Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quinta-feira, 7 de março de 2013

Como o velhaco atua. Internautas organizam ato de repúdio ao pastor Marco Feliciano






 

A eleição do pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara gerou reclamações nas redes sociais. Um ato de repúdio ao novo presidente da comissão está sendo organizado no Facebook. Até as 18 desta quinta-feira (7), 6.522 pessoas já haviam confirmado presença.
“Repudiamos a nomeação do Pr. Marco Feliciano e convocamos todos os interessados a vir pra rua conosco. Venham negros, LGBTs, ‘putas’, cristãos que seguem os ensinamentos de Jesus Cristo de fato, punks, deficientes físicos, donas de casa, empresários, estudantes, professores, desempregados, judeus e toda e qualquer pessoa que cansou da avacalhação deste que é o PIOR CONGRESSO DESDE A REDEMOCRATIZAÇÃO! Apoiamos eventos paralelos em outras cidades. CHEGA!”, diz o texto do evento.
A manifestação será no sábado (9), a partir das 14h, na esquina da Avenida Paulista com a rua Consolação, na região central de São Paulo.

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BARBOSA, NÃO VÁ EMBORA. PEGUE OS TUCANOS ANTES


O Estadão quer que Barbosa vá embora antes de legitimar a Satiagraha.



Amigo navegante recomenda  ler o  editorial  do Estadão desta quinta- feira.

O Estadão esta muito chateado porque o Presidente Joaquim Barbosa sugeriu a um reporter do Estadão se chafurdar no lixo.
Inaceitável !

O Estadão, porém, sugere que, por isso, Barbosa peça para sair.

Que ele não pode presidir o Supreno com dor nas costas.

(Roosevelt ganhou a II Guerra numa cadeira de rodas.)

O Estadão, como se sabe,  é o house organ do ex-Supremo Presidente Supremo do Supremo, Gilmar Dantas.(*)

E, segundo Joaquim Barbosa, Gilmar Dantas desonra a Justiça e trata os outros ministros como se fossem seus jagunços.

O Conversa Afiada se permite, data venia, discordar do editorial do Estadão.

Não, o Presidente  Barbosa não deve ir embora, por causa da dor nas costas.

Barbosa tem na agenda:

- julgar os tucanos da Privataria de Minas – e o valeriodantas – e da Lista de Furnas;

- cabe ao Presidente  Barbosa legitimar as  Operações Satiagraha  e Castelo de Areia;

- mandar  o “Prevaricador”, segundo  o Senador Collor, investigar a Roseana, o Aécio e a Privartaria Tucana.

O Presidente Barbosa, heroi  do mensalão, não vai deixar o Dirceu se despedir de Chávez.

Mas, sua obra estará incompleta: não basta mandar prender o Dirceu e impedir que ele visite a família do amigo morto.

Tem muita gente no radar do Presidente Barbosa.

Por isso, o Estadão e, talvez, Gilmar Dantas queiram que ele peça pra sair.

Depois de degolar o Dirceu, a Casa Grande considera que Babosa concluiu a missão civilizatoria que lhe cabia

Antes de pegar os tucanos.

