Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O retumbante fracasso do brado político-partidário da Globo

A nova minissérie da Globo, “Brado Retumbante”, pode até ser a mais descarada iniciativa da história da emissora de tentar contaminar o público, mas, na opinião deste blog, mesmo sendo, inegavelmente, a mais descarada, ela não almeja doutrinar ninguém. A minissérie não passa de onanismo político-ideológico e partidário.
“Brado” não almeja doutrinar ninguém simplesmente porque é muito explícita, muito descarada, com aquele sósia de Aécio Neves sendo apresentado como exemplo de ética e honestidade, com os ataques a sindicalistas, a um ministro pré-candidato a prefeito e com a glamourização dos peões da imprensa golpista.
A minissérie, no entanto, não deve durar muito. Estamos em ano eleitoral e certamente os partidos prejudicados pela masturbação político-ideológica e partidária da emissora não tolerariam que fosse exibida em período muito próximo da eleição.
Esse viés político-partidário, como já se sabe, foi impresso na trama por co-autores identificados com o PSDB e com o DEM. Guilherme Fiúza, da revista Época, e Nelson Motta, do Manhattan Conection, são antipetistas fanáticos. A minissérie não seria mais parcial se o co-autor fosse um Reinaldo Azevedo ou um Augusto Nunes.
Eis, aí, a razão do retumbante fracasso do “Brado” da direita, ao menos na semana que finda. Estreou na terça-feira (17) com audiência pouco acima do mínimo esperado para o horário das 23 horas na Globo (18 pontos no Ibope), cravando 19 pontos. Na quarta (18), caiu para 17. Na quinta (19), caiu para 14 e na sexta (20) repetiu a marca.
Particularmente, penso que a iniciativa não pretendia muita coisa. O público da Globo naquele horário já foi inoculado com as idiossincrasias político-partidárias e ideológicas da emissora carioca há muito tempo.
A minissérie, portanto, é apenas um agrado ao seu público cativo. Serve para manter o ânimo da militância reacionária de classe média alta em um momento em que a direita brasileira vem colhendo tantos revezes políticos, com seus partidos políticos minguando e suas maiores lideranças se desmoralizando.
Até a suspeita de que “Brado Retumbante” foi feita para encher a bola de Aécio Neves parece exagerada. Escolheram-lhe um sósia porque é o único oposicionista de peso com pinta de galã. Para representar José Serra, o ator não poderia ser bonito. E em tempos de CPI da Privataria, seria pra lá de arriscado.
—–
Do leitor Roberto Ribeiro: “Big Brother Bernardo, a Ley de Médios foi parar debaixo do edredom”.

PM e Justiça de SP devolvem a Nahas posse ilegal


“Conflito em reintegração faz três feridos e 18 são presos.”
“Cerca de 1.500 famílias viviam em terreno de 1,3 milhão de metros quadrados ocupado desde 2004”

“Com helicópteros, carros blindados e dois mil (dois MIL !!! – PHA) soldados do Batalhão de Choque cumpriu mandado de reintegração de posse na comunidade Pinheirinho, em São José dos Campos.

A área pertence à massa falida (sic) da companhia Selecta, do empresário (sic) Naji Nahas, diz o Estadão, na primeira página.




