiquei sabendo que o Ernesto Paglia gosta de comer camarões, que o sorteio do destino do jatinho é “honesto” e que a proposta do Serra… qual é mesmo a proposta do Serra?
Quebra de sigilo: matérias desmontam versão de Serra
Durante o governo FHC, cerca de 17 milhões de brasileiros tiveram seu sigilo quebrado, inclusive o fiscal. Em 2009, um requerimento expedido por Arnaldo Faria de Sá ao presidente da CPI destinada a apurar a Violência Urbana pedia uma audiência pública para apurar que dados fiscais sigilosos estavam sendo vendidos por camelôs de São Paulo. Reportagem do SBT Brasil mostra que Serra já sabia que seu sigilo fiscal tinha sido quebrado pelo menos desde outubro de 2009. Site também oferecia dados sigilosos do presidente Lula e de sua família. Analista da Vox Populi diz que acusação de Serra não está provocando nenhuma mudança no cenário eleitoral.
Uma matéria feita pelo SBT Brasil revelou que o assunto de quebra de sigilos por uma máfia que atua em São Paulo já era conhecido pelo candidato tucano José Serra desde, pelo menos, outubro de 2009. Na matéria, o próprio Serra comenta a devassa de sua declaração e de sua mulher com total calma e naturalidade, sem dizer que foi o PT, ou que é por motivos eleitorais. Apesar disso, a campanha de Serra insiste em usar o tema da quebra de sigilo contra a candidatura de Dilma Rousseff. Sem sucesso até aqui.
Nesta quinta-feira, o blog do Nassif publicou uma análise de João Francisco Meira, do Vox Populi, sobre o tracking do IG-Bandeirantes: segundo esse levantamento diário, o tema da quebra do sigilo, abraçado por Serra, não está provocando nenhuma mudança na intenção de voto dos eleitores. Nassif escreve:
Não existe nenhuma oscilação significativa, diz ele. Dada a natureza do tracking, tem que se acompanhar a curva dos candidatos, não os resultados diários. E a curva não mostra nenhuma alteração significativa após o caso do tal dossiê. Metade da população ficou sabendo do assunto, diz ele. Dessa metade, os eleitores da Dilma tendem a acreditar nela, os do Serra, nele, e os indecisos tendem a acreditar mais na Dilma que no Serra.
Ele não entende o fuzuê em torno da quebra de sigilo. «Vocês, jornalistas, estão carecas de saber que sigilo fiscal no Brasil é uma peneira», diz ele. Em qualquer loja que se vá, na compra de um carro, de um eletrodoméstico, o gerente pede um instante para consultar o crédito. Liga para um sujeito denominado de analista de crédito que tem todas as informações do candidato ao financiamento, do Imposto de Renda ao Serasa. Basta uma olhada no Google para encontrar centenas de traficantes de informações sigilosas, diz ele.
Ligar esse tema à campanha é forçar a barra.
17 milhões de sigilos quebrados nos anos FHC
No site Brasilwiki, João Paulo Marat mostra como, durante o governo FHC, cerca de 17 milhões de brasileiros tiveram seu sigilo quebrado, inclusive o fiscal. Marat indica matérias e documentos da Câmara Federal sobre o assunto. Ele escreve:
A ação da quadrilha que quebra sigilos fiscais não é desta eleição, nem de ontem, nem deste ano. É uma praga que atinge o Brasil há muito, e não é uma "estratégia" da campanha de Dilma Roussef, como tanto gostariam os integrantes do PSDB e do DEM. Documentos provam que, ainda em 2009, um requerimento expedido por Arnaldo Faria de Sá ao presidente da CPI destinada a apurar a Violência Urbana pedia uma audiência pública para apurar que dados fiscais sigilosos estavam sendo vendidos por camelôs de São Paulo - em 2009. Entre os que tiveram seus sigilos violados estavam o presidente da República, Luís Inácio Lula, o ministro Mantega, o governador José Serra, Verônica Serra e outros menos cotados. É só conferir em
http://www.camara.gov.br/sileg/integras/699422.pdf
Por volta dos anos 2000 e 2001, a Receita Federal iniciava informatização dos dados fiscais e cadastrais dasPessoas físicas e Jurídicas. Em razão desta atualização, foram disponibilizados os bancos de dados completos das pessoas físicas e jurídicas por algum tempo. Em 2008, o SBT fez uma reportagem que havia, no bairro paulista da Santa Ifigênia, pessoas que vendiam a senha para acesso aos bancos de dados do Serpro. O assunto chegou a ser publicado, na época, no jornalão Folha de São Paulo:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u439202.shtml
Isso foi há 10 anos, quando Fernando Henrique Cardoso era presidente. Nesta ocasião, vazaram da Receita Federal os dados do Imposto de Renda do próprio FH, Sílvio Santos, Gugu Liberato e dados cadastrais de 17 milhões de brasileiros.