Paulo Henrique Amorim

(*) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

Provocar câncer em alguém é fácil como tirar doce de criança


Pouco depois do anúncio oficial da morte de Hugo Chávez pelo presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, este acusou publicamente os Estados Unidos de estarem por trás do câncer que acometeu o ex-presidente e, en passant, aproveitou para atribuir à potência os cânceres que, quase simultaneamente, atingiram vários outros presidentes sul-americanos.
Esse boato encampado pelo provável novo presidente que os venezuelanos elegerão em semanas, porém, não é novo. Há cerca de dois anos, especulou-se largamente sobre a estranha “coincidência” de cinco líderes sul-americanos que não se alinham a Washington terem contraído câncer quase simultaneamente.
Detalhando: Dilma Rousseff, Lula, o ex-presidente paraguaio Fernando Lugo, a presidente argentina, Cristina Kirchner, e o próprio Chávez contraíram câncer quase todos ao mesmo tempo.
Não foi a primeira vez que os Estados Unidos foram acusados de cometer assassinatos políticos sem uso de violência, apelando para a tecnologia. O ex-presidente brasileiro Jango Goulart ou o líder palestino Yasser Arafat foram alguns entre tantos outros que se acredita que tenham sido assassinados pelos norte-americanos dessa forma.
Nesse aspecto, o leitor Carlos Alberto Rocha deixou comentário que, no mínimo, leva à reflexão:
“(…) O assassinato de Arafat foi abafado e contou com a ajuda da tradição muçulmana, que não procede a autópsia dos seus mortos. Mas a disposição de sua viúva Suha e uma criteriosa investigação da TV Al-Jazeera levaram à descoberta do assassinato e a um pedido formal da Autoridade Nacional Palestina para que um comitê patrocinado pela ONU proceda o desdobramento da investigação feita por médicos suíços, que já levou à exumação do corpo do líder palestino.
Após nove meses, um trabalho meticuloso dos especialistas suíços e exame de roupas e objetos que Arafat usou nos dias que antecederam sua morte – roupa, escova de dente e até seu icônico kefiyeh que não tirava da cabeça – revelaram uma quantidade anormal de polonium, um elemento radioativo raro ao qual poucos países têm acesso, ou seja, apenas os do restrito clube atômico (…)”
Os títeres dos EUA na imprensa e os admiradores da potência hegemônica na sociedade civil tratam de ridicularizar a suspeita. Sobre o câncer que acometeu um homem forte e sadio como Chávez, que jamais adoecera gravemente em mais de cinquenta anos de vida, apegam-se a excessos retóricos e generalizações para desmoralizar a teoria.
Nesse aspecto, os casos de Lula e Dilma são emblemáticos. Ela contraiu câncer antes de se tornar presidente e Lula teve a doença justamente na parte do corpo que ele mais forçou ao longo da vida de líder sindical e político, a garganta, sendo sua voz rouca indicativa de que pode até ter nascido com algum problema nela que se agravou pelo esforço repetitivo. Além disso, Lula e Dilma são moderados e mantiveram e mantêm relações civilizadas com os EUA.
Todavia, se isolarmos os casos em que os EUA teriam interesse real em exterminar os que supostamente quem exterminou foi o câncer, não há como descartar uma hipótese como essa.
Em primeiro lugar, alguém seria tão cínico a ponto de afirmar que os americanos não exterminariam um líder político que os confrontasse? Só pode ser uma piada.
Alguém se lembra do soldado americano Bradley Manning, que entregou documentos secretos ao WikiLeaks, sobretudo o vídeo que ficou conhecido como “Collateral Murder” [Assassinato Colateral], em que se veem militares americanos num helicóptero assassinando civis desarmados, dos quais dois eram jornalistas da Agência Reuters, e ferindo duas crianças?
Chávez, não vamos nos esquecer, é o líder político que foi à tribuna da Assembleia Geral da ONU e, ali mesmo, declarou que o então presidente dos Estados Unidos, que acabara de precedê-lo, havia deixado, no local, cheiro de enxofre por ser a encarnação do diabo. E que vinha contrariando todos os interesses geopolíticos ianques, sobretudo no Oriente Médio.
Razões para matar Chávez não faltavam aos EUA. Se tivesse a tecnologia para instilar câncer em adversários, matando-os sem poder ser acusado de tê-lo feito, a potência certamente não hesitaria em usá-la.
Bem, se assim é então vou contar um segredinho a você, leitor: a tecnologia para causar câncer já existe, até porque não é tecnologia, mas um efeito físico advindo do contato humano com substâncias chamadas de cancerígenas.
Trocando em miúdos: basta bombardear o alvo por curto período com doses de intensidade controlada de radiação para ter quase certeza de que essa pessoa contrairá câncer. E o que é mais espantoso é que, aqui, não se faz revelação alguma, pois esse fato é conhecido por qualquer um.
Na mesma viagem aos Estados Unidos em que Chávez insultou o ex-presidente George Bush filho, por exemplo, equipamento colocado num quarto de hotel poderia bombardear o alvo por algumas horas com doses controladas de radiação e o efeito fatalmente poderia ser o câncer.
Dizer que uma potência que leva o homem ao espaço e que desenvolveu os drones, que lhe permitem matar populações inteiras à distância, não teria a tecnologia para induzir câncer em alguém, é piada. Tecnologia há. Motivação, no caso de Chávez, havia – e muita. Se isso de fato ocorreu, porém, é outra história.

