Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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terça-feira, 15 de março de 2016

Moro se tornou desfuncional O Aecím tem mais medo do Moro do que de uma delação premiada do Dimas Toledo

bessinha brasil pra la
Conversa Afiada já tinha dito que o Moro virou o fio, perdeu a eficácia.

Foi quando concentrou suas tropas no triplex que o Lula não comprou e, ao lado, no mesmo andar, tem o triplex dos lavadores de dinheiro que tomavam banho na Praia da Jararaca.

A rapaziada da Mossack.

Porém, os delegados do Moro sumiram com a Mossack!

No extenso e rudimentar documento com que justificam o sequestro do Lula e o cárcere privado a que o submeteram no aeroporto de Congonhas, os cruzados do Sistema Moro não mencionam a Mossack.

Nem falam dos moradores do triplex ao lado daquele que o Lula não comprou!

Sumiu!

Como sumiu da gaveta do Moro aquele senador tucano da Paraíba que se associa a interessante fenômeno meteorológico: a chuva de dinheiro!

O gato comeu!

Mas, mesmo assim, com esses esquecimentos providenciais, o Moro não é mais funcional.

Ele perdeu a serventia.

Primeiro, porque ele é um perigo.

Para o PMDB e para o PSDB.

Moro cresceu demais.

A mosca azul não é mais uma mosca, mas uma baleia azul! 

Moro está em campanha!

E mesmo que ele prenda o Lula – que não prenderá… - ele precisa manter a bicicleta rodando, para chegar vivo à campanha presidencial de 2018.

E aí, para enfrentar os debates com o Lula na televisão, ele vai ter que prender o Aecím e uma penca de tucanos e peemedebistas!

A Globo materializou a desfuncionalidade do Moro.

Ao desistir dos tucanos e lançar a candidatura do Moro desde o Fantástico deste último domingo, 13/03,  – a Globo é vítima de sua própria loucura - a Globo obrigou o Moro a continuar atirando !

Prende o Lula, prende o Okamotto, prenda a Clara Ant, prende a sobrinha da Clara, que mora em Israel – e daí?

Isso não aguenta até 2018!

O jornal nacional precisa manter acesa a chama do Moro.

E isso vai custar a cabeça de alguns “imaculados“.

Além disso, o Moro demonstrou que perdeu as estribeiras.

Perdeu-se pelo método nazista, como denunciou o Pedro Serrano

O sequestro do Lula assusta até a patroa daquela babá da avenida Paulista.

Assusta a FIE P, assusta a Febraban, assusta o produtores de soja de Mato Grosso, e assusta o Temer, o Renan, o Jucá, o Wellington, o Padilha – e a trempa do PSDB, aquele pessoal do camburão que teve que correr da avenida Paulista.

A sede com que Moro pretende prender o Lula revela um ímpeto que não condiz com o ritmo do impeachment, sua lógica e o que vai sobrar depois do impeachment – que não vai acontecer.

Nesse momento, a fúria morisca atrapalha mais do que ajuda o impítim do Ataulpho Merval.

Hoje, o Aecím tem mais medo do Moro do que do… Janot?

(Ele não tem o que temer do Janot, não é isso, amigo navegante?)

O Moro se tornou tão desfuncional quanto o Promotor do Ministério Tucano Público de São Paulo, o paspalhão do Hegel.

Desmoralizou a prisão do Lula.

O Moro se tornou tão desfuncional quanto o Cunha, para a campanha do impítim do Ataulpho Merval: tira o Cunha da frente do impeachment, pelo amor de Deus!, para não suja-lo irremediavelmente.

O Moro perdeu a serventia também para a Casa Grande.

E passou a ameaça-la.

Prende o Lula, diz o capataz da Casa Grande.

Entra para a História e desaparece.

Vai cuidar dos aposentados do INSS de Maringá!

Porque achar que a chapa Moronaro vai se eleger Presidente da Pátria Branca, com os votos do jornal nacional – é acreditar no que o Ataulpho escreve!

Em tempo: achei: o Aecím tem mais medo do Moro do que daquele policial do Leblon que o flagrou embriagado e com a carteira vencida!

Em tempo2: ou, o Aecím, tem mais medo do Moro do que da delação premiada do Dimas Toledo!

Paulo Henrique Amorim

segunda-feira, 14 de março de 2016

Paulo Abrão: Há um vácuo para politizar o debate. Adversário morto é o amedrontado