Atualmente, FHC, que viaja pelo exterior desde que Serra se lançou candidato, pede em seus artigos que Dilma Rouseff seja penalizada. Os dados eram vendidos em disquete, pela quantia de R$ 6 mil e a desfaçatez era tanta que chegavam a anunciar em classificados de jornal. O assunto não ganhou as manchetes dos jornais. Era um caso de polícia.
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O caso do “sigilo” de Serra e a “bala de prata” final

Posted by eduguim on 06/09/10 • Categorized as Opinião do blog
Eduardo Guimarães-Blog Cidadania
Quero me posicionar claramente sobre dois assuntos que, desde o fim da semana passada, estão marcando o debate sobre a sucessão presidencial. Refiro-me, primeiro, ao caso do “sigilo” de José Serra e, depois, às especulações sobre qual será a “bala de prata” final que a estrutura extra oficial de marketing da campanha do ex-governador tucano – composta, essencialmente, mas não só, pelos Grupos Folha e Estado, pela Editora Abril e pelas Organizações Globo – irá disparar contra a adversária.
Em relação à possível quebra do sigilo de tucanos e de parentes de Serra (sua filha), só o que é lícito dizer, até o momento, é que alguém cometeu um crime para influenciar o processo eleitoral.
Todavia, não se pode dizer se foi a campanha tucana ou a petista que delinqüiu, pois se a acusação que domina a mídia é a de que Dilma e seu grupo político teriam engendrado ação criminosa contra os adversários, há outra hipótese, tão verossímil quanto a primeira, de que tudo pode ser uma armação tucana para tentar estancar – ou até reverter – a queda pronunciada nas pesquisas do candidato do PSDB a presidente.
O envolvimento de “petistas” no caso foi previsto por este blog antes de surgir na mídia pela última vez com a dimensão que surgiu nos últimos dias, e antes de esses “petistas” efetivamente aparecerem.
Já se dizia, neste blog, que o envolvimento de algum petista seria “(…) um indício não conclusivo, mas que buscará induzir no eleitorado maior suspeita de que as acusações de Serra à campanha de Dilma são verdadeiras. A mídia, mais uma vez, tratará o indício como prova, jogando com o pouco tempo que resta para 3 de outubro para que não seja possível desmentir o factóide (…)”.
O fato é o de que os petistas envolvidos têm filiação dúbia, que tanto pode ser produto de uso de laranjas por um lado (o PT ou aliados) quanto pelo outro (o PSDB e seus aliados).
Diante de uma situação como essa, o mais lógico – e ético – seria não haver exploração por algum dos lados ou pela imprensa, até porque o delinqüente de qualquer dos lados pode ter agido sem autorização dos comandos das campanhas petista ou tucana.
É clara a tentativa de Serra de usar irresponsavelmente um factóide que ainda precisa ser apurado de forma a gerar conseqüências para um dos lados. Várias matérias jornalísticas têm se referido como “estratégia” ao discurso dele de acusar Dilma Rousseff de ser a autora da violão de seus sigilos fiscais, de acusar assim a uma adversária que o vence nas pesquisas por até 26 pontos percentuais de vantagem…
A revista Época desta semana até estampou na capa essa evidência, sob a manchete “A cartada de Serra”, conforme a imagem que ilustra este texto comprova.
Todavia, enquanto chegam até a expor a própria estratégia, os grupos empresariais de comunicação já citados neste texto também produzem manifestações de apoio ilegais a acusações de Serra que de maneira alguma podem ser consideradas como verdadeiras ou falsas, conforme, inclusive, deliberou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recentemente, em resposta a consulta do PSDB à Corte sobre o caso da quebra de sigilos de seus membros.
O caso da “quebra” de sigilos fiscais de tucanos, portanto, não deve ser considerado pela sociedade neste momento. Simplesmente porque, se posteriormente for apurado que a acusação de Serra é verdadeira, bastará à Justiça Eleitoral cassar o mandato de Dilma, uma medida perfeitamente legal e possível de ocorrer diante da comprovação do crime.