CHÁVEZ E A FITA MÉTRICA DO CONSERVADORISMO


 O Luto é VermelhoCaracas se veste da cor da revolução e sai em massa às ruas para dizer adeus ao seu líder , mas não aos seus ideais** leia  as análises de Eric Nepomuceno ** Gilberto Maringoni** Antonio Lassance**Eduardo Febbro** Leia também o Especial sobre a Venezuela ** E o depoimento exclusivo do ex-chanceler Celso Amorim sobre Chávez (a Marcel Gomes; nesta pág) **Ortodoxia uiva: inflação recua e BC mantém a Selic onde está: 7,25%

Quando mede o tempo histórico na América Latina, a régua conservadora reporta uma ambiguidade sugestiva.Nas medidas à esquerda, identifica extensões anacrônicas de um tempo morto. Fantasmas  de um mundo que na sua métrica  não cabe mais.Exceto como detrito histórico.Entre os fenômenos jurássicos estariam lideranças, a exemplo da exercida pelo falecido presidente Chávez -- pranteado agora em massa por um povo a quem favoreceu  um primeiro degrau de cidadania e dignidade.Enquadram-se  nas mesmas polegadas  da régua arestosa  Lula, Evo Morales, Correa, Cristina, Mujica e, mais recentemente, Dilma. Sintomaticamente, a régua não adota o mesmo peso e medida quando se trata de dimensionar constrangimentos estruturais, remanescências acumuladas em séculos de domínio conservador na região. Um caso é a fome.O outro, a estrutura fundiária. E a correspondente agenda da reforma agrária, classificada em editorial de 'O Globo', desta semana, como 'lixo da história'. É notável o esforço para  harmonizar o inenarrável. As veias abertas de uma América Latina que, quanto mais moderna aos olhos de sua elite, mais sangra pelo cotidiano de sua gente pobre. (LEIA MAIS AQUI)

O legado de Chávez:
 



