Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

No manchetômetro da Uerj: JN surra Dilma por 82 a 3

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Parcialidade, partidarismo e desequilíbrio editorial; tudo somado, o Jornal Nacional, principal veículo informativo da Rede Globo, exibiu de 1º de janeiro a 9 de agosto deste ano nada menos que 1 hora e 22 minutos de reportagens contrárias ao governo da presidente Dilma Rousseff; matérias consideradas favoráveis somaram, enquanto isso, 3 minutos; um placar, em minutos, de 82 a 3, goleada que faz fichinha da aplicada pela Alemanha sobre o Brasil na Copa; cálculo foi feito por pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro; presidenciáveis Aécio Neves, com 7min42s de manchetes a favor e 5min35s contra, e Eduardo Campos, com 30min de noticiário considerado "neutro", tiveram outro tratamento; manchetes desfavoráveis ao governo também foram esmagadora maioria na soma dos títulos de primeiras páginas dos jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo

247 – Um cálculo feito por pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) comprova que o principal noticiário da TV brasileira, o Jornal Nacional, é definitivamente usado pela Globo como um instrumento de oposição ao governo. Pesquisa chamada de 'manchetômetro' pelos membros do Laboratório de Estudos de Mídia e Esfera Pública da Universidade conclui que o JN veiculou disparadamente mais notícias negativas contra a presidente Dilma Rousseff (PT) do que contra seus adversários.

De acordo com os gráficos do manchetômetro, o Jornal Nacional dedicou 1 hora e 22 minutos em 2014 para falar mal da petista, contra apenas três minutos para falar bem. Em contrapartida, o candidato do PSDB, Aécio Neves, teve 7,42 minutos de noticiário positivo esse ano, e 5,35 minutos de notícias negativas. Eduardo Campos, presidenciável pelo PSB, foi alvo de pouco mais de 30 minutos de reportagens

consideradas neutras, de acordo com os pesquisadores.

O Jornal Nacional começa a receber nesta segunda-feira 11, para entrevistas ao vivo com os âncoras William Bonner e Patrícia Poeta, os candidatos à Presidência da República melhor posicionados nas pesquisas. Além de Dilma, Aécio e Campos, será entrevistado o candidato do PSC, Pastor Everaldo, com 3% das intenções de voto, segundo pesquisa Ibope. Aécio inicia a rodada hoje, seguido de Campos, nesta terça-feira 12. Na quarta, é a vez da presidente Dilma, que recebe os jornalistas no Palácio do Planalto. O Pastor Everaldo fecha o ciclo de entrevistas na quinta-feira.

Manchetômetro – mídia impressa

Outra seção do manchetômetro foi divulgada no dia 1º de agosto e pesquisa as manchetes dos principais jornais impressos do País: Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo. Nessa mostra, os pesquisadores da Uerj também mostram que o noticiário negativo contra Dilma ultrapassa de longe a quantidade de reportagens negativas contra Aécio e Campos (veja no gráfico abaixo), publicado há 11 dias no blog O Cafezinho, de Miguel do Rosário, onde há mais detalhes da pesquisa.




Em suas contas no Facebook e no Twitter, o grupo de pesquisadores afirma não ter "qualquer filiação partidária ou com grupo econômico". Idealizador da pesquisa, o cientista político João Feres Júnior afirma, em entrevista ao portal Imprensa, que o manchetômetro é uma ferramenta da cidadania, "pois torna o leitor um eleitor mais consciente acerca do que lhe é oferecido como informação".

O estudo utiliza como método a análise de valência, ou seja, a verificação se a reportagem publicada representa uma imagem positiva ou negativa sobre o candidato pesquisado. Não se trata de confirmar a veracidade da informação, mas apenas de registrar a quantidade de matérias positivas ou negativas para a imagem dos respectivos políticos. O site do manchetômetro traz mais detalhes do levantamento, mas a página está fora do ar nesta segunda-feira.

E se o caso Wikipédia for armação contra Dilma?


Blog cidadania 

No mínimo, é passível de grande desconfiança a hipótese de que tenha partido do governo Dilma ou do comando da campanha da presidente à reeleição a decisão de inserir críticas nos perfis que os jornalistas Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardemberg têm na Wikipédia.

Essa insinuação – quase uma afirmação –, porém, está sendo feita por entidades como Associação Brasileira de Imprensa, Associação Nacional de Jornais, Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão e Federação Nacional dos Jornalistas.

E, claro, pela costumeira horda de colunistas, comentaristas, editorialistas e blogueiros tucanos – assumidos ou dissimulados – que fazem oposição cerrada ao governo federal e ao Partido dos Trabalhadores.

As entidades supracitadas manifestaram “preocupação” com o episódio, colunistas etc. já acusam diretamente o governo e, por tabela, a presidente da República. É inaceitável. Dilma, seu governo e seu partido estão sendo tratados como criminosos, estão sendo condenados sem direito a defesa e sem que a investigação sequer tenha começado.

Alguém acredita que se o alvo da inserção de críticas na enciclopédia eletrônica fosse um petista ou um jornalista simpático ao PT – assim como Leitão e Sardemberg são simpáticos ao PSDB – esse caso seria tratado como está sendo?

No mínimo, se o presidente da República fosse tucano e um jornalista simpático a ele fosse alvo de ataque igual, Globos, Folhas, Vejas e Estadões diriam que aquele governo foi alvo de armação do PT.

Em primeiro lugar, é preciso lembrar que a iniciativa de inserir as críticas contra os jornalistas nos perfis deles na Wikipédia é tão estúpida e tão inútil que jamais poderia partir de alguém com um mínimo discernimento.

Como qualquer um pode modificar a Wikipédia, se o autor das alterações fosse alguém com um mínimo de inteligência ele se daria conta de que o que estava fazendo pode ser feito contra qualquer um, inclusive contra os políticos que eventualmente estivessem por trás dessa ação destrambelhada.

Imaginem só uma guerra de adulteração de perfis na Wikipédia. Um faz contra Lula, outro faz contra Fernando Henrique Cardoso e, ao fim e ao cabo, a mesma Wikipédia acabaria deletando tudo, pois as modificações são submetidas a comitês que avaliam sua veracidade.

Em segundo lugar, portanto, se quem promoveu a alteração na enciclopédia eletrônica tivesse o mínimo de conhecimento de como ela funciona saberia que aquela alteração seria rapidamente desfeita.

Em terceiro lugar, está o alcance político-eleitoral da Wikipédia. Ainda que fosse um site muito consultado por eleitores, as críticas inseridas não foram contra políticos. Quantos consultam os perfis de jornalistas – mesmo de renome – naquele site? Por que alguém iria consultar os verbetes sobre Leitão e Sardemberg?

Bastará verificar a quantidade de acessos que os perfis dos dois jornalistas receberam desde maio do ano passado – quando foi feita a adulteração – para constatar que muito pouca gente deve ter visto as críticas a eles.

Só alguém muito estúpido acharia “eficiente” fazer um ataque político como esse. Não falta gente estúpida, por aí. Mas afirmar que essa seria uma estratégia de um partido ou de um governo é uma completa palhaçada, para dizer o mínimo.

Não existe uma lógica em o governo ou o PT promoverem uma fraude contra esses dois jornalistas. Mas essa não é a maior evidência lógica a desmontar as acusações explícitas e veladas contra a própria presidente da República, seu governo e seu partido.

Será que alguém tem coragem de afirmar que um partido como o PT ou o governo do país ou a própria presidente da República seriam tão estúpidos de praticar um ato desses usando o sinal de internet do Palácio do Planalto? Se fossem fazer algo assim, por certo fariam de outro local.

