Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Ato contra a "privatização da TV Cultura" é marcado para o dia 16/4


*Brasileiros ignoram alertas de Serra e Aécio: 77%  apoiam Dilma; 72% confiam na Presidenta(CNI/IBOPE)**Occupy Wall Street planeja mobilizações no 1º de Maio: hoje, às 20 hs, Boitempo e Carta Maior lançam a coletânea "Occupy"** livro traz artigos de intelectuais que vão debater o ressurgimento das ruas na vida política norte-americana**local: Espaço Revista Cult:  rua Inácio Pereira da Rocha, 400, SP**Maria Inês Nassif:  "uma sólida relação entre Demóstenes e a mídia conseguiu curvar um país inteiro aos interesses de uma quadrilha sediada em Goiás" (leia a coluna da Editora de Política de Carta Maior).


Nessa data, o conselho curador da Fundação Padre Anchieta elegerá seu novo presidente. Manifestantes contrários às demissões em massa, à extinção de programas tradicionais, como Zoom, Grandes Momentos do Esporte e Vitrine, e à cessão de espaço na grade para a mídia privada prometem tomar as imediações da emissora, da zona oeste de São Paulo. Na noite de terça-feira (3), um ato reuniu profissionais de comunicação, artistas, sindicalistas e parlamentares em protesto contra as reformas na tevê.

São Paulo - Um grande protesto contra a "privatização da TV Cultura" tomará as imediações da emissora, na zona oeste de São Paulo, no próximo dia 16 de abril. Nessa data, o conselho curador da Fundação Padre Anchieta elegerá seu novo presidente.

O advogado e jornalista Moacyr Expedito, que ocupava o cargo, renunciou semana passada, um ano antes do término de seu mandado. O conselho curador colabora com a administração da tevê, que está nas mãos do presidente da Fundação Padre Anchieta, o economista João Sayad.

O protesto foi agendado na noite desta terça-feira (3) por profissionais de comunicação, sindicalistas, artistas e parlamentares, que participaram de um ato contra as reformas empreendidas na emissora. Entre elas, destacam-se a redução do quadro de funcionários - segundo os manifestantes, em mais de mil profissionais -, e a extinção de programas tradicionais, como Zoom, Grandes Momentos do Esporte e Vitrine.

Além disso, houve a tentativa de encerramento do programa Manos e Minas, que traz manifestações culturais da periferia da cidade para a televisão. Mas, diante dos protestos, a direção da emissora recuou. Os profissionais que conduziam o programa, porém, acabaram demitidos.

Para ocupar a grade, a TV Cultura convidou tradicionais veículos da grande imprensa paulista para fornecerem conteúdos, entre eles Folha de S. Paulo, Estadão e Veja. Por enquanto, apenas a Folha ocupou o espaço, com um jornalístico nas noites de domingo. Segundo o próprio jornal, foi feita uma permuta: a tevê cedeu espaço em troca de espaço publicitário no jornal impresso.

Indignação
"É a mídia privada ocupando espaço na tevê pública, um absurdo", protestou o jornalista Renato Rovai, presidente da Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação (Altercom) e editor da revista Fórum. Segundo ele, por trás dessas mudanças está uma concepção da mídia privada e de governos do PSDB de "não engolirem o serviço público de comunicação".

Na mesma linha, o diretor da Altercom e da Carta Maior, Joaquim Ernesto Palhares, lembrou que a tevê pública do Rio Grande do Sul foi "sucateada" no governo de Yeda Crusius (2007-2011), do PSDB. "É o modelo tucano de fazer política e governar, e que ainda conta com um cinturão midiático ao seu redor", afirmou.

Para o jornalista Pedro Pomar, também presente no ato, o desmonte da TV Cultura é "estratégico para os tucanos". "É mais um capítulo da reforma do Estado que eles vêm empreendendo nos últimos 20 anos. E a emissora é um símbolo que precisa ser destruído, porque ela mostra que o que é público pode ser bom", criticou.

O ato, realizado no Sindicato dos Engenheiros de São Paulo, contou com a participação de funcionários e ex-funcionários da TV Cultura. A jornalista Marilu Cabañas, demitida após 16 anos de casa, se emocionou ao fazer um relato sobre os novos rumos da programação da emissora. "Quando eu estava produzindo uma série sobre crianças desaparecidas, veio uma ordem de que não devíamos ficar falando sobre pobres nas reportagens", contou. A série acabou exibida, por pressão de outros colegas.

Desmonte
Já o funcionário Sérgio Ipoldo Guimarães revelou que o departamento em que trabalhava, o de meteorologia, foi extinto, para dar lugar a um convênio com a empresa Somar Meteorologia. Hoje, ele ocupa um cargo na direção do Sindicato dos Radialistas, e não sabe o que fará na emissora quando retornar. "Meu desejo é me qualificar para outra função", disse.

Para João Brant, do coletivo Intervozes, o desmonte da tevê tem o potencial de influenciar as experiências culturais das pessoas. "Eu mesmo tive minha formação musical através da rádio Cultura AM, que tinha uma amplitude de repertório e muito cuidado com a música brasileira", afirmou.

O enfraquecimento da TV Cultura gera, ainda, uma baixa na formação de quadros técnicos para o sistema público de comunicação. Segundo o professor Laurindo Leal Filho, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, a academia brasileira não tem tradição na formação de pessoal para o sistema público, e esse papel era desempenhado pela TV Cultura.

Mais ações
Além do ato no dia 16, os manifestantes, que também participam de entidades como Central Única dos Trabalhadores (CUT), Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e Sindicato dos Jornalistas, entre outras, farão pressão na Assembléia Legislativa para que uma audiência pública discuta a questão. Entre os parlamentares que apóiam a proposta, participaram do ato os deputados estaduais Carlos Giannazi (PSOL), Simão Pedro (PT) e Leci Brandão (PCdoB).

Renata Mielli, do Centro de Estudos Barão de Itararé, sistematizou as propostas dos participantes. Além dos protestos do dia 16 e da audiência pública na Assembléia, as entidades envolvidas circularão um manifesto contra o desmonte da tevê, colherão depoimentos de artistas e jornalistas, encaminharão um ofício solicitando que sejam ouvidas pelo conselho da Fundação Padre Anchieta, e exigirão auditoria nos contratos da emissora.


