Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Rede Globo - A Mentira Está no Ar!




Não sou adépto da vingança. Mas neste caso, que envolve a "grande mídia nacional"(sic) ou PIG, principalmente as organizações grobo, na palavra deste boçal aí de cima no vídeo ,que sempre foi porta-voz da extrema direita golpista ,acho que ela  ( la vindita) realmente é doce e, saboreia-se fria. É só aguarda CALHORDADAS.
Opedeuta

Abertas as inscrições para o III BlogProg



Agora está confirmado: O III Encontro Nacional de Blogueir@s ocorrerá em Salvador, Bahia, nos dias 25, 26 e 27 de maio. A estrutura do evento, que deve reunir cerca de 500 ativistas digitais de todo o país, já está quase toda montada. A comissão nacional organizadora do BlogProg tem realizado os últimos esforços para garantir alojamento e refeição para todos os participantes. A inscrição para encontro vai até o dia 11 de maio. O valor é de R$ 60,00 para os ciberativistas e de R$ 30,00 para estudantes.
Atenção: garanta sua vaga preenchendo o formulário ao final da página!
Para viabilizar a estrutura do evento, a comissão organizadora ficou responsável pelo contato com cerca de 40 entidades populares, sítios e publicações – os chamados “Amigos da Blogosfera”. A exemplo dos dois encontros anteriores, eles deverão contribuir financeiramente. Também estão sendo feitas articulações junto a instituições públicas e empresas para bancar o III BlogProg. Todos os apoiadores terão seus nomes divulgados na blogosfera e nas redes sociais, garantindo total transparência para o evento.
Quanto à programação, ela foi definida na reunião da comissão nacional no dia 24 de março. Os contatos já foram feitos, mas nem todos os convidados confirmaram a presença. O III BlogProg dará maior espaço para as oficinas autogestionadas – os interessados devem apresentar sugestões de temas e de debatedores até 4 de maio e ficam responsáveis pela iniciativa. Também haverá maior espaço para reuniões em grupo com o objetivo de intercambiar experiências, fazer o balanço das atividades no último período e traçar os próximos passos da blogosfera. Abaixo, a proposta de programação:
III Encontro Nacional de Blogueiros (BlogProg)
Salvador, Bahia – 25, 26 e 27 de maio de 2012
Programação
25 de maio, sexta-feira
15 horas – Início do credenciamento;
17 horas – Palestra inaugural: A luta de ideias no mundo contemporâneo
– Convidado: Michel Moore (diretor de cinema e escritor dos Estados Unidos)
19 horas – Ato político em defesa da blogosfera e da liberdade de expressão – Praça Castro Alves
- Convidados: Artistas, lideranças políticas e dos movimentos sociais;
26 de maio – sábado
9 horas – Nas redes e nas ruas pela liberdade de expressão e pela regulação da mídia
Convidados:
- Franklin Martins – ex-secretário da Secretária de Comunicação da Presidência da República;
- Emiliano José – integrante da Frente Parlamentar pelo Direito à Comunicação e pela Liberdade de Expressão;
- Gilberto Gil – ex-ministro da Cultura;
- Barbara Lopes – do movimento blogueiras feministas;
11 horas – A força das redes sociais no mundo
Convidados:
- Ignácio Ramonet – criador do Le Monde Diplomatique e autor do livro “A explosão do jornalismo”;
- Amy Goodman – fundadora do movimento Democracy Now e ativista do Ocupe Wall Street;
- Osvaldo Leon – Diretor da Agência Latino-Americana de Informação (Alai);
15 horas – Oficinas autogestionadas
(Os temas e conferencistas deverão ser propostos até 4 de maio; a organização das oficinas caberá exclusivamente aos seus proponentes);
17 horas – Apresentação e debate da proposta sobre a Associação de Apoio Jurídico à Blogosfera – Rodrigo Vianna e Rodrigo Sérvulo da Cunha;
19 horas – Lançamento oficial do Blogoosfero, Plataforma Livre e Segura para blogosfera e redes sociais
Responsáveis: Fundação Blogoosfero, Colivre, TIE-Brasil e Paraná Blogs
27 de maio – domingo
9 horas – Reuniões em grupo: balanço, troca de experiências e próximos passos da blogosfera;
12 horas – Plenária final: aprovação da Carta de Salvador, definição da sede do IV BlogProg e eleição da nova comissão nacional.
Mobilização e público-alvo
- Meta de 500 participantes de todo o país (300 da Bahia, sendo 100 do interior);
- Público alvo: ativistas digitais, estudantes, acadêmicos e jornalistas.

Lula: Cachoeira queria derrubá-lo com o mensalão


Saiu na Folha (*):

Lula diz a aliados que CPI tem de ser feita ‘doa a quem doer’


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu anteontem no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, vários parlamentares para discutir a CPI do Cachoeira, informa o “Painel”, editado por Vera Magalhães e publicado na Folha desta quarta-feira.


Ele despachou, separadamente, com o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), o antecessor Cândido Vaccarezza (PT-SP) e os senadores Gim Argello (PTB-DF) e Renan Calheiros (PMDB-AL).


… Lula disse que a CPI tem de ser feita “doa a quem doer”. Ele atribuiu ao empresário Carlinhos Cachoeira um “esquema” para destruir o seu governo, desde o caso Waldomiro Diniz, em 2004, passando pela denúncia de propina nos Correios –que resultou no mensalão–, um ano depois.