Devido à ilação irresponsável da Globo e de seus bate-paus de acusarem, velada ou explicitamente, a própria Dilma por um ato de absoluta insensatez que mal dá para acreditar que alguém tenha cometido com a intenção que insinuam, o caso se torna suspeito.

Assim como a mídia tucana já está “testando hipóteses” sobre a culpabilidade da presidente ou de seu partido, pode-se testar outras hipóteses…

Este blogueiro mesmo já usou a rede de internet sem fio do Palácio do Planalto. Em novembro de 2010, participei de entrevista que o então presidente Lula concedeu a blogueiros e conectei meu notebook à rede palaciana.

A rede de internet sem fio do Planalto ou de qualquer outra sede do Executivo, seja federal, estadual, municipal ou mesmo do Legislativo ou do Judiciário, pode ser acessada sem problemas por visitantes.

Em 2012, estive no gabinete do ministro do STF Ricardo Lewandowski e usei a rede sem fio da sede do Judiciário em Brasília.

Nas empresas privadas, nos shoppings, nos aeroportos, enfim, em qualquer local, público ou privado, há redes de internet sem fio franqueadas a visitantes. Desse modo, seria fácil a algum adversário político de Dilma, de Lula ou do PT fazer essa modificação na Wikipédia usando a rede do Planalto.

Para que? Para incriminar a presidente, seu governo, seu partido ou a campanha dela à reeleição.

O Palácio do Planalto é um local público. Ainda que tenha entrada controlada, não são apenas aliados que o visitam. É impossível, é injusto, é irresponsável, enfim, é virtualmente criminoso, portanto, acusar diretamente a presidente ou seu governo ou seu partido pelo episódio.

Tudo isso soa a mais um dos costumeiros factoides que a Globo produz em períodos eleitorais contra o candidato petista a presidente. Soa a mais uma “bolinha de papel” da Globo, previsível como o alvorecer em anos eleitorais.

Começou a campanha eleitoral e as notórias armações que Globo e companhia fazem contra o candidato petista a presidente da vez.

Pode, sim, ter sido algum bajulador do PT ou de Dilma que tenha cometido a insensatez de promover alterações nos perfis dos jornalistas, mas a hipótese de que a presidente possa ter sido alvo de uma armação é até melhor do que a de que ela está por trás desse caso.

domingo, 10 de agosto de 2014

OS CANDIDATOS SÃO URUBÓLOGA E ATAULFO Lula e Dilma chuparam o oxigênio da Casa Grande. Sobraram os colonistas do PiG


De Julius, no twitter


Lula e Dilma ocuparam o espaço político de forma ampla, geral e irrestrita.

Da esquerda à centro-direita.

Só sobrou um pedacinho de chão para os vandaleiros, lá e cá.

O PT , Lula e Dilma chuparam o oxigênio dos projetos políticos que faz o Brasil dar o salto irreversível na direção de uma sociedade desenvolvida e justa.

A Direita não tem o que dizer.

Esgotada as forças do neolibelismo, a Direita morreu pra dentro.

Faltam dez dias para o horario eleitoral, quando Dilma tem o dobro do tempo dos outros dois, e eles não conseguiram oferecer uma migalha ao debate de ideias.

Requentaram o Consenso de Washington, revisto e ampliado pelo Farol de Alexandria.

E recorreram ao velho Golpe de sempre, desde Vargas: o Golpe da Corrupção.

Entrou a areia.

O Aecioporto, o trensalão, o arquivamento do mensalão dos tucanos … tudo isso tirou a máscara dos fariseus.

Até o dos múltiplos chapéus diz hoje (10/08) na Fel-lha (*) e no Globo que Dudu e Aecioporto não tem o que declarar.

É preciso receber essa inédita – é um prodíjio ! – observação com grãos de sal.

Como se sabe, o dos múltiplos chapéus é o único interlocutor a que o Padim Pade Cerra dá atenção.

(Insones, de madrugada eles trocam receitas de veneno.)

Portanto, trata-se de uma revelação também nada original: o Cerra vai cristianizar  o Aecioporto.

O PT, o Lula e a Dilma esvaziaram a Casa Grande faz tempo.

A Judith Brito, inesquecivel presidente da global Associação Nacional dos Jornais (sic) já tinha dito que o PiG (**) é a verdadeira oposição.

Por essa ousada declaração, o Barão de Itararé lhe ofereceu o Prêmio “O Corvo”, e ela nunca foi buscar.

Uma ingrata !

Agora, se aprofunda a dependencia da Casa Grande ao PiG.

Criou-se esse factóide da mudança do perfil da Urubóloga na Wikepédia.

Uma hecatombe universal !

O Globo Overseas, em todas as suas nefandas manifestações, se estrebucha de ódio !

Até o Globo Rural entrevista a Urubóloga !

Liberdade de imprensa, a violação do sagrado direito de informar !

Balela !

Primeiro, que os perfis da Wikepédia não são as Tábuas da Lei.

Acredita neles quem quer.

Aquilo é uma bagunça 

Qualquer um mexe, modifica, adultera.

E tem até uns espertalhões – nos Estados Unidos – que cobram US$ 10 mil para alterar o que você quiser…

E se algum pilantra, funcionário do Palácio do Planalto, usou o computador do Palácio para dizer que a Urubóloga defendeu o banqueiro imaculado Daniel Dantas com unhas e dentes – e se isso for mentira ! – (leia “em tempo”) – é muito simples.

Apanhados o IP e o espertalhão, rua com ele,  e implacável processo administrativo.

E chega de bulha.

Porque a Urubóloga não imagina que o Mercadante, a Presidenta, ou o Thomas Traumann se dessem ao trabalho de interromper seus afazeres para “editar” o perfil dela na Wikepédia.

Nem a ególatra mais alucinada imaginaria tal desvio de função.

E a biografia dela já está escrita.

Neste domingo de sol – e sem água, em São Paulo – lê-se na colona (***) do Ataulfo (****) Merval que ele também teve a biografia adulterada na Wikepédia.

Um absurdo !

É preciso chamar a Embaixada Americana e exigir que os drones do Iraque despejem armas mortíferas sobre os que usam o Wi-Fi do Palácio do Planalto !

O episódio tem relevância próxima de zero.

Tem o nível do volume morto do Alckmin.

Porém, ele revela um traço central dessa eleição.

Assim como o PiG é a Oposição, a Urubóloga e o Ataulfo são os verdadeiros candidatos.

Os colonistas do PiG se projetaram de tal forma, assumiram tal notoriedade  e relevância que eles mesmos e sua notoria parcialidade encarnam o sentimento de Oposição e de ódio ao PT,  muito mais do que esses anódinos Aecioporto e Dudu.

A Urubóloga e o Ataulfo, sim, são o arsenal capaz de enfrentar a Dilma – e, não, os candidatos registrados no TSE.

Revela-se, assim, uma singularidade do processo politico e eleitoral do Brasil.

Os candidatos não são o Gilmar Dantas (*****) ou o Joaquim Barbosa, que tentaram, mas sem os cacoetes e a esperteza necessarias naufragaram antes do tempo.

Um foi para o twitter e o outro para os plantões.

Sobraram os mais loquazes, os mais expostos agentes do PiG.

Eles, sim, são o rosto e o cérebro da turma do camarote do Itaúúú.

Se não estavam lá, seriam benvindos.

Muito mais até que o Farol de Alexandria, que se apagou no terremoto chamado Lula e cuja validade vendeu.

O que sobrou da Oposição foi isso: a Urubóloga e o Ataulfo.

Melancolicamente.

Enfim, ficou claro !

O Brasil é como no Rio Grande: o candidato a Governador da Direita é uma “analista” da RBS, a Globo de lá – que começou a decepar jornalistas.

Com a eleição da Dilma no primeiro turno, segundo o Datafalha e o Globope, quem encarnará os principios e os fins da Casa Grande em 2018 ?