Fotos: Maringoni/Carta Maior

Opto eletrônica envia câmera nacional do satélite Cbers 3 à China



Considerado por especialistas independentes como um marco da engenharia nacional, a Opto Eletrônica enviou na última sexta, 30/03, à China, uma moderna e complexa câmera imageadora que irá equipar o satélite sino-brasileiro Cbers 3.
Trata-se da primeira câmera no gênero inteiramente desenvolvida e produzida no País. O equipamento, feito na matriz da Opto em São Carlos, coloca o Brasil entre os 10 países do mundo a dominar a tecnologia de imageamento aeroespacial. De nome MUX (de multiespectral), a câmera é destinada ao monitoramento ambiental e gerenciamento de recursos naturais. O satélite Cbers 3 tem lançamento programado para novembro deste ano e será levado à órbita por meio do foguete chinês “Longa Marcha”.A MUX pesa mais de 120 kg e é capaz de fazer imagens com 20 metros de resolução do solo, a mais de 750 km de altitude. Desconsiderando a curvatura da Terra e as nuvens (para exemplificar), seria como se, de São Carlos/SP, fosse possível enxergar um ônibus em Brasília/DF. A faixa de largura imageada, extensão do território visto em uma linha na imagem, é de 120 km de largura.
Independência tecnológica
A fabricação da MUX pela Opto atende à diretriz do Programa Espacial Brasileiro de fomentar a capacitação e o desenvolvimento de tecnologia de ponta pela indústria nacional. O trabalho da companhia também contribui para a independência tecnológica em áreas altamente sensíveis do ponto de vista estratégico.
Construída para auxiliar de forma decisiva no monitoramento ambiental e gerenciamento de recursos naturais (trabalhando em quatro bandas espectrais de luz), as imagens produzidas pela câmera têm capacidade de mostrar, com precisão, queimadas, desmatamentos, alteração de cursos d”água, ocupação urbana desordenada, entre outras funções. As imagens poderão ser utilizadas em todo o mundo, gratuitamente, por meio do site do INPE.
Projeto
O projeto da câmera teve início em 2004, quando a Opto venceu a licitação internacional para o desenvolvimento e fabricação da câmera. O projeto sofreu diversos aperfeiçoamentos, principalmente em razão do não compartilhamento de tecnologias e venda de componentes “sensíveis” por outros países. Contudo, a companhia de São Carlos conseguiu, de forma inédita, desenvolver soluções próprias e inovadoras, dominando todo o ciclo de construção do equipamento.
Para se ter idéia, somente o projeto preliminar da câmera foi composto por mais de 450 documentos, totalizando mais de 16 mil páginas.
Nesse período, foram construídas versões sucessivas de protótipos, denominadas modelos de engenharia, de qualificação e de voo (modelo final) da câmera MUX. O modelo de qualificação, por exemplo, foi exaustivamente testado (como em provas extremas de choque e vibração). O objetivo da bateria de testes e ensaios foi assegurar que o projeto (e consequentemente o equipamento) suporta as cargas de lançamento e as condições de temperatura, radiação e vácuo no espaço, além de verificar se ele atende aos requisitos de envelhecimento e compatibilidade eletromagnética com os outros sistemas do satélite, mantendo sempre o melhor desempenho funcional.
Cerimônia
Os funcionários da companhia participaram de um evento simbólico do embarque da câmera, considerada pelos diretores da empresa – e especialistas do setor – como um marco para a indústria nacional. “Hoje é um dia histórico para todos nós, não só da Opto, mas para todos aqueles que se importam com a independência tecnológica da nação”, afirma Mario Stefani, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Opto.

Cachoeira é um tsunami na oposição

Agora há pouco, no site da Carta Capital, a revista que, além de desaparecer em Goiânia comprada por um grupo misterioso, ia ser processada pelo governo de Goiás, por ligar o Governo Marconi Perillo ao bicheiro Carlinhos Cachoeira, fonte assídua da Veja, “para limpar o Brasil”.
“Não adiantou negar, espernear, ameaçar processo. Nesta quarta-feira 4, a revelação de que as falcatruas do bicheiro Carlinhos Cachoeira tinha tentáculos no governo de Goiás produziu a primeira baixa na equipe de Marconi Perillo (PSDB).
No centro das suspeitas, a chefe de gabinete do governador, Eliane Gonçalves Pinheiro, pediu exoneração após a revelação de que era citada nas interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal na esteira da Operação Monte Carlo.
Conforme mostrou a reportagem de Leandro Fortes na última edição de CartaCapital, Eliane chegou ao cargo no início do ano passado, depois das eleições de 2010, quando foi responsável pela articulação do tucano para que prefeitos do PP aderissem à campanha do PSDB ao governo estadual.
Segundo as investigações, a filha de um dos padrinhos políticos de Eliane é casada com um irmão de Cachoeira, que comandou o esquema do jogo do bicho e outras irregularidades em Goiás. Ele foi preso pela PF na operação.
Eliane é suspeita de acionar políticos aliados sobre operações policiais na região. As mensagens eram trocadas com o bicheiro, de acordo com outra reportagem, publicada nesta quarta-feira pela Folha de S.Paulo.
Ciente da encrenca em que está metido, Perillo já havia decidido mexer em sua equipe para apagar os rastros de Cachoeira e do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), também implicado no esquema. Assim, a chefe de gabinete de Perillo deveria deixar o cargo, conforme noticiou CartaCapital na semana passada, sob a improvável promessa de mudar de função.
Os arquivos e grampos de Cachoeira são um tsunami.
Perillo, convém lembrar, é a “boa alma” que disse ter ido avisar Lula sobre o “mensalão”, após a gravação da propina nos Correios que, agora se sabe, foi mandada fazer por Carlinhos Cachoeira.

Mantega: desoneração também para Serviços. E veio para ficar



Num programa Entrevista Record Especial, desta quarta-feira, na Record News, às 22h15, depois do programa do Heródoto Barbero, o Ministro da Fazenda Guido Mantega informou que a desoneração da folha de salários dos 20% do INSS vai se estender, também, à área de Serviços e não, apenas, à Indústria, como foi ontem  anunciado.

Além disso, a desoneração será oferecida a todos setores industriais e não apenas aos onze ontem conhecidos.

Clique aqui para ler “Dilma: Governo nao vai abandonar a indústria brasileira”.