(…)





É por isso que o PiG (**) está nervoso e o de muitos chapéus quer ver a Dilma sangrar – como seria o desejo secreto do Cerra. Esse é o buzilis da questão.
O Cachoeira mela o mensalão.
E, assim como TV Record, a CPI controlada pelo Governo vai melar o mensalão.
O PiG (**) pode querer fazer a CPI da Delta.
Vai dar com os burros n’água.
Essa CPI tem a duração da que tentou pegar o Protógenes – veja o vídeo em que ele fala dos bandidos da mídia – e o Agnello.
É o primeiro milho dos pintos.
A CPI do Lula vai começar com o Robert(o) Civita, depois o Leréia, depois o Ernani de Paula …
Essa é a “estruturante”, como diz o Protógenes.
Porque, como diz o sábio Oráculo de Delfos, é a que vai trazer as vísceras escuras à luz do sol.
E o mensalão ?
É melhor o Supremo julgar logo, como sugere o navegante Vander.
E sugere o Marcos Coimbra, porque, como diz ele, o Supremo tem a ver com a Constituição e a Lei.
O Merval é que tem outra agenda, não é isso ?
Ele quer condenar o Dirceu.
E acha que o Peluso ia condenar o Dirceu.
E este ansioso blogueiro, porém, quer ver o Supremo condenar o Dirceu.



Paulo Henrique Amorim
O Murdoch não perde por esperar !


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Cerra quer tomar o dinheiro do Amaury

Serra aciona Amaury e quer lucro do Privataria


por Luiz Carlos Azenha


O candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, ex-governador e duas vezes candidato ao Planalto, José Serra, está acionando na Justiça o autor do livro Privataria Tucana, Amaury Ribeiro Jr. e a Geração Editorial, editora do livro.


Amaury recebeu hoje a notificação. A MPTAP, de Arnaldo Malheiros e sócios, representa o candidato. É uma ação ordinária de indenização por dano moral, em que Serra pede que o cálculo do valor a ser pago, em caso de condenação, tenha relação com a vendagem do livro, considerando o preço de R$ 34,90.


“Esse componente da indenização deverá ser fixado sobre parte do valor de capa, não inferior ao percentual praticado para a remuneração do autor e não inferior à margem de lucro da própria editora, de modo que os réus não prossigam auferindo lucros que resultem de uma conduta ilícita”, diz a ação.


Serra alega ter sido acusado, no livro:


a) ter recebido propina de empresas envolvidas nas licitações realizadas nos processos de privatização de empresas públicas nacionais, valendo-se da sua condição de Ministro do Planejamento e coordenador do programa de desestatização no Governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso;


b) ter criado rede de espionagem para investigar Aécio Neves, Governador do Estado de Minas Gerais — a quem teria chantageado — valendo-se, para tanto, da sua condição de Governador do Estado de São Paulo e do uso de recursos do Tesouro paulista.


Segundo Amaury, Serra nunca foi acusado diretamente no livro de receber propinas. O jornalista diz que dispõe de provas sobre a segunda acusação.


“Como não consegue contestar o conteúdo do livro, a ação indenizatõria se baseia em fatos deturpados por Serra ou distorcidos pela imprensa durante a campanha eleitoral de 2010″, diz Amaury. Na ação, Serra diz que Amaury, ao depor na Polícia Federal, teria confessado a quebra de sigilo de parentes do tucano, “o que não aconteceu”, afirma o jornalista.


“A ação é fraca, uma piada, uma aberração jurídica, que com certeza me dará subsídios para escrever a Privataria Tucana II”, disse.


“Foi feita na prorrogação do segundo tempo, só depois que o Serra se declarou candidato a prefeito, para que ele se justifique se o tema vier à tona durante a campanha eleitoral”, continua.


“Eu nunca perdi uma ação na minha vida e não vou dar ao Serra o prazer de ficar com o dinheiro de meu trabalho”, conclui.

A primeira investigação sobre a imprensa na história do Brasil

CPI do Cachoeira, CPI da empreiteira Delta, CPI do Agnelo… A mídia passou dias e dias construindo versões sobre o foco que terá a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que ela mesma disse que não sairia porque, pasme-se, “o governo” teria “medo” da investigação.
As ameaças dos meios de comunicação de inverterem o foco da CPMI e de jogá-lo contra os partidos da base aliada e contra o governo Dilma de fato surtiram algum efeito. Parlamentares de todos os partidos se preocuparam. Mas a preocupação decorreu da campanha midiática. Ponto.
Todavia, essa investigação tem tanta chance de se voltar para a relação da Veja com o esquema Cachoeira quanto contra qualquer outro alvo.
Jornalistas de alguns grandes meios de comunicação, sobretudo os da Folha de São Paulo, começaram a tocar no assunto como este blog previu que fariam. Ao tratarem das relações da Veja com Cachoeira, dizem o óbvio: criminosos podem, sim, ser fontes da imprensa.
Alguns desses jornalistas reconhecem que tiveram contato com Cachoeira e explicam que foram contatos fortuitos, o que os torna explicáveis. Agora, no caso da Veja, não. São CENTENAS de ligações e sabe-se lá quantos encontros presenciais.
Quando um jornalista fala com uma fonte criminosa uma vez, cinco vezes, dez vezes, é uma coisa. Quando fala CENTENAS de vezes, é casamento.
Eis, aí, o potencial da CPMI que transpareceu da clara resposta que, ao aprová-la maciçamente, o Congresso deu a uma imprensa que dizia que o Poder Legislativo abafaria o caso. E esse potencial é o de, pela primeira vez na história, a imprensa sentar-se no banco dos réus.
Uma fonte muitíssimo bem informada me diz que anda por volta de mais de duas centenas de parlamentares o contingente deles que tem a imprensa atravessada na garganta. E claro que dirão que isso ocorre porque são todos corruptos que temem o trabalho da imprensa livre, blábláblá.
O fato, porém, é o de que as gravações da Operação Monte Carlo revelam que ao menos no caso da Veja não se trataram de relações fortuitas com uma fonte, mas de um crime continuado.
Não há mera relação entre imprensa e uma fonte que possa assim ser caracterizada diante da descoberta de que aquele veículo falava várias vezes por semana, durante anos, com um criminoso, e de que a quadrilha desse criminoso deu TODAS as matérias que o veículo publicou contra o PT.
A Veja argumenta, literalmente, que a relação que mantinha com Cachoeira era a mesma que os criminosos mantêm com a Justiça quando optam pela “delação premiada”. Ora, então a pergunta é uma só: se a delação é premiada, que prêmio a revista ofereceu a Cachoeira em troca de suas denúncias contra o PT?
Parlamentares petistas, peemedebistas, comunistas, pedetistas e de quantos partidos se possa imaginar não assinaram essa CPI à toa. Há um clima no Congresso para que venham à tona os métodos que setores da imprensa brasileira usam.
Isso porque todos têm muito claro que uma imprensa que se alia a determinado grupo político e usa seu poder e até concessões e dinheiro público para fazer luta política, é uma imprensa que não serve a ninguém além de seus proprietários e aos políticos amigos deles.
A CPMI aprovada pela esmagadora maioria do Congresso terá um viés inédito na história da República. Será a primeira vez que o país irá esmiuçar o comportamento do dito “quarto Poder”. E já fará isso tarde. Depois dessa investigação, o Brasil nunca mais será o mesmo.
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PS: o blog esteve fora do ar desde o fim da manhã até o começo da tarde desta quarta-feira porque a empresa que o hospeda teve que trocar de servidor devido ao acúmulo de tráfego, que sempre cresce muito quando a política esquenta.
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Do leitor que se assina André:

Coluna Esplanada

CPI já vira caso de polícia dentro da Câmara

Por Leandro Mazzini

A CPI mista do Cachoeira nem começou mas já pega fogo nos bastidores – em especial, nos corredores da Câmara. Um roteiro com ingredientes de cena policial ganhou o sétimo andar do Anexo 4 da Casa. Indignados com um cartaz pró-CPI na porta do gabinete do deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), ex-delegado da PF e entusiasta da instalação, dois deputados tucanos o arrancaram da porta e jogaram no chão, irados. Tratam-se de ninguém menos que o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), e o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN). Protógenes só soube quando pediu à Polícia Legislativa o vídeo do circuito interno de TV do corredor. Mas não prestou queixa à Mesa Diretora.
Constrangido e incrédulo, Protógenes não procurara, até ontem à noite, os parlamentares para pedir explicações. Um assessor acompanhava os deputados na hora do ‘ataque’.
Pelo vídeo e sequência de fotos, fica clara a atuação do trio na porta fechada do gabinete do deputado, durante o dia. Guerra indica e Marinho puxa o cartaz…”

Incrível o potencial dessa gente no cinísmo!!

Estadão conserta fala de Serra sobre CPI, com medo do elo Delta-Dersa-Paulo Preto

José Serra preocupa-se com contratos entre a DERSA e a Delta Construções.
Serra era governador e Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, era diretor da DERSA.
Só na terça-feira, depois que o PT, PCdoB, PDT, PSB, PSOL e outros garantiram as assinaturas para a CPI do Cachoeira, e ficou comprovado que era irreversível, José Serra (PSDB/SP) se manifestou, nas páginas do Estadão.

Antes disso, procura-se uma declaração do tucano sobre o assunto.

Eis o que o jornalão publicou:
"Sinceramente, eu dou meu voto de confiança ao Marconi Perillo e acho que ele está aberto a qualquer investigação que haja".
"Para saber o que vai acontecer, precisa ter bola de cristal, mesmo porque eu fiquei surpreso com isso tudo... É verdade aquilo que se diz: CPI você sabe como entra, mas não sabe como sai."
O Estadão interpretou o texto acima como: "Serra também defendeu as investigações que serão realizadas pela CPI".

Foi isso que vocês entenderam?

As declarações de José Serra publicadas não foram de apoio coisa nenhuma. Foram de receio. O Estadão "consertou" na narrativa para não pegar mal.


José Serra tem medo da CPI abordar os remédios genéricos do Cachoeira, e o envolvimento da empreiteira Delta com Paulo Preto (através da DERSA), quando foi governador de São Paulo.

Mensalão vs CPI


Por Marcos Coimbra

Do Correio Braziliense


Nossa “grande imprensa” está reagindo de forma curiosa à instalação da CPI do Cachoeira. Salvo uma ou outra voz discordante, anda cheia de desconfianças.


No mínimo.


Em alguns casos, sua má vontade é clara. Em outros, mostra-se furiosa.


Cabe a pergunta: o que esperava do Congresso? O que deveriam senadores e deputados fazer frente às denúncias de que Demóstenes Torres está afundado até a raiz dos (poucos) cabelos em gravíssimas irregularidades, assim como, em escala menor, alguns deputados e lideranças de vários partidos?


E quanto às suspeitas que alcançam os governos de Goiás e do Distrito Federal, a revista Veja – um dos baluartes da imprensa de direita – e grandes empresas privadas? Agora que pipocam indícios de todos os lados?


O certo seria que cruzassem os braços e fingissem que nada acontece?


Quando Lula e as lideranças do PT no Congresso entraram em campo para defender a criação da CPI se comportaram como é natural na política: perceberam que seus adversários estavam fragilizados e agiram.


As atuais oposições fizeram a mesma coisa quando tiveram a oportunidade. Assim como os próprios petistas no passado, quando eram oposição e não deixavam escapar qualquer chance de atingir o governo.


A desconfiança da maioria dos comentaristas – e a fúria de alguns – tem a ver com a ideia de que a CPI do Cachoeira é útil ao PT.