E até lá, a Globo já terá morrido gorda, como prevêem este ansioso blogueiro e os midias das agências de publicidade – em off…

É possível que a Casa Grande tenha que recorrer, de novo, ao Padim Pade Cerra (de que vive ele ?)

Já que o projeto vencedor há quatro eleições já tem o seu candidato: Lula.

Em tempo: de fato, o ansioso blogueiro não tem noticia de que a Urubóloga tenha falado bem do imaculado banqueiro. E também não tem noticia de que tenha falado mal …

Em tempo2: o PiG tem tanto medo do imaculado banqueiro, que a Fel-lha de SP (o mau, hálito se acentua com a proximidade da eleição), ao dedicar uma pagina inteira ao factoide da Wikepédia, se esqueceu de dizer que uma das adultareções assacadas contra a Urubologa foi … defender o imaculado banqueiro. Ele é um santinho do pau oco – no PiG e no Supremo … A Fel-lha, então, morre de medo dele.

Clique aqui para ver a reportagem que a Globo censurou e mostra o que Gilmar Dantas – num plantão !!! – ignorou para dar o segundo HC Canguru ao imaculado.

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(***) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(****)  Ataulfo de Paiva foi o mais medíocre – até certa altura – dos membros da Academia. A tal ponto que seu sucessor, o romancista José Lins do Rego quebrou a tradição e espinafrou o antecessor, no discurso de posse . Daí, Merval merecer aqui o epíteto honroso de “Ataulfo Merval de Paiva”, por seus notórios méritos jornalísticos,  estilísticos, e acadêmicos, em suma. Registre-se, em sua homenagem, que os filhos de Roberto Marinho perceberam isso e não o fizeram diretor de redação nem do Globo nem da TV Globo. Ofereceram-lhe à Academia.E ao Mino Carta, já que Merval é, provavelmente, o personagem principal de seu romance “O Brasil”.

(*****) Clique aqui para ver como notável colonista da Globo Overseas Investment BV se referiu a Ele. E aqui para ver como outra notável colonista da GloboNews e da CBN se referia a Ele. O Ataulfo Merval de Paiva (***) preferiu inovar. Cansado do antigo apelido, o imortal colonista (**) decidiu chamá-lo de Gilmar Mentes. Esse Ataulfo é um jenio. O Luiz Fucks que o diga.

O chão mole de Aécio

Imagem: Opedeuta

Por: Saul Leblon do Site Carta Maior

Enredado em dissimulações o tucano tem dificuldades e já constrange as audiências, que viam nele um biombo para o retorno dos heróis do mercado.

 À  medida em que a campanha  presidencial supera a fase alegre dos consensos, ancorada  em sorrisos e manchetes de credibilidade equivalente, o bicho pega.

As pesquisas de intenção de voto exalam um cheiro de queimado e a fumaça ondula na direção do  palanque conservador.

Exceto na hipótese de um novo escândalo inoculado pela mídia, a dúvida confidenciada em fileiras de bicudos e graúdos carrega nervosa pertinência.

De onde, afinal,  Aécio e assemelhados  vão  extrair o fôlego que as pesquisas lhes sonegam,  se meses e  meses de exposição exclusiva e esfericamente favorável  na mídia não foi capaz de lhes proporcionar o estirão previsto na preferência nacional?

A partir do dia 19, a propaganda eleitoral  abre uma trinca nesse monólogo.

Faz mais.

Temas cruciais para o desenvolvimento brasileiro,  como a redução da desigualdade, o futuro do salário mínimo,  a desindustrialização,  passam a  exigir um posicionamento claro de quem pretende chegar competitivo às urnas de outubro.

Na boca de Aécio Neves  eles queimam como batata quente.

A dificuldade  de discorrer com clareza sobre  esses itens revela dois flancos mortais em uma disputa presidencial.

De um lado, a fragilidade  de um projeto que  não pode se explicar honestamente ao eleitor, sob pena de evidenciar seu conteúdo antissocial .

De outro, o chão mole mais incomodo do palanque conservador: seu próprio candidato. Visto com entusiasmo como um biombo para o regresso dos heróis do mercado a Brasília, o tucano às vezes soa como um piano difícil de escutar e de carregar.

 Enredado na teia da dissimulação Aécio Neves tem dificuldades evidentes com a consistência.

Expor como enxerga e de que modo  pretende equacionar os grandes gargalos brasileiros é uma tarefa acima de suas possibilidades.

Sua incapacidade de discorrer mais que alguns  segundos sobre um mesmo assunto, depois de  esgotar o estoque de lugares comuns,  começa a constranger  as audiências mais receptivas.

Em encontro recente com industriais,  promovido pela CNI, o desconforto  na plateia era mais denso do que a enorme boa vontade com o jovial neto de Tancredo.

Mesmo lendo, ficou flagrante que debulha  uma espiga adversa  quando se trata de discorrer sobre o país, seus flancos e suas possibilidades.

Não é  sua praia. Aécio é mais afeito à ligeireza do que ao manejo das grandes agendas nacionais.

Lula, que hoje tem o Brasil na palma da mão,  faiscava em 2002 uma experiência  de vida riquíssima, coisa  que o mineiro tampouco possui.  Da boca do metalúrgico  emergia o arranque sofrido de milhões de personagens e sonhos de um Brasil quase ausente do repertório  dominante.

Do esforço de Aécio se ouve uma versão empobrecida da narrativa gordurosa, monótona e burocrática dos editoriais conservadores.

Dilma não tem a vivência popular de Lula. Mas dispõe de uma densidade técnica e intelectual , ademais do domínio e da experiência no manejo da máquina do Estado,  da economia e da infraestrutura nacional,  que a singularizam de imediato aos olhos do observador isento.

Mas sofre uma restrição séria do ponto de vista dos donos do país:

‘Dilma? Esta não é para amadores. “Não adianta achar que ela vai querer te ajudar. Ela não ajuda ninguém. Você tem que fazer por onde convencê-la que seu projeto se encaixa nas prioridades do governo. Lula era mais sensível a argumentos como o risco de demissões e o esforço na construção de uma solução de consenso. Dilma só cede à racionalidade econômica e republicana”, reclamavam titãs do mercado no jornal Valor,  na semana passada (01/08/2014)

 Aécio é o próprio jogo. Mas o placar não anda com ele. O  discurso linear, desprovido de ênfase,  sucedido de  improvisos jejunos, revelam cada vez mais a natureza fraudulenta do produto que a mídia vende como sinônimo de ‘mudança’.

A plutocracia não desistirá. As doações jorram.

Não espanta.

Assim ocorreu  também na promoção de outro simulacro, em 1989, fruto da mesma determinação  omnívora:  ‘tudo , menos o PT’.

Nesta 5ª feira, Aécio  foi levado pelo impoluto Paulinho ‘Boca’, da Força,  para conhecer a classe operária, na zona norte de São Paulo.

O candidato aproveitou o pano de fundo e sapecou uma do estoque de bolso:  ‘País vive hoje a maior crise de desindustrialização da sua história’.

Teve o azar de ser cobrado  em seguida sobre um tema pedestre: sua política de reajuste para o salário mínimo.

A batata quente fumegou na boca.

‘Vou assumir o governo e, de posse de todas as informações que eu tiver, vou valorizar o trabalhador brasileiro’,  arriscou franzindo o cenho como se suplicasse : ‘Emplacou?’ .

Quase na mesma hora, um de seus formuladores, o economista  Monsueto  Almeida, um centurião da guerra contra o gasto público, dizia  à Reuters, por escrito: ‘Se for eleito, o governo Neves terá como objetivo acabar com o populismo monetário (...) e voltar a uma taxa livre de câmbio flutuante’.