Mantega lembrou que, para as indústrias, os 20% sobre a folha serão compensados com 1% ou 2% sobre o faturamento.

E, para quem exportar, não haverá  o tributo sobre o faturamento.

Ou seja, para quem exportar, o peso da folha de pagamentos será zerado.

A desoneração é voluntaria, ou seja, adere quem quer.

Outra decisão polêmica foi o Governo decidir comprar remédios, motoniveladoras e retroescavadeiras nacionais, mesmo que sejam 25% mais caras que as importadas.

Urubus de diversas teologias temem que desembarque aqui a Quinta Frota da Organizacao Mundial do Comércio, porque o Brasil, dessa forma, desrepeitaria os bons modos (?) que os americanos e europeus praticam no comércio internacional.

Mantega lembra o Buy American Act, que o Governo americano usa para dar preferência ao produto americano.

A Embraer acabou de perder uma venda já fechada à Força Aérea americana, por causa da “preferência ao produto nacional”.

Sobre remédios, ele explica que é o Governo quem compra, para dar de graça.

Sobre as niveladoras e retroescavadoras, é para usar no PAC, na construção de estradas, para ceder às prefeituras que fazem obras.

Qual é a racionalidade disso?

Os estrangeiros achatam os salários de seus trabalhadores e querem vender seus produtos mais baratos – explica o Ministro.

Ou seja,  os salários dos americanos e dos alemães ficam achatados e querem desempregar o trabalhador brasileiro.

Como  disse a Presidenta Dilma, na verdade, um foguete de popularidade, o Brasil não vai enfrentar os problemas à custa do salário e do emprego do brasileiro.
Aí, o ansioso blogueiro ousou submeter o Ministro a uma gravísssima denúncia de cunho Moral e Contabil, formulada com veemencia  e contundência pela Urubologa no Bom Dia (?) desta quarta-feira: o Governo poe dinheiro no BNDES (R$ 45 bi) de forma pouco transparente, paira uma  sombra contabil, aplica “um jeitinho”, disse ela como o Catão da Macro-Economia.

Mantega foi ministro do Planejamento, presidente do BNDES e, de lá, Ministro da Fazenda.

Como é que é o “jeitinho”?,  perguntou o ansioso blogueiro de forma mais educada.

Ele explicou: o Tesouro Nacional empresta ao BNDES, o BNDES empresta às empresas, as empresas pagam ao BNDES e o BNDES paga ao Tesouro.

Mais transparente, portanto, do que a conta das reservas cambiais no Governo FHC (pensou o ansioso blogueiro com seus botões).

Mantega lembrou que o Brasil divulga suas reservas cambiais todo dia (os EUA não fazem isso).

E o câmbio?

O Brasil não vai deixar o câmbio descer abaixo de R$ 1,80, o que não é uma maravilha, mas dá pra levar – foi o raciocinio dele.

Em benefício de sua estratégia, ele lembrou que,  em janeiro de 2011, o dólar estava em R$ 1,62 e, hoje, é R$ 1,83.

E quanto a economia  vai crescer em 2012 ?

Quatro por cento ou  mais.

E a aceleração toma ímpeto no terceiro trimestre.

Como diriam os Urubólogos, será um crescimento “pontual” – PHA

Paulo Henrique Amorim

CNI/Ibope: aprovação pessoal de Dilma atinge 77%


Avaliação positiva do governo ficou estável em 56%

 
Pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira revela que a aprovação pessoal da presidente Dilma Rousseff subiu cinco pontos percentuais e atingiu 77%. Na pesquisa anterior, de dezembro, o índice dos eleitores que aprovavam a maneira de Dilma de governar era de 72%. Este é o melhor resultado de todas as pesquisas realizadas até agora.
De acordo com o levantamento, a aprovação da maneira Dilma de governar no segundo ano de mandato é maior que a dos ex-presidentes Lula e Fernando Henrique. No segundo ano do primeiro mandato, FHC atingiu 60% de aprovação; Lula chegou a 54%.
Dos 2.002 eleitores ouvidos pelo Ibope entre 16 e 19 de março em 142 municípios, 19% desaprovam a maneira de Dilma de governar. Na pesquisa anterior, o percentual era de 21%.
O Ibope também ouviu os eleitores sobre o desempenho como um todo. Dos entrevistados, 56% consideraram como ótimo ou bom o governo, mesmo percentual do levantamento anterior. Já 8% consideraram o governo Dilma ruim ou péssimo, contra 9% na pesquisa anterior.
Mais da metade da população, 60%, considera que o governo Dilma está sendo igual ao do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Sobre a avaliação por áreas, a carga tributária brasileira foi desaprovada por 65% da população, seguida por Saúde (63%) e Segurança Pública (61%).

Merkel convida brasileiros a boicotarem Volkswagen, Continental, Osram, Bayer

A primeira-ministra alemã Angela Merkel, atacou com grosseria a presidenta Dilma pelas críticas feitas durante a visita à Alemanha:

"Essa senhora vem à Alemanha nos dizer o que temos que fazer? Ora, a Alemanha vai bem obrigado apesar de tudo. Mas eu vou aproveitar para dar um conselho a ela... antes de vir aqui reclamar das nossas políticas econômicas, por que ela não diminui os gastos do governo dela e diminui os juros que são exorbitantes no Brasil? Se eu posso emprestar dinheiro a juros baixos e o meu povo pode ganhar juros absurdos lá no país dela, não vou ser eu que direi ao meu povo para não fazer isso. Ela que torne a especulação no país dela menos atraente", disse Merkel em entrevista à revista Manager-Magazin.

A crítica de Dima não é quanto aos juros da Alemanha, e sim pelo Banco Central de lá imprimir dinheiro sem lastro, só para desvalorizar a moeda e tornar as exportações alemãs mais competitivas, de forma trapaceira e desleal. Além disso, a Alemanha não está apoiando medidas anti-cíclicas pra aumentar o consumo interno na Europa de forma a debelar a crise, e sem o apoio a esse consumo, o dinheiro impresso sem lastro vai para a especulação.

Diante da hostilidade do governo alemão, tanto econômica, como diplomática, só resta aos brasileiros boicotarem seus produtos. Pior para as empresas alemãs como Volkswagen, Continental, Osram, Bayer, Mercedes, Siemens, etc.