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Paulo Abrão: Porto Alegre mostrou que existia espaço para atos pacíficos e organizados da resistência. Foto: Daniel Isaia/Agência Brasil
Algumas conclusões do dia:
1. As manifestações foram dentro do controle. Não afetam o transcurso da administração institucionalizada da crise.
2. Não houve adesão massiva dos pobres, mas sim da classe média e alta. Do contrário haveria milhões e milhões nas ruas. Toda manipulação tem limites.
3. Moro é um novo herói nacional. Aécio sai diminuído. PSDB não capitalizou. Se Moro admitir sair candidato em eleições desmoralizará a Lava Jato e ficará caracterizado o seu viés político-partidário para o resto da história.
4. Houve menos espaço para pedidos de intervenção militar. Por outro lado, há uma explícita expansão de um pensamento fascista agressivo (Bolsonaro e seguidores).
5. A crítica é à política, de forma generalizada. Significa que há um vácuo para politizar o debate. E a esquerda é melhor nesse jogo.
6. Porto Alegre mostrou que existia espaço para atos pacíficos e organizados da resistência hoje. Adversário morto é o amedrontado. A mensagem veio do Sul: “Sí, se puede! Yes, we can! Ainda Podemos Brasil!”. Em gauchês: “Não tá morto quem peleia”.
7. Imprensa escolheu traduzir as manifestações como pedidos de saída de Dilma. A linha ficou revelada no editorial doEstadão.
8. A oposição esperava muito mais de hoje. Gastaram muita energia e dinheiro e muito tempo de TV. Se está difícil para a situação, está difícil para a oposição também.
9. O campo político da situação (e a Frente Brasil Popular) agora tem que ter serenidade e ser capaz também de demonstrar a sua força nos atos que convocaram para o dia 18. Que sejam pacíficos também.
10. Todos nós do campo democrático temos que seguir no rumo da busca de uma saída democrática para a crise, valorizando a luta social.
* Paulo Abrão é secretário-executivo do Instituto de Políticas Públicas do Mercosul e ex-Secretário Nacional de Justiça

domingo, 13 de março de 2016

Foi uma manifestação de brancos numa Nação negra É a passeata de sempre na Globo de sempre: sem negro ou desdentado​

Protestos antipetistas foram inflados por crime de agentes públicos.