quarta-feira, 6 de março de 2013

Morto, Chávez é mais atacado do que quando estava vivo


COM A PALAVRA, O ROLA BOSTA :
Não se pode dizer que seja exatamente uma surpresa o fenômeno que passou a ser visto após o anúncio da morte de Hugo Chávez. Logo após esse anúncio, o título do texto aqui publicado já dizia que o venezuelano não morrera, mas que, antes, acabara de nascer – ou renascer –, agora como mito.
O fenômeno em tela é o de o ex-presidente, depois de morto, estar sofrendo um nível de ataques na mídia americanizada do Brasil – e nas de tantos outros países latino-americanos – que poucas vezes se viu quando estava vivo.
Foi surpreendente, porém, a virulência com que a edição do Jornal da Globo que foi ao ar entre a noite da última terça-feira e o começo da madrugada de quarta tratou o presidente recém-falecido.
O Jornal Nacional, poucas horas antes, fugiu de mostrar os avanços sociais na Venezuela durante a era Chávez, mas não enveredou pela hidrofobia sem limites que se viu no Jornal da Globo – telejornal destinado ao público que dorme e acorda mais tarde e que tem maior poder aquisitivo.
Abaixo, o texto hidrófobo lido pelo âncora do Jornal da Globo Willian Waack sobre um ser humano que acabara de perder a vida. Um texto desrespeitoso à Venezuela e à parcela esmagadora de seu povo que apoiou o ex-presidente até seu último suspiro e que continua apoiando, agora na figura de Nicolás Maduro, provável herdeiro político de Chávez.
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JORNAL DA GLOBO
http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2013/03/hugo-chavez-morre-aos-58-anos.html
Willian Waack
5 de março de 2013
Hugo Chávez nunca reclamou quando o chamaram de caudilho, embora preferisse o título de comandante revolucionário. Como todo caudilho sul-americano, a revolução era ele.
O dono de um tal de socialismo bolivariano, que ninguém, nem mesmo Chávez, foi jamais capaz de explicar. Começou a carreira como muitos militares do continente, dando um golpe, descontente com políticos e elites tradicionais, que jamais, no caso da Venezuela, foram capazes de distribuir a grande riqueza do país: petróleo e energia.
Chávez fracassou na primeira tentativa de chegar ao poder, em 1992, mas não desistiu. Escolheu a marcha através das instituições formais da democracia como maneira de atacar a própria democracia, que, no entendimento dele, o caudilho bolivariano, só servia apenas aos interesses de quem ele declarava seus inimigos.
Em 1999, eleito presidente, Chávez não perdeu tempo. Convocou uma Assembleia Nacional Constituinte com a qual forjou as ferramentas que o manteriam no poder até o fim da vida.
Um de seus principais alvos era a imprensa independente: Hugo Chávez ganhou um lugar na já repleta história de caudilhos sul-americanos incapazes de conviver com o contraditório e a liberdade de imprensa.
Para ele, pouco importava: admirador dos irmãos Castro e do experimento ditatorial de Cuba, Chávez achava que a revolução social que tinha como propósito justificaria o emprego de qualquer meio. Foi beneficiado por uma extraordinária conjuntura internacional, que favoreceu a principal — quase única — fonte de renda do país: o petróleo.
Chávez transformou a então bem gerida e produtiva PDVSA, a estatal do petróleo, em um braço político dedicado ao distributivismo típico dos caudilhos preocupados apenas com a própria popularidade.
A indústria venezuelana ficou pelo caminho, a corrupção tornou-se ainda pior do que no regime político anterior, a inflação ficou sendo uma das maiores da América do Sul, mas Chávez continuava repetindo: “adelante siempre”.
Fez escola entre outros países ricos em energia, como Equador e Bolívia, onde conquistou adeptos. Tratou de exportar seu modelo para outro país rico na história em caudilhos, a Argentina.
Declarou os Estados Unidos da América como o pior inimigo da Venezuela. Protagonizou um dos piores momentos da Assembleia Geral das Nações Unidas, ao dizer que onde o então presidente americano George W. Bush havia acabado de discursar ainda prevalecia o cheiro de enxofre, o cheiro do diabo.
Sua maior desmoralização internacional, no entanto, ocorreu nas mãos do rei da Espanha, Juan Carlos, que o mandou se calar. Chávez quase foi derrubado em 2002 por um mal-articulado golpe militar no qual ele identificou a mão do império, a mão dos Estados Unidos.
Rompeu relações diplomáticas com Israel e estreitou laços com o Irã. Tornou-se muito popular em Moscou com as pesadas compras de armas, e um inimigo da vizinha Colômbia, que o acusava de abrigar, armar e ajudar os narcoguerrilheiros das Farc.
Encontrou no governo petista do Brasil um aliado confortável em várias iniciativas no continente, como a expansão do Mercosul, através de um truque diplomático articulado contra o Paraguai.
Faltou, porém, com a palavra dada a um de seus maiores amigos, o ex-presidente Lula, com quem combinou construir uma refinaria em Pernambuco. Até hoje, o aporte financeiro prometido por Chávez não se materializou, obrigando a Petrobras a tocar sozinha o projeto.
Ajudado por uma oposição desarticulada, desmoralizada e vítima também de perseguições, Chávez dominou a Venezuelal, mas não conseguiu realizar o tal do socialismo bolivariano, inspirado na figura de Simon Bolívar, que ele mandou exumar e venerava como um santo.