Que tal mandar um recado para estas empresas?

Bayer: bayer.comunicacao@bayer.com
Osram (e-mail): sac@osram.com
Volkswagen: http://www.vw.com.br/pt/fale_conosco.html

Gurgel: grampos contra Demóstenes são legais

Infiel!!! Não! Fidelíssimo!

de Agripipino Maia sobre o pedido do mandato do Óstenes:
" Não vamos pedir que ele renuncie ao mandato por que não houve infidelidade partidária!"

Claro que não, o Óstenes continuou fiel à tradição e ideais do partido, roubando, atendendo interesses privados e pessoais, se envolvendo com criminosos enquanto posava de ético, mentindo e tramando, envolvido em falcatruas e maracutayas, seu único erro foi ser pego, mas isso os amigos DEMos perdoam, com reservas!

 

                             

Gurgel: grampos contra Demóstenes são legais Foto: Divulgação

Segundo o procurador-geral da República, não há qualquer ilegalidade nas apurações da Polícia Federal que levaram à exposição das relações entre o senador Demóstenes Torres e o bicheiro Carlinhos Cachoeira; defesa de Demóstenes pretende desqualificar gravações que não passaram pelo STF

Agência Brasil – O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse hoje (3) que não há qualquer ilegalidade nas apurações da Polícia Federal que levaram à conexão entre o senador goiano Demóstenes Torres (ex-DEM) e o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
Demóstenes tem prerrogativa de foro por ser parlamentar, e sua defesa alega que a Justiça Federal de Goiás deveria ter obtido autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para investigá-lo. Como isso não ocorreu, seu advogado disse que entrará com uma reclamação no STF na próxima segunda-feira (9) pedindo a nulidade das provas.
Para Gurgel, trata-se de uma estratégia que não terá respaldo no STF. “Claro que a defesa tem que procurar socorrer-se daquilo que lhe parece, já que o mérito está cada vez mais complicado”.
Segundo o procurador-geral, não há ilegalidade no trabalho da Justiça Federal em Goiás porque o senador não era o alvo da investigação, e sim Cachoeira. “Agora, o senador ligava com uma frequência imensa para Cachoeira, por isso há muitos áudios com o senador”.
Ele também garante que em nenhum momento foram iniciadas apurações a partir das falas de Demóstenes e que não houve ilegalidade na retenção do caso em Goiás por três anos. “Isso [a ilegalidade] se justificaria se a investigação tivesse avançado em relação a ele”.

Globo acusa Dilma de “dar jeitinho” no pacote

A Urubóloga decidiu poupar a Renata e os espectadores dos gráficos mortíferos – os meus colegas lá da Record lamentam profundamente.

Depois, resolveu adotar a Geometria Neo-Euclidiana e criticar as medidas anunciadas nesta terca-feira porque ficam na posição vertical.

É a Ciência Econômica reduzida à lógica das Palavras Cruzadas.

A Dilma não vai abandonar a indústria brasileira.

Mas, isso, para a Globo, é irrelevante.

Para a Globo, as medidas são “pontuais”.

Talvez porque o Ali Kamel prefira medidas “impontuais”.

Nesta quarta-feira, no Bom (?) Dia, a Globo, quer dizer, a Globo através do Kamel e da Urubóloga, acusa a Dilma e o Mantega de “dar um jeitinho” contábil, de falta de “contabilidade” e “transparência” na aplicação de recursos do BNDES.

Será uma fraude ?

Uma pilantragem ?

A Globo vai denunciar a diretoria do BNDES ao Ministério Público, à Polícia Federal ?

Será que é coisa do Cachoeira, do Demóstenes ?

A Urubóloga vai vai fazer um BO ?

A Urubóloga dá a entender que a política de injetar recursos no BNDES para que empreste a juros reduzidos é resultado de “um jeitinho”.

Ou seja, o balanço do BNDES é uma fraude.

As contas públicas brasileiras são outra.

A Globo diz o que quer, amigo navegantes.

E o filho do Murdoch foi expulso da empresa do pai, na Inglaterra do Renato Machado …


Paulo Henrique Amorim

MÍDIA E ECONOMIA: O PAÍS MERECE DESCULPAS

*DEMÓSTENES diz que não se desviou do programa dos Demos: faz sentido**ESPANHA AFUNDA: direita leva o país ao suicídio ortodoxo** desemprego atinge mais da metade da juventude**Estado gasta mais com o pagamento de juros do que com funcionários* recessão derruba receita,o déficit cresce e a relação dívida/PIB explode *Rajoy dobra a aposta e corta 22% dos recursos na educação, 7% na saúde**25% em pesquisa e tecnologia, 15% na Cultura e 21% no fomento ao emprego**MARIA INÊS NASSIF:  "uma sólida relação entre Demóstenes e a mídia conseguiu curvar um país inteiro aos interesses de uma quadrilha sediada em Goiás" (leia a coluna da Editora de Política de Carta Maior, nesta pág)

 
Nesta 3ª feira, a Presidenta Dilma reduziu o custo das folhas salariais das empresas sem remover direitos constitucionais, nem afanar trabalhadores, como reclamou por décadas o jornalismo dos menestréis do mercado. Como? A retomada do crescimento criou mais de 15 milhões de novos empregos nos dois governos de Lula. Entre 2003 e 2010 o número de contribuintes da Previdência aumentou 16,8%. Em vez de sucatear a sociedade, extraiu-se do crescimento e da disseminação de direitos as energias para cortar custos e ampliar a competitividade industrial. Nada afasta a percepção de que os dogmas embutidos na narrativa 'jornalística' dos anos 80/90 --entre eles o credo anti-estatal, a furiosa defesa da livre circulação de capitais e a panacéia dos juros altos associados às metas de inflação-- incluem em sua composição doses variáveis de fraude ideológica, interesses endinheirados e genuflexão obsequiosa de profissionais da imprensa. (LEIA MAIS AQUI)


Com a palavra os "ESPECIALISTAS''  de plantão da mídia, e suas notícias que refletem toda sinceridade de propósito dos seus patrões e interesses de mercado. (Opedeuta.)

Especialistas: incentivo à indústria não será suficienteAções incluem controle cambial e desonerações    JB on line 04/04/2012.





Correio Braziliense  04/04/2012.