A derradeira “Bala de Prata”
Surgem especulações sobre a última “bala de prata” (cartada final de Serra contra Dilma) que a coalizão política formada pelo PSDB, pelo DEM, pelo PPS e pelas empresas de comunicação supracitadas estaria preparando para disparar na antevéspera das eleições, quando a campanha de Dilma Rousseff não puder mais responder ao ataque.
Fala-se em surgimento de denúncias contra a candidata em momento que tão claramente revela que tais denúncias serão produtos de tentativa de reverter a vontade eleitoral da população em favor de José Serra.
Devo dizer que não conheci ninguém, até hoje, que não soubesse que haveria uma denúncia de última hora contra Dilma exatamente como sempre aconteceu com seu padrinho político, o presidente Lula.
A Justiça Eleitoral parece estar aceitando o uso claro e ilegal de concessões públicas de rádio e tevê em benefício da candidatura de José Serra, já que, pela lei, o uso da imprensa escrita por um dos lados não pode ser considerado ilegal apesar de jornais e revistas receberem muito dinheiro público. A ONG que este blogueiro preside, portanto, tentará fazer o TSE tomar uma atitude representando à Corte contra os abusos que estão sendo cometidos.
Todavia, este blogueiro e, até agora, mais de dois mil e quinhentos eleitores brasileiros que o lêem, tentaremos cobrar do TSE que cumpra a sua obrigação. É só o que se pode fazer, além de acreditarmos na maturidade política do povo brasileiro.
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010
O cartaz proibido da Apeoesp

por Conceição Lemes
Do Vi O Mundo
PSDB e DEM entraram com ação no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) contra a divulgação de cartaz do Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp), que aponta os nomes dos deputados que, em 2009, votaram a favor do Projeto de Lei Complementar nº 29, conhecido como PLC 29. Em decisão liminar, o juiz Luís Francisco Aguilar Cortez determinou a retirada dos existentes nas escolas.
“Nós achamos injusta a proibição, mas estão cumprindo a decisão”, afirma a Maria Izabel Azevedo Noronha, presidente da Apeoesp. “Por que o TRE-SP não proíbe a propaganda do Serra que divulga a história de dois professores na sala de aula, que é uma mentira?”
O PCL 29 arrebentou com o Plano de Cargos e Salários dos professores da rede estadual de ensino. Ele institui a prova de mérito para evoluir na carreira e receber até 25% de aumento. Ele prevê ainda que serão promovidos até 20% dos professores que atingirem uma pontuação pré-estabelecida numa prova. Ou seja, exclui 80% da categoria. Por isso, a Apeoesp foi contra o PLC 29. Ele, porém, foi aprovado.
“A Secretaria Estadual de Educação elegeu a avaliação individual do professor como a grande saída para a péssima situação das escolas estaduais. Com isso, tenta jogar o foco dos problemas educacionais sobre o educador”, justifica Maria Izabel. “Entendemos que a educação vai além da relação professor-aluno em sala de aula e dos conhecimentos individuais de cada professor. Não basta, portanto, uma prova de conhecimentos do professor para que se assegure a qualidade de ensino.”
“Já pensou a gente aplicar uma provinha em cada deputado, para dar aumento apenas para uma minoria?”, questiona Izabel Noronha. “Da mesma forma, que eles não admitiriam a provinha, nós não concordamos com ela.. Por isso, agora, queremos dar o troco naqueles que votaram a favor da PLC 29 e contra os professores.”
Por que o PiG (*) insiste no sigilo da filha dele. Porque vai morre
O Alexandre se refere a esse vídeo devastador, com a reportagem do SBT sobre o vazamento de 17 milhões de contas na Receita.
Veja aí que o Zé Baixaria acha absolutamente normal que, numa esquina da capital do Estado que ele governa, se vendam disquetes com o sigilo dele e da filha.
Normal.
(Outra coisa, amigo navegante: por que será que, entre milhões de violações, o vazador (quem será ?) só vaze nomes de tucanos amigos do jenio ? Que coincidência, não ?)
O Conversa Afiada está convencido de que o sigilo é mais um problema do PiG (*) do que do Zé da Baixaria.
O Zé, que já foi Pedágio e Alagão, o Zé Baixaria já sabe que o sigilo da filha não ganha a eleição.
Clique aqui para ver que o Marcos Coimbra diz que o sigilo da filho foi um traque.