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golpista
Escrevo na décima hora da manhã de domingo, 13 de março de 2016, data em que grupos inconformados com o resultado das eleições presidenciais de 2014 voltam às ruas pedindo desde a volta da ditadura militar até a deposição legal, porém ainda golpista, da presidente Dilma.
Esses atos antidemocráticos ocorrerão por todo país, ainda que todos os olhos estejam voltados para São Paulo; o tamanho da manifestação por aqui definirá o sucesso ou o fracasso do movimento de forma geral.
Nesse aspecto, ao menos em São Paulo o esperado era um grande movimento, pois, aqui, o poder público foi usado desavergonhadamente para inflar as manifestações.
Executivo, Judiciário e Ministério Público paulistas aliaram-se à Justiça Federal, ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal para levarem fanáticos de ultradireita às ruas neste 13 de março, mesmo dia e mês do histórico comício antigolpista da Central do Brasil, há 52 anos.
O esforço das forças golpistas neste mês de março não remete aos idos de 1964 só por conta do mês do golpe que nos legou duas décadas inteirinhas de regime de exceção; não faltam abusos contra o Estado de Direito a nos remeter ao início do período mais sombrio da história brasileira.
O que emula os idos de 1964 é o uso do poder de Estado para oprimir adversários políticos dos golpistas, assim como foi há meio século. Mais uma vez, quem está no poder não governa e quem está na oposição oprime amparado pelos mesmos grupos de mídia daquela época.
Na verdade, a ousadia dos golpistas contemporâneos é muito maior do que há 52 anos. O Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal substituíram os militares. O golpe não usa mais tanques ou fardas verde-oliva e coturnos; usa toga de juízes de primeira instância, ternos bem cortados dos procuradores e a roupa preta dos policiais federais.
No fim, dá no mesmo. Morre menos gente, mas o efeito sobre a democracia é idêntico.
O que define o golpe é a já reconhecido parcialidade do Judiciário reconhecida, agora, até pela mídia golpista, já que a direita está tão por cima que pode se dar até ao luxo de reconhecer seus excessos.
Nesse aspecto dos excessos, eles foram ocorrendo em escalada no período pré-manifestações.
Excessos ainda mais estarrecedores começaram com a condução coercitiva desnecessária, midiática e abusiva de um ex-presidente da República, para que ele fosse depor. E com o episódio hollywoodiano que chegou às páginas do maior jornal do país pela pena do colunista Janio de Freitas.
Basicamente, surgiu a versão de que agentes da polícia da Aeronáutica, legalistas, insurgiram-se contra a tentativa da Lava Jato de sequestrar Lula sem mandado judicial e levá-lo preso a Curitiba.
Muitos leitores vêm perguntando se sei alguma coisa sobre o caso. Parece-me que a coluna de Janio de Freitas passou meio batida, apesar de seu caráter explosivo. Desse modo, vale reproduzi-la antes de prosseguir.
FOLHA DE SÃO PAULO
Janio de Freitas
Colunista e membro do Conselho Editorial da Folha, é um dos mais importantes jornalistas brasileiros. Analisa as questões políticas e econômicas. Escreve aos domingos e quintas-feiras.
O plano obscuro
10/03/2016 02h00
Em condições normais, ou em país que já se livrou do autoritarismo, haveria uma investigação para esclarecer o que o juiz Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato intentavam de fato, quando mandaram recolher o ex-presidente Lula e o levaram para o Aeroporto de Congonhas.
E apurar o que de fato se passou aí, entre a Aeronáutica, que zela por aquela área de segurança, e o contingente de policiais superarmados que pretenderam assenhorear-se de parte das instalações.
Mas quem poderia fazer uma investigação isenta? A Polícia Federal investigando a Polícia Federal, a Procuradoria Geral da República investigando procuradores da Lava Jato por ela designados?
É certo que não esteve distante uma reação da Aeronáutica, se os legionários da Lava Jato não contivessem seu ímpeto. Que ordens de Moro levavam?
Um cameramen teve a boa ideia, depois do que viu e de algo que ouviu, de fotografar um jato estacionado, porta aberta, com um carro da PF ao lado, ambos bem próximos da sala de embarque VIP transformada em seção de interrogatório.
É compreensível, portanto, a proliferação das versões de que o Plano Moro era levar Lula preso para Curitiba. O que foi evitado, ou pela Aeronáutica, à falta de um mandado de prisão e contrária ao uso de dependências suas para tal operação; ou foi sustado por uma ordem curitibana de recuo, à vista dos tumultos de protesto logo iniciados em Congonhas mesmo, em São Bernardo, em São Paulo, no Rio, em Salvador.
As versões variam, mas a convicção e os indícios do propósito frustrado não se alteram.
O grau de confiabilidade das informações prestadas a respeito da Operação Bandeirantes, perdão, operação 24 da Lava Jato, pôde ser constatado já no decorrer das ações. Nesse mesmo tempo, uma entrevista coletiva reunia, alegadamente para explicar os fatos, o procurador Carlos Eduardo dos Santos Lima e o delegado Igor de Paula, além de outros. (Operação Bandeirantes, ora veja, de onde me veio esta lembrança extemporânea da ditadura?)
Uma pergunta era inevitável. Quando os policiais chegaram à casa de Lula às 6h, repórteres já os esperavam. Quando chegaram com Lula ao aeroporto, repórteres os antecederam. “Houve vazamento?”
O procurador, sempre prestativo para dizer qualquer coisa, fez uma confirmação enfática: “Vamos investigar esse vazamento agora!”.
Acreditamos, sim. E até colaboramos: só a cúpula da Lava Jato sabia dos dois destinos, logo, como sabe também o procurador, foi dali que saiu a informação –pela qual os jornalistas agradecem. Saiu dali como todas as outras, para exibição posterior do show de humilhações. E por isso, como os outros, mais esse vazamento não será apurado, porque é feito com origem conhecida e finalidade desejada pela Lava Jato.
A informação de que Lula dava um depoimento, naquela mesma hora, foi intercalada por uma contribuição, veloz e não pedida, do delegado Igor Romário de Paula: “Espontâneo!”. Não era verdade e o delegado sabia. Mas não resistiu.
Figura inabalável, este expoente policial da Lava Jato. Difundiu insultos a Lula e a Dilma pelas redes de internet, durante a campanha eleitoral.
Nada aconteceu. Dedicou-se a exaltar Aécio, também pela rede. Nada lhe aconteceu. Foi um dos envolvidos quando Alberto Youssef, já prisioneiro da Lava Jato, descobriu um gravador clandestino em sua cela na
Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Nada aconteceu, embora todos os policiais ali lotados devessem ser afastados de lá. E os envolvidos, afastados da própria PF.
Se descobrir por que a inoportuna lembrança do nome Operação Bandeirantes, e for útil, digo mais tarde.
U-au! Daqui a 50 anos essa história estará sendo contada na íntegra, espantando as futuras gerações com o arcaísmo do Brasil destes tempos.
Aliás, vale lembrar que, no âmbito desse ataque à democracia obrado pela Lava Jato, sobrou até para este blogueiro, que segue ameaçado de ser “preso e processado”, nessa ordem…
Mas vamos em frente.
Houve nova mudança de patamar na ofensiva golpista com um pedido de prisão de Lula tão criminoso, tão malfeito, tão medíocre que, como disse o jornal Folha de São Paulo em editorial, conseguiu a proeza de fazer até os inimigos figadais de Lula repudiarem essa iniciativa dos já chamados de “três patetas do ministério público”.
Na última sexta-feira, a horas das manifestações deste domingo, a terceira mudança de patamar na ofensiva golpista: um destacamento inteiro da Polícia Militar baixou em uma reunião do Partido dos Trabalhadores em Diadema (SP) para intimidar militantes, parlamentares e sindicalistas.
A ameaça à democracia foi de tal monta que ninguém mais, ninguém menos do que o ouvidor da Polícia Militar de São Paulo, Júlio Cesar Neves, classificou como um “risco à democracia” essa ação de policiais armados durante plenária petista.
Sim, é isso mesmo que você leu: alguém, na PM, teve coragem e decência para criticar a ordem do governador Geraldo Alckmin para que seus gorilas intimidassem os adversários políticos.
A escalada de desconstrução da democracia, em que pese sua gravidade, cede espaço, neste texto, ao crime que talvez algum dia venha a ser punido: o de agentes públicos do Judiciário, do Ministério Público e das Polícias Militar e Federal usarem suas prerrogativas funcionais com propósitos políticos tão claros.
Os órgãos de controle e as polícias foram transformados em apêndices do PSDB. Não de qualquer outro partido, mas do PSDB. E usados para guerra política. Em qualquer lugar do planeta em que a democracia esteja vigente atos como esses levariam seus altores para trás das grades.
Mas estamos no Brasil…
Não se sabe, no momento em que escrevo, como serão os protestos golpistas de 13 de março de 2016. Serão iguais aos de um ano? Maiores? Menores?
Tanto faz. Serão ilegítimos, pois decorrem de crimes cometidos por agentes públicos para estimular pessoas de pouco cérebro a irem à rua apoiar pleitos como os supracitados, que envolvem até golpe militar formal e tradicional.
Isso sem falar da quantidade de políticos corruptos – muitos, indiciados – que, neste domingo, estará pelas ruas do país aproveitando esse crime dos agentes públicos em questão para debochar da sociedade ao protestarem “contra o corrupção”.
foto manifestação_phixr.jpg
Hoje! E acham que vão dar o Golpe
Este post foi escrito às 13h00.