Como todo caudilho, embevecido de si mesmo, Chávez detinha a última palavra em qualquer assunto. Tinha a certeza de que seu nome, e a inspiração aos camisas vermelhas, seria o suficiente para levar a Venezuela a um grande futuro, pelo qual o país — dividido, traumatizado, empobrecido e violento — continua esperando.
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Um aspecto interessante desse texto lido por Waack no ar é que, a certa altura, parece lamentar o insucesso da tentativa de golpe de Estado contra Chávez em 2002 ao dizer que ele “Quase foi derrubado em 2002 por um mal-articulado golpe militar no qual ele identificou a mão do império, a mão dos Estados Unidos”.
A quantidade de distorções dos fatos contida na cobertura da Globo e do resto da grande mídia sobre o que foi o governo Chávez, é imensurável. Essa afirmação de que foi o venezuelano que “identificou” a interferência dos EUA na tentativa de golpe que sofreu, é hilária.
A tentativa de golpe contra Chávez em 2002 foi publicamente condenada pelas nações latino-americanas (os presidentes do Grupo do Rio se reuniram em San José, Costa Rica, na época, e emitiram um comunicado conjunto de repúdio ao golpe) e pelas organizações internacionais.
Apenas os Estados Unidos e a Espanha rapidamente reconheceram o governo de facto da Venezuela, agora presidido pelo rico empresário Pedro Carmona, presidente da Fiesp venezuelana, a “Fedecámaras”.
Como primeira medida, o “presidente” Carmona fechou o Congresso e a Suprema Corte de Justiça do país e reprimiu, com tropas leais, as manifestações pró-Chávez que tomaram Caracas, com a população descendo dos morros que circundam a cidade para irem protestar diante do Palácio Miraflores, sede do governo venezuelano.
E para que fique absolutamente claro que a participação dos EUA no golpe não foi uma invenção de Chávez, basta ver notícia que o portal da mesma Globo na internet, o G1, publicou em 2009. Leia, abaixo, trecho da matéria.
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Jimmy Carter diz que EUA sabiam de golpe contra Hugo Chávez em 2002
G1
20 de setembro de 2009
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1311305-5602,00-JIMMY+CARTER+DIZ+QUE+EUA+SABIAM+DE+GOLPE+CONTRA+HUGO+CHAVEZ+EM.html
Os Estados Unidos estavam sabendo do golpe que quase derrubou o presidente venezuelano Hugo Chávez em 2002, e talvez tenham até apoiado a frustrada tentativa, declarou o ex-presidente americano Jimmy Carter em entrevista publicada neste domingo (20) pelo jornal colombiano “El Tiempo”.
“Acho que não há dúvidas sobre o fato de que em 2002 os Estados Unidos estavam sabendo, ou tiveram participação direta, no golpe de Estado”, disse Carter ao jornal. Assim, as críticas de Chávez contra os Estados Unidos “são legítimas”, destacou o ex-dirigente democrata, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2002.
(…)
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Parece-me material suficiente para que, ao menos, a Globo não atribuísse só a Chávez a acusação de que os Estados Unidos foram parte integrante da tentativa fracassada de golpe em 2002 na Venezuela, certo?
É claro que o que o Jornal da Globo apresentou não foi uma reportagem, mas um editorial capenga, cheio de furos e que, se fosse publicado em uma televisão norte-americana, seria passível de ser contestado no ar por qualquer cidadão que se sentisse prejudicado, como determina o Federal Communications Commision (FCC), órgão regulador das comunicações eletrônicas naquele país.
Mas isso é nos EUA, que, como todos sabem, é um país “marxista”…
Voltando à dura realidade brasileira, no mesmo Jornal da Globo ainda tivemos Arnaldo Jabor com mais opinião e ainda menos fatos, vociferando sem parar contra Chávez, omitindo, distorcendo, inventando etc.
Nos blogs e sites, os antichavistas pareceram ter enlouquecido com a imortalidade recém-adquirida por Chávez. Virulentos, pornográficos, hidrófobos ao impensável, mentecaptos de todas as idades e de todas as regiões do país tentavam se superar em palavrões, insultos e praguejamentos diversos contra um ser humano que acabara de falecer e que, segundo informações minimizadas e distorcidas da Folha de São Paulo do dia seguinte, reduziu a pobreza na Venezuela de 20% para 7%.
Tanto o telejornalismo da Globo quanto os grandes jornais impressos do dia seguinte simplesmente não deram uma linha sobre o fato de que Chávez conseguiu os maiores avanços em termos de redução da pobreza, da miséria e de distribuição de renda na América Latina, sem falar do feito histórico de ter acabado com o analfabetismo em seu país, conforme referendo público da Unesco.
A impressão que o noticiário sobre a morte de Chávez deu a qualquer um que assistiu ou leu – mesmo às pessoas despolitizadas –, foi de surpresa. Muitos não conseguiram entender a razão de tanto ódio contra alguém que acabara de deixar a vida para entrar na história.
A explicação, porém, já foi dada aqui mesmo poucas horas após o falecimento de Hugo Rafael Chávez Frías: morto, está mais poderoso do que nunca. É relativamente simples destruir os vivos – ainda que, às vezes, como no caso de Chávez ou do próprio Lula, nem tanto. Mas é praticamente impossível destruir um mito.
O que se viu e ainda será visto nos próximos dias, semanas e até anos em termos de hidrofobia político-ideológica contra o falecido Chávez, portanto, não passa de um medo absolutamente visceral que a direita sente de um homem que ergueu a América Latina social e economicamente.