Mas, o PiG (*) tem que tentar até o último traque.
Dificilmente o PiG (*) resiste a outros 4 anos de governo trabalhista.
A Globo, o Globo, a Veja e a Folha (**), nessa ordem, devem estar na linha de tiro do próximo Governo.
É óbvio que o próximo Governo vai ter que rever a Lei da Radio-difusão, de 1963 !
É obvio que a não revisão só ajudou a Globo.
E a revisão prejudicará a Globo.
Quando Lula assumiu, a Globo, com 50% da audiência, engolia 90% da verba publicitária oficial.
Ou seja, o Farol de Alexandria subsidiava a Globo: a Globo levava 90% e entregava 50%.
Pode ?
Isso já mudou e vai mudar mais.
Hoje, com 44% da audiência, a Globo leva 48% da verba oficial.
Qualquer redução do market share e a Globo não aguenta manter a programação que tem hoje no ar.
Não aguenta comprar filmes.
Fazer novelas tão caras.
Comprar o Brasileirão e a Copa do Mundo.
Fazer o aero-jornalismo para espinafrar o Brasil.
A grana não alcança.
E a Globo perdeu a capacidade de dialogar com os governos trabalhistas.
A Lei vai mudar e o ambiente comercial também.
A Folha (**) só pode estar jurada na boca do sapo.
O que a Folha (**) já fez com a Dilma foi inaceitável, num regime democrático.
A começar pela ficha policial falsa.
A Veja, a última flor do Fáscio, tem o destino escrito nas estrelas.
Será vendida como a Newsweek ou vai virar um produto de finalidade desconhecida, como a Time.
Se morrer com honra, ficará no lucro.
Mino Carta acha que a “mídia nativa” será o último bloco de resistencia ao Governo Dilma.
É provável.
Que morra na trincheira.
Clique aqui para ver “O jenio vai pedir à Dra Cureau para processar o IBGE”: lá estão os dados sobre o avanço da internet, que são de assustar o PiG (*).
Por isso, esse frenesi com o filho do porteiro que foi ao cinema com a irmã do contador e encontrou o pedreiro da agência da Receita em Mauá.
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
Serra ignora conselho de Noblat e nem cita Lula

Saiu no Tijolaço:
Clique aqui para ver “Lula diz a Serra que baixaria é falta de voto”.
José Serra não seguiu o conselho do Noblat e apequenou-se diante da grandeza de Lula, que foi à TV apontar a baixaria promovida pelo tucano. Em seu programa de hoje à tarde, não teve a coragem de enfrentar o presidente de peito aberto, nem que fosse para se credenciar como líder de uma futura oposição, e fez um discurso frouxo, tentando aparentar uma indignação que não convence ninguém.
Serra continua fingindo que não é oposição e nem a Dilma se referiu, certamente por temer processos agora que a história da quebra dos sigilos fiscais na Receita começa a pesar para o lado dele. O tucano até cancelou sua programação de ontem para preparar uma resposta a Lula, mas o que se viu foi uma fala acovardada, vazia, que nem o guru indiano, com toda sua “profundidade”, faria pior.
O programa de Serra parecia um repeteco dos dias anteriores. Aquela lamuriação, aquele baixo astral, e um mundo de fantasias de obras pelo país, que algum desavisado poderia pensar se tratar de um presidente tentando a reeeleição, embora sua experiência como principal executivo jamais tenha ido além das fronteiras de São Paulo.
Aliás, assistir aos programas eleitorais é sempre revigorante para quem apóia Dilma. Seu discurso é propositivo, aponta para o futuro e para a destinação das riquezas do país para os mais pobres.
Dilma está de bem com a vida e hoje certamente mais feliz com o nascimento de seu primeiro neto. A campanha ainda precisa ser levada com firmeza, mas um espírito leve ajuda muito nessas horas, principalmente quando se enfrenta um adversário carregado, que puxa para baixo a beleza de um processo eleitoral que define o nosso principal governante para os próximos quatro anos.
Em tempo: segundo o blog Amigos do Presidente Lula, a Dilma repetiu o pronunciamento do presidente Lula, que diz ao Serra que baixaria é falta de voto.