Quando a passeata do Rio chegou ao ponto de saturação e a de São Paulo é uma preparação.

(Uma preparacao feérica, riquissima, cheirosa, de dezenas de carros de som, patos do Skaf daFIE  P, muito tenis Nike.

Mas, negro que é bom ... nada !

Foi uma passeata de brancos numa Nação negra.

Numa naçao de maioria negra e parda (para atender às exigências conceituais do Gilberto Freire com "i".

É a mesma passeata de sempre, com mais cinco ou menos cinco brancos, aqui ou ali, e com a mesma Globo de sempre: uma prova concreta, física do apartheid social no Brasil.

Em Copacabana, o desfile foi patético.

Copacabana é um bairro cercado de magníficas e deslumbrantes favelas.

Pavaã-Pavaozinho, Cantagalo, Tabajaras, Morro dos Cabritos, Chapeu Mangueira.

Dona Marta ali perto, no Humaitá.

E Vidigal e Rocinha, mais para a São Conrado.

São alguns milhoes de negros - E POBRES !

Que não se mexeram para sair na Globo.

Ficaram em casa !

No botequim, tomando cerveja e esculhambando o Flamengo e o Fluminense, que querem jogar o Fla-Flu, em São Paulo.

O que a Globo mostrou no Rio foi um iate com a familia vestida de verde e amarelo, e um exuberante "fora Dilma".

Depois, vai ancorar no Iate Clube e tomar champagne Veuve Clicquot - rosé, porém !

E em Salvador ?

A cidade mais negra do Brasil !

Não tinha negro nem vendendo água de coco !

E a Globo a divulgar numeros de manifestantes incompatíveis com a metragem quadrada do calçadao da Barra.

Pra botar aquele monte de gente da Globo ali, só dentro d'água.

Branco sozinho não derruba presidente no Brasil !

Se é por esse domingo que o PMDB vai saltar fora do barco.

Não vai.

(Saltar do barco de NOVOS ministerios, bem entendido ...)

Se saltar, é para tentar um golpe parlamentar, instalar o impeachment por meia hora - até a favela perceber - e fechar a Lava jato.

Porque se ficar aberta, o Temer morre (e o Wellington Moreira Franco, seu unico escudeiro, vai junto).

Se a sobrevivencia da Globo dependia dessa manifestacao de hoje , 13/3, pode começar a fechar a banca e tentar arrumar comprador.

Como o Valdir Macedo nao se interessa, quem sabe os filhos do Roberto Marinho vendem à Netflix ou à Google Red ?

Enquanto os farofeiros não se apossam da praia da Jararaca.

Deu xabu no Golpe !

No Golpe de brancos, por brancos para brancos.

Como disse o Roberto Marinho, no livro "O Quarto Poder", ao seu diretor de jornalismo: "não quero preto nem desdentado no jornal nacional !"

Nem em passeata.

Qua qua qua !

Em tempo: leia a seguir os documentos das liderancas negras do Brasil, a nação mais negra do mundo, depois da Nigéria !