Existem CPIs que não são políticas – as que investigam e propõem medidas para enfrentar problemas sociais relevantes. Hoje, por exemplo, há três dessas na Câmara – uma a respeito do abuso infantil, outra do trabalho escravo e uma terceira sobre o tráfico de pessoas. Por mais meritórias que sejam, alguém acompanha seus trabalhos e se interessa por elas, a não ser (talvez) os especialistas?


Resultam de consensos, o inverso do que ocorre nas CPIs políticas. Essas são invariavelmente contra algo ou alguém – governo, governante, partido.


Se nossos comentaristas estão desconfiados – ou apopléticos – com a CPI do Cachoeira por ela ser política, deveriam ficar assim sempre. Todas têm “motivos secretos”, todas visam a alcançar objetivos estratégicos.


Ingênuo é achar que o PT deixaria um escândalo como esse passar em branco, sem se aproveitar dele politicamente.


E a hipótese de a CPI do Cachoeira “nada mais” ser que uma manobra para desviar a atenção do mensalão e livrar os acusados?


Seria um ardil extraordinário, no qual teriam que estar envolvidos Demóstenes Torres e Carlinhos Cachoeira – para não falar dos asseclas. Sem suas centenas de conversas, sem os fogões, geladeiras e celulares que um recebeu do outro, ninguém nem pensaria em CPI. Ou, quem sabe, o senador seria um criptopetista?


Fora sua pouca lógica, a tese de que a motivação última da CPI é distrair o interesse das pessoas do julgamento do mensalão implica supor que esse interesse existe e que o tema, para elas, é relevante. O que não faz sentido. O assunto perdeu, há tempo, a capacidade de motivá-las.


Implica, também, imaginar que o Supremo julga conjunturalmente, ao sabor dos humores ocasionais da população e de acordo com o modo como a imprensa o pauta. Se as pessoas forem “desviadas” do mensalão, será leniente. Se for pressionado, será rigoroso. Ou seja: não age. Somente reage.


Implica acreditar que o Supremo não decide de acordo com a Lei.


No fundo, quem cultiva essas fantasias tem pequeno apreço por nossa Justiça e pela opinião pública. Ou as conhece mal.

CPI da Veja e do PSDB. O que Cerra pensa disso

O Padim Pade Cerra acha que os comissários do PT flertaram com a ideia de criar uma CPI da Veja para abafar o mensalão.

(Clique aqui para ler sobre a foto do escárnio.)

Em poucos dias, os comissários do PT descobriram que estavam enganados.

Por mais que adiem a faxina, os comissários do PT têm um encontro marcado com as malfeitorias dos seus comissários.

Não adianta dobrar a aposta e ir para cima da CPI.

Não conseguirão contaminar o Supremo.

E, rodou, rodou a CPI se transformou num julgamento da “mãe do PAC”, já que a empreiteira Delta é “a tia do PAC”.

Esse é centro da colona (*) de Elio Gaspari, na pág. A10 da Folha (**) e no Globo.

Como Paulo Francis, ele consegue escrever nos dois, simultaneamente.

Só falta a GloboNews para ser o GPS do PiG (***).

(Não confundir com o Farol de Alexandria, que já aderiu à CPI da Veja.)

Elio Gaspari, como se sabe, usa múltiplos chapéus.

Entrou para o Historialismo Brasileiro (não é História nem Jornalismo) com a tese de que Ernesto Geisel e Golbery fizeram e desfizeram o regime autoritário quando bem entenderam, e, com isso, se tornaram o George Washington e o Thomas Jefferson da Democracia Brasileira.

(Quando é que ele vai abrir aos estudantes de História os arquivos que herdou do Heitor Aquino Ferreira ?)

As teses de Gaspari não tem novidade nenhuma.

A Seleções do Reader’s Digest já tinha dito coisa parecida sobre a intervenção militar no Brasil.

No artigo desta quarta-feira, Gaspari  se filiou à escola do Ali Kamel/Policarpo, que já defende isso tudo desde que explodiram as relações entre Cachoeira e Demóstenes, a Veja e Perillo e se estabeleceu o vínculo entre toda a mixórdia e o mensalão – clique aqui para ler “TV Record melou o mensalão”.

(Quando a ANJ vai defender o Robert(o) Civita ? Por que o Gaspari não o defende ?)

O dos muitos chapéus tem uma utilidade.

Desvendar o que pensa o Padim Pade Cerra.

No Governo Fernando Henrique, por exemplo, quando o Cerra queria detonar o Malan, o de múltiplos chapéus, por coincidência, passou a dinamitar o que chamava de “ekipekonomica”, ou seja, o Malan.

O de múltiplos chapéus é dos colonistas (*) do PiG (***) que tratam o José Serra de “Serra”.

São muitos, especialmente em São Paulo, onde ele é considerado “a elite da elite”,  como disse a Veja.

Como não dormem, é possível que Cerra e o de múltiplos chapéus, de madrugada, troquem receita de veneno.

Vamos supor que a peça do PiG desta quarta-feira seja, outra vez, o reflexo das ideias que o Cerra acalenta e compartilha com o articulista – e só ele.

Não que o de múltiplos chapéus não tenha ideias próprias.

Tem e muitas.

Em múltiplos volumes.

O Cerra, também.

Genéricos, programa anti-AIDs, multiplicação das escolas técnicas – todas essas, como se sabe, são originalmente dele, Cerra.

Sem falar na Privataria Tucana, onde ele e seu clã aparecem de forma hegemônica.

(Por que o de múltiplos chapéus não comenta o “Privataria” na seção de Livros que publica aos domingos ?)