O Conversa Afiada recorreu ao ínclito delegado e deputado federal Protógenes Queiroz, que estava lá na companhia de Ivan Valente, do PSOL, e Eduardo Suplicy (do PSDB, mas filiado ao PT).
Protógenes informou que a área é de interesse da União, que pretendia, através do Ministério das Cidades, lhe dar destinação social.
Provavelmente, garantir a posse a cerca de dez mil pessoas que viviam ali, muitos há mais de 20 anos.
Protógenes conhecia a questão, desde que prendeu e algemou Naji Nahas, que foi para a cadeia na ilustre companhia de Daniel Dantas, que Protógenes chama de “banqueiro bandido”.
A posse daquela área tem origem num crime hediondo, uma chacina.
Morava ali, num casarão, uma família alemã.
Toda a família foi assassinada.
Nunca se soube quem mandou matar.
Prenderam três menores, mas não os mandantes.
O então governador de São Paulo, Paulo Egydio mandou desapropriar.
Parece esquisito, diz Protógenes, desaprioriar o que, de direito, era seu, pois não havia herdeiros na família alemã.
Aí, apareceu um “comprador” para área.
O Estado de São Paulo vendeu.
E o comprador do que pertencia ao Estado “vendeu” a Naji Nahas.
É uma área que deve valer, por baixo, uns R$ 200 milhões.
Deu-se em seguida uma batalha judicial.
A Justiça Federal não permitiu que a PM de São Paulo devolvesse a “propriedade” a Naji Nahas.
A Justiça de São Paulo entendeu que deveria devolver a Nahas o que Nahas diz que comprou.
Houve um conflito de competência e foi arbitrado, num plantão, pelo presidente do STJ, Ministro Pargendler.
Logo, a União pode recorrer e tomar a terra de volta.
E lhe dar a destinação social que sempre quis dar.
A “posse” de Nahas ficará com um ponto de interragação em cima, apesar do apoio incondicional da (tucana) PM de São Paulo, confirmado pela Justiça de São Paulo.
Isso, se a União conseguiu reverter o resultado da Guerra da Secessão de 1932, que São Paulo, como se sabe, ganhou de forma indiscutível.
Em tempo: Protógenes traça um quadro revoltante do papel do Governo de São Paulo na ocupação. Os oficiais da PM diziam que desocupar era com eles. Para onde iam os moradores, isso era com a Prefeitura de São José dos Campos. E virem-se !
Mil e quinhentas famílias foram jogadas em Auschwitz, num campo de concentração, um parque de exposições, sem banheiro, camas …
Mas, a polícia neo-nazista da São Paulo, aquela que dá tiro em viciado em crack, conseguiu o queria. Prendeu 18 e entregou o terreno, “limpo” ao grande empresário Naji Nahas. (Que, como se sabe, ilustra a galeria dos que processam este ilustre blogueiro: diz-me quem te processa e dir-te-ei quem é.)
Completa Protógenes: isso para culminar a semana em que a Justiça de São Paulo devolveu a Daniel Dantas os bois que o corajoso Fausto de Sanctis confiscou na Satiagraha.
Viva o Brasil !


Não deixe de ler o Brasil da Globo, o do Brado Retumbante e do BBB.


Paulo Henrique Amorim

Brado Retumbante e BBB. O Brasil, na Globo

Sobre o BBB, o melhor depoimento é o do pai da Monique.

Ele entendeu tudo.

Especialmente a visão do Brasil, pela Globo.

Com menos audiência e mais pretensão, a mini-série “O Brado Retumbante” reflete com mais nitidez a visão do Brasil, pela Globo.

O que a Globo pensa da política e do que esperar do Brasil (com a Globo, no meio, no papel principal).

“O Brado Retumbante” parecia uma tentativa de exibir o Aécio Never.

Depois ficou claro que a biografia do herói, Paulo Ventura, o presidente bonzinho, bem intencionado, se confundia em muitos pontos com a de Protógenes Queiroz.

O que interessa, porém, é “a mensagem”, “a moral da fábula”.

No BBB, a moral é aquela: a safadeza edredônica do Edu.

O que esperar de jovens embriagados numa situação em que há mais “jornalistas” do que que camas para dormir ?

No “Brado Retumbante”- a alusão suspeita ao Hino Nacional – também tem muito sociólogo para poucas camas.

O Brasil é um esculacho, uma esculhambação.

Um BBB.

Senão, amigo navegante, acompanhe a edificante entrevista que o Euclydes Marinho, o autor da trama, concedeu a uma das colonas (*) sociais (que no resto do mundo acabaram há um século) do PiG (**), na página D2 do Estadão:

O Brasil tem jeito ?

Depende de pessoas como Paulo Ventura (ou seja, se a Globo e seus heróis salvarem o Brasil – PHA). O Brasil tem jeito, mas é difícil, porque a cultura da esculhambação, de meter a mão, é cada vez maior (só se for na Globo – PHA). É muito dificil (Claro, o Bernardo não trabalha – PHA)…


Qual é o seu brado retumbante ?

Cheeeeeeeeega! Você não acha ? Basta, já deu. Vamos partir para outra, vamos tentar uma vida melhor, um país melhor. (Qual ? A Argentina, onde a Globo não tem o direito de fazer o que quer ? – PHA) Chega de tanta esculhambação.


O Conversa Afiada concorda, porém, num ponto.

É a favor de haver tantas camas quantos “jornalistas” na casa.

O ideólogo da Globo diz esse conjunto de parvoices na mesma semana em que 60% dos brasileiros consideram que sua Presidenta se desempenha de forma “ótima”ou “boa”.