PHA

sábado, 12 de março de 2016

Você está assistindo a 1964, filme de terror que já vimos

ditadura capa

Por volta das 23:30 horas da última sexta-feira toca o telefone de casa. Do outro lado da linha está Toninho Kalunga, dirigente estadual do Partido dos Trabalhadores. Ele conseguiu meu telefone com um amigo que temos em comum. Começa, então, um relato estarrecedor.
Em Diadema (SP), no prédio do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, ocorria uma reunião do Partido dos Trabalhadores para manifestar solidariedade ao ex-prefeito da cidade José de Filippi Júnior e ao ex-presidente Lula, recentemente envolvidos pela Operação Lava Jato.
Detalhe, a reunião contou com cerca de 2 mil militantes do PT.
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De repente, no meio do evento, dois PMs – um tenente e um soldado – invadiram e interromperam a reunião petista armados de revolveres e metralhadoras. Os nomes dos dois policiais são soldado “Ricardo” e tenente-comandante “Marinho”, ambos do 24o Batalhão. Eles queriam saber “o que estava acontecendo” no local.
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Perguntados pelos presentes sobre o que estava acontecendo, por que estavam ali, os policiais disseram que estavam lá para “fazer averiguações”. Perguntados se tinham algum mandado judicial para invadirem um local privado, reconheceram que não tinham.
Nesse momento, segundo o relato de Kalunga, os policiais começaram a interrogar os presentes. Os organizadores do evento vão até eles exigindo saber a razão da incursão ilegal no recinto e, para espanto de todos, os dois policiais afirmam que estavam ali para investigar um inacreditável “sequestro do comandante da Polícia Militar” (!!!).
Ante o inconformismo dos presentes, os policiais começam a se dizer “acuados” e, pelo rádio, chamam “reforços”. Em um piscar de olhos chegam muitas viaturas ao local, fecham a rua em frente ao predio do sindicato e PMs armados com metralhadoras e revolveres ameaçam invadir o recinto.
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Imediatamente, os deputados estaduais pelo PT-SP Barba e Luiz Turco, juntamente com a diretoria do Sindicato, vão cobrar explicações dos policiais e avisá-los de que se invadissem o local – repleto de parlamentares petistas, sindicalistas e militantes, inclusive mulheres e idosos – seriam alvo de representação criminal.
Vale ressaltar que estava presente toda a bancada de vereadores do PT de Diadema, o deputado Federal Vicentinho, o Deputado Estadual Luis Fernando,a dirigente da CUT Jandira e vários outros dirigentes petistas e sindicalistas, além do ex-prefeito José de Filippi Jr.
No vídeo abaixo, o leitor pode ver as negociações para evitar a invasão do sindicato.
Contudo, isso não é tudo. A surpresa dos presentes foi ainda maior ao descobrirem que havia no local um policial à paisana (figura conhecida, popularmente, como “p2″) infiltrado, transmitindo informações de lá de dentro.
Não havia o que o espião da PM pudesse relatar, mas a mera colocação de alguém assim em reunião de um sindicato produz a imagem de uma polícia política como a que tantas vezes este blog tem denunciado que há no Brasil atualmente.
Não é uma invenção deste Blog o sentimento de apreensão dos setores pensantes da sociedade com os abusos do governo Geraldo Alckmin ao colocar o Ministério Público Estadual, que controla, e a sua Polícia Militar para fustigar adversários políticos.
A condução coercitiva do ex-presidente Lula para depor na sexta-feira retrasada foi condenada por praticamente toda a comunidade jurídica, inclusive pela maioria do STF. Abaixo, o ministro Marco Aurélio Mello explica por que aquele ato foi abusivo.
Como a situação já parece estar saindo de controle, neste sábado a Folha de São Paulo se une aos setores alarmados da sociedade e publica um editorial surpreendente que condena o pedido de prisão do ex-presidente Lula pelos três procuradores midiáticos do MP-SP, Cassio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo, os quais chama de “trio de horrores”.
Confira:
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Na prática, a democracia brasileira já não é plena, de modo que já não existe, haja vista que não existe meia gravidez ou meia morte. Democracia não comporta adjetivos ou graus; ou existe ou não existe. Ou a lei vale da mesma forma para todos ou não vale nada, constituindo-se, meramente, em instrumento de repressão política, característico das ditaduras.
Para fecharmos o post, então, vale um texto absolutamente estarrecedor de um colunista também da Folha de São Paulo. O sujeito admite o viés político da Lava Jato e de todas as outras investidas contra Lula, Dilma e o PT, mas relativiza essa situação escandalosa.
Confira:
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Post Scriptum: até a ciclovia da avenida Paulista sabe que a condução coercitiva de Lula pela PF e o pedido de prisão do ex-presidente pelo MP-SP foram praticados para inflarem os protestos antipetistas deste domingo. Em um país sério, os autores dessas peripécias já estariam, no mínimo, sendo processados criminalmente.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Pelotão da Aeronáutica impediu o sequestro político de Lula? O Congresso tem a obrigação de esclarecer os fatos que ocorreram no Aeroporto de Congonhas para abortar a tentativa de golpe de qualquer aventureiro.

Agência Força Aérea

Carta Maior relutou em transcrever o relato de autoria de Jari Mauricio da Rocha (leia a íntegra nesta pág.) que lança uma luz sobre o elo que faltava no episódio de condução do ex-presidente Lula ao aeroporto de Congonhas pela PF, em 04/03, a mando dos procuradores da Lava Jato.

Não convenceu a ninguém a justificativa para a escolha do local inusitado –‘melhor para a segurança do próprio Presidente’, disseram policiais não fardados que o levaram de sua casa, em São Bernardo, na manhã do dia quatro de março.

A opacidade dos movimentos, ademais do seu arbítrio exclamado, como denunciou um ministro do STF, ganharia cores alarmantes com a informação de que uma aeronave, pronta para decolar rumo a Curitiba, aguardava desde cedo em um hangar de Congonhas.

Retirado de sua casa, como foi, com a desculpa de um depoimento em local seguro, e de lá forçado a embarcar para Curitiba, Lula já não seria mais um ex-presidente constrangido.


Seria vítima de um sequestro político.

Por que, felizmente, o desenlace explosivo não se consumou – se de fato se acumulam indícios de sua plausibilidade?

Quem ou o quê teria força capaz de impor um recuo à fria determinação do aparato diante da caça tão longamente cobiçada, então sob o seu desígnio?

O relato oferecido por Jari Maurício da Rocha afirma que um pelotão da Força Aérea brasileira, estacionado regularmente em Congonhas, sob comando de um coronel, ao saber do que se cogitava, enfrentou agentes armados não fardados da PF e interditou o uso da aeronave.