Estado policial: filhos de deputada são espionados e seguidos no RS

Clima de faroeste segue no Rio Grande do Sul, beneficiado pelo silêncio da chamada grande mídia. Na tarde de segunda-feira (6) promotor que investiga sargento segurança de Yeda Crusius preso por extorsão avisou a deputada Stela Farias (PT), que presidiu CPI da Corrupção na Assembléia Legislativa, que seus três filhos, incluindo uma criança, foram espionados e seguidos pelo ex-integrante da Casa Militar do governo Yeda. O araponga do governo tucano no RS armazenou fotos e o itinerário dos filhos da parlamentar.
Marco Aurélio Weissheimer
A deputada Stela Farias (PT) denunciou ontem (6), em entrevista coletiva na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, que seus três filhos foram espionados pelo sargento César Rodrigues de Carvalho, preso semana passada por extorquir proprietários de caça-níqueis e interferir nas investigações sobre o caso. O promotor Amílcar Macedo ligou ontem para Stela Farias e avisou-a que seus filhos tinham sido monitorados pelo integrante da Casa Militar do governo Yeda Crusius (PSDB). Monitorados, no caso, significa, fotos e registro do itinerário que eles percorriam, inclusive o filho mais novo, ainda uma criança. Na coletiva, a parlamentar questionou:
“Chamei essa coletiva, principalmente como mãe, porque estou muito preocupada com a segurança dos meus filhos. Durante a CPI da Corrupção, em julho do ano passado, recebi informações anônimas de que estava sendo monitorada pelo Palácio Piratini. Denunciei isto na Tribuna da Assembléia. Mas o que o promotor Amílcar me alertou hoje, vai muito além da política. A questão que paira agora é a mando de quem agia o sargento da BM e para que? Para que montar dossiês com a rotina de uma criança e de jovens filhos de parlamentares?”
Stela informou que vai aguardar as investigações do Ministério Público para tomar as devidas providências legais. Além disso, ela informou o presidente da Assembléia, deputado Giovani Cherini (PDT) sobre o ocorrido.
Deputada questionou chefe da Casa Militar
No dia 18 de junho de 2009, Stela Farias questionou a nomeação, pela governadora Yeda Crusius, do coronel João Batista Gil para o comando da Casa Militar do governo do Estado. Na ocasião, Yeda declarou à imprensa que que “o comando da Casa Militar tem no coronel Gil a continuidade daquilo que ele tem feito ao longo de seus 34 anos na Brigada Militar”.
“Qual é o serviço prestado pelo coronel ao longo de 34 anos? Por acaso seria ele ligado ao Serviço de Informações da Brigada Militar, a PM-2? Teve alguma relação com o extinto SNI? Seria esta a vocação que a governadora pretende imprimir à Casa Militar?”, perguntou a deputada.
Não é exagero supor, acrescentou, que essa mudança tem o objetivo de viabilizar o uso da estrutura da Casa Militar para investigar a oposição. “Não é a primeira vez que pesa sobre o governo gaúcho a acusação de utilizar o aparato do Estado para investigar opositores”, observou. Em março de 2009, o ex-ouvidor da Secretaria da Segurança Adão Paiani denunciou o uso político desse aparato para espionar adversários políticos do governo.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Serra testa "vacina-dossiê" contra livro sobre privataria tucana

Vermelho
Da redação,
Cláudio Gonzalez
Nesta terça-feira (31), o candidato tucano à presidência da República, José Serra, cometeu um ato falho e deixou escapar o que está por trás de toda esta onda que a oposição e a mídia tentam criar em torno da suposta quebra de sigilo fiscal de lideranças tucanas. Ao mencionar o nome do jornalista Amauri Ribeiro Jr, que escreveu um livro com informações bombásticas que provam a relação dos tucanos com corrupção, Serra deu a senha da estratégia oposicionista.
Ficou patente que todo o trololó sobre dossiês é, na verdade, uma forma desesperada do tucanato de vacinar a opinião pública contra as informações estarrecedoras que serão reveladas pelo livro de Amauri
Segundo informação publicada pelo blog Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, o jornalista Amauri Ribeiro Jr. já acertou com a Editora Record a publicação do livro para o ano que vem, bem depois das eleições. A idéia inicial do jornalista era lançar o livro em caítulos, pela internet, logo após a Copa do Mundo. Mas a Record decidiu bancar a publicação impressa e pediu ao jornalista que adiasse o lançamento para que não houvesse acusações de uso eleitoral.