O que  exatamente significa  adotar o câmbio livre num  mundo imerso em um dilúvio de liquidez?

Depois de quase sete anos de colapso da ordem neoliberal,  os fundos  internacionais de investimento e de pensão tem 31% mais dinheiro do que o saldo anterior à crise; uma bolada equivalente a 75% do PIB mundial.

As opções de investimento em contrapartida evoluíram na direção inversa.

Há mais de um ano, o governo brasileiro intervém no câmbio.

É um pouco como enxugar gelo. Mas é indispensável  para impedir que o ingresso de capitais  especulativos  (atraídos pelas maiores taxas de juros do planeta –concessão de Dilma ao mercado aecista) deprimam o valor do dólar.

Caso contrário,  as importações matariam de vez a indústria local.

Aí vem o assessor de Aécio. E anuncia o programa do PSDB para a área cambial: a ‘livre flutuação da paridade’, um fermento  à desindustrialização .

De novo, o candidato não consegue ou não pode falar sobre o que  pretende  com o Brasil.

Para um conservadorismo hesitante diante da fraqueza de seu pupilo resta a esperança de torna-lo um adereço ornamental.

‘Aécio delega’, retrucam  muxoxos  sob um  piano que começa a pesar  justamente  na escalada de uma eleição que entra na etapa da conquista  da credibilidade.

É fato: delegar, o mineiro  delega. É uma  questão de sobrevivência . O problema agora  é  esconder do eleitor os portadores dessa delegação.

Em caso de vitória, um coringa de estimação dos mercados assumiria as rédeas da economia com carta branca para agir, confidenciam bicudos do PSDB.

Armínio Fraga seria o presidente da república do dinheiro. Aécio o seu suporte legal.

O que Armínio fez ao assumir o BC, em março de 1999, que o credenciou aos olhos da plutocracia para ser esse Napoleão dos bastidores, a mão invisível dos mercados tropicais?

Vale recordar.

Fernando Henrique  acabara de ser reeleito para um segundo mandato e decretara uma maxidesvalorização de 30%, em 19 de janeiro de 1999.

O Real fazia água.

Uma semana depois da máxi que esfarelou o engodo da moeda forte,  a fuga de capitais havia reduzido as reservas brasileiras a US$ 30 bilhões, o equivalente às da Argentina hoje, denegrida como nação irresponsável pelo colunismo conservador e por fundos abutres.

As  expectativas de inflação oscilavam de  20% a 50% ao ano –maior que a da Argentina.

A avalanche inflacionária, cambial e fiscal derrubaria dois presidentes do BC antes de Armínio chegar ao posto, em março.

O que fez então?

Sancionou as fronteiras delimitadas pelo dinheiro no campo de guerra.

A taxa de juro foi fixada em singelos  45% ao ano --hoje está em  11% e é, como de fato é, apontada como asfixiante.

Com Armínio, o BC  adotou o regime de metas de inflação:  a escalada dos juros  tornou-se a resposta à indisciplina dos preços.

Mais que isso.

Armínio deu assim aos detentores da riqueza, que acabavam de perder a ilusória âncora da paridade cambial, um potente escudo de juros para defender  o valor real de seu pecúlio.

Liberou o campo desse modo para  a maxidesvalorização fazer o serviço que lhe cabia: escalpelar o poder de compra dos assalariados,  sem aviltar a riqueza  dos rentistas.

Foi assim que se consolidou a transferência da âncora do plano  Real, do câmbio, para o juro.

De forma mais simples: Armínio foi o fiador do pacto histórico e carnal entre o PSDB e o rentismo.

E assim  Armínio se consagrou como  escudeiro do mercado.

O que se espera dele agora é que repita o desempenho se Aécio chegar ao Planalto.

Não necessariamente nessa ordem dos fatores. Mas com poderes até maiores que os da experiência anterior. Poderes de um presidente da república do dinheiro, repita-se.

Ao tarifaço no lombo dos assalariados,  preconizado  como o start do processo por  formuladores tucanos,  seguir-se-á    uma robusta talagada de  juros para  salvaguardar –como antes--   os endinheirados do rebote da inflação.

Uma volta extra no torniquete  fiscal  —‘’um superávit de uns 3% do PIB”—   daria à turma do mercado a certeza de que o Estado faria o arrocho necessário  para pagar  o serviço  da dívida.

O dólar flutuante de que fala Monsueto daria o arremate à obra.

Dólar barato abertura ampla às importações = nocaute nas taxas de inflação.

É o que se promete nos salões elegantes onde a conversa é desabrida, quase eufórica.

A que preço sairia o pacote?

Ao preço, entre outros,  de uma contração do parque manufatureiro, capaz de deixar saudade  ‘na maior desindustrialização da história’ denunciada hoje por Aécio.

O  saldo restante seria quitado na forma de desemprego e  depreciação salarial, reduzindo de fato o demonizado  ‘custo Brasil’.

Por isso Aécio não pode adiantar a sua fórmula de correção do salário mínimo, nem a da correção da tabela do Bolsa Família e outras miudezas sociais.

 Restaria apenas uma incógnita  colateral:  quanto sobraria do país  fora do ralo?
Deixados  à própria sorte, como advogam os ‘matadores’ à la Armínio,  os ‘ajustes de mercado’ empurram   a economia para operar  à beira do sumidouro.

Ou seja, em condições de baixa demanda efetiva e elevado nível de desemprego.

Sem prejuízo da carteira rentista.

A ração dos  juros fica assegurada pela dinâmica de um  endividamento público emparedado entre despesas fixas e receita fiscal corroída pela recessão.

O conjunto   reúne os ingredientes típicos da receita que levou o mundo ao desastre neoliberal de 2008.

A saber: empobrecimento das famílias  assalariadas,  desigualdade crescente, decadência industrial, elevado desemprego e a cereja do bolo: déficit  fiscal, de um lado, e derrocada dos serviços e investimentos públicos, de outro.

Maiores informações, consultar as contas nacionais da Espanha, Grécia, Portugal e assemelhados. Todos submetidos  à mesma terapia  acalentada aqui pela turma empenhada no desmonte da incipiente democracia social brasileira.

A ideia que desse necrológio  possa brotar uma pujante  base  exportadora equivale a acreditar que a Faixa de Gaza hoje  está mais apta  a crescer e a prosperar  do que antes  dos 28 dias de bombardeios de Israel.

Esse é o angu de caroço temperado nos bastidores da candidatura  tucana, que  Aécio Neves protagoniza mas não consegue, nem pode, verbalizar de forma palatável

A campanha, porém, ingressa numa fase em que o tucano  será instado, cada vez mais, a esclarecer suas propostas para  o presente e o futuro brasileiro.

É a hora em que as batatas queimam na boca do conservadorismo.

Pior que isso.