Não tem ninguém com a ideia de ir tentar a vida “num país melhor “.

Só se for na Argentina.

A Globo não tem a menor ideia do que se passa no Brasil.

Está trancada dentro de si mesma, na casa.


Paulo Henrique Amorim


(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta  costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse  pessoal aí.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Paulo Ventura é o Protógenes da CPI. Coitado do Cerra !




 
Protógenes e Ventura: Cerra perde na ida e na volta

Paulo Ventura é o presidente da República de “O Brado Retumbante”, a mini-série da Globo que vai ao ar depois do edredom do Big Brothel Brasil.

No primeiro momento, a semelhança física do ator principal com Aécio Never deu a impressão de que se tratava de um merchandising para que os tucanos tenham, ao menos, um projeto de candidatura em 2014.

O desenrolar da história levou amigo navegante a telefonar para fazer outra analogia.

Protógenes e Ventura são deputados federais.

Protógenes e Ventura têm filhos problemáticos.

Protógenes é quem fala em “banqueiro bandido”, para se referir a beneficiário de dois HCs do tipo “Canguru” (em 48 horas) do ex-Supremo Presidente Supremo do Supremo, Gilmar Dantas (*).

Paulo Ventura fala em “banqueiro bandido”.

Protógenes casou várias vezes.

Ventura também.

Protógenes sofreu um atentado.

Ventura também.

Protógenes fez a PL-21 para endurecer as penas contra “banqueiros bandidos” e criminosos do colarinho branco de maneira geral.

Ventura fez uma Lei de Responsabilidade.

A Lei da responsabilidade do Ventura copia artigos inteiros da PL-21 do Protógenes.

Logo, conclui-se que o Ventura vai mandar instalar a CPI da Privataria Tucana agora em fevereiro.

Um “banqueiro bandido” já foi devidamente retratado numa recente novela da Globo, “Insensato Coração”.

Quanto ao Padim Pade Cerra, ele perde na entrada e na saída.

Se o Paulo Ventura se parece com o Aécio, ele perde.

Se o Paulo Ventura se parece com o ínclito delegado Protógenes Queiroz, o deputado que vai instalar a CPI da Privataria Tucana, também perde.

Como diz o Amaury, sofisticada não era a engenharia financeira da Privataria Tucana.

Clique aqui para ler “Nassif desmonta um neolibelê (**)”.

Sofisticada era a blindagem do PiG (***) à Privataria !

Era !

Oh, destino ingrato !


Paulo Henrique Amorim


(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews  e da CBN se refere a Ele.

(**) “Neolibelê” é uma singela homenagem deste ansioso blogueiro aos neoliberais brasileiros. Ao mesmo tempo, um reconhecimento sincero ao papel que a “Libelu” trotskista desempenhou na formação de quadros conservadores (e golpistas) de inigualável tenacidade. A Urubóloga Miriam Leitão é o maior expoente brasileiro da Teologia Neolibelê.

(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Serra vai para o Canadá!


Serra lamentou a falta de reconhecimento por trabalhar muito, competir 
honestamente, orgulhar-se de gerar empregos e não ter vergonha da riqueza
HIGIENÓPOLIS - Após anunciar que não vai disputar a prefeitura de São Paulo, José Serra declinou de participar da minissérie Brado Retumbante. "Cansei de atuar. Vou para o Canadá", limitou-se a dizer a assessores próximos.

Fontes da TV Globo chegaram a afirmar que o político ensaiava um tom didático e professoral para o personagem presidencial quando Ricardo Waddington anunciou que as pesquisas com o público apontavam para outro perfil - precisava ter sotaque mineiro.

Sérgio Guerra, presidente do PSDB, afirmou que José Serra ficará em Vancouver "até o PSDB se reerguer ou a próxima Era Glacial chegar. O que acontecer primeiro".