A gravidade do episódio –ademais dos desdobramentos que ensejaria-- levaram Carta Maior a buscar elementos adicionais que justificassem a reprodução da narrativa isenta de Jari Maurício.

Carta Maior obteve a confirmação de que há fortes elementos de veracidade na narrativa.

Carta Maior obteve a informação de que as maiores autoridades da República tem ciência do ocorrido.

Carta Maior tem ciência de que o ocorrido não é um fato solteiro.

Ele se encadeia ao potencial de conflitos embutidos nas manifestações e ações em curso, planejadas por forças determinadas a interferir no livre curso dos conflitos da democracia brasileira, a contrapelo das urnas e do Estado de Direito.

A pressa que os move empresta credibilidade adicional ao relato do que se passou e do que se pretendia com Lula levado a Congonhas na manhã do dia quatro de março.

O intento da derrubada do governo e da inabilitação do ex-presidente ao escrutínio de 2018 não sobreviverá a um longo relento sob as intempéries de uma resistência que já transborda para as ruas.

Mais que isso, se verdadeiro o relato sobre Congonhas, pulsaria em setores das Forças Armadas o mesmo sentimento que espalha por diferentes setores da sociedade: o inconformismo com uma instância do Judiciário que exorbita de suas prerrogativas e agora avança em espiral descontrolada para colidir com a soberania de outros poderes, cujo equilíbrio forma a blindagem da democracia. Uma vez rompida, o sistema esfarela em rota de colisões sucessivas.

O conjunto dos fatos aqui relatados e seu potencial explosivo requer que os detentores de mandatos democráticos tomem medidas cabíveis.

A primeira e mais urgente delas é o esclarecimento completo do que se passou de fato no aeroporto de Congonhas em São Paulo, na manhã de quatro de março, envolvendo um ex-presidente da República, policiais não fardados da PF, ordens de promotores e do juiz Moro, a existência de uma aeronave para decolar rumo a Curitiba e a relatada resistência de um pelotão da Aeronáutica ao uso desse aparelho para esse fim.

O Congresso brasileiro tem a obrigação de assumir o esclarecimento desses fatos para abortar aventureiros e serenar a inquietação que toma conta da opinião pública.

É a hora de se instaurar uma CPI de Congonhas para que o Brasil não seja submetido outra vez a uma República do Galeão.
Ricardo Stuckert/Instituto Lula

NOBLAT ABRE O JOGO: GOLPE É PRÓ-CORRUPÇÃO

Crise política que afunda a economia e a democracia custou 20 centavos

cretinos
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O país chegou a um ponto que era inimaginável até junho de 2013. Em breve, completar-se-ão três anos desde que um grupo de moleques de todas as idades biológicas – mas todos com a mesma idade mental – decidiu incendiar o Brasil por 20 centavos.
Escrevo isto após ler o bilionézimo texto dizendo que ainda não entendemos as “jornadas de junho” de 2013. Fenômeno que, ao que se saiba, ninguém entendeu, à exceção de alguns luminares que até hoje não conseguiram nos explicar nada.
Naquele ano, a economia, os salários e o nível de emprego estavam crescendo com força. O governo dispunha de “governabilidade” para manter a economia funcionando a contento. Dilma tinha mais de 60% de aprovação. E a vida de todos melhorava ano após ano.
De junho de 2013 para cá, o país começou a afundar de todas as formas. Em 30 dias, o Brasil deixou de ser uma promessa e para se transformar em um pesadelo no qual fascistas começaram a se levantar de suas tumbas e nada mais deu certo por aqui.
Hordas de doidos saíram à rua incendiando e depredando tudo que viam pela frente por não aceitarem um mísero aumento de alguns poucos centavos no preço das passagens de ônibus e metrô dos paulistanos.
Em questão de semanas, Dilma, Lula e o PT passaram a ser odiados como por mágica. As ações desses grupelhos com cérebros de 15 anos semearam a ascensão de uma direita hidrófoba cujo objetivo era pisotear a democracia. E esse objetivo foi atingido.
Hoje, passados três anos, o Brasil já não é uma democracia. A Operação Lava Jato tem nítido víés político. Persegue políticos de um só lado, ignora evidências e até provas contra o outro, persegue pessoas por suas convicções políticas.
Nas ruas, hordas fascistas caçam pessoas que tenham orientação ideológica que a mídia conseguiu tornar “proibidas”. Empresas fazem seleções ideológicas e perseguem ou até demitem acusados de terem opiniões políticas que foram sumariamente criminalizadas.
Se isso não é uma ditadura, não sei o que é uma ditadura.
Eu mesmo estou sendo alvo de uma armação da polícia política que junho de 2013 pariu. Não que esteja surpreso. Nos últimos nove anos, incomodei muito a direita e os barões da mídia.
Em 2007, quando o ministro do STF Ricardo Lewandowski disse que aquela Corte tinha aceitado processar José Dirceu porque a mídia lhe pôs a “faca na pescoço”, através deste Blog coloquei 300 pessoas para protestar diante da Folha de São Paulo contra a parcialidade midiática.
Em 2008, quando a mídia provocou mortes ao alardear que havia um surto de febre amarela urbana no país, o que levou pessoas a se sobre vacinarem, consegui abrir uma investigação no Ministério Público que fez Globos, Folhas, Vejas e Estadões gastarem muito dinheiro com advogados.
Em 2009, quando a Folha de São Paulo disse, em editorial, que a ditadura militar brasileira foi uma “ditabranda” porque matou “pouca gente”, através do Blog, de novo, coloquei 500 pessoas diante do jornal para protestar contra essa revisão histórica absurda.
Em 2010, usei o Blog e o apoio dos leitores para abrir na Polícia Federal uma investigação dos institutos de pesquisa Ibope, Datafolha, Sensus e Vox Populi, que se dividiram entre Dilma Rousseff e José Serra.
Nos anos seguintes continuei incomodando a mídia conservadora e a direitona. No ano passado, representei o juiz Sergio Moro ao Conselho Nacional de Justiça – o que explica muita coisa, não é mesmo? – e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, à Procuradoria Geral da República.
Ao denunciar, com provas, que a Lava Jato havia vazado para a mídia sua 24a fase eu sabia que corria riscos, assim como sabia em cada uma das outras vezes que incomodei poderes discricionários.
Cutuco essa onça com vara curta há muito tempo na esperança de mostrar às pessoas que qualquer cidadão pode fazer sua parte na luta contra essa direita hidrófoba que infelicita este país há 500 anos.
Não tenho medo de lutar, mas não suporto lembrar de que toda essa situação trágica que o país está vivendo se deve muito mais a setores da esquerda do que à direita. A esquerda ressuscitou o fascismo no Brasil. Isso é que dói.
ÍNTEGRA DO ATO EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO
Abaixo, o vídeo completo do ato que teve lugar na última segunda-feira no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Minha fala começa aos 2:15:25