A hora em que o próprio Aécio se torna uma delas.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Por que o Ibope desanimou os colunistas tucanos




Em tese, a última pesquisa Ibope sobre intenções de voto para presidente da República deveria ter sido daquelas contra as quais ninguém chia, pois manteve os principais candidatos a presidente praticamente onde estavam no mês passado – os que “subiram” (Aécio Neves e Eduardo Campos), foi dentro da margem de erro.
Ainda assim, tanto no pré-Ibope quanto no pós o que se viu foram manifestações explícitas ou implícitas de desalento por parte de alguns dos principais colunistas aliados do PSDB na grande imprensa, aqueles que só sabem criticar o PT e que, à diferença do que acontece em relação a este, não se indignam com escândalos como aécioportos e cartéis.
Tomemos como exemplo o colunista e blogueiro da Globo Ricardo Noblat e a colunista da Folha de São Paulo Eliane Cantanhêde. De quinta para sexta-feira, parece que lhes caiu a ficha de que se Dilma tem problemas maiores com intenções de voto neste ano do que tinha em 2010, com a oposição ocorre pior: Aécio e Eduardo é que precisam deslanchar – já que Dilma está bem à frente deles –, mas não deslancham.
Antes de prosseguir, confira abaixo, respectivamente, o texto de Cantanhêde e, em seguida, o de Noblat.
FOLHA DE SÃO PAULO
7 de agosto de 2014

BLOG DO NOBLAT

8 de agosto de 2014
Deste jeito, Dilma poderá ganhar no 1º turno
A um ano da eleição presidencial de 2002, em conversa com um grupo de empresários paulistas, José Dirceu, coordenador da quarta campanha consecutiva de Lula a presidente da República, comentou:
- A eleição está liquidada. Lula ganhará – só não sabemos ainda se no primeiro ou segundo turno. Começamos a discussão interna sobre com quem governaremos.
O comentário de Dirceu foi mais ou menos repetido na semana passada por um estrelado membro da campanha de Dilma Rousseff à reeleição. Faltou apenas dizer que a candidata já se preocupa com quem governará.
Faz sentido?
Faz, sim. A não ser que ocorra um poderoso imprevisto. Do tipo: a filha de Dilma guarda a chave do aeroporto de Porto Alegre.
O caso do aeroporto mineiro de Cláudio, construído em terras da família de Aécio Neves, atrapalhou o desempenho do candidato do PSDB a presidente durante o mês de julho. Até hoje ele ainda se explica por que como governador de Minas Gerais gastou R$ 13 milhões para asfaltar a pista do aeroporto.
Descobriu-se que ele investiu dinheiro público em outro aeroporto – o de Montezuma, a pequena distância de uma fazenda sua.
Eduardo Campos, candidato do PSB à vaga de Dilma, atravessou julho desnorteado a prometer o que poderá ou não fazer caso se eleja. Enfrenta o dilema hamletiano de ser ou de não ser uma pálida sombra do que foi Marina Silva na eleição de 2010.
Dilma chegou ao início de agosto próxima do confortável teto de 45% das intenções de voto. Voltou à situação de quem poderá liquidar a eleição no primeiro turno. Ou de passar para o segundo precisando de poucos votos a mais para se reeleger.
Agosto marca o início do período de 45 dias de propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Devido ao grande número de partidos que a apoiam, Dilma contará com mais do dobro do tempo de propaganda de Aécio e com o mais do triplo do tempo de propaganda de Eduardo. É uma vantagem e tanto.
A eleição presidencial deste ano é candidata à passar à História como aquela onde faltou uma oposição capaz de corresponder ao majoritário desejo de mudança dos brasileiros.
Se não tem tu, vai tu mesmo, Dilma!
A despeito de todas as consultorias e instituições financeiras que afiançam que Aécio vencerá, a despeito da tão propalada “rejeição” de Dilma – de um nível com o qual ela VENCEU a eleição de 2010 e que gira em torno de 35% –, o desânimo campeia nas hostes tucanas e “socialistas”.
Eis, então, que os adeptos do autoengano argumentarão que os números do Ibope mostram Aécio e Eduardo subindo, ainda que dentro da margem de erro, e Dilma “estagnada”. Mas os oposicionistas estão subindo quando e como? Estão subindo dentro da margem de erro (2 pontos percentuais) e no primeiro turno.
Novamente, os antipetistas dirão que Aécio e Eduardo cresceram no segundo turno e acima da margem de erro (Aécio e Eduardo cresceram três pontos) e Dilma, nessa incerta segunda etapa da eleição, cresceu dentro da margem de erro (1 ponto).
Sim, é verdade. A pesquisa, tal qual foi apresentada, ainda que dentro da margem de erro favorece mais a oposição.
Abaixo, os gráficos apresentados pelo Jornal Nacional na última quinta-feira (7/8).

Os colunistas tucanos já explicaram que Dilma está chegando ao horário eleitoral – quando terá o dobro do tempo de Aécio e o triplo do de Eduardo – com larga vantagem, mas não explicaram que eles e o próprio PSDB esperavam que ao menos um dos oposicionistas chegasse a essa fase tecnicamente empatado com Dilma.
Mas o que mais esses colunistas – e vários outros que estão desanimados – não disseram sobre a pesquisa Ibope em termos de seu poder depressor de tucanos? Nem Cantanhêde, nem Noblat e nem qualquer outro tucano do partido tucano ou da imprensa tucana dirão, mas eles estão desanimados por estarem comparando essa pesquisa com a do Datafolha do mês passado.
O Datafolha de julho apresentou números parecidos com o do Ibope recém-divulgado, certo? Sim, certo, mas só no primeiro turno. Veja, abaixo, matéria da Folha de São Paulo de 17 de julho último.

Como se vê, o Datafolha deu uma de black bloc e jogou uma bomba na praça: Dilma e Aécio estariam tecnicamente empatados em um eventual segundo turno. A bomba foi tão poderosa que o próprio governo federal acabou se fazendo ouvir sobre seu inconformismo com aquela projeção de segundo turno.
No dia 18 de julho, este Blog ouviu fontes do governo para publicar o post Governo Dilma duvida do Datafolha, principalmente sobre 2º turno. Naquele momento, o governo afirmava que pesquisas que o Vox Populi faz para o PT mostravam números bem melhores para Dilma tanto no primeiro como no segundo turnos. Porém, no segundo turno a diferença era gritante.
Daquela pesquisa Datafolha em diante, as outras não mostraram números parecidos no segundo turno. Inclusive a que o Ibope acaba de divulgar.
O que se extrai de tudo isso é que:
A) o Datafolha, assim como em 2010, tentou forçar a barra com uma profecia pretensamente autorrealizável sobre o 2º turno – do tipo que se realiza simplesmente por ter sido feita –, mas os números do Ibope mostram que a estratégia fracassou, já que Dilma aparece com seis pontos à frente de Aécio;
B) O tempo para uma reação oposicionista se esvai e nada muda, o que é muito ruim para a oposição porque em 2010, a esta altura, os dois principais candidatos de oposição (José Serra e Marina Silva), somados, tinham 39% e, hoje, têm 32%, enquanto que Dilma está exatamente onde estava há quatro anos.
Simples assim.

Analista do Santander plagiou outra instituição

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Demitida por texto polêmico que relacionou ameaça à economia com a reeleição de Dilma Rousseff, executiva Sinara Polycarpo copiou na integra trechos de avaliação produzida por economista do banco Fator; caso levou presidente mundial do Santander, Emilio Botín, a pedir desculpas ao governo brasileiro, e resultou na demissão de ao menos quatro pessoas

247 – O polêmico informe enviado em nome do Santander a clientes de alta renda contra a reeleição da presidente Dilma Rousseff usou frases inteiras do relatório do banco Fator, que já circulava no mercado há mais de um mês.

De um texto curto de seis frases, cinco foram copiadas parcialmente ou na íntegra, pela executiva Sinara Polycarpo, do Santander, do relatório do banco Fator, assinado pelo estrategista Paulo Gala, também professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

"A quebra de confiança e o pessimismo crescente em relação ao Brasil em derrubar ainda mais a popularidade da presidente, que vem caindo nas últimas pesquisas", dizia o texto do Santander... Se a presidente se estabilizar ou voltar a subir nas pesquisas, um cenário de reversão pode surgir ".
Já o documento do Fator destacava: "A quebra de confiança e pessimismo crescente em relação ao Brasil pode derrubar ainda mais a popularidade da presidente nas pesquisas... Se Dilma se estabilizar ou voltar a subir nas pesquisas um cenário de reversão pode surgir".

Dilma classificou a atitude do Santander de "lamentável" e "inadmissível". O caso levou o presidente mundial da instituição, Emilio Botín, a pedir desculpas públicas ao governo brasileiro. Ao menos quatro pessoas foram demitidas.