É isso aí............................


terça-feira, 3 de abril de 2012

Operação “Some, Demóstenes”

Na charge de O Globo, o que a mídia pretende de Demóstenes: faze-lo sumir rapidamente pelo esgoto, com medo do que pode respingar
Os grandes jornais pedem a renúncia do Senador Demóstenes Torres. A TV Globo fez o mesmo hoje de manhã.
Parece haver uma cruzada nacional para varrer rapidamente Demóstenes Torres das páginas dos jornais, fazendo com que entregue o mandato e não se inicie um processo de cassação, com audiências, testemunhas, versões e, sobretudo, fatos vindo à tona.
O Demóstenes grego, ao ver-se cercado pelos soldados de Antípatro, suicida-se.
O goiano, entretanto, não parece disposto a isso. Na carta de desfiliação que apresentou ao DEM, teve o cuidado de destacar que a alegação que contra ele se fazia (descumprimento reiterado do programa partidário) estaria contemplada pela  Resolução nº 22.610, de 25 de outubro de 2007 do TSE, que o protegeria de um processo de perda de mandato.
Ou seja, que vai ficar no cargo.
Ora, experiente que é, Demóstenes sabe que não há a menor perspectiva política de sobreviver no Senado. Seu esforço não visa a preservação do mandato, inexoravelmente perdido.
Está, sim, sinalizando que tem como despejar cachoeiras de lama a torto a direito. O fato de ter representado o papel de paladino da moralidade, enquanto recebia presentes e fazia favores a um bicheiro já mostra como este homem é frio e cínico.
É por isso que querem sepultá-lo rápido, tirando, pela renúncia, um mandato de senador que, pelos trâmites legais, vai permitir muitas e muitas sessões – com direito a televisão – de defesa, de testemunhos e de acusações a muitos que estão posando de vestais.
Demóstenes ameaça tornar-se um cadáver político insepulto e e seus odores ameaçam “meio submundo”  da política.

“O Governo não vai abandonar a indústria.” Tudo o que FHC e Cerra não diziam

 

O mercado interno é o melhor baluarte (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)


Na cerimônia em que “desindustrializou a Globo”, a Presidenta Dilma Rousseff  reafirmou:

” O Governo não vai abandonar a indústria brasileira.”

(Frase que o Presidente Fernando Henrique e seu Planejador – Mor não pronunciariam impunemente.)

“Assim como país rico é país sem miséria, país rico é país que tem indústria forte, inovadora e competitiva.”

Diante de líderes empresariais e sindicais, lembrou que o Brasil não vai enfrentar os problemas internacionais com a precarização do trabalho e a redução dos direitos do trabalhador – como, lembrou, se faz hoje na Europa e nos  Estados Unidos:

“O mercado interno é o melhor baluarte contra a crise.”

(Frase que o Farol de Alexandria e seu privator-mor não pronunciariam impunemente.)

Ela insistiu em que, dentro da legalidade, adotara as salva-guardas necessárias para proteger as empresas, os trabalhadores  e a renda da “predatória expansão monetária” dos Estados Unisos  e da Europa.

Você já imaginou o Farol e seu Privatador chamarem qualquer política americana de “predatória” ?

Não é à toa que o Farol correu para aparecer ao lado do Nunca Dantes – clique aqui para ler “Anatomia de uma foto”.

Ao lado do Padim Pade Cerra, por enquanto, só a Catanhede.


Paulo Henrique Amorim

Dilma desindustrializa Globo.
E incentiva a indústria

Guido Mantega disse diante da Presidenta e seleta plateia em Brasília – não vi a Urubologa lá -  que as medidas anunciadas hoje podem fazer o PIB crescer 4,5% este ano.

Saiu no G1:

Industria brasileira cresce 1,3% em fevereiro
e desmente a desindustrialização do Bom (?) Dia Brasil – clique aqui para ler “Globo detona – antes de saber qual é – plano da Dilma”.

Uma outra notícia horrorosa: a balança comercial está vigorosa.

Governo alivia a folha de pagamentos das empresas de onze setores industriais.

Luciano Coutinho, presidente do BNDES,  anunciou uma redução dos juros para financiar a indústria brasileira.

Para o setor de caminhões e ônibus; empresas de bens de capital, grandes e pequenas; para exportadores; para empresas inovadoras, com a participação da FINEP (“não faltarão recursos para a inovação”, disse ele).

Nesse ponto, a transmissão da GloboNews se interrompe para que o âncora dê sequência à devastadora crítica Neo-Euclidiana da Urubóloga, no Bom (?) Dia: as medidas são pontuais, disse o Lord Keynes da GloboNews.

E aí entraram os analistas de sempre para desancar o Governo.

Quer dizer: antes de saber do que se trata, o Ali Kamel é contra !

O Ministro Fernando Pimentel, da Indústria, consegue ser visto fora da GloboNews.

Fora da GloboNews, sabe-se que haverá um programa de redução de impostos – que pode chegar a 30% – , e as empresas terão que aplicar 0,15% da receita em inovação.

E haverá faixas de produção doméstica para assegurar empregos aqui.

O Brasil é o quarto produtor de automóveis do mundo (o segundo de caminhões) e os produtos tem que incorporar o máximo de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) – disse Pimentel.


Paulo Henrique Amorim

Imprensa permanece blindada no caso “Cachoeira”

*MARIA INÊS NASSIF:  "uma sólida relação entre Demóstenes e a mídia conseguiu curvar um país inteiro aos interesses de uma quadrilha sediada em Goiás" (leia a coluna da editora de política de Carta Maior, nesta pág) ** HOJE, no Sind. dos Engenheiros de SP : ATO CONTRA A PRIVATARIA NA TV CULTURA  




Dezenas de agentes ligados ao esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira já estão sob a mira da Justiça, do Congresso, da imprensa e da opinião pública após serem citados nas investigações que deflagraram a operação Monte Carlo. Envolvimento de jornalistas, porém, não recebe os mesmos holofotes. Questionada, Veja indicou telefone de consultoria jurídica que nega trabalhar em algo relativo à revista.

Brasília - A Operação Monte Carlo resultou na prisão de 35 pessoas acusadas de envolvimento com a quadrilha da jogatina de Carlinhos Cachoeira, em Goiás. Entre os acusados, dois delegados da Polícia Federal, seis delegados da Polícia Civil goiana, um agente da Polícia Rodoviária Federal e 29 soldados, cabos e oficiais da Polícia Militar de Goiás.