Mas, vamos supor que o artigo desta quarta feira seja produto de tertúlia na calada da noite.

Se for – e essa é uma suposição -, é revelador.

O que Cerra quer é dinamitar a Dilma.

Fazê-la sangrar no delta do rio São Francisco, derramar sangue até a eleição – e ele, docemente constrangido, abandona a Prefeitura para se candidatar a Presidente e derrotar a exangue coitada.

É uma atualização da “Teoria do Sangramento”, que o Farol tentou aplicar ao Nunca Dantes, exatamente por causa do mensalão.

Deu com os burros n’água antes, dará, depois.

Tão simples quanto isso, amigo navegante.

Condenar o Dirceu, abafar a CPI e eleger o Cerra.

A madrugada abriga os demônios.


Paulo Henrique Amorim


(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (***) que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta  costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse  pessoal aí.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

CPI é protocolada no Congresso

Por Altamiro Borges

No final da noite desta terça-feira, a Câmara Federal finalmente conseguiu reunir 324 assinaturas para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará a máfia de Carlinhos Cachoeira e as suas ligações com o ex-demo Demóstenes Torres, com o governador tucano Marconi Perillo (GO) e, dependendo da pressão da sociedade, com veículos da imprensa - especialmente a revista Veja. Eram necessárias 171 assinaturas. Já no Senado, onde o mínimo exigido era de 27 assinaturas, 54 senadores aderiram ao pedido de criação da comissão mista.
A cortina de fumaça da mídia

Apesar da cortina de fumaça lançada por setores da mídia, que diziam que os governistas seriam contra a CPI, as primeiras adesões partiram exatamente dos partidos da base de sustentação do governo Dilma. A própria Folha online reconheceu, no maior cinismo, que "o PT garantiu 78 assinaturas, confirmando o interesse". Já os parlamentares do PSDB e do DEM aguardaram até a última hora para apoiar a criação da comissão. Na prática, os tucanos e os demos são os que mais temem os resultados da investigação. Já a mídia demotucana tentou apenas confundir a opinião pública.

Concluída a coleta e conferidas as assinaturas, caberá ao presidente do Congresso Nacional convocar uma sessão para ler o requerimento com o pedido de instalação da CPI mista. Com a licença médica do presidente do Congresso, senador José Sarney (PMDB-AP), a missão ficará a cargo da vice-presidente, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES). A expectativa é que a sessão seja realizada já nesta quinta-feira. Após a leitura, os parlamentares têm prazo até a meia-noite para retirar suas assinaturas. Se for mantido o mínimo regimental, a CPI poderá ser oficialmente criada ainda nesta semana.
 

Condenar Dirceu e matar a CPI. É o que a Globo quer



O jornal nacional desta terça-feira não plagiou a Veja nem o porta-voz do Carlinhos Cachoeira.

E deixou bem claro o que quer.

Matar a CPI da Veja.

Como ?

Fazer de conta que a CPI da Veja é uma reivindicação do ACM Neto e do Alvaro Dias e que o Governo Dilma está acuado.

Tão acuado que o PT pretende desistir da CPI.

É o que uma das “reportagens” do jn dá a entender.

(Se até o FHC quer a CPI, como o Ali Kamel insiste nisso ? E por que o jn omitiu essa adesão do FHC à CPI ? Censurou o FHC, Kamel ? E por que o Ali Kamel fingiu que não viu  que a Hillary disse que a Dilma é um exemplo de luta contra a corrupção ?)

Uma das formas de a Globo acuar o Governo é transformar o PAC da Dilma no centro do escândalo, através da empreiteira Delta.

A Delta e, não, o Demóstenes se tornou o centro da atenção do jornal nacional (sem a ajuda da Veja).

Vamos ver se a Delta faz com a Dilma o que faz com o tucano que governa (ainda) Goiás.

Vamos ver.

(Por falar nisso, cadê o Demóstenes, que sumiu do PiG (*) ?)

A outra obsessão do jornal nacional dos filhos do Roberto Marinho – eles não tem nome próprio – e seu Ratzinger, o Ali Kamel, é antecipar o julgamento do Dirceu no mensalão – que ainda está por provar-se, como diz o Mino Carta.

A obsessão se demonstra com a pressão para que o Supremo julgue logo o Dirceu.

Na verdade, é a necessidade imperiosa de o Supremo condenar logo o Dirceu.

Condenar, antes de as vísceras tucanas e demostianas aparecerem à luz do sol.

Condenar o Dirceu (e o Lula e a Dilma) e a gente sai dessa, de fininho.

E até o Policarpo, o Leréia, o Perillo a nossa turma cai fora.

O Conversa Afiada até desconfia que seria melhor, mesmo, como sugere o Vander, o Supremo julgar o mensalão.

Quem não pode julgar, porém, é o PiG (*).

A entrevista do Ministro Ayres Britto no jornal nacional não muda uma virgula do que ele disse no domingo ao mesmo Globo, quando o Globo tentou votar por ele.
Se  puder, ele vota o mensalão este ano, ao mesmo tempo em que se desenrola a eleição, ele diz.

Se puder.

Mas, a Globo e o Merval querem que dê tempo de o Peluso condenar o Dirceu.

Não porque estejam preocupados com a Justiça ou a lisura do pleito.

Porque a imediata condenação do Dirceu esvaziaria a CPI da Veja.

A Globo quer matar o Dirceu para salvar a Veja.

E ao salvar a Veja, salva a si própria.