CASO BARBOSA: ANJ FAZ SILÊNCIO VERGONHOSO


MULTIDÃO CHORA CHÁVEZ À VOLTA DO CAIXÃO NAS RUAS


terça-feira, 5 de março de 2013

VALEU, CHAVEZ !


ESTADÃO: 'PALHAÇO, VÁ CHAFURDAR NO LIXO'


Tropa virtual espalha mensagens pró Aécio na internet


No último domingo, este Blog foi surpreendido por uma enxurrada de comentários colocados em um post antigo, de 23 de abril de 2011, intitulado Um Larry Rother para Aécio Neves. O texto tratou de episódio pouco elogioso ao senador mineiro ocorrido naquele ano.
Mais adiante discorrerei com detalhes sobre a tal enxurrada de comentários. Antes, explicarei a natureza do post que foi alvo dessa verdadeira tropa virtual.
O texto em questão se refere a episódio ocorrido há quase dois anos com o senador pelo PSDB mineiro Aécio Neves, que foi flagrado dirigindo alcoolizado no Rio de Janeiro em um fim de semana e que, por isso, recusou-se a fazer o teste do bafômetro.
Eis um trecho do post que publiquei naquele abril de 2011:
“(…) Quem será o Larry Rother ou o Diogo Mainardi de Aécio Neves? Sim, porque se existiram para Lula, contra quem não havia provas de alcoolismo, teriam que existir para Aécio, que acaba de ser flagrado dirigindo bêbado no Rio. Além de haver provas contra o tucano, a prova ainda inclui um crime relacionado à bebida (…).
Não é raro entrarem comentários em posts antigos, mesmo sendo tão antigo quanto esse – todos os dias entram algumas dezenas de comentários assim. Contudo, nunca ocorreu, neste Blog, uma chuva de comentários como esses em um texto escrito há quase dois anos.
Mas não é só. O que é interessante é que mais de 40 comentários partiram de meia dúzia de pessoas – ou, ao menos, de computadores. Isso é o que mostram os IPs dos comentaristas, os quais postaram mensagens seguidas com nomes e e-mails falsos, mas que foram denunciados por suas assinaturas eletrônicas.
Abaixo, imagens dos comentários fakes pró Aécio:
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COMENTÁRISTA – Carlos Vianna
IP – 177.18.47.123           
STATUS – Marcado como spam por eduguim
DATA/HORA – Enviado em 03/03/2013 as 22:48
TEXTO – Gente que não sabe discutir política, lança assuntos sensacionalistas para tentar sujar a imagem do candidato à presidência pelo PSDB, Aécio Neves.
POST – Um Larry Rother para Aécio Neves
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COMENTÁRISTA – Danilo Souza
EMAIL danilosouza2402@gmail.com
IP – 177.18.47.123           
STATUS – Marcado como spam por eduguim
DATA/HORA Enviado em 03/03/2013 as 22:48
TEXTO – Os ataques do PT só mostram que eles estão com medo de uma candidatura de Aécio Neves.
Aécio Neves é um governante que cumpre o que promete.
Excelente senador atuante.
POST – Um Larry Rother para Aécio Neves
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COMENTARISTA – Ricardo
EMAIL ricardogouva@yahoo.com.br
IP – 177.18.47.123           
TEXTO – Marcado como spam por eduguimEnviado em 03/03/2013 as 22:47
Vendo a biografia de Aécio Neves, é impossível que não se possa ver a integridade desse homem.
Responsabilidade, mandatos e gestões eficientes em todos os cargos que já atuou.
Um homem que é de fato preparado para assumir a presidência do brasil. Aécio Neves é com certeza meu voto no ano que vem. Tucanos de volta em 2014!
POST – Um Larry Rother para Aécio Neves
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COMENTARISTA – Ana Ribeiro
EMAIL – anaribeiro668@yahoo.com.br
IP – 177.18.47.123           
STATUS – Marcado como spam por eduguim
DATA/HORA – Enviado em 03/03/2013 as 22:47
TEXTO – Olhem mais para seus partidos e vejam quem realmente tem alguma coisa pra se orgulhar.
Mensalão e fichas sujas!
Aécio Neves é um homem íntegro e responsável pelos seus atos. Como presidente, com certeza irá dar continuidade ao excelente trabalho que foi feito em Minas Gerais.
Em 2014 eu vou de Aécio Neves Presidente!
POST – Um Larry Rother para Aécio Neves
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COMENTARISTA – Fernanda Souza