WSJ ( Wall Street Journal ) reconhece a força do pré-sal do Brasil


Isso é a Bovespa: Petrobrás bate recorde produção em julho, mas as ações da estatal caem nesta 5ª feira porque Dilma bate os gêmeos ideológicos no 1º turno, 38% x 32%, diz o Ibope

Dilma no encontro com as centrais sindicais: 'Eu estou do lado do trabalhador: não quero ser reeleita pra arrochar salário, desempregar e tirar direitos trabalhistas


Piada: Aécio critica desindustrialização no mesmo dia em que seus assessores econômicos defendem câmbio livre que incentiva a importação e mata a indústria


Aprovação à Presidenta, segundo o Ibope, salta de 44% para 47%: jornais classificam isso de estabilidade

Inflação despenca e Banco Central revoga a palavra resistente associada à alta dos preços: discurso conservador da estagflação esfarela

Fonte: Site Carta Maior.


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“Quando a Petrobras revelou a maior reserva de petróleo da sua história, em 2007, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva brincou que a descoberta havia provado que Deus é brasileiro. Novos dados de produção estão levando muitos na indústria a compartilhar esse otimismo”, diz reportagem do americano Wall Street Journal; extração de 520 mil barris, um recorde histórico para a estatal, e reconhecimento internacional derrubam teses derrotistas de colunistas como Carlos Alberto Sardenberg e Reinaldo Azevedo 


247 – Em reportagem nesta sexta-feira, o Wall Street Journal furou previsões incrédulas da mídia brasileira reconhecendo a força do pré-sal no Brasil.
“Quando a Petrobras revelou a maior descoberta de reservas de petróleo da sua história, em 2007, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva brincou que a descoberta havia provado que Deus é brasileiro. Novos dados de produção estão levando muitos na indústria a compartilhar esse otimismo”, diz o texto.
 
Em maio, a extração de 25 poços da província do pré-sal resultou em 520 mil barris, um recorde histórico para a estatal. O governo estuda até ceder mais áreas para a produção da Petrobras, seguindo modelo adotado para a produção de quatro áreas da Bacia de Santos - Búzios, Florim, Nordeste de Tupi e Entorno de Iara.

“É um crescimento rápido para a Petrobras em uma das regiões petrolíferas mais desafiadoras do mundo. Os depósitos se encontram a cerca de 320 quilômetros longe da costa sudeste do Brasil, enterrados no solo oceânico sob uma grossa camada de sal, o que dá nome aos campos”, afirma a publicação.

Texto diz ainda que, com o pré-sal, o Brasil pretende ser um dos cinco principais produtores de petróleo do mundo até 2020, quando a produção deve chegar a quatro milhões de barris por dia.
 
Recentemente, a presidente Dilma Rousseff comemorou a marca ao lado da presidente da estatal, Graça Foster, lembrando que a exploração do pré-sal foi desacreditada por muitos comentaristas.

“A solidez, os avanços e as conquistas de uma empresa do porte e da importância estratégica da Petrobras só podem ser compreendidas numa cadeia ininterrupta de sucessos. Não vai ser um ou outro fato isolado que irão mudar essa história”, disse Dilma.
 
Em 2008, o colunista Carlos Alberto Sardemberg chegou a publicar que «o petróleo do pré-sal só existia na campanha do governo”. “Acreditar que o óleo esta na mão é como acreditar que o Brasil é auto-suficiente em petróleo”, escreveu.

Um ano depois, o jornalista neocon Reinaldo Azevedo comemorava: “E saiu só um tiquinho de petróleo do pré-sal no bloco Tupi”.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Perícia comprova: Veja fraudou fita da CPI

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Uma perícia contratada pelo senador Delcídio Amaral (PT/MS) demonstra que a revista Veja editou a fita que motivou a capa da última semana, sobre uma suposta farsa na CPI da Petrobras; "Do arquivo analisado separamos segmentos que demonstram a edição do mesmo, sendo claramente perceptível pelo menos duas interrupções na sequencia das falas", diz a análise do IPC, o principal instituto de perícias do Mato Grosso do Sul; "O uso de palavras separadas de sua sequência original pode trazer interpretação destoante do efetivo contexto em que teriam sido empregadas"; ontem, em entrevista ao 247, o ministro Ricardo Berzoini defendeu que Veja apresente a íntegra de sua fita gravada com uma caneta espiã; a revista da Marginal Pinheiros aceitará o desafio?

247 - O laudo elaborado pelo Instituto de Perícias Científicas de Mato Grosso do Sul revela que a gravação da conversa entre dois funcionários da Petrobras – José Eduardo Barrocas e Bruno Ferreira – e uma outra pessoa não identificada, divulgada esta semana pela revista Veja, foi editada, o que compromete qualquer avaliação sobre a participação de senadores em uma suposta tentativa de fraudar os trabalhos da CPI da Petrobras, conforme denunciado com alarde pela revista.

O documento, assinado pelo perito Fernando Klein, conclui , com base na análise feita na gravação disponibilizada pela Veja em seu site na Internet, com duração de 2 minutos e 40 segundos, que não há uma sequência lógica que permita vincular o senador Delcídio do Amaral (PT/MS) a eventual orientação repassada aos depoentes da CPI da Petrobras, uma vez que no momento imediatamente anterior à citação do nome "Delcídio" na conversa há uma interrupção de 1 minuto e 14 segundos na gravação, o que comprova a montagem.

O laudo esclarece que o uso de arquivo editado pode trazer interpretações equivocadas em relação ao contexto de todo um diálogo.

"Do arquivo analisado separamos segmentos que demonstram a edição do mesmo, sendo claramente perceptível pelo menos duas interrupções na sequencia das falas, a primeira com 1 minuto e 12 segundos e a outra com 1 minuto e 30 segundos. O uso de palavras separadas de sua sequência original pode trazer interpretação destoante do efetivo contexto em que teriam sido empregadas. Dessa forma, não há credibilidade para a interpretação do conteúdo e da aplicação dos diálogos constantes na gravação de 2 minutos e 40 segundos disponibilizada no sítio eletrônico da revista Veja, dada a evidente edição do mesmo", assegura o perito.

O IPC é o maior e mais conceituado instituto de perícias de Mato Grosso do Sul. Ele é responsável por pelo menos 70 % de todas as investigações periciais requisitadas pela Justiça no estado.
Nesta quarta-feira, em entrevista ao 247, o ministro Ricardo Berzoini, das Relações Institucionais, defendeu que Veja apresente a íntegra de sua fita gravada com uma caneta espiã (leia aqui).

Demitida pelo Santander pedia votos para Aécio

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Executiva Sinara Polycarpo compartilhou reportagem da Folha de S. Paulo no Facebook que afirmava que a presidente Dilma seria "leniente com a inflação"; junto ao link, postou um comentário: "Aécio para presidente"; banco Santander demitiu ao todo quatro pessoas após divulgação de informe a clientes que associava Dilma ao cenário de instabilidade econômica no País; por Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania

Por Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania

Segundo o jornal Folha de São Paulo, o banco Santander demitiu quatro pessoas por terem participado de um conluio que resultou em propaganda política enviada ilegalmente pela instituição aos seus correntistas "seletos", ou seja, pessoas cuja renda ultrapassa 10 mil reais por mês.

Na matéria "Santander demitiu quatro por informe que irritou petistas", o jornal chama de "informe" texto que figurou em extratos de conta-corrente que o banco enviou pelo correio aos seus correntistas mais abastados, e qualifica como "agressiva" a reação do PT pelo que o partido considera crime eleitoral.