O resto é o luar de Paquetá, diria o Nelson Rodrigues.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

CPI OU NÃO CPI? A CADA ESCOLHA, O SEU PREÇO

*Com mais de 400 assinaturas, entre a Câmara e o Senado, a CPI do Cachoeira tornou-se um fato politicamente irreversivel**  disputa agora gira em torno da sua abrangência e foco**  banca privada sente a pressão estatal e já admite cortar os juros: desde a decisão do governo de reduzir as taxas nos bancos públicos,  CEF já elevou em cerca de 18% a concessão de crédito; Febraban sai desmoralizada do episódio** Copom reúne-se hoje e pode reduzir  mais um degrau na taxa básica de juros do país,a Selic


 A mídia demotucana destacou batalhões para escarafunchar possíveis  vínculos entre a construtora Delta (mostrada como uma espécie de caixa de compensação do esquema Cachoeira), obras do PAC e eventuais doações a políticos e campanhas do PT. A investigação é legítima. Mas a ênfase exclusiva denuncia a intenção do dispositivo midiático conservador. Trata-se de acuar o governo Dilma com uma barragem de suspeição e chantagem para ofuscar o consórcio de carne e osso que liga o esquema Cachoeira à oposição.Mas, sobretudo, há o intento de eclipsar a preciosa singularidade deste caso: o explícito papel do braço midiático na lubrificação da engrenagem criminosa; mediador  sem o qual o jogo de corrupção, coação e legitimação não vingaria. O empenho da mídia empresta veracidade a rumores segundo os quais, outros nomes de prestígio do jornalismo, além dos já divulgados, estariam engolfados  até o nariz na lama da cachoeira revolvida pela PF. Diante dos riscos inerentes à água turva, o governo hesita em ir a fundo nas apurações. A cada escolha, o seu preço; mas retroceder agora pode penhorar o futuro. (LEIA MAIS AQUI)

CPI OU NÃO CPI? A CADA ESCOLHA, O SEU PREÇO
*Com mais de 400 assinaturas, entre a Câmara e o Senado, a CPI do Cachoeira tornou-se um fato politicamente irreversivel**  disputa agora gira em torno da sua abrangência e foco**  banca privada sente a pressão estatal e já admite cortar os juros: desde a decisão do governo de reduzir as taxas nos bancos públicos,  CEF já elevou em cerca de 18% a concessão de crédito; Febraban sai desmoralizada do episódio** Copom reúne-se hoje e pode reduzir  mais um degrau na taxa básica de juros do país,a Selic
CPI OU NÃO CPI? A CADA ESCOLHA, O SEU PREÇO
A mídia demotucana destacou batalhões para escarafunchar possíveis  vínculos entre a construtora Delta (mostrada como uma espécie de caixa de compensação do esquema Cachoeira), obras do PAC e eventuais doações a políticos e campanhas do PT. A investigação é legítima. Mas a ênfase exclusiva denuncia a intenção do dispositivo midiático conservador. Trata-se de acuar o governo Dilma com uma barragem de suspeição e chantagem para ofuscar o consórcio de carne e osso que liga o esquema Cachoeira à oposição.Mas, sobretudo, há o intento de eclipsar a preciosa singularidade deste caso: o explícito papel do braço midiático na lubrificação da engrenagem criminosa; mediador  sem o qual o jogo de corrupção, coação e legitimação não vingaria. O empenho da mídia empresta veracidade a rumores segundo os quais, outros nomes de prestígio do jornalismo, além dos já divulgados, estariam engolfados  até o nariz na lama da cachoeira revolvida pela PF. Diante dos riscos inerentes à água turva, o governo hesita em ir a fundo nas apurações. A cada escolha, o seu preço; mas retroceder agora pode penhorar o futuro. (LEIA MAIS AQUI)
*Com mais de 400 assinaturas, entre a Câmara e o Senado, a CPI do Cachoeira tornou-se um fato politicamente irreversivel**  disputa agora gira em torno da sua abrangência e foco**  banca privada sente a pressão estatal e já admite cortar os juros: desde a decisão do governo de reduzir as taxas nos bancos públicos,  CEF já elevou em cerca de 18% a concessão de crédito; Febraban sai desmoralizada do episódio** Copom reúne-se hoje e pode reduzir  mais um degrau na taxa básica de juros do país,a Selic
CPI OU NÃO CPI? A CADA ESCOLHA, O SEU PREÇO
A mídia demotucana destacou batalhões para escarafunchar possíveis  vínculos entre a construtora Delta (mostrada como uma espécie de caixa de compensação do esquema Cachoeira), obras do PAC e eventuais doações a políticos e campanhas do PT. A investigação é legítima. Mas a ênfase exclusiva denuncia a intenção do dispositivo midiático conservador. Trata-se de acuar o governo Dilma com uma barragem de suspeição e chantagem para ofuscar o consórcio de carne e osso que liga o esquema Cachoeira à oposição.Mas, sobretudo, há o intento de eclipsar a preciosa singularidade deste caso: o explícito papel do braço midiático na lubrificação da engrenagem criminosa; mediador  sem o qual o jogo de corrupção, coação e legitimação não vingaria. O empenho da mídia empresta veracidade a rumores segundo os quais, outros nomes de prestígio do jornalismo, além dos já divulgados, estariam engolfados  até o nariz na lama da cachoeira revolvida pela PF. Diante dos riscos inerentes à água turva, o governo hesita em ir a fundo nas apurações. A cada escolha, o seu preço; mas retroceder agora pode penhorar o futuro. (LEIA MAIS AQUI)
*Com mais de 400 assinaturas, entre a Câmara e o Senado, a CPI do Cachoeira tornou-se um fato politicamente irreversivel**  disputa agora gira em torno da sua abrangência e foco**  banca privada sente a pressão estatal e já admite cortar os juros: desde a decisão do governo de reduzir as taxas nos bancos públicos,  CEF já elevou em cerca de 18% a concessão de crédito; Febraban sai desmoralizada do episódio** Copom reúne-se hoje e pode reduzir  mais um degrau na taxa básica de juros do país,a Selic
 