EMAIL – fernandasouza628@yahoo.com.br
IP – 177.18.47.123           
STATUS – Marcado como spam por eduguim
DATA/HORA – Enviado em 03/03/2013 as 22:46
TEXTO – Se Aécio Neves fez um bem pra MG como governador, imagina então como presidente do Brasil em 2014?
Intriga da oposição!
Aécio Neves é um homem íntegro e responsável com seus deveres como cidadão.
POST – Um Larry Rother para Aécio Neves
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Como se vê, do computador que tem o IP 177.18.47.123 saíram 5 mensagens, 3 com nomes de homens e 2 com nomes de mulheres. Os horários de postagem dessas mensagens foram praticamente os mesmos.
Abaixo, mais um exemplo de outro IP (ou computador) usado para postar mais mensagens simultâneas com nomes e e-mails falsos, o que denota trabalho de equipe, até porque tal fenômeno durou manhã, tarde e noite inteiras do último domingo.
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COMENTARISTA – Bianca
EMAIL – biancadias2303@gmail.com
IP – 189.63.166.248         
STATUS – Marcado como spam por eduguim
DATA/HORA – Enviado em 03/03/2013 as 17:27
TEXTO – Minas Gerais evoluiu muito com o governo de Aécio Neve
POST – Um Larry Rother para Aécio Neves
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COMENTARISTA – Igor
EMAIL – igor.barros01@yahoo.com.br
IP – 189.63.166.248         
STATUS – Marcado como spam por eduguim
DATA/HORA – Enviado em 03/03/2013 as 17:24
TEXTO – Tudo que o Governador Aécio Neves fez por Minas Gerais reflete no excelente presidente que teremos.
POST – Um Larry Rother para Aécio Neves
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COMENTARISTA – Michael
EMAIL – michael.costa59@yahoo.com.br
IP – 189.63.166.248         
STATUS – Marcado como spam por eduguim
DATA/HORA – Enviado em 03/03/2013 as 17:04
TEXTO – Minas Gerais evoluiu muito com o governo de Aécio Neves. Eu sou testemunha
POST – Um Larry Rother para Aécio Neves
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COMENTARISTA – Samuca Rocha
EMAIL – samuelrocha343@yahoo.com.br
IP – 189.63.166.248         
STATUS – Marcado como spam por eduguim
DATA/HORA – Enviado em 03/03/2013 as 16:39
TEXTO – Com certeza o PIB do Brasil será um orgulho para os brasileiros quando Aécio Neves assumir a presidência da República.
POST – Um Larry Rother para Aécio Neves
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Essas são pequenas amostras da chuva de comentários que este Blog recebeu, repito, no último domingo em um post que foi publicado aqui há praticamente dois anos.
Não há, claro, nada de ilegal em um político ter uma tropa de apoiadores para postar comentários elogiosos ou em sua defesa em páginas da internet que tratam de política e que o elogiaram ou criticaram.
Todavia, há que perguntar sobre o aspecto ético de um pequeno grupo de pessoas se multiplicar em muitas ao custo de um estratagema desonesto como falsificar o próprio nome e o próprio e-mail, travestindo-se homens em mulheres e mulheres em homens.
À parte da questão ética, o fato revela que o PSDB já está trabalhando por Aécio como se ele estivesse em plena campanha eleitoral, pois esse fenômeno que acabo de relatar é usado no auge dessas campanhas, quando qualquer voto conta.
Ou, no mínimo, é o próprio Aécio que organizou essa ação.
Este relato é interessante porque mostra até a estratégia usada. Claramente, os partidários de Aécio estão varrendo o Google em busca de textos negativos contra ele e espalhando defesas a seu favor, num primeiro momento.
Por último, o episódio também sugere que os adversários de Aécio devem ficar atentos, porque, concomitantemente à sua defesa por pessoas que utilizam do expediente questionável supra revelado, as mesmas pessoas provavelmente não ficarão só na defesa…
*
PS: espera-se que os computadores dos quais partiram as tais mensagens não tenham restrições para esse tipo de utilização, como, por exemplo, a de pertencerem a órgãos públicos.