A classe política também sangra com a operação. Após terem seus nomes mencionados nas investigações do Ministério Público e da Polícia Federal, os deputados Carlos Leréia (PSDB-GO), João Sandes Júnior (PP-GO) e Rubens Otoni (PT-GO) e, especialmente, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) já são alvos de diversas reportagens e de um inquérito encaminhado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Caminho parecido deve seguir o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), dadas as denúncias crescentes na mídia que expõe seus vínculos com Cachoeira.

Mais complicado, entretanto, é vir a público quais são os setores da imprensa envolvidos com a organização criminosa.

Conforme
noticiou Carta Maior, partes do inquérito que deram origem a Operação Monte Carlo - publicadas na internet – citam relações promíscuas de jornalistas com a quadrilha de Cachoeira. Porém, apenas o nome de Wagner Relâmpago, repórter do programa DF Alerta, da TV Brasília/Rede TV, é explicitado.

Os três procuradores federais do Ministério Público responsáveis pelo caso - Daniel de Resende Salgado, Léa Batista de Oliveira e Marcelo Ribeiro de Oliveira - não deram maiores informações sobre o envolvimento de jornalistas. “Vamos ter que estudar isso”, limitou-se a dizer o procurador Marcelo Ribeiro.

Por meio de sua assessoria, o juiz da 11ª Vara da Justiça Federal em Goiás, Paulo Augusto Moreira Lima, que expediu os mandados da operação Monte Carlo, disse que não vai se pronunciar porque o processo corre em segredo de Justiça e só quem tem acesso a ele são as partes envolvidas e seus procuradores.

Porém, diversas outras informações, além daquelas que já são públicas devido ao vazamento de trechos do inquérito citado acima, seguem sendo meticulosamente reveladas por veículos de comunicação. Mas, praticamente nada diz respeito aos jornalistas envolvidos.

Rara exceção foi o jornalista Luis Nassif, que obteve a informação de que as investigações registraram mais de 200 telefonemas entre Cachoeira e o diretor da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior.

No intuito de se defender, no último sábado (31), a revista tornou pública a gravação de uma conversa, que teria sido feita em 8 de julho de 2011, entre Cachoeira e o ex-agente da Abin, Jairo Martins, acusado pela Justiça de pertencer à quadrilha. Na conversa, Cachoeira cita Policarpo como “alguém que nunca vai ser nosso” e ainda afirma que foi seu grupo quem deu “os grande furos do Policarpo”,“limpando esse Brasil, rapaz, fazendo um bem do caralho pro Brasil, essa corrupção aí”.

Para Nassif, esta gravação não é suficiente para desfazer a associação da quadrilha com a revista, entre outras razões, porque foi registrada em uma época em que a antiga relação entre elas já estava esgarçada. “Há um vazamento seletivo. Por que não divulgam os demais grampos?”, indaga.

Procurada pela reportagem, a revista Veja alegou que o assunto deveria ser tratado com seu departamento jurídico. Entretanto, no telefone informado, a Novoa Prado Consultoria Jurídica afirmou que, apesar de já ter prestado serviços para a Editora Abril, nunca trabalhou em nada relativo à revista Veja

O assunto parece mesmo proibido nos veículos da mídia tradicional, ainda que em mínimas proporções. O blog “Rádio do Moreno”, que faz parte da edição digital do jornal O Globo, teve que retirar do ar, na última sexta-feira (30), um texto do colaborador Théofilo Silva. O artigo mencionava que “o poderoso editor da revista Veja” estaria envolvido com Cachoeira e indagava “se você compra a imprensa e as autoridades públicas, o que mais falta para ser o dono do Estado?”

Na nota em que comunicou a retirada do texto, Jorge Moreno disse ter recebido “uma grave e merecida advertência do diretor de redação, Ascânio Seleme”, alegou falta de apuração e concluiu “não considero correto que um blog de jornalista agrida outro jornalista”.



A Sucursal do Inferno

Em "A Sucursal do Inferno", o novo romance de Izaías Almada, se denuncia o que acontece quando a mídia deixa de ser fonte de esclarecimento do público e se converte em complacente disseminadora do fuxico demolidor, o dócil acessório da nova ordem, vitoriosa frente ao vazio aberto pelo desmoronamento da dialética ideológica de outros tempos. Ficcção ou realidade? Compete ao leitor contribuir com a sua parte de lucidez para que finalmente se realize o exorcismo. O artigo é de Isabel de Sena.

“Por vezes, é melhor não saber o que é o mistério...”

É o comentário feito pelo misterioso e carismático pastor, Hamilton, a uma jornalista que tem como missão desvendar a verdade sobre uma seita que aculuma riquezas insuspeitadas, levando-a a explorar os tortuosos caminhos pelos que se escrevem no mundo atual a política, a religião transformada em negócio lucrativo, bem como a verdade sobre um país que ainda não fez as pazes com o seu passado. A partir dessa proposta de dois gumes—thriller e denúncia feroz das indignidades que o capitalismo tece—se desenvolve este romance, o quarto de Izaías Almada.

Manina, a jornalista, vai abrindo caminho pela selva escura de operações financeiras ilícitas, de práticas religiosas que parecem ser demasiado bem ensaiadas para ser transparentes, o incontornável fulanismo e compadrío que impede tanto o profissionalismo (de um jornalista, de um detetive) quanto a promoção de um funcionário honesto, e inclusive, por quê não?, podem conduzir à morte de um policial. Ou dois. Ou o afastamento oportuno de outro. São os inconvenientes do ofício.

Pontuando os quatro movimentos que nos conduzem ao final, afinal inevitável, porque sutilmente anunciado desde o início, surgem três interlúdios , a ferida exposta do passado não resolvido, a violência de outra época silenciada mas não muda, a figura trágica, mater dolorosa do paradoxo central da narrativa: pode uma nova ordem nascer do diabólico casamento entre o Bem e o Mal? Serão ambos duas faces da mesma moeda, completando-se e multiplicando-se, num jogo singularmente perigoso mas aliciante, tão sensualmente tentador quando se projeta disfarçado pelas possibilidades que o dinheiro dá?