A mídia demotucana destacou batalhões para escarafunchar possíveis  vínculos entre a construtora Delta (mostrada como uma espécie de caixa de compensação do esquema Cachoeira), obras do PAC e eventuais doações a políticos e campanhas do PT. A investigação é legítima. Mas a ênfase exclusiva denuncia a intenção do dispositivo midiático conservador. Trata-se de acuar o governo Dilma com uma barragem de suspeição e chantagem para ofuscar o consórcio de carne e osso que liga o esquema Cachoeira à oposição.Mas, sobretudo, há o intento de eclipsar a preciosa singularidade deste caso: o explícito papel do braço midiático na lubrificação da engrenagem criminosa; mediador  sem o qual o jogo de corrupção, coação e legitimação não vingaria. O empenho da mídia empresta veracidade a rumores segundo os quais, outros nomes de prestígio do jornalismo, além dos já divulgados, estariam engolfados  até o nariz na lama da cachoeira revolvida pela PF. Diante dos riscos inerentes à água turva, o governo hesita em ir a fundo nas apurações. A cada escolha, o seu preço; mas retroceder agora pode penhorar o futuro. (LEIA MAIS AQUI)

terça-feira, 17 de abril de 2012

PT garante CPI coletando 28 assinaturas no Senado. Oposição resiste e blefa.

 
Bancada demotucana está vacilando e boicotando as assinaturas à CPI.

O PT recolheu 28 assinaturas no Senado, o que já garante a abertira a CPI do Cachoeira. Toda a bancada dos 13 senadores do PT já assinou.

Enquanto isso, a oposição tentou uma manobra para boicotar a CPI, fazendo jogo duplo.

Em vez de assinarem e mostrarem suas assinaturas, fizeram uma encenação em frente as câmeras, como se estivessem fazendo uma ato público de "luta" pela CPI. Nos bastidores, em vez de pressionar outros parlamentares para assinar, conspiram contra a CPI com parte da base governista mais "enrolada".

Depois que o PT garantiu as 28 assinaturas, a oposição terá que parar de blefar, e assinar à força para não sair desmoralizada.

Amanhã, deverão ser apresentadas o resto das assinaturas de apoio à CPI que ficaram a cargo de outros partidos recolherem.

Como a CPI é mista, a Câmara também está recolhendo as assinaturas, sendo necessárias 171. Como o deputado Protógenes (PCdoB) já havia recolhido anteriormente, não deve haver dificuldade em repetir.

O PSDB tem 10 senadores, o DEM tem 4. Cadê as assinaturas?

Cadê o falastrão Álvaro Dias?
E o Aécio Neves?
E Mário Couto (colega de profissão no passado de Carlinhos Cachoeira)?
E Aloysio Nunes?
E José Agripino Maia?

Coragem, demotucanos! Essa será a primeira CPI com forte controle social pelas redes sociais na Internet.

Não adianta fugir, todos os senadores e deputados tem um encontro marcado com o povo, que quer a verdade. Quem fugir da raia, o povo não perdoará.

jn plagiou a Veja para criar a CPI do Dirceu




Saiu no Tijolaço, de Fernando Brito:

A água velha das fontes contaminadas


A “reportagem” de ontem do Jornal Nacional e manchete em vários jornais, curiosamente, já tinha sido matéria publicada há um ano.


Aliás, pela Veja.


Inclusive, com a transcrição literal do áudio levado ao ar pelo JN, onde o empresário Fernando Cavendish fala, jocosamente, sobre a corrupção dos políticos – aliás, grande novidade… – pelas empreiteiras.


O Jornal Nacional usa, porém, como fonte o blog do jornalista Mino Pedrosa, ex-assessor de Carlinhos Cachoeira.


Pedrosa foi acusado, na CPI da Assembleia do Rio de Janeiro (veja o documento, página 238) sobre o caso Waldomiro Diniz, de praticar extorsão contra o ex-diretor de loterias, em nome de Carlinhos Cachoeira.


Mais um fato: a fita é descrita como tendo sido gravada em uma reunião com diretores da empresa.


Portanto, não faz parte dos grampos telefônicos legais produzidos na Operação Monte Carlo.


Quem e com que fim se fez esta gravação, então?


A narrativa sobre as cisrcusntâncias da gravação sugere que possa ter sido Carlos Pacheco, o homem de Cachoeira nas gravações da PF.


Para que, para chantagear o empresário, como parece evidente? Quais são os crimes que ele tem escondidos?


Cavendish, certamente, é um que tem muitas explicações a dar na CPI, mas não as dará se persistirem os movimentos para criar empecilhos à instalação da investigação.


Porque foi esta a finalidade de se buscar água velha em fontes tão contaminadas.


A Globo não é de achar algo num blog e levar para o JN.


O objetivo, claro, foi o de dizer: devagar com a CPI.


Usando, como se diz no jargão jornalístico, um “gancho” para envolver o ex-ministro José Dirceu na história.


Porque Dirceu, assumiu de público, há um ano atrás, que prestou consultoria para a Delta, mum trabalho de quatro meses, pelo qual foram cobrados R$ 20 mil.


Era preciso, fosse lá como fosse, empurrar Dirceu – e portanto a Lula – para este escândalo novo.


Era, esta água servida, a forma de colocar José Dirceu no palanque eletrônico da Globo, e desviar as atenções para o período Lula.


É isso o que se busca.


Esta é uma história exibida com sinais contrários.


Denunciam-se pressões sobre o STF para pressionar o STF.


Fala-se em corrupção para encobrir corruptos.