Gilson Caroni Filho: Por que o ódio da imprensa a José Dirceu?

por Gilson Caroni Filho
Em raras ocasiões, na conturbada história política brasileira, houve tamanha unanimidade em torno de qual deve ser o destino de um ator político relevante.  Diariamente, em colunas e editorias dos jornalões, em solenidades com acadêmicos e políticos de extração conservadora, em convescotes de fim-de-semana da burguesia “cansada”, todos os que chegam aos holofotes da  mídia proferem a mesmíssima sentença: é preciso banir de uma vez por todas da vida pública o ex-ministro José Dirceu.
O comando dessa unanimidade  é pautado por um curioso senso de urgência. Não há pressa para atenuar os problemas estruturais do país e suas estruturas arcaicas. Só se fala em ação imediata quando o assunto é condenar o  “chefe da quadrilha”, montada a partir do Palácio do Planalto para comprar apoio político no Congresso. Poucas vezes, em um lance da política, tantos conseguem perder ao mesmo tempo e na mesma dimensão. Na sua sanha inquisitorial, a grande imprensa dá mostras de pusilanimidade, de um espetáculo de fraqueza para dentro de si mesma e de leviandade para fora. Sai em frangalhos, mas persevera no que considera  uma questão de honra.
Pouco importa que falte materialidade e provas, é preciso requentar o noticiário para criar condições políticas que permitam ir adiante. Mas afinal o que move o ódio a José Dirceu? O que o torna inimigo público de um esquema de forças que, em passado recente, foi impecável em sua trajetória de encurralar o país, em nome do desvairado fundamentalismo de mercado?
Desde 2002, paira sobre Dirceu o estigma de maquiavelismo. Seria apenas um homem de poder,  basicamente orientado para sua conservação, um homem do contingente, que não faz  política para a história? Os fatos e o decurso do tempo respondem à acusação.  O que torna impossível à grande imprensa aceitar um retrato favorável do ex-ministro é a sua originalidade como operador político de esquerda.
Todos sabemos que  um fato notável da política brasileira é que, apesar de sucessivos deslocamentos políticos, desde a redemocratização do país, a hegemonia dos processos de transição encontra-se com a mesma burguesia, condutora  do golpe de 1964. Hábil nas transações com o capital estrangeiro, das quais auferiu vantagens para fortalecimento próprio, a burguesia brasileira não foi menos sagaz no manejo do jogo político.
Comprova-o a obra-prima que foi a eleição de Tancredo Neves (por mecanismo antidemocrático imposto pelo regime militar), os anos Collor e os dois mandatos de FHC. Para termos noção do que isso representou, até o PT, oposto à coligação tancredista, não deixou de sentir a sua pressão, que lhe provocou rachaduras parlamentares e perda de apoio em setores expressivos da classe média.
Desde a política de alianças que levou Lula à presidência, em 2002, às articulações na Casa Civil, Dirceu frustrou expectativas que alimentavam os cálculos das elites desde sempre encasteladas nas estruturas do Estado. O PT que chegava ao poder seria um partido atordoado por suas divisões internas e mergulhado em indefinições estratégicas. Um desvio de curso que não teria vida longa.
A direita apostava na incapacidade do PT em administrar o pragmatismo de um estado corrupto e patrimonialista, como o nosso. Lembram-se do Bornhausen e do Delfim? Previam, no máximo, dois anos de governo para o PT em meio a crises institucionais. Coube ao Zé Dirceu, o “mensaleiro”, a função de viabilizar a governabilidade de Lula e não permitir que esse governo fosse vítima de crises agudas e sucessivas.
Quando Dilma Vana Rousseff, oito anos depois, foi eleita a primeira mulher presidente da República do Brasil, com mais de dez pontos de vantagem sobre seu adversário, José Serra, muitos exaltaram a força  do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Do alto de seu capital político, Lula teria passado por cima do PT, escolhido sua candidata e conseguido eleger como sucessora uma ex-assessora de perfil técnico, estabelecendo um fato inédito: o terceiro mandato presidencial consecutivo para um mesmo partido eleito democraticamente.
Nada disso está incorreto, mas peca pela incompletude.  Ferido, contundido nos seus direitos, o operador político José Dirceu teve um papel fundamental para o aprofundamento da democracia brasileira. Talvez, quando o então presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, confirmou oficialmente a vitória de Dilma, Dirceu tenha cantarolado os versos de Aldir Blanc: “Mas sei / que uma dor assim pungente / não há de ser inutilmente”.
Questões de justiça são questões de princípio. Ao contrário do que pensam a imprensa golpista, seus intelectuais orgânicos e acadêmicos subservientes.
Leia também:

Heloisa Villela: Herdeiros do Wal Mart mais ricos que os 30% mais pobres

Mini-série 'do Aécio-2014' foi vetada em 2009. Será que Serra brigou para o ator ser Ítalo Rossi?



A TV Globo apronta mais uma. A mini-série que está no ar, "O brado retumbante", com trama política de um presidente da República, colocou um ator para representar um político que chega à Presidência da República, que é a cara de ... Aécio Neves!