A matéria ainda "acusa" o PT de ter "pressionado" o banco para que demitisse os envolvidos no envio do texto acima. Todavia, o vice-presidente de Comunicação do Santander, Marcos Madureira, nega: "Não recebemos, e nem aceitaríamos, qualquer tipo de pressão externa para adotar as medidas que tomamos".

Vale comentar que a Folha não explica que tipo de benefício o governo Dilma auferiu com a demissão dos funcionários responsáveis pela propaganda política ilegal. Na verdade, quem se beneficia pelas demissões é o banco, pois podem ajudá-lo a evitar problemas com a Justiça Eleitoral, já que é ilegal fazer propaganda política por esse meio.

A propaganda política ilegal foi redigida pela agora ex-superintendente de investimentos do Santander Sinara Polycarpo. Além dela, três outras pessoas que poderiam ter impedido que cometesse o crime eleitoral por terem posições hierárquicas superiores também foram demitidas por não terem agido como deveriam.

Mas o mais interessante é que, ao visitar o perfil de Sinara no Facebook, descobre-se que, muito provavelmente, ela transformou suas idiossincrasias político-eleitorais em "analise" para os clientes de seu empregador.

O perfil da ex-superintendente de investimentos naquela rede social é "fechado", ou seja, só os seus "amigos" virtuais podem ler o que ela escreve, mas, por alguma falha do Facebook, é possível acessar suas mensagens antigas.

Em 7 de abril do ano passado, por exemplo, Sinara compartilhou no Facebook reportagem da mesma Folha de São Paulo que afirmava que a presidente Dilma seria "leniente com a inflação". Nesse
compartilhamento, a ex-funcionária do Santander pôs um comentário: "Aécio para presidente".


À época, a candidatura Aécio Neves não passava de especulação, mas Sinara já integrava o contingente de simpatizantes do PSDB que advogavam por sua candidatura. Como se sabe, sua preferência foi vencedora.

Parece bem provável que Sinara tenha feito muitas outras apologias ao ex-governador de Minas, o que sendo feito em seu perfil em uma rede social é absolutamente legítimo. Contudo, vender suas preferências políticas como "análise" aos clientes de seu empregador, não é.

Em entrevista que concedeu à revista Exame, a autodeclarada eleitora de Aécio diz que sua trajetória profissional é "impecável e bem-sucedida" e que "jamais poderia estar associada a qualquer polêmica". E decretou que "o assunto já se esgotou".

Assim como o blogueiro do UOL especula que o vice-presidente de Comunicação do Santander mentiu ao dizer que o governo não pressionou o banco a demitir os funcionários responsáveis pelo crime eleitoral em questão, este blogueiro especula que Sinara pode ter feito um acordo com seu ex-empregador.

Talvez o banco lhe tenha conseguido outra posição em alguma empresa amiga ou coligada, talvez lhe tenha oferecido uma bela compensação monetária.

Sinara, nem de longe demonstra estar contrariada com a demissão. Muito pelo contrário, parece muito segura. Inclusive, afirma que irá viajar "até o dia 25". Pelas fotos em seu perfil no Facebook, parece gostar da Europa.

Ao contrário do que o Santander alega, portanto, pode-se dar uma de Josias de Souza ou Ali Kamel e fazer um "teste de hipóteses": será que o banco não compactou com a propaganda eleitoral nos extratos de seus clientes e encenou uma farsa com essas demissões?

Aliás, quando é que a Justiça Eleitoral vai se pronunciar sobre esse episódio?

TCU é do terceiro turno tucano PGR, STF, TSE e agora o TCU… A balança de Acari é mais confiável.

Sugestão do amigo navegante Walber Leandro, no Facebook do C Af

Liga o Vasco, de um botequim em Claudio (MG), à espera da chave do cadeado:

- Você percebeu que o Tribunal de Contas da União cancelou o leilão da 4G da telefonia ?

- Sim, é verdade. Mas, e daí, navegante de longo curso ?

- É para não deixar entrar dinheiro no Caixa do Governo.

- Pra ferrar as contas públicas …

- Exatamente .

- Você se lembra desse mesmo juiz dizer que ia ferrar o trem-bala da Dilma, custe o que custar ?

- Claro que lembro. Grande juiz… Do PFL, não é esse ?

- Sim ! Do Grande PFL !

- Será que na 4G o Supremo Tribunal Tucano se deixou levar pela pressão da Globo e da Telefonica de Espanha, que não querem saber de 4G ?

- Também. Mas não só da Globo e da Telefonica. (Clique aqui para ler “A Marta quer ser prefeita de São Paulo e insiste em agradar a Globo.)

- Esquisito, não, Vasco ?

- Nada de esquisito. Você está vendo aí o TCU bloqueando os bens do Gabrielli e da Graça e daqui a pouco da Dilma.

- E do Gerdau, do Claudio Haddad, do Fabio Barbosa…

- Não, aí o TCU não toca … Eles têm juízo …

- Mas, os bens da Graça e da Dilma ainda não bloquearam.

- Falta pouco. Vai ser lá em cima da eleição.

- Combinado com o jornal nacional.

- Você é quem está dizendo.

- Quer dizer que que você acha que o TCU entrou para o pelotão do terceiro turno.

- Claro ! STF, PGR, TSE, e agora TCU.

- Mais o Pastor Everaldo.

- Tudo, menos a Dilma.

Pano rápido


Paulo Henrique Amorim


Pastor Everaldo é o verdadeiro Aécio

Dr Frankenstein é quem edita o jornal nacional.
 

A Globo já se convenceu de que o Arrocho Neves – que não é nada – e o traíra Dudu – veja o “baião da traição” – não garantem o segundo turno.

Como se sabe, o Datafalha insiste: ela ganha no primeiro turno.

Mas, é preciso lutar desesperadamente para ter o segundo turno e multiplicar o poder do Gilberto Freire com “i” (*) , especialista em editar eleições – clique aqui para ler “o primeiro Golpe já houve”.

Qual é a estratégia ?

É compensar a hegemonia da Dilma no horário eleitoral – onde ela tem o dobro dos dois juntos – com o noticiário do tele (sic) – jornalismo da Globo.

Foi o que eles fizeram na primeira eleição do Fernando Henrique, quando o noticiário sobre o Plano Real apagou o debate eleitoral.

A Globo, então, elegeu o Plano Real e, só mais tarde, se soube que o eleito era o ministro da Fazenda do verdadeira autor do Plano, o presidente Itamar.

Fez o mesmo na reeleição do Fernando Henrique, quando reduziu a cobertura da eleição a zero, para não dar chance a Lula de se contrapor ao presidente no poder.

Na época, Franklin Martins era jornalista político da Globo e ele próprio reclamou da “não-cobertura” para prejudicar o Lula.

É velho esse truque.

Vem do diretor de jornalismo (sic) Alberico de Souza Cruz.

O “i” não é nem original, portanto.

Para garantir o desejado (pelo Ataulfo (**) ) segundo turno, a Globo trouxe agora à ribalta o pastor Everaldo.

E lhe concede o mesmo tempo de jornalismo (sic) de Dilma, Dudu e Arrocho Never.

É a balança da Feira de Acari.

Nessa manhã, por exemplo, no Mau Dia Brasil, o pastor Everaldo mostrou a que veio.

Ele é o verdadeiro Arrocho Never.

Ele diz o que o Arrocho deixa entender, quer dizer, mas não confessa.

O pastor se disse “a favor do Estado Mínimo” e vai vender TODAS as empresas do Estado.

É a Glória !

Vai vender a Petrobrax, como pretendem fazer o Arrocho e o Dudu, mas (ainda) não dizem.

O pastor é a verdadeira Bláblárina, também.

A primeira aparição dele foi num templo evangélico, antes território eleitoral que a Bláblárina monopolizava.

(Ela voltou a usar xale, para a alegria da Constanza Pascolato.)