Parlamentarismo é Golpe. Do Cerra O Cerra e o Ataulpho querem governar sem voto!

passado golpista
Os colonistas do PiG plantam a semente de um parlamentarismo para vencer a chamada crise.

A Dilma, autista, dizem eles e elas, já estaria conformada em ceder o poder.

Seria substituída por um parlamentarismo votado na calada da noite, no Senado do Auro de Moura Andrade e do Padre Godinho de São Paulo – sempre São Paulo! - , ou seja, o Renan e o Místico da Moóca, o Padim Pade Cerra.

Essa sinistra aliança do Renan com o Cerra já deu na primeira e derradeira vitória da Chevronna tentativa de apropriação do pré-sal.

Trata-se, portanto, de uma aliança contra o interesse nacional (brasileiro).

Agora, é o Golpe do Parlamentarismo.

O Cerra tem algumas ideias fixas.

Além de empregar, com o dinheiro do povo, a irmã da Mirian Dutra em seu gabinete, sem que lá apareça, além dessa persistente ilegalidade, ele tem a mania do Parlamentarismo.

Por que?

Porque ele tem a mania de querer mandar no Brasil.

Para nomear o dos chapéus Consul do Brasil em Nápoles!

(Quá, quá, quá!)

E entregar o pré-sal à Chevron, como já prometeu no WikiLeaks.

E como não tem voto para se eleger presidente, ele tenta o Golpe parlamentar do Parlamentarismo.

Governar sem voto.

Governar sem povo.

Pode ser ele de Primeiro-Ministro (já pensou o Cerra nomeando o diretor-geral da PF, amigo navegante? Que estrago!).

Ou o Nelson Johnbin.

Que por muitos anos compartilhou o apartamento de Brasília com o Cerra, e com quem mantém até hoje cordiais e políticas identidades.

Especialmente no que concerne à irrestrita devoção ao interesse nacional (norte-americano).

Por duas vezes, o Brasil, em plebiscito, rejeitou o Parlamentarismo.

E outra vez rejeitará.

Agora, provavelmente, nas ruas, em defesa do Lula, na campanha do “Não vai ter Golpe!”.

Ataulpho Merval é outro (que coincidência!) que defende o Parlamentarismo.

Para que o Primeiro Ministro seja o Gilberto Freire com “i”.

E o William Traaack consul-geral em Berlim.

Quá, quá, quá!

Paulo Henrique Amorim

O mico internacional dos promotores de São Paulo nos fez chorar de rir; mas também deveria ser motivo de indignação