O personagem lembra muito o senador mineiro em outro quesito: é mulherengo.

A semelhança pára por aí. Na trama, o político é honesto, paladino da ética contra a corrupção (a plataforma política única que a Globo e o PSDB querem pautar) e, pelo menos até agora, nada de mostrar cenas recusando a soprar o bafômetro.

Dá para pensar que a Globo quer preparar o telespectador-eleitor para assimilar os deslizes na vida pessoal de Aécio-2014, como se fossem só esses os seus defeitos, e apresentá-lo como se fosse um bastião da ética, semelhante ao que a emissora fez com Fernando Collor em 1989.

Segundo os autores, a mini-série foi escrita em 2009 e só agora a emissora resolveu levar ao ar, com receio de ser acusada de fazer campanha tucana em época eleitoral. 

Porém, lembrando do clima de guerra entre José Serra e Aécio que reinava na época... um amigo gaiato saiu com essa: 

"O veto só pode ter partido de Serra! Quem sabe ele não brigou com a Globo exigindo que o ator fosse Ítalo Rossi? ...Mais parecido com ele.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Ciro e a diferença entre um estupro e a privataria

O ansioso blogueiro conversou com Ciro Gomes, um dos mais inteligentes e preparados homens públicos brasileiros.

Observou Ciro:

Diante de uma suspeita de estupro, mobilizam-se a Ministra da Defesa das Mulheres, a polícia do Rio e o Ministério Público de São Paulo.

Diante a Privataria Tucana -  um estupro de gigantescas proporções – ninguém se mexe.

(Ciro tambem poderia ter mencionado a falsa grávida, também objeto de investigação policial.)

(O lider do PT no Senado, Humberto Costa, parece ser a andorinha no verão: pediu investigação do Ministerio Público e da Polícia Federal.)

(Por ser a PF uma instituição do Governo, Ciro prefere que o Ministério Público investigue a privataria.)

(Deve ser porque ele não conhece ainda o brindeiro Gurgel suficientemente.)

(Agora, o Cerra e o clã continuam ai no PiG (*) , lampeiros, a discutir a campanha a prefeito,  o último bonde que pode passar na porta do Cerra – PHA)

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Sósia de Aécio Neves protagoniza nova minissérie da Globo


Paulo Ventura (Domingos Montagner) é o presidente da Câmara dos Deputados na nova minissérie da Globo, Brado Retumbante. Quando um acidente aéreo mata o Presidente da República e o vice, o personagem – da faixa etária de Aécio Neves, incrivelmente parecido com ele e mulherengo como o próprio, ainda que idealista e honesto como o Superman – assume a Presidência e passa a combater sem tréguas a corrupção que o antecessor deixou (!).
Acima de tudo, a produção deixa ver um fato até então insuspeito. Apesar de que a imprensa paulista passou a hostilizar o senador tucano por Minas Gerais, coincidentemente após o lançamento do livro Privataria Tucana, a mídia carioca – ou seja, a Globo – deixa ver que pode ter decidido pular fora do barco de José Serra, que, a esta altura, deve estar mordendo os cotovelos de raiva e inveja…
Quanto à estratégia da Globo, é apenas um começo de trabalho visando 2014. Mas ao levar ao ar material publicitário de tal porte em benefício de um político, a emissora da família Marinho escancara que a sua aposta no neto de Tancredo Neves não é pequena nem fortuita. O descaramento de colocar quase um clone dele como político incorruptível, um verdadeiro herói, só se justifica diante de grande esperança em que decole.
Não é a primeira vez que a Globo faz algo assim. Já fez uma novela inteiramente com finalidade política, só que como propaganda negativa. O Salvador da Pátria foi ao ar entre 8 de janeiro e 14 de agosto de 1989, ano da primeira eleição presidencial depois de vinte e um anos de ditadura e quatro de transição para a volta efetiva da democracia. Daquela vez, o protagonista pretendia parodiar o então candidato Lula.
A trama gira em torno de Sassá Mutema (Lima Duarte), um bóia-fria ignorante e ingênuo que se deixa cooptar por…  Sindicalistas! Sassá acaba convencido a se candidatar a prefeito e acaba se elegendo. A novela mostra a transformação de um analfabeto em político poderoso, mas ainda um títere usado ao sabor das conveniências. A má notícia é que Lula acabou não sendo eleito, naquele ano, ainda que não se possa culpar (só) a novela por isso.