Diz-se que a esquerda tem medo da CPI para ocultar o medo de que se exponha à luz os esquemas espúrios pelos quais a direita fabrica escândalos.

A resposta a isso só pode ser uma: abra-se tudo, investigue-se tudo, sem seletividade ou dirigismo.


Quem estiver devendo, que pague, seja oposição, empresário ou governista.


Mas não vamos deixar que nos vendam peixe velho como novo.


Até porque fede.





Agora, aqui pra nós, amigo navegante: que o jornal nacional do Ali Kamel copie a Veja, até se entende, por que eles protegem e ainda pedem desculpas um ao outro.
Agora, o jn usar o Mino Pedrosa como fonte, aquele que talvez seja um dos porta-vozes do Cachoeira – o outro é um dirigente tucano, o Leréia – já parece ser um certo exagero, não é mesmo, amigo aveante ?
E ainda quer substituir os ministros do Supremo.
E criar uma CPI própria.
A Globo do Ali Kamel se transformou naquela geringonça que transforma detrito da Veja em Chanel # 5 !
E bolinha de papel em míssil !
Será que o Dr. Roberto permitiria tal degradação ?



Paulo Henrique Amorim

Urubóloga( Miriam) ameaça invadir a Argentina

O Bom (?) Dia Brasil desta terça-feira dedicou mais espaço à Cristina Kirchner do que ao José Dirceu.

Com o jn é diferente: o jn instalou  CPI do Dirceu.

E ministros do STF, correspondentemente, vão ao PiG, aparentemente com o mesmo secreto desejo: condenar o Dirceu a tempo de eleger o Cerra em São Paulo, para que o PSDB tenha um candidato em 2014.

A Urubóloga se concentrou naquilo que o amigo navegante chamou de reestatização da Petrobrax.

A Urubóloga previu o “efeito boomerang”: o mundo saberá dirigir sua ira à Argentina.

(Como se a Espanha ainda tivesse algum canhão …)

E a Petrobrás vai pagar caro, porque, breve, a Cristina vai expropriar a Petrobrás de lá.

Ou seja, pela primeira vez na vida, a Globo defende a Petrobrás.

A Globo reage como o Clarín, aquele empresa que detinha na Argentina os mesmos privilégios que a Globo tem aqui e foi devidamente contida numa Ley de Medios.

Clarín e Globo – é tudo o mesmo.

O que a Urubóloga e seus discípulos – um deles agora fica em Londres – poderiam observar é que as companhais de telefonia e de energia elétrica no Brasil deveriam ficar de olho.

Essa história de não investir no Brasil e mandar o dinheiro para fora pode custar caro.

É o que fazia a Repsol espanhola.

Desde que o Carlos Menem, o FHC a Argentina, entregou a Petrobrax aos espanhóis.

A Repsol sentou-se em cima de magníficas reservas, enquanto as importações argentinas de energia cresciam aceleradamente.

Para entender melhor as razões da Argentina, ler na Carta Maior: http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=954

Aqui, a Folha se vale de um articulista do Clarín e ex-Ministro do Menem (o FHC argentino) para explicar o que aconteceu, na pág. A13.

E o Valor reproduz reportagem do Wall Street Journal na pág. A13 para tratar do assunto.

O Wall Street Journal (propriedade do Robert(o) Murdoch Civita)  está muito preocupado: quanto a Cristina pretende pagar pelos 51% da Repsol na empresa estatizada, a YPF ?

O Conversa Afiada tem uma sugestão a fazer à líder argentina.

Copiar o engenheiro Leonel: quando governador do Rio Grande do Sul, estatizou empresas de telefonia e energia americanas e pagou um cruzeiro.

Um cruzeiro em dinheiro.

Muito justo.

(Não foi à tôa que o Dr Roberto passou a vida a perseguir o Brizola. Como os filhos – eles não têm nome próprio – fazem hoje com o Lula e a Dilma.)


Paulo Henrique Amorim

José Dirceu: mídia inventou a tal operação-abafa por medo da CPI

A mídia demo-tucana saiu com uma tese arrasadora para o PT e, sobretudo, para o governo Dilma: partido, governo e aliados, sabendo-se um ajuntamento de corruptos, estariam com medo de uma CPI que só começou a nascer no Congresso justamente por iniciativa não só do PT, mas do ex-presidente Lula, que, por óbvio, não estimularia a investigação parlamentar sem o aval da presidente Dilma.
Segundo a mídia, além de um ajuntamento de corruptos as forças governistas também seriam extremamente estúpidas, um bando de ingênuos, incluindo Lula e a presidente da República. Tão estúpidos que incentivam a CPI e depois se arrependem, como se uma decisão dessas fosse tomada assim, em cima do joelho.
Arrependido, o governismo estaria tratando de propor à oposição que, com sua “imensa maioria” (sic) no Congresso e na própria CPI, não convoque José Dirceu – que, aliás, nada tem que ver com o caso Cachoeira – e o governador Agnelo Queiróz e, em troca, a situação, que por essa tese estaria acuada, não convocaria o governador Marconi Perillo.
A tese é farsesca ao impensável. Sobretudo porque as forças governistas no Congresso controlarão a CPI, numericamente e em postos de comando da investigação, e assim, em tese, poderiam impedir convocação de quem quisessem.
Diante disso, o blog entrou em contato com o ex-ministro José Dirceu. Ele negou qualquer possibilidade de “operação-abafa” ou que Dilma tenha “medo” da investigação. Pedi a ele uma declaração por escrito, que acaba de chegar por e-mail. Nessa declaração, ele diz que irá se pronunciar oficialmente e afirma que a mídia é que tem medo da CPI.
Vejam, abaixo, a mensagem que o ex-ministro enviou ao blog.