Se Manina se arrisca e se deixa seduzir, resistência moral mais firme encontramos em Montezuma, seu amigo detetive, monarca já nascido destronado, dos que sabem instintivamente com que linhas se cose um destino infausto, uma curiosidade inconveniente.

Para que haja tragédia, e recordemos que Izaías Almada é também dramaturgo, há que sacrificar uma vítima, para que alguma coisa sobreviva a este mundo de traições, ambições e paraísos fiscais, nem que seja só justiça poética. Neste romance há duas vítimas, ambas mulheres, uma para cada tempo, e seus corpos são os mapas desta trajetória da indignação, da necessidade explosiva de denunciar as teias que cruzam fronteiras em que vivemos cada vez mais emaranhados, nossas sucursais do inferno.

Em contraste com os parceiros e donos das palavras do jornal para o qual trabalha Manina, apropriadamente chamados Marco Antônio e César Augusto, Izaías Almada, que também é jornalista, recusa o compromisso e abraça o ser comprometido. Neste romance se denuncia o que acontece quando a mídia deixa de ser fonte de esclarecimento do público e se converte em complacente disseminadora do fuxico demolidor, o dócil acessório da nova ordem, vitoriosa frente ao vazio aberto pelo desmoronamento da dialética ideológica de outros tempos.

Ficcção ou realidade? Compete ao leitor contribuir com a sua parte de lucidez para que finalmente se realize o exorcismo.

(*) - Isabel de Sena é professora de português e espanhol em Sarah Lawrence College, em Nova Iorque, tem escrito sobre ficção moderna espanhola e latino-americana. Entre suas traduções figuram Between the Acts, romance póstumo de Virginia Woolf (para português) e, para o inglês, Verdade Tropical de Caetano Veloso.

(**) Lançamento da Editora Prumo, São Paulo, no dia 12 de abril de 2012 na Livraria da Vila, rua Fradique Coutinho,915 – Vila Madalena – das 18,30hs até às 21,30hs.





segunda-feira, 2 de abril de 2012

Policarpo-Cachoeira: uma dupla para limpar o Brasil

A Veja "desencarnou" Demóstenes: parceria cívica com Carlinhos Cachoeira
Um dos principais argumentos para dizer que o ex-Presidente Lula tinha conhecimento dos esquemas de depósitos ilegais de dinheiro para parlamentares em seu primeiro governo é o fato de que o governador de Goiás, Marconi Perillo, afirma tê-lo avisado de que estaria ocorrendo o “mensalão”.
Perillo diz ter sido alertado pelo deputado tucano Carlos Leréia. Ambos, como todos sabem, mais do que ligados a Carlinhos Cachoeira.
O caso começou, todos se recordam, com a filmagem de um funcionário dos Correios, Maurício Marinho, recebendo R$ 3 mil de interlocutores, num “furo de reportagem” de Policarpo Júnior, da Veja.
Sabe-se agora que a gravação foi providenciada pelo araponga Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, sargento reformado da Aeronáutica a serviço de Carlinhos Cachoeira. Dadá é aquele que “revelou” a Policarpo Júnior o suposto “dossiê” que se fazia contra a candidatura Serra que, de tão secreto, virou o livro “A privataria tucana”, de Amaury Ribeiro Júnior.
Cachoeira  é, por sua vez, o autor da gravação de Waldomiro Diniz, na época dirigente da empresa de loterias do Governo do Rio de Janeiro, pedindo propina, outro “furo” de Policarpo Júnior.
Agora, não podendo mais ocultar a “série de coincidências” – embora, ao contrário de outras vezes, tenha poupado uma capa sobre o escândalo – Veja mostra que associação entre seu editor e o banqueiro do bicho era de natureza “cívica”.
Sabendo que o áudio vazara, o publica como prova de sua “total transparência”, com a garantia do próprio bicheiro: “‘O Policarpo nunca vai ser nosso’.
Não, apenas estão trabalhando juntos pela moralidade pública:
- Limpando esse Brasil, rapaz, fazendo um bem do caralho pro Brasil, essa corrupção aí. Quantos (furos de reportagem) já foram, rapaz? E tudo via Policarpo.
Chega a ser comovente tanta pureza. Ouça o diálogo aqui.

E é também tocante o discernimento de toda a grande imprensa brasileira, que se convenceu, automaticamente, que a associação Policarpo-Cachoeira era quase uma benemerência, uma cruzada moralizadora para livrar o Brasil da corrupção.
É certamente por esse elevado sentido de honradez que todas estas informações foram sonegadas aos leitores. O homem que mandava corromper e gravava a propina queria apenas o bem do Brasil e Policarpo, dono de um altíssimo sentido de dever pátrio, seguia suas orientações, profusamente transmitidas em dezenas e até centenas de telefonemas.
Só falta dizer que é dele a imagem no Santo Sudário, ao qual apelou a Veja para esconder sob Cristo o seu pecado Demo-Cachoeirista.
Enquanto isso, Lula, com a garganta – aquela que ele salvou do impeachment que a Veja desejava – recém recuperado, vai fazendo o milagre de contar, como prometera, tudo o que esteve encoberto na história do “mensalão”.
Sem ter de dizer uma palavra.


Quem teria comprado toda edição de Carta Capital no estado de Goias ?
A quem interessa não noticiar ?