A obra, intitulada "Os Porões da Privataria", é nitroglicerina pura prestes a explodir no colo do tucanato. Segundo o próprio autor, o livro vai provocar um terremoto "em metade da Antiga República". "É o resultado de dez anos de trabalho de Amauri. Vai lá atrás, à privatização do Fernando Henrique. Conta como o Ministro da Saúde José Serra contratou um serviço de inteligência sob a responsabilidade de Marcelo Lunus Itagiba para pegar adversários políticos (inclusive do partido dele). Conta como se mandava para o exterior dinheiro recebido com a privatização", revela Amorim.
"A segunda parte do livro será para contar como o livro de Amauri entrou para o centro de um suposto dossiê que o PT armava contra o Serra", diz o titular do Conversa Afiada.
Ao contrário do que Serra e seus aliados da mídia tentam espalhar, o livro não é um "falso dossiê", é reportagem do melhor tipo: baseada em fatos comprovados e em documentos documentos oficiais e de fé pública.
Alguns personagens abordados no livro são os mesmos que supostamente tiveram o sigilo quebrado por funcionário da Receita Federal. Como Ricardo Sergio, Mendonça de Barros e Gregório Marin Preciado. Por isso, a tentativa da campanha tucano-midiática de ligar a quebra de sigilo fiscal das lideranças do PSDB a uma suposta "fábrica" de dossiês comandada por petistas. Mas, segundo interlocutores de Amauri, não há qualquer relação entre o episódio da Receita e o conteúdo do livro.
Amauri mostra, pela primeira vez, a prova concreta de como, quanto e onde Ricardo Sergio recebeu pela privatização. Num outro documento, aparece o ex-sócio de Serra e primo de Serra, Gregório Marin Preciado no ato de pagar mais de US$ 10 milhões a uma empresa de Ricardo Sergio.
As relações entre o genro de Serra e o banqueiro Daniel Dantas estão esmiuçadas de forma exaustiva nos documentos a que Amauri teve acesso. O escritório de lavagem de dinheiro Citco Building, nas Ilhas Virgens britânicas, um paraíso fiscal, abrigava a conta de todo o alto tucanato que participou da privataria.
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Factóide tucanalha morre no ninho

Receita diz que acesso a dados de Verônica Serra se deu através de procuração registrada em cartório
Terra
GILBERTO NASCIMENTO
A Receita Federal afirmou na noite desta terça-feira (31) que o acesso aos dados do imposto de renda de Veronica Serra, filha do candidato do PSDB à presidência, teria sido acessado a pedido da própria contribuinte. De acordo com a Receita, o acesso aos dados de Veronica foi motivado por uma procuração assinada por Veronica, com firma reconhecida em cartório de São Paulo.
Para a Receita, a apresentação da procuração descaracteriza a quebra de sigilo. Para a Receita, a analista tributária Lúcia de Fátima Gonçalves Milan, que atendeu ao pedido, não teria cometido qualquer irregularidade. Quem procurou a Receita no posto de Santo André, na região do ABC paulista, foi um homem.
A Receita diz que ele não pode ser identificado, em razão do sigilo. Ele solicitou os dados fiscais de Veronica, com a procuração assinada e reconhecida em cartório, no dia 29 de setembro de 2009. Essa pessoa recolheu as cópias das declarações de renda da filha do tucano entre os anos de 2007 e 2009.
Se a assinatura, eventualmente, for falsa, nesse caso terá havido um crime e a investigação caberá à Polícia Federal.
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UM MARTELO AGALOPADO PARA SERRA

terça-feira (31), aspas para José Serra: "... Não há nada a ser inaugurado [por Lula] em Paraisópolis [...]O investimento federal em Paraisópolis foi insignificante. O grosso de tudo que foi feito lá vem do Estado e do município"
terça-feira (31), aspas para o Estadão: "... durante a entrega de apartamentos populares para moradores da favela de Paraisópolis, na capital paulista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez nesta terça-feira elogios à qualidade das unidades habitacionais .... Lula foi ovacionado pelas pessoas que aguardavam sua chegada, com uma hora de atraso. Ele foi recebido com gritos de "Lula, guerreiro, do povo brasileiro", "Lula, cadê você? eu vim aqui só para te ver" e "olê, olê, olê, olá, Lula, Lula". Já o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e o governador do Estado, Alberto Goldman (PSDB), foram recebidos por vaias [...] ao fim de seu discurso, Lula passou o microfone para moradores da região, que fizeram um poema e uma canção para o presidente[ ...]A canção, na cadência de um repente, foi cantada assim: "... Tu és muito competente/ Dilma vai ser lá na frente/ E você vem novamente."
(Carta Maior; 01-09)
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