Trata-se, portanto, de um Golpe de Mestre – e de plágio – do “i”.

Substitui o horário eleitoral pelo jn e seus congêneres.

E inventa um Arrocho e uma Bláblá.

Vamos ver se não se trata, apenas, de um Dr Frankenstein.


Em tempo:
esse Bessinha …


Paulo Henrique Amorim


 
(*) Ali Kamel, o mais poderoso diretor de jornalismo da história da Globo (o ansioso blogueiro trabalhou com os outros três), deu-se de antropólogo e sociólogo com o livro “Não somos racistas”, onde propõe que o Brasil não tem maioria negra. Por isso, aqui, é conhecido como o Gilberto Freire com “ï”. Conta-se que, um dia, D. Madalena, em Apipucos, admoestou o Mestre: Gilberto, essa carta está há muito tempo em cima da tua mesa e você não abre. Não é para mim, Madalena, respondeu o Mestre, carinhosamente. É para um Gilberto Freire com “i”.

(**) Ataulfo de Paiva foi o mais medíocre – até certa altura – dos membros da Academia. A tal ponto que seu sucessor, o romancista José Lins do Rego quebrou a tradição e espinafrou o antecessor, no discurso de posse. Daí, Merval merecer aqui o epíteto honroso de “Ataulfo Merval de Paiva”, por seus notórios méritos jornalísticos,  estilísticos, e acadêmicos, em suma. Registre-se, em sua homenagem, que os filhos de Roberto Marinho perceberam isso e não o fizeram diretor de redação nem do Globo nem da TV Globo. Ofereceram-lhe à Academia.E ao Mino Carta, já que Merval é, provavelmente, o personagem principal de seu romance “O Brasil”.

Ayres ganhou R$ 56 mil por parecer sobre Cláudio

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Opinião legal do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto atestou a legalidade dos procedimentos para a construção do aeródromo de Cláudio (MG); documento, com apenas uma folha, foi contratado pelo PSDB para rebater as acusações dirigidas contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que autorizou a obra quando foi governador de Minas Gerais; além de Ayres Britto, outro ex-ministro do STF, Carlos Mário Veloso, também produziu parecer sobre o caso, que se tornou um dos temas mais discutidos na campanha eleitoral até agora

247 - Custou R$ 56 mil o parecer, de apenas uma folha, produzido por Carlos Ayres Britto, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, que atesta a legalidade da construção do aeródromo de Cláudio (MG). A informação é da coluna Painel, de Bernardo Mello Franco. Eis a nota:

Conta salgada

Aécio pagou R$ 56 mil ao escritório de advocacia de Carlos Ayres Britto. O ex-ministro do STF assinou parecer dizendo não ver "nada de juridicamente inválido" na obra do aeródromo de Cláudio (MG).
 
O documento do ex-ministro do STF sobre a obra do aeroporto de Cláudio (MG) foi usado por Aécio para rebater denúncias feitas pela ‘Folha de S. Paulo’. O jornal o acusa de ter misturado interesses públicos e privados na construção da pista durante seu segundo mandato como governador de Minas Gerais. 
 
Em suas breves ponderações, Ayres Britto citou documentos a respeito da desapropriação, "para fins de utilidade pública", da fazenda que recebeu, em seguida, a pista do aeroporto de Cláudio. "Nada de juridicamente inválido", registrou o ex-ministro. Na defesa do caso, o PSDB também contratou outro parecer, de Carlos Mário Veloso, que também foi ministro do STF.

Leia, abaixo, o parecer de Ayres Britto:


 
 

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Petrobras, US$ 108 bilhões, volta a ser a maior da AL

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Estatal presidida por Graça Foster colhe os louros pela política de investir em prospecção no pré-sal, compartilhar exploração com gigantes do petróleo, preservar domínio territorial e concretizar plano bilionário de investimentos; companhia é avaliada em US$ 108,5 bilhões e volta a ser a maior da América Latina; ações sobem 3% na bolsa, impulsionadas por declaração do ministro Guido Mantega sobre possível reajuste de combustíveis até o final do ano; companhia vai fazendo lição de casa; "Provocamos um círculo virtuoso, em que quanto mais prospectamos, mais encontramos petróleo e mais fazemos receitas próprias", explica Graça; plano de investimento para próximos 15 anos não prevê necessidade de captações financeiras; crítica irresponsável à companhia é respodida pelos fatos

Marco Damiani, 247 – Baixem a crista os críticos irresponsáveis da Petrobras. É de conhecimento do mercado há algumas horas que a estatal brasileira de petróleo retomou o primeiro lugar no ranking das maiores companhias da América Latina, posição que vinha sendo ocupada pela Ambev, de Jorge Paulo Lehman. A empresa comandada pela funcionária de carreira Graça Foster chega a US$ 108,57 bilhões de valor de mercado, poderio que a coloca acima da companhia de bebidas (US$ 105,56 bi), do Itaú Unibanco (US$ 83,67), da mexicana American Movil (US$ 83,5) e da colombiana Ecopetrol (US$ 71,23 bi).

O levantamento é da respeitada consultoria Ecomática, com base no preço de mercado das ações negociadas em bolsa. Para a estatal, o reconhecimento chega num momento de paz e produtividade interna, e guerra aberta nos meios políticos. Sob o comando de Graça, a companhia passou a executar nos últimos três anos políticas de longo prazo que tinham como base a prospecção de petróleo, uma verdadeira obsessão da atual presidente. Respaldada pela presidente Dilma, com quem tem uma sintonia quase telepática, sua gestão foi sacudida por ataques especulativos em todas as frentes.

No principal front da guerra, o mercado financeiro, as ações da Petrobras foram derrubadas ao piso de R$ 12,64, em fevereiro, mas nesta quarta-feira 6 chegavam a R$ 20,22, com alta de 3,10% no dia, às 13h50. 

A subida com jeito de disparada vai sendo atribuída ao posicionamento do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ontem, admitindo à agência Reuters que este ano, "a exemplo do que tem acontecido todos os anos", um reajuste no preço dos combustíveis poderá ocorrer até dezembro.  De fato, no ano passado, em novembro, a gasolina subiu 3% e o óleo diesel. Também houve reajustes em 2012.

Mais que isso, os fundamentos da Petrobras também estão se mostrando cada vez mais sólidos, depois de terem resistido a diversos tipos de especulação. Talvez se tente atribuir a alta exclusivamente ao pronunciamento de Mantega, mas para a alta superior a 3% certamente o mercado também está reconhecendo que a companhia merece ser avaliada com seriedade e sem partidarismo. Por seus resultados.

A Economatica apurou que o valor de mercado da Petrobras ultrapassou o da AmBev em 5 de agosto. Esta situação já tinha acontecido em 22 de julho do ano passado, mas logo a estatal voltou para a segunda posição. O maior valor de mercado já atingido pela empresa na sua história foi no dia 21 de maio de 2008: US$ 309,48 bilhões. Os pessimistas podem dizer que a estatal vale hoje um terço do que já foi. Mas também dá para enxergar o quanto se pode crescer.

A personagem pública responsável pela Petrobras não se abala com as críticas e sabe comemorar suas conquistas. No mês passado, a Petrobras quebrou o recorde de extração de barris de petróleo do pré-sal, ultrapassando a marca dos 500 mil.

- Nosso plano de investimentos para 2017 não prevê a necessidade de nenhuma injeção de capital, lembrou a presidente, em junho, a jornalistas de meios eletrônicos.

- Nós estamos conseguindo produzir um círculo virtuoso, no qual prospectamos mais, descobrimos mais e aumentamos, assim, as nossas receitas. Você consegue aumentar a gasolina com um telefonema, mas não consegue aumentar a produção de petróleo com um telefonema. Tem muito trabalho atrás disso, frisou ela.