Todos os caminhos levam a uma gigantesca operação-abafa

É compreensível que gente como Reinaldo Azevedo e Ricardo Noblat esteja tentando vender a teoria de que as provas dos crimes do senador Demóstenes Torres não podem ser usadas porque, devido ao cargo que ocupa, só poderia ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal ou sob sua autorização.
Chega ao blog informação de que Demóstenes estaria fazendo ameaças à mídia, aos seus pares do DEM e até a pelo menos um membro do STF no sentido de que, caso seja estraçalhado, levará muitos ex-amigos consigo para o cadafalso.
O senador bandido está disposto a tudo para não perder o mandato simplesmente porque, sem imunidade parlamentar, dificilmente deixará de ir fazer companhia ao seu amigão Carlinhos Cachoeira lá no PF Hilton.
Demóstenes estaria ameaçando revelar que veículos como a Veja saberiam de suas atividades criminosas e que nada revelavam porque ele os municiava com informações contra o PT, entre outros favores que lhes prestaria na “Câmara Alta”.
Enquanto isso, DEM, PSDB, editora Abril e Globo estariam propondo acionar sua bancada no STF para trocar a decapitação política de Demóstenes pelo adiamento do julgamento do mensalão, que deveria ocorrer em maio. Até porque, após o STF se pronunciar pela impunidade de Demóstenes, não teria como julgar o mensalão.
Aliás, no que depender do STF, Demóstenes pode ficar tranqüilo. O fato de que até há pouco havia a decisão de julgar o mensalão ainda neste semestre revela que a Suprema Corte de Justiça do país se deixa intimidar pela mídia. Julgar um caso como esse em ano eleitoral, é uma aberração.
Não se pode esquecer, também, que a decapitação e a previsível verborragia posterior de Demóstenes intimidam ao menos um membro do Supremo, Gilmar Mendes, acusado de, em conluio com o demo, ter criado a farsa do grampo sem áudio. Imagine, leitor, se, caído em desgraça e preso, Demóstenes conta que ele e o juiz forjaram aquilo.
O que pode melar tudo são as escutas não reveladas, que já se sabe que mal começaram a ser vazadas. Segundo este blog vem apurando, ao menos a Veja está enrolada até o pescoço. E haveria muito mais não só contra a Veja, mas contra todos os que se envolveram no consórcio político-midiático que imperou na década passada.
Ainda assim, já estão sendo estabelecidas as bases para um acordão. O julgamento do mensalão em ano eleitoral seria uma tragédia para o PT e o aprofundamento das investigações sobre o envolvimento da Veja com Demóstenes e Cachoeira atingiria do Supremo ao resto da mídia tucana.
Acabaremos todos com caras de palhaços, pois. Impotentes diante do apodrecimento da República, assim como no caso da Privataria Tucana. Eles acabarão se entendendo por instinto de sobrevivência. Enquanto um lado tiver munição pesada contra o outro, nada mudará. E só nos restará espernear.

Quem não queria o Brasil (de Lula) nos BRICs ?

Quem não queria o Brasil

Como se sabe, o colonista (*) dos múltiplos chapéus, aquele que tem uma seção de “Livros” na Folha (**) e no Globo (dose dupla de PiG (***) !!!) aos domingos, pensa que é o único brasileiro que compra na Amazon.

(Neste domingo, o de múltiplos chapéus defendeu a tese de que a Comissão da Verdade não levará à revisão da lei da Anistia. É o que em Harvar (é assim mesmo, revisor. Obrigado. PHA) se chama de wishful thinking.)

O ansioso blogueiro teve a petulância de comprar também na Amazon o livro “The Growth Map – Economic Opportunity (não se trata de um banqueiro condenado a dez  anos de cadeia)  in the BRICs and Beyond”, de Jim O’Neill, chairman do Goldman Sachs Asset Management e criador do acrônimo BRIC.

O PiG (**) e suas penas amestradas, como diz o Ciro, odeiam os BRICs.

Como a Presidenta foi à Índia numa reunião dos BRICs, o ódio se manifestou de várias formas.

Um editorial do Estadão chamou os BRICs de “comédia”.

A Folha (**) neste domingo disse que os BRICs estão na infância, não servem para muita coisa e, se tudo der certo, chegarão à maturidade quando o Otavinho já tiver vendido a Folha ao Tanure.

Qual é o problema dos BRICs para a Urubóloga, por exemplo ?

É que “BRIC” foi a solução engenhosa que o Jim O’Neill encontrou para sintetizar o que está NA cara de qualquer um: que o Brasil, Rússia, Índia e China (a África do Sul não faz parte do time do O’Neill) serão, juntos, breve, maiores que as economias do G7.

E que eles são a expressão de uma nova ordem econômica mundial, com o relativo enfraquecimento, primeiro, da União Soviética e, depois, da União Européia e dos Estados Unidos.

É o óbvio dilacerante !

Mas, para os Urubólogos e a elite (a pior de todas é a de São Paulo, porque, ainda por cima, é separatista) isso seria o desmentido de suas teses fracassomaníacas.

Os colonizados continuariam colonizados – com ou sem a Amazon – e o Brasil lá em cima, com o Nunca Dantes e a JK de Saias a dar bye-bye a Demóstenes, Cerra, Agripino e Civita – e suas penas amestradas.

Mas, é o próprio O’Neill quem conta isso, de forma mais elegante, claro.

Na pág. 49, ele conta que, em 2003 (logo, Governo Lula;  atenção, amigo navegante !) , quando veio ao Brasil falar sobre o futuro papel dos BRICs, ALGUNS BRSILEIROS IMPLORARAM PARA QUE ELE NÃO FIZESSE ISSO ! (ênfase minha – PHA).

Os brasileiros “begged”.

Pelo amor de Deus, não ponha o Brasil nesse time !

Please !

Please !

I beg you, Jim !

Alguns “brasileiros” diziam que ele só incluiu o Brasil porque tornaria o acrônimo mais sonoro.

Ou porque faria um trocadilho com “brick” – tijolo, em inglês.

Mas, ele insistiu.

Um dos mais céticos foi um diretor brasileiro (?) do Goldman, Paulo Leme, que hoje é o rei da cocada preta do Goldman aqui no Brasil.

Paulo Leme era um dos “céticos “, diz O’Neill !

Na verdade, logo antes da eleição do Lula em 2002, o Goldman, em Wall Street, montou um “Trem Fantasma” com gritos lancinantes e figuras amedrontadoras, para anunciar o fim do mundo, caso Lula fosse eleito.

Dali do Goldman saíram as especulações mais sinistras contra o Lula !

Havia projeções alucinadas da cotação Real com Lula.

O’Neill conta que não deu a menor bola para as cassandras tupiniquins.

Quando voltou para casa, comprou alguns Reais.

Vendeu depois de três meses.

E foi um grave erro, ele diz.

“Porque nos últimos seis anos, o Real se tornou um moeda espetacularmente (literal, “spetacularly”) forte”, diz ele.

Na página 52, diz O’Neill:

“… in retrospecto, Lula se tornou o maior (“greatest”) formulador de políticas do G20 da primeira década do Seculo XXI.”

É por isso que a elite e os urubólogos da vida não queriam que o Brasil entrasse nos BRICs.

Para não ter que cortar os pulos.


Paulo Henrique Amorim


(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (***) que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta  costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse  pessoal aí.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.