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por Luiz Carlos Azenha
Foi uma noite de deboche, especialmente no twitter, depois que os promotores Fernando Henrique Moraes de Araújo, Cássio Conserino e José Carlos Blat pediram a prisão preventiva do ex-presidente Lula com uma bizarra argumentação.
É possível resumir com os memes que reproduzimos acima.
A frase “Marx e Hegel” chegou aos trending topics mundiais do twitter depois que os confusos promotores reservaram para o gran finale do pedido de prisão — certos de que estavam abafando — a suposição de que Marx e Hegel estariam profundamente decepcionados com Lula.
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Uma dupla bizarrice, já que Lula nunca se disse marxista e Marx nunca foi parceiro de Hegel, mas de Engels.
Para salvar os promotores, o Jornalistas Livres até brincou, tirando com as teorias de conspiração que fazem a cabeça da direita nas redes sociais: “Hegel morreu em 1831 e Marx nasceu em 1818. 1831 menos 1818 é igual a 13. Só não enxerga quem não quer”.
Mas o que feriu realmente a lógica foi a argumentação do promotor Conserino de que o crime de ocultação de bens não deixa provas e, portanto, mesmo sem provas Lula deve ser preso agora — dentre outros motivos por ter, em certo vídeo, mandado enfiar algo em certo lugar.
A deputada Jandira Feghali, que gravou o vídeo, levou a sério:
O pedido de prisão preventiva do ex-presidente Lula não tem qualquer base legal que o sustente. Não passa de um amontoado de inconsistências coroadas pelo item 127, que trata de vídeo por mim gravado. Sobre isso tenho a dizer que:
1. O ex-presidente Lula não dava, naquele momento, declaração à mim. Ele também não se dirigia ao público, não se tratava de uma coletiva;
2. Lula estava entre amigos, desabafando sobre as ilegalidades cometidas contra ele quando, para tranquilizar a militância, gravei um vídeo sem a intenção de captá-lo, o que acabou acontecendo sem seu conhecimento.
3. Lula usou expressão informal em sua conversa;
4. O ex-presidente Lula não se referiu ao processo, mas sim ao acervo presidencial.
5. Indignação não é crime. O uso do vídeo mostra a má fé e a falta de qualquer prova contra ele.
O documento do MP paulista causou consternação mesmo em estrangeiros. O correspondente do Los Angeles Timesno Brasil, Vincent Bevins, tuitou as menções “bizarras” a Nietzsche e Marx/Hegel no documento. Perguntou: “Foi o Sean Penn brasileiro que escreveu?”.
Mesmo direitistas desancaram a peça apresentada pelos três promotores como imprestável.
O fato é que o MP paulista se tornou descartável. Ele prestou enquanto serviu para demonizar Lula na campanha de desmoralização pública do ex-presidente que atingiu o ápice nos últimos dias.
Os argumentos do promotor Conserino, reunidos agora em denúncia e pedido de prisão, são os mesmos que a mídia disseminou insistentemente nas últimas semanas. Só que tinham sido apresentados com a gravidade que só um jornalista sabe conferir a um texto. Conserino e seus dois colegas, escrevendo a sós, floparam!
As ações de Conserino em parceria com a Veja e a Globo já exerceram o seu efeito prático: mobilizar a direita que nunca leu Marx, muito menos os irmãos Marx — e que acha que Lula é marxista — para as manifestações do 13 de março.
Agora, o trabalho do promotor paulista foi assumido pelo juiz Sergio Moro, que já na semana passada havia tentado prender Lula, depois de um vazamento parcial na revista IstoÉ, programado para acontecer na véspera da condução coercitiva do ex-presidente. O vazamento, como sabemos agora, concentrou-se em Lula e Dilma e, surpresa!, poupou o tucano Aécio Neves.
Os próceres do PSDB, com a ajuda da tabelinha mídia/Justiça, chegaram onde queriam chegar: a base da presidente Dilma está esmigalhada, o afastamento do PMDB é iminente e há delações premiadas em série com o potencial de acrescentar denúncias contra Lula e o Planalto.
O impeachment é uma possibilidade no horizonte; a condenação de Lula por Moro, outra.
Numa nota um pouco menos hilária que a de Conserino, o juiz da Lava Jato Sergio Moro se declarou apartidário num evento promovido pelo candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, João Dória.
O lado trágico do mico internacional do MP paulista é que, como agora está fartamente demonstrado, a instituição foi utilizada descaradamente para fins partidários, reproduzindo uma relação tradicional entre promotores e jornalistas, que se alimentam mutuamente.
Basta consultar quem frequenta os bastidores de uma redação para descobrir a troca promíscua: carreiras decolam no MP depois da exposição de promotores na mídia, justamente aqueles que estabelecem canais de vazamento ou adotam como suas investigações de jornalistas. A palavra final do que é impresso ou vai ao ar é, sempre, do patrão.
Esta relação espúria foi explorada de uma forma como talvez nunca tinha sido anteriormente contra Lula, notadamente pela TV Globo, que assumiu o papel de articuladora de um golpe judiciário.
Os irmãos Marinho sabem que seus próprios negócios não sobreviveriam à transparência supostamente inaugurada pela Operação Lava Jato.
Não é por acaso que promoveram a campanha contra a PEC 37, que limitaria o poder investigatório dos promotores. Não é por acaso que premiaram o juiz Sergio Moro. Não é por acaso que tentaram intimidar blogueiros e agradar a jornalista Mirian Dutra, amante do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que afirmou que a emissora foi beneficiada pelo BNDES em troca de tê-la mantido como correspondente no Exterior, como comprovamos aqui.
A Globo não é a única, mas é a maior beneficiária de um golpe paraguaio que lhe dê amplo acesso aos cofres públicos em troca da criminalização da esquerda, do MST, de sindicatos e da imprensa alternativa — abrindo caminho para a adoção da política econômica da coalizão PMDB-PSDB.
Sem o Jornal Nacional, Moro morrerá de inanição e será descartado como foram Conserino ontem e, antes dele, Joaquim Barbosa.
Abaixo, a polarização: intervenção no Jornal da Globo, faixa na Rocinha e um dos promotores que denunciaram Lula, Fernando Henrique (!), em manifestação pró-impeachment
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